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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Tucano dono de R$ 43 milhões na Suíça é mantido sob sigilo





QUI, 15/11/2018 - 12:05 ATUALIZADO EM 15/11/2018 - 12:11

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – 

O jornalista Jamil Chade, do Estadão, divulgou nesta quinta (15) uma reportagem informando que documentos de uma cooperação internacional entre Brasil e Suíça afirmam que um membro do PSDB mantém no exterior cerca de R$ 43 milhões em propinas recebidas de empresas. 

O nome de todos os envolvidos, inclusive o do tucano, é mantido sob sigilo. 

Procurado, o partido disse que não irá se manifestar porque as informações não estão completas.

Chade lembra em sua reportagem que este é o segundo pedido de cooperação entre Brasil e Suíça. 

O primeiro trabalho conjunto gerou o envio de extratos bancários do chamado operador do PSDB de São Paulo, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, investigado por corrupção na Dersa.

Mas, segundo a matéria, o dono dos R$ 43 milhões na Suíça não é Paulo Petro, mas outro tucano cuja identidade está sendo protegida pelas autoridades.

Esta segunda cooperação começou com o Ministério Público Federal brasileiro solicitando a cooperação em junho de 2017, no âmbito de um "processo criminal instaurado contra B. e outros por lavagem de dinheiro e corrupção." 

A letra é foi colocada para indicar o tucano investigado, mas não corresponde à inicial de seu nome."
(...) 
os suíços mencionam a investigação brasileira e o fato de ela ter uma relação com o financiamento de campanha do partido" PSDB.

"De acordo com o tribunal da Suíça, a solicitação de cooperação do Brasil se refere a pessoas que seriam 'suspeitas de terem concordado que o grupo C.
 deveria pagar, em troca da implementação de um contrato de empréstimo celebrado por eles com D. 

(uma joint venture brasileira ativa no desenvolvimento do serviço rodoviário, controlada por governo do Estado de São Paulo para a construção, exploração, manutenção e gestão de autoestradas e nós intermodais), o dinheiro para financiar a campanha presidencial do PSDB”. 

C e D são a "empresas cujos nomes tampouco foram revelados". 

No pedido de cooperação, as autoridades brasileiras solicitaram o bloqueio de 10 milhões de francos suíços em contas relacionadas ao investigado. 

O valor equivale a R$ 43 milhões, pagos pelo "Grupo C", entre 2006 e 2012.


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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

FHC PARA A IMPRENSA INTERNACIONAL: Moro Não Tem Experiência Na Administração Pública


FHC PARA A IMPRENSA INTERNACIONAL: Moro Não Tem Experiência Na Administração Pública

Por Portal Click Política Em 12 nov, 2018

 

Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse não acreditar que Bolsonaro saiba alguma coisa a respeito de como vai governar. 

FHC ainda afirmou que a confirmação do juiz federal Sérgio Moro como ministro da Justiça preocupa, pois o juiz não tem experiência com a administração pública.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo – que replica a entrevista do Clarín – destaca a fala do ex-presidente sobre os fatores que levaram Bolsonaro à presidência: 

“insegurança das pessoas, condições econômicas ruins, desemprego e a revolução industrial das redes sociais, dão como resultado medo, um sentimento de quase ódio aos que estão no poder, ao PT especialmente, isso foi servido de bandeja para o fenômeno Bolsonaro.”

Sobre a nomeação de Moro, ele diz: “é arriscada porque ele nunca foi ministro. 

Mas creio que aceitou porque pensa que pode influenciar (o novo governo). 
Tomara que consiga”.

FHC rejeitou o rótulo de fascista para Bolsonaro: 

“o fascismo é algo organizado, com uma visão corporativa da sociedade, com um só partido, e ele é outra coisa 
(…) 
[Bolsonaro] representa um autoritarismo que pode ter uma base ideológico de qualquer tipo. 

Tem expressões autoritárias mas, se elas vão se materializar, ainda não sabemos.”


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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Como o PCC montou um império em SP sob Geraldo Alckmin. Por Kiko Nogueira


Como o PCC montou um império em SP sob Geraldo Alckmin. Por Kiko Nogueira

Publicado por  Kiko Nogueira  2 de agosto de 2018

Alckmin em 2010 com o então candidato a deputado estadual Ney Santos, acusado de ligação com o PCC
 Alckmin em 2010 com o então candidato a deputado estadual Ney Santos, acusado de ligação com o PCC; prefeito eleito de Embu das Artes, ele estava foragido

O que o PCC ganhou no acordo com o governo paulista em 2006?
Na época, a facção realizou vários ataques, especialmente a postos da Polícia Militar, de maneira coordenada. Eles foram interrompidos após uma reunião no presídio de Presidente Bernardes, no interior do estado.

De acordo com o Estadão, a solução foi encaminhada pela advogada Iracema Vasciaveo, então presidente da ONG Nova Ordem, que defendia os direitos dos presos e representava o PCC.

Iracema esteve com Marcola, o líder. 
O substituto de Geraldo, Claudio Lembo, deu aval para o encontro, bem como os secretários da Segurança Pública e da Administração Penitenciária — Saulo de Castro Abreu Filho e Nagashi Furukawa, respectivamente.

A história foi revelada pelo delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, que depunha  num processo contra advogadas supostamente ligadas ao 
crime organizado. “Eu apenas autorizei a viagem. 

O que aconteceu lá dentro, não tenho detalhes”, afirma Lembo.

O diabo está nos detalhes. Em tese, garantiu-se a rendição dos criminosos, desde que se assegurasse a integridade física deles. Os atentados cessaram, subitamente, e o poder do PCC só fez crescer.

 Geraldo sempre negou qualquer tipo de acordo, mas o fato é que a relação com o Primeiro Comando da Capital só se tornou mais confusa, para usar um eufemismo, com o passar do tempo.

O deputado Conte Lopes, ex-capitão da PM, declarou, certa vez, que “essa facção criminosa é cria do PSDB”. 
O PCC nasceu em 1993 na Cadeia Pública de Taubaté e sua relação com o governo paulista é recheada de episódios assombrosamente estranhos.

Em 2010, Alckmin pediu votos para um candidato a deputado estadual do PSC chamado Claudinei Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos.

Pouco depois, Santos seria preso, acusado de adulteração de combustível, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha.

Era também investigado por envolvimento com o PCC. Em seu nome, um patrimônio de 50 milhões de reais, incluindo uma Ferrari e um Porsche.

Acabou eleito prefeito de Embu.

Ok. Alckmin provavelmente não sabia do passado, do presente e do futuro de Santos. 

Mas nem sua equipe?

Em 2012, um inquérito sobre o envolvimento de PMs com o PCC foi arquivado. Um ano depois, aconteceu outro episódio de ampla repercussão, em que o governador saiu-se como herói na luta contra os bandidos.

Ele teria sido ameaçado de morte, segundo um recado interceptado. 

“Os bandidos dizem que as coisas ficaram mais difíceis para eles, pois eu quero dizer que vai ficar muito mais difícil”, disse GA, triunfal, em Mirassol. 

“Nós não vamos nos intimidar. 

É nosso dever zelar pelo interesse público.”

Alckmin com suposto líder do PCC

tvamigospl Publicado em 20 de set de 2010



Não contavam com a astúcia do ex-secretário Antônio Ferreira Pinto, que revelou que a escuta dos membros do PCC circulava desde 2011.

“Esse fato não tinha credibilidade nenhuma. 

A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham. Tanto que o promotor passou ao largo delas”, falou.

“Aí vem o governo e diz: ‘Não vou me intimidar’. Ele está aproveitando para colher dividendos políticos”.

 De novo: Geraldo, muito possivelmente, não tinha ideia de que as tais ameaças tinham dois anos de idade e nunca foram levadas a sério.

No início de 2014, outro evento inacreditável. 
Um relatório vazado do Ministério Público dava conta de um esquema para tirar Marcola e outros três chefões da penitenciária de Presidente Venceslau.

O plano estaria sendo arquitetado há oito meses.

Os homens já tinham serrado as grades das janelas de suas celas, colocando-as de volta em seguida, devidamente pintadas. 

Eles sairiam dali para uma área do presídio sem cobertura de cabos de aço, de onde seriam içados por um helicóptero com adesivos da Polícia Militar.

O “vazamento” do documento criou situações surreais. Policiais ficaram de tocaia aguardando os meliantes. Jornalistas correram para lá. 

No Jornal Nacional, um repórter perguntava, sussurrando, a um franco atirador como funcionava a arma dele. Diante da falta de ação, era o jeito.

Claro que não aconteceu nada. Alckmin, no entanto, estava pronto para faturar. 

Na Jovem Pan, elogiou “o empenho da polícia de São Paulo, 24 horas, permanentemente, contra qualquer tipo de organização criminosa, tenha a sigla que tiver. São Paulo não retroage, não se intimida”. 

Para ele, “lamentavelmente, isso acabou vazando.”

O PCC, hoje, controla áreas inteiras da cidade, as cadeias, tem ligação com escolas de samba e mantém bases no Paraguai e na Bolívia. 

Um fenômeno. Graças à transferência de presos, São Paulo exportou membros da organização para todo o país.

Naquele ano de 2006, Geraldo deu uma entrevista a uma rede de televisão australiana. 
A jornalista quis saber sobre os “grupos de extermínio” e sobre as ações da facção. 

Irritado, o “Santo” da Odebrecht se levantou da cadeira e encerrou o papo abruptamente.

“Esse é um problema do governo estadual. 
Você deveria ir falar com eles. Tchau, tchau. Bye, bye”, diz.

 “Se eu soubesse que era sobre isso, não tinha entrevista. 
Não faz o menor sentido”, continua, numa indireta a seus assessores.

A entrevistadora ainda tentou, inutilmente, um apelo: “Alguém precisa falar sobre isso”.

Alckmin foge da responsabilidade


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 Publicado em 9 de out de 2006





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domingo, 8 de julho de 2018

LAVA JATO RUIU: FANTÁSTICO TENTA SOCORRER O “COMBALIDO” MORO E ATACA FAVRETO


LAVA JATO RUIU: FANTÁSTICO TENTA SOCORRER O “COMBALIDO” MORO E ATACA FAVRETO



Quem assistiu o Fantástico da Globo neste domingo (08) observou um fato lamentável.

Durante a reportagem sobre a “briga judicial” no tocante a soltura do ex-presidente Lula, a emissora carioca colocou imagens bem antigas do desembargador Rogério Favreto do Tribunal Regional Federal da 4° Região de Porto Alegre.

Para um bom entendedor, meia palavra basta. 

A Globo tentou dar a entender ao seu público, que o magistrado que determinou o HC do ex-presidente era 
“imaturo” e “inexperiente”, numa tentativa desesperada de socorrer o juiz Sérgio Moro, “manchado” por sua parcialidade e vinculação ao PSDB.

O Fantástico usou suas armas, porém, para muitos, sem êxito, tendo em vista que a Rede Globo perdeu a moral no tocante a Lula, haja vista de sua campanha de ódio que já ultrapassa os quatro anos contra o ex-presidente.

Lula continua imbatível nas pesquisas e mesmo encarcerado venceria as eleições de qualquer pré-candidato apresentado até o momento.

Vale ressaltar que Juristas de todo o país se manifestaram sobre o episódio lamentável em Curitiba.

CLICK POLÍTICA




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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Jornalista diz que FHC pedia dinheiro a Odebrecht e só Moro não sabia


Jornalista diz que FHC pedia dinheiro a Odebrecht e só Moro não sabia

6 hours ago  07/06/2018 Denúncias


“No dia 21 de setembro de 2010, pouco antes da eleição, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso enviou um email a Mercelo Odebrchet, com um singelo e revelador indicativo de assunto: ‘O de sempre’. 

Odebrecht certamente já sabia do que se tratava”, diz o jornalista Ricardo Kotscho, acrescentando que o empresário ficou mais de dois anos preso e nunca foi chamado por Sérgio Moro 

“para esclarecer o conteúdo dos emails encontrados nos discos rígidos do computador do empresário”; Kostcho critica a falta de interrogatório a FHC “mesmo que haja provas cabais para a instalação de processos”

Por Ricardo Kotscho, em seu blog – No dia 21 de setembro de 2010, pouco antes da eleição, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso enviou um email a Mercelo Odebrchet, com um singelo e revelador indicativo de assunto:
“O de sempre”.

Odebrecht certamente já sabia do que se tratava.

Não era um eventual “pedido” de recursos para o partido, não registrados pelas campanhas do PSDB. Ou seja, “caixa dois”, como se costuma dizer quando envolve outros partidos.

Naquele e-mail, FHC pede perdão pela insistência e volta a solicitar “o de sempre”, desta vez para a campanha de Flexa Ribeiro, candidato a senador pelo PSDB do Pará:

FHC: “Ainda há tempo para eles alcançarem, no caso na verdade é manterem a posição que os leva ao exito”.

Odebrecht: “Flexa não sei dizer, mas vou verificar”.

No dia 13 de setembro, FHC havia enviado o primeiro email ao empreiteiro, com um direto indicativo de assunto, “pedido”, para reforçar a conversa que tiveram durante um jantar em que o ex-presidente pediu socorro ao amigo:

FHC: “O candidato ao Senado pelo PSDB do Mato Grosso, Antero Paes de Barros, ainda está em segundo lugar, porém a pressão do governismo, ancorada em muitos recursos, está fortíssima. 

Seria possível ajudá-lo? Envio abaixo os dados bancários”.

Em resposta, Marcelo Odebrecht falou para ele ficar tranquilo:

Odebrecht: “Depois aproveito e lhe dou o feedback dos demais apoios e reforços que fizemos na linha do que conversamos”.

É a primeira vez, que o nome de FHC aparece, com provas, como arrecadador de recursos para campanhas tucanas, mas o assunto não mereceu manchetes no noticiiário.

O que aconteceu?

Marcelo Odebrecht ficou mais de dois anos preso em Curitiba sob os cuidados de Sergio Moro, que o condenou, mas nunca foi chamado pelo juiz para esclarecer o conteúdo dos emails encontrados nos discos rígidos do computador do empresário.

A troca de mensagens foi localizada por peritos da Polícia Federal e anexada a um dos processos em que o ex-presidente Lula é réu, segundo relata Ana Luiza Albuquerque, na Folha.

Por que só foi revelada agora pela revista Veja? Não vinha ao caso?

São muitas as perguntas e dúvidas que envolvem esta extemporânea denúncia que envolve os nomes de dois ex-presidentes, por acaso um do PSDB e outro do PT.

FHC não se limitava a pedir recursos à Odebrecht para as campanhas tucanas.

Numa outra troca de mensagens, em dezembro de 2010, o assunto era “iFHC”, o nome do instituto criado pelo ex-presidente, com recursos fornecidos por grandes empresas, no final do seu segundo mandato, em 2002.

Neste e-mail, André Amaro, presidente da Odebrecht Defesa e Tecnologia, diz a Marcelo que, em alinhamento com Emílio Odebrecht, informou a um certo 
“Daniel” que a empreiteira contribuirá com R$ 1,8 milhão em 24 meses, “conforme acertado no último encontro dos empresários no instituto”.

Não seria interessante, só por curiosidade, saber quem era esse “Daniel”, ou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba não tem tempo para perder tempo com isso?

A resposta de Marcelo Odebrecht:

“Ele me comentou. Parece que meu pai puxou para cima. Deixe meu pai avisado”.

Saberemos algum dia o final desta história?
Procurado pela Folha, FHC disse via assessoria:

“Posso ter pedido, mas era legal. Não sei se deram e não foi a troco de decisões minhas, pois na época eu estava fora dos governos, da República e do Estado”.

Sim, em 2010 FHC estava há oito anos afastado do governo central, mas o PSDB continuava disputando eleições.

Existe em campanhas algo chamado “expectativa de poder” que move os doadores de recursos e FHC certamente conhece este fenômeno.

O candidato tucano José Serra chegou a liderar as pesquisas na eleição presidencial e o PSDB tinha grandes chances de manter o poder em Minas e São Paulo, além de Ceará e Mato Grosso, onde a empreiteira tem interesses.

FHC também conhece, certamente, aquela expressão de que não há “almoço grátis”.

Ao contar esta história, reforço a minha impressão, cada vez mais generalizada, de que na nossa Justiça impera a teoria de dois pessoas e duas medidas, a depender de quem são os políticos envolvidos.

Uns vão para a cadeia; outros não são nem importunados, mesmo que haja provas cabais para a instalação de processos.


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