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quinta-feira, 8 de março de 2018

Temer Se Preocupa Com Prisão A Partir De 2019, Diz Folha De São Paulo; CONFIRA!


Temer Se Preocupa Com Prisão A Partir De 2019, Diz Folha De São Paulo; CONFIRA!



Em 1º de janeiro de 2019, Michel Temer descerá do Planalto à planície. 

Se não se reeleger, virar ministro ou embaixador do novo governo, perderá seu foro especial.

Temer foi denunciado duas vezes em 2017 e escapou por conta desse foro e de sua maioria na Câmara.

 Nesta semana teve o sigilo bancário quebrado, apesar do foro, em investigação que pode reunir provas para o futuro próximo.

O STF já sinalizou que os processos contra Temer serão retomados assim que ele deixar o cargo, e o presidente estará vulnerável a decisões de juízes de primeira instância. 

Sobretudo em casos envolvendo a Odebrecht, “sem foro, é Moro”, dizem.

Temer tem dois amigos presos por causa de dinheiro com destino mal explicado, Rocha Loures e Geddel Lima. 

Romero Jucá, Eliseu Padilha e Moreira Franco, todos do MDB do presidente, também são investigados e podem ficar sem foro em janeiro.

Uma das apostas dessa turma é que sua ruína ou eventuais prisões seriam um problema para o resto do país recém-saído de sua pior recessão. 

Pois teria sido a liderança deles e da coalização liderada pelo MDB a responsável por adotar algumas reformas e ações que fizeram a economia voltar a crescer.

Goste-se ou não desse pessoal, isso é em parte verdade. Mesmo assim, a atual calmaria no mercado esconde no fundo a falência das contas públicas. 

É questão de tempo a maré virar caso não sejam aprovadas, em 2019, reformas que ficaram para trás, em especial a da Previdência.

Temer e seus amigos podem não estar mais por aí para ajudar a gerenciar uma coalização entre os 35 partidos no Brasil. 

Mas a chave do relativo sucesso deles foi dividir o poder entre aliados de forma proporcional, incluindo o loteamento dos 29 ministérios.

O “toma lá, dá cá”, infelizmente, segue como realidade de nosso sistema político.

Dependendo do nível dos ataques entre os candidatos na campanha que começa, pode se tornar impossível mais à frente construir coalizões para aprovar as reformas que faltam.

João Doria teve a confiança dos paulistanos em 2016 ao vencer pela primeira vez uma eleição em primeiro turno na cidade de São Paulo.

Demolidas suas ambições presidenciais, quer ser governador. 

Das 118 promessas feitas, deixa mais da metade longe da implementação, segundo acompanhamento da Folha.

São Paulo Cidade Linda se despede.

Folha de São Paulo


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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Cármen Lúcia prorroga por 30 dias investigações sobre Jucá e Renan

Cármen Lúcia prorroga por 30 dias investigações sobre Jucá e Renan

Inquérito apura repasse de R$ 5 milhões em troca de 
aprovação de leis 

ESTADÃO conteúdo  NOTÍCIAS por AGÊNCIA ESTADO
Presidente do STF tem mantido ativo os processos durante o recesso do Supremo
Presidente do STF tem mantido ativo os processos durante o 
recesso do Supremo Estadão Conteúdo

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, prorrogou pelo prazo de 30 dias as investigações sobre o ex-deputado e ex-chefe da Casa Civil José Dirceu (PT-SP), os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Renan Calheiros (MDB-AL) e Romero Jucá (MDB-RR) e o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido ao STF a prorrogação das apurações por um período de 60 dias, mas Cármen decidiu estendê-las pela metade do tempo. 

"O princípio constitucional da razoável duração do processo (artigo 5º, inciso LXXVIII, da CR/88) impõe-se em benefício da continuidade da ação em respeito ao direito à sociedade, pelo que quanto menor a descontinuidade das providências processuais tanto maior o respeito àquele princípio", 
escreveu nas decisões.

"Daí porque deve o Estado prover os órgão investigatórios da estrutura necessária para a rápida apuração das infrações penais. 

O direito ao processo penal sem procrastinação é da vítima, do réu e da sociedade. 

O atraso no processo somente interessa a quem não tem razão, independente do polo ocupado na relação jurídico-processual", prosseguiu.

Investigações
A presidente do STF tem mantido ativos processos, entre eles investigados no âmbito da Operação Lava Jato, durante o recesso do Supremo, que volta as atividade regulares no dia 1º. Vital do Rêgo é investigado, neste inquérito movimentado por Cármen, junto do deputado Marco Maia (PT-RS), por ter, supostamente, recebido propina para agir por interesses de empreiteiros na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, de 2014. 

Ele era, na ocasião, senador e presidente da CPMI, com Maia na vice-presidência.

Instaurado com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht, o inquérito que investiga Cunha Lima mostra que os colaboradores narraram que, em meados de 2014, ele solicitou e recebeu, por meio de um intermediário chamado "Luís", o valor de R$ 800 mil da empreiteira. 

A soma teria sido repassada a Cunha Lima, então candidato a governador da Paraíba, com a expectativa de receber futura contrapartida e de realizar obra de saneamento no Estado.

Objeto de investigação com deputado Zeca Dirceu (PT-PR), seu filho, José Dirceu também teve o inquérito instaurado em abril, após a delação da Odebrecht. 

Delatores afirmaram que, entre 2010 e 2014, foram efetuados, a pedido do ex-deputado do PT de São Paulo e ex-chefe da Casa Civil, repasses para a campanha eleitoral de Zeca Dirceu, no valor de R$ 250 mil cada, por meio do Setor de Operações Estruturadas. 

O colaborador ainda afirma que esteve com José Dirceu por várias vezes, quando discutiram eventuais negócios privados que ele pudesse intermediar.

Já Calheiros e Jucá são suspeitos de terem recebido R$ 5 milhões do grupo empresarial para trabalhar pela aprovação da Medida Provisória (MP) 627/2017, que garantiu vantagens a empresas que atuavam no exterior. 
Os investigados negam as acusações.



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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

TEMER SE ARTICULA: Planalto Arregaça Mangas E Parte Para Salvar O Senador Aécio

TEMER SE ARTICULA: Planalto Arregaça Mangas E Parte Para Salvar O Senador Aécio
Por Redação Click Política Última Atualização 13 out, 2017
 

Acusado de chefiar uma quadrilha que assaltou o estado e rejeitado por mais de 90% da população brasileira, Michel Temer movimenta o resta de sua base aliada para executar uma operação de salvamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Um dos principais aliados do peemedebista e ainda obrigado a recolhimento noturno pelo Supremo Tribunal Federal, Aécio passou a falar com Temer 
pelo telefone.

Segundo a jornalista Andreia Sadi, da Globonews, Temer escalou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para costurar acordos com senadores e salvar Aécio. 

Aécio ainda conta com auxílio do ministro Antonio Imbassahy (PSDB), articulador político do governo.

Um dos principais aliados de Temer disse à jornalista que o peemedebista “ajuda Aécio, mas com cautela, porque não quer deixar a digital”.

Articulador principal do golpe que destruiu a economia e a imagem do País, e alçou Michel Temer ao poder, Aécio pode não se salvar do afastamento em votação no Plenário do Senado. 

O PT iniciou um novo processo no conselho para que Aécio perca o mandato.


sábado, 7 de outubro de 2017

ABRINDO TUDO: Temer Libera Gastos De Milionários Em Campanhas; ENTENDA!

ABRINDO TUDO: Temer Libera Gastos De Milionários Em Campanhas; ENTENDA!
Por Redação Click Política Última Atualização 7 out, 2017
 

O presidente Michel Temer vetou na noite desta sexta-feira trechos da reforma política aprovada pelo Congresso Nacional que trata de regras de um fundo de financiamento eleitoral e que limitava as doações de um candidato para sua própria campanha.

De acordo com a Presidência da República, Temer também vetou –conforme havia anunciado mais cedo– dispositivo que exigia a suspensão de conteúdos considerados ofensivos a partidos políticos após denúncia e posterior identificação de autores, mesmo sem decisão judicial.

Temer também vetou a revogação de um dispositivo que prevê que os candidatos poderão usar recursos próprios em sua própria campanha até o limite de gastos estabelecido em lei para o cargo que disputa.

Dessa forma, fica mantida a regra atual segundo a qual um candidato pode aportar 100 por cento de doações para sua campanha, desde que respeitados os limites de gastos para o cargo que postula. 

Se a revogação fosse mantida, o candidato teria de respeitar o limite de 10 por cento de seus rendimentos brutos ao fazer doações para si mesmo.

Foram definidos ainda uma série de vetos em normas aprovadas pelos parlamentares sobre o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). 

De acordo com a Presidência, os dispositivos agora vetados “poderiam distorcer os objetivos 
maiores do Fundo”.

O Palácio do Planalto também decidiu vetar, em um acordo com os deputados, dispositivo incluído na lei pelo Senado que limitava o uso do fundo partidário para eleições majoritárias — o que deixava de fora deputados federais, estaduais e vereadores. 

A justificativa foi de deixar a lei mais igualitária.

Também foi vetada uma das versões da distribuição de recursos do novo fundo eleitoral, já que havia dois formatos, um preparado pelo Senado e o outro, pela Câmara. O Planalto optou pela versão da Câmara.

Reportagem de Lisandra Paraguassu, em Brasília, e Eduardo Simões, em São Paulo


quinta-feira, 1 de junho de 2017

PICARETA DE QUINTA: STF abre inquérito contra Jucá por corrupção nos Correios e situação se agrava; CONFIRA!

PICARETA DE QUINTA: STF abre inquérito contra Jucá por corrupção nos Correios e situação se agrava; CONFIRA!
1 de junho de 201
 

Membro da Comissão de Ética do Senado, Romero Jucá deve juntar mais um inquérito aos outros oito pelo qual responde. 

O ministro do STF Dias Toffoli autorizou a investigação contra o senador por corrupção e peculato na Confederação Brasileira de Tênis.

O inquérito foi aberto porque a a ex-contadora da CBT, Katia Freitas Mueller, compareceu à PGR em São Paulo e prestou um depoimento sobre supostas práticas ilícitas na entidade. 

Na ocasião, ela apresentou uma série de documentos, dentre eles uma anotação com o seguinte texto: “Contato em Brasília: – 1 verba que vai direto para um senador”.

Até então, a investigação não tinha no radar relações pouco republicanas entre a entidade e figuras graúdas de Brasília — apenas o ex-presidente da CBT Jorge Lacerda da Rosa.

Com o avanço das investigações, descobriu-se que o tal senador era Jucá e o esquema montado foi a intermediação do contrato de patrocínio dos Correios em benefício da CBT. 

Pelo lobby, sua excelência teria recebido propina no valor de 10% do acordado entre as duas instituições. Entre 2014 e 2016, o contrato foi de 17 milhões de reais anuais (ou seja: 1,7 milhão ao ano). 

De acordo com a denúncia, os valores  eram pagos a um dos assessores de Jucá, Alexandre Jardim.

Hoje, Toffolli autorizou o inquérito e deu vinte dias para que o senador, caso queira, apresente resposta à acusação.

Coluna Radar



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sábado, 13 de maio de 2017

TEMER LEVA LAVADA ATÉ NO PMDB: 97% REJEITAM REFORMA DA PREVIDÊNCIA

TEMER LEVA LAVADA ATÉ NO PMDB: 97% REJEITAM REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

Enquete feita pelo PMDB de Michel Temer revela que 97% dos brasileiros são contra a reforma da Previdência; até a noite de ontem (12), 11.121 pessoas tinham participado da pesquisa, das quais 10.736 (97%) disseram ser contra a reforma; apenas 183 pessoas, o equivalente a 2%, responderam que são favoráveis à proposta; outras 167 (1%) disseram não ter conhecimento sobre a matéria

13 DE MAIO DE 2017 ÀS 07:10

"Uma enquete dessas é um excelente palco para atuação dos nossos adversários contra a reforma", criticou o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que foi presidente da comissão especial que analisou a reforma. O colegiado concluiu os trabalhos na última terça-feira, 9, possibilitando que a reforma possa ser votada no plenário da Câmara.

A pesquisa ocorre em meio à movimentação de caciques do PMDB para fechar questão a favor da reforma. Um fechamento de questão obrigaria os 64 deputados e 22 senadores do partido a votarem a favor da proposta, sob pena de serem punidos até mesmo com a expulsão.

O líder do PMDB a Câmara, Baleia Rossi (SP), diz já ter pelo menos 50 assinaturas de deputados para pedir o fechamento de questão na próxima semana. 

As assinaturas serão entregues durante reunião da executiva nacional da sigla, prevista para a próxima semana.

Presidente da legenda, o senador Romero Jucá (RR) afirmou em entrevista na manhã desta sexta-feira, no Palácio do Planalto, que a "tendência" hoje é de que o fechamento de questão seja aprovado. 

A expectativa é de que o fechamento faça com que outros partidos da base, como PSDB e DEM, também fechem.


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sábado, 4 de março de 2017

Jucá é o novo líder do governo: é piada ou é deboche?

Jucá é o novo líder do governo: é piada ou é deboche?
O presidente Michel Temer confirmou Romero Jucá na liderança do governo no Senado
Por Da redação
Access_time4 mar 2017, 22h13 - Atualizado em 4 mar 2017, 22h22
 Entrevista coletiva com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, que anunciou que vai se licenciar do cargo, para se defender da acusação de obstrução da Operação Lava-Jato - 23/05/2016
Senador peemedebista Romero Jucá (Fábio Rodrigues Pozzebom//)

Agora, não resta dúvida: o presidente Michel Temer entende que denúncias contra políticos do seu PMDB na Lava Jato são letra morta. 

Não são indício,não constituem constrangimento, nem mesmo um desconforto. 

A confirmação veio com a nomeação de Romero Jucá para líder do governo no Senado. 

Jucá é o “Caju” para Claudio Melo Filho, o ex-lobista da Odebrecht que o cita 105 vezes na sua delação. 

Em 82 páginas, Melo Filho conta quantas e quais vezes Jucá trabalhou para aprovar medidas provisórias de interesse da empreiteira e cobrou por isso – em moeda sonante. 

A saraivada de casos que Melo Filho relata ocorreram quando Jucá era líder do governo no Senado, cargo ao qual acaba de voltar. 





Jucá foi principal agente em venda de MPs favoráveis à Odebrecht

Jucá foi principal agente em venda de MPs favoráveis à Odebrecht
Segundo ex-lobista da empreiteira, medidas provisórias que beneficiaram a empresa renderam 22 milhões de reais em propinas aos parlamentares
Por Daniela Macedo
Access_time5 mar 2017, 00h23 - Atualizado em 5 mar 2017, 00h29
 O senador Romero Jucá (PMDB-RR), discursa no plenário do Senado Federal, em Brasília (DF), durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à apreciação de 24 vetos, 2 projetos de resolução e do PL (CN) 1/2016, que altera a meta fiscal - 24/05/2016
Senador Romero Jucá (PMDB-RR) (Jane de Araújo/Ag. Senado)

Basta bater os olhos na delação do ex-lobista da Odebrecht Claudio Melo Filho para encontrar o nome do novo líder do governo no SenadoRomero Jucá. No documento de 82 páginas, o delator que as Medidas Provisórias aprovadas no Senado Federal para beneficiar a empreiteira renderam 22 milhões de reais em propinas aos parlamentares. 

E “Caju”, como era conhecido o senador peemedebista, tinha papel central nessas negociações.

Na  primeira  citação  a Jucá  em sua delação, o homem que foi diretor de Relações Institucionais da Odebrecht por doze anos afirma que “todos os assuntos que tratei no Congresso se iniciaram através de Romero Jucá”. 

No documento, o ex-lobista diz que Jucá o orientava sobre quais passos adotar e quais parlamentares seriam acionados, agindo “em nome próprio e do grupo político que representava, formado por Renan Calheiros, Eunício Oliveira e membros do PMDB”.

Melo deixa claro que o senador Jucá centralizava o recebimento das propinas e “distribuía os valores internamente no grupo do PMDB do Senado Federal”. No período citado pelo delator, Jucá era o líder do governo no Senado, cargo ao qual acaba de voltar.

Melo afirma que Jucá, ou Caju, foi seu interlocutor quando o lobista tratava dos interesses da Odebrecht na aprovação das seguintes medidas provisórias (MP) e projetos de lei da Câmara (PLC):
MP 252/05 e MP 255/05, sobre a Tributação de NAFTA Petroquímica e Condensado. 

Jucá discutiu um novo texto com o Poder Executivo e teve atuação decisiva no Congresso para aprovação de emenda de interesse da Braskem, petroquímica controlada pelo grupo Odebrecht

PLC N. 32/07- Lei 8.666/93 – Em emenda sobre ajustes licitatórios que dariam maior segurança às empresas, Melo cita atuação de Jucá para convencer Francisco Dornelles sobre a importância de sua aprovação

MP 449/08, que tratava sobre a legislação tributária federal relativa ao parcelamento ordinários de débitos tributários, remissão e regime tributário de transição MP 460/09 e 470/09, sobre crédito prêmio de IPI

MP 472/09, sobre o Regime Especial para Indústria Petroquímica
PLC 6/09, sobre o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, em que Jucá atou como relator do caso e formulou requerimentos
Projeto de Resolução do Senado Federal n. 72/2010. 

Jucá formulou requerimentos em projeto sobre o tema que foi conhecido como “Guerra dos Portos”, em que a indústria brasileira sofria com o impacto negativo de importações realizadas com benefícios fiscais
MP 563/12, a respeito da alíquota das contribuições previdenciárias sobre a folha de salários devidas pelas empresas e outras questões tributárias. 

Jucá, relator da comissão mista que apreciou a medida provisória, atuou para aprovar emenda de interesse da Odebrecht

MP 579/12, que tratava sobre concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e redução dos encargos setoriais. O senador foi membro da comissão mista e, em atuação conjunta com o então presidente do Senado Renan Calheiros, manobrou para favorecer a empresa em março de 2015

MP 613/13, que tratava de diversos temas do interesse da empresa, alguns no setor sucroalcooleiro, e foi apreciada por comissão integrada por Jucá MP 627/13, sobre mudanças no regime de tributação do lucro auferido no exterior – o senador peemedebista atuou como relator no  Senado e  apresentou  diversas  emendas  em prol da companhia MP 651/14, que tratava de fundos de índice de renda fixa, responsabilidade tributária na integralização de cotas de fundos ou clubes de investimento e outras questões tributárias. 

Jucá presidiu a comissão que avaliou a medida (Eduardo Cunha era o vice), propôs emendas e formulou requerimentos.

A delação revela que Jucá mantinha as portas abertas para o lobista, com constantes apoios aos interesses da empreiteira e repasses de propinas, “ao ponto de acessá-lo diretamente por telefone ou, mesmo com o gabinete cheio de pessoas aguardando para tratar com o senador, ter a preferência de ser o primeiro a ser recebido”.

Neste sábado, o presidente Michel Temer abriu caminho para um dos principais defensores dos interesses da Odebrecht no Congresso, de acordo com delação amplamente divulgada na imprensa, voltar a exercer o poder que cabe ao líder do governo no Senado.




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Temer jogou seu nome na lama


26 de Fevereiro de 2017
 REUTERS/Adriano Machado

Temer ainda não se deu conta da encrenca em que se meteu ao admitir publicamente ter pedido dinheiro para o PMDB a Marcelo Odebrecht num jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014.

Ele tenta se justificar com o argumento de que pediu dinheiro "legal" e não "ilegal", mas esquece que um prédio público, como é a residência oficial do vice-presidente da República, não é lugar para pedir dinheiro a ninguém, legal ou ilegal, para o partido do qual era o presidente (e ainda é, embora formalmente seu sucessor seja Romero Jucá).

Nenhum ente público está autorizado a fazer qualquer tipo de negócio não oficial num prédio governamental, ainda mais quando o ente é o primeiro na sucessão presidencial.

Imaginem se a presidente Dilma tivesse admitido ter pedido dinheiro ao PT no Palácio da Alvorada! Ainda que legal. 

Ou o presidente Lula! Seria um prato cheio para a imprensa! Nem Collor fez isso. Nenhum presidente nem vice-presidente da República fez isso. 

Presidentes da República não fazem isso, a não ser que se considerem acima de qualquer suspeita e inalcançáveis pela mão da Justiça.

A última autoridade que fez algo parecido, até onde se sabe, foi o governador Adhemar de Barros, que não se constrangia em exigir dos empresários que ganhavam algum contrato de seu governo uma singela contribuição para "as obras assistenciais de dona Leonor" assim que fechava algum contrato de obras públicas com algum deles, dentro do Palácio dos Campos Elíseos ou dos Bandeirantes.

Mas ele não é exemplo de ética para ninguém. Ficou conhecido para todo o sempre como o "rouba, mas faz". 

Só não foi preso, certa vez, pelo Procurador da Justiça Hélio Bicudo, que apurou suas ilicitudes porque fugiu para a Bolívia num avião particular na calada da noite.

No entanto, se essa parte da negociação com a Odebrecht, confessada por Temer, já é passível de punição, e punição severa que não pode ser menor do que a perda de seu cargo, a parte que ele nega, mas que seu melhor amigo já contou para Deus e o mundo, eleva a punição ao cubo.

Além de ter pedido dinheiro para o seu partido dentro das instalações do governo, ele o pediu diante do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o pai do propinoduto da companhia e de Claudio Melo Filho, cuja fachada era de diretor da Odebrecht, mas que na verdade era um lobista.

Temer admitiu um lobista conhecido de todos – e não seria ele, presidente do poderoso do PMDB, que não o conheceria – dentro do Palácio do Jaburu. E, além de não se incomodar em ser seu anfitrião tratou de "contribuição à campanha" na sua frente.

Ninguém trata de contribuições legais de campanha com um lobista!

Quem trata de contribuições de campanha oficiais é o tesoureiro do partido, na sede do partido – essa é a regra republicana.

Sem contar o fato de que os 10 milhões de reais - ao menos parte deles - serviria para convencer 140 deputados, como seu amigo Yunes já contou, a eleger Eduardo Cunha presidente da Câmara dos Deputados, o primeiro ato da conspiração que derrubou a presidente Dilma.

Esse conjunto da obra é muito mais grave do que o processo de cassação da chapa Dilma-Temer que corre no TSE. E está mais do que comprovado por ele próprio.

Temer não foi apenas traidor da presidente com quem se elegeu, não foi tão somente um dos líderes do golpe parlamentar, como se supunha até agora.

Mais pernicioso que o hacker da Marcela, mais devastador que a mais devastadora das perguntas incômodas que Cunha lhe fez via Superior Tribunal
de Justiça, Temer jogou o seu próprio nome na lama.





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Entrou uma mula na suruba do golpe. Por Carlos Fernandes

Postado em 24 Feb 2017
 Suruba
                                          Suruba 

Que a política brasileira sempre foi um antro de imoralidade, corrupção, permissividade, balbúrdia e sacanagem propriamente dita não é novidade pra ninguém, mas as indecências das relações promíscuas que adornam o governo ilegítimo de Michel Temer desceram a níveis tais que fariam corar de vergonha o próprio Marquês de Sade.

Verdade seja dita, desde que Romero Jucá – o porta-voz informal da baixaria Temeriana – classificou como “suruba” a pornografia institucionalizada do foro privilegiado, ficou cada vez mais clara 
a forma que devemos entender todo o movimento que se organizou para criar as condições necessárias para a deposição da ex-presidente Dilma Rousseff.

Consumado o golpe e seguindo o mesmo script, não por acaso a sabatina extra-oficial do mais novo membro do STF, o advogado de facções criminosas e plagiador compulsivo Alexandre de Moraes, se deu num “love boat” na companhia de meia dúzia de políticos investigados e sabe-se lá mais quais digníssimas personagens.

Tudo isso já seria material mais do que suficiente para um roteiro destinado a uma pornochanchada de quinta categoria, mas eis que antes da tradicional libertinagem carnavalesca começar, surge uma “mula involuntária” na cozinha do Palácio do Planalto.

Trata-se de ninguém menos do que o melhor amigo de Michel Temer e ex-assessor especial da presidência da República, o empresário e agora aspirante a ator principal, José Yunes.

Em entrevista concedida à revista Veja, uma das principais responsáveis pela orgia política na qual o Brasil se afundou, Yunes abate um dos mais poderosos articuladores do governo Temer, o não menos indecoroso ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Segundo Yunes, ele teria sido usado por Padilha para intermediar (daí o termo “mula”) a entrega de um envelope destinado ao ministro cujo remetente seria o doleiro Lúcio Funaro apontado pelos investigadores da operação Lava Jato como operador do ex-deputado Eduardo Cunha, sempre ele.

A história toda refere-se ao famoso pedido de R$ 10 milhões feito por Michel Temer a Marcelo Odebrecht para financiar, via caixa 2, campanhas de políticos do PMDB.

Pela delação premiada do engenheiro da Odebrecht, Claúdio Melo, do valor solicitado por Temer, R$ 6 milhões seriam repassados para Paulo Skaf (aquele do pato da Paulista) e o restante, R$ 4 milhões, para o honorável Eliseu Padilha distribuir entre os seus. Desses, R$ 1 milhão, ainda segundo Cláudio Melo, seria o conteúdo do tal envelope.

E assim estamos. Um presidente ilegítimo e atolado em denúncias de corrupção a, desculpem o termo, fuder com os direitos sociais e trabalhistas dos brasileiros enquanto a nata do golpe parlamentar que ora usufrui do poder tenta, de um jeito ou de outro, tirar o seu da reta.

Ironia das ironias, tramita no Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6.449/2016 de autoria do deputado Marcelo Aguiar (DEM-SP) que visa barrar todo e qualquer conteúdo sexual na internet. 

Segundo o coitado, a idéia é evitar “um aumento no número de viciados em conteúdo pornô e na masturbação”.

Diante o que está acontecendo diariamente no país à luz do dia sob a batuta do próprio presidente da República, só tenho uma coisa a dizer ao excelentíssimo deputado: sabe de nada, inocente.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Formação do governo Temer visava proteger organização criminosa, diz Janot

Formação do governo Temer visava proteger organização criminosa, diz Janot
Por Redação — publicado 07/02/2017 10h46, última modificação 07/02/2017 10h47
Para PGR, nomeações de Jucá, Sarney Filho e Fabiano Silveira tinham objetivo de criar "ampla base de apoio" para conter a Lava Jato
Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Bra
 Jucá, Temer e Renan
Jucá, Temer e Renan: governo foi formado para barrar a Lava Jato

A formação do governo de Michel Temer teve, ao menos em parte, o intuito de proteger a organização criminosa que vem sendo investigada na Operação Lava Jato. Essa é a conclusão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em petição apresentada na noite de segunda-feira 6 ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento, Janot pede a abertura de um inquérito criminal contra o ex-presidente José Sarney (PMDB), os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado por possível crime de embaraço às investigações da Lava Jato.

A base do pedido de Janot são as gravações feitas por Machado com os caciques do PMDB e que foram vazadas à imprensa em maio de 2016. Nos áudios, o grupo trata do impeachment de Dilma Rousseff, discute a "solução Michel" e Jucá afirma, em meio a um diálogo sobre a preocupação com as delações premiadas de executivos de empreiteiras, que a forma de "estancar a sangria" é "mudar o governo".

No pedido entregue ao STF, Janot aborda tangencialmente o impeachment, mas afirma que indicados de Temer para o ministério tinham o intuito de aprovar "medidas de alteração do ordenamento jurídico em favor da organização criminosa".

Na página 28 da petição, Janot afirma que Jucá "explicita em uma das suas conversas com Sérgio Machado que na solução via Michel Temer haveria espaço para uma ampla negociação prévia em torno do novo governo". Na conversa, Jucá afirma que a "solução Michel" pode ser negociada "antes de resolver" colocá-la em prática.
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Na sequência, Janot afirma que "pode-se inferir destes áudios que certamente fez parte dessa negociação" a nomeação de Jucá para o Ministério do Planejamento, além da nomeação do deputado Sarney Filho para o Ministério do Meio Ambiente e de Fabiano Silveira para o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, que substituiu a Controladoria-Geral da União.

Jucá também cita na lista "cargos já mencionados para o PSDB", mas não diz quais são. Antes, na petição, Janot cita diálogos de Romero Jucá com Sergio Machado nos quais o senador afirma que "caiu a ficha" do PSDB sobre a necessidade de embarcar no plano, e cita especificamente os senadores tucanos Aloysio Nunes Ferreira (SP), José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

O intento dos nominados de Temer, afirma Janot, "é conseguir construir uma ampla base de apoio político para conseguir, pelo menos, aprovar três medidas de alteração do ordenamento jurídico em favor da organização criminosa".
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Essas medidas, diz Janot na petição, "seriam implementadas no bojo de um amplo acordo político — tratar-se-ia do propalado e temido 'acordão' — que envolveria o próprio Supremo Tribunal Federal, como fica explícito em intervenções tanto do senador Renan Calheiros, como do senador Romero Jucá".

Ainda de acordo com o PGR, o "acordão" tinha o objetivo de conter "os avanços da Operação Lava Jato em relação a políticos, especialmente do PMDB, do PSDB e do próprio PT, por meio de acordo com o Supremo Tribunal Federal e da aprovação de mudanças legislativas".

Jucá foi ministro de Temer por apenas 11 dias. Deixou o cargo em 23 de maio de 2016 em meio ao escândalo provocado pelo vazamento justamente dos áudios que, agora, ensejam a ação criminal de Rodrigo Janot. Hoje ele é o líder do governo Michel Temer no senado.

Fabiano Silveira durou mais tempo no cargo. Ficou até 30 de maio e caiu após a divulgação de áudios também feitos por Sérgio Machado. 

Na gravação, Silveira orientava investigados da Lava Jato sobre como proceder diante das investigações do Ministério Público enquanto tinha um cargo de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que fiscaliza o poder Judiciário.

Sarney Filho ainda é ministro de Temer. 

A petição da PGR segue agora para o ministro Edson Fachin, que herdou a relatoria da Lava Jato após a morte de Teori Zavascki. 





sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O Brasil inteiro pergunta: quem matou o ministro Teori Zavascki?

O Brasil inteiro pergunta: quem matou o ministro Teori Zavascki?
20 de janeiro de 2017 por esmael 

 

A morte do ministro do Supremo Teori Zavascki ocorrida nesta quinta (19), em virtude da queda do avião em que ele estava, ganhou contornos de novela depois que autoridades e familiares suspeitaram das circunstâncias do “acidente”

Por isso a principal pergunta que se faz nas redes sociais é ‘quem matou Teori Zavascki?’.

A Polícia Federal jogo gasolina na fogueira ao anunciar que abriu inquérito para investigar a morte do relator da Lava Jato no STF.

O ministro Teori preparava-se para homologar em fevereiro a delação de 77 executivos da Odebrecht que atingiria a cúpula do PMDB nacional.

“Alguém muito interessado em tirar Teori das investigações… Conseguiu”. Este é um entre milhares de comentários que pululam na internet.

Também sobra para o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o Caju, cuja transcrição do diálogo com o ex-diretor da Petrobras Sergio Machado dizendo que é preciso ‘estancar a sangria’ na Lava Jato também faz sucesso no mundo virtual:

1) Tirar a Dilma (OK)

2) Colocar Michel (OK)

3) Entregar o Cunhar (OK)

4) Proteger o Renan (OK)

5) Parar o Teori (OK)

O diabo é que o substituto de Teori Zavascki será escolhido justamente pelos investigados que querem parar a Lava Jato. 

A começar pelo ilegítimo Michel Temer (PMDB), que tem a prerrogativa de indicar o próximo ministro do Supremo; depois será a vez da sabatina do Senado “sequestrado” pela gangue de Renan Calheiros (PMDB-AL), o Justiça, e Eunício Oliveira (PMDB-CE), o índio.

A cúpula peemedebista é toda citada na delação da Odebrecht, que não abre mão de continuar influenciando no Senado e na República. Por isso a teoria da conspiração ganha força.

Enquanto o Brasil discute se foi ‘acidente ou assassinato’ a Lava Jato continuará parada em virtude do desaparecimento do magistrado.

Enfim, quem matou o ministro Teori Zavascki? Foi acidente ou assassinato?



domingo, 11 de dezembro de 2016

Contra a parede: Temer é citado 43 vezes em delação da Odebrecht

Contra a parede: Temer é citado 43 vezes em delação da Odebrecht
HuffPost Brasil 9 horas atrás 10/12/2016
 Brazil's President Michel Temer looks on during a news conference at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, November 27, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino
© Ueslei Marcelino / Reuters Brazil's President Michel Temer 
looks on during a news conference at the Planalto Palace in 
Brasilia, Brazil, November 27, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino

O executivo Claudio Melo Filho, da Odebrecht, citou o presidente Michel Temer em 43 oportunidades em seu documento de delação premiada na Operação Lava Jato. Representantes do núcleo duro do partido também acabaram citados por diversas, segundo a Folha de S. Paulo.

O recordista é o senador Romero Jucá, com 105 citações. Geddel Vieira Lima, ex-ministro que caiu após suposta tentativa de burlar decisões de estado para que fosse construído um prédio em Salvador, aparece em 67 oportunidades.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi citado 45 vezes, Moreira Franco, considerado um braço direito do presidente, por 35. Caixa 2 milionárioCláudio Melo Filho disse ter entregue dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral para a campanha de 2014 de Michel Temer no escritório de advocacia de José Yunes, amigo e conselheiro próximo do presidente, de acordo com o BuzzFeed. Segundo relato do executivo Claudio Melo Filho a investigadores da Lava Jato, o dinheiro era parte dos R$ 10 milhões acertados por Temer e Marcelo Odebrecht em um jantar em maio de 2014, junto com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

O encontro foi revelado em reportagem da Veja, em agosto. Segundo o delator, R$ 4 milhões ficariam com Padilha, responsável pela distribuição do dinheiro entre outras campanhas do partido. 

Os outros R$ 6 milhões seriam para a campanha de Paulo Skaf, presidente da Fiesp e candidato do PMDB ao governo de São Paulo em 2014.Yunes foi tesoureiro do PMDB em São Paulo e, hoje, é assessor especial de Temer no Palácio do Planalto.

Governo Temer treme
O ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho citou em delação recursos repassados a peemedebistas, como o presidenteMichel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o secretário do Programa de Parcerias de Investimento, Moreira Franco, o líder no Senado, Eunício Oliveira(CE), o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), e o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (RR), afirmou a TV Globo.

Durante o Jornal Nacional desta sexta-feira, a emissora informou que o ex-executivo da empreiteira disse que os recursos foram repassados em troca de vantagens para a Odebrecht, como o atendimento a pleitos da companhia no Congresso Nacional.A emissora citou que Melo Filho falou de repasses feitos a pedido de Temer, o que já havia sido relatado mais cedo também pela revista Veja.

O delator disse que a demanda por recursos feita pelos peemedebistas aumentava em períodos eleitorais e que os repasses eram feitos tanto por doações legais de campanha como por doações via caixa dois.

Segundo a TV Globo, o ex-diretor também citou em sua delação políticos de outros partidos, entre eles o presidente da Câmara dos Deputados,Rodrigo Maia(DEM-RJ).

A emissora disse que o Palácio do Planalto afirmou que os fatos narrados por Melo Filho jamais aconteceram e que todas as doações da Odebrecht foram declaradas à Justiça Eleitoral.

Todos os demais citados negaram à emissora que tenham cometido irregularidades.

Temer se defende
Em nota, a assessoria do presidente afirmou que todas as doações feitas pela empreiteira foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

“O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho”, informa a nota. 

“As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente”