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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

VÃO PRA CADEIA? Temer, Moreira E Padilha Devem Depor Em Processo Sobre Suposta Organização Criminosa


VÃO PRA CADEIA? Temer, Moreira E Padilha Devem Depor Em Processo Sobre Suposta Organização Criminosa

Por Portal Click Política Em 20 set, 2018

 

O juiz Vallisney de Oliveira, juiz da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, convocou Michel Temer como testemunha em um processo que investiga se uma suposta organização criminosa agiu na Petrobras. 

Além do emedebista, Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, e Moreira Franco, de Minas e Energia, também foram arrolados, bem como o empresário Joesley Batista. 

As informações são de Camila Bomfim, no G1. Todos devem ser ouvidos pelo juiz.

Temer poderá ser ouvido por escrito ou mandar as respostas sem precisar comparecer pessoalmente para depor. 

Nesse processo, amigos de Temer e políticos do MDB são réus por organização criminosa.

De acordo com o juiz de Brasília, citações aos nomes de Temer, dos ministros e de Joesley fizeram com que ele resolvesse pela necessidade dos depoimentos. Por isso, ouvi-los é “imprescindível”.

“A par de que o MPF e o réu Rodrigo Rocha Loures, além de outros denunciados em suas respectivas respostas, fazem referências ao Exmo. Senhor Presidente da República, Michel Temer, 

bem como os ministros Wellington Moreira Franco, Eliseu Padilha e, ainda, a Joesley Batista, também tenho como imprescindíveis seus testemunhos (do juízo), em data a ser designada para depois da oitiva das testemunhas da acusação”, escreveu o magistrado.

CLICK POLÍTICA com informações de Revista Fórum


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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Desmoralizado, Aécio desiste do Senado para tentar ser deputado


Desmoralizado, Aécio desiste do Senado para tentar ser deputado

13 hours ago 23/07/2018 Política



Segundo fontes do partido, Andrea Neves, irmã do senador e histórica articuladora do tucano, admite aos aliados a hipótese de Aécio ser candidato à Câmara

De acordo com matéria de Ana Luiz Faria publicada no jornal O Tempo, depois de ter sido flagrado em uma conversa pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista e citado por delatores da Lava Jato, o senador Aécio Neves, uma das maiores lideranças que a política mineira teve em tempos recentes, não vai disputar a reeleição em 2018. 

Diversos políticos se recusavam a compor chapa com o tucano.

Ao mesmo tempo, tucanos anunciarem a pré-candidatura do senador Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas.

Um tucano que conversou com a jornalista disse que o caminho do senador é a Câmara dos Deputados.

 “Ele irá se eleger como deputado federal facilmente.

 E, em um segundo momento, tentará assumir a presidência da Casa. 

Será por lá que Aécio iniciará a reconstrução de sua vida política”, contou.

Segundo fontes do partido, Andrea Neves, irmã do senador e histórica articuladora do tucano, admite aos aliados a hipótese de Aécio ser candidato à Câmara, mas quer mais tempo.

Segundo um deputado do partido, que pediu anonimato, Aécio Neves entendeu que sua presença pode complicar a formação da chapa, tanto majoritária quanto para as eleições no Legislativo.

 “Ele avaliou que nesse momento resolver os problemas de Minas é mais importante. 

E, por isso, ele não tentará a reeleição nem mesmo colocará seu nome para a disputa para deputado federal, até mesmo porque ele não quer ocupar esse cargo”, disse.

Questionado sobre a intenção e necessidade de Aécio manter o foro privilegiado, o interlocutor disse não acreditar que o senador tenha essa preocupação. 

“Ele já está prejulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ele pode muito bem responder ao processo (em outras instâncias), assim como está fazendo o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB)”, explicou.

Outro lado

Silêncio. Procurado para comentar as declarações sobre seu futuro político, Aécio Neves afirmou que não comenta nenhuma informação dada por parlamentar que não se identifica.


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quarta-feira, 13 de junho de 2018

TEMER TENTOU OBSTRUIR A JUSTIÇA EM COMPRA DE SILÊNCIO DE CUNHA, DIZ PF


TEMER TENTOU OBSTRUIR A JUSTIÇA EM COMPRA DE SILÊNCIO DE CUNHA, DIZ PF



O relatório final da Polícia Federal referente a Operação Cui Bono, que investiga irregularidades e desvios na Caixa Econômica Federal na época em que o ex-ministro Geddel Vieira Lima era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição, 
dedica um capítulo inteiro à suspeita de tentativa da compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Câmara e do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador de propinas do MDB, por parte de Michel Temer.

“Segundo o relatório, ‘no edifício probatório dos autos do inquérito 4483/STF’, da Operação Patmos, ‘foram verificados indícios suficientes de materialidade e autoria atribuível a Michel Miguel Elias Temer Lulia, Presidente da República, no delito previsto no Artigo 2.º, inciso 1, da 12.850/13, por embaraçar investigação de infração penal praticada por organização criminosa'”, diz o documento.

No inquérito, a PF pediu o indiciamento de 16 pessoas suspeitas de terem participado das irregularidades investigadas, dentre elas Cunha, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA), Lúcio Funaro, e executivos dos grupos Marfrig, Bertin e J&F, além do empresário e dono da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino. 

Temer é apenas citado no inquérito em virtude de possuir foro privilegiado.

Segundo a PF, Temer teria incorrido no crime de obstrução da Justiça “na medida em que incentivou a manutenção de pagamentos ilegítimos a Eduardo Cunha, pelo empresário Joesley Batista, ao tempo em que deixou de comunicar autoridades competentes de suposta corrupção de membros da Magistratura Federal e do Ministério Público Federal que lhe fora narrada pelo mesmo empresário”.

Trecho do relatório diz respeito a uma gravação feita por Joesley Batista no dia 7 de março de 2017 durante um encontro com Temer no Palácio do Jaburu, em Brasília. 

No áudio, Joesley fala de providenciar uma ajuda financeira a Cunha e a Funaro para que eles não firmassem um acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF). 

Na ocasião, Temer teria avalizado o pagamento ao afirmar que o empresário “tem que manter isso, viu?”.

Temer já foi alvo de duas denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) que acabaram arquivadas pela Câmara dos Deputados.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247


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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Justiça que tira Lula de 2018, permite Aécio de disputar reeleição


Justiça que tira Lula de 2018, permite Aécio de disputar reeleição


08/02/2018
 

Da Redação Viomundo

O gráfico da — neste caso — insuspeita revista dos irmãos Marinho é límpido e claro ( Revista Época).
Em 68% dos casos da Lava Jato julgados pelo TRF-4 os desembargadores divergiram, no caso de Lula não.
 

Eles aumentaram as penas dos condenados pela Lava Jato em primeira instância em 51% dos casos; em média, aumento de 25 meses; no caso de Lula, foram 32.

Foram 18 meses, em média, para julgar os recursos da Lava Jato; Lula foi o recordista, com 6,5 meses.

Mas, não foi só isso. Como Lula tem 70 anos de idade, poderia ter alcançado a prescrição de pena.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com o senador José Serra (PSDB-SP), na acusação resultante da delação de Joesley Batista.

O dono da J&F disse que deu R$ 20 milhões para a campanha de Serra em 2010, sendo R$ 13 mi através de esquemas envolvendo notas frias.

Porém, o caso prescreveu.

A mesma alegação enterrou um dos processos a que responde o senador Romero Jucá (PMDB-RR), mas não por conta da idade.

O processo tramitou durante 14 anos no Supremo Tribunal Federal, 3 dos quais sob pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes.

O senador tucano Aécio Neves também foi beneficiado por prescrição, na acusação que recebeu do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

O executivo relatou ter montado uma caixinha de R$ 7 milhões para reforçar a bancada que elegeria o então deputado mineiro para a presidência da Câmara, em 2000.

Destes, R$ 1 milhão ficaram com o próprio Aécio, segundo o delator.

O ex-procurador geral Rodrigo Janot pediu abertura de inquérito ao STF em outubro de 2016. 

Em março de 2017, avisou ao tribunal que o crime de corrupção passiva prescreveu na virada do ano.

No caso de Lula, segundo o ex-juiz federal Flávio Dino, o TRF-4 aumentou a pena do ex-presidente justamente para evitar a prescrição.

Aécio, aliás, agora se movimenta com a desenvoltura de quem sugeriu mandar matar o primo, possível delator.

Ele diz que foi brincadeira: “Essa expressão que você se refere (matar o primo) era uma brincadeira. 

Eu fui enganado em uma conversa privada de alguém que oferecia um empréstimo para ajudar a pagar os advogados e induziu a conversa dessa forma.

 É algo que eu lamento, me penitencio diariamente, mas não é algo que me desonra. Eu não me apropriei de um centavo de dinheiro público”, afirmou em recente entrevista.

Na última terça-feira o senador recebeu o governador Geraldo Alckmin em seu gabinete.

Em entrevistas, desmentiu que seja candidato a deputado federal e afirmou ser “natural” que dispute a reeleição em Minas.

Não é a primeira vez que ação — ou inação — da Justiça brasileira beneficia os tucanos.

No caso do mensalão petista, o caso foi julgado conjuntamente, no Supremo Tribunal Federal, permitindo condenações por formação de quadrilha, com penas longas.

No caso do mensalão tucano, o caso foi desmembrado e prescreveu para alguns réus. Ninguém foi preso.

Veja a matéria completa no Viomundo

P.S: Aécio já está se preparando para disputar reeleição em 2018.


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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Anotações encontradas pela PF mostram que Impeachment de Dilma foi golpe

Anotações encontradas pela PF mostram que Impeachment de Dilma foi golpe
06/02/2018
 

Via Época

Manuscritos foram recolhidos pela Polícia Federal na casa de Rodrigo Rocha Loures em Brasília

A Polícia Federal apreendeu um bloco de anotações durante a 

Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017 como desdobramento da delação premiada do grupo J&F. 

A folha de abertura traz uma informação: em caso de perda, recompensa-se com R$ 200. 
A pessoa a ser procurada atende pelo nome de Rodrigo Rocha Loures,

o ex-assessor especial do presidente Michel Temer preso após ser flagrado recebendo propina do grupo empresarial comandado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

O bloco estava na casa de Rocha Loures em Brasília e passou a fazer parte do conjunto de documentos anexados às investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da República.

 Está recheado de anotações datadas de 2015 e 2016, quando Rocha Loures assessorava Temer na Vice-Presidência. 

São rasbiscos valiosos que ajudam a entender mais sobre a engrenagem que movimenta a capital do país. 

Há referências a nomeações de apadrinhados políticos, a verbas do Orçamento para satisfazer a base aliada, a reuniões com empresários, a números da economia. 

Um trecho em especial sugere uma estratégia pró-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

 

São apontadas, em duas páginas, “ações” a serem realizadas. 

Não existe indicação de quem se encarregaria delas. 

Aparecem listadas, entre outras, ações como “Distribuir folhetos base” com os dizeres “Vamos ajudar deputado a decidir.

 Ele está indeciso”; “Trabalho 
junto aos prefeitos e doadores”; 

“Anúncio pago em jornal interior”; ou “Faixa na frente casa – 
Aqui tem um deputado indeciso => raio de 1 km da casa”.
Leia também: Gasolina aumenta de novo nessa terça, 6 de fevereiro
(…)
Fonte: https://falandoverdades.com.br/  

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

PF encontra 12 ligações suspeitas entre Temer e seu operador de propinas


PF encontra 12 ligações suspeitas entre Temer e seu operador de propinas

05/02/2018
 

A Polícia Federal encontrou ligações telefônicas entre Michel Temer e o coronel aposentado da PM João Batista Lima Filho – amigo de décadas, ex-assessor do emedebista no Planalto e seu operador; 
as chamadas são citadas em relatório da Operação Patmos sobre o celular do coronel; operação foi deflagrada com base na delação da JBS, que atingiu Temer; no relatório, a PF disse que Lima conversou sobre repasses com duas pessoas desconhecidas

 247 – A Polícia Federal encontrou ligações telefônicas entre Michel Temer (MDB) e o coronel aposentado da PM João Batista Lima Filho – amigo de décadas e ex-assessor do emedebista.
As chamadas são citadas em relatório da Operação Patmos sobre o celular do coronel.

Segundo o documento, Temer e Lima tiveram 12 conversas telefônicas entre abril de 2016 e maio de 2017. 
As informações foram publicadas pelo Blog do Fausto Macedo.

 A operação foi deflagrada com base na delação da JBS, que atingiu em cheio Temer. 

Em consequência desta delação, ele foi denunciado por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução judicial. 

Mas o Congresso não autorizou o Supremo Tribunal Federal a investigá-lo.

No relatório, a PF disse que Lima conversou sobre repasses com duas pessoas desconhecidas. 

Em uma das trocas de mensagens, de abril de 2017, ele diz: “Recebeu pouco. 

Nas minhas contas deveria ter recebido 120 mil. Estão ‘garfando’ o coitado”.

 Ainda no âmbito da ‘Patmos’, investigadores encontraram no aparelho contatos de Joesley Batista, do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, e de Jose Yunes, advogado e também amigo de Temer. 

O período das ligações aconteceu entre abril de 2016 e 12 de maio de 2017, seis dias antes da operação.
  
  
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Aécio Neves Volta Ao Senado, Chora E Afirma Ser Vítima De Armação; SAIBA!

Aécio Neves Volta Ao Senado, Chora E Afirma Ser Vítima De Armação; SAIBA!
 

De volta ao Senado, Aécio Neves (PSDB-MG) fez um discurso no plenário da Casa no qual se disse vítima de uma “ardilosa armação”, 
da qual teriam participado o empresário Joesley Batista, com quem foi gravado em conversas sobre um repasse de R$ 2 milhões e, acusou, integrantes “com assento” 
até pouco tempo atrás na Procuradoria-Geral da da República. 
Caso de Rodrigo Janot, que deixou o comando da PGR em 17 de setembro.

“Fui vítima de uma ardilosa armação, uma criminosa armação, perpetrada por empresários inescrupulosos que se enriqueceram às custas do dinheiro público e não tiveram qualquer constrangimento em acusar pessoas de bem, nas buscas dos benefícios de uma inaceitável delação ora suspensa, em razão de parte da verdade estar vindo à tona”, afirmou. 

“Mas o o mais grave: contribuíram para esta trama ardilosa homens de Estado, notadamente alguns que tinham assento, até muito pouco tempo, na Procuradoria-Geral da República (PGR)”, continuou.



terça-feira, 17 de outubro de 2017

Por 44 a 26, Senado rejeita afastar Aécio Neves de mandato

Por 44 a 26, Senado rejeita afastar Aécio Neves de mandato
Talita Abrantes3 horas atrás  17/10/2017
 Senador Aécio Neves (PSDB-MG)
© Reuters Aécio Neves

 São Paulo — Por 44  votos a 26, o Senado revogou as medidas cautelares impostas ao senador Aécio Neves pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde o último dia 26 de setembro.

Com isso, o tucano que estava afastado do cargo por decisão da Primeira Turma da corte pode voltar a exercer as funções de seu mandato e a circular livremente durante a noite.

Os parlamentares queriam que a votação sobre o mandato de Aécio fosse secreta. 

No entanto, na manhã desta terça-feira (17), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a votação ocorra por meio de voto aberto

No total, 71 senadores marcaram presença na sessão de hoje.  Eram necessários 41 votos para a manutenção ou reversão das medidas.

Vítima de “trama ardilosa” 

Em carta enviada aos seus pares horas antes da votação, Aécio afirmou que foi vítima de violenta “trama ardilosa” envolvendo agentes públicos da Procuradoria-Geral da República (PGR), em referência às investigações que apontam suposta participação de procuradores nas gravações telefônicas que embasaram acordo de delação premiada da empresa JBS.

“A determinação dessas cautelares, sem que sequer houvesse denúncia aceita contra mim, e o mais grave, sem que eu sequer pudesse apresentar as provas de minha defesa, se sustenta em uma gravação feita de forma clandestina, portanto criminosa, por um réu confesso, Joesley Batista”, disse o senador mineiro 
no texto.

Votação

Antes de abrir o painel para a votação, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), concedeu a palavra para cinco senadores favoráveis e cinco contrários à decisão do Supremo. 

Para Jader Barbalho (PMDB-PA), os ministros do STF tomaram uma decisão “equivocada”.

“Não venho a esta tribuna dizer que meu voto será por mera solidariedade ao senador Aécio. 

Voto em favor da Constituição. Ministro do Supremo não é legislador, não é poder constituinte.

 Quem escreve a Constituição é quem tem mandato popular”, argumentou.

Já o senador Álvaro Dias (Pode-PR) criticou o que classificou de “impasse” surgido a partir do instituto do foro privilegiado. 

“A decisão do Supremo Tribunal Federal, corroborada pelo Senado, vem na contramão da aspiração dos brasileiros, que é de eliminar os privilégios. 
Nós estamos alimentando-os. 

Não votamos contra o senador, votamos em respeito à independência dos Poderes, em respeito a quem compete a última palavra em matéria de aplicação e interpretação da Constituição, que é o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Antes da votação, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que visitou Aécio nesta terça-feira (17), também defendeu o parlamentar mineiro. 

“A votação hoje é muito além do caso do senador Aécio, a situação dele terá seguimento no STF, qualquer que seja o resultado. 
Não há que se falar em impunidade”, disse.

Mais cedo, o PT havia anunciado voto contrário a Aécio. 
Antes, havia se posicionado defendendo que o Legislativo tem o poder de revisar medidas cautelares impostas pelo Supremo.

Contexto

Aécio Neves foi citado na denúncia contra o presidente Michel Temer, acusado de pedir e receber, em parte, 2 milhões de reais do empresário Joesley Batista, da J&F, além de atuar para obstruir a investigação da Lava Jato. Ele nega ter cometido crimes.

No final de setembro, a primeira turma do STF decidiu pelo afastamento de Aécio e pelo recolhimento noturno. 
No entanto, a decisão foi questionada: a dúvida era se o STF teria legitimidade para afastar parlamentares sem flagrante.

A decisão foi a plenário no STF e, dessa vez, com o voto de todos os ministros, prevaleceu o entendimento de que esse tipo de medida deve passar pelo Congresso.

Arquivado em: BRASIL


sábado, 7 de outubro de 2017

URGENTE! Joesley Gravou Acerto De Propina Com Ministro De Temer E Situação Se Complica

URGENTE! Joesley Gravou Acerto De Propina Com Ministro De Temer E Situação Se Complica
 

O empresário Joesley Batista contou em sua delação premiada ter pago 6 milhões de reais em propina ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira. 

Para provar o que disse, o dono do grupo JBS apresentou ao Ministério Público um áudio no qual ele aparece negociando diretamente com o ministro o repasse do dinheiro.

VEJA teve acesso à gravação.

Nela, o ministro diz que está muito feliz no governo de Michel Temer. 

Joesley, que já colhia provas de corrupção para entregar às autoridades e está gravando o ministro sem que ele soubesse, puxa o assunto sobre os pagamentos: “ Eu não lembro mais a conta”, provoca. 

O ministro responde: “Meia cinco zero”. 

Marcos Pereira ressalta que já haviam se reunido cinco vezes. 

Joesley faz as contas: “Uma… Cinco e quinhentos… Cinco vezes cinco… Cinco de quinhentos dá… Dois e quinhentos, tá”, diz Joesley, que continua somando: “Mais uma, dá mais quinhentos (…) “Três e seiscentos e cinquenta. Três seiscentos e cinquenta”. 

Joesley pede que o ministro inclua em suas anotações o valor do pagamento daquele dia: “Então, anota aí… Mais seiscentos e vinte”. 

O ministro concorda com os cálculos: “Seis, é isso aí… É isso aí”.

Ouça aqui o áudio da conversa entre Joesley Batista e Marcos Pereira.

Joesley disse aos procuradores que pagou propina para conseguir um empréstimo de 2,7 bilhões na Caixa Econômica Federal ainda no governo Dilma. 

Na época, o empresário foi procurado por Antônio Carlos Ferreira, vice-presidente do banco, que ocupava o cargo por indicação do PRB, o partido do ministro, que o orientou a falar com Marcos Pereira.

 Segundo Joesley, ele e o pastor se encontram e combinaram tramoia. 

A Caixa liberaria o empréstimo e, em troca, a JBS repassaria 6 milhões de reais ao pastor da Igreja Universal. 

A propina foi repassada em parcelas, sendo a última delas entregue nas mãos do ministro.

A conversa prosseguiu. Marcos Pereira se mostra cauteloso. 

Em momento algum usa a palavra dinheiro. 

“Seiscentos e vinte ‘pessoas.” Joesley, no entanto, quer deixar claro que está falando de dinheiro e utiliza mais de uma vez a palavra “saldo”: “Três, três seiscentos e cinquenta… Mais seiscentos e vinte… 

Quatro duzentos e setenta”, diz Joesley. 

“Menos seis, dá quanto? O saldo. Um setecentos e trinta. Divide por três aí. Dividido por três… Um setecentos e trinta dividido por três”, continua Joesley. O empresário comemora: “Mais umas três vezes nós mata essa p. (se referindo à propina)!”.

Joesley ainda pergunta ao ministro se o “menino” da Caixa está firme. 

“O Antonio Carlos… Ele é bom, né?”, diz Joesley, fazendo referência ao vice-presidente do banco, Antonio Carlos Ferreira. “Mantivemos ele (…) 

Brigamos muito, né? Foi uma queda de braço com seu amigo baiano”, diz Marcos Pereira, sem esclarecer quem seria o amigo baiano.

Procurado, o ministro não quis se pronunciar.

veja