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domingo, 25 de junho de 2017

DALLAGNOL NA MIRA DA JUSTIÇA: Procurador Federal realizou palestras ao lado de João Dória e ‘assunto’ debatido foi Lula; SAIBA!

DALLAGNOL NA MIRA DA JUSTIÇA: Procurador Federal realizou palestras ao lado de João Dória e ‘assunto’ debatido foi Lula; SAIBA!
25 de junho de 2017
 

Do BahiaNotícias:

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), fez declarações polêmicas durante palestra neste sábado (24) no Expertxp 2017, evento da XP Investimentos que reúne empresários e investidores do mercado financeiro, realizado no Transamerica Expo Center, na cidade de São Paulo.

Ao tecer críticas sobre os governos petistas, o tucano chamou a ex-presidente Dilma Rousseff de “anta” e o ex-presidente Lula de “cara de pau”. As declarações foram proferidas enquanto Doria falava de sua motivação para concorrer à prefeitura da capital paulista.

“Quando me perguntam qual foi a minha grande motivação para disputar as prévias do PSDB e a prefeitura, eu respondo: ‘Quem ama o Brasil, não pode achar que depois de 13 anos de PT, de Lula e Dilma, o Brasil pode voltar para essa gente’. Não dá. 

Eu lembrava do Lula e da Dilma falando aquelas bobagens. Aquelas asneiras da Dilma. Uma anta”, afirmou, sendo aplaudido pelos mais de três mil empresários do setor financeiro que participam do evento.

“Desculpa, Dilma, mas você é uma anta mesmo”, reafirmou. Ao falar sobre Lula, Doria ironizou o petista. 

“O Lula com aquela arrogância, com aquele discurso de ‘Nunca antes na história desse país’. Aí o Lula tem a cara de pau de voltar no Congresso do PT e dizer que é preciso modernizar o país. 

Oh, Lula, faça-me o favor. Modernizar o quê? Só se for modernizar a tornozeleira eletrônica”, disse, sendo novamente aplaudido pelo público do evento.

Além de Doria, o Expertxp 2017 contou com participações do coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, e do presidente do conselho do Itaú, Roberto Setubal. 

Em maio deste ano, o Itaú fechou a compra de 49,9% do capital total da XP Investimentos pelo valor de R$ 6,3 bilhões.


Queridos amigos e leitores do blog, se vocês não ver postagem do meu blog SUED E POSPERIDADE nos grupos do facebook é porque o mesmo bloqueou as minhas postagens, que eu vejo como punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês podem acessar o blog pelo Google, G+1, twitter e Pinterest, ou no próprio blog, podem compartilhar as notícias para a página de vocês.
AGRADEÇO A TODOS 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Adriana Ancelmo deixa presídio de Bangu para cumprir prisão domiciliar

Adriana Ancelmo deixa presídio de Bangu para cumprir prisão domiciliar
29/03 às 18h43 - Atualizada em 29/03 às 20h04

 Ex-primeira-dama é acusada, junto com o marido, de corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Ex-primeira-dama é acusada, junto com o marido, de corrupção 
passiva e lavagem de dinheiro


A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo deixou na noite desta quarta-feira (29) a ala feminina de Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, rumo ao seu apartamento no Leblon, na Zona Sul da capital, após ter a prisão preventiva em regime fechado convertida em prisão domiciliar pela Justiça. 

A mulher de Sérgio Cabral foi levada em um carro da Polícia Federal.

Ao chegar na entrada de seu prédio, dentro do carro da PF, por volta das 20h, Adriana era aguardada por cerca de 100 manifestantes que gritavam palavras como "Ladra!" e frases hostis como "Volta pra Bangu!".

Desde que a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu, na última sexta-feira (24), a prisão domiciliar da advogada, manifestantes fazem protestos e vigília na portaria do prédio onde Adriana e Sérgio Cabral vivem. Cartazes com dizeres como "Direito iguais para as detentas pobres" foram colados nas proximidades. 

A mulher do ex-governador recebeu autorização da Justiça para cumprir prisão domiciliar, com a condição de não ter acesso a telefones celulares, telefones fixos e internet.

Adriana tinha recebido o benefício da prisão domiciliar no dia 17 de março, mas ele foi revogado pelo Ministério Público Federal. 

A defesa de Adriana alega que os dois filhos menores, de 11 e 14 anos, não podem ficar sem pelo menos um dos pais. 

O desembargador do MPF entendeu que o benefício não poderia ser estendido somente a Adriana Ancelmo, já que outras mães que enfrentam a mesma situação não tiveram mesmo benefício. Os advogados recorreram ao STJ, que permitiu a saída de Adriana de Bangu.

Ancelmo e Cabral foram presos no final do ano passado na Operação Calicute e são acusados de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-governador já tem centenas de processos abertos pelo Ministério Público e continua preso em Bangu.



quinta-feira, 16 de março de 2017

MP PROPÕE FIM DA AÇÃO PENAL CONTRA LULA, OAS E OKAMOTTO SOBRE ACERVO PRESIDENCIAL

MP PROPÕE FIM DA AÇÃO PENAL CONTRA LULA, OAS E OKAMOTTO SOBRE ACERVO PRESIDENCIAL

 

O Ministério Público Federal se manifestou favoravelmente ao fim da ação penal contra o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, que vinha sendo acusado de lavagem de dinheiro relacionada ao acervo do ex-presidente; MPF endossou argumentos da defesa de que não houve crime; parecer se estende a Lula e a Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS

15 DE MARÇO DE 2017 ÀS 05:41

247 - O MPF (Ministério Público Federal) deu parecer favorável ao trancamento da ação penal contra Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, que era acusado de lavagem de dinheiro relacionada ao armazenamento do acervo presidencial de Lula. O MPF endossou os argumentos do advogado Fernando Fernandes, de que os objetos são de interesse público e que portanto não seria crime o armazenamento deles ter sido pago pela OAS.

O entendimento se estende a Lula e a Léo Pinheiro, da OAS.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

PIMENTA: ESCÂNDALO QUE ENVOLVE GLOBO E FHC DORME NAS MÃOS DE JANOT

PIMENTA: ESCÂNDALO QUE ENVOLVE GLOBO E FHC DORME NAS MÃOS DE                                 JANOT

 

Há quase um ano, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) busca junto ao Ministério Público Federal abertura de investigação sobre as conexões entre a Globo, a Fifa, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e offshores do Panamá que teriam sido utilizadas para cometer crimes contra o sistema financeiro, ordem tributária e a administração pública; escândalo, conhecido como Panamá Papers, utiliza empresas de fachada para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial; Pimenta fez nova tentativa nessa segunda-feira, 16, e mais uma vez cobrou informações acerca das providências adotadas pelo MPF; "Ao que tudo indica, a documentação está parada há quase um ano nas mãos da Procuradoria", lamentou

17 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 15:34

247 - Há quase um ano, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) busca junto ao Ministério Público Federal que seja aberta uma investigação para apurar as conexões entre a Rede Globo, a Fifa, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e offshores do Panamá que teriam sido utilizadas para cometer crimes contra o sistema financeiro, a ordem tributária e a administração pública. 

O escândalo, conhecido como Panamá Papers, utiliza empresas de fachada para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

Em março de 2016, Paulo Pimenta e o deputado Wadih Damous (PT-RJ) entregaram farta documentação à Procuradoria-Geral da República e protocolaram uma representação, subscrita por mais de 30 parlamentares, solicitando abertura de investigação. No dia 8 de março de 2016, diante do surgimento de novos fatos, os parlamentares fizeram novo pedido ao MPF.

Sem qualquer resposta, Pimenta protocolou mais uma representação no dia 10 de maio de 2016. Segundo o deputado, em todas oportunidades, os parlamentares ouviram como resposta que o MPF “estaria adotando todos os procedimentos necessários e que seriam informados sobre a adoção dessas medidas”.

Ontem (16), Pimenta fez nova tentativa, e mais uma vez cobrou informações acerca das providências adotadas pelo MPF até o momento sobre o escândalo Panamá Papers. “Ao que tudo indica, a documentação está parada há quase um ano nas mãos da Procuradoria”, lamentou Pimenta.

Panamá Papers

De acordo com as investigações jornalísticas, empresas de papel criadas pela Mossack Fonseca auxiliaram na ocultação de fortuna pelo mundo. 

Essa empresa panamenha ganhou – e logo perdeu – os holofotes da grande mídia brasileira por conta das operações policiais Lava Jato.

Representantes da Mossack Fonseca no Brasil, Carolina Auada e Ademir Auada foram interceptados pelos investigadores da PF destruindo provas. 

Por esse crime eles foram presos, mas, pouco depois, o juiz Sérgio Moro mandou soltá-los, sob justificativa de que “apesar do contexto de falsificação, ocultação e destruição de provas, (…) na qual um dos investigados foi surpreendido, em cognição sumária, destruindo quantidade significativa de provas, a aparente mudança de comportamento dos investigados não autoriza juízo de que a investigação e a instrução remanescem em risco”.

O que se soube depois é que a Globo possui ligações com a Mossack Fonseca. A mansão da família Marinho, em Paraty (RJ), e um heliponto usado pelos filhos de Roberto Marinho estão registrados no nome de uma empresa de fachada ligada à Mossack Fonseca, a Vaincre LCC.

Nesse emaranhado de empresas de papel, surge também Brasif, outra empresa vinculada à Mossack Fonseca. A Brasif, por sua vez, está ligada à Globo pelo pagamento de Miriam Dutra, jornalista e ex-namorada de FHC.

A Brasif era proprietária da Eurotrade Ltd, com sede nas Ilhas Cayman. A Eurotrade Ltd. firmou, em 2002, contrato com a jornalista Miriam Dutra, segundo a qual FHC – com quem ela teria um filho – usou essa empresa para bancá-la no exterior. 

A Brasif era concessionária das lojas ‘dudy free’ nos aeroportos.

A Brasif, segundo a Folha de São Paulo, conseguiu “derrubar medida criada no governo FHC para limitar a US$ 300 por pessoa (eram US$ 500) o gasto nos free shops, além de ter dominado praticamente sozinha a concessão desse tipo de loja em aeroportos.




domingo, 15 de janeiro de 2017

ANDRADE GUTIERREZ FAZ NOVO ACORDO DE DELAÇÃO QUE PODE ABALAR GOVERNO TEMER

ANDRADE GUTIERREZ FAZ NOVO ACORDO DE DELAÇÃO QUE PODE ABALAR GOVERNO TEMER
 

a Andrade Gutierrez está firmando um novo acordo, em uma espécie de "recall" da sua delação, que deverá revelar novos esquemas de corrupção e desvios em obras públicas; reuniões sobre o novo acordo teriam sido iniciadas nesta semana; Camargo Corrêa, segunda maior empreiteira do país, também decidiu firmar um grande acordo com o Ministério Público Federal e desenterra a Operação castelo de Areia, onde é Temer é citado 21 vezes; além de Temer, o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), também deve ser delatado junto com cerca de 200 outros políticos; delações ameaçam cúpula do governo e também parte do Congresso Nacional

14 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 14:58

247 - Não é somente o acordo de delação premiada que está sendo negociado pela empreiteira Camargo Corrêa que vem tirando o sossego da cúpula politica do Governo Michel Temer e de muitos parlamentares no Congresso Nacional. 

De acordo com o colunista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, a Andrade Gutierrez está firmando um novo acordo, em uma espécie de "recall" da sua delação, que deverá revelar novos esquemas de corrupção e desvios em obras públicas. 

As reuniões sobre o acordo teriam sido iniciadas nesta semana.

Já a Camargo Corrêa, segunda maior empreiteira do país, decidiu firmar um grande acordo com o Ministério Público Federal e desenterra a Operação castelo de Areia, onde é Temer é citado 21 vezes. 

Além de Temer, o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), também deve ser delatado junto com cerca de 200 outros políticos.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Após férias, Moro deve julgar caso Sete Brasil

Após férias, Moro deve julgar caso Sete                                           Brasil
Notícias Ao Minuto1 hora atrás 26/12/2016
 
© Fornecido por New adVentures, Lda.

Assim que voltar das férias, o juiz Sérgio Moro deve decidir sobre o processo da Lava Jato que investigou o pagamento de propina em obras de quatro plataformas contratadas pela Petrobras por meio da Sete Brasil.

Para explorar o petróleo da camada do pré-sal, que fica a até 7 mil metros de profundidade, a estatal criou a Sete Brasil. A empresa é uma sociedade entre a Petrobras, fundos de pensão de estatais e bancos privados. Os diretores foram indicados pela Petrobras.

Segundo informações do portal G1, um relatório da Petrobras, divulgado na 23ª fase da Lava Jato, citou prejuízo de quase R$ 1 bilhão com a Sete. O rombo, de acordo com as investigações, aconteceu nas negociações de contratação das empreiteiras para a construção e operação de estaleiros e navios-sonda.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), embora o discurso tenha sido de estimular o mercado nacional, a criação da Sete Brasil foi uma forma de expandir a corrupção estruturada na Petrobras.





quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Moro ultrapassa os limites e não é só com a defesa de Lula, afirmam advogados

TER, 20/12/2016 - 15:21     ATUALIZADO EM 20/12/2016 - 15:54
 

Jornal GGN - O juiz federal Sergio Moro acumula críticas por sua conduta permissiva com o Ministério Público Federal durante julgamentos de processos da Lava Jato, ou seja, os embates vão além dos que foram travado mais recentemente com a defesa do ex-presidente Lula.

Embora parte da mídia tenha abraçado a teoria de que os advogados do petistas estão provocando Moro para removê-lo do caso triplex, outros defensores já questionaram, por meio de ofícios ou mesmo durante as oitivas, o modo como o magistrado favorece a denúncia dos procuradores, atropelando o direito à ampla defesa dos réus.

Reportagem publicada no Conjur mostra que vários advogados disseram que é hábito de Moro ultrapassar os limites. 

Nela, há um vídeo do criminalista Alberto Toron, que defende o empresário Fernando Bittar, dono do sítio de Atibaia, registrando seu protesto contra a conduta de Moro, que decidiu, durante uma audiência, responder as perguntas no lugar da testemunha. Na ocasião, Toron sinalizou que o abuso de autoridade é sentido pela maioria dos advogados que têm contato com Moro.

Do Justificando

O juiz Sérgio Moro e os advogados da Defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva travaram discussões em que o magistrado levantou a voz em mais de uma de oportunidade durante as oitivas das testemunhas de acusação do processo movido pelo MPF-PR.

Na grande imprensa, tais fatos foram retratados como se fossem fruto de uma estratégia da Defesa de Lula para desestabilizar e colocar sob suspeição Sérgio Moro. Roberto Veloso, um juiz que preside uma entidade de classe dos magistrados federais, que já foi ao Congresso Nacional defender os salários de magistrados acima do teto constitucional, colega e admirador confesso de Moro, saiu em sua defesa em um jornal carioca.

Longe dos holofotes da imprensa, porém, a verdade é que a postura de Sérgio Moro – e não apenas no processo envolvendo o ex-presidente Lula, mas em toda a sua carreira – sempre foi e vem sendo muito criticada por juristas e operadores do Direito que atuam no âmbito da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde trabalha Moro.

Tome-se o criminalista Alberto Toron, por exemplo, professor licenciado da Faculdade de Direito da USP e ex-presidente da Comissão Nacional de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

Ele assistiu às imagens do processo de Lula no momento em que o defensor Juarez Cirino dos Santos levanta uma questão de ordem porque o procurador que está interrogando a testemunha passa a pedir a opinião do depoente acerca de fatos que ele presenciou.

Cirino, dessa maneira, protesta, visto que a lei proíbe que se peça opinião a uma testemunha, pode-se apenas solicitar que ela narre fatos. Sérgio Moro, então, não apenas rejeita a questão de ordem do defensor, como também levanta a voz e acusa-o de estar desrespeitando o juízo.

“É direito e dever do advogado não apenas falar no momento em que lhe é dada a palavra, mas em todas as oportunidades nas quais ele tiver que protestar contra um ato ou atitude que ele considere violador de direitos e garantias de seu cliente. O juiz não pode cercear essa prerrogativa”, explica o jurista. 

“A atitude do juiz (Sérgio Moro), no entanto, não me surpreende. Vivi algo semelhante com o mesmo magistrado, em janeiro de 2015, quando ele passou a responder minhas perguntas dirigidas à testemunha, atropelando-a.”

Toron se refere ao episódio que pode ser visto abaixo, ocorrido em fevereiro do ano passado. O advogado fazia perguntas a uma testemunha quando o juiz Sérgio Moro tentou passar a responder por ela, o que gerou o protesto de Toron. 

Na sequência, há uma discussão entre os dois, em que o advogado afirma que há um sentimento geral entre os operadores do Direito de que Sérgio Moro atua nos processos em parceria com o Ministério Público, e não como um juiz imparcial. Assista:

Já o penalista Eduardo Levy Picchetto, da Comissão de Prerrogativas da OAB-SP, explica o motivo que levou o defensor Cirino a se sublevar contra a pergunta opinativa do procurador. Perguntas opinativas são perguntas investigatórias, a serem feitas em outro momento do processo, quando se busca desvendar enredos, e não no momento em que se ouve uma testemunha no tribunal, que está ali exclusivamente para esclarecer fatos. 

“Essas perguntas investigatórias não podem servir para construir qualquer tipo de prova. A Defesa fez bem em propor impugnações por meio de questões de ordem, já que tais questionamentos não possuem standart probatório, não trazem o rigor de prova necessário, pois são especulativas”, explica o jurista.

Picchetto enxerga uma postura inadequada de Sérgio Moro perante as partes no processo: “Existe um conflito posto entre o magistrado e o advogado de Defesa. O juiz não tem que gostar ou não – muito menos levantar a voz, gritar – diante de uma questão de ordem. Deve enfrenta-la, consignar em ata e dar curso normal ao processo.

O rompante do juiz fere o dever de urbanidade que ele deveria sempre observar.”


Para Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC-SP, mestre e doutor em Direito do Estado com pós-doutorado pela Universidade de Lisboa, toda a maneira de proceder processualmente adotada pelo juiz Sérgio Moro se encaixa em um momento atual do fazer jurídico no Brasil que coloca o advogado em posição minorada em relação ao juiz e ao Ministério Público, reduzindo os direitos e garantias individuais do cidadão comum.

“Eu acho que a advocacia no Brasil está em um momento em que vem sendo desrespeitada cotidianamente. O Direito de Defesa estão sendo agredidos e amesquinhados diariamente”, defende o professor. “Não só o juiz Moro procede assim. Há no país uma jurisprudência punitivista, de exceção, que nos leva a ter a quarta maior população aprisionada do mundo”, conclui.

Finalmente, Airton Jacob Gonçalves Filho, advogado criminalista, professor universitário e membro associado ao IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa) e ao IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), afirma: 

“Sérgio Moro deveria pedir desculpas ao professor Cirino (defensor de Lula, que também é professor da UFPR, Universidade Federal do Paraná), uma das figuras mais respeitadas no Direito Penal no Brasil.”

De acordo com ele, dentro de um processo penal, o que se busca é garantir uma defesa plena para aqueles que são acusados. O compromisso do advogado jamais é se preocupar em agradar ou desagradar um juiz. 

“É natural que o advogado faça pedidos ‘pela ordem’, além de ter previsão legal, é o que se espera que faça o advogado, sob o risco do réu ser considerado indefeso. 

Mas o que realmente existe no caso é algo que vai além. A verdade é que há um conhecido excesso punitivo do juizado da 13ª Vara Federal de Curitiba, que é tristemente conhecido por todos que ali atuam ou já atuaram.”

Na mesma linha de raciocínio, Yuri Felix, professor de Processo Penal da rede de ensino jurídico LFG e ouvidor do IBCCrim afirma que é de conhecimento do mundo jurídico a prática autoritária deste juiz (Sérgio Moro), “prática esta que o grande publico toma consciencia neste momento, mas os operadores do Direito que já conheciam de longa data. 

Estamos diante de um desrespeito à Constituição Federal, no momento em que a palavra da Defesa é cassada de maneira tão abrupta. 

Muitos dirão que a Defesa se exaltou por um lado ou outro, mas a Defesa fala em nome da liberdade, e a liberdade é a regra no ordenamento constitucional vigente em nosso país.” 


MAIS UMA BOMBA: Temer soube de conteúdo de delação da Odebrecht antes da imprensa e compromete justiça

MAIS UMA BOMBA: Temer soube de conteúdo de delação da Odebrecht antes da imprensa e compromete                                         justiça
19 de dezembro de 2016
 

Brasília(DF), 12/05/2016 - Posse dos ministros do governo Michel Temer - Na foto o presidente Michel Temer - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Dias antes do vazamento da delação de Claudio Melo Filho na imprensa, o Palácio do Planalto já tinha conhecimento do conteúdo dos depoimentos do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, informa a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

As declarações vazadas envolveram o primeiro escalão do governo no escândalo do petrolão.

De acordo com a publicação, informações sobre o envolvimento de auxiliares diretos de Melo Filho circulavam por Brasília e chegaram ao presidente Michel Temer.

Com conteúdo sigiloso, os depoimentos dos delatores são de conhecimento exclusivo do Ministério Público Federal e dos advogados.




domingo, 4 de dezembro de 2016

Pela primeira vez no Brasil, um dos três poderes vai às ruas contra os outros dois – e fracassa. O que está em jogo?

Pela primeira vez no Brasil, um dos três poderes vai às ruas contra os outros dois – e fracassa. O que está em jogo?
 renan-e-moro
Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho

Essa é a primeira vez na história do Brasil em que um dos três poderes, o Judiciário (unido à corporação do Ministério Público), sai às ruas confrontando diretamente os outros dois (Legislativo e Executivo). E tudo de forma tão evidente que, embora a classe média tenha sido a massa de manobra nas manifestações, o confronto de poderes não se deixa ocultar.

E, ao que tudo indica, o fracasso foi retumbante. Mesmo com os números inflados divulgados pelos organizadores. Veja-se o exemplo de Brasília.  Esperava 125 mil, apareceram apenas cinco mil (número dado pelos próprios organizadores). Ou seja, menos um vigésimo do esperado ou menos de 5% do que era previsto. Em 13 de março, na maior das manifestações contra Dilma, com forte indução por parte de Moro e da Lava Jato, o número chegou a 100 mil. Tivemos hoje, portanto, 5% do que vimos em 13 de março.

Em Belo Horizonte, apareceram 8 mil pessoas (em 13 de março, foram 100 mil). Em Salvador, 1.200 agora (em 13 de março, 50 mil). Recife divulgou a participação de 5 mil manifestantes (em 13 de março, foram 120 mil). A Globo está sendo bastante resistente em  dar os ‘números reais’. No caso do Rio, disse à pouco que a PM ainda não tinha divulgado os números.

O fracasso das manifestações, é certo, aumentará o empenho da Globo em impor uma imagem vitoriosa da Lava Jato e do juiz Sérgio Moro. Sua situação vai se tornar, contudo, bastante ambígua porque, sem deixar de apoiar Temer, vai dar firme apoio aos que pediram nas ruas o “Fora Temer”. A mesma coisa para a Folha de São Paulo.

As duas empresas, contudo, já preveem (no caso da Folha, até trabalha por) um fim inglório para Temer. Nesse caso, o protesto de hoje sinaliza o prelúdio da substituição do grupelho do PMDB pelo (também implicado na Lava Jato) grupelho do PSDB.

Ao levar a luta para as ruas, o judiciário brasileiro dá a sua luta para aumentar seu poder no estado brasileiro um caráter dramático. Na imaginação dos ingênuos da Lava Jato – os procuradores mais jovens que dão às caras na mídia (por trás dos quais estão as velhas raposas que nunca aparecem) –, se trata de uma missão sagrada: a livrar o país da corrupção e, de quebra, garantir carreiras de sucesso e altos salários para cada um deles.

O caráter dramático está em que, com as manifestações de Deltan Dellagnol, por exemplo, no Twitter pedindo vigilância e fazendo denúncias de manipulações do projeto das Dez Medidas, o assunto saiu dos canais institucionais. Agora não é a rotina das decisões colegiadas que está movendo as relações internas ao estado. Não são os pactos dissimulados, as pressões ou manipulações institucionais habituais.

Ao pôr nas ruas as palavras de ordem contra o Legislativo e o Executivo, o Judiciário trouxe uma “forma revolucionária” – isto é, medidas extrajudiciais em colisão com as práticas institucionais. Esse tipo de ‘revolução’ foi exatamente o caminho que a Alemanha seguiu para chegar a 1933: a mobilização nas ruas em sintonia com os tribunais e as forças policiais (a PM, por exemplo, está se recusando a dar os números reais de manifestantes hoje, mesmo onde, como em Belo Horizonte, era possível conta-los com os dedos).

Enquanto o primeiro capítulo da Lava Jato, de forma muito mais indireta, insuflou a classe média contra Dilma e o PT, esse segundo capítulo conclama diretamente as ruas contra os partidos que querem o fim da Lava Jato. São justamente os aliados daquela primeira fase, o PMDB em primeiro lugar, que hoje são marcados como os inimigos da Justiça. Os mesmos políticos corruptos que os procuradores agora acusam, foram seus diletos aliados na derrubada do governo legítimo de Dilma Rousseff.

A situação assume certo verniz dramático também porque, até na simples aparência, os canais institucionais foram rompidos. E a tensão que se inseriu nessa ruptura, através do fracasso nas ruas nesse domingo, é um novo ingrediente de ódio numa atmosfera já bastante carregada.

O que antes era controlado pela lógica das instituições foi sobrepujado pela lógica canibal de um estado em decomposição. Cada segmento, cada corporação, e cada um dos poderes – com exceção da presidência, o Executivo, que conspira deitado num leito de CTI – briga entre si para alcançar maiores fatias de poder, ou para não perder o que alcançou.

Mas, o que é mais notável, é que a lógica do golpe – a de um fortalecimento do Judiciário que quer acumular poderes de exceção –, criou o terreno para uma luta intestina entre os três poderes: o Judiciário, por um lado, e o Legislativo, atrás do qual se esconde, moribundo, o Executivo.

Os dois fatos recentes – a tentativa de anistia ao caixa dois e a votação das Dez medidas, transformada em lei contra o abuso de autoridade –, tem como miolo aquele confronto, como ninguém ignora. Mas isso significa que uma lógica do confronto foi acionada e, sem mediadores, tende a correr solta. Das ruas para a violência, muitas vezes é um passo.

Quem vem permitindo essa radicalização da parte do Judiciário e do MPF? Aqueles que de fato dão as cartas no Judiciário e na PGR, ou seja, os grupos encastelados nas posições superiores. Ninguém se engane crendo que Dellagnol ou Sérgio Moro são os mandachuvas que dão as cartas e decidem. De modo algum. Num estado baseado no favor e no peso patriarcal, esses ‘jovens’ estão sob a tutela de outros mais velhos.

Assim como os ‘Cara Pintadas’ saíram dissimulados (exatamente pintando as faces), nos protestos contra Collor, representando não o seu país mas os seus pais, que discretamente ficaram em casa, mas que os estimularam em obediência ao chamado da Globo, hoje a classe média ocupa as ruas em nome de terceiros. A mídia e os medalhões do judiciário e do ministério público estão por trás da cena. Até onde vai o show, depende de até onde eles permitam que o show vá.

O poder do judiciário quer se robustecer cada vez mais, garantir suas prerrogativas e privilégios, avançar no botim dos recursos do estado através dos aumentos salariais e dos benefícios suplementares de todo tipo. Questões como a do aumento do STF, ainda em suspenso, são decisivas para alimentar a fervura, já que é interesse de todos os juízes do país.

Já os políticos não querem servir de troféus para os caçadores de cabeça das corporações penais, que antes faziam os processos dormirem nas gavetas por décadas e agora, depois do aplauso popular (leia-se: classe média descontente com o PT e suas políticas democráticas) descobriram o apelo das ruas e da popularidade barata.

Se o Legislativo tiver clareza suficiente sobre o fracasso de hoje, provavelmente liquidará o assunto na próxima terça-feira.



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Ex-assessor de Cabral tentou fugir com maleta cheia de dinheiro

Ex-assessor de Cabral tentou fugir com maleta cheia de dinheiro
VEJA.com   João Pedroso de Campos 41 minutos atrás 24/11/2016
 Operação Calicute, da Polícia Federal, prendeu o ex-secretário de obras do Rio de Janeiro Hudson Braga na última quinta-feira: Sérgio Cabral
© image/jpeg Sérgio Cabral

Preso na Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato deflagrado na semana passada, Wagner Jordão Garcia, um dos ex-assessores do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, tentou fugir pouco antes de a Polícia Federal bater à porta de sua casa, no Leblon, Zona Sul do Rio. 

O Ministério Público Federal suspeita que houve vazamento da operação.

O procurador que acompanhou o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão contra Garcia informou ao juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava Jato no Estado, que às 5h55 da quinta-feira passada, quando a operação foi deflagrada, o ex-assessor de Cabral desceu pelo elevador do edifício onde mora com 22.000 reais em dinheiro vivo, alocados dentro de uma maleta.

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Para Bretas, a intenção de Garcia era fugir do país. 
A conclusão do magistrado se baseia em interceptações telefônicas que mostram uma conversa entre Wagner Jordão Garcia e um homem chamado Rogério.

No diálogo gravado pelos investigadores, o interlocutor diz a Garcia que “perderam o azimute. 

Mas meu amigo, olha aqui, canja de galinha e Parrilla uruguaia, não mata niguém não”. Como resposta, o ex-assessor de Cabral diz que “não mata não, e vai ter gente para o aeroporto correndo, hein” e “eu vou comer essa Parilla contigo, hein”.

“As interceptações telefônicas autorizadas por este juízo comprovam que esse investigado manifestou intenção de fuga do país três dias antes de deflagrada a operação (14.11.2016) e mais, que o investigado Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, chamado ‘homem da mala de Sérgio Cabral’ também pretendia fugir do país”, afirma Marcelo Bretas.

O magistrado ainda diz considerar “graves os fatos relatados do órgão ministerial, bem como o teor dos diálogos interceptados, uma vez que o investigado integraria o núcleo administrativo do esquema de corrupção, sendo suspeito de ser um dos responsáveis por solicitar/receber propinas das empreiteiras Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia de por em prática esquemas de lavagem do dinheiro amealhado com a prática de delitos”.

Os investigadores pediram a Marcelo Bretas que acrescentasse “efetivo risco de tentativa de fuga do investigado para o exterior” entre os elementos que fundamentaram a prisão preventiva de Garcia. O magistrado deferiu o pedido.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

CONFIRMADO! PAULO CÂMARA E GERALDO JÚLIO INDICIADOS NO STF POR IRREGULARIDADES NO CONTRATO DA ARENA COM A ODEBRECHT

Terça-feira, 22 de novembro de 2016
CONFIRMADO! PAULO CÂMARA E GERALDO JÚLIO INDICIADOS NO STF POR IRREGULARIDADES NO CONTRATO DA ARENA COM A ODEBRECHT

 

Matéria publicada, hoje, na edição on line da "IstoÉ", assinada pelo jornalista Aguirre Talento, confirma informações que vínhamos, há meses, publicando em nosso Blog, sobre o envolvimento do governador de Pernambuco, Paulo Câmara e do Prefeito do Recife (reeleito), Geraldo Júlio, ambos do PSB, com as irregularidades descobertas, pela Polícia Federal, no âmbito da Operação "Fair Play", na contratação da Odebrecht para a construção da Arena Pernambuco e da empresa Projetec para fiscalização da obra (Relembre em Contrato da Arena Pernambuco com Odebrecht coloca Paulo Câmara e Geraldo Júlio na mira da Lava Jato).

A reportagem revela que ISTOÉ teria tido acesso, com exclusividade, a uma petição sigilosa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, do último dia 3 de novembro, onde Janot solicita ao ministro do STF, Teori Zavascki, relator da Lava Jato, que seja mantido no Supremo um inquérito único onde São investigados Paulo Câmara, Geraldo Júlio, o senador Fernando Bezerra e o deputado federal Tadeu Alencar, todos do PSB-PE. O inquérito, que recebe o número de 4292, já tramita no Supremo tribunal Federal desde o dia 08/08/2016 e apontaria, segundo a reportagem, fatos envolvendo os políticos do PSB com as irregularidades na licitação da Arena.
 
As investigações tiveram início a partir da chamada Operação "FairPlay", deflagrada no ano passado pela Polícia Federal em Pernambuco. 

Advogados da Odebrecht e das autoridades investigadas vêm tentando arquivar a Operação e tirar a Polícia Federal do caso, por meio de chicanas jurídicas, conforme vínhamos denunciado em nosso Blog 

(Leia FAIR PLAY: MPPE E TJPE BARRARAM MANOBRA DE ADVOGADOS DA ODEBRECHT PARA TIRAR POLÍCIA FEDERAL DO CASO), do mesmo modo com que agiram para conseguir o arquivamento da Operação Turbulência, que investigava a organização criminosa responsável pela "lavagem" dos recursos desviados de obras públicas em Pernambuco. 

Ao longo das investigações, os investigadores constataram indícios do envolvimento de autoridades com foro privilegiado, ou seja, o senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal Tadeu Alencar, forçando a remessa do inquérito ao STF.

Paulo Câmara, por ser governador, tem foro privilegiado no STJ (Superior Tribunal de Justiça), já Geraldo Júlio, tem foro privilegiado no mesmo Tribunal que arquivou a Operação Turbulência, ou seja, no TRF da 5ª Região.

A petição de Janot é para que todos as investigações da Operação "FairPlay", que passou a ser considerada um braço da Lava Jato, passem a ser feitas no Supremo Tribunal Federal.

Na primeira instância ficariam, apenas, os investigados empresários, que não têm foro privilegiado.

De acordo com a reportagem da IstoÉ, Janor, em sua petição a Zavascki teria verificado a existência de “indícios de irregularidades na atuação de dois núcleos, um econômico, formado por Andrade Gutierrez e Odebrecht, além de outras empresas; e um político, composto pelos então integrantes do Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas do Estado de Pernambuco”. 

O envolvimento de Paulo Câmara e de Geraldo Júlio com as irregularidades no contrato da Arena já haviam sido revelados aqui mesmo em nosso Blog, com a publicação da perícia da Polícia Federal que agora vem à tona com a matéria da IstoÉ (confira em FAIR PLAY: ADVOGADO DA ODEBRECHT E DE ACUSADOS DE LAVAR DINHEIRO PARA PSB NA "TURBULÊNCIA", TENTA ANULAR "FAIR PLAY" E TIRAR POLÍCIA FEDERAL DO CASO)

De acordo com a Polícia Federal, afirma a reportagem de Istoé, ao transcrever parte do relatório da Polícia Federal citado por Janot para pedir o o indiciamento dos políticos pernambucanos no Supremo “A construção da obra não teria ocorrido sem a colaboração dos agentes políticos que, primeiramente, autorizaram a construtora Odebrecht a realizar estudos preliminares e e elaborar o projeto básico da obra, sem a realização de qualquer procedimento de licitação”.

Do relatório da Polícia Federal, Janot ainda menciona suspeitas de recebimentos de doações oficiais recebidas por esses políticos, tanto da Odebrecht, quanto da Projetec, a quem caberia fazer a fiscalização da execução do contrato. Paulo Câmara, teria recebido R$ 200 mil da Odebrecht para sua campanha a governador em 2014. Fernando Bezerra  teria recebido R$ 50 mil da Odebrecht e R$ 50 mil da Projetec e Tadeu Alencar, R$ 30 mil de cada uma das duas. 
Geraldo Júlio aparece na famosa "Planilha da Odebrecht" como beneficiário de um pagamento de R$ 3 milhões, sob o apelido de "Neto". Essa doação, entretanto, não aparece em nenhuma de suas prestações de contas eleitorais (Leia mais em NETO, CHARADA E CACIQUE ERAM OS CODINOMES DE GERALDO, FBC E LABANCA NA LISTA DA ODEBRECHT).

A Polícia Federal, no relatório citado por Janot, considera que teriam sido praticados os crimes de restrição à competitividade da licitação, o pagamento de propina via doações oficiais e até eventuais crimes contra o sistema financeiro relacionados ao financiamento do BNDES: “Extrai-se que a superestimação do valor da obra foi motivada para se burlar o teto do financiamento autorizado pelo BNDES, que era de 75% de seu valor total, observado o teto de R$ 400 milhões. Com a superestimação do valor da obra, o BNDES acabou financiando integralmente o seu custo, e não apenas 75%”.

Para o caso da Arena, estariam sendo ouvidos pelo menos quatro delatores (colaboradores) ligados à Odebrecht e à Andrade Gutierrez: Maria Lúcia Tavares e Angela Palmeira  Ferreira (Odebrecht) e Clóvis Primo e Rogério Nora de Sá (Andrade Gutierrez), além de João Antônio Pacífico Ferreira, responsável pela obra dentro da Odebrecht, que chegou a ser  alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Fairplay. 

Leia a íntegra da matéria da Istoé AQUI.

Postado por Noelia Brito às 14:51 


Filha de Eduardo Cunha diz que 'não sabe' por que o pai lhe deu cartão de crédito internacional

Filha de Eduardo Cunha diz que 'não sabe' por que o pai lhe deu cartão de crédito internacional
 Estadão   Mateus Coutinho e Julia Affonso18 horas atrás 22/11/2016
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A publicitária e filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Danielle Dytz da Cunha afirmou, em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, 'não saber' porque seu pai lhe deu um cartão de crédito internacional no período em que ela morou no exterior, sendo que ela já possuía um cartão brasileiro.

Ela disse ainda que seu pai lhe deu o cartão com o objetivo de custear sua estadia no tempo em que morou fora do Brasil, entre 2011 e 2013, e que, mesmo com um cartão brasileiro com um limite de gastos de R$ 10 mil, utilizou 'principalmente o cartão estrangeiro', do qual não recebia os extratos e cujos pagamentos eram autorizados por Eduardo Cunha.


Indagada pelos procuradores da força-tarefa, Danielle também disse que 'sabe quanto é o salário de um deputado federal, mas presumia que o dinheiro que mantinha o alto padrão de vida da família era proveniente do patrimônio da atividade anteriormente desenvolvida por Eduardo Cunha'.
O cartão de crédito estrangeiro recebido por ela estava associado à offshore Köpek, da atual mulher de Cunha e madrasta de Danielle, Cláudia Cordeiro Cruz, ré na Lava Jato acusada de lavagem e evasão de US$ 1 milhão nesta conta.

A Köpek não era declarada às autoridades brasileiras, foi descoberta graças ao apoio de investigadores suíços e, segundo a Lava Jato, recebeu recursos da propina destinada ao ex-presidente da Câmara no esquema de corrupção na Petrobrás. Aos investigadores, Danielle negou conhecer a Köpek.

A publicitária contou que morou no exterior em três ocasiões, de 2001 a 2002, por um semestre em 2007 e entre 2011 e 2013, quando fez um MBA na Espanha e depois foi trabalhar na Alemanha e nos Estados Unidos. Como revelaram as investigações, seu curso no exterior foi pago com recursos da conta Köpek, aberta em 2008 no banco suíço Julius Baer por Cláudia Cruz.

O depoimento de Danielle foi tomado pelo Ministério Público Federal no dia 28 de abril deste ano, quando Cunha ainda era deputado e já era réu no Supremo Tribunal Federal acusado de receber propinas no esquema de corrupção na Petrobrás. 

Ela foi ouvida a pedido de sua própria defesa em uma investigação da Procuradoria da República sobre a atuação do lobista do PMDB João Augusto Henriques na Petrobrás.

Com seu depoimento, agora tornado público na Lava Jato, e as provas obtidas em cooperação jurídica com o Ministério Público da Suíça sobre as contas da família Cunha no exterior, a força-tarefa abriu uma investigação à parte sobre Danielle para apurar se ela teria lavado dinheiro do esquema de corrupção na Petrobrás.

Danielle também alegou que, mesmo no período em que foi casada e com uma renda atual de R$ 5 mil a R$ 10 mil mensais, ainda era dependente financeiramente de seu pai que, segundo ela, 'sempre gerenciou sua vida financeira', fato que ela afirmou não ver nenhum problema.

A estratégia da defesa da filha de Eduardo Cunha é tentar descolar o nome de Danielle das contas e movimentações suspeitas de seu pai e de sua madrasta, que aparecem como os titulares de offshores descobertas pela Lava Jato. 

Segundo alegaram os defensores de Danielle, ela seria apenas 'detentora de cartão de crédito', não exercendo nenhum controle sobre a conta Kopek, de titularidade de Cláudia Cruz.