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domingo, 23 de junho de 2019

Moro cancela ida á Câmara, após novas revelações


Moro cancela ida á Câmara, após novas revelações

3 mins ago Denúncias 23/06/2019


Ministro apenas informou que não poderá comparecer no dia combinado, 26 de junho, quando estará nos EUA; “Fugiu?! 

O q teme Moro? A convocação foi transformada em convite e ele tinha marcado sua ida. 

Agora voltará a ser convocação. Moro tem muitas explicações a dar ao Brasil”, protestou a deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann

247 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, cancelou sua ida à Câmara dos Deputados, que estava marcada para o próximo dia 26, sem propor nova data para o comparecimento. 

O Minitério da Justiça informou neste fim de semana que Moro tem agenda nos Estados Unidos entre 22 e 27 deste mês.

O convite à Câmara tem como objetivo fazer com que o ministro explique aos deputados – como fez no Senado semana passada – 
os vazamentos de mensagens trocadas entre ele e integrantes da força-tarefa da Lava Jato publicados pelo site The Intercept e que comprovam seu papel de comando na operação.

A proposta inicial era propor uma convocação à Câmara, mas após um pedido de acordo por parte de Moro, foi transformado em convite, como explicou o deputado federal Rogério Correia neste sábado 22. 

O parlamentar deixou clara a estratégia do ministro: como convidado, ele poderia não comparecer, uma vez que estaria em viagem aos Estados Unidos na data combinada.

Agora a oposição quer novamente transformar o convite numa convocação, informou Correia.

 Após a informação do Ministério da Justiça de não comparecimento do ministro, a deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), confirmou a linha que será tomada na Casa. “Fugiu?! O q teme Moro? 

A convocação foi transformada em convite e ele tinha marcado sua ida. 

Agora voltará a ser convocação. Moro tem muitas explicações a dar ao Brasil”, protestou a deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann


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terça-feira, 3 de julho de 2018

Câmara Aprova Projeto Que Impede Ministro Do STF De Suspender Lei Por Decisão Individual


Câmara Aprova Projeto Que Impede Ministro Do STF De Suspender Lei Por Decisão Individual



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta terça-feira (3) um projeto que impede ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender lei por decisão individual.

Com a aprovação, a proposta seguirá para o Senado se não houver recurso para que o plenário da Câmara analise o projeto.

Chamadas “monocráticas”, essas decisões tomadas individualmente por ministros do STF têm, geralmente, caráter provisório até o plenário do tribunal tomar alguma decisão sobre o assunto de maneira definitiva.

A proposta em discussão no Congresso altera as leis que regulamentam o andamento das ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) e das ações de descumprimento de preceito fundamental (ADPFs).

Essas ações são instrumentos usados para questionar, no Supremo Tribunal Federal, se uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República está ou não de acordo com a Constituição.

As ADIs e as ADPFs também servem para evitar ou reparar que atos do Poder Público provoquem lesão a preceito fundamental previsto na Constituição.


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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Maia vai ao Chile no dia em que CCJ votará denúncia contra Temer

Maia vai ao Chile no dia em que CCJ votará denúncia contra Temer
Em rota de colisão com o Planalto, presidente da Câmara viajará na próxima quarta-feira. Ele se encontrará com a presidente chilena, 
Michelle Bachelet
Por Da redação  16 out 2017, 23h05
 Rodrigo Maia e Michel Temer
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), 
e o presidente Michel Temer (Nelson Almeida/AFP)

Em crise com o Palácio do Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados,Rodrigo Maia (DEM-RJ), viajará nesta semana para o Chile. Ele deverá estar fora do Brasil justamente na semana em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa votará a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Segundo assessores da Câmara, Maia decolará para Santiago na quarta-feira, de onde deve retornar no dia seguinte. 
Na cidade, estão previstos encontros do parlamentar brasileiro com a presidente do chilena, Michelle Bachelet, e com o presidente da Câmara dos Deputados do país, Fidel Espinoza Sandoval.

Maia estará no exterior justamente nos dias em que a CCJ deve votar o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) sobre a denúncia contra Temer e os ministros. No relatório, o tucano recomendou a rejeição da denúncia

A discussão do parecer começará nesta terça-feira. 
A votação, por sua vez, está prevista para quarta-feira, quando o presidente da Câmara estará decolando para o Chile, país onde nasceu.

Vídeos aumentam tensão

A turbulenta relação de Rodrigo Maia com o Planalto se agravou no último fim de semana, após a publicação dos vídeos com a delação do doleiro Lúcio Funaro no site da Câmara. 

O gesto foi entendido no governo como mais uma ação de Maia para mostrar que está descolado do governo. 
Interlocutores de Michel Temer avaliaram que o presidente da Casa poderia não ter disponibilizado no site o material audiovisual da colaboração premiada.

Os vídeos da delação de Funaro foram divulgados com documentos relacionados à segunda denúncia contra Temer, Padilha e Moreira. 

O material foi enviado pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, com ofício expedido em 21 de setembro, uma semana após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar a segunda denúncia contra Temer.

Segundo a presidência da Câmara, no ofício não há menção ao sigilo do material. 

Neste domingo, por meio de assessoria, Cármen Lúcia afirmou que apenas oficiou Maia e o relator do inquérito, Edson Fachin, é a autoridade máxima e única no processo. 

Segundo o gabinete de Fachin, a delação de Funaro não teve o sigilo retirado em nenhum momento e permanece secreta.

O secretário-geral da Mesa Diretora, Wagner Soares, que é subordinado a Maia, determinou, porém, que os vídeos fossem divulgados no site da Câmara. 

O material subiu na íntegra no dia 29 de setembro, uma semana depois de o presidente da Câmara disparar duras críticas a Temer e ao PMDB em razão do assédio dos peemedebistas a parlamentares do PSB com os quais o DEM negociava filiação.

O episódio levou a um bate-boca público entre Maia e a defesa de Temer. 
Sábado, o advogado Eduardo Carnelós publicou nota para criticar “vazamentos criminosos”. 

Carnelós recuou e, também em nota, disse que “jamais” imputou “a prática de ilegalidade, muito menos crime” ao deputado. 

Quando os vídeos vieram à tona, a nota de Carnelós irritou Maia, que fez chegar a Temer sua insatisfação.
“Não teve vazamento. 

O advogado é incompetente”, disse o presidente da Câmara à Coluna do Estadão. 

Em nota, Maia disse ainda ver com “perplexidade muito grande” ter sido tratado de “forma absurda” pelo advogado, “depois de tudo que fiz pelo presidente, da agenda que construí com ele, de toda defesa que fiz na primeira denúncia”.

(com Estadão Conteúdo)


domingo, 15 de outubro de 2017

GOLPE ATIRA CONTRA SI PRÓPRIO! Depois De Tudo Que Fiz Pelo O Presidente, Diz Maia Em Tom De Ameaça Para Temer Após Fala De Advogado

GOLPE ATIRA CONTRA SI PRÓPRIO! Depois De Tudo Que Fiz Pelo O Presidente, Diz Maia Em Tom De Ameaça Para Temer Após Fala De Advogado
Por Redação Click Política Última Atualização 15 out, 2017
 

Rodrigo Maia reagiu às acusações do advogado de Michel Temer de que a divulgação dos vídeos do operador Lúcio Funaro, feita no site da Câmara, foi um “criminoso vazamento”; afirmou estar perplexo “depois de tudo que fiz pelo presidente”; e ainda criticou a “meia justificava” de Eduardo Carnelós.

Eis a íntegra da nota de Maia:

“A nota do advogado… ela dá uma resposta parcial. 

Ele fala da publicidade dos vídeos, dos documentos no site da Câmara a partir do dia 29. Mas, três, quatro dias antes, a Câmara dos Deputados, através do seu secretário-geral, deputado Giacobo, entregou ao assessor Gustavo toda documentação alertando que a pet 7099 estava sob sigilo e assim foi encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça.

A nota do advogado não esclarece o ponto mais importante. Ele fala apenas que não sabia que o site da Câmara tinha dado publicidade. 

Ele deveria saber que todos os documentos encaminhados pelo STF estavam à disposição dele, dos advogados, dos ministros. 

Eu, inclusive, estive com a presidente Cármen Lucia e com o ministro Fachin perguntando o que estava sob sigilo e a única peça que estava sob sigilo é a pet 7099, que não tem relação com os vídeos 
do Lúcio Funaro. 

A pet 7099 é anterior à delação do Lúcio Funaro.

Então, o advogado faz uma meia justificativa, o que não esclarece os fatos e o que vai obrigar – infelizmente – a que os funcionários da Câmara tomem atitudes, inclusive na justiça, porque são servidores, tem fé pública e, com a nota dele, continuam sendo desrespeitados.

E, da minha parte, uma perplexidade muito grande ver o advogado do presidente da República, depois de tudo que fiz pelo presidente, da agenda que construí com ele, de toda defesa que fiz na primeira denúncia, ser tratado de forma absurda e – vamos chamar assim – sem nenhum tipo de prova, de criminoso.

Porque quando ele diz ‘aqueles que divulgaram os áudio são criminosos’ e foi a Câmara que colocou de forma legítima, respeitosa, tudo aquilo que estava na denúncia de forma pública no site… quando ele diz que é criminoso, eu preciso, de fato, defender a minha posição porque eu não posso aceitar de nenhuma forma que um advogado possa me tratar desta forma.

Acho que o advogado não respondeu de forma correta o que deveria e a minha posição é apenas que tudo fique claro. 
Os documentos que estão públicos são documentos que vieram sem nenhum tipo de ressalva por parte do Supremo, que foram esclarecidos comigo, com a presidente Cármen Lúcia e com o doutor Fachin.

E se há alguma dúvida por parte do advogado, ele não deveria primeiro atacar. 

Ele deveria primeiro avaliar, investigar para ver se de fato existia alguma atitude criminosa que, eu tenho certeza, muito menos da minha parte, mas também da parte dos servidores da Câmara, não houve nenhuma atitude que não fosse apenas preservar a transparência e a possibilidade de cada um dos 513 deputados pudessem ter acesso a todos os documentos da denúncia apresentada pelo doutor Janot.”



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Maia diz que denúncia contra Temer 'é muito grave' e admitiu que vai paralisar a Casa

Maia diz que denúncia contra Temer 'é muito grave' e admitiu que vai paralisar a Casa
Igor Gadelha e Isadora Peron1 hora atrás 14/09/2017

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 14, que a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada pela Procuradoria-Geral da República é "muito grave" e admitiu que a tramitação do processo vai paralisar os trabalhos da Casa.

 O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
© Foto: Dida Sampaio/Estadão O presidente da 
Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

"Denúncia contra presidente da República, independente de qual é a agenda, é sempre muito grave. 
Não tem como falar que vamos ter duas agendas relevantes no plenário da Câmara tendo uma denúncia contra presidente do Brasil", disse Maia.

Segundo Maia, o assunto será "prioridade" na Casa e as demais matérias só serão retomadas após a conclusão do processo.

O presidente da Câmara evitou fazer previsão sobre se os deputados vão ou não dar aval para que Temer seja investigado por organização criminosa e obstrução de Justiça e disse que vai manter o seu papel de "árbitro" no processo.

"Meu papel não é avaliar o mérito da denúncia. 
É respeitar a decisão da PGR e do Supremo Tribunal Federal", disse.

Maia afirmou ainda que vai seguir o regimento e cumprir a Constituição, assim como fez na primeira denúncia. 
"Temos que ter muita tranquilidade, é um momento muito difícil. Nosso papel é garantir equilíbrio e paz no Brasil", disse.

O deputado se distanciou de Temer durante a tramitação da primeira denúncia. 

Sucessor natural ao cargo caso o peemedebista fosse afastado, ele manteve uma postura neutra, mas fez algumas movimentos que incomodaram aliados do presidente. 
Maia tem dito a interlocutores que o clima de desconfiança já começou a se repetir antes mesmo de a segunda denúncia ter sido apresentada.

O próximo passo agora é o Supremo encaminhar a denúncia para a Câmara. 

Na Casa, a denúncia será analisada primeiro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 

Após a elaboração de um relatório, o caso segue para o plenário. 

Para que a denúncia contra o presidente tenha seguimento, é preciso a autorização de dois terços dos deputados. 
Durante eventual julgamento no STF, o presidente é afastado por 180 dias.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

GOLPISTA LEVA CHUMBO: Denúncia contra Temer tem mais da metade dos votos necessários para ser aceita; CONFIRA!

GOLPISTA LEVA CHUMBO: Denúncia contra Temer tem mais da metade dos votos necessários para ser aceita; CONFIRA!
10 de julho de 2017
 

Do Globo:

No dia em que o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da denúncia contra o presidente Michel Temer, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), apresentou um parecer pela aceitação da peça acusatória, 172 deputados federais já manifestaram ao GLOBO a intenção de votarem a favor da denúncia em plenário: mais da metade do número necessário para que seja autorizada a análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Caso seja aceita por 342 deputados — 2/3 da Câmara —, Temer será afastado por 180 dias até que o STF julgue o caso.

No termômetro da denúncia contra Temer na Câmara, enquanto 172 parlamentares já demonstraram serem a favor da aceitação da denúncia contra Temer, 70 já disseram que são contra a autorização. 

Os indecisos somam 110 e 160 ainda não se manifestaram.

Entre os deputados que já declararam voto contra Temer estão: Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), do partido do presidente, e 13 do PSDB, principal aliado do governo.

Nesta segunda-feira, o deputado Sergio Zveiter leu na CCJ seu parecer favorável pela aceitação da denúncia. 

Para ele, há indícios suficientes “de autoria e materialidade para o recebimento da denúncia. 

De acordo com Zveiter, a investigação e apuração dos fatos é necessária.

Na CCJ, 20 deputados já se manifestaram como sendo a favor da denúncia. 

Quatorze se dizem contra e 15 indecisos. 

Ainda não houve a resposta de 17 parlamentares.




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quinta-feira, 29 de junho de 2017

PICARETAGEM DE RODRIGO MAIA? Denúncia contra Temer é lida com plenário da Câmara vazio; CONFIRA AQUI!

PICARETAGEM DE RODRIGO MAIA? Denúncia contra Temer é lida com plenário da Câmara vazio; CONFIRA AQUI!
29 de junho de 2017
 

De Os Divergentes:

Por Helena Chagas

A leitura da denúncia do PGR Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer na presença de meia-dúzia de gatos pingados no plenário da Câmara dá uma medida da saia-justa da base aliada, mas sinaliza que, hoje, a tendência seria enterrar o processo, ou seja, absolver Temer. 

Se fosse o contrário, haveria gente no plenário fazendo festa, xingando o presidente e tentando faturar politicamente com o momento.

Do lado de fora do Congresso também não havia vivalma. 

Nada, nadinha que pudesse indicar que, ali dentro, estava sendo lida, pela primeira vez na história, denúncia por corrupção formulada contra um presidente da República no exercício do cargo. 

Vamos e convenhamos, não é um dia comum. 

Só que foi, porque o ingrediente ruas ainda não apareceu.

Nos próximos dias, na tramitação na CCJ, vai ser mais fácil aferir os ânimos. 

Pode ser mesmo que o Planalto tenha certa dificuldade na comissão, onde terá que pagar bem caro pelos votos contrários à denúncia. 

Mas a apatia que marcou o recebimento da denúncia na Câmara, incluindo aí até a oposição e os movimentos sociais, encoraja as apostas pró-Temer.


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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Fachin decide enviar diretamente à Câmara denúncia contra Temer

Fachin decide enviar diretamente à Câmara denúncia contra Temer
PGR queria que a defesa fosse apresentada em até 15 dias ao STF antes do envio à Câmara, que tem de decidir se autoriza ou não o prosseguimento do caso no tribunal.
Por TV Globo, Brasília
28/06/2017 14h44  Atualizado há 4 horas
Fachin envia denúncia contra Temer diretamente para a Câmara

O ministro Edson Fachin decidiu nesta quarta-feira (28) enviar imediatamente à Câmara dos Deputados adenúncia de corrupção passiva da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, acusado de corrupção.

A denúncia será oficialmente remetida ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), pela presidente do STF, ministra Carmem Lúcia. 

Para que se instaure o processo no Supremo, é necessária autorização da Câmara – com votos favoráveis no plenário de pelo menos 342 dos 513 deputados.

Ao denunciar Temer, a Procuradoria Geral da República pediu que a defesa se manifestasse ao STF – em um prazo de até 15 dias – antes do envio da denúncia pelo Supremo à Câmara. Isso retardaria a apreciação do caso pela Câmara, com o que a defesa de Temer não concordava.


"É de se indeferir o pedido de prévia notificação tal como formulado pelo Procurador-Geral da República e, desde logo, remeter o feito à Presidência do Supremo Tribunal Federal para que proceda ao encaminhamento institucional ao Presidente da Câmara dos Deputados", escreveu Fachin na decisão.

Se a Câmara autorizar o prosseguimento, e o caso voltar ao STF, as partes serão ouvidas com 15 dias de prazo antes de o plenário do tribunal analisar se receberá ou não a denúncia.

"Somente poderá ser instaurado processo após a autorização; logo, processar e julgar, atribuições do Plenário do STF, apenas emergirão em se concretizando tal hipótese", disse o ministro Fachin.

Na Câmara, Temer fará uma defesa política. Na hipótese de os deputados autorizarem a continuidade da tramitação da denúncia, o presidente apresentará ao STF a defesa técnico-jurídica.

"O juízo político a ser efetivado pela Câmara dos Deputados, deve preceder a análise jurídica por parte do Supremo Tribunal Federal, porque, como visto, assim o determina a correta interpretação da Carta Magna", diz Fachin na decisão.

"Nessa linha, somente após a autorização da Câmara dos Deputados é que tem cabimento dar sequência à persecução penal no âmbito do Supremo Tribunal Federal, conclusão que ressai cristalina quando se atenta para a redação do art. 86, §1º, I, da Constituição Federal, o qual determina o afastamento do Presidente da República das suas funções 'se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal'”, complementou o ministro.

Nesta terça (27), um dos advogados de Temer, Gustavo Guedes, pediu a Fachin para encaminhar a denúncia à Câmara, sem a necessidade de apresentação de defesa prévia ao STF.

Se a defesa fosse apresentada primeiro ao STF, como queria a PGR, o processo poderia se arrastar até meados de agosto. 

Os aliados de Temer defendem celeridade na votação da denúncia pelo plenário da Câmara – antes, a Comissão de Constituição e Justiça produzirá um parecer (saiba quais são as etapas da tramitação na Câmara).

"É melhor para o país porque o Supremo entra em recesso em julho e essa defesa seria apresentada [ao STF] só em agosto, com os prazos suspensos. Nós não temos condição de produzir [defesa] adequada em três dias [para entregar ao STF e remeter à Câmara antes do recesso do Judiciário]. 

Ou seja, eu só poderia protocolar a defesa em agosto e iria para a Câmara só em meados de agosto”, disse Gustavo Guedes nesta terça.

Além da denúncia por corrupção passiva, a PGR poderá enviar ao Supremo outras duas – uma por obstrução de Justiça e outra por formação de organização criminosa.

Temer
Nesta terça, o presidente fez um pronunciamento no Palácio do Planalto de cerca de 20 minutos no qual se disse "vítima de infâmia de natureza política", que não há "provas concretas" contra ele e que a denúncia é uma "peça de ficção".


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sábado, 27 de maio de 2017

Acordo sobre sucessão livra Lula e Temer de Moro, diz jornal

Acordo sobre sucessão livra Lula e Temer de Moro, diz jornal
Acordo costurado por parlamentares prevê eleição indireta com aprovação do Senado e Câmara e extensão do foro privilegiado, segundo 'O Estado de S. Paulo'
Por Da redação
Access_time27 maio 2017, 11h50
 
O juiz Sérgio Moro (Lula Marques/PT)

Um grupo de parlamentares articula um modo de fazer a sucessão de Michel Temer na presidência por meio de eleições indiretas num acordo que envolveria livrar Lula e o atual presidente e das mãos de Sérgio Moro na Operação Lava Jato. 

As informações são de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada neste sábado. 

O plano também alteraria a reforma da Previdência e uma nova assembléia Constituinte.

O plano envolve fazer a troca de comando na presidência de acordo com votações no Senado e na Câmara, na busca de um nome que agradasse as duas casas e tivesse força suficiente para se contrapor aos procuradores do Ministério Público e ao juiz federal Sergio Moro. 

Com esse arranjo, diminuem as chances de que o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) seja eleito no lugar de Temer.

Faz parte do acordo planejado pelo grupo que tem membros de mais de um partido uma emenda à Constituição que estenda o foro privilegiado a ex-presidentes. 

A ação beneficiaria Lula, Temer, Collor, Sarney e Dilma, que só poderiam ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal. 

Outros movimentos previstos, segundo o jornal, seriam uma reforma da Previdência mais limitada, para reduzir as críticas populares, e a convocação de uma nova assembleia constituinte pelo novo presidente, que incluiria novas eleições e mandatos a procuradores e promotores.



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domingo, 21 de maio de 2017

Depois de ‘encurralar’ Moro, PHA exige investigação sobre golpe, ‘Quem pagou os R$ 50 mil para comprar a farsa do impeachment montada por Janaína Paschoal?’

Depois de ‘encurralar’ Moro, PHA exige investigação sobre golpe, ‘Quem pagou os R$ 50 mil para comprar a farsa do impeachment montada por Janaína Paschoal?’
21 de maio de 2017
 

A conspiração está sendo, aos poucos, desmascarada.

Sabe-se que Temer, Cunha e a camarilha receberam R$ 30 milhões da JBS e outros R$ 10 milhões da Odebrecht para comprar a eleição de deputados que elegeriam Eduardo Cunha à presidência da Câmara.

O plano estava desenhado. Na presidência da Câmara, Cunha aceitaria o imprestável pedido de impeachment fraudulento comprado por Aécio Neves, então presidente do PSDB, junto a Janaína Pascoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior pelo valor de 50 mil reais.

Como se ouviu nas conversas gravadas entre Aécio Neves e Joesley Batista, o presidente do PSDB era um contumaz “mordedor” de propinas – a ponto de Joesley pedir “pelo amor de Deus” para ele parar de pedir propinas.

Numa das “mordidas”, Aécio mentiu que seria para o pagamento de advogados, mas o dinheiro foi entregue ao assessor do senador Perrella, dono do helicóptero apreendido com 450 kg de cocaína.

Como o esquema do Aécio na presidência do PSDB – para financiar sua atividade política e seus negócios com Perrella – era financiado por esquemas de corrupção, uma pergunta é incontornável: 

quem pagou os R$ 50 mil para comprar a farsa do impeachment montada por Janaína Paschoal e companhia?


Do Conversa Afiada


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sábado, 13 de maio de 2017

TEMER LEVA LAVADA ATÉ NO PMDB: 97% REJEITAM REFORMA DA PREVIDÊNCIA

TEMER LEVA LAVADA ATÉ NO PMDB: 97% REJEITAM REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

Enquete feita pelo PMDB de Michel Temer revela que 97% dos brasileiros são contra a reforma da Previdência; até a noite de ontem (12), 11.121 pessoas tinham participado da pesquisa, das quais 10.736 (97%) disseram ser contra a reforma; apenas 183 pessoas, o equivalente a 2%, responderam que são favoráveis à proposta; outras 167 (1%) disseram não ter conhecimento sobre a matéria

13 DE MAIO DE 2017 ÀS 07:10

"Uma enquete dessas é um excelente palco para atuação dos nossos adversários contra a reforma", criticou o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que foi presidente da comissão especial que analisou a reforma. O colegiado concluiu os trabalhos na última terça-feira, 9, possibilitando que a reforma possa ser votada no plenário da Câmara.

A pesquisa ocorre em meio à movimentação de caciques do PMDB para fechar questão a favor da reforma. Um fechamento de questão obrigaria os 64 deputados e 22 senadores do partido a votarem a favor da proposta, sob pena de serem punidos até mesmo com a expulsão.

O líder do PMDB a Câmara, Baleia Rossi (SP), diz já ter pelo menos 50 assinaturas de deputados para pedir o fechamento de questão na próxima semana. 

As assinaturas serão entregues durante reunião da executiva nacional da sigla, prevista para a próxima semana.

Presidente da legenda, o senador Romero Jucá (RR) afirmou em entrevista na manhã desta sexta-feira, no Palácio do Planalto, que a "tendência" hoje é de que o fechamento de questão seja aprovado. 

A expectativa é de que o fechamento faça com que outros partidos da base, como PSDB e DEM, também fechem.


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quinta-feira, 27 de abril de 2017

RENAN PROMETE BARRAR FIM DA CLT NO SENADO

RENAN PROMETE BARRAR FIM DA CLT NO SENADO
 

Líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros afirmou nesta quinta-feira 27 que o texto que destruiu conquistas da CLT, chamado pelo governo Michel Temer de "reforma trabalhista", não deve ser aprovado pelo Senado; "Não acredito que essa reforma saia da Câmara e chegue aqui, ao Senado Federal - reforma de ouvidos moucos, sem consultar opiniões, reforma que só interessa à banca, ao sistema financeiro, rejeitada em peso e de cabo a rabo pela população", disparou; para Renan, a proposta vai aprofundar a desigualdade social. "Querem um Brasil para 70 ou 80 milhões de pessoas. Somos 200 milhões e não podemos simplesmente fazer de conta que não existem 120 ou 130 milhões de pessoas. Com essa reforma, elas podem voltar a ficar excluídas; são empurradas de volta para guetos onde padece a legião de 'ninguéns'"

27 DE ABRIL DE 2017 ÀS 17:40

247 - O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, afirmou nesta quinta-feira, 26, que o texto que destruiu conquistas da Consolidação das Leis Trabalhistas, chamado pelo governo Michel Temer de "reforma trabalhista", não deve ser aprovado pelo Senado do jeito que a Câmara aprovou.

"Não acredito que essa reforma saia da Câmara e chegue aqui, ao Senado Federal - reforma de ouvidos moucos -, sem consultar opiniões; reforma que só interessa à banca, ao sistema financeiro, rejeitada em peso e de cabo a rabo pela população; reforma tão malfeita, que chega a constranger e a coagir a base do próprio Governo. Por isso ela vai e volta, de recuo em recuo", 
declarou Renan. 

Para o ex-presidente do Senado e um dos mais críticos ao governo Temer, a reforma é "injusta", porque retira direitos dos trabalhadores. 

"Ela rebaixa os salários, é sua consequência mais imediata 
e perversa. 

Ela pretende deixar o trabalhador sem defesa, condenado a aceitar acordos que reduzem a remuneração, suprimem reajustes e revogam garantias no emprego. 

Todos sabemos que a acordos forçados em plena recessão, com 13 milhões de desempregados e com o desemprego aumentando mês a mês, é pedir que se aceite a crueldade como caridade", criticou.

Renan Calheiros disse também que proposta vai aprofundar a desigualdade social. "Esse discurso é usado para seduzir uma parcela da sociedade e garantir o avanço da retirada de direitos.

 Querem um Brasil para 70 ou 80 milhões de pessoas. 

Somos 200 milhões e não podemos simplesmente fazer de conta que não existem 120 ou 130 milhões de pessoas. Com essa reforma, elas podem voltar a ficar excluídas; são empurradas de volta para guetos onde padece a legião de 'ninguéns'".