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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Um Dia Após A Ford Abandonar O Brasil, Macron Pede Para A Europa Abandonar A Soja Brasileira

SUED E PROSPERIDADE

13/01/2021

Um Dia Após A Ford Abandonar O Brasil, Macron Pede Para A Europa Abandonar A Soja Brasileira

Celeste Silveira 12 de janeiro de 2021

Como para Bolsonaro tragédia econômica pouca, é bobagem, depois de ver a Mercedes, no mês passado, a Ford nesse mês picarem a mula do Brasil, além de outras montadoras estrangeiras inclinadas a pegarem a mesma rota, Emmanuel Macron faz pesado discurso contra o monstro amazônico, dizendo que é urgente que a Europa abandone as relações comerciais com o Brasil na compra da soja para salvar o planeta através do salvamento da Amazônia.

Como já foi dito aqui no Blog, Bolsonaro é considerado hoje no mundo um sujeito tóxico, mas principalmente contagioso do qual todos os chefes de Estado devem manter distância.

O fato é que Macron pisou no principal calo de Bolsonaro, que não é de agora, tem olho gordo tanto na Amazônia quanto no Pantanal.

E aqui não se fala do gado de Bolsonaro, para quem ele poderia converter a floresta em um gigantesco pasto para os sócios de carteirinha do gabinete do ódio, mas da exploração do garimpo ilegal, da madeira e de uma série de riquezas que envolvem subsolo dessa região.

Macron não deu meia volta, na verdade, somou voz com Biden, que já na disputa presidencial colocou Bolsonaro diante do mundo como um monstro predador que, em nome da salvação do planeta, deveria ser abatido.

Por isso, o governo Biden já anuncia abertamente que combaterá os Bolsonaros do planeta. Isso foi dito por Gregory Meeks, novo presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos EUA.

Em vídeo postado nas redes sociais, Macron defendeu que a Europa tenha coerência com suas políticas ambientais em meio ao evento One Planet Summit” que acontece em Paris.

“Continuar a depender da soja brasileira seria endossar o desmatamento da Amazônia”, disse Macron.

Mas a fala mais contundente de Macron, que é um tiro de canhão em Bolsonaro, foi essa:

“Nós precisamos de soja brasileira para viver? Então, nós vamos produzir soja europeia ou equivalente”.

Isso foi dito no evento que contou com a presença de trinta chefes de Estados, empresários e representantes de ONGs que participavam das discussões junto com o Secretário Geral da ONU, o presidente do Banco Mundial, a presidente da Comissão Europeia, a chanceler Angela Merkel e o chefe do governo britânico Boris Johnson.

Em outras palavras, Bolsonaro está isolando o Brasil de vez do mundo civilizado, como era previsto, já que nada avança contra ele e seu clã aqui no Brasil. O país inteiro vai pagar essa fatura.

Obs. Macron, que já queria fritar Bolsonaro anteriormente, contemporizou suas críticas e ações sob pressão de Trump, agora, além da queda do fracassado Trump, Macron, corretamente, sentiu-se turbinado na parceria com Biden para detonar de vez o imbecil.

*Da redação

CONTINUA

Chorume Da Escória, Moro Virou Um Sem-Vergonha Comum, Do Tipo Jefferson E Cunha

Celeste Silveira 11 de janeiro de 2021

Moro, agora, é um corrupto que coloca plaquinha pendurada no peito, oferecendo-se como ouro de tolo para um candidato à presidência em troca (outra vez, novamente) de uma vaga naquele balaio de gatos em que se transformou o STF, depois de ser capturado pela Globo para servir de culto ao direito às avessas.

A informação de que Moro virou um camelô de si mesmo é do próprio Globo (casa que inventou e premiou o herói do pé de barro) colocando à venda como cabo eleitoral em troca de uma vaga no STF.

Isso é emblemático. Diria mais, é simbólico.

O ex-herói, agora em promoção na banca do encalhe, ainda é tratado no STF como alguém sério.

Não há exatamente espanto nisso.

O STF tratou como verídica toda aquela cena ridícula sem pé nem cabeça contra o PT e, sobretudo, sem apresentar qualquer prova que Roberto Jefferson, de estalão, arrumou quando foi pego em corrupção.

Lógico que o STF não teve autonomia para tanto.

Renata Lo Prete, da Globo, na época, escriba da Folha, a mesma que ataca seus colunistas se esses forem do PT, como ocorreu agora com Haddad, deu aval ao STF para o aceite daquela maçaroca de conversa mole do corrupto, chefe do PTB.

Com Cunha não foi diferente.

Primeiro, o STF deixou o maior corrupto da história golpear Dilma, depois que Dilma se negou a salvá-lo na comissão de ética da Câmara, para, em seguida e no sopapo, arrancá-lo da cadeira da presidência da Câmara, mostrando que seu serviço sujo já tinha sido entregue e que, naquele momento, não tinha mais serventia para o jogo imundo que estava por trás de toda uma trama macabra armada contra o povo brasileiro.

Agora é Moro que escancara como operou nos bastidores políticos, atendendo ao pedido de Guedes e Bolsonaro para tirar Lula do páreo, em troca de uma super pasta no ministério e uma vaga no STF.

Bastaria essa informação para o STF ter coragem de, além de inocentar Lula imediatamente, anular uma eleição fraudada pelo uso político do ex-juiz Sergio Moro como forma de barganha por um lugar ao sol com Bolsonaro e Guedes.

O fato é que Moro perdeu o chão e, junto, o verniz e a compostura mínima que lhe dava, em certa medida, a aura, mesmo que rala e sem cor, de um nostálgico herói com cheiro de naftalina.

Agora, a sem-vergonhice de Moro o libera para, em praça pública, escancarar  como ele agiu nos bastidores para condenar e prender Lula, ser ministro e arrumar uma promessa para compor o time do STF.

*Carlos Henrique Machado Freitas

Fonte: https://antropofagista.com.br/

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Confissão de Temer na Band será usada como prova no STF

Confissão de Temer na Band será usada como prova no STF
16 DE ABRIL DE 2017
 
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José Eduardo Cardozo vê na entrevista o fato novo que reforça tese de nulidade do impeachment da presidenta eleita. Processo para afastamento foi aberto por Cunha por pura vingança. É que Dilma não cedeu à chantagem
.
A defesa de Dilma Rousseff apresenta nesta segunda-feira, 17, ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição para incluir a entrevista de Michel Temer à TV Bandeirantes, na noite de sábado, como fato relevante que reforça os argumentos de que o processo de impeachment teve desvio de finalidade em sua origem. 

“A confissão do senhor Michel Temer é fato novo e será incluído no mandado de segurança que está tramitando no STF questionando a legalidade do processo de impeachment”, diz o advogado José Eduardo Cardozo. 

“É a prova de que Cunha abriu o processo por vingança”.

Na entrevista concedida a Band (veja o vídeo acima), Michel Temer confessa que, em 2015, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, admitiu que só aceitou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff porque o PT teria se recusado a dar-lhe os três votos no Conselho de Ética, que permitiriam sua absolvição e preservação do mandato parlamentar. Na época, o Conselho de Ética da Câmara apurava a quebra de decoro de Cunha. 

Ele foi flagrado mentido e jurando não ter contas na Suíça. 

“A prova de que Dilma foi vítima de uma vingança está reforçada pelo que disse Michel Temer”, comentou Cardozo.

Na entrevista à Band, Temer disse: “Em uma ocasião, ele [Eduardo Cunha] foi me procurar. Ele me disse ‘vou arquivar todos os pedidos de impeachment da presidente, porque prometeram-me os três votos do PT no conselho de ética’. 

Eu disse que era muito bom, porque assim acabava com essa história de que ele estava na oposição. (…) naquele dia eu disse a ela [Dima] ‘presidente, pode ficar tranquila, o Eduardo Cunha me disse que vai arquivar todos os processos de impedimento’. 

Ela ficou muito contente e foi bem tranquila para a reunião”.

E continua: “No dia seguinte, eu vejo logo o noticiário dizendo que o presidente do PT e os três membros do partido se insurgiam contra aquela fala e votariam contra [Cunha no Conselho de Ética].

Mais tarde, ele me ligou e disse ‘tudo aquilo que eu disse, não vale, vou chamar a imprensa e vou dar início ao processo de impedimento’”. Temer conclui: “Que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado nele naquele comitê de ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse”.

Segundo Cardozo, a prova de que Dilma foi vítima da vingança de Cunha, e que o processo de impeachment teve como origem esse desvio de finalidade é suficiente para anular o processo. 

“O Supremo tem agora a prova de que não foram as pedaladas fiscais que levaram Eduardo Cunha a aceitar o processo de impeachment, mas a vingança porque ela não cedeu às suas chantagens”, disse o advogado da presidenta eleita.




quarta-feira, 22 de março de 2017

Moro pede para sair

Moro pede para sair
22 de março de 2017
 Moro pede para sair -Nossa Política
Moro pede para sair – Foto: Reprodução

Moro percebeu que não poderá condenar Lula, tanto pelo fato de que não há provas para isto, como pelo fato de que Lula é muito maior do que ele.
Via Fernando Horta*, do Facebook:

Moro está pedindo para ser retirado da condução da Lava a Jato. Este comportamento não é novo em Sérgio Moro. 

No caso do Banestado, ao contrário do que alguns dizem, Sérgio Moro julgou e condenou quase todos os envolvidos. O grande problema é que fez tantas arbitrariedades e ilegalidades no primeiro grau que os réus todos conseguiram anulação das penas em segundo grau, saindo ilesos.

Quem estuda o caso não consegue entender que Moro tenha feito tantos absurdos de forma inadvertida. 

A tese é de que ele teria “errado de propósito” permitindo aos réus a possibilidade de anulação e saírem ilesos, o que aconteceu.

Sérgio Moro percebeu que não poderá condenar Lula, tanto pelo fato de que não há provas para isto, como pelo fato de que Lula é muito maior do que ele. Isto significa que Moro não entregará à legião de desesperados da direita o que prometeu.

Por outro lado, Moro já foi avisado que a Lava a Jato não vai adiante. O bloqueio feito por Jucá, Renan e Temer no executivo-legislativo e de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes no STF não deixam qualquer dúvida ao fato de que a “sangria está estancada”.

 O que sobra para Moro?
Sobra passar para a história como um juiz que teve nas mãos a possibilidade real de melhorar o país, mas sucumbiu frente à sua pequenez e ao seu ego. Sua cruzada o levou a atacar moinhos e, ao mesmo tempo, liberar os verdadeiros corruptos.

O caso da foto ao lado de Karnal demonstrou que sua visão sobre o “apoio incondicional da população” era tão ou mais errada que sua noção de “legalidade”. Karnal perdeu mais de 50 mil seguidores em 24 horas. O historiador voltou atrás, impressionado com a rejeição de Moro.

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Tentando levantar Moro, a Globo o colocou no Fantástico. Moro abriu “canal nas mídias sociais”, tudo visando o “apoio” das massas. O que eles não contavam é que o modus operandi morista fizesse o delegado Grillo atacar os maiores anunciantes da Globo e jogar o Brasil numa crise diplomática e econômica com a “Carne Fraca”.

Moro é visto e percebido como a causa da retração econômica do país. Estudos de diversas universidades mostram que a Lava a Jato é responsável por retração de cerca de 3% do PIB. A máscara de herói não se sustenta quando a população perde empregos e passa necessidade porque um juiz não segue a lei.

Diante de tamanha oposição, Moro percebe que seu fim será dramático. Não se colocam empresários bilionários na cadeia e políticos mafiosos como Eike, Odebrecht e Cunha de forma leviana. Ou não se deveria imaginar que pode-se fazer ilegalidades com pessoas com este poder de fogo e nada acontecer.

Moro antecipa seu ocaso. O absurdo caso de prisão do blogueiro de esquerda é seu salvo-conduto. Moro tenta deixar o STF na condição de não poder fazer nada além de afastá-lo. Assim, ele terá a desculpa de não ter falhado, mas ter sido “afastado” por “forças ocultas”.

No final do ano passado, Moro entrou com pedido de afastamento para estudos nos EUA, por um ou dois anos. Sua esposa já teria se organizado para morar nos EUA. Moro pretende sair da festa enquanto ainda está vestido.

O depoimento de Lula em Curitiba pode ser mais uma pedrada no justiceiro-juiz. Moro se apequena diariamente e agora sem o apoio da mídia percebe que tem pouco tempo.

No vídeo abaixo eu deixo uma discussão de Gilmar Mendes, Lewandovksi, Teori, Carmem Lúcia e Celso de Melo sobre denúncia feita contra Moro em 2013, quando ninguém sabia que ele tinha a Lava a Jato nas mãos. (assistam especialmente a partir de 19:30)

Assistam, ali o STF fica “abismado” com a “parcialidade” e os “abusos” do juiz Moro. Gilmar Mendes chega a dizer que “fica impressionado com o conjunto da obra” (31:20) … Moro já era contumaz abusador de seus poderes (33:20).

Moro caiu na armadilha de Robespierre. Achando-se intocável, achando-se incorruptível, achando-se a própria justiça se tornou um tirano e sabe que a guilhotina lhe espera.

Edit 1: Algumas pessoas têm perguntando se “Moro REALMENTE pediu para sair da Lava a jato”. Eu não tenho, nem nunca tive contato com o juiz. 

A frase que inicia o texto deve ser lida no sentido de que “em se levando em conta as últimas atitudes e a conjuntura brasileira” Moro só pode estar querendo ser retirado da operação. 

É, portanto, segundo minha opinião, uma decorrência das atitudes do juiz-justiceiro.

*Fernando Horta é professor e historiador da UnB.





quinta-feira, 9 de março de 2017

BOMBA: Calheiros declara que Cunha está comandando governo e chantageando Temer de dentro da prisão!

BOMBA: Calheiros declara que Cunha está comandando governo e chantageando Temer de dentro da prisão!
9 de março de 2017
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Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, está bem irritado com as nomeações recentemente feitas. 

Assim, decidiu “abrir a boca”. O mesmo, declarou que o ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está atuando no governo do atual presidente, Michel Temer, de dentro da penitenciária que se encontra desde de setembro.

Segundo o site da ‘Uol’, ‘Congresso e Foco’, após almoço com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, Renan sugeriu que Temer está sendo chantageado por Cunha e apontou o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, de ser o porta-voz do ex-presidente da Câmara no Palácio do Planalto. 

Renan demonstrou irritação com as nomeações do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) como novo ministro da Justiça, de André Moura (PSC-SE) como líder do governo no Congresso, e de Aguinaldo Ribeiro Ribeiro (PP-PB) para a liderança do governo na Câmara. 
Os três atuaram como aliados de Cunha na Câmara. 

O alagoano afirmou, ainda, que o governo é alvo 
de disputa entre o PSDB e o grupo do ex-deputado preso. O ex-presidente do Senado insinuou também que Temer não faz a leitura correta do atual cenário. 

“Os últimos sinais emitidos pelo governo com as nomeações mostram que há uma disputa entre o PSDB e o núcleo da Câmara ligado a Eduardo Cunha pelo comando do governo. 

Os sinais são, de um lado, o fortalecimento do PSDB, que é legítimo porque faz uma sustentação importante no governo, e o fortalecimento do grupo originário da Câmara ligado a Cunha”, declarou o senador ao voltar do Planalto. 

Segundo o senador, Cunha trabalha para emplacar o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, que foi seu advogado e é seu amigo pessoal, para o comando da pasta, no lugar do ministro Eliseu Padilha, que estava licenciado para a retirada da próstata. O ministro confirmou ontem a volta ao trabalho. 

“Eu disse ao Moreira: fala com o Padilha para voltar imediatamente porque senão o Eduardo Cunha senta lá na cadeira dele o Gustavo Rocha. O (Eliseu) Padilha tem que voltar logo, já está sarado”, relatou. As críticas de Renan estão relacionadas ao movimento da bancada do PMDB na Câmara. 

Marun e outros três deputados peemedebistas assinaram carta pedindo a saída de Romero Jucá e outros acusados na Lava Jato do comando partidário. 

Jucá é o atual presidente da legenda. De acordo com o líder do PMDB no Senado, o avanço do grupo de Cunha ocorreu após o encontro entre Marun e o ex-deputado na prisão, em Curitiba. 

“Depois de avançar no governo, essa gente vai avançar sobre o partido. 

Essa carta do Marun veio depois da conversa que ele teve lá com o Cunha em Curitiba e agora age como seu porta-voz. 

Isso é tão óbvio! Imagina, o PMDB que tem um papel histórico, ser comandado pelo Marun? Nessa disputa entre o PSDB e o PMDB do Eduardo Cunha pelo comando do governo, nós somos radicalmente a favor do PSDB”, disse o senador.  Marun alega que visitou Cunha apenas por solidariedade. 

“O senador está vendo fantasmas. 

Eu fui visitar Eduardo Cunha, realmente, numa visita solidária, porque eu posso entrar num presídio e sair, coisa que outras pessoas talvez não consigam fazer. Eu não tenho medo de cara feia

Se ele é tão apaixonado pelo PSDB, ele que vá para o PSDB ver se aceitam ele lá”, declarou o deputado ao jornal Globo.

 [Via Agência de Notícias.]







terça-feira, 7 de março de 2017

MPF diz que Cunha teve ‘extravagância de gastos’ no exterior

MPF diz que Cunha teve ‘extravagância de gastos’ no exterior
 Agência O Globo -1 hora atrás 07/03/2017
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SÃO PAULO — Ao pedir a condenação e o ressarcimento de US$ 77,5 milhões aos cofres da Petrobras, o Ministério Público Federal afirmou que o ex-deputado Eduardo Cunha usou dinheiro de propina para abastecer cartões de crédito e utilizou a expressão "extravagância de gastos" para se referir aos valores pagos por ele e sua família no exterior. 

Lembraram que, embora tivesse um salário de R$ 17.794,76 mensais, o ex-deputado gastou em apenas nove dias US$ 42,2 mil – equivalente a aproximadamente R$ 169.545,58 – em restaurantes, hotel e lojas de grife no exterior.

De acordo com o MPF, Cunha recebeu propina porque o PMDB havia escolhido o diretor da área Internacional da Petrobras, Jorge Zelada. Os procuradores afirmam que, ao depor no processo de Cunha na condição de testemunha, o ex-presidente Lula confirmou a indicação política de Zelada pelo PMDB e "o loteamento de cargos na administração pública federal e na Petrobras em troca de apoio político"

Ao ser perguntado quais partidos tinham participação na indicação de cargos na Petrobras, o ex-presidente afirmou que eram "todos os partidos que compuseram a base do governo". 

Lula explicou ainda que "quando um partido compõe uma aliança política para governar, todos os partidos que compõem podem reivindicar ministérios, pode reivindicar cargos, e esses partidos então fazem parte do governo, era assim que era montado antes, durante e depois, e é assim que é a montagem agora"

Os procuradores afirmam a Lava-Jato revelou um dos maiores esquemas de corrupção da "história mundial" ao apurar que em troca do “apadrinhamento político” executivos da Petrobras pediam propina às empresas, dividindo o valor com os respectivos “padrinhos” ou o "partido político responsável pela indicação"

"Tal esquema perdurou por muitos anos e existem diversas provas que desde 2007 até 2012 a Diretoria Internacional da Petrobras foi “loteada” pelo governo federal em favor do PMDB, que durante este período teve como uma das figuras mais proeminentes o acusado Eduardo Cunha", diz o MPF nas alegações finais apresentadas à Justiça.

Os procuradores afirmam que Cunha recebeu propina da compra de áreas de exploração em Benin por meio de João Henriques, apontado como operador do PMDB, e que manteve grandes quantias no exterior sem declarar no Brasil com o objetivo de ocultar recebimentos ilícitos.

De 2007 a 2014, as contas atribuídas a Cunha tiveram saldo acima de US$ 1 milhão nos dias 31 de dezembro, valores que deveriam ter sido declarados no Brasil. O saldo anual mais recente é o da conta Netherton, de UD$ 2,3 milhões em 31 de dezembro de 2014.

Para o MPF, ao dizer que o valor recebido de João Henriques era pagamento de uma dívida do ex-deputado Fernando Diniz, do PMDB de Minas Gerais, Cunha tentou imputar exclusivamente a responsabilidade de seus crimes a pessoa já falecida.

Em depoimento a Moro, disse o MPF, Cunha foi debochado ao dizer porque não admitiu ter recursos no exterior. 

O ex-deputado disse que lhe perguntaram se tinha conta, não trust. "No mundo da política, a gente não fala aquilo que não é perguntado. 

Não dá a informação que não seja a informação requerida pelo momento que tá sendo colocado", disse Cunha ao depor.





domingo, 5 de março de 2017

Carcereiros apontam Cunha como o preso mais ‘mala sem alça’ do PR

Carcereiros apontam Cunha como o preso mais ‘mala sem alça’ do PR
Segundo reportagem que será publicada na revista Veja, o ex-presidente da Câmara herdou de Nestor Cerveró a alcunha de pior preso da Lava-Jato

HÁ 16 HORAS 05/03/17    POR NOTÍCIAS AO MINUTO

 

Os carcereiros do Complexo Médico-Penal de Pinhais, no Paraná, apontaram Eduardo Cunha como o detento mais “mala sem alça” do local. 

O ex-presidente da Câmara assim herda a o título de pior preso da Lava-Jato, alcunha que antes era de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras.

De acordo com uma reportagem que será publicada na próxima edição da revista Veja, o peemedebista reclama de tudo e os protestos começam bem cedinho. 

Às 6 horas, quando é servido o café da manhã, Cunha, por exemplo, já critica o pão francês, dizendo que o alimento está velho ou amassado. As reclamações continuam no almoço. 

O deputado cassado costuma ficar com nojo da comida servida no local.

A publicação ressalta que Cunha chegou a dizer que não iria comer “aquilo”, quando recebeu sua marmita de isopor no dia 10 de fevereiro. 

“Aquilo” no caso era arroz, feijão, tomate, mandioca, alface 
e um bife de alcatra. Entretanto, ele mudou de ideia minutos depois e comeu.

Em outra ocasião, o marido da jornalista Claudia Cruz resmungou bastante por ter sido obrigado a sai da sua cela para que a faxina semanal fosse feita por uma outra equipe de detentos.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

ERA TEMER VIRA BBB DA CORRUPÇÃO E TERÁ ACAREAÇÃO YUNES-FUNARO

ERA TEMER VIRA BBB DA CORRUPÇÃO E TERÁ ACAREAÇÃO YUNES-FUNARO

 

O governo de Michel Temer pode se transformar num Big Brother da corrupção brasileira; o empresário José Yunes, que usou uma expressão do tráfico de drogas e disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha, ministro licenciado da Casa Civil, aceitou a proposta de Lucio Funaro, operador de Eduardo Cunha, para uma acareação; o pano de fundo dessa história é o pedido de R$ 10 milhões feito por Temer à Odebrecht em pleno Palácio do Jaburu, que ajudou a pagar 140 deputados, segundo Funaro teria relatado a Yunes; ou seja: tanto a eleição de Cunha para a presidência da Câmara como o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff foram feitos com votos comprados pela turma de Temer 

27 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 17:09

247 - O governo de Michel Temer pode se transformar num Big Brother da corrupção brasileira. 

O empresário José Yunes, o melhor amigo e ex-assessor de Temer que usou uma expressão do tráfico de drogas e disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha, aceitou a proposta de Lucio Funaro, operador de Eduardo Cunha, para uma acareação.

"Aceito acareação com quem quer que seja ratificando todos os dizeres do meu depoimento", desafia Yunes, em declaração ao Estado.

Por meio de seus advogados de defesa, o empresário Lucio Funaro, que está preso em Brasília, disse que iria processar Yunes por calúnia e pedir uma acareação entre o ex-assessor da Presidência, Eliseu Padilha e o ex-diretor da empreiteira Odebrecht Cláudio Melo Filho. 

Seu objetivo é negar as declarações de que teria entregue um pacote de dinheiro a Yunes, a pedido de Padilha. 

Segundo Yunes, Funaro teria dito que os recursos da Odebrecht teriam estavam financiando 140 deputados para a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara em 2015. 

A declaração de Yunes corrobora o depoimento do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que disse, em delação premiada, que o escritório de Yunes era um dos lugares usados para o depósito de dinheiro destinado às campanhas do PMDB.

Ou seja: tanto a eleição de Cunha para a presidência da Câmara como o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff foram feitos com votos comprados pela turma de Temer.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

STF mantém a prisão de Eduardo Cunha

STF mantém a prisão de Eduardo Cunha
Por Redação — publicado 15/02/2017 18h16, última modificação 15/02/2017 18h40
Pedido de liberdade foi rejeitado em plenário, por 8 votos contra 1
 Eduardo Cunha
Cunha: ele preferia ver seu pedido julgado pela Segunda Turma 
do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por 8 votos a 1, o pedido de liberdade do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu em processos da Operação Lava Jato. Ele está preso em Curitiba desde outubro.

O ministro Edson Fachin, novo relator da Lava Jato, rejeitou o pedido da defesa. Acompanharam o voto os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cármen Lúcia, presidenta da Corte.

Apenas Marco Aurélio Mello votou a favor da liberdade de Cunha. O ministro afirmou que, apesar da gravidade das acusações contra o peemedebista, não há justificativa para a prisão antes do julgamento definitivo. 
"Não entro aqui na avaliação de simpatia ou antipatia pelo agravante. E não cabe tomá-lo como Geni", disse Mello, evocando Chico Buarque.

A decisão sobre a situação de Cunha colocou os holofotes sobre o STF e a tomada de decisões na corte. O ex-deputado questiona no Supremo uma decisão do juiz Sergio Moro, responsável por julgar a Lava Jato em primeira instância, alegando que o magistrado teria desrespeitado uma determinação do Supremo.

Cunha foi preso em 19 de outubro, em Brasília, sob ordens de Sergio Moro, pouco mais de um mês depois de sua cassação na Câmara. O magistrado de Curitiba decretou prisão preventiva, sem prazo determinado para acabar. De acordo com Moro, Cunha poderia fugir do País, por ter passaporte italiano e recursos no exterior, e destruir provas.

Em 4 de novembro, ao examinar recurso da defesa de Cunha, o então relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, referendou a decisão de Moro de manter o ex-deputado na cadeia. 

Cunha entrou com um novo recurso no STF que deveria ser examinado pela Segunda Turma do tribunal, então composta por Gilmar Mendes, José Antonio Dias Toffoli, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Teori.

Em dezembro, entretanto, Teori retirou a decisão da Segunda Turma e a enviou para o plenário. Como contou o portal jurídico Jota, investigadores da Lava Jato afirmaram a existência de uma "articulação para tirar Cunha da prisão em julgamento na Segunda Turma do STF". 

De acordo com o site, eram esperados três votos favoráveis a Cunha e, ciente disso, Teori Zavascki remeteu a decisão ao plenário.

De acordo com nota publicada também em dezembro pela coluna Radar On-Line, da revista Veja, Cunha tinha convicção de que "se o pleito fosse analisado pela Segunda Turma, ele estaria em liberdade hoje".

Na terça-feira 7, Gilmar Mendes, integrante da Segunda Turma, criticou as prisões decretadas por Sergio Moro em sessão do colegiado. 

"Temos um encontro marcado com as alongadas prisões que se determinam em Curitiba. Temos que nos posicionar sobre este tema que conflita com a jurisprudência que desenvolvemos ao longo desses anos", disse Mendes. A frase foi percebida como um ataque à Lava Jato. 

Com a morte de Teori, a relatoria da operação no STF passou para as mãos de Edson Fachin

Na petição apresentada ao STF, os advogados de Cunha afirmavam que Moro não poderia ter decretado a prisão porque o Supremo decidiu anteriormente que Cunha não poderia ser preso pelos fatos investigados contra ele na Operação Lava Jato. 

Em maio de 2016, o STF analisou pedido de prisão feito pela Procuradoria-Geral da República e decidiu que Cunha deveria ser somente afastado da presidência da Câmara. 




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

E AGORA DALLAGNOL: Cunha diz que Temer coordenava indicações na Petrobrás e derruba tese do MPF; ENTENDA!

E AGORA DALLAGNOL: Cunha diz que Temer coordenava indicações na Petrobrás e derruba tese do MPF; ENTENDA!
8 de fevereiro de 2017
 

Sei que é um sacrifício acima e além do dever cívico, mas tive a pachorra de assistir o depoimento de Eduardo Cunha a Sérgio Moro, de quase três horas. (aqui, no Estadão)

E no final do post coloco o trecho que reputo mais importante, onde ele responsabiliza diretamente Michel Temer pela aprovação dos diretores da Petrobras que seriam os operadores do PMDB na empresa.

Antes, descrevo a impressão que me ficou do show de hipocrisia.
Impressionante como, apesar do asco que a figura do ex-presidente da Câmara, ele se expressa com muito mais segurança que seu inquisidor, Sérgio Moro, que fica, praticamente, naquilo que está noticiado na mídia.

A história dos trustees não avançou um milímetro, exceto pelo fato de que não está ali o grosso das vantagens e do ervanário de Cunha.

Moro se baseava, volta e meia, em entrevistas dadas à imprensa, que Cunha rebarbava, com toda a razão jurídica, dizendo que estava ali para discutir depoimentos e não notícias que possam ter sido veiculadas apenas em parte.

Em momento algum Cunha foi colocado diante de evidências irrespondíveis.

O Ministério Público, que estranhamente não escala as “estrelas” da Força Tarefa para estes interrogatórios, mas apenas para as apresentações de powerpoint sobre Lula, estava representado por um procurador anônimo.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

EDUARDO CUNHA DEPOIMENTO NA LAVA -JATO COMPLETO

EDUARDO CUNHA DEPOIMENTO NA LAVA -JATO COMPLETO

CANAL K         07/02/2017

                         VEJA O VÍDEO COMPLETO

Transmitido ao vivo há 3 horas

Arrolado como testemunha de Eduardo Cunha, Temer, que usou a prerrogativa de presidente da República e decidiu responder por escrito, disse não ter participado de reunião para tratar de indicação à Petrobras e alegou desconhecer qualquer articulação da bancada do PMDB para ameaçar barrar a votação da CPMF para pressionar as nomeações na Petrobras, em 2007.

Questionado por seu advogado de defesa, Cunha contradisse Temer “Essa reunião existiu, e quem me relatou ela foi o próprio Temer. Ele e o Henrique Alves foram chamados para uma reunião com o Walfrido Mares Guia (então ministro), por conta do descontentamento do PMDB com as nomeações da Petrobras”,disse. 

Segundo Cunha, o partido estava irritado pelo fato de as cotas do PT dentro da estatal já terem sido atendidas, e as nomeações do PMDB estavam demorando e, assim, ameaçou barrar a votação da CPMF na Câmara. 

“Eles chamaram o Michel para tentar acalmar a bancada, garantiram a nomeação. Temer acalmou a bancada, a nomeação saiu e nós votamos a CPMF”, afirmou. “A resposta do presidente Michel Temer nesta pergunta está equivocada. 

Ele participou sim desta reunião e foi ele que nos comunicou desta reunião”, concluiu.






sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

"Desespero total": Pastor Everaldo (PSC) pediu dinheiro a Cunha, aponta PF

"Desespero total": Pastor Everaldo (PSC) pediu dinheiro a Cunha,aponta PF
Leandro Prazeres, Flávio Costa e Mirthyani Bezerra
Do UOL, em Brasília e São Paulo
13/01/201720h38
 Eduardo Cunha participa de culto realizado pelo pastor Everaldo (PSC) no Rio, em imagem de fevereiro de 2015
Eduardo Cunha participa de culto realizado pelo pastor Everaldo 
(PSC) no Rio, em imagem de fevereiro de 2015

Mensagens de celular indicam que o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, teria pedido dinheiro para seu partido ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), aponta a Polícia Federal.

Em uma dessas mensagens, realizadas no ano de 2012, quando houve eleições municipais, Pastor Everaldo chega a afirmar a Cunha que estava em "desespero total" para receber os recursos.

A informação consta nos documentos da investigação sobre o suposto esquema de liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para as companhias --dos ramos de frigoríficos, de concessionárias de administração de rodovias e de empreendimentos imobiliários-- por meio de direcionamento político, com participação de Cunha e do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que ocorreriam em troca de pagamento de vantagens ilícitas.

Na noite de 17 de agosto de 2012, Geddel, então vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa, enviou a seguinte mensagem ao celular de Cunha: "Caso da Dinâmica de Everaldo resolvido".

De acordo com a Polícia Federal, "ao que tudo indica, essa empresa seria a Dinâmica Segurança Patrimonial, cujo sócio-administrador é Edson da Silva Torre que, conforme mensagens de Eduardo Cunha, é um sócio do Pastor Everaldo".

PSC "perturbava" Cunha e Geddel
Ainda de acordo com a PF, "embora não haja outras mensagens que confirmem se tratar diretamente desse caso da 'Dinâmica', chamou atenção outros diálogos envolvendo o Partido Social Cristão, já que em outra conversa, do dia 11/09/2012, Eduardo Cunha o questiona [sobre repasses ao PSC] pois, 'tão me perturbando', no que Geddel também informa que estariam perturbando ele também".

Em seu pedido de busca e apreensão da Operação "Cui Bono" à 10ª Vara Federal de Brasília, o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes afirma que "tendo em vista o modo de operar da dupla Geddel e Eduardo Cunha, espera-se aprofundar sobre esse assunto da Dinâmica e os repasses de valores ao Partido Social Cristão".

Em mensagens trocadas por celular, Eduardo Cunha diz a Geddel que é melhor "soltar algo eu solto sexta para aliviar tão apertados (sic)", referindo-se ao PSC, de acordo com a PF.

Em outro trecho, Cunha usa a expressão "programado originar". A PF afirma que "existe a hipótese de que o 'programado originar' sejam doações legais e que, portanto, existem recursos que não se enquadrariam nessa classificação".

Geddel cita em conversa Cunha a um número "150", que, a PF suspeita, seriam recursos destinados ao PSC na Bahia.

No mesmo dia -- 11 de setembro de 2012 -- em que Geddel fez esta referência, Cunha e Pastor Everaldo trocaram mensagens de celular, afirma a PF.

"Na conversa, Pastor Everaldo justifica a necessidade de repasse ao dizer que 'estava muito com mal seu pessoal' e acrescenta, ainda, que não é apenas o diretório do partido na Bahia que necessita de recursos, mas também o PSC do Estado de São Paulo", lê-se no documento da Polícia Federal.

Cerca de 15 minutos depois, ainda de acordo com a PF, Cunha confirma ao Pastor Everaldo "que também estaria certo para São Paulo na sexta-feira, no que o Pastor Everaldo pede alguma coisa para o dia seguinte em São Paulo".

Nesta conversa, Pastor Everaldo afirma estar em "desespero total", referindo-se à necessidade dos repasses.

No pedido de busca e apreensão, o Ministério Público aponta que Geddel agia "internamente, em prévio e harmônico ajuste com Eduardo Cunha e outros, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas para outros membros do grupo criminoso".

Outro Lado
A assessoria do Pastor Everaldo afirmou que ele não se pronunciaria, pois não teve acesso aos documentos da investigação que o citam.

O PSC afirma, em nota, "não ter tido acesso a nenhuma informação referente à Operação Cui Bono". A nota acrescenta que "todas as doações feitas ao PSC obedecem à legislação eleitoral vigente e são devidamente informadas à Justiça Eleitoral por meio das prestações de contas."

Por meio de nota, um dos advogados de Cunha, Pedro Ivo Velloso, informou que a defesa do ex-deputado "não teve acesso até o momento à investigação, mas, desde já, rechaça veementemente as suspeitas divulgadas".

A reportagem tentou falar com Geddel Vieira Lima por telefone ao longo de toda a tarde desta sexta-feira, mas as ligações feitas para o seu telefone pessoal não foram atendidas.

A Caixa, por sua vez, disse, em nota, que o "banco está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações, procedimento que continuará sendo adotado".



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

ALERTA: Isolado no presídio, Cunha dá sinais de abatimento, depressão e desiste de lançar livro sobre o impeachment de Dilma

ALERTA: Isolado no presídio, Cunha dá sinais de abatimento, depressão e desiste de lançar livro sobre o impeachment de Dilma
5 de janeiro de 2017
 

Durante o tempo em que permaneceu na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) passou a exercer voz de comando e organizar os afazeres do dia no local, segundo investigadores.

Desde que foi transferido para Pinhais, no entanto, há três semanas, o peemedebista vem dando sinais de abatimento por estar num regime mais restrito, sozinho numa cela e privado do contato com os demais presos, inclusive no banho de sol. 

Na carceragem da PF, Cunha tinha mais liberdade de circulação e não se sentia tão isolado.

Enquanto esteve em Curitiba, conviveu com Olívio Rodrigues e Luiz Eduardo Soares, dois delatores que atuaram no Setor de Operações Estruturadas, o departamento da propina da Odebrecht. Ambos foram soltos no mesmo dia em que Cunha foi transferido para o Complexo Médico-Penal de São José dos Pinhais.

A defesa do peemedebista foi contrária à mudança. Reclamou que implicaria contato mais restrito com os advogados e, em recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a transferência para o presídio tinha o objetivo de pressioná-lo a fazer um acordo de delação premiada.

Incomodado com o andamento de seus processos, Cunha decidiu se dedicar exclusivamente a estudar sua defesa e orientar os advogados.

O peemedebista abandonou, por tempo indeterminado, a ideia de escrever um livro, que, segundo ele, contaria os bastidores do impeachment da petista Dilma Rousseff e seria seu “presente de Natal” aos inimigos políticos.

Envolvido com os detalhes da defesa, Cunha chegou a comentar com interlocutores que embora discorde das decisões do juiz Sérgio Moro e do modo como o magistrado atua no processo, enxerga nele um profissional bem preparado. 

Segundo relatos, o peemedebista percebeu que o juiz que comanda a Lava Jato lê todas as longas petições e disse que Moro se diferencia dos demais magistrados pela “inteligência”.

Sobre a disputa entre sua defesa e os acusadores, Cunha tem dito que alcançou vitórias, em especial, ao ver tanto as testemunhas de acusação como as de defesa negarem sua responsabilidade na nomeação de Jorge Zelada para a diretoria de Internacional da Petrobras.

Conforme relato do deputado cassado a interlocutores, isso exclui o ato de ofício necessário para imputação do crime de corrupção. Com informações do Estadão Conteúdo.



sábado, 17 de dezembro de 2016

PERDEU A BOQUINHA: Cunha será transferido para presídio

PERDEU A BOQUINHA: Cunha será transferido para presídio
16 de dezembro de 2016
 

A Justiça Federal do Paraná determinou, nesta sexta-feira (16), que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) seja transferido da sede da Polícia Federal para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curituba. 

A transferência ainda não tem data para ser feita.

O deputado cassado está preso na capital paranaense desde outubro. Segundo informações do G1, a defesa de Cunha ainda não se manifestou sobre a decisão do juiz federal Sérgio Moro.

No mesmo despacho, o magistrado rejeitou os pedidos de transferência de o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro) e do ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu.

Os advogados de Cunha pediram que ele permanecesse preso na sede da PF, alegando que a ação penal em que Cunha é réu está em “pleno desenvolvimento”, com depoimento previsto para 7 de fevereiro. A mudança, argumentam, atrapalharia a rotina de reuniões entre cliente e defensores na PF.

No despacho, Moro afirma que a carceragem da PF é local de passagem, salvo exceções. “A transferência, portanto, não é sanção, mas visa atender exclusivamente uma necessidade de abrir espaço na carceragem da Polícia Federal e a de evitar superlotação prejudicial aos presos”, diz a decisão.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Delação diz que Dilma descobriu e cortou propina da Odebrecht, isso levou ao Impeachment

16/12/2016 11:04
Delação diz que Dilma descobriu e cortou propina da Odebrecht, isso levou                   ao Impeachment
Michel Temer e Eduardo Cunha ficaram revoltados, de acordo com delator, processo de Impeachment começou a se desenhar a partir de então
 

Na noite de ontem, uma nova delação premiada da Odebrecht atingiu Michel Temer. 

Ela foi feita pelo executivo Márcio Faria, ex-vice-presidente da empreiteira, que relatou um encontro no escritório de Michel Temer, em São Paulo, com Eduardo Cunha e o lobista João Augusto Henriques, às vésperas da eleição presidencial de 2010.

No encontro, segundo o delator, teria ficado acertado que a Odebrecht faria doações ao PMDB, tendo como contrapartida contratos na área internacional da Petrobras, que era comandada pelo partido. Ou seja: a doação era propina (leia mais aqui).

Sem ter como negar o encontro, Temer o confirmou, mas disse que, se alguém pediu dinheiro, foi Cunha, não ele. E o contrato em questão dizia respeito à manutenção de plataformas da Petrobras no exterior pelo PMDB.

Pois bem: em 2013, após uma auditoria interna, a gestão da ex-presidente Graça Foster na Petrobras cortou em 43% o valor do contrato com a Odebrecht, que caiu de US$ 840 milhões para US$ 480 milhões, numa decisão que revoltou o PMDB, o então vice-presidente Michel Temer e seus principais aliados.


É mais um indício de que o golpe parlamentar de 2016 foi uma reação de forças corruptas da política brasileira contra a presidente honesta.

Abaixo, reportagem publicada à época pelo Estado de S. Paulo:
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,petrobras-corta-em-43-contrato-de-us-840-milhoes-com-a-odebrecht-imp-,1038200
(3 de junho de 2013, dez dias antes do início das manifestações contra Dilma)

Petrobrás corta em 43% contrato de US$ 840 milhões com a Odebrecht

Uma auditoria interna da Petrobrás contestou contrato da petroleira com o grupo Odebrecht em torno de US$ 840 milhões para serviços em dez países. Depois de análise do órgão interno, que atua com independência, o montante a ser pago foi reduzido em 43% do valor original, a cerca de US$ 480 milhões.

O acordo inclui trabalhos de manutenção na refinaria de Pasadena, no Texas (Estados Unidos), onde a Petrobrás é investigada por ter firmado um contrato com falhas e comprado a unidade por preço acima do de mercado, como revelou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, em julho do ano passado (leia texto ao lado).

O contrato foi tema de pauta em reunião de conselho de administração da companhia realizada há pouco mais de dois meses. A presidente Graça Foster fez questão de relatar o caso aos outros nove administradores da estatal, no conselho presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Em seu relato ao conselho, Graça Foster não comentou que estavam incluídos no contrato trabalhos na refinaria de Pasadena. 

O serviço foi contratado durante a gestão de seu antecessor, José Sérgio Gabrielli.


Destino. Apenas US$ 400 milhões foram inicialmente destinados para a Odebrecht. Restaram em torno de US$ 80 milhões a serem pagos pela Petrobrás. Graça disse na reunião que o montante só seria desembolsado caso empresas locais oferecessem preços mais altos pelos trabalhos acordados inicialmente com a Odebrecht. Todos os valores são aproximados.

O acordo foi feito com Odebrecht Engenharia Industrial, braço da construtora responsável por obras industriais da empresa no Brasil e no exterior, em áreas como petróleo, mineração, petroquímica e metalurgia.

A empresa é responsável pelo contrato de prestação de serviços para a área de Negócios Internacionais da Petrobrás, dentro do plano de ação de certificação em segurança, meio ambiente e saúde, denominado Projeto PAC SMS.

O contrato guarda-chuva contempla vários países e, em 2011, foi ampliado para incluir serviços específicos em Pasadena.

Sem comentários. Procurada, a Odebrecht não quis comentar. 

A Petrobrás também não se manifestou oficialmente. A petroleira não informou o motivo da redução dos valores, nem por que o contrato foi revisto. Tampouco detalhou os serviços e países envolvidos.

Mas o Broadcast apurou que o contrato revisto do Projeto PAC SMS inclui, além dos Estados Unidos, nove países que têm refinarias e estações de serviços da Petrobrás. São eles Argentina, Japão, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Chile, Equador, Bolívia e Brasil. Segundo uma fonte, o acordo foi reduzido quase à metade por ter sido considerado caro demais para os serviços oferecidos.

As obras são conduzidas em parceria com a Foz do Brasil, uma empresa do grupo Odebrecht para projetos ambientais. Conta com 26,53% de participação acionária do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

O contrato suplementar para Pasadena foi firmado para recuperação, construção, montagem e elaboração de estudos e diagnósticos das áreas de SMS. Também inclui colocação de equipamentos e realização de serviços para contingência e combate a incêndios.

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 Fonte: Brasil247