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segunda-feira, 22 de março de 2021

MPF De Curitiba Escondeu Cargo De Embaixadora Para Não Perder Foro Contra Lula

SUED E PROSPERIDADE

22/03/2021

MPF De Curitiba Escondeu Cargo De Embaixadora Para Não Perder Foro Contra Lula

Celeste Silveira 22 de março de 2021

Procuradores do Ministério Público Federal queriam usar o depoimento de uma embaixadora sueca para enquadrar Lula no crime de tráfico internacional de influência. 

Como pessoas que atuam em cargo diplomático têm prerrogativa de foro, o grupo de Curitiba tentou “minimizar” o posto ocupado pela testemunha. A informação integra novo laudo enviado pela defesa do ex-presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal.

De acordo com as conversas, os procuradores queriam denunciar Lula por tráfico de influência e corrupção no caso da compra de nove caças suecos. Para isso, precisavam achar algum servidor público que teria sido “corrompido” pelo petista.

O caso era considerado fraco pelos procuradores, mas eles encontraram uma embaixadora sueca para ser arrolada como testemunha. Por causa do foro, Athayde Ribeiro Costa disse em 10 de agosto de 2016 que que dava para “alterar [o cargo]” da embaixadora.

Jerusa, provavelmente a procuradora Jerusa Burmann Viecelli, concorda e ajuda com a empreitada. “Tirei a foto da embaixadora e a referência ao cargo no texto. Paulo [Galvão], dá uma olhada?”

O tráfico de influência pune, com pena de dois a cinco anos e multa, a corrupção de funcionários estrangeiros por brasileiros.

Caso fraco
O caso dos caças sempre foi considerado fraco pelos integrantes do MPF de Curitiba. Como eles queriam pegar Lula mesmo assim, resolveram ouvir até Antonio Palocci, mesmo depois das oitivas de todas as testemunhas de acusação e defesa.

O processo dos caças começou no Paraná. Como se tornou “difícil” — nas palavras do procurador Paulo Galvão — fixar a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba, o caso foi para Brasília.

Curitiba sugeriu aos colegas do Distrito Federal que Palocci, delator de plantão do MPF, fosse ouvido de forma extemporânea, já que a oitiva das demais testemunhas já havia ocorrido.

Conforme mostrou a ConJur em 1º de março deste ano, o MPF não via “nada de anormal” na compra dos caças suecos. O ex-presidente acabou virando réu mesmo assim.

Dois meses antes da apresentação da denúncia formal pelo MPF do Distrito Federal, o assunto foi abordado pelo procurador identificado como “Orlando SP”, provavelmente Orlando Martello, que atuava no Paraná.

Orlando comenta que as investigações apontaram não haver “nada de anormal” na opção pelos caças suecos, mostrando que “a questão foi vista mais como uma opção política justificável”.

21 Sep 16
• “12:56:41 Orlando SP Sobre os caças. Nada de anormal na escolha. Tinha escolha normal, mas dentro da aeronáutica a questão foi vista mais como uma opção política, justificável em razão de transferência de tecnologia. Não correu boato sobre a escolha. Houve um upgrade no equipamento, depois de fechado o contrato, no valor aproximado de 1 bi. O detalhe é que uma empresa brasileira do RS foi contratada para auxiliar na implementação dos programas, transferência de tecnologia etc., mas o boato aí é que tinha favorecimento para filho de brigadeiro. A questão, entretanto, foi investigada pelo MP(F) e arquivaram a questão”.

*Do Conjur

CONTINUA

Lava Jato Escondeu Autos Que Basearam Prisão Um Ano Depois Da Investigação

Celeste Silveira 22 de março de 2021 

O juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba tinha escondido um outro processo, além daquele contendo escutas entre advogados e clientes, no qual constava a fundamentação de um pedido de prisão contra um ex-executivo da Odebrecht.

A mesma fundamentação foi reaproveitada, um ano depois, para justificar o cumprimento de medidas cautelares contra o réu. O que o juiz federal Luiz Antonio Bonat escondeu, portanto, era que não havia qualquer urgência no pedido de prisão preventiva.

Em artigo publicado pela ConJur, o advogado Gustavo Badaró, responsável pela defesa de Maurício Ferro, explica que as interceptações telefônicas que levaram à análise das conversas entre defendidos e defensores foram autorizadas em 9 de julho de 2018 e prorrogadas uma única vez em agosto. Depois disso, por ter constatado que foi grampeada interação entre advogado e cliente, o então juiz Sergio Moro determinou que o material fosse destruído.

No entanto, os autos desse procedimento que levou à escuta não foram juntados à ação principal. Mesmo assim, em 9 de abril de 2019, o delegado da Polícia Federal Filipe Hille Pace pediu à 13ª Vara de Curitiba que compartilhasse as conversas telefônicas interceptadas, no que foi atendido em 2 de maio pelo juiz Luiz Antonio Bonat.

Nessa nova investigação policial, que recebeu acesso aos diálogos, também não foi registrado o pedido do delegado, nem a autorização do juiz. “Se ao menos um ofício houvesse”, destaca Badaró, “a defesa poderia descobrir a existência dos autos secretos”.

Quando, em setembro de 2019, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar o caso e determinou a remessa dos autos para o Distrito Federal, o processo “invisível” não foi compartilhado.

Badaró só ficou sabendo da existência desse procedimento quando os advogados do ex-presidente Lula compartilharam com o STF mensagens trocadas entre os procuradores que citavam o número do processo “invisível”. Ele, então, pediu acesso aos autos, o que foi acatado por Bonat em 17 de março.

A partir do acesso a esse processo, o advogado descobriu um outro procedimento que também não foi compartilhado com as defesas, que constituía em fundamentação para prisão, busca e apreensão e bloqueio de bens contra Maurício Ferro. O desdobramento não foi juntado aos autos e também não foi enviado para a Seção Judiciária do DF.

Esse novo processo secreto trata de decretação de prisão temporária, busca e apreensão e sequestro de bens contra Ferro, determinada em 29 de junho de 2018. A ordem acabou não sendo cumprida, em primeiro lugar porque o ministro Dias Toffoli, do STF, atendendo à solicitação de um corréu em reclamação em setembro de 2018, suspendeu o andamento da ação penal para apreciar possível competência da Justiça Eleitoral.

Depois que essa liminar caiu, a ordem de prisão deixou de ser cumprida mais uma vez, por causa de uma outra liminar que determinou a suspensão de tramitação de todas as investigações criminais baseadas em relatórios do Coaf.

Depois de tudo isso, a fim de “evitar qualquer tumulto à análise e execução das medidas requeridas”, o Ministério Público afirmou, em 31 de julho de 2019, que apresentaria “em autos apartados novo requerimento de prisões, buscas e apreensões e bloqueio de bens, instruído unicamente com os elementos de prova que foram obtidos de forma absolutamente independente do RIF (Relatório de Inteligência Financeira do Coaf)”.

O problema é que, ao não juntar os autos de 2018 ao processo, sua existência ficou ocultada da defesa. Apesar disso, foram extraídas cópias e determinado o início de um novo procedimento, sobre os mesmos fatos, mais de um ano depois.

Se a defesa soubesse dos procedimentos anteriores, poderia atacar a ausência de contemporaneidade que justificasse a prisão temporária, posteriormente convertida em preventiva. Mas não foi o que aconteceu: Ferro foi preso em agosto de 2019, com base em investigações de mais de um ano antes, e só foi solto um mês depois, por outro motivo (a declaração de incompetência da 13ª Vara).

A justificativa de Bonat para não ter compartilhado os processos foi a existência de processos em excesso envolvendo as investigações da “lava jato”: “Importante observar, nesse ponto, que as declinações de ações penais relacionadas à assim denominada Operação Lava Jato, comuns nos últimos tempos, envolvem, via de regra, atividade garimpeira e hercúlea devido à enorme quantidade de processos que possuem algum liame, muitas vezes tênue, com tais ações penais”.

Segundo o advogado, só o juiz tinha acesso aos autos secretos. “Sergio Moro, nem Luiz Antonio Bonat, lembraram de vincula-lo à ação penal principal. Bonat também esqueceu de enviar os autos para a Seção Judiciária do Distrito Federal. Nesse ponto, pelo menos, Moro não esqueceu de avisar os Procuradores da República que tinha algo estranho nos diálogos. Para isso, sua memória funcionava bem!”.

Cai uma narrativa
Os procuradores que integravam a força-tarefa da “lava jato” repisam, em sucessivas notas envidas à ConJur, a impossibilidade de garantir a autenticidade do material apreendido com o hacker Walter Delgatti, com base no fato de que as conversas podem ter sido manipuladas — apesar de perícia da própria Polícia Federal atestando sua integridade.

Para Badaró, a existência do processo secreto com a escuta derruba essa narrativa. “O número de identificação desses autos era conhecido, até a semana passada, somente pela Autoridade Policial, o Juiz Federal e os Procuradores da força-tarefa da “lava jato”. Mas foram mencionados nos diálogos do aplicativo Telegram”, narra o advogado.

A única explicação para isso, aponta, é admitir que os diálogos são autênticos. “Creio que não seria plausível uma hipótese explanatória como: um hacker com poderes mediúnicos sabia o número de um procedimento secreto e o conteúdo de diálogos nele contidos, invadiu o telefone de um Procurador da República e falsamente inseriu tais dados nos diálogos de Telegram com Procuradores da República.”

*Do Conjur

Fonte: https://antropofagista.com.br/

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Deltan confessou em chat: prisão de Lula foi “presente da CIA”

SUED E PROSPERIDADE

09/02/2021

Deltan confessou em chat: prisão de Lula foi “presente da CIA”

08/02/2021

Procurador da extinta Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, confessou em mensagens vazadas, que a prisão do ex-presidente Lula teria sido um “presente da CIA”. As mensagens vazadas nessa segunda (8) levantaram ainda mais discussões sobre o papel dos EUA na prisão de Lula.

Dallagnol deixou soltar durante mensagens, quem os ajudou com a prisão do ex-presidente Lula.

O que antes parecia ser apenas suspeita, agora vem da boca dos próprios procuradores da Lava Jato. De acordo com novos documentos divulgados à imprensa, o ex-juiz Sérgio Moro entrou em conluio ilegalmente com autoridades estrangeiras.

De acordo com a reportagem do UOL, os integrantes da força-tarefa da Curitiba afirmaram que a sede da Polícia Federal de Curitiba iria se tornar um “local de peregrinação”. O coordenador Deltan Dallagnol comemorou: “Meooo caneco. Não da nem pra acreditar. Melhor esperar acontecer”.

Segundo Dallagnol, a prisão de Lula foi um “presente da CIA”,orgão de inteligência e espionagem do governo dos Estados Unidos, onde o procurador estava quando foi emitida a ordem de prisão contra o ex-presidente.

Veja os trechos:

18:20:27 Deltan: “Temos que pensar a segurança oras próximas semanas”

18:20:40 Laura Tessler: “eu já vou comemorar hoje”

18:20:41 Deltan: “Ou melhor, Vcs têm, pq estarei fora do país kkkk”

18:21:48 Paulo Galvão: “Deltan na Disney enquanto Lula está preso, isso vai ser noticia!”

18:25:49: Deltan: Presente da CIA

VÍDEOS RELACIONADOS:

CONTINUA

Novas mensagens revelam o complô da Lava Jato com a Globo contra Lula

09/02/2021

Novas mensagens da Vaza Jato, acabaram de sair e mostram o “namoro” entre a Rede Globo e a Lava Jato, por um alvo em comum: o ex-presidente Lula. As novas revelações causam ainda mais polêmica e jogam ainda mais lenha na fogueira, além de mostrar toda uma teia de conspirações montada com objetivo político claro: Prender Lula!

As novas mensagens da Vaza Jato, liberadas agora pouco no The Intercept, mostram o que muita gente já sabia.

A relação umbilical e comprometida politicamente, entre a Lava Jato e a Rede Globo.

De acordo com a matéria do The Intercept, a Dallagnol interessava o poder de mídia da Globo.

“A força-tarefa da Lava Jato colecionava troféus: em junho, os procuradores chefiados por ele haviam conseguido a prisão dos presidentes das superpoderosas empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo.”

Em um dos grupos de Telegram, em que a conversa foi encontrada pelos hackers, um dos Procuradores fala do encontro com  um dos chefões da Globo:

““Deltan, jantei na semana passada com o José Roberto Marinho (com quem tenho um ótimo contato desde a Rio +20) da Globo e conversei sobre a campanha e novas formas de aprofundarmos a divulgação. 

por alto em uma série no jornal nacional comparando os modelos de combate a corrupção de outros países e mostrando como as 10 medidas aproximaria o Brasil dos sistemas mais eficientes do mundo, mas há abertura para outras ideias. 

O diretor executivo de jornalismo da Globo está em contato conosco para conversar sobre o assunto. Vou fazer uma conversa inicial e colocá-lo em contato com você tudo bem?”, escreveu o procurador em agosto de 2015, no grupo Parceiros/MPF–10 Medida

A relação se mostrava umbilical e calcada em um ganha-ganha entre ambos, além de um inimigo comum de ambos: Lula.

Dallagnol já falava com o jornalista da Globo para tratar do repasse da informação exclusiva:

6 de julho de 2015 – Chat pessoal

Deltan Dallagnol – 11:18:20 – Oi NOME SUPRIMIDO , devo passar pra Vc ou pra NOME SUPRIMIDO aquele material?

Dallagnol – 11:18:28 – Ele deu uma melhorada até
Dallagnol – 11:18:48 – Pergunto pq ele me perguntou a respeito…
NOME SUPRIMIDO – 11:19:40 – Oi dr deltan. Aquele o sr deve passar pra mim
NOME SUPRIMIDO – 11:19:48 – Imagino que ele tenha ficado sabendo depois né
NOME SUPRIMIDO – 11:20:00 – Obrigada por me contar
NOME SUPRIMIDO – 11:20:40 – Ele te perguntou do material hoje ou na sexta?
NOME SUPRIMIDO – 11:20:48 – Pq conversamos na quinta
Dallagnol – 11:21:23 – Sexta depois de eu te ligar, mandou uma msg
NOME SUPRIMIDO – 11:21:47 – Então é pra mim mesmo, eu pedi primeiro , ele deve ter me ouvido conversar com a editora rs
Dallagnol – 11:21:59 – como nao falamos pra mais ninguém, imaginei que Vc falou…
NOME SUPRIMIDO – 11:22:08 – Pois é! Eu não falei!
NOME SUPRIMIDO – 11:22:32 – Mas tudo bem, fica entre nós
NOME SUPRIMIDO – 11:22:40 – Posso passar ai ou quer definir um horário
Dallagnol – 11:23:08 – Vamos nos falando. Mas te passo hoje com certeza. Qual o limite de horário?
NOME SUPRIMIDO – 11:23:28 – Umas 17h no máximo. Senão aperta o fechamento da matéria e pode não ir ao ar por conta disso
Dallagnol – 11:23:32 – Qdo for lá, queria entender melhor esse negócio do NOME SUPRIMIDO…
Dallagnol – 11:23:40 – Ok
NOME SUPRIMIDO – 11:23:44 – A gente conversa lá
Dallagnol – 11:30:15 – Pode passar 17h lá. Se ficar pronto antes, aviso
NOME SUPRIMIDO – 11:30:35 – Combinado

Veja a matéria completa no The Intercept

Fonte: https://falandoverdades.com.br/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Justiça arquiva investigação contra Lula e filho por falta de provas

SUED E PROSPERIDADE

11/12/2020

Justiça arquiva investigação contra Lula e filho por falta de provas

11/12/2020

Lula vem obtendo importantes vitórias judiciais, agora Lula e seu filho, Luis Claudio Lula da Silva, tiveram investigação contra os mesmos arquivada, por falta de materialidade com a denúncia. 

A investigação foi elaborada com base em uma delação da Odebrecht.

O ex-presidente Lula vem colecionando importantes vitórias judiciais seguidas. Contudo agora cai uma fake news contra Lula.

O juiz Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Federal de São Paulo, determinou nesta semana o arquivamento da investigação aberta contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Luis Claudio Lula da Silva a partir da delação premiada de Alexandrino Alencar, executivo da Odebrecht, e de Emílio Odebrecht.

Na delação “dirigida” ou melhor premiada, os delatores acusaram a empresa do filho do ex-presidente Lula de usarem a empresa Touchdown, para tráfico de influência e outros crimes.
 Sem Provas

A Justiça Federal  não viu configurado os crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro porque Lula, na época dos fatos, não ocupava cargo público.

Por falta de provas, a Justiça arquivou as investigações .

Lula tem obtendo diversas vitórias judiciais, por falta de provas diversas denúncias/investigações dos tempos da Lawfare da Lava Jato, estão ruindo

Até o momento, Lula só foi condenado em processos da Lava Jato conduzidos por Moro ou seus “aliados” diretos em Curitiba.

A Vaza Jato mostrou que a Lava Jato tinha um lado político.

Porém nem foi preciso de Vaza Jato, os próprios Procuradores da Lava Jato de Curitiba, admitiram que apoiaram e fizeram campanha para Jair Bolsonaro em 2018.

Além disso, a mulher do ex-juiz Sérgio Moro, comemorou euforicamente a vitória de Jair Bolsonaro, em 2018, pelas redes sociais.

CONTINUA

Documentário mostra provas que Moro foi juiz partidário e parcial

10/12/2020

Documentário mostra provas da atuação político-partidária e parcial do ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, o seu timing político para prender Lula, favorecer Jair Bolsonaro e fazer tudo para impedir o retorno do PT pelas vias eleitorais.  O filme documentário Moro: Mais que suspeito, foi lançado pelo Comitê Lula Livre.

Publicado originalmente no site da Rede Brasil Atual (RBA)

POR PAULO DONIZETTI DE SOUZA

O Comitê Lula Livre lança hoje (10) nas redes sociais o filme Moro: Mais que Suspeito. 

Classificada pelos organizadores como documentário de curta metragem (20 minutos), a produção compila, por meio do resgate de fatos e elementos interligados, o que considera provas da suspeição de Sergio Moro na condução de um processo que levou à eleição de Jair Bolsonaro em 2018. 

O lançamento ocorre no Dia Internacional dos Direitos humanos, e também dos 72 dois anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

E marca, ainda, o fato de o julgamento da suspeição de Moro dormir na fila do Supremo Tribunal Federal há dois anos – objeto da campanha #AnulaSTF.

O material é organizado cronologicamente. Mostra a atuação do ex-juiz como articulador da acusação e julgador ao mesmo tempo. E reforça o objetivo da Lava Jato de excluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, franco favorito, das eleições presidenciais vencidas pelo ex-capitão. 

O trabalho da campanha #AnulaSTF reúne e explica pelo menos sete provas de que Sergio Moro agiu com parcialidade e de a equipe da Lava Jato tinha em Lula não um réu qualquer, mas um inimigo. 

A primeira prova começa com a condução coercitiva a que Moro submeteu Lula em março de 2016. A segunda, o grampo executado e divulgado ilegalmente por Moro, de conversas entre Lula e Dilma Rousseff. Pela ação, Moro foi apenas advertido e pediu “escusas“. 

Isso depois de impedir que Lula compusesse o governo e trabalhasse pela contenção da crise política que levaria ao impeachment.

A gratidão de Bolsonaro

A terceira prova listada em Moro: Mais que Suspeito é a condenação de Lula, sem crime e sem provas, pelo caso do tríplex no Guarujá, em julho de 2017. 

O procurador Deltan Dallagnol mostrou temor pela falta de consistência da acusação, isso cinco dias antes da condenação, conforme revelou a Vaza Jato. A quarta prova ficou demonstrada pelo abuso de autoridade de Moro e dos juízes do TRF4, quando impediram a soltura de Lula determinada pelo magistrado Rogério Favreto. 

A quinta prova lista no filme é adiamento de um depoimento de Lula em agosto de 2018, que o impediu de se manifestar publicamente em sua defesa, quando já estava há meses preso em Curitiba.

A sexta prova foi o vazamento da delação de Antonio Palocci seis dias antes do primeiro turno da eleição. A delação havia sido rejeitada pelo Ministério Público três meses antes, segundo lembra o filme, e foi anulada dois anos depois pelo STF. 

E, por fim, a sétima prova, a nomeação de Moro como ministro da Justiça de Bolsonaro. O próprio presidente agradece ao ex-juiz e o responsabiliza pela sua eleição.

Todos esses são componentes são esmiuçados e os pontos entre um e outro, interligados. O filme Moro: Mais que Suspeito, será lançado às 19h nas redes do Instituto Lula.

 O programa Bom para Todos, da TVT, fará uma exibição antecipada às 15h desta quinta (10). O programa pode ser visto também aqui, na RBA. Assista:

ASSISTA:


Fonte: https://falandoverdades.com.br/

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

LAVA JATO COMEÇA A PERSEGUIR EX- PRESIDENTE DILMA PARA TENTAR MUDAR O FOCO SOBRE VAZAMENTOS DO INTERCEPT; CONFIRA!


LAVA JATO COMEÇA A PERSEGUIR EX- PRESIDENTE DILMA PARA TENTAR MUDAR O FOCO SOBRE VAZAMENTOS DO INTERCEPT; CONFIRA!

Escrito por Portal Click Política 11 de setembro de 2019

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As mais recentes operações da Lava Jato, deflagradas em 23 de agosto e nesta terça-feira (10), colocaram na mira a ex-presidenta Dilma Rousseff. 

As investigações se concentram em pessoas ligadas a ela, além de tratar do financiamento das suas campanhas presidenciais, em 2010 e 2014. 

Enquanto investigações anteriores focavam no entorno de Lula, os principais alvos destas são pessoas próximas à ex-presidenta, evidenciando mais um capítulo de perseguição sem fim aos governos petistas.

Batizada de Pentiti, a 64ª fase da Lava Jato foi uma referência às acusações do ex-ministro Antonio Palocci. 

Tais acusações motivaram buscas na casa da ex-presidente da Petrobras Graça Foster, nomeada em 2012 por Dilma, e também mirou Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda.

Ambos são acusados por Palocci de usar negócios da Petrobras para arrecadar fundos para a campanha de Dilma. 
Palocci afirmou ter sido informado por Lula que “entre Graça Foster e Guido Mantega havia um fluxo de informações permanentes, de modo que a então presidente da Petrobras passava listas de empresas que a estatal auxiliava ou que acabara de efetuar grandes pagamentos”.

Já a 65ª etapa levou à prisão nesta terça de Márcio Lobão. Segundo o MPF, ele e o pai, Edison Lobão, solicitaram e receberam propinas dos Grupos Estre e Odebrecht em R$ 50 milhões entre 2008 e 2014 e há indícios de que o filho do ex-senador permanecia praticando o crime de lavagem de dinheiro em 2019.

Edison Lobão e o filho Márcio Lobão já são réus na Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia aceita pela Justiça trata de crimes cometidos, segundo o MPF, entre 2011 e 2014, no valor de R$ 2,8 milhões, por intermédio da Odebrecht.

Com informações da reportagem de Wálter Nunes, publicada na edição desta quarta-feira (11) da Folha de S.Paulo
                                                                                                                                                                           

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quinta-feira, 18 de julho de 2019

‘QUANDO FICAR INSUSTENTÁVEL, TERÃO QUE LIBERAR LULA’, DIZ EUGÊNIO ARAGÃO


‘QUANDO FICAR INSUSTENTÁVEL, TERÃO QUE LIBERAR LULA’, DIZ EUGÊNIO ARAGÃO

Escrito por Portal Click Política 18 de julho de 2019

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O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão afirma que a Lava Jato é liderada por um pessoal de baixa qualificação e que tudo o que está sendo revelado pelo The Intercept “nós já sabiamos antes”. 

Ele ainda diz: ““Vamos precisar, na 2ª Turma, pelo menos do Ministro Celso de Mello para assumir claramente esse papel de defender o devido processo legal e reconhecer que Moro jamais poderia ser sido juiz de Lula.”

Aragão ainda complementa: “se ele fizer isso, estaremos bem e Lula poderá ser solto e o processo anulado. 

Se ele não fizer, a luta continua. Nós vamos demonstrar que tudo isso foi um grande engodo. Vai chegar uma hora que vai ficar insustentável”.

A reportagem do Blog da Cidadania destaca mais trechos da fala de Eugênio Aragão: 
“tudo isso divulgado hoje, de alguma forma já intuíamos, para nós não chegou a ser uma novidade. 

O novo é que pela primeira vez nós temos esses fatos provados, essa combinação entre o juiz e o Ministério Público acusador, que prejudicou a defesa. 

Isso não tem nem nome porque o processo penal hoje é visto por si só como uma atividade de grande risco do Estado.

 O processo penal manipula aquilo que chamamos monopólio da violência do Estado.

 Então o Estado tem que se conter. 

O Direito Penal não é uma arma contra o cidadão, ele é para proteger determinados bens jurídicos que são caros para aquilo que se denomina sociedade e para proteger aquele que é acusado em ataque ou investida injusta contra ele.

 Não é transformar uma persecução em um show, como eles têm feito. 

Isso degrada o Direito Penal e vai contra a presunção de inocência. 

Isso é um dos valores mais caros do Direito Penal.”

CONTINUA

MORO INTERFERIU NA SINDICÂNCIA DO GRAMPO ILEGAL NA PF

Escrito por Portal Click Política 18 de julho de 2019

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Por Marcelo Auler, em seu blog – Não foi apenas junto ao Ministério Público Federal que o então juiz Sérgio Moro, quando magistrado à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba, interferiu apresentando provas, sugerindo testemunhas e palpitando sobre investigações e peças de acusação, tal como mostraram diálogos revelados pelo The Intercept – ‘Não é muito tempo sem operação?’ .

Embora na função de julgar com imparcialidade os casos que lhe chegassem, Moro também palpitou em investigações feitas internamente na Superintendência do Departamento de Polícia Federal do Paraná (SR/DPF/PR). 

Ocorreu, pelo menos, na Sindicância SI-04/2014-SR/DPF/PR, instaurada para apurar o uso de um grampo ilegal na cela em que ficou preso o doleiro Alberto Youssef, dentro daquela superintendência.

A própria corregedora da SR/DPF/PR, delegada Rosicleya Baron de Albuquerque Barradas, encaminhou ao juiz a sindicância antes dela ter sido concluída. 

Atendeu um pedido do juiz, como revelou, em depoimento oficial, o delegado federal Maurício Moscardi Grilo, em fevereiro de 2017. 

Foi Moscardi quem presidiu aquela investigação interna que, segundo ficou provado posteriormente, tinha o intuito de abafar a utilização de uma escuta ambiental na cela, sem qualquer autorização legal.

A confirmação do grampo sem autorização judicial, logo no início da Operação Lava Janto – março de 2014 -, poderia (pode ainda?) contaminar todas as investigações que se seguiram, motivo da tentativa de abafar o caso.
Revelação Sigilosa – O depoimento de Moscardi é praticamente desconhecido. 

Encontra-se no Inquérito Policial 01/2017 – COAIN/COGER/DPF 01, instaurado em 2017 pela Coordenadoria de Assuntos Internos da Corregedoria Geral do DPF. 

Ele foi aberto a partir da conclusão de uma segunda sindicância – SI 04/2015 COGER/DPF -, realizada um ano depois da Sindicância presidida por Moscardi.

 Esta segunda investigação sobre o grampo ilegal foi presidida pelo delegado Alfredo Junqueira, da Corregedoria do DPF em Brasília.
O IPL 01/2017 deveria apurar possíveis responsabilidades criminais sobre o grampo.

 Mas acabou arquivado, a pedido dos procuradores da República da Força Tarefa da Lava Jato, em Curitiba, pelo juiz Nivaldo Brunoni, da 23 Vara Federal de Curitiba, onde ele tramitava tombado com o número 5003191-72.2017.4.04.7000/PR. 

O arquivamento contrariou a manifestação feita pelo delegado federal Marcio Magno de Carvalho Xavier, responsável pela investigação, que em 20 de julho de 2017, deixou claro que o seu trabalho ainda não estava concluído. 

No despacho consignou:

“Deste modo, como os procuradores atipicamente requereram o arquivamento do Inquérito Policial, antes mesmo da realização de diligências básicas e da confecção do relatório final, requer, que esse MM Juízo se digne a conceder a dilação de prazo para a conclusão deste Inquérito Policial“.

Ele, porém, não foi atendido. Rapidamente o inquérito foi arquivado e ninguém responsabilizado criminalmente pela ordem da colocação do grampo ilegal. 

Jamais, também, vieram a público o conteúdo das gravações captadas. Tudo foi jogado para debaixo do tapete.

O caso foi arquivado e mantido longe do acesso público. Com isso, a interferência de Moro na primeira sindicância, tal como admitiu Moscardi em depoimento prestado pelo delegado Magno, jamais tornou-se pública.

O relato do delegado pode ser conferido no vídeo abaixo.


260 horas de gravações – Na segunda sindicância em que a Corregedoria refez o trabalho de Moscardi, não apenas se confirmou que o grampo ilegal existiu como ainda captou conversas dos presos, tal como o Blog noticiou em outubro de 2015 – Surgem os áudios da cela do Youssef: são mais de 100 horas. 

Foram, ao todo, 260 horas de gravação, bem acima das 100 horas inicialmente noticiadas.

Na verdade, a captação de diálogos entre os presos da primeira fase da Lava Jato já tinha sido admitida na primeira reportagem que o Blog fez sobre o caso, em 20 de agosto de 2015 – Lava Jato revolve lamaçal na PF-PR. 

Na época, a partir de informações prestadas pelo advogado do doleiro Youssef, Antônio Augusto Lopes Figueiredo Basto, noticiamos:

“Figueiredo Basto admite que seu cliente teve fortes indícios de que suas conversas na custódia com os outros presos chegavam ao conhecimento dos delegados,

“Tivemos alguns indícios disso sim. Houve indícios, isso não tem dúvida. Mas, não em interrogatórios. Em conversas assim… que não tem como serem recuperadas. 

Eles nunca interrogaram diretamente sobre isso, mas os assuntos acabavam sendo abordados pelos delegados”.”-

O recente depoimento do doleiro Alberto Youssef levou a grande imprensa a falar do grampo ilegal como se fosse novidade.


Advogados se calaram – O medo de que tais gravações pusessem a perder a Operação Lava Jato falou mais alto do que o dever legal de que os possíveis crimes cometidos fossem devidamente apurados. 

Curiosamente até os advogados de defesa, a começar pelo do doleiro Alberto Youssef, se calaram sobre o assunto.

 Para Figueiredo Basto falou mais alto o interesse em um acordo de delação premiada do cliente.

Como ele, certamente outros advogados se calaram, diante da possibilidade de acordos de delação, que como a Folha de S. Paulo e The Intercept mostraram nesta quinta-feira, (Mensagens apontam que Moro interferiu em negociação de delações) também tiveram interferência ilegal de Moro.

Correndo atrás do prejuízo – Com raras exceções, como recentemente mostrou a reportagem de Vasconcelos Quadros, na Pública – Agência de Jornalismo Investigativo (Moro teria ignorado investigação da PF sobre provas ilegais em caso Odebrecht), as defesas dos réus da Lava Jato desistiram das cobranças destas apurações. Até porque a maioria desconhece a instauração do IPL 01/2017.

Embora a investigação sobre os possíveis crimes ali cometidos tenha sido abortada, continua a perseguição interna ao Agente de Polícia Federal Dalmey Werlang; 
Ele confessou, em 2015, a instalação do grampo ilegal a mando dos delegados Igor Romário de Paula, então Coordenador do Combate ao Crime Organizado, Rosalvo Ferreira Franco, na época superintendente do DPF no Paraná, e Márcio Adriano Anselmo, que coordenava a Operação Lava Jato dentro da SR/DPF/PR. 

Até hoje Werlang responde a Processo Administrativo Disciplinar o que o impede de se aposentar.

Foi nesse processo administrativo que o doleiro Youssef prestou depoimento em 27 de junho. Motivo que levou a chamada grande imprensa a falar da existência do grampo e da confirmação de que ele realmente captou conversas como se fosse algo desconhecido.

Embora tenha falado do grampo à época em que ele foi encontrado, a mídia tradicional jamais correu atrás da história e da devida apuração pois estava toda apoiando Moro, Dallagnol e os lavajateiros de Curitiba. 

Foram os Blogs que sustentaram essas cobranças, sem que a chamada grande mídia lhes dessem atenção. Agora, ela corre atrás do prejuízo.

Ao publicar esta reportagem, o Blog respalda-se em diversas decisões do Supremo Tribunal Federal que não considera crime jornalistas darem divulgação a documentos e peças de processos em segredo de Justiça. 

Trata-se de um dever de a imprensa levar a informação que recebe ao grande público, tal como o The Intercept vem fazendo. Mesmo se tratando de documento sigiloso.

Aos leitores e seguidores do Blog – Para participar da campanha que conseguiu eleger a chapa ABI: Luta Pela Democracia, de oposição à antiga diretoria da Associação Brasileira de Imprensa, o editor do Blog ausentou-se do mesmo nos últimos meses, deixando de atualizar as postagens. 

Por isso esperamos a compreensão dos leitores e seguidores com as limitações de nossas postagens que aos poucos tentaremos retornar.

 Desde já renovamos os agradecimentos àqueles que, mesmo com nossa ausência, não deixaram de contribuir para a sobrevivência do Blog e de seu editor. 

Tais contribuições sustentam, inclusive, viagens como a atual a Curitiba, cujas passagens e hospedagens estão sendo ofertadas por duas leitoras/apoiadoras do Blog, às quais deixamos registrado nosso agradecimento.

O Blog aderiu ao Jornalistas Pela Democracia.
 Entenda o que é e como funciona.


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