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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

STF irá rever prisão em 2ª instância e evitará prisão de Lula


STF irá rever prisão em 2ª instância e evitará prisão de Lula

16/02/2018


A mudança do entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância já é dada como certa no Supremo Tribunal Federal, diz a colunista Lydia Medeiros, no jornal O Globo; 
apesar das negativas da presidente da Corte, Cármen Lúcia, sobre sua intenção de pautar novamente o assunto, a decisão do relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, de levar ao plenário o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Lula forçará uma deliberação;
 há sinais claros de que Gilmar Mendes mudará o voto dado pela prisão, e de que Rosa Weber manterá sua posição contra a execução da pena após a segunda condenação; com isso, prisão do ex-presidente Lula não deve acontecer

247 –  Já é dada como certa no Supremo uma decisão da Corte contra a prisão após condenação em segunda instância.

Apesar de a presidente Cármen Lúcia ter negado a intenção de retomar o assunto, a decisão do ministro Edson Fachin de levar ao plenário o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Lula forçará uma deliberação.


Há certo desconforto entre ministros com a estratégia da defesa de apostar numa declaração de impedimento de Cármen e de Luiz Fux como forma de reduzir o quórum e garantir placar favorável. 

Em 2016, ambos deram dois dos seis votos pela execução da pena depois da condenação em segunda instância. 
Mas, mesmo sem a presença dos dois, hipótese hoje remota, a tendência no STF é a mudança de entendimento.

Há sinais claros de que Gilmar Mendes mudará o voto dado pela prisão, e de que Rosa Weber manterá sua posição contra a execução da pena após a segunda condenação. 

Se a tendência se confirmar, cai um dos pilares da Lava-Jato.

As informações são da coluna Poder em Jogo de O Globo.

 
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quinta-feira, 6 de abril de 2017

BOMBA: Renan se reúne com parte de bancada do PMDB e confirmam que Moro não vai conseguir barrar Lula de 2018; CONFIRA!

BOMBA: Renan se reúne com parte de bancada do PMDB e confirmam que Moro não vai conseguir barrar Lula de 2018; CONFIRA!
6 de abril de 2017
 

Do Blog Josias de Souza

Desde que o Supremo Tribunal Federal abriu os calabouços para pessoas condenadas na primeira e na segunda instância, o principal obstáculo à candidatura presidencial de Lula passou a ser jurídico.

Se for condenado pelo juiz Sérgio Moro e a sentença for confirmada pelo Tribunal Federal da 4ª Região, Lula estará mais próximo da cadeia do que da urna eletrônica. 

Será um ”ficha-suja”. Ao avaliar as chances do morubixaba do PT, Renan Calheiros concluiu que já não há mais tempo para que a Lava Jato impeça a candidatura de Lula.


Outros peemedebistas compartilham da avaliação de Renan. Entre eles o senador paraense Jader Barbalho e a ex-governadora maranhense Roseana Sarney. 

Discutiram o assunto na madrugada de quarta-feira, em na casa da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Líder do governo de Michel Temer no Senado, Romero Jucá (RR) discordou. 

Disse acreditar que a condenação de segundo grau de Lula chegará mais rápido do que sua candidatura, que só pode ser formalizada em meados de 2018, numa convenção partidária.

Por mal dos pecados, os pajés do PMDB não incluíram em suas elucubrações a hipótese de Lula ser absolvido. Deram de barato que a sentença é uma espécie de fato consumado esperando na fila da República de Curitiba para acontecer. 

Discutem apenas se o desfecho chegará a tempo de implodir os planos do amigo petista. 

A caciquia do PMDB se prepara para um reencontro com as urnas. 

E ninguém parece descartar de antemão a hipótese de uma aliança com Lula.



quinta-feira, 30 de março de 2017

Sérgio Moro condena Eduardo Cunha a 15 anos e quatro meses de prisão

Sérgio Moro condena Eduardo Cunha a 15 anos e quatro meses de prisão
Edição do dia 30/03/2017
30/03/2017 21h30 - Atualizado em 30/03/2017 21h32
 Ele foi acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Foi a primeira condenação do ex-presidente da Câmara na Lava Jato.

O juiz Sérgio Moro condenou o ex-deputado Eduardo Cunha a 15 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Foi a primeira condenação de Cunha na Lava Jato.

O juiz Sérgio Moro condenou Eduardo Cunha por “ter recebido e movimentado, em contas secretas na Suíça, US$ 1,5 milhão proveniente do preço pago pela Petrobras na compra de parte de um campo de petróleo em Benin”, na África, em 2011.

Cunha é o único réu dessa ação, que veio do Supremo Tribunal Federal depois que o ex-deputado perdeu o foro privilegiado. As outras pessoas envolvidas na Venda Campo e a mulher dele, Cláudia Cruz, respondem a um outro processo que está na fase final.

Além da condenação, Moro confiscou os valores bloqueados na Suíça e proibiu Cunha de exercer cargo ou função pública pelo dobro do tempo em que ficar preso.

Na decisão, o juiz Sérgio Moro disse que a investigação contou com a cooperação de autoridades suíças. Elas entregaram documentos que indicam Eduardo Cunha como controlador, titular e beneficiário das contas por onde o dinheiro da propina passou.

Moro também afirmou que o álibi de Cunha é insustentável para justificar os depósitos. Eduardo Cunha disse que o dinheiro era a devolução de um empréstimo que havia concedido ao ex-deputado federal Fernando Diniz, que morreu em 2009. Mas, segundo o juiz, Eduardo Cunha não apresentou provas, deu explicações vagas para as transferências e caiu em contradições.  
       
Na sentença, Moro salientou que o ex-deputado utilizou “o enorme poder e influência inerente ao cargo, não para o fiel desempenho de suas funções, de legislar para o bem comum ou de fiscalizar o Executivo, mas sim para enriquecer ilicitamente”. 

E acrescentou que não pode haver ofensa mais grave do que a “daquele que trai o mandato parlamentar e a sagrada confiança que o povo nele deposita para obter ganho próprio”.

Eduardo Cunha está preso na região de Curitiba desde outubro de 2016. Moro disse que ele deve continuar na cadeia porque ainda pode ter outras contas secretas no exterior e porque tentou ameaçar e chantagear autoridades e testemunhas.

Moro citou como exemplo de intimidação algumas perguntas encaminhadas ao presidente Michel Temer, convocado como testemunha de defesa.

As questões, segundo o juiz, “tinham por motivo óbvio constranger o presidente da República e provavelmente buscavam com isso provocar alguma intervenção indevida de Temer em favor de Cunha”, o que não ocorreu. 

E que isso não representou cerceamento da defesa, como alegam os advogados de Cunha.

No fim da sentença, Moro destacou o trabalho da Procuradoria-Geral da República, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal, citando em especial o ministro Teori Zavascki, que era relator da Lava Jato, no STF, e morreu em janeiro num acidente de avião.

Os advogados de Eduardo Cunha afirmaram que vão recorrer. 

E que a velocidade com que o juiz Sérgio Moro deu a sentença mostra parcialidade na condução do processo.





segunda-feira, 6 de março de 2017

URGENTE: Já está definido: Temer será cassado e Carmen Lúcia será a presidente do Brasil

URGENTE: Já está definido: Temer será cassado e Carmen Lúcia será a presidente do Brasil
6/3/2017 11:15

Jornalista Luís Costa Pinto afirmou nesta segunda-feira, 6, que há uma "evidente articulação" para alçar a ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, na Presidência da República, no lugar de Michel Temer; "Seria, sem dúvida, o golpe dentro do golpe", afirma; para ele, a saída reside em num pacto entre as forças políticas, em que a direita assumiria o seu golpismo, "Num gesto de inflexão rumo à necessária reconstrução da trajetória democrática", enquanto o PT reconheceria os próprios erros; "Só há um caminho: a política", afirma

O jornalista Luís Costa Pinto afirmou nesta segunda-feira, 6, que há uma "evidente articulação" para alçar a ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, na Presidência da República, no lugar de Michel Temer. 

"Seria, sem dúvida, o golpe dentro do golpe. 

E há já um número razoável de cidadãos acadelados, como dizem os gaúchos, crendo ser indiferente o nome e a origem do despachante de plantão no Palácio do Planalto, se as vigas mestras da política econômica forem mantidas: arrocho fiscal inédito, inflação baixíssima assim obtida graças à indigência da atividade econômica, desemprego estratosférico e desmonte dos mecanismos de intervenção do Estado na economia –inclusive aqueles inerentes aos órgãos regulatórios", afirma Costa Pinto. 

Para o colunista do Poder 360, existe um caminho para começar a distender a cena política, e ele não dispensa gestos dos dois lados de sua margem. 

"Os criativos redatores do enredo do impeachment não lograram êxito, e jamais o farão ante a História, de dar legitimidade ao governo instalado depois do espetáculo infame meticulosamente redigido e dirigido pelo presidiário Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados entre 2015 e 2016. 

Dilma Rousseff jamais voltará à cadeira da qual foi ejetada. 

Num gesto de inflexão rumo à necessária reconstrução da trajetória democrática e da normalidade institucional que tínhamos e de que tanto precisamos agora, faz-se urgente o reconhecimento, por parte dos vencedores das batalhas legislativas do ano passado, do caráter peculiar e único daquelas ações. 

Precisam admitir ante os vencidos que elas só existiram para o fim exitoso almejado", afirma. 

Por outro lado, diz Costa Pinto, caso este aceno seja feito pela direita, "abrir-se-á uma senda para que o PT e a própria ex-presidente Dilma Rousseff reconheçam os erros em série que nos levaram à catástrofe política atual".

"Só quando um lado e outro do status quo político, vencedores e vencidos do drama solerte que encontrou em Eduardo Cunha um roteirista nefasto e eficaz, assumirem os papéis que lhes coube protagonizar, voltaremos a encarar a política como eixo natural para sair da rota do inferno. 


E os políticos como correia de transmissão. 

Caso a remissão dos pecados não ocorra haverá sempre alguém exibindo a toga da ministra Cármen Lúcia e querendo nos fazer crer que valerá a pena apostar em mais esse arremedo de guincho a fim de nos transportarmos para a terra prometida."

Fonte: Brasil247



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

STF mantém a prisão de Eduardo Cunha

STF mantém a prisão de Eduardo Cunha
Por Redação — publicado 15/02/2017 18h16, última modificação 15/02/2017 18h40
Pedido de liberdade foi rejeitado em plenário, por 8 votos contra 1
 Eduardo Cunha
Cunha: ele preferia ver seu pedido julgado pela Segunda Turma 
do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por 8 votos a 1, o pedido de liberdade do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu em processos da Operação Lava Jato. Ele está preso em Curitiba desde outubro.

O ministro Edson Fachin, novo relator da Lava Jato, rejeitou o pedido da defesa. Acompanharam o voto os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cármen Lúcia, presidenta da Corte.

Apenas Marco Aurélio Mello votou a favor da liberdade de Cunha. O ministro afirmou que, apesar da gravidade das acusações contra o peemedebista, não há justificativa para a prisão antes do julgamento definitivo. 
"Não entro aqui na avaliação de simpatia ou antipatia pelo agravante. E não cabe tomá-lo como Geni", disse Mello, evocando Chico Buarque.

A decisão sobre a situação de Cunha colocou os holofotes sobre o STF e a tomada de decisões na corte. O ex-deputado questiona no Supremo uma decisão do juiz Sergio Moro, responsável por julgar a Lava Jato em primeira instância, alegando que o magistrado teria desrespeitado uma determinação do Supremo.

Cunha foi preso em 19 de outubro, em Brasília, sob ordens de Sergio Moro, pouco mais de um mês depois de sua cassação na Câmara. O magistrado de Curitiba decretou prisão preventiva, sem prazo determinado para acabar. De acordo com Moro, Cunha poderia fugir do País, por ter passaporte italiano e recursos no exterior, e destruir provas.

Em 4 de novembro, ao examinar recurso da defesa de Cunha, o então relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, referendou a decisão de Moro de manter o ex-deputado na cadeia. 

Cunha entrou com um novo recurso no STF que deveria ser examinado pela Segunda Turma do tribunal, então composta por Gilmar Mendes, José Antonio Dias Toffoli, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Teori.

Em dezembro, entretanto, Teori retirou a decisão da Segunda Turma e a enviou para o plenário. Como contou o portal jurídico Jota, investigadores da Lava Jato afirmaram a existência de uma "articulação para tirar Cunha da prisão em julgamento na Segunda Turma do STF". 

De acordo com o site, eram esperados três votos favoráveis a Cunha e, ciente disso, Teori Zavascki remeteu a decisão ao plenário.

De acordo com nota publicada também em dezembro pela coluna Radar On-Line, da revista Veja, Cunha tinha convicção de que "se o pleito fosse analisado pela Segunda Turma, ele estaria em liberdade hoje".

Na terça-feira 7, Gilmar Mendes, integrante da Segunda Turma, criticou as prisões decretadas por Sergio Moro em sessão do colegiado. 

"Temos um encontro marcado com as alongadas prisões que se determinam em Curitiba. Temos que nos posicionar sobre este tema que conflita com a jurisprudência que desenvolvemos ao longo desses anos", disse Mendes. A frase foi percebida como um ataque à Lava Jato. 

Com a morte de Teori, a relatoria da operação no STF passou para as mãos de Edson Fachin

Na petição apresentada ao STF, os advogados de Cunha afirmavam que Moro não poderia ter decretado a prisão porque o Supremo decidiu anteriormente que Cunha não poderia ser preso pelos fatos investigados contra ele na Operação Lava Jato. 

Em maio de 2016, o STF analisou pedido de prisão feito pela Procuradoria-Geral da República e decidiu que Cunha deveria ser somente afastado da presidência da Câmara. 




sábado, 28 de janeiro de 2017

RELATOR NO TSE VAI PROPOR A CASSAÇÃO DE TEMER

RELATOR NO TSE VAI PROPOR A CASSAÇÃO DE TEMER

 

A homologação das 77 delações premiadas da Odebrecht – o que deve ocorrer até a terça-feira 31 – podem ser fatais para Michel Temer; isso porque, ato contínuo, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, irá pedir que as delações que atingem Temer (são pelo menos quatro) sejam anexadas no processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer; além disso, já foram identificadas doações fruto de propina que teriam sido articuladas por Temer e um de seus principais aliados, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que hoje está preso em Curitiba; uma delas, no valor de R$ 1 milhão, foi feita pelo grupo Libra para renovar suas concessões portuárias, após um jantar entre o empresário Gonçalo Torrealba, chefe da empresa, Temer e Cunha

28 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 18:59

247 – A homologação das delações premiadas da Odebrecht, que deverá ser feita pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, até a terça-feira 31 (saiba mais aqui) tem potencial para derrubar Michel Temer.

Isso porque, ato contínuo, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, irá pedir que as delações que atingem Temer (são pelo menos quatro) sejam anexadas no processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

Além disso, já foram identificadas doações fruto de propina que teriam sido articuladas por Temer e um de seus principais aliados, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que hoje está preso em Curitiba.

Uma delas, no valor de R$ 1 milhão, foi feita pelo grupo Libra para renovar suas concessões portuárias, após um jantar entre o empresário Gonçalo Torrealba, chefe da empresa, Temer e Cunha.

Temer irá pedir a separação entre suas contas e as da presidente deposta Dilma Rousseff, mas o ministro Benjamin não acatará esta tese e deve propor a cassação da chapa.

Neste cenário, o Brasil poderá ter eleições indiretas em 2017, com um novo presidente sendo escolhido por um Congresso com mais de 200 parlamentares investigados, ou diretas, caso haja um novo pacto político no País.

Os detalhes da ação no TSE estão em reportagem de Daniel Pereira, na revista Veja deste fim de semana



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Temer é acusado de promover ‘leilão’ em vaga deixada por Teori no STF e novo ministro já entrará comprometido

Temer é acusado de promover ‘leilão’ em vaga deixada por Teori no STF e novo ministro já entrará comprometido
24 de janeiro de 201
 

Para não recuar muito, nem Fernando Henrique, nem Lula, nem Dilma permitiram que a indicação de um ministro do Supremo Tribunal Federal fosse ao leilão político e se transformasse em presa dos apetites fisiológicos de partidos políticos e outros grupos de interesse. 

Já com Temer, num momento de grave crise entre as instituições, para não falar em crise institucional, a escolha do ministro que ocupará a vaga de Teori Zavascki já se transformou em disputa e pode até render uma escaramuça.

A briga entre os lobbies agrava o dilema de Temer. 

Ele anuncia que não tem pressa, para não parecer que deseja interferir na Lava Jato, preferindo esperar a indicação do novo relator. Mas quanto mais demorar, menos controle terá sobre a escolha do ministro que herdará os processos de Teori, inclusive os desdobramentos futuros da Lava Jato. 

Entre eles, a eventual denúncia contra o próprio Temer e a cúpula de seu governo. Quando a escolha de um ministro da Suprema Corte cai num desvão assim, é sinal de grave patologia no sistema político. Sinal de vulgaridade no poder e decrepitude democrática.

Ontem o presidente do Senado, Renan Calheiros, soltou nota informando que não tem exercido qualquer pressão em relação à escolha do novo ministro. Ele e o ex-presidente Sarney, entretanto, são tidos e havidos como defensores da escolha de Bruno Dantas, ministro do TCU. 

O PSDB e mais cinco partidos da base governista trabalham abertamente pela indicação do atual ministro da Justiça, Alexandre de Morais, o blindado que não perde o cargo por mais desatinos que cometa. 

O tributarista Heleno Torres amplia a vulgaridade tecendo elogios públicos a Temer, que considera “o cara”. Dentro do governo há lobbies por Grace Mendonça, ministra da AGU, e no meio jurídico, por Yves Gandra Filho, presidente do TST, e também por ministros do STF. 

Apesar desta zoeira, Temer e seus porta-vozes continuam dizendo que a escolha será “técnica”.

O impedimento moral
Afora o leilão da toga de Teori, existe a questão moral na indicação de um ministro do STF por um presidente que pode ser investigado, denunciado e até mesmo ser cassado pelo TSE. 

A Polícia Federal já entregou relatório ao ministro-relator da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, Herman Benjamin], apontando irregularidades no financiamento da campanha. 

Como dificilmente o TSE chegaria ao ponto de acolher a tese da separação de responsabilidades financeiras entre os dois integrantes da chapa, as possibilidades de cassação de Temer vão se ampliando. Ou se ampliariam, em condições políticas normais.

Nem por isso, encontrou eco, nos meios político e jurídico, a proposta da Associação Brasileira de Direito Constitucional, de que não haja indicação de novo ministro enquanto o TSE não julgar a ação de impugnação de mandato eletivo que ameaça Temer.

Por muito tempo, e em muitas circunstâncias, o Supremo já funcionou com dez ministros. Seria melhor isso do que uma recomposição que pode afetar a confiança na corte.



sábado, 21 de janeiro de 2017

SÃO SINCERAS AS LÁGRIMAS NO ENTERRO DE TEORI?

SÃO SINCERAS AS LÁGRIMAS NO ENTERRO DE TEORI?

 Karine Viana/Palacio Piratini

Repare bem na imagem e nos personagens; no canto esquerdo, Alexandre de Moraes, que sonha com a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal; no canto direito, José Serra, que foi delatado pela Odebrecht por ter recebido R$ 23 milhões na Suíça, em 2010; a seu lado, Eliseu Padilha, também delatado, que disse que o governo ganhou tempo com a morte de Teori, pois a homologação das delações irá demorar um pouco mais; no centro, Michel Temer, que também foi delatado por pedir R$ 10 milhões à empreiteira em pleno Palácio do Jaburu; segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, 83% dos brasileiros creem em atentado

21 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 16:38

247 – O primeiro escalão do governo Michel Temer prestou, neste sábado, suas últimas homenagens a Teori Zavascki, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, que morreu num desastre aéreo na última quinta-feira – o qual, na visão de 83% brasileiros foi um atentado (leia aqui).

Agora, repare bem na imagem e nos personagens; no canto esquerdo, Alexandre de Moraes, que sonha com a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal. No canto direito, José Serra, que foi delatado pela Odebrecht por ter recebido R$ 23 milhões na Suíça, em 2010. A seu lado, Eliseu Padilha, também delatado, que disse que o governo ganhou tempo com a morte de Teori, pois a homologação das delações irá demorar um pouco mais (saiba mais na coluna de Tereza Cruvinel). No centro, Michel Temer, que também foi delatado por pedir R$ 10 milhões à empreiteira em pleno Palácio do Jaburu.

Abaixo, reportagem da agência Reuters sobre o velório:

Corpo do ministro Teori Zavascki é velado em Porto Alegre
SÃO PAULO (Reuters) - O corpo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, morto na quinta-feira na queda de um avião, está sendo velado desde a manhã deste sábado na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

O funeral está marcado para o fim da tarde no cemitério Jardim da Paz.

O presidente Michel Temer chegou ao velório depois das 13 horas. Em breve declaração para jornalistas, ele voltou a lamentar o acidente e disse que a morte do ministro é uma perda para o país e para a classe jurídica.

"O Brasil precisa cada vez mais de homens com a competência pessoal, moral e profissional do ministro Teori", disse.

Temer ainda afirmou que só deverá indicar um novo ministro para o STF depois que o relator do processo da Operação Lava Jato no Supremo for definido.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, também participa do velório.

Teori, de 68 anos, era relator da operação Lava Jato no Supremo e deveria decidir no início de fevereiro se homologaria ou não dezenas de acordos de delação premiada de ex-executivos da Odebrecht, que poderiam atingir muitos políticos, incluindo várias figuras importantes do governo Temer.

O ministro do STF morreu na quinta-feira na queda de um pequeno avião que decolou de São Paulo rumo a Paraty. A aeronave pertencia ao grupo Emiliano, do empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, de 69, que também morreu no acidente.
O Regimento Interno do STF traz mais de uma possibilidade para a definição do novo relator para a Lava Jato.

Uma das opções, agora aparentemente descartada, seria transferir a relatoria para o sucessor a ser indicado por Temer e aprovado pelo Senado. 

Mas como o presidente é citado na Lava Jato, que também investiga senadores, o custo político dessa saída provavelmente seria muito alto.

Outro dispositivo do regimento prevê a redistribuição do processo em casos excepcionais, a partir de um pedido do Ministério Público ou de parte interessada.

Nesse caso, há dúvidas sobre os critérios a serem considerados, se ocorreria entre os ministros da Segunda Turma do STF, à qual pertencia Teori, juntamente com Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ou se entre todos os integrantes da Corte.

A própria presidente do STF pode decidir assuntos emergenciais relacionados à Lava Jato, uma vez que responde pelo plantão do Supremo até o dia 31 deste mês, quando se encerra o recesso do Judiciário.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Encontrada caixa de gravação de voz de avião que caiu em Paraty

Encontrada caixa de gravação de voz de avião que caiu em Paraty
20/01/2017 às 18h03 - Por Redação SRzd 
 Foto: Marinha do Brasil / Divulgação
Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos encontrou na tarde desta sexta-feira (20) um aparelho de gravação de voz do avião que caiu ontem em Paraty e matou o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), e outras quatro pessoas.

Segundo informações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica que investiga a queda do avião, o aparelho será encaminhado para ser analisado em Brasília.

Não é possível estabelecer prazo para o término das investigações, que varia de acordo com a complexidade de cada ocorrência.

O relatório final irá identificar os fatores que contribuíram para o acidente e elaborar as recomendações de segurança. A Polícia Federal vai conduzir sua investigação paralelamente. 

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro também determinou a instauração de inquérito policial para apurar as responsabilidades pelo acidente.



DILMA LAMENTA MORTE E DIZ TER TIDO PRIVILÉGIO DE INDICAR TEORI

DILMA LAMENTA MORTE E DIZ TER TIDO PRIVILÉGIO DE INDICAR TEORI
 

"É com imenso pesar que recebo a notícia da trágica morte do ministro Teori Zavascki. Hoje perdemos um grande brasileiro. Como juiz e cidadão, Teori se consagrou como um intelectual do Direito, zeloso das leis e da Justiça. Tive o privilégio de indicá-lo para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), com ampla aprovação do Senado. Desempenhou esta função com destemor como um homem sério e íntegro. Lamento a dor da família e dos amigos, recebam meus sentimentos de pesar e respeito", disse a presidente deposta Dilma Rousseff; novo relator pode vir a ser indicado por Michel Temer

19 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 19:09

247 – A presidente deposta Dilma Rousseff, que indicou Teori Zavascki, morto na tarde desta quinta-feira para o STF, lamentou a sua morte.

"É com imenso pesar que recebo a notícia da trágica morte do ministro Teori Zavascki. Hoje perdemos um grande brasileiro. Como juiz e cidadão, Teori se consagrou como um intelectual do Direito, zeloso das leis e da Justiça. Tive o privilégio de indicá-lo para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), com ampla aprovação do Senado. 

Desempenhou esta função com destemor como um homem sério e íntegro.
Lamento a dor da família e dos amigos, recebam meus sentimentos de pesar e respeito".
Dilma Rousseff


Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki morre aos 68 anos
Líria Jade - Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki morreu nesta quinta-feira (19), aos 68 anos, em um acidente aéreo. Ele já era viúvo e deixa três filhos. 

Membro do STF desde 2012, Teori foi o ministro responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na Corte, tratando dos processos dos investigados com foro privilegiado. A morte de Teori foi confirmada pelo filho do magistrado Francisco Zavascki, em uma rede social.

Teori foi nomeado para o Supremo pela então presidenta Dilma Rousseff para ocupar a vaga de Cezar Peluso, que se aposentou após atingir a idade limite para o cargo, de 70 anos. 

Ontem, ele tinha interrompido o recesso para determinar as primeiras diligências nas petições que tratam da homologação dos acordos de delação de executivos da empreiteira Odebrecht na Operação Lava Jato.

Teori Zavascki nasceu em 1948 na cidade de Faxinal dos Guedes (SC), e é descendente de poloneses e italianos. Aprovado em concurso de juiz federal para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em 1979, ele foi nomeado, mas não tomou posse. Advogado do Banco Central de 1976 até 1989, chegou à magistratura quando foi indicado para a vaga destinada à advocacia no TRF4, onde trabalhou entre 2001 e 2003. De 2003 a 2012, Zavascki foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Respeitado nas áreas administrativa e tributária, Zavascki também era considerado minucioso em questões processuais. 

“Espero que todos os bons momentos apaguem minha fama de apontador ou cobrador das pequenas coisas”, brincou, ao se despedir da Primeira Turma do STJ, antes de ir para o STF. O ministro declarou em diversas ocasiões ser favorável ao ativismo do Judiciário quando o Legislativo deixa lacunas.

Atuação na Lava Jato
Ao longo de sua atuação como relator da Lava jato no STF, Zavascki classificou como "lamentável" os vazamentos de termos das delações de executivos da Odebrecht antes do envio ao Supremo pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Entre suas decisões relativas à operação estão a determinação do arquivamento de um inquérito contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) , a transferência da investigação contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para Sérgio Moro e a anulação da gravação de uma conversa telefônica entre Lula e a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Além disso, Teori negou um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que investigações contra ele, que estão nas mãos do juiz Sérgio Moro, fossem suspensas e remetidas ao Supremo.

Sobre as críticas recorrentes de demora da Corte em analisar processos penais, Teori disse que "seu trabalho estava em dia". 

No fim do ano passado, Zavascki disse que trabalharia durante o recesso da Corte para analisar os 77 depoimentos de delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht que chegaram em dezembro ao tribunal.

Durante seu trabalho na Lava Jato, chegou a criticar a imprensa. Ele disse que decisões sem o glamour da Lava Jato, operação na qual ele foi relator dos processos na Corte, muitas vezes mereceram pouca atenção da mídia. 

Ele também relativizou os benefícios do foro privilegiado, norma pela qual políticos e agentes públicos só podem ser julgados por determina Corte.

"A vantagem de ser julgado pelo Supremo é relativa. Ser julgado pelo Supremo significa ser julgado por instância única", afirmou o ministro, acrescentando que processos em primeira instância permitem recursos à segunda instância e ao STJ, além do próprio Supremo. 

"Não acho que essa prerrogativa tenha todos esses benefícios ou malefícios que dizem ter", comentou Zavascki.

Certa vez, ao participar de uma palestra na Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) ele disse que achava “lamentável” que as pessoas que obedecem as leis são, algumas vezes, taxadas pejorativamente no Brasil. 

"Em muitos casos, as pessoas têm vergonha em aplicar a lei. Acho isso uma coisa um pouco lamentável, para não dizer muito lamentável", afirmou o ministro.

O acidente
Um avião caiu na tarde de quinta-feira (19) no mar de Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente foi próximo à Ilha Rasa. 

O avião saiu de São Paulo (SP) e caiu a 2 km de distância da cabeceira da pista. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), outras três pessoas estavam a bordo. 

Na hora do acidente, chovia forte em Paraty e a região estava em estágio de atenção.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Cármen Lúcia vai assumir a Lava Jato

Cármen Lúcia vai assumir a Lava Jato


A Presidente do Supremo Tribunal Federal  Ministra Cármen Lúcia comunicará aos demais ministros que dada a gravidade do momento político institucional  do Brasil,  “avocará” para a presidência,  a RELATORIA dos processos relacionados com a Operação Lava Jato.

Família do ministro Teori Zavascki confirma que ele havia sofrido ameaças de morte


By: Francisco Castro on 22:07
 

O ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, havia admitido em junho de 2016 a existência de ameaças à sua família, conforme mensagem postada por seu filho no Facebook, mas minimizou o fato: 

“Não tenho recebido nada sério”. Ele não deu maiores detalhes sobre o assunto e fez o comentário após uma palestra que realizou.
O ministro morreu na tarde desta quinta-feira (19), num acidente de avião em Paraty.

Seu filho, Francisco Prehn Zavascki, havia publicado no Facebook, em maio: “É obvio que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. 

Penso que é até infantil imaginar que não há, isto é que criminosos do pior tipo, (conforme o MPF afirma), simplesmente resolveram se submeter à lei. 

Acredito que a lei e as instituições vão vencer, porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, você já sabem onde procurar...! Fica o recado!”.

Filho de Teori Zavascki relatou ameaças pelo Facebook, em maio

Teori Zavaski é o ministro relator da Operação Lava Jato no STF. Os investigadores da Operação Lava Jato já estavam trabalhando com a possibilidade de que uma parte considerável do conteúdo das delações da Odebrecht seja revelada ao público na primeira quinzena de fevereiro.

Relatos de 77 delatores ligados à empresa causa apreensão na classe política, já que eles devem ser diretamente atingidos pelas investigações. 

Os investigadores esperavam que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, retirasse o sigilo da maioria dos cerca de 900 depoimentos quando as delações forem homologadas.




quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

STF determina arquivamento de acusação contra Aécio Neves; CONFIRA!

STF determina arquivamento de acusação contra Aécio Neves; CONFIRA!
27 de dezembro de 2016
 

O Supremo Tribunal Federal determinou o arquivamento da acusação de um dos delatores da Operação Lava Jato contra o senador Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais.

O ministro Teori Zavascki relatou que faltam provas contra o senador Aécio Neves, do PSDB, e arquivou o caso.

Na decisão, ele afirmou: “Os elementos indiciários colhidos até o momento não são suficientes para indicar de modo concreto e objetivo a materialidade e a autoria delitivas.”


Aécio foi citado na delação de Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como “Ceará”, que era funcionário do doleiro Alberto Youssef responsável pela entrega de propina.

O delator contou que levou R$ 300 mil em 2013 a um diretor da UTC Engenharia, no Rio de Janeiro, chamado Miranda. E que Miranda teria dito que o dinheiro iria para Aécio, que estaria pressionando.

Teori seguiu a recomendação da Procuradoria Geral da República, que afirmou que a versão do delator não batia com a de seu chefe, o doleiro Alberto Youssef.


Youssef foi ouvido em setembro do ano passado e disse que nunca tinha ouvido falar em possível entrega de dinheiro para Aécio.
Segundo a Procuradoria, outro delator, o dono da UTC, Ricardo Pessoa, também negou que a construtora tenha repassado valores ao parlamentar.


Nesta sexta-feira (19), o senador comentou a decisão.

“Essa decisão da Procuradoria Geral da República e do Supremo Tribunal Federal, na verdade, ela desmascara uma farsa. Mais uma tentativa de envolver nomes da oposição sem qualquer sentido, sem qualquer indício mínimo que fosse nas citações da Lava Jato. Não é a primeira vez. Isso já aconteceu com o senador Anastasia, que teve também suas falsas acusações arquivadas. 

Mais recentemente com o senador Randolfe Rodrigues, também vítima de falsas acusações. A decisão é extremamente importante porque repõe a verdade, mas o que nós queremos é mais do que isso. Nós queremos saber o que está por trás dessas citações. 

A quem interessa confundir as coisas, a quem interessa tirar o foco da Operação Lava Jato. 

Por isso, nós do PSDB, defendemos o aprofundamento das investigações, saber as razões dessas citações irresponsáveis e criminosas e vamos apoiar a Lava Jato como viemos fazendo desde o começo. Eu tenho certeza que dela pode surgir um Brasil diferente”, afirmou Aécio Neves.



Ministro do STF diz que Lula, mesmo sendo réu, pode ser presidente

POLÍTICA há um dia atrás  27/12/2016
Ministro do STF diz que Lula, mesmo sendo réu, pode ser presidente
Ministro do STF diz que Lula, mesmo sendo réu, pode ser presidente

Um candidato a presidente da República que seja réu em primeira instância pode disputar e até tomar posse, se for eleito, de acordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. 
Ele afirma que a decisão da Corte de que um réu não pode ocupar a linha sucessória não se aplica neste caso porque a Constituição determina que um presidente não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao mandato. 
Assim, eventual processo ficaria suspenso enquanto o réu ocupasse a Presidência do país.
Marco Aurélio foi o mesmo ministro que pediu afastamento de Renan calheiros da presidência do Senado justamente por ser um réu ocupando a linha sucessória da presidência.
Ou seja, na opinião do ministro, Renan não poderia ocupar a linha sucessória, mas Lula poderia ser o presidente. 
Quanta coerência hein ?





sábado, 24 de dezembro de 2016

STF SUSPENDE PROJETO DE LEI QUE REPASSA R$ 100 BILHÕES ÀS TELES

STF SUSPENDE PROJETO DE LEI QUE REPASSA R$ 100 BILHÕES ÀS TELES
 Marcos Correa/PR

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu nessa sexta-feira, 23, a tramitação no Senado do projeto de que modifica a Lei Geral as Telecomunicações e concede benefícios no valor de mais de R$ 100 bilhões às operadoras de telefonia; magistrada pede explicações ao Senado Federal pelo rápido andamento do projeto, que seguiria para aprovação sem nenhuma votação em plenário; com a decisão, a matéria não poderá seguir imediatamente para a sanção de Michel Temer (PMDB)

24 DE DEZEMBRO DE 2016 ÀS 11:15 

247 com Agência Brasil - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu nessa sexta-feira, 23, a tramitação no Senado do projeto de que modifica a Lei Geral as Telecomunicações e concede benefícios no valor de mais de R$ 100 bilhões às operadoras de telefonia.

A magistrada atendeu a uma ação dos senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Rocha (PT-PA). No despacho, Carmen Lúcia pede explicações ao Senado Federal pelo rápido andamento do PLC (Projeto de Lei da Câmara) 79/2016, que seguiria para aprovação sem nenhuma votação em plenário. A advogada-geral da União, ministra Grace Maria Fernandes Mendonça, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foram oficiados da decisão.

Com a decisão, a matéria não poderá seguir imediatamente para a sanção de Michel Temer (PMDB). "Pelo exposto, pela relevância da matéria e inegável urgência na solução da questão posta na presente ação, notifique-se a autoridade indigitada coatora para, querendo, prestar informações no prazo máximo de dez dias", afirmou a presidente do STF em seu despacho.

Em mensagem postada em uma rede social, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) destacou que a decisão da ministra atendeu a pedido feito por ela e pelo senador Paulo Rocha (PT-PA) para suspender a tramitação do projeto que modifica a Lei Geral das Telecomunicações. 

A senadora enfatiza que, no despacho, a ministra pede explicações ao Senado pelo rápido andamento do Projeto de Lei da Câmara (PLC), "que seguiria para aprovação sem nenhuma votação em plenário". 
"Com a decisão, o Senado Federal tem dez dias para se posicionar a respeito da matéria, que não poderá seguir imediatamente para a sanção do presidente Michel Temer (PMDB)", destacou a senadora.

De acordo com a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o texto deveria tramitar em pelos menos três comissões que envolvem a matéria e passar por votação no plenário. 

Para a senadora, o projeto de lei não foi levado ao plenário porque os defensores do texto "tiveram receio do debate para favorecer interesse de alguma empresa".

Na última quinta-feira (22), os senadores de oposição se reuniram com a presidente do Supremo para pedir urgência no julgamento da ação liminar na qual os parlamentares pretendem suspender a tramitação do projeto que muda a Lei Geral de Telecomunicações.

A matéria foi aprovada no dia 6 de dezembro na Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional do Senado. Antes de recorrer ao STF, os parlamentares protocolaram o mesmo recurso na Mesa Diretora do Senado.

Entidades criticaram a falta de debate sobre mudanças nas telecomunicações. 

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Associação Brasileira de Procons e outras 18 organizações civis assinaram uma nota de repúdio contra o ato da Mesa Diretora do Senado Federal que rejeitou recursos parlamentares que pediam a análise em plenário do projeto de lei. 

As organizações alegam que o projeto não foi discutido democraticamente no Senado e que manobras regimentais violaram direitos.




quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Os trabalhadores devem exigir a anulação do impeachment

2016/11/20 as 03:00HS Atualizado 14/12/2016
Os trabalhadores devem exigir a anulação do impeachment

 

O golpe de Estado no Brasil, que destituiu uma presidenta da República, eleita com 54,5 milhões de votos, sem nenhum crime de responsabilidade e nenhuma comprovação de atos ilegais, pelo Senado Federal, está para ser julgado no STF – Supremo Tribunal Federal.

Logo após ser destituída do cargo por 61 Senadores da República, a presidenta Dilma Rousseff impetrou no STF um Mandato de Segurança, exigindo que o Supremo anule o impeachment, que foi a forma através da qual o golpe de Estado se instalou no Brasil.

Os advogados de Dilma Rousseff pedem que o STF, que tem como objetivo maior ser o guardião da Constituição Federal de 1988, anule o impeachment do Senado, já que é totalmente ilegal e inconstitucional retirar um pPresidente eleito pelo voto popular, sem que tenha ocorrido crime de responsabilidade. 

A acusação de pedaladas fiscais, utilizada pelos golpistas, é uma invenção jurídica e não pode causar destituição de nenhum cargo, muito menos do presidente do País.

Como o STF faz parte do golpe, já que é comandado pelo direitista Gilmar Mendes, colocou o mandado na gaveta e quer evitar seu julgamento nesse momento. 

Espera que o golpe se sacramente na força, para julgar em um momento que o STF não precise assinar seu apoio ao golpe e o ataque à Constituição Federal.

Mesmo não devendo acreditar que o STF vai julgar segundo as leis do País, mas segundo seus compromissos golpistas, devemos mobilizar o povo para pressionar os 11 juízes biônicos do tribunal, de modo que todos se posicionem contra o golpe e pela anulação do impeachment de Dilma Rousseff.

Vamos organizar nos comitês contra o golpe a campanha de pressão contra o STF, exigindo a anulação do impeachment, ou seja, anulação do golpe, lembrando que a luta contra o golpe deve se dar nas ruas, de fora para dentro do STF, o que é o oposto a fazer reuniões em gabinetes de ministros do STF, esperando que esses privilegiados se sensibilizem com os direitos da classe trabalhadora.

                 Veja abaixo o vídeo que causou o impeachment

Vídeo do Youtube







domingo, 11 de dezembro de 2016

Das 220 pessoas delatadas pela Odebrecht, 180 têm foro privilegiado

Das 220 pessoas delatadas pela Odebrecht, 180 têm foro privilegiado
Elas devem ser julgadas pelo Supremo Tribunal Federal
POLÍTICA LAVA JATO  HÁ 18 HORAS  11/12/2016  
POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

Das 220 pessoas delatadas pela Odebrecht durante as investigação da Lava Jato, 180 têm foro privilegiado. Ou seja, devem ser julgadas por tribunais superiores, 

diferentemente de um cidadão comum, julgado pela justiça comum. 

As informações são do colunista Ancelmo Gois, de O Globo.

Neste caso, a investigação deve ser supervisionada pela Procuradoria-Geral da República, que, com base em dados levantados pela Polícia Federal, analisa os casos e decide apresentar uma denúncia formal ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Apresentada a denúncia, os ministros do STF decidem pela abertura de uma ação penal. 

Levando em conta que o Supremo julga cerca de 100 mil casos ao ano, de acordo com números da própria instituição, os resultados ainda devem demorar.