13/3/2017 14:18
Moro determina sigilo sobre depoimento de testemunha que
inocentou Lula e Palloci
O empresário Emílio Odebrecht prestou depoimento ao juiz
Sérgio Moro nesta segunda-feira, 13. Emílio depôs na ação penal da Lava Jato em
Curitiba na qual o ex-ministro Antônio Palocci é acusado de atuar para
favorecer os interesses da Odebrecht junto ao governo federal na contratação de
sondas de exploração do pré-sal com a Petrobras.
Após o término do depoimento, o juiz Sergio Moro determinou o conteúdo do que disse o patriarca da Odebrecht fique sob sigilo.
Além de
Emílio também foram arrolados como testemunhas de defesa para prestar
depoimento Pedro Novis e Márcio Faria, executivos da Odebrecht.
O advogado de Palocci, José Roberto Batochio, disse que Emílio Odebrecht
afirmou ter tratado apenas de assuntos institucionais com Palocci.
"Todas as testemunhas negaram que tivessem tratado qualquer assunto
relacionado a propina, a sonda em águas profundas ou qualquer outra atividade
ilícita.
E o Emilio foi muito claro ao dizer que só conversou com Palocci sobre
assuntos institucionais, à medida em que, como ministro, ele de fato tinha que
conversar com a sociedade e setores empresariais. Ninguém consegue administrar
um país fechado num gabinete entre quatro paredes", disse Batochio.
Batochio voltou a classificar a prisão do ex-ministro Palocci como
"arbitrária". "A prisão é absolutamente desnecessária,
arbitrária e abusiva.
Não tem sentido manter preso um homem quando se apura se
ele é ou não culpado por alguma coisa", afirmou.
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