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terça-feira, 16 de março de 2021

Bolsonaro decide se vacinar e vai para fila

SUED E PROSPERIDADE

16/03/2021

Bolsonaro decide se vacinar e vai para fila

16/03/2021

Enquanto receitou cloroquina e azitromicina para o seu gado, Jair Bolsonaro resolve se vacinar, o presidente que irá completar 66 anos de idade, vai se vacinar e entra para fila de acordo com informações de jornalista da Revista Época.

Jair Bolsonaro vai ter que mudar de postura e irá se vacinar, é o que informa o jornalista Guilherme Amado da Revista Época.

Com 65 anos, ele vai esperar que a idade dele seja o público alvo da campanha para ser imunizado. No próximo dia 21, Bolsonaro completa 66 anos. No Distrito Federal, a previsão é que a vacinação de pessoas entre 72 e 73 anos comece na próxima quinta-feira, 18.

Em outras ocasiões, Bolsonaro afirmou que não tomaria o imunizante, criticou as vacinas falando que elas poderiam transformar as pessoas em “jacaré” como efeito colateral. 

Bolsonaro também falou mal da Coronavac, falando era a “vacina chinesa do Dória” e que não iria dar um centavo para o imunizante.

A mãe de Bolsonaro, no entanto, foi vacinada com a “vacina chinesa”.

Bolsonaro está sendo auxiliado por pessoas próximas à se vacinar e mudar sua postura. Os auxiliares acreditam que isso reforçará que Bolsonaro apoia a imunização em massa.

A postura no entanto não apagará sua política genocida, criminosa e que apela à Cloroquina e remédios sem eficácia.

CONTINUA

PF abre inquérito para investigar Renan Bolsonaro, filho ”04” de Bolsonaro

16/03/2021

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar Jair Renan Bolsonaro, conhecido como “04”, o filho caçula de Jair Bolsonaro, com isso todos filhos do presidente são investigados. Filho do presidente é lobista de grupo capixaba que obteve 75% de desconto no Imposto de Renda até 2028

A PF abriu um inquérito nessa segunda-feira (15) para investigar a empresa de Jair Renan Bolsonaro, o4, o filho caçula de Bolsonaro. O Ministério Público Federal (MPF) decidiu abrir um procedimento preliminar para apurar o caso após denúncias de parlamentares da oposição.

Jair Renan é lobista do grupo capixaba Gramazini Granitos e Mármores, que teve desconto no Imposto de Renda  de Pessoa Jurídica em 80%. Tudo através de um incentivo especial.

De acordo com informações do jornal O Globo, o benefício é bem diferente dos que é oferecido a maioria das empresas. Renan estaria atuando para que a empresa tivesse acesso ao governo, como lobista, se aproveitando de sua condição como de filho do presidente.

Levantamento do Diário Oficial da União (DOU) mostra que o grupo recebeu também menos 15 autorizações da Agência Nacional de Mineração (ANM) para prospectar novas áreas de mineração.

Com informações do jornal O Globo

Fonte: https://falandoverdades.com.br/

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Moro defende Bolsonaro em caso do caixa 2 e surpreende juízes e procuradores


Moro defende Bolsonaro em caso do caixa 2 e surpreende juízes e procuradores

4 hours ago Denúncias 07/10/2019


A atitude do ministro Sergio Moro de defender Bolsonaro das denúncias de envolvimento no caixa 2 do laranjal do PSL, quando as investigações ainda estão sob sigilo, provocou forte reação entre juízes e membros do Ministério Pùblico Fedetal (MPF). 

Moro demonstrou que é subserviente ao chefe e cometeu mais uma irregularidade

247 – É com “incredulidade”, que procuradores reagem às declarações de Moro em defesa de Bolsonaro no caso do laranjal do PSL, e quanot a Ministros de cortes superiores, com alarde, informa a coluna Painel da Folha de S.Paulo.
Para um membro do Superior Tribunal de Justiça, o chefe da PF mostrou parcialidade.

Afinal, Moro defendeu Bolsonaro afirmando que “nem a PF e nem o Ministério Público, que atuam com independência, viram algo contra o presidente nesse inquérito”, quando o caso se encontra sob sigilo, situação em que o ministro não deveria ter informações privilegiadas.

CONTIUNUA

“Bolsonaristas”de Portugal levam só 0,3% dos votos
2 mins ago Uncategorized 07/10/2019



Portugal é governado, desde novembro de 2015, pelo primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista (PS).

Em uma importante coalizão com o Partido Comunista Português (PCP) e o Bloco de Esquerda (BE), o país se livrou das políticas de austeridade impostas pelo Banco Central Europeu.

No início de 2015, 25% da população estava na pobreza.

Com os socialistas no comando, o salário mínimo subiu (de 505 euros para 600 ao mês), o desemprego despencou (de 16,2% em 2013 para 8,9% em 2018) e o país passou a crescer 2,7% ao ano – acima da média da União Europeia.

Segundo o primeiro-ministro, a fórmula é simples: “definimos uma alternativa à política de austeridade centrada em mais crescimento, mais e melhor emprego e mais igualdade”.

Ou seja: exatamente o contrário do que propõe o governo de Bolsonaro e Paulo Guedes no Brasil.

Neste domingo 6/X o povo português confirmou o apoio às políticas do PS: nas eleições parlamentares, o partido do primeiro-ministro António Costa obteve 36,6% dos votos – o que lhe garante 106 deputados em um congresso que possui 230 cadeiras.

O Partido Social Democrata (PSD), de centro, teve 27,9% dos votos e 77 deputados. O BE teve 9,7% e 19 deputados e a coalizão do PCP com os Verdes teve mais 6,7% e 12 cadeiras.
Dessa forma, a esquerda garantiu a maioria absoluta no parlamento.

António Costa afirmou na manhã de hoje 7/X que irá repetir a coalizão com o BE e o PCP: “o PS buscará renovar essa solução política”.

Para a direita, decepção: além dos 77 deputados do PSD, o Centro Democrático Social (CDS) conquistou apenas 5 assentos e a Iniciativa Liberal (IL) mais um deputado.
E a extrema-direita?
Pior ainda!

Em sua coluna no Globo, Bernardo Mello Franco mostra que o bolsonarismo não vingou em Portugal.

O partido populista “Chega” teve apenas 1,3% e elegeu um deputado.

Já outra agremiação de extrema-direita, o Partido Nacional Renovador (PNR) conquistou incríveis 0,3% dos votos – ou seja, nenhum deputado!

Mello Franco lembra que, em 2018, o PNR espalhou cartazes comemorando a vitória de Bolsonaro no Brasil: celebravam o “adeus à esquerda” e o fim do “marxismo cultural”.

Antes, nas eleições de 2015, o partido defendeu abertamente medidas como o fim da imigração e expulsão de refugiados.



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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Lava Jato desistiu de pedir que Lula pague multa para sair da cadeia


Lava Jato desistiu de pedir que Lula pague multa para sair da cadeia

53 mins ago Política 02/09/2019


A Lava Jato anteriormente, havia condicionado a progressão de regime ao ex-presidente Lula, ao pagamento de multa, no dia 2 de setembro, Procuradores da Lava Jato explicitaram que Lula só teria direito ao benefício do regime semi-aberto, Lula teria que pagar quantia fixada pelo Tribunal Superior de Justiça (STJ) em sua condenação,  o total de R$ 5 milhões.

  O MPF afirmou que apenas com o pagamento do valor, Lula teria direito ao benefício.

No entanto houve mudança de orientação dos Procuradores, que pediram a Justiça a “mudança de regime prisional mais brando” para Lula, sem a necessidade de pagamento da multa antes de Lula deixar a prisão na Polícia Federal de Curitiba.  

A decisão irá caber a juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba.  

A juíza, pediu a Polícia Federal, certificado da conduta de Lula na prisão e pediu um “cálculo atualizado da pena” de Lula, com multa em próximos aos R$ 5 milhões.

Lula se manifestou, afirmando que não aceitará a progressão de regime, para o semi-aberto e quer ser reconhecido como inocente e que seu processo seja anulado e cobrou o Supremo Tribunal Federal , 
no caso do Habeas Corpus feito pela defesa em que cobra a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro Diante das arbitrariedades cometidas pelos procuradores e por Sergio Moro, cabe agora à Suprema Corte corrigir o que está errado, para que haja justiça independente e imparcial. 

Como é devido a todo cidadão”, escreveu Lula.

 “Tenho plena consciência das decisões que tomei nesse processo e não descansarei enquanto a verdade e a Justiça não não voltarem a prevalecer”, encerra.

Com informações da VEJA


CONTINUA
Livro de Janot pode anular processo de Lula. Leia o trecho chave


3 hours ago Justiça Partidária


Reportagem do jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, destaca um trecho importantíssimo do livro do ex-PGR, que traz conversas dos procuradores Deltan Dallagnoll e Januário Paludo de setembro de 2016, quando foram procurar Rodrigo Janot para tentar forçá-lo a antecipar denúncia por organização criminosa contra o PT, a fim de sustentar a denúncia contra o ex-presidente Lula


– O livro do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot, escrito através de depoimentos aos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin, que já circula em pdf pela internet tem material suficiente para anular, desde o início, a ação penal que resultou na condenação de Lula no processo do triplex que lhe foi “atribuído” no Guarujá.

Desde o início, mesmo, porque a denúncia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro não tinha sustentação, nas palavras dos procuradores Deltan Dallagnoll e Januário Paludo em setembro de 2016, quando foram procurar o ex-PGR para dar-lhe uma “chave de galão” e forçarem-no a antecipar a denúncia por organização criminosa contra o PT.

Leia como é clara a narrativa de Janot:

“Precisamos que você [Janot] inverta a ordem das denúncias e coloque a do PT primeiro”, disse Dallagnol, logo no início da reunião.
(…)
“Não, eu não vou inverter. Vou seguir o meu critério. 

A que estiver mais evoluída vai na frente. 

Não tem razão para eu mudar essa ordem. 

Por que eu deveria fazer isso?”, respondi.

Paludo disse, então, que eu teria que denunciar o PT e Lula logo, porque, se não fosse assim, a denúncia apresentada por eles contra o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ficaria descoberta. 

Pela lei, a acusação por lavagem depende de um crime antecedente, no caso, organização criminosa. 

Ou seja, eu teria que acusar o ex-presidente e outros políticos do PT com foro no Supremo Tribunal Federal em Brasília para dar lastro à denúncia apresentada por eles ao juiz Sergio Moro em Curitiba. 
Isso era o que daria a base jurídica para o crime de lavagem imputado a Lula.

“Sem a sua denúncia, a gente perde o crime por lavagem”, disse o procurador.
(…)
O problema era delicado. Na fase inicial das investigações sobre Lula e o triplex, eu pedira ao ministro Teori Zavascki o compartilhamento dos documentos obtidos no nosso inquérito sobre organização criminosa relacionada ao PT com a força-tarefa. 

Eles haviam me pedido para ter acesso ao material e eu prontamente atendera. 

Na decisão, o ministro deixara bem claro que eles poderiam usar os documentos, mas não poderiam tratar de organização criminosa, porque o caso já era alvo de um inquérito no STF, o qual tinha como relator o próprio Teori Zavascki e cujas investigações eram conduzidas por mim.

Ora, e o que Dallagnol fez? Sem qualquer consulta prévia a mim ou à minha equipe, acusou Lula de lavar dinheiro desviado de uma organização criminosa por ele chefiada. 

Lula era o “grande general” , o “comandante máximo da organização criminosa”, como o procurador dizia na entrevista coletiva convocada para explicar, diante de um PowerPoint, a denúncia contra o ex-presidente.

 No PowerPoint, tudo convergia para Lula, que seria chefe de uma organização criminosa formada por deputados, senadores e outros políticos com foro no STF.

“Se você não fizer a denúncia, a gente perde a lavagem”, reforçou Dallagnol, logo depois da fala de Paludo.

“Eu não vou fazer isso!”, repeti.

Resumindo: foram usadas para sustentar a denúncia indícios cuja utilização estava proibida por um ministro do STF, o que era absolutamente sabido pelo Ministério Público.
É por isso que Zavascki, dias depois, em sessão da 2a. Turma do STF, disse que havia uma “espetacularização” na denúncia:

“Nós todos tivemos a oportunidade de verificar há poucos dias um espetáculo midiático muito forte de divulgação, se fez lá em Curitiba, não com a participação do juiz, mas do Ministério Público, da Polícia Federal, se deu notícia sobre organização criminosa, colocando o presidente Lula como líder dessa organização criminosa, dando a impressão, sim, de que se estaria investigando essa organização criminosa (em Curitiba)”, comentou o ministro.

Dois meses depois, o ministro morreria.

A nulidade do processo, agora, não cuida da parcialidade do juiz Sergio Moro, mas da inépcia da denúncia, primeiro passo da ação penal.

Nem as provas dependem de diálogos obtidos por “hackers”.

A Lava Jato desmorona rapidamente.



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sábado, 28 de setembro de 2019

Janot é alvo de ação no CNMP e pode ter sua aposentadoria cassada


Janot é alvo de ação no CNMP e pode ter sua aposentadoria cassada

Poder360  8 horas atrás 28/09/2019

 Para Moacir Guimarães Morais, o ex-PGR Rodrigo Janot (foto) divulgou a história com a intenção de ter maior lucro em livro que será lançado nesta semana
© Sérgio Lima/Poder360 Para Moacir Guimarães Morais, o ex-PGR Rodrigo Janot (foto) divulgou a história com a intenção de ter maior lucro em livro que será lançado nesta semana

O subprocurador da República Moacir Guimarães Morais entrou com 1 pedido no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) na 6ª feira (27.set.2019) para que o órgão investigue o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. 

A atitude vem após Janot divulgar que tinha planos de matar o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e, depois, se suicidar.

Para Moacir, o fato de Janot ter ido à uma sessão do STF armado já justifica o instauramento da investigação. 

Com isso, o ex-PGR corre o risco de ter sua aposentadoria cassada. 

Leia a íntegra do requerimento.

“Será que o ex-procurador pode ir armado para o Supremo Tribunal Federal e, ainda mais, com a intenção de dar 1 tiro na cabeça de 1 ministro? Isso aí não fere o decoro? 

A cassação da aposentadoria pode se impor decorrente da apuração de fatos por este órgão externo ao MPF, razão pela qual o suplicante requer a juntada aos autos da matéria”, argumenta Moacir.

Servidores do Ministério Público Federal, caso do ex-PGR, recebem, em média, R$ 17.904 ao se aposentarem.

Janot também é acusado pelo subprocurador de querer “sair do ostracismo” ao divulgar a história. 
O ex-PGR lança na próxima semana seu livro “Nada Menos que Tudo” –em que conta histórias de quando esteve à frente da Procuradoria Geral da República e atuou na operação Lava Jato.

“Ele está tentando obter lucro com a venda do livro. 
Aí vem com essa informação de que tentou matar o ministro Gilmar”, completa Moacir.

 
ENTENDA O CASO

Segundo o ex-procurador-geral Rodrigo Janot, logo depois de ele apresentar uma exceção de suspeição contra Gilmar Mendes, em 8 de maio de 2017, o ministro espalhou “uma história mentirosa” sobre sua filha. “E isso me tirou do sério”, disse.

O pedido de suspeição contra Gilmar Mendes foi feito no âmbito de uma análise de 1 habeas corpus de Eike Batista, com o argumento de que a mulher do ministro, Guiomar Mendes, atuava no escritório Sérgio Bermudes, que advogava para o empresário.

Ao se defender em ofício à então presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, Gilmar afirmou que a filha de Janot –Letícia Ladeira Monteiro de Barros– advogava para a empreiteira OAS em processo no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). 

Segundo o ministro, a filha do ex-PGR poderia na época “ser credora por honorários advocatícios de pessoas jurídicas envolvidas na Lava Jato”.

“Foi logo depois que eu apresentei a ação (…) de suspeição dele no caso do Eike. 

Aí ele inventou uma história que a minha filha advogava na parte penal para uma empresa da Lava Jato. Minha filha nunca advogou na área penal… e aí eu saí do sério”, afirmou o ex-procurador-geral.

O episódio também é mencionado no livro “Nada Menos que Tudo: Bastidores da Operação que Colocou o Sistema Político em Cheque”, escrito pelos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin com base em relatos do ex-PGR após ele deixar o cargo, em 2017. 

No entanto, Janot disse que narrou a cena “sem dar nome aos bois”.

CONTINUA


Confissões de Janot geram repulsa e reação de ministros no Supremo

Augusto Fernandes 11 horas atrás 28/09/2019

Rodrigo Janot e Gilmar Mendes
© Lula Marques/Agencia PT Rodrigo Janot e Gilmar Mendes

A confissão do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot  de que chegou a ir armado para uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar gerou uma forte reação da Corte. 

Ele teve suspenso o porte de arma, está impedido de entrar em qualquer área do tribunal e tem de ficar a pelo menos 200 metros de distância dos magistrados.


Nesta sexta-feira (27/9), por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa e no escritório de Janot em Brasília. 

Os agentes recolheram uma pistola, celulares, tablets e computadores. 

Os aparelhos eletrônicos serão analisados para verificar a existência de outros planos de assassinato eventualmente formulados pelo ex-PGR. Ele era esperado pelo STF para prestar esclarecimentos sobre o assunto, mas se recusou a prestar depoimento.

Partiu de Alexandre de Moraes também a ordem para suspender o porte de arma de Janot e impedir a entrada dele nas dependências do STF. O ministro atendeu a pedido feito por Gilmar Mendes à Corte. 

Segundo Moraes, a decisão teve como objetivo “evitar a prática de novas infrações penais e preservar a integridade física e psicológica dos ministros, advogados, serventuários da Justiça e do público em geral que diariamente frequentam essa Corte”.

Para Moraes, as revelações de Janot estão “alicerçadas em indícios de autoria e materialidade criminosas” e revelam um “quadro gravíssimo”. 

“As entrevistas concedidas sugerem que aqueles que não concordem com decisões proferidas pelos ministros desta Corte devem resolver essas pendências usando de violência, armas de fogo e, até, com a prática de delitos contra a vida”, alertou.

Gilmar Mendes, por sua vez, afirmou que o comportamento do desafeto mostra “tentações tresloucadas”. 

Ele disse não imaginar “que nós tivéssemos um potencial facínora comandando a Procuradoria-Geral da República” e recomendou a Janot “que procure ajuda psiquiátrica”.

“Confesso que estou surpreso. 
Sempre acreditei que, na relação profissional com tão notória figura, estava exposto, no máximo, a petições mal redigidas, em que a pobreza da língua concorria com a indigência da fundamentação técnica. 

Agora, ele revela que eu corria também risco de morrer”, alfinetou o ministro. 

“Nada mais me resta além de lamentar o fato de que, por um bom tempo, uma parte do devido processo legal no país ficou refém de quem confessa ter impulsos homicidas.”

O magistrado avaliou que o comportamento do ex-procurador-geral da República abre a possibilidade para que decisões judiciais no âmbito da Lava-Jato sejam colocadas em xeque. 

“Tenho a impressão de que se trata de um problema grave de caráter psiquiátrico, mas isso não atinge apenas a mim, atinge a todas as medidas que ele pediu e foram deferidas no Supremo Tribunal Federal. 

Denúncias, investigações e tudo o mais. É isso que tem de ser analisado pelo país”, disse.

Reações

O relato de Janot gerou reações também entre deputados federais e senadores. 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou: “Hoje, descobrimos que o procurador-geral da República queria matar o ministro do Supremo.

 Então, quem vai querer investir num país desse? Você ia querer investir?”, questionou, durante evento no Rio de Janeiro sobre parcerias público-privadas, concessões públicas e fundos de investimento em infraestrutura.

O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) classificou como “totalmente irresponsável as declarações de Janot”. 

“Anunciar que chegou perto de assassinar um ministro do STF só fará com que mentes insanas espalhadas Brasil afora comecem a cogitar realmente atitudes dessa natureza.

 Juristas, legalistas, democráticos devem reagir”, conclamou.

Já o senador Eduardo Braga (MDB-AM) pediu paz. “Quando o ódio dá lugar aos argumentos diante das divergências, chega a hora de repensar se o extremo é mesmo o melhor caminho a ser seguido. 

Por mais paz e por mais exemplos de engrandecimentos do ser humano”, comentou.

“Declarações infelizes”

Por meio de nota, o Instituto de Garantias Penais criticou Janot e frisou que ele “não possui a estabilidade mental necessária para exercer a função acusatória, ofício tão sensível em um Estado democrático de direito”. 

Para o instituto, a cogitação de homicídio “eleva os embates que os ministros têm que enfrentar — indevidamente — a cada habeas corpus fundamentadamente concedido”.

“Nesse sentido, todas as ações penais que conduziu o ex-PGR estão maculadas pela cólera que entorta e desencaminha o direito de punir do Estado. 

Estão, portanto, sob compreensível suspeita”, destacou o órgão. 

“Que das declarações infelizes emanem, ao menos, resoluções: aos injustiçados pela postura do ex-procurador, que se reveja a injustiça, e ao próprio ex-procurador, que possa receber auxílio médico e recobrar a temperança.”

Doutor em direito penal, Conrado Gontijo frisou que é “absolutamente espantoso imaginar que um procurador-geral da República, no auge da sua carreira, responsável por exercer uma função essencial para assegurar a democracia no Brasil, tenha cogitado a hipótese de praticar um ato tão descabido”. 

“É bizarro que alguém pretenda solucionar um desgaste de forma tão violenta. 

Isso põe em xeque a condição dele para conduzir um trabalho tão importante à época”, afirmou.

O que decidiu o STF

» Suspender o porte de arma de Rodrigo Janot
» Aplicar contra ele a medida cautelar de proibição de aproximar-se a menos de 200 metros de qualquer um dos ministros da Corte
» Impedir o acesso do ex-procurador-geral da República ao prédio sede e anexos do tribunal
» Coletar armas, computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos na casa e no escritório de Janot
» Colher depoimento do ex-procurador-geral da República. 

Janot se negou a prestar esclarecimentos
Entenda o caso

Rodrigo Janot era procurador-geral da República, em maio de 2017, quando entrou armado no prédio principal do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes. 

O então chefe do Ministério Público Federal chegou a ver o ministro, porém desistiu no último segundo. 

As declarações dele foram dadas ao Estadão, à Veja e à Folha de S.Paulo. 

“Não ia ser ameaça, não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (sic) e depois me suicidar”, afirmou o ex-procurador.

Ele contou que a intenção de atirar em Gilmar Mendes foi motivada por ataques que o ministro fez à filha dele. 

Quando era chefe do Ministério Público, Janot chegou a pedir a suspeição do magistrado na análise de um habeas corpus do empresário Eike Batista, sob o argumento de que a mulher do ministro, Guiomar Mendes, atuava no escritório de Sérgio Bermudes.

Ao se defender, Gilmar Mendes afirmou que a filha de Janot advogava para a empreiteira OAS em processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e poderia ser “credora por honorários advocatícios de pessoas jurídicas envolvidas na Lava-Jato”. 

A história aparece no livro de memórias Nada Menos que Tudo, a ser lançado pelo ex-chefe do MP em outubro. 

Na publicação, porém, Janot preferiu “não dar nome aos bois”. 



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