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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Janot: Temer, Moreira e Padilha formam a mesma quadrilha; SAIBA!

Janot: Temer, Moreira e Padilha formam a mesma quadrilha; SAIBA!
2 de agosto de 2017
 

Do Estadão:
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, sejam incluídos no rol de investigados de um inquérito já instaurado contra membros do PMDB na Câmara dos Deputados no âmbito da Operação Lava Jato.

 Janot, que acolheu a recomendação da Polícia Federal, afirma que a organização criminosa investigada a partir da delação da JBS é apenas um “desdobramento” 
da que já era investigada no inquérito 4.327, que engloba 15 parlamentares, ex-parlamentares e assessores do PMDB.



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segunda-feira, 24 de julho de 2017

TEMER DESSE O PAU NA GLOBO E EM JANOT: ‘Não adianta tentarem destruir o meu governo, pois irei continuar até o último dia de mandato;’ SAIBA

TEMER DESSE O PAU NA GLOBO E EM JANOT: ‘Não adianta tentarem destruir o meu governo, pois irei continuar até o último dia de mandato;’ SAIBA
24 de julho de 2017
 

O Planalto comentou nessa segunda (24) que o presidente Michel Temer, teria enviado um recado para a o Grupo Globo: Independe da vontade de vocês ou não, permanecerei no governo até o fim do mandato.’

Segundo as mesmas informações o presidente teria dito que ou a globo paga o que deve ao BNDES e ou será fechada, para isso estaria envidando todos os esforços nos meios jurídico do Planalto e do próprio banco que pertence ao governo federal.

O presidente Michel Temer lembrou que a globo luta por interesses próprios e não irá admitir inadimplência por parte do grupo e de outros tidos como poderosos, prejudicando os interesses dos demais brasileiros.

Ele lembrou que o atual Procurador Geral da República teria perdido o poder de fogo, pois está implodindo no cargo, sem força para fazer qualquer tipo de investida contra o governo ou quem quer que seja, até porque o país já tem uma nova procuradora que já está inclusive de fato comandando a PGR.

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sábado, 17 de junho de 2017

ATENÇÃO: PERIGO, MUITO PERIGO! Viagem de Temer a Rússia pode lhe custar caro; SAIBA!

ATENÇÃO: PERIGO, MUITO PERIGO! Viagem de Temer a Rússia pode lhe custar caro; SAIBA!
17 de junho de 2017
 

O presidente Michel Temer não escolheu um período mais drástico durante o tempo em que está à frente do governando para se afastar do país.

Temer já está com viagem marcada, nessa segunda feira (19), para Rússia com horário previsto para 10h30 da manhã.

Segundo o Planalto, antes de embarcar o presidente pretende protocolar processos contra o empresário Joesley Batista, e admitiu que o mesmo comanda a maior organização criminosa de todos os tempos, o que gerou uma certa revolta à Temer e aos aliados mais próximos.

O motivo da visita à Europa, é para assinatura de acordos bilaterais em temas como promoção de comércio e investimentos, intercâmbio cultural e consultas políticas, o que poderia ser feito através de representantes, segundo especialistas.

A onda de ataques e armações ao chefe do governo acontecem a todo instante e nessa semana promete esquentar ainda mais, inclusive as investida da Procuradoria Geral da República que tem o comando do implacável Janot que irá apresentar denúncia contra Temer por envolvimento em crimes como corrupção passiva e obstrução à Justiça.

Temer chegará à Rússia com a imagem totalmente desgastada e com uma mancha tatuada na sua trajetória política que é de fino “golpista”.

O presidente do Brasil mais uma vez tem grandes chances de ser tratado com indiferença por todos os demais dirigentes de outras nações.

Nesse momento de conturbação política e econômica que passa o Brasil, o melhor mesmo seria que o chefe do executivo nacional, desistisse de uma vez por todas dessa proeza, pois para começo de conversa o anfitrião do acontecimento, já deixou bem claro que não abraça ‘golpista’, principalmente se tratando de um golpe contra Dilma, pessoa pelo qual Vladimir Putin, tem uma enorme admiração e apreço.

Uma figura que conhece as entrelinhas de Brasília, disse agora, que Temer pode gerar ainda mais problemas com essa viagem dentro e fora do país, pois na sua opinião tudo pode acontecer.

Temer hoje é um político que não possui sustentabilidade no cargo, e o que não falta é gente próxima a ele, esperando o melhor momento para lhe aplicar o bote.

A pergunta que não quer calar: Rodrigo Maia é homem de confiança de Temer?

Afinal de contas, o deputado Rodrigo Maia nesse caso, assumirá o comando geral do governo brasileiro.

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Matéria do Jornalista Gil Silva



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quarta-feira, 31 de maio de 2017

ALTERADO? Aécio se revolta, sai da toca e parte pra cima de Janot e Fachin

ALTERADO? Aécio se revolta, sai da toca e parte pra cima de Janot e Fachin
31 de maio de 2017
 

Na tentativa de desmentir os boatos de que estaria numa crise depressiva, isolado em sua casa, Aécio Neves postou no Facebook a imagem de uma reunião que teria ocorrido ontem à noite.

Reuni-me na noite desta terça-feira, 30/05, com os senadores Tasso Jereissati, Antonio Anastasia,Cássio Cunha Lima e José Serra. 

Na pauta, votações no Congresso e a agenda política, diz o texto-legenda.

Só que, ao fazê-lo, Aécio confessou  estar descumprindo a ordem de Luís Edson Fachin, ao afastá-lo do mandato, de qualquer função pública ou de reunir-se com qualquer investigado.

Não se sabe se o conterrâneo Janot fingirá que não viu ou reagirá, assim como o Ministro Fachin.

Se o objetivo de afastar Aécio do mandato era o de impedir que articulasse interferências na investigação, é óbvio que a reunião poderia se prestar a isso.

Será que isso vem ao caso?


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terça-feira, 30 de maio de 2017

“EU NÃO FAÇO NADA DE ERRADO, EU SÓ TRAFICO DROGA”, DIZ PERRELLA A AÉCIO

“EU NÃO FAÇO NADA DE ERRADO, EU SÓ TRAFICO DROGA”, DIZ PERRELLA A AÉCIO

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Imagem do Google

Um novo trecho da gravação de uma conversa entre os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zezé Perrella (PSDB-MG) foi divulgado; Aécio telefonou a Perrella no dia 13 de abril para cobrir fidelidade do aliado e reclamar de declarações em uma entrevista; Perrella justificou suas falas com o caso do Helicoca:  “Qual a maneira que eu encontrei de rebater essas coisas que eles falam de mim do helicóptero até hoje?”, afirma; e completa, adiante: “Eu não faço nada de errado, eu só trafico droga”; Aécio ri; confira o áudio e a transcrição publicados pelo Jornalistas Livres

30 DE MAIO DE 2017 ÀS 05:21 

No dia 13 de abril, a Polícia Federal interceptou uma conversa telefônica entre o senador Aécio Neves, do PSDB, e o colega Zezé Perrella, do PMDB.

No diálogo, Aécio cobra fidelidade de Perrella e lhe dá uma dura pelo fato de o aliado ter dado uma entrevista à rádio Itatiaia de Minas Gerais se gabando de não estar na lista de Janot e no “mar de lama” do Brasil.

“Acho que não preciso provar o quanto sou seu amigo na vida, né, cara. 

Então vou te falar como amigo, com a liberdade de amigo. 

Poucas vezes vi uma declaração tão escrota, Zezé, como essa que você deu na rádio Itatiaia”, diz Aécio.

Uma versão editada foi divulgada no DCM. 

Agora o jornal Hoje em Dia colocou no ar a gravação na íntegra. Você pode conferir abaixo.

Perrella cita o caso do Helicoca. 

“Qual a maneira que eu encontrei de rebater essas coisas que eles falam de mim do helicóptero até hoje?”, afirma.

E completa, adiante: “Eu não faço nada de errado, eu só trafico droga”.
Aécio ri.

                VEJA O VÍDEO



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segunda-feira, 29 de maio de 2017

POVO NAS RUAS: Com Temer cassado, caberá ao STF decidir sobre eleições diretas no Brasil e resolver crise de vez

POVO NAS RUAS: Com Temer cassado, caberá ao STF decidir sobre eleições diretas no Brasil e resolver crise           de vez
29 de maio de 201
 

Depende da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de ocorrer eleições diretas após a cassação do presidente da República. 

Cabendo a ela a responsabilidade por agendar o julgamento, o próximo passo dependerá do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O pedido partiu do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, há mais de um ano, no dia 18 de maio de 2016. 

Com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI), Janot narrava que a minirreforma eleitoral, aprovada em 2015 pelo Congresso, adotou alguns trechos que contrariam a Constituição Federal.

Um deles é o método da realização de eleições. No artigo 224 da minirreforma, ficou decidido:

§ 3o A decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta, após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente do número de votos anulados.

§ 4o  A eleição a que se refere o § 3o correrá a expensas da Justiça Eleitoral e será:

I – indireta, se a vacância do cargo ocorrer a menos de seis meses do final do mandato;

II – direta, nos demais casos.

Mas Janot lembrou que havia determinação específica no artigo 81 da Constituição. Em caso de cassação de candidatura, indeferimento de registro ou perda do mandato do candidato eleito, ocorre a vacância no cargo, e o futuro deve ser decidido pela Justiça.

“Essa não é matéria ao alcance de mudança por legislação ordinária, sob pena de ofensa à supremacia constitucional. 

A lei poderia, quando muito, oferecer detalhamento sobre o procedimento de realização de eleições, mas não trazer prazo diverso do previsto constitucionalmente para que ocorram eleições indiretas”, disse o procurador-geral, ainda em maio de 2016.

Naquela mesma ação, Janot questionou outros pontos da minirreforma e a própria “exigência de trânsito em julgado”, ou seja, quando não há mais possibilidades ou chances de recursos, para que o então presidente seja cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. 

Segundo ele, é “exagerada e desproporcional” cobrar isso, “em face da gravidade das condutas que autorizam cassação de diploma e mandato”.

Após entrar com os questionamentos no Supremo, o caso caiu das mãos do ministro Luis Roberto Barroso. 

Dois dias depois de receber a ação, Barroso já determinou que ele não seria responsável por julgar a ação sozinho, entendendo que, devido à importância do tema, precisaria ser levado ao Plenário, para todos os ministros julgarem [leia abaixo].

O nome do instrumento adotada pelo ministro é “rito abreviado”, e está previsto no artigo 12 da Lei 9868 de 1999:

 
Com isso, Roberto Barroso dispensou sequer a análise preliminar do caso. 

O intuito, dizia ele, era justamente “permitir a célere e definitiva resolução da questão”, e pediu também as informações à Presidência a República e à Presidência do Congresso Nacional, uma vez que se tratava de lei adotada por ambos os Poderes. No mês de junho, as partes se manifestaram:

A Câmara e o Senado responderam que o projeto de lei da minirreforma “foi processado de acordo com os trâmites constitucionais e regimentais”.

Sem saber que o caso voltaria contra si, o presidente Michel Temer, já ocupando a cadeira do Planalto, disse que os parágrafos questionados do artigo 224 da minirreforma “são incompatíveis com o  art. 81 da Constituição da República e com a autonomia de estados e municípios para dispor sobre matéria de interesse local”, e disse ser favorável ao pedido da PGR.

Em seguida, a ação foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República para se manifestar. 

Em julho, a vice-procuradora em exercício por uma ausência de Janot, Ela Wiecko, emitiu seu parecer sobre o caso, reafirmando o posicionamento contra os trechos da minirreforma [leia abaixo].

Desde julho, a presidência do Supremo tinha em mãos a decisão de colocar o tema em pauta no Plenário. Cármen Lúcia assumiu em setembro e até o momento não agendou a ação para a análise de todos os ministros do STF.

A decisão sobre as eleições diretas, contudo, não recai somente ao Supremo. 

Isso porque, após a presidente da Corte determinar o julgamento, e se a maioria dos ministros votar favorável às diretas após a vacância do atual presidente da República, entra em cena o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a cassação da chapa no processo que tramita contra Michel Temer e Dilma Rousseff.

Será preciso que o STF vote favorável à proposta defendida por Rodrigo Janot e o TSE, em seguida, casse o mandato de Temer. Somente assim, a realização de eleições diretas no Brasil, no atual cenário, estará respaldada pelo Judiciário.

Jornal GGN


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sábado, 25 de março de 2017

Lava Jato: só um ano depois de denúncia, Supremo manda PF ouvir parlamentares citados

Lava Jato: só um ano depois de denúncia, Supremo manda PF ouvir 
            parlamentares citados
18:50 24.03.2017(atualizado 18:51 24.03.2017) 
Edson Fachin manda PF ouvir parlamentares envolvidos na Lava Jato
 Tânia Rêgo/Agência Brasil

 Um ano depois de tornadas públicas as denúncias feitas pelo então diretor da Transpetro, Sérgio Machado, o Supremo Tribunal Federal (STF) determina que a Polícia Federal tome os depoimentos dos senadores Romero Juca (PMDB-RO), Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente José Sarney e do próprio Machado.

A determinação do ministro Edson Fachin diz respeito às acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República, em fevereiro do ano passado, por crime de embaraço à Lava Jato e por tentarem barrar ou atrapalhar as investigações da operação.

Na opinião de  Antonio Marcelo Jackson, cientista político, e professor da Universidade  Federal de Ouro Preto (UFOP), o poder judiciário precisa se compenetrar de que precisa ter maior compromisso com a celeridade da apreciação dos processos sob sua responsabilidade. 

"Esta decisão do ministro Luiz Edson Fachin é referente a denúncias tornadas públicas por Sérgio Machado em março de 2016, portanto, há um ano. As denúncias partem de conversas que Sérgio Machado manteve com Romero Jucá que se tornaram públicas. 
E o que faz o Ministro Edson Fachin um ano depois? Ele está julgando, está dando uma decisão? Não, não. Ele está autorizando que o interrogatório seja feito. Ora, isso poderia ter sido feito um ano atrás", diz Jackson. 

Para o especialista, é preciso analisar os personagens envolvidos: um ex-presidente da República e um ex-presidente do Congresso Nacional, José Sarney e outras figuras proeminentes do governo.

"Ora, o poder esteve nas mãos dele tanto como chefe do Poder Executivo quanto do Poder Legislativo. Temos Romero Jucá e Renan Calheiros, este também ex-presidente do Senado e do Congresso. Sobretudo este que já havia renunciado para escapar à cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar. 

Ele voltou após se eleger novamente e continua detendo grande influência na vida política nacional mesmo não presidindo mais o Congresso Nacional. E o próprio Romero Jucá cujo nome apareceu várias vezes em brincadeiras de gosto duvidoso e também continua influente. E ainda temos o Sérgio Machado, que sabe de muitas coisas. Então, você espera tudo de ruim no final das contas."

Segundo Jackson, essas pessoas sempre estiveram no “olho do furacão.”

"Ao mesmo tempo, devemos lembrar que, em política, as pessoas precisam de alianças e vamos lembrar daquela minha eterna crítica ao sistema político brasileiro que é o presidencialismo de coalizão, em que o poder é exercido pelo presidente da República mas em que ele precisa do apoio da Câmara dos Deputados e do Senado para poder governar. É uma espécie de pseudo-parlamentarismo", critica.

Já na opinião de Alberto Rollo, sócio-diretor da Rollo Advogados Associados e professor de Direito da Universidade Metodista Mackenzie, o prazo de um ano para a apresentação do pedido à Polícia Federal pode ser considerado um período normal.

"Todo dia tem Operação Lava Jato, todo dia tem gente com foro privilegiado, todo dia tem lista do Janot. As coisas do ano passado vão ficando superadas", diz Rollo.

O advogado explica que o caso está em fase de investigação e as diligências são pedidas pelo Ministério Público que pode oferecer denúncia ou arquivar o processo.




sábado, 18 de março de 2017

URGENTE: Janot arma truque para implodir candidatura de Lula; CONFIRA!

URGENTE: Janot arma truque para implodir candidatura de Lula; CONFIRA!
18 de março de 2017
 

O que poderia ser celebrado como sinal de normalidade institucional – os pedidos do Rodrigo Janot ao STF para abrir inquéritos das delações da Odebrecht – na realidade é apenas um truque do procurador-geral para [i] proteger o bloco golpista, em especial o PSDB; mas, sobretudo, para [ii] viabilizar a condenação rápida do Lula e, desse modo, impedir a candidatura do ex-presidente em 2018, isso se a eleição não for cancelada pelos golpistas.

Janot seguiu fielmente Maquiavel: “aos amigos, os favores; aos inimigos, a lei”. 

Os golpistas, cujos indícios de crimes são contundentes, com provas de contas no exterior, jantares no Palácio Jaburu, códigos secretos para recebimento de dinheiro da corrupção e “mulas” para carregar propinas, serão embalados no berço afável do STF.

Lula, sobre quem não existe absolutamente nenhuma prova de crime, foi denunciado por Janot e será julgado por Sérgio Moro, um juiz parcial, que age como advogado de acusação. 

Ele é movido por um ódio genuíno e dominado por uma obsessão patológica de condenar Lula com base em convicções [sic]. Janot entregou a este leão faminto e raivoso a presa tão ansiada.

Os fatores que permitem prospectar esta hipótese da sacanagem do Janot são:

1. as listas parciais divulgadas em 14 e 15/03/2017 implodiriam qualquer governo, quanto mais o apodrecido e ilegítimo governo Temer – implodiriam, mas não implodirão, porque estamos num regime de exceção;

2. foram denunciados nada menos que: seis ministros [Padilha, Moreira Franco, Aloysio Nunes, Bruno Araújo, Kassab e Marcos Pereira] + os dois sucessores naturais do presidente em caso de afastamento do usurpador [Rodrigo Maia e Eunício Oliveira] + o idealizador da “solução Michel” para estancar a Lava Jato, atual presidente do PMDB [Romero Jucá] + o presidente do PSDB [Aécio “tarja-preta”] + quatro senadores da base do governo + cinco governadores + três deputados que apóiam Temer + três senadores da oposição + dois deputados de oposição;

3. uma pessoa iludida poderia concluir: “é uma decisão corajosa e imparcial do Janot”; afinal, ele investiga personagens poderosos e, aleluia, inclusive o PSDB. Ilusão: esta é, exatamente, a manobra diversionista do Janot;

4. os denunciados do governo golpista, todos eles, inclusive os sempre protegidos tucanos, têm foro privilegiado, e por isso serão investigados pelo STF, e não nas instâncias inferiores do judiciário [com minúsculo]. É verdade que Janot denunciou também golpistas sem foro privilegiado. Esses, porém, são as “genis” Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, já presos; e Geddel Vieira Lima, que já está no corredor do cárcere;

5. o supremo [com minúsculo], demonstram estudos da FGV, é a instância mais lenta, mais politizada [eventualmente mais partidarizada, para não dizer tucana] e mais inoperante do judiciário. A primeira lista do Janot, por exemplo, entrou no sumidouro do STF há dois anos [em março/2015], e lá dormita até hoje, sem nenhuma conseqüência na vida dos políticos denunciados por corrupção;

6. a composição ideológica do STF é aquela mesma que, agindo como o Pôncio Pilatos da democracia brasileira, lavou as mãos no processo do impeachmentfraudulento, e assim converteu o supremo em instância garantidora do golpe de Estado que estuprou a Constituição para derrubar uma Presidente eleita com 54.501.118 votos;

7. é fácil deduzir, portanto, qual será a tendência do STF na condução dos processos dos golpistas. Se esses julgamentos iniciarem antes de 2021, será um fato inédito.

A lista do Janot é um instrumento ardiloso da Lava Jato e da mídia para a caçada do Lula. Janot faz como o quero-quero, pássaro que grita longe do ninho para distrair os intrusos, afastando-os dos seus filhotes.

As instituições do país estão dominadas pelo regime de exceção que violenta a Constituição para permitir um processo agressivo e continuado de destruição dos direitos do povo, das riquezas do país e da soberania nacional.

O anúncio imediato da candidatura presidencial do Lula, abrindo uma etapa de mobilizações permanentes e gigantescas do povo, é a urgência do momento. É a garantia de proteção popular do Lula contra os arbítrios fascistas do regime de exceção e, ao mesmo tempo, fator que pode modificar a correlação de forças na sociedade.

O êxito dos protestos deste 15 de março, que levaram milhões de trabalhadores às ruas em todo o país, é um sinal positivo da retomada da resistência democrática e da luta contra o golpe e os retrocessos.

A democracia e o Estado de Direito somente serão restaurados no Brasil com a mobilização popular intensa e radical, e a candidatura do Lula é um motor para esta restauração.

Por Jeferson Miola



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

STF VAI DECIDIR: Arrependido e com medo da Lava Jato acabar com Temer, Janot já antecipa e quer Cunha preso; SAIBA!

STF VAI DECIDIR: Arrependido e com medo da Lava Jato acabar com Temer, Janot já antecipa e quer Cunha preso; SAIBA!
9 de fevereiro de 201
 

O Ministério Público Federal (MPF) disse ser contra ao pedido de revogação da prisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolado pela defesa do deputado cassado na Justiça Federal do Paraná, logo após o depoimento dele ao juiz Sérgio Moro.

Para o MPF, de acordo com o G1, Cunha responde a um processo que vem da Operação Lava Jato, na Justiça Federal do Paraná, que está longe de acabar.

“Ao contrário do que alegado pela defesa no pedido de liberdade, as investigações em face de Eduardo Cunha estão longe de acabar. 

Pela magnitude, habitualidade e gravidade em concreto dos crimes cometidos pelo requerente sua liberdade representa sério risco à instrução processual dos crimes ainda não denunciados, à aplicação da lei penal e a garantia da ordem pública”, disse o Ministério Público.

Cunha está preso desde o dia 19 de outubro, sob a acusação de receber propina em contrato da Petrobras.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Formação do governo Temer visava proteger organização criminosa, diz Janot

Formação do governo Temer visava proteger organização criminosa, diz Janot
Por Redação — publicado 07/02/2017 10h46, última modificação 07/02/2017 10h47
Para PGR, nomeações de Jucá, Sarney Filho e Fabiano Silveira tinham objetivo de criar "ampla base de apoio" para conter a Lava Jato
Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Bra
 Jucá, Temer e Renan
Jucá, Temer e Renan: governo foi formado para barrar a Lava Jato

A formação do governo de Michel Temer teve, ao menos em parte, o intuito de proteger a organização criminosa que vem sendo investigada na Operação Lava Jato. Essa é a conclusão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em petição apresentada na noite de segunda-feira 6 ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento, Janot pede a abertura de um inquérito criminal contra o ex-presidente José Sarney (PMDB), os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado por possível crime de embaraço às investigações da Lava Jato.

A base do pedido de Janot são as gravações feitas por Machado com os caciques do PMDB e que foram vazadas à imprensa em maio de 2016. Nos áudios, o grupo trata do impeachment de Dilma Rousseff, discute a "solução Michel" e Jucá afirma, em meio a um diálogo sobre a preocupação com as delações premiadas de executivos de empreiteiras, que a forma de "estancar a sangria" é "mudar o governo".

No pedido entregue ao STF, Janot aborda tangencialmente o impeachment, mas afirma que indicados de Temer para o ministério tinham o intuito de aprovar "medidas de alteração do ordenamento jurídico em favor da organização criminosa".

Na página 28 da petição, Janot afirma que Jucá "explicita em uma das suas conversas com Sérgio Machado que na solução via Michel Temer haveria espaço para uma ampla negociação prévia em torno do novo governo". Na conversa, Jucá afirma que a "solução Michel" pode ser negociada "antes de resolver" colocá-la em prática.
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Na sequência, Janot afirma que "pode-se inferir destes áudios que certamente fez parte dessa negociação" a nomeação de Jucá para o Ministério do Planejamento, além da nomeação do deputado Sarney Filho para o Ministério do Meio Ambiente e de Fabiano Silveira para o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, que substituiu a Controladoria-Geral da União.

Jucá também cita na lista "cargos já mencionados para o PSDB", mas não diz quais são. Antes, na petição, Janot cita diálogos de Romero Jucá com Sergio Machado nos quais o senador afirma que "caiu a ficha" do PSDB sobre a necessidade de embarcar no plano, e cita especificamente os senadores tucanos Aloysio Nunes Ferreira (SP), José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

O intento dos nominados de Temer, afirma Janot, "é conseguir construir uma ampla base de apoio político para conseguir, pelo menos, aprovar três medidas de alteração do ordenamento jurídico em favor da organização criminosa".
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Essas medidas, diz Janot na petição, "seriam implementadas no bojo de um amplo acordo político — tratar-se-ia do propalado e temido 'acordão' — que envolveria o próprio Supremo Tribunal Federal, como fica explícito em intervenções tanto do senador Renan Calheiros, como do senador Romero Jucá".

Ainda de acordo com o PGR, o "acordão" tinha o objetivo de conter "os avanços da Operação Lava Jato em relação a políticos, especialmente do PMDB, do PSDB e do próprio PT, por meio de acordo com o Supremo Tribunal Federal e da aprovação de mudanças legislativas".

Jucá foi ministro de Temer por apenas 11 dias. Deixou o cargo em 23 de maio de 2016 em meio ao escândalo provocado pelo vazamento justamente dos áudios que, agora, ensejam a ação criminal de Rodrigo Janot. Hoje ele é o líder do governo Michel Temer no senado.

Fabiano Silveira durou mais tempo no cargo. Ficou até 30 de maio e caiu após a divulgação de áudios também feitos por Sérgio Machado. 

Na gravação, Silveira orientava investigados da Lava Jato sobre como proceder diante das investigações do Ministério Público enquanto tinha um cargo de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que fiscaliza o poder Judiciário.

Sarney Filho ainda é ministro de Temer. 

A petição da PGR segue agora para o ministro Edson Fachin, que herdou a relatoria da Lava Jato após a morte de Teori Zavascki. 





terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O Brasil inteiro pede para que STF tome vergonha na cara e quebre o sigilo das delações

O Brasil inteiro pede para que STF tome vergonha na cara e quebre o sigilo das delações
 

Por que Janot, como PGR, ainda não pediu a quebra do sigilo das delações dos Odebrecht?
Esse Janot precisa ter uma bela visitinha do povo revoltado em sua casa?

E nenhum dos 11 ministros do STF se salvam a ponto de ao menos um deles peitar tudo isso afim de parar com essa vergonheira descarada?

Assim como faz a Justiça Americana, que dá nomes aos bois, o STF tem a obrigação de tornar público o conteúdo das delações, áudios, interceptações e nomes dos mais de 300 ladrões da República, e se tiver ministros do STF e figurões do judicário que paguem pelos seu crimes igualmente.

A paciência do povo está por um fio.

O Brasil é um barril é pólvora prestes a explodir, já faz tempo.
Milhões estão desempregados e desiludidos da vida por conta dos ladrões que atrapalham e atrasam a Lava Jato e assim prejudicam o Brasil e o povo.

E o povo exige claramente: (antes que tarde seja)

– QUEBREM O SIGILO E REVELEM TUDO À POPULAÇÃO.
Ou se afoguem no mar da lama da vergonha com os desgraçados que estão acabando com o país.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Presidente envolvido com tráfico de drogas, presta homenagem à Janot; CONFIRA!

Presidente envolvido com tráfico de drogas, presta homenagem à Janot;                                 CONFIRA!
18 de janeiro de 2017
 

Rodrigo Janot, foi festejado em Davos, no Fórum Econômico Mundial, por um presidente que é acusado de tráfico de drogas, evasão de divisas, entre outras coisas, destaca o jornalista Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, ao citar reportagem de Clóvis Rossi, da Folha, em que o enviado à Suíça escreveu que o Fórum “abraçou” a Lava Jato.

“Janot estava lá representado um governo afundado em escândalos, com presidente citado mais de 40 vezes em delação e seis ministros a menos em oito meses. 

Mas a maior contradição, e especialmente emblemática do passeio, foi a cena do encontro caloroso com um personagem sul-americano controvertido”, diz Kiko Nogueira, em referência ao presidente paraguaio Horácio Cartes.

“Um dos homens mais ricos do Paraguai, filiado ao conservador Partido Colorado, Cartes é presidente de um conglomerado que produz bebidas, cigarros, charutos, roupas e carnes, além de gerenciar centros médicos. 

Em 2000, a polícia encontrou um avião com registro brasileiro em sua fazenda, levando um carregamento de cocaína e maconha. 

A presidente de seu partido, Lilian Samaniego, sugeriu que ele tinha vínculos com o narcotráfico. É suspeito também de lavagem de dinheiro através de operações em seu banco, conforme vazamentos do Wikileaks”, enumera ainda o diretor do DCM.

“Levar um abraço apertado e um sorriso dobrado de Cartes não parece a coisa mais recomendável. Nem em Asunción”, ironiza.



domingo, 18 de dezembro de 2016

A SOLIDARIEDADE DE JANOT COM QUEM É ACUSADO DE VIOLAR A HONRA DE LULA

A SOLIDARIEDADE DE JANOT COM QUEM É ACUSADO DE VIOLAR A HONRA                                DE LULA
POSTADO POR: FÁTIMA MIRANDA - 10:11:00  em 18/12/2016
 
Brasil 247

Há algumas semanas atrás, sugeri que a ministra Carmen Lúcia, na qualidade de presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, não faria bem em se solidarizar com juiz federal de primeiro grau que ordenara um jabaculê no Senado. 

Afinal, a iniciativa era mui controversa e não cabia à ministra, que preside um órgão de controle externo do poder judiciário, bater boca com o presidente do Senado, que cumpria seu papel político ao demonstrar sua indignação com a invasão do espaço legislativo, ainda que chamara, o juiz de piso, de “juizeco”. Afinal, um “je suis juizeco” não pegava bem para a ministra.

Hoje anunciou-se declaração do senhor procurador-geral da república, em que critica de forma dura a propositura de ação por danos morais pelo Ex-Presidente Lula contra o procurador Dallagnol, de Curitiba, por este ter protagonizado espetáculo deprimente de entrevista coletiva em que exibira um “PowerPoint” simplório, para atribuir ao ex-chefe do executivo federal, a qualidade de “comandante do esquema Petrobrás”.

Tanto quanto Renan, Lula está no seu direito de indignar-se e o procurador-geral da república não anda bem em atacá-lo por isso. Inusitado é o chefe do parquet se solidarizar com quem é acusado de violar a honra e a reputação de Lula, pois também ele, o PGR, preside um órgão de controle externo, o do ministério público, que pode vir a ser chamado a dizer sobre os excessos do procurador integrante da chamada força tarefa da operação “Lava Jato”. Um “Je suis Dallagnol” é tão despropositado quanto um “Je suis juizeco”.

Não é de hoje que o tom do conflito entre instituições do estado tem subido muito acima do aceitável. Gritos de juiz em audiência, porque atribui a advogados do réu “abuso de direito de defesa”, quando da insistência em perguntas a testemunhas, são tão grotescos quanto querer sugerir “cerceamento da acusação”, porque o réu não aceita a pornográfica violação da presunção de sua inocência por um membro do ministério público e busque responsabilizá-lo na justiça.

O tom de hostilidade à defesa e a advogados foi inaugurado no famigerado processo do mensalão, com os estribilhos incensurados do então relator, ministro Joaquim Barbosa. Como o exemplo vem de cima, parece que, com essa atitude, abriu-se a temporada de caça aos causídicos defensores. 

E a ordem dos advogados permanece estranhamente em silêncio.

A investigação da “Lava Jato” tem sido um festival de abusos contra garantias processuais mais comezinhas, numa conivência entre o complexo policial-judicial e a mídia, com indisfarçável escopo de atingir a reputação de alguns bem escolhidos atores políticos. 

Quando interessa fazer barulho, investigados são presos ou conduzidos com ostensivo aparato repressivo, sendo mostrados publicamente algemados.

Que se dane a excelsa súmula vinculante Daniel Dantas, que veda o uso de algemas quando não há resistência do detido ou do conduzido! Nem se vê, por sinal, o STF, através de seus eloquentes ministros, exigir o cumprimento de dita súmula. Aliás, como é notório, a operação tem se excedido, também, nas próprias conduções coercitivas, sem que se desse razão para tanto.

Investigados são exibidos de forma constrangedora “de baraço e pregão pelas ruas da villa”, no melhor estilo das Ordenações Filipinas.

Triste é constatar que o senhor procurador-geral da república, ao invés de cumprir com seu papel de chefe da instituição a que incumbe a proteção dos direitos fundamentais, prefere se identificar com quem os fere e bater boca com quem não se conforma. 

Está claro, desde já, que se Lula for representar contra esses abusos ao chefe do ministério público federal, como é legitimo, vai encontrar oiças mocas, pois este já declarou: “Je suis Dallagnol”.

Este episódio mostra mais uma vez o quanto é urgente debater na sociedade e no legislativo a responsabilização de agentes públicos por abuso de autoridade, pois se nem o Congresso e nem um ex-presidente da república respeitam, o que se dirá do cidadão comum? Corporativismo e populismo são infelizmente duas pragas que corroem nossas instituições mais caras para a democracia, que, com isso, se tornam incapazes de defender quem delas mais precisa.

Jogam para uma plateia irada, sedenta para assistir um massacre de gladiadores na arena do Coliseu. E, com isso, nem tanto pelo pão, mas muito pelo circo, as instituições ganham a simpatia das massas, num projeto evidente de poder da respectiva corporação.

Cantem ao povo uma nova canção, senhores procuradores e, quem sabe, consigam reverter sua a desmoralização que não tardará: a democracia não precisa de heróicos salvadores da pátria, mas, sim, de magistrados equilibrados que façam justiça por via da apreciação dos fatos e sua subsunção à lei e não para atender o grito histriônico dos que querem um show de ataque aos direitos fundamentais.


Nelson Marchezan disse o que ninguém teve coragem de falar do judiciário


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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

CONFIRMADO! PAULO CÂMARA E GERALDO JÚLIO INDICIADOS NO STF POR IRREGULARIDADES NO CONTRATO DA ARENA COM A ODEBRECHT

Terça-feira, 22 de novembro de 2016
CONFIRMADO! PAULO CÂMARA E GERALDO JÚLIO INDICIADOS NO STF POR IRREGULARIDADES NO CONTRATO DA ARENA COM A ODEBRECHT

 

Matéria publicada, hoje, na edição on line da "IstoÉ", assinada pelo jornalista Aguirre Talento, confirma informações que vínhamos, há meses, publicando em nosso Blog, sobre o envolvimento do governador de Pernambuco, Paulo Câmara e do Prefeito do Recife (reeleito), Geraldo Júlio, ambos do PSB, com as irregularidades descobertas, pela Polícia Federal, no âmbito da Operação "Fair Play", na contratação da Odebrecht para a construção da Arena Pernambuco e da empresa Projetec para fiscalização da obra (Relembre em Contrato da Arena Pernambuco com Odebrecht coloca Paulo Câmara e Geraldo Júlio na mira da Lava Jato).

A reportagem revela que ISTOÉ teria tido acesso, com exclusividade, a uma petição sigilosa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, do último dia 3 de novembro, onde Janot solicita ao ministro do STF, Teori Zavascki, relator da Lava Jato, que seja mantido no Supremo um inquérito único onde São investigados Paulo Câmara, Geraldo Júlio, o senador Fernando Bezerra e o deputado federal Tadeu Alencar, todos do PSB-PE. O inquérito, que recebe o número de 4292, já tramita no Supremo tribunal Federal desde o dia 08/08/2016 e apontaria, segundo a reportagem, fatos envolvendo os políticos do PSB com as irregularidades na licitação da Arena.
 
As investigações tiveram início a partir da chamada Operação "FairPlay", deflagrada no ano passado pela Polícia Federal em Pernambuco. 

Advogados da Odebrecht e das autoridades investigadas vêm tentando arquivar a Operação e tirar a Polícia Federal do caso, por meio de chicanas jurídicas, conforme vínhamos denunciado em nosso Blog 

(Leia FAIR PLAY: MPPE E TJPE BARRARAM MANOBRA DE ADVOGADOS DA ODEBRECHT PARA TIRAR POLÍCIA FEDERAL DO CASO), do mesmo modo com que agiram para conseguir o arquivamento da Operação Turbulência, que investigava a organização criminosa responsável pela "lavagem" dos recursos desviados de obras públicas em Pernambuco. 

Ao longo das investigações, os investigadores constataram indícios do envolvimento de autoridades com foro privilegiado, ou seja, o senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal Tadeu Alencar, forçando a remessa do inquérito ao STF.

Paulo Câmara, por ser governador, tem foro privilegiado no STJ (Superior Tribunal de Justiça), já Geraldo Júlio, tem foro privilegiado no mesmo Tribunal que arquivou a Operação Turbulência, ou seja, no TRF da 5ª Região.

A petição de Janot é para que todos as investigações da Operação "FairPlay", que passou a ser considerada um braço da Lava Jato, passem a ser feitas no Supremo Tribunal Federal.

Na primeira instância ficariam, apenas, os investigados empresários, que não têm foro privilegiado.

De acordo com a reportagem da IstoÉ, Janor, em sua petição a Zavascki teria verificado a existência de “indícios de irregularidades na atuação de dois núcleos, um econômico, formado por Andrade Gutierrez e Odebrecht, além de outras empresas; e um político, composto pelos então integrantes do Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas do Estado de Pernambuco”. 

O envolvimento de Paulo Câmara e de Geraldo Júlio com as irregularidades no contrato da Arena já haviam sido revelados aqui mesmo em nosso Blog, com a publicação da perícia da Polícia Federal que agora vem à tona com a matéria da IstoÉ (confira em FAIR PLAY: ADVOGADO DA ODEBRECHT E DE ACUSADOS DE LAVAR DINHEIRO PARA PSB NA "TURBULÊNCIA", TENTA ANULAR "FAIR PLAY" E TIRAR POLÍCIA FEDERAL DO CASO)

De acordo com a Polícia Federal, afirma a reportagem de Istoé, ao transcrever parte do relatório da Polícia Federal citado por Janot para pedir o o indiciamento dos políticos pernambucanos no Supremo “A construção da obra não teria ocorrido sem a colaboração dos agentes políticos que, primeiramente, autorizaram a construtora Odebrecht a realizar estudos preliminares e e elaborar o projeto básico da obra, sem a realização de qualquer procedimento de licitação”.

Do relatório da Polícia Federal, Janot ainda menciona suspeitas de recebimentos de doações oficiais recebidas por esses políticos, tanto da Odebrecht, quanto da Projetec, a quem caberia fazer a fiscalização da execução do contrato. Paulo Câmara, teria recebido R$ 200 mil da Odebrecht para sua campanha a governador em 2014. Fernando Bezerra  teria recebido R$ 50 mil da Odebrecht e R$ 50 mil da Projetec e Tadeu Alencar, R$ 30 mil de cada uma das duas. 
Geraldo Júlio aparece na famosa "Planilha da Odebrecht" como beneficiário de um pagamento de R$ 3 milhões, sob o apelido de "Neto". Essa doação, entretanto, não aparece em nenhuma de suas prestações de contas eleitorais (Leia mais em NETO, CHARADA E CACIQUE ERAM OS CODINOMES DE GERALDO, FBC E LABANCA NA LISTA DA ODEBRECHT).

A Polícia Federal, no relatório citado por Janot, considera que teriam sido praticados os crimes de restrição à competitividade da licitação, o pagamento de propina via doações oficiais e até eventuais crimes contra o sistema financeiro relacionados ao financiamento do BNDES: “Extrai-se que a superestimação do valor da obra foi motivada para se burlar o teto do financiamento autorizado pelo BNDES, que era de 75% de seu valor total, observado o teto de R$ 400 milhões. Com a superestimação do valor da obra, o BNDES acabou financiando integralmente o seu custo, e não apenas 75%”.

Para o caso da Arena, estariam sendo ouvidos pelo menos quatro delatores (colaboradores) ligados à Odebrecht e à Andrade Gutierrez: Maria Lúcia Tavares e Angela Palmeira  Ferreira (Odebrecht) e Clóvis Primo e Rogério Nora de Sá (Andrade Gutierrez), além de João Antônio Pacífico Ferreira, responsável pela obra dentro da Odebrecht, que chegou a ser  alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Fairplay. 

Leia a íntegra da matéria da Istoé AQUI.

Postado por Noelia Brito às 14:51