quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Governo Bolsonaro É Denunciado Na ONU Por Racismo; A Denúncia Foi Feita Por 150 Entidades

SUED E PROSPERIDADE

30/09/2020

Governo Bolsonaro É Denunciado Na ONU Por Racismo; A Denúncia Foi Feita Por 150 Entidades

 Celeste Silveira 30 de setembro de 2020 

O governo de Jair Bolsonaro é pressionado por parte de mais de 150 entidades do movimento negro por conta de sua resposta à pandemia e a discriminação contra a população afro-brasileira.

 As organizações fizeram um apelo para que a ONU fiscalize a situação brasileira, em especial a situação das prisões.

A queixa foi apresentada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que, nesta quarta-feira, debateu a situação do racismo em meio à pandemia. 

Conforme a coluna revelou no início da semana, um informe do Grupo de Trabalho da ONU sobre Pessoas Afrodescendentes menciona o Brasil de forma crítica.

Uma das referências feitas pela ONU é o acidente que resultou a morte do garoto Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos no Recife. Segundo o informe, trata-se de um exemplo de como o “racismo sistêmico” cobra seu preço durante a pandemia.

De acordo com o texto, em todo o mundo, “falhas em avaliar e mitigar riscos associados à pandemia e ao racismo sistêmico levaram a fatalidades”. “No Brasil, a trágica morte de Miguel Otávio Santana da Silva, uma criança afro-brasileira de 5 anos de idade, foi um desses casos”, diz o documento do grupo da ONU.

“No Brasil, as trabalhadoras domésticas são considerados essenciais. Escolas e creches foram fechadas, por isso Miguel acompanhou sua mãe, Mirtes Santana, ao trabalho”, conta.

O documento relata que, enquanto a mãe de Miguel passeava um cão de sua patroa, a empregadora deixou Miguel em um elevador. “Sem supervisão, a criança de cinco anos de idade caiu para a morte quando o elevador parou no nono andar”, apontou.

Para a mãe de Miguel, a conduta “não reconheceu a idade jovem, a inocência e a vulnerabilidade de seu filho”. 

“Muitas trabalhadoras domésticas no Brasil trabalham seis dias por semana, o que sugeriria que situações precárias são mais a norma do que a reconhecida, e exigem a mitigação de riscos no contexto da pandemia”, aponta o documento.

Ao tomar a palavra nesta quarta-feira, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, repetiu a estratégia adotada pelo governo de questionar a instituição e criticou o informe preparado pelo Grupo de Trabalho.

Segundo ela, ainda que o governo reconheça que “desafios persistem” no que se refere ao racismo como consequência da pandemia, o relatório precisaria se referir às iniciativas do governo para não ser tendencioso. 

Um deles seria o auxílio emergencial, além do fato de o governo publicar dados desagregados sobre a covid-19.

Ela também disse que a Justiça está lidando com a morte de Miguel. “Nesse contexto, o Brasil acredita que o Grupo de Trabalho se beneficiara de um enfoque mais equilibrado, enquanto escolhe e diversifica suas fontes de informações”, disse.

A presidente do Grupo de Trabalho da ONU, Dominique Day, fez questão de responder ao Brasil. Segundo ela, a morte de Miguel é “horrível e um indicador dos riscos”. Segundo ela, é bom saber que a Justiça no país vai lidar com o caso. Mas a especialista deixou claro que o comportamento do Brasil e sua resposta não são suficientes.

Para ela, o que o caso de Miguel revela é a situação das trabalhadoras domésticas e como a população afro-brasileira continuam confrontando riscos. “Isso precisa ser lidado por todos o países na medida em que pandemia continua”, disse.

Denúncia

A reunião, porém, foi ainda usada pelo movimento negro brasileiro para denunciar o governo. 

“O fracasso dos estados em abordar a disparidade racial agravada pela COVID-19 é uma realidade no Brasil, especialmente entre a população encarcerada, que é a terceira maior do mundo, com 65% sendo negra”, disse Luiza Alves, falando em nome da Justiça Global, da Coalizão Negra pelos Direitos e de mais de 150 organizações negras brasileiras.

“Quase a metade dos 773 mil brasileiros atrás das grades ainda não foram condenados, eles estão sob custódia provisória”, disse Alves. 

“As prisões no Brasil não oferecem condições mínimas de saúde e sanitárias. 

Elas estão superlotadas e carecem de assistência médica, espaços com ventilação adequada, acesso à água e itens de higiene. 

É impossível adotar as medidas necessárias para evitar a contaminação pela COVID-19”, declarou.

Segundo ela, as taxas de contaminação nas prisões brasileiras aumentaram 800% desde maio, chegando a mais de 22 mil casos até o início de junho. 

“A letalidade pela doença é cinco vezes maior dentro das prisões, em comparação com a taxa para toda a população brasileira. Mais de cem detentos já morreram”, disse.

“Pedimos a este Conselho que avance no combate ao racismo estrutural e adote as recomendações feitas pelo Grupo de Trabalho para esta sessão”, insistiu a representante.

 “Exortamos o Grupo de Trabalho a acompanhar de perto a situação das pessoas encarceradas no Brasil no contexto da pandemia, uma vez que os negros são mais fortemente afetados. 

E para reafirmar que as vidas negras importam”, completou.

Também tomou a palavra foi Vercilene Dias, advogada quilombola e em nome da Terra de Direitos, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e Coalizão Negra pelos Direitos.

“O Relatório do Grupo de Trabalho enfatiza o impacto do racismo sistêmico no acesso aos direitos e na violência dirigida contra a população negra. No Brasil, 75% da população quilombola vive em extrema pobreza”, disse.

“Sob o governo do presidente Bolsonaro, as comunidades quilombolas estão vivendo uma situação muito grave, enfrentando um discurso oficial racista, restrições financeiras e uma paralisia da política de titulação de terras”, declarou.

“Com a pandemia da covid-19, enfrentamos uma situação de extrema vulnerabilidade. 

Exigimos que o governo brasileiro desenvolva um Plano Nacional de Combate aos Efeitos da Pandemia nos Quilombos. 

Este é um pedido urgente, pendente de análise pelo Supremo Tribunal”, disse.

 “A omissão do Estado brasileiro coloca em risco iminente nossa saúde, segurança e integridade física, social e cultural”, completou.

*Jamil Chade/Uol

CONTINUA

Bancos Servem A Oligarcas, Traficantes E Terroristas Em Explosão De Lavagem De Dinheiro

 Celeste Silveira 22 de setembro de 2020 

US$ 2 trilhões em operações suspeitas envolveram redes criminosas mundiais, megainvestigação internacional do ICIJ.

Um vazamento de documentos secretos do governo dos Estados Unidos revela que o JPMorgan Chase, o HSBC e outros grandes bancos desafiaram as medidas legais contra a lavagem de dinheiro e movimentaram quantias ilícitas espantosas para redes criminosas e personagens sombrios que espalharam o caos e minaram a democracia em todo o mundo.

Os registros mostram que 5 bancos globais – JPMorgan, HSBC, Standard Chartered Bank, Deutsche Bank e Bank of New York Mellon – continuaram lucrando com clientes poderosos e perigosos mesmo depois que as autoridades norte-americanas multaram essas instituições financeiras por falhas anteriores em conter os fluxos de dinheiro sujo.

As agências norte-americanas responsáveis pelo combate à lavagem de dinheiro raramente processam megabancos infratores. As medidas que as autoridades tomam quase não afetam a enxurrada de dinheiro ilegal que se espalha pelo sistema financeiro internacional.

Em alguns casos, os bancos continuaram movimentando fundos ilícitos mesmo depois que autoridades americanas os advertiram que enfrentariam processos criminais se não parassem de fazer negócios com mafiosos, fraudadores ou regimes corruptos.

O JPMorgan, maior banco com sede nos Estados Unidos, movimentou dinheiro para pessoas e empresas vinculadas à pilhagem maciça de dinheiro público na Malásia, Venezuela e Ucrânia, revelam os documentos vazados.

O banco ajudou a transferir mais de US$ 1 bilhão para o financista fugitivo por trás do escândalo do fundo de investimento estatal 1MDB da Malásia, segundo os registros, e mais de US$ 2 milhões para dois jovens magnatas da energia.

 Uma empresa da dupla foi acusada de enganar o governo da Venezuela e ajudar a causar apagões elétricos que afetaram grandes áreas do país.

O JPMorgan também processou mais de US$ 50 milhões em pagamentos ao longo de uma década, mostram os registros, para Paul Manafort, o ex-diretor da campanha eleitoral do presidente Donald Trump.

O ex-assessor de Trump Paul Manafort foi capa em todos os jornais dos EUA ao ser preso em 2017. 

Na imagem acima, notícia durante seu julgamento em 2019 |reprodução Politico], o banco movimentou pelo menos US$ 6,5 milhões em transações de Manafort nos 14 meses após sua renúncia da campanha, em meio a uma onda de denúncias de lavagem de dinheiro e corrupção decorrentes de seu trabalho com 1 partido político pró-russo na Ucrânia.

As transações ilegais continuaram crescendo por meio de contas no JPMorgan, apesar das promessas do banco de aperfeiçoar seus controles contra lavagem de dinheiro como parte dos acordos feitos com as autoridades americanas em 2011, 2013 e 2014.

O JPMorgan declarou que estava legalmente proibido de responder a perguntas sobre transações ou clientes. 

O banco disse que assumiu 1 “papel de liderança” a favor de “investigações proativas orientadas por inteligência” e no desenvolvimento de “técnicas inovadoras para ajudar a combater o crime financeiro“.

O HSBC, o Standard Chartered Bank, o Deutsche Bank e o Bank of New York Mellon também continuaram a efetuar pagamentos suspeitos, apesar de promessas semelhantes às autoridades governamentais, revelam os documentos secretos.

A documentação à qual Poder360 teve acesso foi obtida pelo BuzzFeed nos Estados Unidos e compartilhada pelo ICIJ (International Consortium of Investigative Journalists, ou Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), por meio do projeto chamado FinCen Files (Arquivos FinCen), a sigla em inglês de Financial Crimes Enforcement Network, 1 braço do Departamento do Tesouro dos EUA (o Tesouro norte-americano é equivalente ao Ministério da Economia no Brasil).

Saiba o que é a investigação FinCen Files

Embora seja uma quantia enorme, os US$ 2 trilhões em transações suspeitas identificadas nesse conjunto de documentos são apenas uma gota em um ocenano de dinheiro sujo que jorra por bancos do mundo todo. 

Os Arquivos FinCen representam menos de 0,02% dos mais de 12 milhões de relatórios de atividades suspeitas que as instituições financeiras protocolaram entre 2011 e 2017.

A agência FinCen e o Departamento de Tesouro dos EUA não responderam a uma série de questões enviadas pelo ICIJ e veículos parceiros há 1 mês. A agência disse ao BuzzFeed News que não comentará sobre a “existência ou inexistência” de relatórios específicos de atividades suspeitas. 

Dias antes da publicação deste texto, o FinCen anunciou que estava coletando sugestões para melhorar o sistema anti-lavagem de dinheiro dos Estados Unidos.

Esses relatórios, juntamente com centenas de planilhas incluindo nomes, datas e números, detalham transações potencialmente ilícitas que fluem por bancos em mais de 170 países. 

Junto com a análise dos Arquivos Fincen, o ICIJ e seus parceiros de mídia obtiveram mais de 17,6 mil outros registros de fontes internas e denunciantes, arquivos judiciais, solicitações pela lei de liberdade de informação e outras fontes. 

A equipe entrevistou centenas de pessoas, incluindo especialistas em crimes financeiros, policiais e vítimas de crimes.

De acordo com o BuzzFeed News, alguns registros vazados foram obtidos como parte das investigações do Congresso dos EUA sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016 nos EUA. Outros foram coletados após pedidos de órgãos judiciais ao Fincen.

Os Arquivos Fincen oferecem uma visão sem precedentes de 1 mundo secreto de bancos internacionais, clientes anônimos e, em muitos casos, crimes financeiros.

Eles mostram bancos movimentando dinheiro cegamente em suas contas para pessoas que eles não podem identificar, deixando de relatar transações com todas as características de lavagem de dinheiro até anos depois do fato. 

Eles também fazem negócios com clientes envolvidos em fraudes financeiras e escândalos de corrupção públicos.

As autoridades dos EUA, que desempenham 1 papel de liderança na batalha global contra a lavagem de dinheiro, ordenaram que grandes bancos reformulassem suas práticas, multaram as instituições em centenas de milhões e até bilhões de dólares e fizeram ameaças de acusações criminais contra eles como parte dos chamados acordos de ação penal diferida.

Uma investigação de do ICIJ e seus parceiros jornalísticos mostra que essas táticas não funcionaram. 

Os grandes bancos continuam desempenhando 1 papel central na movimentação de dinheiro ligado a corrupção, fraude, crime organizado e terrorismo.

“Ao falhar totalmente em barrar transações corruptas em grande escala, as instituições financeiras abandonaram seu papel de linha de frente contra a lavagem de dinheiro“, disse ao ICIJ Paul Pelletier, ex-oficial sênior do Departamento de Justiça dos EUA e promotor de crimes financeiros.

Ele disse que os bancos sabem que “operam em 1 sistema que é amplamente ineficaz“.

Cinco dos bancos que aparecem com maior frequência nos Arquivos Fincen –Deutsche Bank, Bank of New York Mellon, Standard Chartered, JPMorgan e HSBC –violaram repetidamente suas promessas oficiais de bom comportamento, como mostram os registros secretos.

Em 2012, o HSBC, com sede em Londres, o maior banco da Europa, assinou 1 acordo de ação penal e admitiu ter lavado pelo menos US$ 881 milhões para cartéis de drogas latino-americanos. 

Os narcotraficantes usavam caixas com formato especial que cabiam nas aberturas dos caixas automáticos do HSBC e despejavam enormes quantias de dinheiro das drogas que movimentavam pelo sistema financeiro.

Pelo acordo com a promotoria, o HSBC pagou US$ 1,9 bilhão, e o governo concordou em suspender as acusações criminais contra o banco e arquivá-las após 5 anos se o HSBC cumprisse a promessa de combater agressivamente o fluxo de dinheiro sujo.

Durante o período probatório de 5 anos, conforme mostram os Arquivos FinCen, o HSBC continuou a movimentar dinheiro para personagens questionáveis, incluindo suspeitos de lavagem de dinheiro russos e 1 esquema de pirâmide investigado em vários países.

Ainda assim, o governo permitiu que o HSBC anunciasse em dezembro de 2017 que havia “cumprido todos os seus compromissos” sob o acordo de acusação diferida –e que os promotores estavam rejeitando as acusações criminais em definitivo.

Em uma declaração ao ICIJ, o HSBC se recusou a responder a perguntas sobre clientes ou transações específicas. O HSBC disse que as informações do ICIJ são “históricas e anteriores” ao fim de seu acordo de 5 anos no processo.

 Durante esse tempo, segundo o banco, a companhia “embarcou em uma jornada de vários anos para revisar sua capacidade de combate ao crime financeiro. O HSBC é uma instituição muito mais segura do que era em 2012“.

O HSBC observou que, ao decidir liberar o banco da ameaça de acusações criminais, o governo americano teve acesso a relatórios de 1 monitor que revisou as reformas e práticas do banco.

O Departamento de Justiça se recusou a responder a perguntas específicas. 

Em nota, 1 porta-voz da divisão criminal do departamento disse: “O Departamento de Justiça defende seu trabalho e continua comprometido a investigar e processar crimes financeiros de forma agressiva– incluindo lavagem de dinheiro– onde quer que os encontremos”

 *Com informações do Poder360

Fonte: https://antropofagista.com.br/

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Justiça Do Rio Impede Bolsonaro E Salles De Passarem A Boiada

SUED E PROSPERIDADE

29/09/2020

Justiça Do Rio Impede Bolsonaro E Salles De Passarem A Boiada

 Celeste Silveira 29 de setembro de 2020 

A juíza federal Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, da 23ª Vara Federal do Rio de Janeiro, concedeu nesta terça-feira (29) uma liminar em tutela de urgência que derruba as decisões do Conselho Nacional de Meio Ambiente que revogaram regras de proteção ambiental para restingas e manguezais.

“Tendo em vista o evidente risco de danos irrecuperáveis ao meio ambiente, DEFIRO ANTECIPAÇÃO DOS FEITOS DA TUTELA para suspender os efeitos da revogação apreciada na 135ª Reunião Ordinária do CONAMA”, diz a juíza na decisão.

O advogado Leonardo Marinho é um dos autores da ação popular que foi acatada pela magistrada. O pedido foi apresentado por ele junto a outros três colegas, Rodrigo da Silva Roma, Renata Miranda Porto e Juliana Cruz Teixeira da Silva.

“Em razão da decisão do Conselho Nacional do Meio Ambiente, presido pelo ministro Ricardo Salles, que revogava as resoluções 302 e 303 – resoluções estas que definem padrões mínimos para manguezais, restingas e outros ecossistemas sensíveis – eu tive a ideia de fazer essa ação popular. 

Passei a madrugada fazendo isso, dei entrada na ação e a juíza acabou determinando a suspensão dos efeitos da revogação”, declarou à Fórum.

“A revogação dessas resoluções, por tratarem de parâmetros mínimos de proteção ao meio ambiente, possibilitava construções, invasões, desmatamento dessas áreas sensíveis. 

A decisão é de âmbito nacional, cabe recurso, mas é uma grande vitória para a causa ambiental”, completou.

Confira aqui a liminar obtida pelos advogados

 *Com informações da Forum

                       CONTINUA

Ex-Sócio De Paulo Guedes Fala Do Fracasso Da Economia E Afirma, “Acabou O Combustível Do Posto Ipiranga”

Celeste Silveira 29 de setembro de 2020

Empresário e fundador do banco Pactual em 1983, ao lado do atual ministro da Economia, Paulo Guedes, Luiz Cezar Fernandes disse à TV 247 que Jair Bolsonaro, mediante o esgotamento do ‘combustível’ do ministro, chamado de ‘posto Ipiranga’, passa adotar uma estratégia populista com o apoio do Centrão para financiar seus projetos. 

Ele disse também que o governo tem sérios problemas com a dívida interna brasileira e que o calote deve acontecer.

Fernandes explica que o primeiro passo para a implementação de uma agenda populista é conquistar apoio popular e, para isso, não se pode “combater inicialmente o inimigo mais forte”. 

“Para que ele implemente o populismo ele precisa de apoio popular, então o que o governo está fazendo é tentar buscar apoio onde ninguém possa identificar e apontar o dedo, então ele vai e procura o Centrão, que todo mundo sabe que existe mas ninguém sabe quem é, e aí o seguinte passo é como conseguir pegar segmentos da sociedade que não criem muita resistência e que tenha um certo apoio popular”.

Para o empresário, a iniciativa de tentar financiar o Renda Cidadã com verba de precatórios e do Fundeb é um gesto claro de tentar mobilizar recursos em áreas com baixa resistência para viabilizar um programa social que trará grande retorno de uma camada ampla da sociedade.

 “Quando o governo fala ‘vou meter a mão no precatório’, quem são os líderes que vão brigar por precatório? Qual a sociedade organizada que vai falar disso? É muito pulverizado, é um foco que não tem resistência. 

O Fundeb é a mesma coisa, vai ter lá um deputado que vai reclamar, uma Tabata, mas quem é Tabata dentro do contexto político? É muito pouco. 

Então ele começa a buscar recursos nessas áreas de menor resistência”.

Luiz Cezar Fernandes alertou, porém, que este tipo de ação que toma Bolsonaro é o início apenas de uma política populista, que poderá se agravar ao longo do tempo, chegando até uma atitude como a do ex-presidente Fernando Collor, que confiscou a poupança dos brasileiros. 

“Como todo populismo, isso não basta. Esse degrau é um dos primeiros. 

Isso vai avançando até chegar no limite, como já aconteceu várias vezes na Argentina e no nosso caso com o confisco do Collor, o que me surpreende, porque o Paulo Guedes e nós fomos muito resistentes ao Plano Collor e principalmente ao confisco cambial. 

Agora, como acabou a gasolina do posto Ipiranga, o Centrão está vindo com essas ideias populistas”.

Dívida interna

Para Luiz Cezar Fernandes, o governo Jair Bolsonaro já encontra problemas para rolar a dívida interna brasileira e tenta arrumar possibilidades para sanar a questão. 

“Nosso problema é a dívida interna, nós não temos problema com a dívida externa. 

A pressão do mercado internacional é muito menor, nós não somos devedores brutais do mercado internacional, então nosso problema é o mercado interno. De alguma maneira o capital vai ser punido nos próximos anos”.

O mercado se iludiu com Guedes

Ainda na linha do populismo pretendido por Bolsonaro, Fernandes afirma que o mercado, que apoiou a chegada do bolsonarismo ao Palácio do Planalto, se iludiu com o governo e com Guedes.

 O mercado financeiro, segundo o empresário, acreditou que Guedes poderia fazer sua vontade no ministério da Economia, mas não contava com o desconforto de Bolsonaro diante do “super ministro” Guedes e, agora, o processo de fritura já está em andamento. 

“Acho que o mercado comprou a ideia de que o Paulo Guedes, tendo essa visão macroeconômica muito forte, saberia mexer claramente as pecinhas. 

Mas ele, como nós, acho que comprou a ideia de que ele poderia ser realmente o posto Ipiranga. 

Só que o presidente, que quer uma estratégia populista, tinha que eliminar aquilo que deu popularidade a ele e criar substitutos.

 Então ele vai eliminando alguns ministros, o Moro, o Mandetta, e agora eu preciso criar um espaço para desfazer a força que tinha o posto Ipiranga. 

Então não estou fornecendo mais combustível, estou tirando o combustível e daqui a pouco alguém já esqueceu do posto Ipiranga.

 O Moro, o Mandetta, todos eles achavam que o propósito do presidente era consertar, enquanto o propósito é ser populista”, esclareceu.

Classe média é o marisco

De acordo com o empresário, a classe média é quem pagará a conta pela agenda populista de Bolsonaro. 

Com o mercado sempre se moldando e se adequando ao cenário momentâneo e as camadas mais populares nos olhos do governo, por conta dos interesses populistas, a classe média é quem deve ser deixada de lado, de acordo com Luiz Cezar Fernandes. 

“A classe média sempre foi e sempre será o marisco da brincadeira. 

Ela é o marisco da brincadeira, fica entre o rochedo e o mar. 

Quem foi para a rua desde 2013 não sabia por que estava indo à rua. Se você pegar 90 pessoas que estavam ali, cada uma tinha uma razão diferente para ir, não existia um movimento coeso. 

Qual era o objetivo? Então esses movimentos que nós vimos foram todos muito dispersos, então você não conseguia unir, e o Bolsonaro sabe disso, ele não tinha o mote para unir a sociedade, e ele está agora criando isso”.

*Com informações do 247

Fonte: https://antropofagista.com.br/

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

MP vai denunciar Flávio Bolsotonaro por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e peculato

SUED E PROSPERIDADE

28/09/2020

MP vai denunciar Flávio Bolsonaro por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e peculato

28/09/2020

O senador Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz foram denunciados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Flávio é apontado como líder de organização criminosa

247 – O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou, segundo O Globo, nesta segunda-feira (28) ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) o senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Cientista político prevê futura prisão de Flávio Bolsonaro e o Senado permitindo cassação. ASSISTA AQUI sua

 Flávio é apontado como líder de organização criminosa que praticava rachadinha na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). 

Por sua vez, Queiroz é indicado como operador do esquema. 

Vale ressaltar que Flávio Bolsonaro já ocupou o cargo de deputado estadual no Rio. Os crimes teriam ocorrido nesse período.

Flávio e Queiroz são denunciados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Promotores afirmam, com base nos dados das quebras de sigilo bancário e fiscal, que o senador utilizou ao menos R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo do esquema das rachadinhas. 

senador teria usado ainda três métodos para lavar o dinheiro.

O esquema de rachadinha na Alerj já era investigado há mais de dois anos.

VÍDEOS RELACIONADOS:

A parceria Trump-Bolsonaro está ferrando o Brasil. Entenda o porquê:

                                                 CONTINUA

Governo Bolsonaro prepara a nova proposta de CPMF, prepare o bolso

28/09/2020


Logo após semanas de negociação , o governo Bolsonaro deverá apresentar a nova proposta de CPMF junto a proposta de reforma tributária. 
Negada anteriormente por Bolsonaro, a nova CPMF de Guedes/Bolsonaro está pronta para ser aprovada.

Bolsonaro negou durante a campanha eleitoral que iria recriar a CPMF, porém a prática é o critério da verdade.

O governo está enviando nessa segunda-feira (28) uma proposta de nova CPMF, de acordo com informações da Jovem Pan.


A medida irá taxar todas as transações financeiras em 0,2%, além disso o governo pretende desonerar a folha de pagamento.

No entanto, anteriormente o governo também visava aprovar um trecho da reforma trabalhista que fará os bancos pagarem menos impostos e as Igrejas serem desoneradas.

O novo líder do governo, o senador Eduardo Gomes (MDB/TO) confirmou que o governo vai apresentar a proposta da nova CPMF, desmentindo o que Bolsonaro tanto negou anteriormente.

Quem movimentar, por exemplo, R$ 1.000, pagará R$ 2. Gomes destacou que não haverá aumento de carga tributária porque o novo tributo seria acompanhado da redução de impostos que incidem em salários de todos os setores da economia.

Fonte: https://falandoverdades.com.br/

domingo, 27 de setembro de 2020

Flávio Bolsonaro "fura" MPF para cantar "Todo maconheiro dá o anel" com Sikêra Jr

SUED E PROSPERIDADE

27/09/2020

Flávio Bolsonaro "fura" MPF para cantar "Todo maconheiro dá o anel" com Sikêra Jr

Filho do presidente Jair Bolsonaro "cancelou CPFs" no horário em que deveria estar em uma acareação

Publicado em 21/09/2020 às 18:05

Paulo Pacheco

Flávio Bolsonaro "fura" compromisso no MPF para participar de programa de Sikêra Jr. - Foto: 
Reprodução/Instagram/bolsonarosp

O senador Flávio Bolsonaro não compareceu a uma acareação no MPF (Ministério Público Federal), no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (21). 

O advogado do filho do presidente Jair Bolsonaro informou que seu cliente cumpriu "agenda oficial" no Amazonas. 

O compromisso que fez o congressista “furar” a convocação do MPF foi uma visita ao programa de Sikêra Jr.

Ao lado do irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, Flávio compareceu ao Alerta Amazonas, exibido pela TV A Crítica, e ao Alerta Nacional, retransmitido pela RedeTV!

Os dois "cancelaram CPFs", quando o apresentador comemora a morte de um suspeito de crime, e cantaram uma música de teor homofóbico.

"Todo maconheiro dá o anel […] Todo maconheiro dá o boga […] Todo maconheiro dá o toba", diz a letra da canção preconceituosa cantado por Flávio Bolsonaro em sua "agenda oficial".

A acareação para a qual o filho do presidente foi convocado se refere ao suposto vazamento da investigação de um esquema de corrupção no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), quando era deputado.

O MPF também chamou o empresário Paulo Marinho, que disse ter ouvido de Flávio Bolsonaro que um delegado da PF vazou a informação sobre a operação. 

Para o Ministério Público, um dos dois está mentindo.

Assista ao vídeo de Flávio Bolsonaro com Sikêra Jr., no horário em que deveria estar no MPF:

Flávio Bolsonaro falta a acareação para gravar programa de TV com Sikêra Jr.

  
                    

sábado, 26 de setembro de 2020

Heleno É O Informante Dos Militares Sobre Os Acontecimentos Do Governo E Do Clã Bolsonaro

SUED E PROSPERIDADE

26/09/2020

Heleno É O Informante Dos Militares Sobre Os Acontecimentos Do Governo E Do Clã Bolsonaro

 Celeste Silveira 26 de setembro de 2020 

General Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), é informante dos militares de tudo o que acontece no Palácio do Planalto e na família Bolsonaro, de acordo com o colunista da revista Época Guilherme Amado.

“Uma vez por mês, desde o começo do governo, Heleno se reúne com generais, brigadeiros e almirantes de sua geração, todos da reserva, numa casa em Brasília, onde, entre uísques e baforadas, o general dá um briefing de para onde está indo o governo e sobre o que vem se passando no Planalto e na família Bolsonaro”, diz trecho da coluna.

Indignado com a publicação, Heleno postou no Twitter: “MENTIRA DESCARADA. JAMAIS ACONTECEU. 

Impressionante como o jornalismo de cabresto perdeu o respeito pela verdade. Muito triste”. 

E recebeu a defesa de Carlos Bolsonaro, que em mais um tuíte mal escrito, deixou no ar o que de fato quis dizer, apesar de deixar claro sua intenção homofóbica: 

“O caráter e a competência jamais estiveram na opção sexual!”.

*Com informações do 247

CONTINUA

Dona De Casa Vai À Justiça Para Receber Auxílio Emergencial De US$ 1 Mil, Citado Na ONU Por Bolsonaro

Celeste Silveira 26 de setembro de 2020 

Valor deveria ser de mais de R$ 5,4 mil se considerada a cotação do dólar atual, de acordo com as advogadas; juíza pediu para que a União preste informações. #FATO ou #FAKE mostrou que a informação dada por Bolsonaro não é completamente verdadeira.

Após o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), dizer em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) que pagou cerca de US$ 1 mil de auxílio emergencial por pessoa, uma dona de casa do Rio foi à Justiça para receber a diferença — ela só ganhou R$ 2,4 mil, em quatro parcelas de R$ 600, como os outros beneficiados.

Como mostrou o G1, o valor citado por Bolsonaro não corresponde à verdade. 

O trabalhador aprovado no programa recebeu, no máximo e somando as parcelas, R$ 4,2 mil — o que equivale a US$ 766.

As advogadas Leila Loureiro e Noemy Titan escrevem na petição que, na atual cotação do dólar, o valor total do auxílio que deveria ter sido recebido pela cliente é de R$ 5.540 — se considerados os mil dólares.

“Dados os fatos acima, busca a presente pretensão o pagamento da diferença entre o valor recebido e o valor declarado pelo Presidente, de modo a materializar fielmente o benefício financeiro que foi destinado aos brasileiros, segundo expressamente proclamado pelo Chefe maior do estado”, argumentam.

Na ação, as advogadas sustentam que o valor recebido teve “importantíssima relevância”, mas que não foi o suficiente para gastos como saúde, educação e moradia.

 Elas pedem ainda dano moral, totalizando a causa em R$ 9.420.

No processo, a juíza federal substituta Angelina de Siqueira Costa intimou a União Federal a prestar informações em 10 dias e, caso não reconheça o pedido, apresente contestação em até 30 dias.

O discurso de Bolsonaro foi feito na terça-feira (22) na abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU, em que defendeu a gestão ambiental do país e a resposta brasileira à pandemia.

*Com informações do G1

Fonte: https://antropofagista.com.br/

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Brasil Chega A 140 Mil Mortos Por Covid E Bolsonaro Se Diverte: “Dormem De Máscara, Mas Pegaram O Vírus”

SUED E PROSPERIDADE

25/09/2020

Brasil Chega A 140 Mil Mortos Por Covid E Bolsonaro Se Diverte: “Dormem De Máscara, Mas Pegaram O Vírus”

 Celeste Silveira 25 de setembro de 2020 

Ao lado de Ricardo Salles, Bolsonaro resolveu fazer chacota de quem, segundo ele, usa máscara 24 horas por dia, dorme de máscara e pegou o vírus, referindo-se à alta cúpula do poder em Brasília, alguns do executivo, do Judiciário e do legislativo que se contaminaram com a Covid-19 quando participaram de eventos oficiais.

O que o presidente não comentou é que muitas autoridades justamente tiraram as máscaras para aparecerem em fotos e cumprimentarem os presentes.

Isso acontece no momento em que o país, muito por sua culpa, chega à desastrosa marca de 140 mil mortos por Covid, e Bolsonaro alimenta o deboche e a receita: 

“um dia vai ter que sair da toca e vai acabar pegando o vírus. Como enfrentar o vírus? Com vitamina D”, sentenciou o chefe do Clã Bolsonaro.

*Da redação

CONTINUA

Bolsonaro, Que Devolveu O Brasil Ao Mapa Da Fome, Tem 40% De Aprovação; Incoerência? Não

 Celeste Silveira 25 de setembro de 2020

Se Bolsonaro tem hoje apoio da parcela mais pobre da população, justo a que ele devolveu ao mapa da fome, qual o sentido dessa camada dizer que aprova o seu governo se o desemprego também é recorde, se o preço da sexta básica também disparou e se são justo os pobres a grande maioria das vítimas fatais do negacionismo criminoso de Bolsonaro na pandemia?

Quando se olha esse quadro dramático e o resultado da última pesquisa Ibope, não se vê incoerência, ao contrário, o resultado é extremamente coerente. 

Primeiro, porque o auxílio emergencial de R$ 600, em muitos casos, de R$ 1.200, não só alimentou uma população faminta, como também serviu de colchão para que a economia não desabasse ainda mais e que o tombo do PIB fosse de 10%, que, sem dúvida, é enorme, mas seria muito maior não fosse a circulação desse dinheiro.

Não foi Bolsonaro que criou o auxílio emergencial de R$ 600, sua proposta era de pagar R$ 200, mas o Congresso puxou o valor para o triplo. 

Mas a imensa maior parte da população não sabe ou não está interessada em saber, pelo tipo de vida miserável que leva e pela luta incessante pela sobrevivência diária.

Num país com o nível de desigualdade que tem promovido pela voracidade e mesquinhez da elite brasileira, toda a análise precisa partir daí, das condições de opressão construídas milimetricamente pela classe dominante para subjugar o povo.

A consequência não poderia ser outra.

 Possivelmente, quando as próximas parcelas do auxílio chegarem pela metade, Bolsonaro terá uma queda na sua aprovação, porque a economia brasileira não dá o menor sinal de vida e os investimentos internacionais, por sua política predatória, desabaram 85%.

Isso, para qualquer economia do mundo, é um desastre. No caso do Brasil é uma hecatombe ao quadrado. Sem falar que nunca foi tão desvantajosa para o país a relação comercial com os EUA.

Junta-se a isso o fato de que, com Bolsonaro, o real foi a moeda que mais se desvalorizou frente ao dólar no mundo. 

A exportação de alimentos provocou uma alta assustadora nos preços no que é mais caro e, agora, raro à mesa do brasileiro.

Por último e não menos importante, a realidade entre um governo que quer impor o Estado mínimo para agradar o mercado e, por outro lado, só ficará de pé se tiver um programa que apresente de fato uma solução para milhões de brasileiros do nível do auxílio emergencial, o que certamente fará o mercado berrar e tirar a mão da cabeça de Bolsonaro.

Seja como for, a pesquisa Ibope também mostra que Bolsonaro perdeu muito de sua base eleitoral, a classe média. 

Muito desse derretimento já vinha sendo observado e, ao que tudo indica, é uma perda sem volta, ao contrário do apoio que ele tem dos pobres, muito mais pelo auxílio emergencial, do que pelo resultado de outras políticas de seu governo.

O Ibope disse muito sobre o momento atual, e nada sobre o futuro próximo do governo Bolsonaro.

*Carlos Henrique Machado Freitas

Fonte: https://antropofagista.com.br/