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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Testemunha da Lava Jato que denunciou ex-gerente da Transpetro é morta na Bahia

Testemunha da Lava Jato que denunciou ex-gerente da Transpetro é morta na Bahia
18/01/2018
 


Dois meses depois de prestar depoimento à Polícia Federal, a principal testemunha das investigações que resultaram na prisão do ex-gerente da Transpetro na Bahia José Antonio de Jesus foi assassinada.

José Roberto Soares Vieira, 47, foi morto nesta quarta-feira (17) com nove tiros na rodovia BA-522, em Candeias, Região Metropolitana de Salvador.

Ele era um dos donos da JRA Transportes, empresa que teve como sócio entre 2011 e 2013 o filho do ex-gerente da Transpetro, conhecido como Zangado.

José Antônio de Jesus foi preso provisoriamente no dia 21 de novembro do ano passado na 47ª fase da Operação Lava Jato. 

Ele foi acusado de receber propinas de subsidiárias da Petrobras por meio de empresas e contas bancárias de familiares. Os recursos, segundo o Ministério Público Federal, seria destinado ao PT da Bahia.

À Polícia Federal José Roberto Soares Vieira afirmou que a JRA Transportes foi usada por José Antônio de Jesus para receber pagamentos de empresas fornecedoras da Transpetro sem ter prestado qualquer tipo de serviço. 

Com base no depoimento, o Ministério Público Federal rastreou pagamentos de R$ 2,3 milhões para o ex-gerente da Transpetro.

O depoimento também foi um dos elementos que embasaram o pedido da Procuradoria-Geral da República, acatado pelo juiz Sergio Moro, para que a prisão temporária de José Antônio de Jesus fosse transformada em preventiva –por tempo indeterminado. 

O ex-gerente da Transpetro está preso há quase dois meses em Curitiba.

CRIME
A delegada Maria das Graças Barreto, titular da delegacia de Candeias que comanda as investigações, disse à Folha que 

“não há dúvida” de que a morte de José Roberto Soares Vieira foi vítima de crime planejado.

Segundo as investigações, o homem que o matou foi à sede da transportadora à procura de Vieira nos últimos dois dias e informou a funcionários que estava oferecendo serviços para capinar e limpar o terreno da transportadora.

Por volta das 11h40 de quarta, o homem abordou Vieira quando ele entrava na empresa, o atingiu com nove tiros e fugiu.

Testemunhas também afirmam que Vieira andava preocupado com sua segurança. Horas antes de ser morto, ele deixou seu carro em uma revendedora em Salvador. 

O objetivo seria comprar um novo automóvel, com vidros blindados. No momento em que foi morto, ele estava em um carro locado.

Segundo a delegada, a polícia trabalha com três linhas de investigação: queima de arquivo, vingança e crime político, já que a vítima era filiada ao PT e foi vice-prefeito da cidade de Ourolândia, norte da Bahia entre 2013 e 2016.

O ESQUEMA

As investigações do Ministério Público Federal apontam que o ex-gerente da Transpetro usou familiares e intermediários para receber R$ 7 milhões em propina da empresa de engenharia NM, fornecedora da Transpetro, entre setembro de 2009 e março de 2014.

Segundo os procuradores, o ex-gerente teria pedido, inicialmente, o pagamento de 1% do valor dos contratos da NM com a Transpetro como propina, mas o acerto final ficou em 0,5%. Esse valor teria sido pago mensalmente em benefício do PT.

Para dissimular e ocultar a origem ilícita dos recursos, o valor teria sido pago por depósitos realizados em contas bancárias de terceiros e familiares, vindo de contas de titularidade da empresa de engenharia NM e de seus sócios.

José Antônio de Jesus é investigado pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Em nota, a defesa de José Antônio de Jesus disse esperar 
“que a polícia identifique rapidamente os autores desse grave crime”.


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domingo, 14 de maio de 2017

Políticos investigados não acreditam que serão cassados

Políticos investigados não acreditam que serão cassados
O levantamento aponta que 54 deputados e senadores disseram não acreditar que serão alvos de processo de cassação

HÁ 16 HORAS  14/05/2017  POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

84 congressistas são investigados pela Operação Lava Jato com base em pedidos feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 

No entanto, a Folha de S. Paulo entrou em contato com os deputados e senadores alvos da Operação e eles afirmaram duvidar que sofrerão processo de cassação e planejam continuar na vida pública.

"Estou há dois anos e dois meses esperando meu processo ser arquivado. O cara [o doleiro Alberto Youssef] diz que me deu [propina], eu já provei que não deu. Fui 24 vezes na Procuradoria, estive oito vezes com Janot e não consigo tirar meu nome desse negócio", reclama Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

Renan Calheiros (AL) também foi outro que minimizou o risco de enfrentar novamente o Conselho de Ética. "Eu estou sendo investigado pela interpretação, pelo 'ouvi dizer'. Há evidente falta de provas", afirmou o alvo de 17 inquéritos na Lava Jato.

O levantamento da Folha aponta que 54 deputados e senadores disseram não acreditar que serão alvos de processo de cassação. Outros 30 não quiseram se manifestar.

Dos que responderam as perguntas da Folha, 50 dizem que pretendem se manter na vida pública, a maioria disputando a reeleição.

Edison Lobão (PMDB-MA), 80 anos, é alvo de seis inquéritos da Lava Jato. "Sou o mais antigo, e não o mais velho, desta Casa: 32 anos de mandato. Não vou tentar a reeleição. É evidente que vou me reeleger."

Apenas três dos que responderam disseram que não pretendem concorrer a mandatos eletivos, porém, nenhum citou problemas na Justiça ou a Lava Jato como explicação.

A publicação não ouviu políticos que figuraram nas listas de Janot, mas cujos casos foram arquivados ou estão ainda em análise.

OPINIÕES

Os deputados e senadores também responderam sobre excessos ou erros no trabalho da Procuradoria-Geral da República e do juiz federal Sergio Moro. 

24 parlamentares criticam a atuação do órgão chefiado por Rodrigo Janot, e 24 dizem não ver excessos. Trinta e seis não quiseram se manifestar.

No caso de Moro, 46 preferiram não responder a pergunta. 
Dos que responderam, 21 afirmam que há abuso na condução do magistrado, principalmente no tempo de prisão de alguns dos alvos da operação. Outros 17 consideram que atuação do juiz é correta.

Questionados sobre a atuação do Ministério Público e de Moro, Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo de Michel Temer no Senado, é um dos que diz que ambos estão corretos. "Não se julga a história enquanto ela está acontecendo. 

A Lava Jato mudou a política no Brasil. É um paradigma que fez a política caminhar para algo melhor."

A Folha recorda que, em conversa gravada em março de 2016, Jucá sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Lava Jato.



Queridos amigos e leitores do blog, se vocês não ver postagem do meu blog SUED E POSPERIDADE nos grupos do facebook é porque o mesmo bloqueou as minhas postagens, que eu vejo como punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês podem acessar o blog pelo Google, G+1, twitter e Pinterest, ou no próprio blog, podem compartilhar as notícias para a página de vocês.

AGRADEÇO A TODOS


sábado, 1 de abril de 2017

SÓ AGORA? Aécio chama Veja de covarde e diz que revista persegue homens honestos como ele; SAIBA!

SÓ AGORA? Aécio chama Veja de covarde e diz que revista persegue homens honestos como ele; SAIBA!
1 de abril de 2017
 

Apontado pelo ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, como aquele que seria “o primeiro a ser comido”, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) se deu conta, neste fim de semana, de que é a bola da vez.

O presidente nacional do PSDB foi capa da revista Veja, acusado receber propinas da Odebrecht numa conta no exterior.


Para tentar rebater as acusações, Aécio chamou a revista de covarde e disse ter a “indignação dos homens de bem”.

No entanto, dos 83 pedidos de inquéritos da “lista de Janot”, nada menos que seis referem-se a ele.


Aécio é acusado pela Odebrecht de receber propinas na Cidade Administrativa de Minas Gerais e em obras de usinas hidrelétricas. 

Outros delatores também o acusam de esquemas em Furnas.



sábado, 25 de março de 2017

Lava Jato: só um ano depois de denúncia, Supremo manda PF ouvir parlamentares citados

Lava Jato: só um ano depois de denúncia, Supremo manda PF ouvir 
            parlamentares citados
18:50 24.03.2017(atualizado 18:51 24.03.2017) 
Edson Fachin manda PF ouvir parlamentares envolvidos na Lava Jato
 Tânia Rêgo/Agência Brasil

 Um ano depois de tornadas públicas as denúncias feitas pelo então diretor da Transpetro, Sérgio Machado, o Supremo Tribunal Federal (STF) determina que a Polícia Federal tome os depoimentos dos senadores Romero Juca (PMDB-RO), Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente José Sarney e do próprio Machado.

A determinação do ministro Edson Fachin diz respeito às acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República, em fevereiro do ano passado, por crime de embaraço à Lava Jato e por tentarem barrar ou atrapalhar as investigações da operação.

Na opinião de  Antonio Marcelo Jackson, cientista político, e professor da Universidade  Federal de Ouro Preto (UFOP), o poder judiciário precisa se compenetrar de que precisa ter maior compromisso com a celeridade da apreciação dos processos sob sua responsabilidade. 

"Esta decisão do ministro Luiz Edson Fachin é referente a denúncias tornadas públicas por Sérgio Machado em março de 2016, portanto, há um ano. As denúncias partem de conversas que Sérgio Machado manteve com Romero Jucá que se tornaram públicas. 
E o que faz o Ministro Edson Fachin um ano depois? Ele está julgando, está dando uma decisão? Não, não. Ele está autorizando que o interrogatório seja feito. Ora, isso poderia ter sido feito um ano atrás", diz Jackson. 

Para o especialista, é preciso analisar os personagens envolvidos: um ex-presidente da República e um ex-presidente do Congresso Nacional, José Sarney e outras figuras proeminentes do governo.

"Ora, o poder esteve nas mãos dele tanto como chefe do Poder Executivo quanto do Poder Legislativo. Temos Romero Jucá e Renan Calheiros, este também ex-presidente do Senado e do Congresso. Sobretudo este que já havia renunciado para escapar à cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar. 

Ele voltou após se eleger novamente e continua detendo grande influência na vida política nacional mesmo não presidindo mais o Congresso Nacional. E o próprio Romero Jucá cujo nome apareceu várias vezes em brincadeiras de gosto duvidoso e também continua influente. E ainda temos o Sérgio Machado, que sabe de muitas coisas. Então, você espera tudo de ruim no final das contas."

Segundo Jackson, essas pessoas sempre estiveram no “olho do furacão.

"Ao mesmo tempo, devemos lembrar que, em política, as pessoas precisam de alianças e vamos lembrar daquela minha eterna crítica ao sistema político brasileiro que é o presidencialismo de coalizão, em que o poder é exercido pelo presidente da República mas em que ele precisa do apoio da Câmara dos Deputados e do Senado para poder governar. É uma espécie de pseudo-parlamentarismo", critica.

Já na opinião de Alberto Rollo, sócio-diretor da Rollo Advogados Associados e professor de Direito da Universidade Metodista Mackenzie, o prazo de um ano para a apresentação do pedido à Polícia Federal pode ser considerado um período normal.

"Todo dia tem Operação Lava Jato, todo dia tem gente com foro privilegiado, todo dia tem lista do Janot. As coisas do ano passado vão ficando superadas", diz Rollo.

O advogado explica que o caso está em fase de investigação e as diligências são pedidas pelo Ministério Público que pode oferecer denúncia ou arquivar o processo.




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Ministro do STF abre inquérito contra Renan, Sarney e Jucá; SAIBA!

Ministro do STF abre inquérito contra Renan, Sarney e Jucá; SAIBA!
9 de fevereiro de 201
 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, novo relator da operação Lava Jato após a morte de Teori Zavascki, autorizou nesta quinta-feira (8) a abertura de um inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e o ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado.

O inquérito é um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que os acusa de formação de quadrilha para tentativa de obstrução da operação Lava Jato.

O procurador-geral da República, ao pedir abertura de inquérito ao STF, entendeu que o “pacto” e o “grande acordo para botar o Michel” – a “saída Michel” – sugeridos por Jucá em uma gravação divulgada em maio do ano passado, representa uma tentativa de barrar as investigações da operação – ou seja, “estancar a sangria”, como o próprio Jucá definiu.

Janot, ao pedir a investigação, também argumenta que os quatro fizeram articulações para construir ampla base política no Congresso para aprovar leis que prejudicassem as investigações, além de tentarem cooptar ministros do Supremo para anistiar envolvidos em esquemas de corrupção.

Essa é a primeira abertura de inquérito de Fachin desde que assumiu a relatoria da Lava Jato no Supremo.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Bomba! Trechos da conversa de Machado e Jucá envolviam Aécio e Serra e só foram divulgados hoje

8/2/2017 11:05
Bomba! Trechos da conversa de Machado e Jucá envolviam Aécio e Serra e só foram divulgados hoje
 

A gravação das conversas do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e caciques do PMDB, em maio do ano passado, paralisou o mundo político no ápice do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Entre os áudios de Machado com José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR), alguns não foram vazados: os que incriminam diretamente Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB), Tasso Jereissati (PSDB), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB–PB) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

O jornal que teve acesso aos áudios, a Folha de S. Paulo, divulgou outros trechos dos áudios e transcrições. 

O conteúdo polêmico, que dava conta de um “grande pacto nacional” entre membros do PMDB, articulando para “estancar a sangria” e obstruir a Operação Lava Jato, envolvendo ainda nomes do Judiciário, foi suficiente para alimentar as manchetes dos meses seguintes.


Até o momento, o nome do PSDB aparecia como o partido “interessado” na paralisação das investigações, indicando inclusive esquemas de campanha de Aécio Neves que contaram com caixa dois para o financiamento. Entretanto, não apontava nomes dos políticos que articularam, juntamente com Renan, Jucá, Sarney e Machado, na obstrução da Justiça, culminando no impeachment.

No mesmo arquivo entregue por Sérgio Machado aos investigadores e que vazou à imprensa há um trecho de conversa entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro narrando um encontro, já então ocorrido, entre políticos do PSDB e do PMDB para apoiar a obstrução da Lava Jato.

O diálogo inicia com Romero Jucá informando que conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes de o Senado aceitar o impeachment. Lula intermediava junto a parlamentares do PMDB para que a sigla não rompesse com o partido, o PT, diante da crise política vivida pelo governo de Dilma Rousseff.

“A gente conversou um pouco com Lula sozinho, o Lula tentando uma saída [para a crise política]. Como é que sai, e como é que sai, porra, duma porra dessa? O governo nessa situação. O que a gente [PMDB] fez foi: nós não vamos romper [com o PT] no sábado, conseguimos segurar pra fazer o negócio sobreviver em unidade do partido”, disse.

Em seguida, Jucá avisava a Machado que com “o negócio [a situação política] meio amorfo, nós vamos receber as moções [de impeachment]”. “Mas não vamos votar essa porra [processo de impeachment], entendeu? Até num determinado momento poder reunir [os partidos interessados] pra votar, se precisar, então a gente fica num gatilho. Mas não tem que gastar [a armadilha] agora, nem queimar agora essa porra, nem o Michel [Temer], entendeu?”.

Ainda que com a intermediação de Lula para evitar que o Senado Federal recebesse o impeachment, Romero Jucá deixou claro a Machado que o partido concordou em esperar, mas aguardava apenas o momento certo para a aceitação do processo que culminaria na queda de Dilma Rousseff.

Após a explicação dada a Machado, o senador peemedebista admitiu que, apesar da conversa com o ex-presidente na tentativa de salvar o governo Dilma, os políticos se reuniram com o PSDB, em uma noite de jantar na casa do ex-governador e senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). 

Na ocasião, decidiram que o PMDB e o PSDB iriam se unir, e fechariam o tal acórdão nacional, que dias após gerou a queda definitiva de Dilma.

“Marcamos de noite um jantar com TASSO, na casa do TASSO. Fui eu, RENAN, EUNÍCIO, o TASSO, o AÉCIO, o SERRA, o ALOYSIO, o CÁSSIO, o RICARDO FERRAÇO, que agora virou psdbista histórico, aí conversamos lá. 

O quê que a gente combinou? Nós vamos, nós temos que tá juntos pra dar uma saída pro Brasil. Se a gente não tiver unido aí, com um foco na saída pra essa porra [paralisação da Lava Jato], não vai ter. 
E se não tiver, eu disse lá, todos os políticos tradicionais estão fudidos. Porque os caras [tucanos] disse: ‘não no TSE, se cassar [a chapa Dilma e Temer]’. ‘Ô AÉCIO, deixa eu te falar uma coisa, se cassar [a Dilma] e tiver eleição, nem tu, nem SERRA nisso aí, nenhum político tradicional ganha essa eleição, não”.

Somente após narrar esse encontro, é que Sérgio Machado questionou a Jucá se realmente “tinha caído a ficha” do PSDB. E o senador peemedebista então respondeu: “Caiu a ficha! Ontem eles disseram isso” – trecho então vazado pelo jornal Folha de S. Paulo.

INTERPRETAÇÃO REVERSA DA PROCURADORIA

Entretanto, apesar da clara citação, não divulgada pela imprensa no último ano, a delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado – nome do PMDB, mas que também carrega histórico junto ao PSDB, como deputado federal e senador -, reverte as provas trazidas com os áudios e inclui o PT como suposto interessado na obstrução da Lava Jato.

Machado conta aos procuradores da República que “a estratégia para embaraçar e impedir o avanço da Operação Lava Jato passa por um acordo amplo, envolvendo diversos partidos políticos, em especial PMDB, PSDB e alguns integrantes do PT, como Dilma e Lula”.

Ainda que as transcrições e os áudios de conversas de Machado com Jucá, Renan e Sarney não mostrassem medidas de Lula ou de Dilma, ou sequer narrasse diálogos de interesse de ambos em paralisar a Operação, o procurador-geral Rodrigo Janot comprou a tese de Machado:


Os trechos que seguem foram os detalhados, acima, pelo GGN. Dessa vez, é Machado quem conta aos investigadores a sua versão: “que o senador Romero Jucá confidenciou sobre tratativas com o PSDB nesse sentido facilitadas pelo receio de todos os políticos com as implicações da Operação Lava Jato, que essas tratativas não se limitavam ao PSDB, pois quase todos os políticos estavam tratando disso, como ficou claro para o depoente”.

Além de citar direta e especificamente as tratativas de Romero Jucá, Renan Calheiros, José Sarney, com José Serra e Aécio Neves, Machado também menciona negociatas com José Agripino (DEM-RN) e Fernando Bezerra (PSB-PE), estes dois últimos o senador Renan Calheiros contou que “combinaram de botá-lo na roda [do acórdão]”. “Eu disse ao AÉCIO e ao SERRA que no próximo encontro que a gente tiver, tem que botar o Zé AGRIPINO e o FERNANDO BEZERRA”, disse Renan a Machado.

A única citação que o ex-presidente da Transpetro conseguiu realizar sobre o envolvimento do PT, foi uma conversa com os peemedebistas Renan e Sarney, em que Machado sugeriu o raciocínio, em sua opinião: “Não dá para ficar como tá. Nós temos que encontrar uma solução. Se não, vai todo mundo. Como moeda de troca é preservar o Lula. [Senão], vai todo mundo de roldão”. 

De forma generalizada, assim explicou Machado aos procuradores da República: “O depoente tem a esclarecer que se referia à necessidade de paralisar a Operação Lava Jato, inclusive em face do ex-presidente LULA, ou todos os políticos seriam alcançados, haja vista o modelo de financiamento de campanhas eleitorais praticado há décadas no Brasil”.

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Fonte: DebateProgressista.com