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domingo, 26 de março de 2017

Ciro elogia Haddad, mas não o vê como seu vice em 2018

Ciro elogia Haddad, mas não o vê como seu vice em 2018
Candidatura de Ciro e Haddad é sugerida pelo governador do Ceará e por blogs de esquerda

HÁ 23 HORAS  25/03/2017  POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), que lançou oficialmente a sua pré-candidatura às eleições presidenciais de 2018 no último domingo (19), vem elogiando o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP), mas não o vê como vice, apesar das sugestões que recebeu de político e blogs de esquerda.

A candidatura da chapa foi sugerida pelo governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e vem sendo aclamada por blogs de esquerda, segundo publicou a jornalista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo.

No entanto, o candidato alega que Haddad é um "homem respeitabilíssimo", mas que o PT não abriria mão de lançar um candidato próprio para a Presidência do país.



sábado, 25 de março de 2017

Lava Jato: só um ano depois de denúncia, Supremo manda PF ouvir parlamentares citados

Lava Jato: só um ano depois de denúncia, Supremo manda PF ouvir 
            parlamentares citados
18:50 24.03.2017(atualizado 18:51 24.03.2017) 
Edson Fachin manda PF ouvir parlamentares envolvidos na Lava Jato
 Tânia Rêgo/Agência Brasil

 Um ano depois de tornadas públicas as denúncias feitas pelo então diretor da Transpetro, Sérgio Machado, o Supremo Tribunal Federal (STF) determina que a Polícia Federal tome os depoimentos dos senadores Romero Juca (PMDB-RO), Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente José Sarney e do próprio Machado.

A determinação do ministro Edson Fachin diz respeito às acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República, em fevereiro do ano passado, por crime de embaraço à Lava Jato e por tentarem barrar ou atrapalhar as investigações da operação.

Na opinião de  Antonio Marcelo Jackson, cientista político, e professor da Universidade  Federal de Ouro Preto (UFOP), o poder judiciário precisa se compenetrar de que precisa ter maior compromisso com a celeridade da apreciação dos processos sob sua responsabilidade. 

"Esta decisão do ministro Luiz Edson Fachin é referente a denúncias tornadas públicas por Sérgio Machado em março de 2016, portanto, há um ano. As denúncias partem de conversas que Sérgio Machado manteve com Romero Jucá que se tornaram públicas. 
E o que faz o Ministro Edson Fachin um ano depois? Ele está julgando, está dando uma decisão? Não, não. Ele está autorizando que o interrogatório seja feito. Ora, isso poderia ter sido feito um ano atrás", diz Jackson. 

Para o especialista, é preciso analisar os personagens envolvidos: um ex-presidente da República e um ex-presidente do Congresso Nacional, José Sarney e outras figuras proeminentes do governo.

"Ora, o poder esteve nas mãos dele tanto como chefe do Poder Executivo quanto do Poder Legislativo. Temos Romero Jucá e Renan Calheiros, este também ex-presidente do Senado e do Congresso. Sobretudo este que já havia renunciado para escapar à cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar. 

Ele voltou após se eleger novamente e continua detendo grande influência na vida política nacional mesmo não presidindo mais o Congresso Nacional. E o próprio Romero Jucá cujo nome apareceu várias vezes em brincadeiras de gosto duvidoso e também continua influente. E ainda temos o Sérgio Machado, que sabe de muitas coisas. Então, você espera tudo de ruim no final das contas."

Segundo Jackson, essas pessoas sempre estiveram no “olho do furacão.”

"Ao mesmo tempo, devemos lembrar que, em política, as pessoas precisam de alianças e vamos lembrar daquela minha eterna crítica ao sistema político brasileiro que é o presidencialismo de coalizão, em que o poder é exercido pelo presidente da República mas em que ele precisa do apoio da Câmara dos Deputados e do Senado para poder governar. É uma espécie de pseudo-parlamentarismo", critica.

Já na opinião de Alberto Rollo, sócio-diretor da Rollo Advogados Associados e professor de Direito da Universidade Metodista Mackenzie, o prazo de um ano para a apresentação do pedido à Polícia Federal pode ser considerado um período normal.

"Todo dia tem Operação Lava Jato, todo dia tem gente com foro privilegiado, todo dia tem lista do Janot. As coisas do ano passado vão ficando superadas", diz Rollo.

O advogado explica que o caso está em fase de investigação e as diligências são pedidas pelo Ministério Público que pode oferecer denúncia ou arquivar o processo.




sexta-feira, 24 de março de 2017

Globo tirou Moro pra dançar, e os dois miram em blogueiro pra pegar Lula

Globo tirou Moro pra dançar, e os dois miram em blogueiro pra pegar Lula
24 de março de 2017
O JN dera o recado, dois dias antes: não abuse, querido! Moro se ajoelhou, na contra-dança da hipocrisia: meu alvo é só o blogueiro; não tocarei no sagrado sigilo da fonte. E a Globo então voltou à carga. Agora, sim, à vontade para atacar Eduardo Guimarães. E chegar em Lula.
Por Rodrigo Vianna
 Moro, o juiz de camisa preta, faz tabelinha com a Globo

Vamos recuperar os fatos.
Terça-feira (21 de março), o juiz Moro manda a PF bater à porta do blogueiro Eduardo Guimarães. Acontece a famigerada “condução coercitiva”: sem jamais ter sido intimado antes nesse processo, sem jamais ter se recusado a depor, Eduardo é arrastado de casa num camburão.  

Presta depoimento sem a presença de advogado. E é intimidado pela PF que, a mando do juiz Moro, quer saber:qual foi a fonte que passou a ele, Eduardo, a informação de que Lula seria vítima da etapa de número 24 da Lava-Jato? Eduardo avisou Lula ou assessores dele?

No mesmo dia 21 de março de 2017, milhares de pessoas se mobilizam e denunciam a ação autoritária do juiz de camisas negras.  O sigilo da fonte é garantia constitucional! Mas Moro alega que Eduardo não é jornalista, e por isso não teria direito a tal proteção.

Parêntesis: em 26 de fevereiro de 2016, Eduardo publicara em seu conhecido blog um texto em que revelava ter recebido informações de dentro da Lava-Jato, dando conta de que Lula e família seriam alvo de operação. Dia 4 de março, Lula sofre condução coercitiva, confirmando a informação publicada por Eduardo. 

O blogueiro cumprira papel de jornalista, adiantando a informação em alguns dias. E isso mesmo sem ganhar a vida como jornalista. Mas Moro resolve fustigá-lo, abalando dois pilares da democracia: o sigilo da fonte e a livre expressão.

Ricardo Noblat, Reinaldo Azevedo, André Forastieri, Kennedy Alencar, Bob Fernandes e outros jornalistas conhecidos (alguns deles sem nenhuma afinidade ideológica com Eduardo) se manifestam contra a ação abusiva do juiz de camisas negras. Da mesma forma o fazem a organização Repórteres sem Fronteiras, o enviado da OEA para Liberdade de Expressão e o prestigiado site internacional The Intercept.

Publicam-se críticas duras a Moro, o juiz inquisidor. Mais que isso: o Brasil e o mundo percebem que Moro usara sua função pública para se vingar de um blogueiro que é crítico ferrenho da Lava-Jato e que mantem com Moro duros contenciosos – no CNJ e na Justiça Federal.

Mas o fato mais importante: na terça à noite (dia 21 de março), a Globo noticia a prisão arbitrária de forma surpreendente. Ao invés de escrachar Eduardo (como fizera com outros presos da Lava-Jato), a emissora publica uma longa “nota pelada” (nome técnico para notícia de TV lida pelos locutores, sem imagem) em que dá tempos semelhantes às justificativas de Moro e às criticas contra a ação dele.

O recado da Globo foi claro: “você, juiz de primeira instância, ultrapassou os limites ao prender alguém para que revele suas fontes”.

Moro piscou. Dois dias depois, quinta-feira (23 de março) o juiz publicou uma decisão pusilânime: tentou se justificar, ressaltando que Eduardo entregou as fontes para os interrogadores da PF, sem ter sofrido grandes pressões, o que denotaria que ele “não é um verdadeiro jornalista”. 

Mesmo assim, o juiz se mostrou arrependido e mandou que dos computadores e dos celulares apreendidos de Eduardo não se extraiam provas que ajudem a quebrar o sagrado sigilo da fonte.

Touché!
A decisão não significou que Moro reconheceu o erro. Mas que ele se ajoelhava para a Globo.

O JN dera o recado dois dias antes: não abuse, querido!

Moro devolveu, na contra-dança da hipocrisia: meu alvo é só o blogueiro (e através dele espero chegar em Lula), mas não tocarei no sagrado sigilo da fonte (até porque, cá entre nós, já imaginou se a Policia mostrar as conversas de Merval, digamos, com Serra, ou os acertos da família Marinho com um Gilmar Mendes?).

Moro se ajoelhou. E então a Globo, nesta quinta (dia 23), voltou à carga. Agora, sim, à vontade para atacar Eduardo Guimarães.

A reportagem do JN nesta quinta foi amplamente favorável à Lava-jato, dando a entender que o blogueiro é parte de uma trama maquiavélica contra a Justiça. 

De forma abjeta, o JN cita até um “relacionamento amoroso” entre a auditora fiscal (que seria a responsável primeira pelo vazamento) e um jornalista de Curitiba – que por sua vez teria repassado toda a papelada a Eduardo em São Paulo.

Qual a relevância de falar do “relacionamento amoroso”, a não ser um constrangimento? O policial ou procurador que passou essa informação adiante sabe bem o efeito que ela pode ter entre os acusados.

Está claro que Moro não recuou coisa nenhuma diante da reação dos jornalistas. Ele só se ajoelhou à Globo, a quem presta reverência.

E o mais grave: ele reconhece que errou ao avaliar que Eduardo não teria direito a sigilo da fonte. Mas faz isso depois de ter quebrado o sigilo telefônico de Eduardo, justamente para localizar as fontes (a auditora e o jornalista de Curitiba).

Moro age, portanto, com cinismo. E a Globo acata essa dança hipócrita. Mais do que acatar, a Globo é quem comanda a dança.
Mas o juiz pode ter arrumado confusão.

Eduardo devolveu hoje, narrando de forma minuciosa a maneira 
intimidatória como foi preso e interrogado – sem que se permitisse a ele o acompanhamento de um advogado. E mais: ao prender Eduardo, Moro na verdade já sabia quem teriam sido as fontes – porque quebrara o sigilo telefônico do blogueiro.

Ou seja: Moro hipocritamente reconhece que Eduardo tem direito a sigilo da fonte, e por isso manda que se expurguem dos autos provas que ameacem tal sigilo. Mas esse reconhecimento vem depois que o juiz já cometeu a ilegalidade: quebrou o sigilo telefônico de Eduardo atrás da fonte.

Moro fez isso com um blogueiro. Amanhã pode fazer com qualquer um.

A figura de Moro, como juiz medieval, começa a correr o mundo. Com suas camisas negras, ele age não como magistrado, mas como parte da acusação.

O objetivo, já que fracassaram as investigações ridículas do pedalinho e do tríplex, é acusar Lula de obstrução da justiça e destruição de provas (com ajuda de Eduardo).

Chega a ser ridículo. O ex-presidente precisaria do alerta de um blogueiro para destruir provas (se esse fosse o caso)? Mais que isso: Eduardo noticiou a possibilidade de quebra de sigilo fiscal de Lula e família. 

Que  prova  poderia  ser  destruída,  se tal sigilo diz respeito a informações armazenadas em arquivos públicos da Receita sobretudo?





segunda-feira, 20 de março de 2017

Cármen Lúcia vai renunciar à presidência do Supremo

SEG, 20/03/2017 - 15:11  ATUALIZADO EM 20/03/2017 - 15:26

 

Jornal GGN - Em palestra na sede da PUC de Belo Horizonte (MG), nesta segunda (20), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que irá renunciar ao cargo de presidente da Corte no início de 2018. 

Segundo a magistrada, a decisão foi tomada porque ela sente "saudades" de dar aula na Faculdade Mineira de Direito (FMD), de onde está licenciada.

Segundo relatos do Estadão, Cármen Lúcia enfrentou um protesto ao chegar na faculdade para a palestra. Ela foi chamada de "golpista", mas classificou o episódio como algo natural, próprio da democracia. "Se não fosse aqui [o protesto], seria na sala de aula", afirmou.


Se renunciar ao cargo de presidente, Cármen Lúcia não completará os dois anos de mandato no posto. Ela tomou posse em setembro de 2016, como segundo mulher a presidir o Supremo. A primeira foi Ellen Gracie.

Indicada por Lula ao STF, em 2006, Cármen Lúcia foi responsável, enquanto presidente, por homologar as delações da Odebrecht na operação Lava Jato.

Há alguns meses, seu nome aparece em artigos de opinião que sustentam que ela deveria ser a presidente do País em caso de o governo Michel Temer se tornar insustentável.  




quarta-feira, 15 de março de 2017

‘Lula obteve vitória política e jurídica no depoimento em Brasília’, dispara jornalista do SBT; CONFIRA!

‘Lula obteve vitória política e jurídica no depoimento em Brasília’, dispara jornalista do SBT; CONFIRA!
15 de março de 2017
 

O colunista político Kennedy Alencar afirmou nesta quarta-feira, 15, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve uma vitória “jurídica e política” na ação penal em que é acusado de obstrução da Justiça. Lula prestou depoimento à Justiça nessa terça-feira, 14, em Brasília.

“As perguntas do juiz e do Ministério Público indicaram pouca materialidade e inconsistência contra Lula no processo que tramita em Brasília e que apura eventual obstrução de Justiça _tentativa de impedir a delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras”, diz Kennedy.

Segundo o jornalista, as indagações sinalizaram que o processo estaria  todo  baseado  na  palavra  do  ex-senador  Delcídio  do Amaral.

“O ex-presidente deu um depoimento de impacto ontem, negando com  veemência  as  acusações  de  Delcídio  e  respondendo  com seguranças às perguntas, algumas delas até pueris. Ele obteve uma vitória política e jurídica”, afirma.

Kennedy  Alencar  disse  também  que  a  divulgação  de  que  a cúpula do governo Michel Temer e de seus principais aliados no Congresso estão na ? Lista de Janot enfraquece a agenda de reformas no Congresso. 

“Os detalhes sobre os ministros que serão investigados dirão se eles terão condições de permanecer nos seus cargos. Insistir em mantê-los poderá ter um custo alto, paralisando a agenda de reformas no Congresso ou tirando poder de negociação do governo para votar as mudanças na Previdência”, afirmou. 

Leia na íntegra a análise no Blog do Kennedy.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Cabral é denunciado por 184 crimes de lavagem de dinheiro

Cabral é denunciado por 184 crimes de lavagem de dinheiro
João Pedroso de Campos  8 horas atrás  15/02/2017
 O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), preso na Operação Lava Jato: Sergio Cabral
image/jpeg Sergio Cabral

Alvo de três ações penais na Justiça Federal, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) pode ser colocado pela quarta vez no banco dos réus. 

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denunciou ao juiz federal Marcelo Bretas o peemedebista por 184 crimes de lavagem de dinheiro investigados na Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato no Rio.

Além de Cabral, os procuradores acusam outras dez pessoas, incluindo a ex-primeira-dama fluminense Adriana Ancelmo, a quem são atribuídos sete atos de lavagem de dinheiro. Cabral e Adriana estão presos em Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, Zona Oeste do Rio.

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A denúncia do MPF, que classifica Cabral como “chefe de uma organização criminosa”, tem como base as delações premiadas dos irmãos Marcelo e Renato Hasson Chebar, doleiros e operadores financeiros do ex-governador no exterior. Em seus acordos de colaboração, os irmãos Chebar listaram operações de lavagem de dinheiro relacionadas ao esquema de corrupção liderado por Sérgio Cabral que somam 357,5 milhões de reais, dos quais 39,7 milhões de reais no Brasil e 317,8 milhões de reais no exterior.

Conforme os investigadores, o dinheiro foi desviado de obras do governo do Rio de Janeiro durante a gestão do ex-governador, entre 2007 e 2014, como a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo, a construção do Arco Metropolitano e o PAC das Favelas.

As apurações das operações Calicute e Eficiência apontam que Cabral cobrava 5% de propina sobre os contratos, enquanto assessores próximos, como os ex-secretários estaduais Wilson Carlos e Hudson Braga, cobravam 1%, a título de “taxa de oxigênio”.

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O dinheiro teria sido lavado, de acordo com o Ministério Público Federal, de sete maneiras diferentes, incluindo pagamento de despesas pessoais de Sérgio Cabral e seus familiares. 

“Os conjuntos de atos de lavagem de dinheiro narrados tinham por objetivo converter os recursos de propina em ativos de aparência lícita e/ou distanciar ainda mais de sua origem ilícita o dinheiro derivado de crimes de corrupção praticados pela organização criminosa”.

Além do ex-governador, da ex-primeira-dama e dos irmãos Chebar, foram denunciados pelo MPF os operadores financeiros Carlos Miranda, Carlos Bezerra, Sérgio Castro de Oliveira, Álvaro José Galliez Novis e Ary Ferreira da Costa Filho, o sócio de Adriana Ancelmo Thiago de Aragão Gonçalves e o ex-assessor de Cabral Francisco de Assis Neto.

Arquivado em: Brasil, Política





sábado, 11 de fevereiro de 2017

Juiz coloca Eike e Sérgio Cabral no banco dos réus

Juiz coloca Eike e Sérgio Cabral no banco dos réus
VEJA.com  João Pedroso de Campos7 horas atrás 11/02/2017
 O empresário Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral, réus na Justiça Federal do Rio de Janeiro
 ©© image/jpeg O empresário Eike Batista

O juiz federal Marcelo da Costa Bretas, responsável pelos desmembramentos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, aceitou nesta sexta-feira denúncia do Ministério Público Federal e tornou réus o empresário Eike Batista, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e outros seis acusados. Alvos das operações Calicute e Eficiência, 

Cabral, Adriana e Eike estão presos preventivamente no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio.

O ex-bilionário é acusado pelo MPF de corrupção ativa e lavagem de dinheiro por supostamente ter pagado 16,5 milhões de reais em propina a Sérgio Cabral por meio de contratos fictícios de compra e venda de uma mina de ouro na Colômbia. 

A ex-primeira-dama também teria recebido de Eike Batista, conforme com os procuradores, um milhão de reais de em contratos fictícios de advocacia.

Ao ex-governador, apontado pelos investigadores como “líder da organização criminosa”, são atribuídos os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, cujas penas, somadas, podem chegar a 50 anos de prisão.

O peemedebista figura no banco dos réus em outros dois processos: um decorrente da Operação Calicute, que também corre sob a responsabilidade de Bretas, e outro na Justiça Federal de Curitiba, aos cuidados do juiz federal Sergio Moro.

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As investigações da Operação Eficiência, que levou Eike à cadeia, aprofundaram a apuração dos crimes desvendados na Calicute a partir das delações premiadas dos irmãos Marcelo e Renato Hasson Chebar, ambos operadores financeiros de Cabral no exterior e também réus na ação penal aberta hoje por Marcelo Bretas.

Para aceitar a denúncia, o juiz não analisou o mérito da peça do MPF, apresentada nesta sexta-feira, mas examinou se a acusação preenche os requisitos legais e se não há motivo para recusá-la imediatamente. 

“Verifico, ainda, estarem minimamente delineadas a autoria e a materialidade dos crimes que, em tese, teriam sido cometidos pelos acusados”, pondera o magistrado.

Além de Eike Batista, Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo e os irmãos Chebar, serão julgados por Marcelo Bretas o ex-advogado de Eike Flávio Godinho, o ex-executivo das empresas X Luiz Arthur Andrade Correia, o ex-secretário do governo Cabral Wilson Carlos e Carlos Miranda, um dos operadores financeiros do peemedebista.

Arquivado em: Brasil, Política




quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Lula inocentado por tríplex, como fica o powerpoint de Dallagnol?

Quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Lula inocentado por tríplex, como fica o powerpoint de Dallagnol?

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Por Joaquim Palhares, na Carta Maior

O conflito com as ruas e com as urnas está inscrito na natureza constitutiva do golpe em curso no Brasil, cuja fidelidade pertence aos detentores da riqueza, não ao país, tampouco a sua gente.


A agenda de expropriação de direitos e alienação de patrimônio público que define essa endogamia não pode ser submetida às urnas nas quais já foi derrotada em quatro eleições presidenciais sucessivas. 

Menos ainda à convivência política com aquele que personifica esse antagonismo na alma e no coração do povo brasileiro: Luiz Inácio Lula da Silva, uma liderança de carne e osso, com os limites da carne e do osso, mas ainda assim a maior liderança popular da nossa história, porque levou mais longe o compromisso com a igualdade social.

Pepe Mujica, em uma de suas viagens ao Brasil, carimbou no golpismo, então ascendente, uma advertência lapidar: ‘Devemos desconfiar sempre dos que pretendem corrigir o voto popular’.


Munidos de um power point colegial, e de uma retórica de macarthismo imberbe, os proficientes promotores da Lava Jato se avocaram nesta quarta-feira, mais uma vez, o papel execrado por Mujica.

Na condição caricata, acentuada pela retórica de polícia política, lançaram-se ao derradeiro esforço de entregar a encomenda contratada desde o início à Operação Lava Jato: impedir que a urna eletrônica de 2018 submeta mais uma vez o nome de Lula ao escrutínio popular.

A derrubada da Presidenta Dilma foi o degrau anterior dessa buliçosa empreitada, que está condenada a ir além de todos os limites constitucionais

Por uma razão bastante forte: o projeto golpista não é incompatível apenas com uma disputa em terreno limpo contra Lula e contra o que ele representa.

Ele é alérgico ao contato direto com o povo e com a soberania, pelo simples fato de que nasceu para ir contra a vontade do povo brasileiro.

O passo seguinte dessa escalada –não é temerário prever– conduzirá ao enjaulamento do processo político, trazendo para o quórum seguro de uma escória parlamentar, a eleição do sucessor de Temer, pelo voto indireto, protegido do veredito da sociedade e blindado contra o clamor da rua.

Delações coagidas e culpas presumidas, amarrotadas em um power point infantilizado, avultam dos labirintos jurídicos da Lava Jato, onde o desejável combate à corrupção foi abastardado em alavanca partidária de execração política para o banir lideranças e forças populares incompatíveis com o Brasil das elites.

A destruição da maior liderança popular da história brasileira é um imperativo da empreitada grosseiramente previsível.

Para cumpri-la empunha-se a lei do vale tudo.

O senhor Dallagnol condensou essa determinação omnívora –peculiar ao código de uma comunidade legal que defende ‘provas’ obtidas por meios ilegais– em uma sentença que permite interpretar como: ‘Não temos prova, temos a convicção’.

Qual ?

A de que Lula era o cérebro, o ‘comandante máximo’, o general de todo o suposto esquema de corrupção na Petrobras –que começou antes de seu governo, mas isso não vem ao caso, nem cabe nos esquematismos de um power point colegial.

Vem ao caso, porém, na defesa do Estado de Direito.

Quando o Ministério Público se propõe acusar tão gravemente um ex-presidente da República de ser o “chefe máximo da corrupção no país” e o faz na fase inaugural da persecução criminal, que na verdade não investigou e muito menos denunciou tal conduta criminalmente condenável, portanto, sem possuir provas ou indícios, o Estado de Direito grita.

E deveria ser ouvido.

Ao senhor Dallagnol cumpriria uma voz da Suprema Corte advertir que ‘convicção’ para condenar quem forma é o juiz. Tão somente o juiz.

Pelo menos no Estado de Direito em vigor no país é assim.

Não o era na OBAN, durante a ditadura. Não. Ali, nas salas de tortura, um delegado, Sergio Paranhos Fleury, formava suas convicções. E as executava, como sentenças inapeláveis, com as próprias mãos.

Hoje a imprensa coorporativa também possui convicções e as executa, com suas próprias manchetes.

O senhor Dallagnol não é juiz; Sérgio Moro não é Sergio Fleury; a República de Curitiba não é a OBAN.

Mas arvora-se, neste caso, o direito de condenar, repita-se, um ex-presidente da República como ‘general supremo’ de um esquema de corrupção, no qual teria auferido propinas no valor de R$ 3,7 milhões.

Apenas um dos supostos subalternos seus –pois todos o seriam na fábula macartista dos promotores de power point— como lembra a jornalista Helena Chagas, citando Pedro Barusco, pagou só de multas à Lava Jato, cerca de U$S 100 milhões de dólares.

Que ‘general’ é esse, cujo soldo é cem vezes inferior ao de um soldado?

Seria apenas ridículo, se não fosse um atentado à democracia.

A precariedade evidenciada no amadorismo de um power point é tamanha que o juiz Moro, em nome da sua reputação, terá dificuldade em aceitar a denúncia ancorada em retórica adjetiva, a dissimular a inexistência de provas efetivas, principalmente porque esse fato não faz parte das investigações e da denúncia.

Mas Moro o fará, pela simples razão de que para isso se constituiu a Lava Jato. Ademais, aceitação não é condenação.

A falta de provas de que o ex-Presidente seria o “general da corrupção”, todavia, deveria constranger um guardião do Estado de Direito.

Ela avulta não apenas da convicção de Dallagnol. Mas sobretudo, do fato de não se ter requerido a prisão de Lula.

Não faz sentido o Ministério Público Federal não pedir a prisão de um réu tipificado como comandante máximo do exército de corruptos da nação. Não o fez porque não tem provas e nem indícios, evidentemente porque essa parte da descabida acusação sequer faz parte das investigações e da denúncia oferecida.

Além disso, parte das acusações que foram apresentadas no dia de ontem estão na competência da Suprema Corte.

Se o nome disso tudo não é golpe será preciso inventar um outro mais forte para designá-lo.

Quem sabe: GOLPE !

O conjunto acentua as tintas da crise estrutural vivida pela sociedade brasileira em que ao esgotamento do modelo econômico se junta a falência de seu sistema político que contaminou a isenção do judiciário, arrebatado agora por centuriões que se avocam a tarefa de ‘corrigir o voto popular’.

Nenhum simplismo de power point resolverá essa encruzilhada, diante da qual se joga o destino brasileiro no século XXI.

A crise em curso requer uma repactuação democrática da sociedade e do seu o desenvolvimento, razão pela qual não encontra remédio no passado — e tampouco no anacronismo violento de um presente espremido na restauração neoliberal que se pretende impor à nação.

Para impedir que o Brasil escorra no ralo conservador é inadiável acelerar a construção de uma frente ampla, assentada em forças populares e democráticas, que se ofereça às ruas e às urnas como uma alternativa crível ao ajuste baseado na liquefação da renda assalariada, na sonegação do futuro à juventude, no atropelo da Constituição e do Estado de Direito

É o que já previa nos albores do golpe a professora Maria da Conceição Tavares, em entrevista premonitória à Carta Maior, que convidamos à leitura atenta nesta edição (‘Com Cunha ou sem Cunha, com eles o Brasil vai para o ralo’).

Com ela, Carta Maior reafirma seu compromisso de se constituir na caixa de ressonância da recusa à naturalização do golpe e do arrocho ecoados pelo aparato midiático dominante.

Para exercer esse papel, a mídia independente só conta hoje com um aliado: seus leitores e leitoras.

Exortamos os democratas e progressistas a se tornarem parceiros dessa trincheira, através da qual é possível acrescentar a palavra que falta no power point do senhor Dallagnol: farsa!


Confira também, Dilma é ovacionada ao denunciar golpe na Espanha






segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ÉPOCA, QUE HOJE AGRADECE A TEORI, JÁ INCITOU IRA POPULAR CONTRA ELE

ÉPOCA, QUE HOJE AGRADECE A TEORI, JÁ INCITOU IRA POPULAR CONTRA ELE

 

Edição deste fim de semana revista Época, chefiada pelo jornalista Diego Escoteguy, dedica sua capa a uma homenagem ao ministro Teori Zavasck; "Obrigado, Vossa Excelência", diz a manchete da revista; menos de um ano antes da tragédia envolvendo o magistrado, o mesmo Escoteguy, no entanto, engrossou o coro dos que incitaram o ódio e manifestações contrárias ao relator da Lava Jato; "Será difícil conter o ânimo da população contra Teori. A revolta começou agora e vai piorar imensamente", diz Escoteguy em março do ano passado, quando Teori havia determinado que o juiz Sérgio Moro enviasse para a Corte os inquéritos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

22 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 12:50 

247 - Edição da revista Época, da família Marinho e chefiada pelo jornalista Diego Escoteguy, deste fim de semana dedica sua capa a uma homenagem ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal que morreu na quinta-feira, 19, em acidente aéreo com mais quatro pessoas em circunstâncias ainda não esclarecidas pelas autoridades. "Obrigado, Vossa Excelência", diz a manchete da revista. 

Menos de um ano antes da tragédia envolvendo o magistrado, o mesmo Escoteguy, no entanto, engrossou o coro dos que incitaram o ódio e manifestações contrárias ao relator da Lava Jato.

"Será difícil conter o ânimo da população contra Teori. A revolta começou agora e vai piorar imensamente", diz Escoteguy em março do ano passado. Lembrança foi feita no Twitter pelo vereador de Poços de Caldas Paulo Tadeu. 

Na época, Teori Zavascki foi alvo de manifestações de grupos facistas, por ter determinado que o juiz Sérgio Moro enviasse para a Corte os inquéritos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Em frente ao prédio do STF, fixaram uma faixa onde estava escrita a frase "Teori cabrita do Lulla" (leia mais).

Pouco depois da decisão, houve protestos contra Teori Zavascki também em Porto Alegre. Na fachada do prédio onde morava, foram penduradas faixas com os dizeres "Teori traidor", "Pelego do PT" e "Deixa o Moro trabalhar". 

Sob o mote #OcupaSTF, o cantor Lobão, defensor do golpe parlamentar de 2016, chegou a divulgar em sua conta do Twiiter o endereço do filho de Teori, que mora na capital gaúcha.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Profecia de 500 anos se realiza na Itália, fim dos tempos esta próximo…

Profecia de 500 anos se realiza na Itália, fim dos tempos esta próximo…
Posted by Thoth3126 on 20/01/2017
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Nevou dois dias seguidos em praia da Itália, em Salento, conforme previu profecia apocalíptica de profeta italiano, fato que precederia o início do FIM DOS TEMPOS, de acordo com a profecia.

No século XVI, ele advertiu que dois dias consecutivos de neve cairiam na estância de Salento na véspera do início do apocalipse. A neve sempre foi uma raridade na região do sul da Itália, que é bem conhecida pelo seu clima ameno. O “Nostradamus italiano” previu este fato com quinhentos anos de antecedência.
Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

PARE o seu trabalho e vá gastar todas as suas economias enquanto você pode, porque aparentemente o fim dos tempos está MUITO próximo.


Os sinais de advertência de uma profecia com 500 anos feita sobre a chegada do apocalipse estão começando a se revelar, provocando medo e angústia entre os teóricos da conspiração e os supersticiosos do que estamos todos condenados. 

O estudioso, astrólogo, filósofo ocultista italiano Matteo Tafuri – que viveu de 1492 a 1582 – era uma das personalidades das mais veneradas da região da Apulia, na Itália.

No século XVI, ele advertiu que dois dias consecutivos de neve cairiam na estância de Salento na véspera do início do apocalipse. A neve sempre foi uma raridade na região do sul da Itália, que é bem conhecida pelo seu clima ameno. O “Nostradamus italiano” previu:

““Salento di palme e mite scirocco, Salento nevoso ma mai dopo il tocco. Due giorni di neve due lampi nel cielo, il Mondo finisce lo so non lo anelo” – Tradução: Salento, de palmeiras e vento sul moderado. Dois dias de neve, dois relâmpagos no céu. Eu sei que o mundo acaba, mas não anseio por isto”
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Salento no sul da Itália foi inusitadamente coberta de neve, pela primeira vez na história, fato em linha com uma previsão perturbadora feita séculos atrás. 

Enquanto falamos, um padrão incomum de tempestades de neve absurdas está varrendo atualmente a região. Quinhentos anos atrás, Matteo Tafuri, mais conhecido como Nostradamus italiano, lançou uma profecia apocalíptica prevendo que o fim dos Tempos se aproximaria quando nevasse dois dias seguidos na cidade de Salento (Itália). Pois isso aconteceu agora em janeiro de 2017.
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O Nostradamus italiano, que viveu entre 1492 e 1582, disse que a queda de neve na praia seria um sinal de que o fim dos tempos estaria muito próximo. 

O balneário de Salento é conhecido pelo clima quente. E, pela primeira vez na História, a cidade mediterrânea foi tomada pela neve por dois dias seguidos, dias 8 e 9 de janeiro. 

Registros da queda de neve na cidade costeira foram postados em redes sociais da web.
 Matteo Tafuri (1492-1584)
Reprodução de imagem de Matteo Tafuri

De acordo com o site Inquisitr, ele acredita que os “dois flashes” mencionados na profecia de Tafuri poderia ser em referência a uma erupção de um supervulcão. No mês passado, os cientistas advertiram que o supervulcão Campi Flegrei pode estar acordando e se aproxima de um “estado crítico”, em um movimento que poderia causar a destruição em sua região comparável a um grande impacto da queda de um asteroide.

O supervulcão Campi Flegrei – ou “campos em chamas” em italiano – é uma extensa área vulcânica, no oeste de Nápoles, na Itália. Conhecido como um dos vulcões mais perigosos do mundo, ele estava dormindo pelos últimos 500 anos.

Mas ao longo da última década, tem experimentado uma “elevação”, o que sugere que os gases voláteis sob ele estão subindo para a superfície em uma taxa de aceleração e podem causar uma erupção catastrófica muito em breve.

“Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria?  E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento?” – Provérbios 1:22



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Revista Época rifa Alexandre de Moraes

SAB, 14/01/2017 - 17:34
 
Jornal GGN – A revista Época, braço das Organizações Globo, trouxe em sua matéria de capa desta semana um “Fora Alexandre de Moraes”. Um aperitivo da matéria, liberado para não assinantes, demonstra a tese de que a grande mídia não quer mais o ministro da Justiça por perto.

Segundo a publicação, Moraes fala demais, abraça brigas que não são necessárias e se vale de um plano de segurança pública fadado ao fracasso. A revista discorre sobre as desvantagens em se ter alguém como ele na posição em que ocupa, e dá seu recado ao governo Federal.

Leia o aperitivo da matéria a seguir.
da Revista Época

O ministro da Justiça fala demais, compra brigas desnecessárias e insiste num plano de segurança que tem tudo para fracassar

ALANA RIZZO E TALITA FERNANDES

>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
O amplo gabinete no 4º andar do Palácio da Justiça sempre foi um dos mais disputados de Brasília. 

Quem se senta na cadeira de ministro da Justiça tem à vista, subitamente, uma montanha de poder político – e uma montanha igualmente imensa de encrencas. Boa parte dos problemas do governo passam pelo Ministério da Justiça. É uma Pasta balofa.

Tem orçamento de R$ 14 bilhões e 12 secretarias, além da Polícia Federal e da Rodoviária Federal. Cuida de índios, de anistias políticas, de estrangeiros, de presídios, de cartéis, de direitos humanos. Cuida da relação do governo com os Tribunais Superiores. Até o Arquivo Nacional está nesse mafuá estatal. 

O ministro da Justiça coordena, por fim, a segurança pública do país. No gabinete dele, não entra solução: só entra problema. Quando o ministro (nunca houve uma ministra) é fraco, o problema que entra no gabinete encontra um problema sentado na cadeira – e o que sai de lá em seguida costuma ser um problemão. Não tem erro: uma hora o problemão apeia o ministro da cadeira. Desde 1822, a vida média de um ministro da Justiça mal chega a um ano.

 Ministro da Justiça não deixa o cargo. Cai.


O atual, Alexandre de Moraes, está há nove meses na cadeira. Tem mais três meses para alcançar a média de seus antecessores.

Caso continue falando e agindo como se ainda fosse secretário de Segurança de São Paulo, alheio à dimensão das encrencas de Brasília e do país, talvez não dure tanto. 

Desde que assumiu o cargo, Moraes parece deslumbrar-se com a montanha de poder que lhe assomou e ignorar a outra, a dos problemas. Uma semana depois de tomar posse na Pasta, ele não conseguia esconder uma alegria quase infantil em ocupar o cargo.

A ampla mesa de madeira maciça estava tomada por caixas recheadas de livros – entre eles, vários exemplares de seu best-seller de Direito Constitucional. A decoração clássica demais não lhe agradava tanto. Naquela quinta-feira de maio, em meio a reuniões com a nova equipe e compromissos de emergência rotineiros na Pasta, Moraes pediu que a conversa sobre os planos para o ministério fosse encerrada. 

Na antessala do gabinete, a esposa aguardava para conhecer o gabinete do novo ministro da Justiça.

Nos primeiros dias de comoção provocada pela matança nos presídios, Moraes travou uma disputa velada por poder e protagonismo com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia – um claro sinal de que ainda não consegue entender as sutilezas das relações políticas da capital. 

O ministro ficou incomodado quando Cármen anunciou que embarcaria para Manaus, depois que ele já havia ido à capital amazonense, e também quando procurou representantes do IBGE e do Exército, que fazem parte do Poder Executivo, para propor a realização de um censo carcerário. 

Nem o governo federal nem o Judiciário admitiram de fato qualquer responsabilidade pela barbárie, mas passaram a competir na busca por soluções para o caos penitenciário. Em vez de tentar trabalhar com Cármen e os esforços do Conselho Nacional de Justiça, Moraes buscou o protagonismo de um problema que ninguém resolverá sozinho.


Michel Temer virou ouvidor da rivalidade que se desenrolou nos bastidores. Ao longo da semana, ouviu de seu ministro a reclamação de que a presidente do Supremo estava “muito midiática”, insinuando que ela assumira esse comportamento por ter pretensões políticas. Em encontro no fim de semana passado, Cármen não escondeu do presidente sua antipatia por Moraes: 
“O ministério da Justiça deveria falar menos e fazer mais...”. Temer ouve reclamações semelhantes com frequência.


A reclamação discreta da presidente do Supremo causou preocupação no Palácio do Planalto. Em uma conversa com Moraes, Temer recomendou que ele evitasse ao máximo qualquer altercação com Cármen Lúcia. O presidente viu-se obrigado a explicar o óbvio: o governo só tem a perder ao enfrentar a presidente do Supremo. 

Especialmente no momento em que a cúpula do Judiciário acumula embates com o Legislativo, toma decisões que afetam diretamente as relações financeiras entre a União e os estados e, não menos importante, está prestes a se debruçar sobre processos da Lava Jato que podem envolver centenas de políticos – sendo muitos ligados também ao atual governo. 

Temer assegurou ao ministro que, por mais que Cármen Lúcia se reunisse com integrantes do Executivo para buscar soluções para a crise, é ele, Temer, que dará ou não as ordens para qualquer colaboração. 

Ter de explicar o óbvio da política brasiliense – mais uma vez – para um ministro da Justiça demonstra que o ministro da Justiça está criando crises em vez de resolvê-las. Temer sabe disso, mas reluta em demitir Moraes por duas razões. 

Primeiro, porque gosta do subordinado e aposta nele como nome para o Palácio dos Bandeirantes em 2018. 

Em segundo lugar, porque ele não enxerga alternativa melhor para um cargo tão difícil. 

O presidente não ignora, igualmente, o peso do desgaste político de outra demissão no alto escalão de um governo ainda frágil.




sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

ROUBO NA CAIXA FAVORECIA PMDB, CHEFIADO POR TEMER

ROUBO NA CAIXA FAVORECIA PMDB, CHEFIADO POR TEMER
 Lula Marques

Investigação da Polícia Federal aponta o partido comandado por Michel Temer como beneficiário da propina oriunda de um esquema na liberação de crédito da Caixa para empresários, no qual estão envolvidos Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Temer, e Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e principal responsável pelo golpe; "Os valores indevidos eram recebidos (...), tendo como destinação o beneficiamento pessoal deles ou do PMDB", aponta o procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, no relatório sobre a Operação "Cui Bono?" ("A quem beneficia?"), deflagrada nesta sexta-feira 13

13 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 19:16 

247 - Investigação realizada no âmbito da operação "Cui Bono?" ("A quem beneficia?"), deflagrada nesta sexta-feira 13 pela Polícia Federal, aponta que o PMDB, de cujo comando Michel Temer só se licenciou em abril deste ano, quando assumiu a presidência da República após o golpe contra Dilma Rousseff, era o destino das propinas obtidas em um esquema na Caixa Econômica Federal.

Segundo o Ministério Público Federal e a PF, Geddel Vieira Lima, ex-ministro e ex-braço direito de Temer, e Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, cobravam propina de empresários para liberar crédito no banco. 

O esquema aconteceu, de acordo com relatório da PF, pelo menos entre 2011 e 2013. Na época, Geddel ocupava o cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição, e Cunha era deputado.

"Os diálogos não deixam dúvidas de que Geddel Vieira Lima e Eduardo Cunha buscavam contrapartidas indevidas junto às diversas empresas mencionadas ao longo da representação, visando à liberação de créditos que estavam sob a gestão da vice-presidência de Geddel", escreveu o procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.

"Os valores indevidos eram recebidos por meio das empresas de Lucio Bolonha Funaro e possivelmente por outros meios que precisam ser aprofundados, tendo como destinação o beneficiamento pessoal deles ou do PMDB", diz ainda o procurador.



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Estranho objeto não identificado pela Nasa se aproxima da Terra

Estranho objeto não identificado pela Nasa             se aproxima da Terra
Yahoo Notícias9 de janeiro de 2017
<p>Foto: Pixabay</p>

<p>Foto: Pixabay</p>

<p>Foto: Pixabay</p>
Estranho objeto não identificado pela Nasa se aproxima da Terra
Foto: Pixabay

Um objeto misterioso voará pela Terra entre janeiro e fevereiro deste ano. Entretanto, suas características são tão incomuns que mesmo os cérebros mais brilhantes da Nasa não conseguiram descobrir o que é exatamente.

O objeto, chamado 2016 WF9, foi descoberto pelo projeto NEOWISE de asteróide e cometa da NASA em 27 de novembro de 2016. Os cientistas da NEOWISE acreditam que ele pode ter até 1 quilômetro de largura.

Espera-se, ainda, que sua aproximação mais próxima à órbita da Terra seja em 25 de fevereiro a uma distância de 51 milhões de quilômetros.

CONFUSÃO
O objeto está causando confusão entre os cientistas da NASA, pois eles não conseguiram dizer se é um cometa ou um asteróide. Como regra geral, os asteróides tendem a ser rochosos ou mais metálicos, enquanto os cometas são mais gelados.

Já este objeto parece ser escuro e irrefletido, que é tipicamente uma indicação de que é um cometa. Apesar disso, ele não tem a característica nuvem de poeira e gás que define um cometa. Esta falta de clareza também significa que o objeto tem uma origem desconhecida.

“2016 WF9 poderia ter origens cometárias”, disse o investigador principal, James Bauer, no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. “Este objeto ilustra que a fronteira entre asteróides e cometas é incerta“.

Com informações de IFLScience.