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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Temer diz à PF que reagiria com “repulsa” qualquer oferta de propina

Temer diz à PF que reagiria com “repulsa” qualquer oferta de propina
19/01/2018
 


Michel Temer enviou ao Supremi Tribunal Federal as respostas a 50 perguntas feitas pela Polícia Federal no âmbito do inquérito que apura favorecimento à Rodrimar, empresa do setor de portos, por conta de um decreto assinado pelo presidente no ano passado.

Temer negou a maioria dos crimes aventados nas perguntas e quando questionado sobre oferta de vantagens indevidas em troca do decreto, respondeu:

 “Em tal hipótese, minha reação seria de enérgica repulsa, seguida da adoção de medidas cabíveis”, afirmou.

O presidente também demonstrou incômodo com algumas perguntas feitas pela PF, como a que  questionava se ele pediu que aliados recebessem recursos em seu nome.

“Reitero a agressividade, o desrespeito e, portanto, a impertinência, por seu caráter ofensivo, também dessa questão, tal como das anteriores”, criticou.

No caso JBS, Temer apareceu como beneficiário de recursos da empresa, recebidos por meio 
de Rodrigo Rocha Loures. 

O ex-parlamentar ficou conhecido como o “homem da mala” após ser flagrado pela PF retirando R$ 500 mil com executivo da JBS

Temer negou que também tenha usado Rocha Loures como interlocutor junto a empresas do ramo portuário, durante a época da edição do decreto.

O presidente admitiu que tem amizade de longa data com  José Yunes e com o Coronel Batista. 

Com o primeiro, reconheceu que fez alguns negócios imobiliários. 

Com o segundo, negou qualquer transação financeira.

As resposta de Temer, na íntegra, estão 
em anexo abaixo.



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segunda-feira, 13 de março de 2017

Defesa de Dilma avalia pedir para TSE ouvir Padilha e Yunes em ação

Segunda-feira, 13/03/2017, às 20:17, por Andréia Sadi

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff avalia pedir ao ministro Herman Benjamin que autorize depoimento do ministro Eliseu Padilha e do advogado José Yunes na ação do Tribunal Superior Eleitoral que analisa se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder econômico.

O prazo para que os advogados de Dilma e de Temer definam se pedirão novas testemunhas termina à meia-noite.

Enquanto o PT ainda define a estratégia, a defesa de Temer protocolou na noite desta segunda (13) um documento abrindo mão de pedir novas testemunhas, por enquanto.

A defesa do presidente quer aguardar os desdobramentos da Lava Jato envolvendo as delações da Odebrecht - que devem se tornar públicas nos próximos dias.

Veja a decisão da defesa de Temer:

Documento levado pela defesa de Temer ao TSE



Lista de Janot tem 400 nomes e pede abertura de inquérito contra 80 membros do governo Temer

13/3/2017 14:17
Lista de Janot tem 400 nomes e pede abertura de inquérito contra 80 membros do governo Temer
 

Dois anos depois da primeira "lista do Janot", com a primeira leva de pedidos de abertura de inquéritos da Lava Jato no Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara-se para enviar à corte nesta segunda ou terça a segunda edição da lista. Dessa vez, muito mais extensa e atingindo diretamente o núcleo de poder em Brasília.

Serão cerca de 80 pedidos de abertura de inquérito contra a cúpula do governo Temer, parlamentares do governo e da oposição e até ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Procuradores da República passaram o domingo na sede da PGR, em Brasília, revisando os últimos detalhes do material, sob supervisão de Janot. A intenção é enviar os documentos ao STF ainda hoje ou, no máximo, amanhã.

As informações são de reportagem de Carolina Brígido e Jailton de Carvalho em O Globo.

"Um dos inquéritos traz indícios de que a Odebrecht deu propina ao PMDB, depois de acertar os valores em um jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, com presenças de Michel Temer e do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Temer, no entanto, deve ficar fora do processo. 

A Constituição Federal impede que o presidente da República seja investigado por fatos ocorridos antes do mandato. Mesmo sem Temer no inquérito, o fato será investigado no STF. Isso porque Padilha, um dos suspeitos, tem direito ao foro especial. 

O depoimento voluntário de José Yunes, ex-assessor e amigo de Temer, vai ser incluído nas investigações. Ele disse que recebeu do doleiro Lúcio Funaro um envelope, e a entrega teria sido solicitada por Padilha. Yunes também disse que, depois do episódio, contou tudo a Temer.

Se Temer vai ser poupado da investigação, como ocorreu com a então presidente Dilma Rousseff na primeira versão da lista de Janot em 2015, o mesmo não ocorrerá com Padilha; com o líder do governo no Senado Romero Jucá (PMDB-RR); e com aliados de peso do governo como o senador Aécio Neves, todos citados nas delações da Odebrecht. 

O ministro da secretaria-geral da presidência, Moreira Franco, também foi citado nas delações, mas ainda não está claro se estará entre os investigados.

A nova edição da Lava-Jato no STF será uma espécie de caixa de Pandora aberta. 

Em delação premiada, 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht deram detalhes de como era feito o pagamento de propina a integrantes do PMDB, PSDB e PT — os três partidos protagonistas da política brasileira nos últimos anos. Mas há ainda denúncias para atingir outros partidos. 

Foram prestados cerca de 950 depoimentos, todos em vídeo. 

Os advogados dos delatores já pediram ao tribunal que mantenha as imagens sob sigilo, para preservar os clientes. 

A decisão caberá ao relator da Lava-Jato, ministro Edson Fachin."


Fonte: Brasil247



terça-feira, 7 de março de 2017

Nova denúncia: empreiteiro acusa Temer de exigir R$ 1 milhão no Jaburu, pago em cheque nominal

6/3/2017 19:36
Nova denúncia: empreiteiro acusa Temer de exigir R$ 1 milhão no Jaburu, pago em cheque nominal

Lembra daquele cheque nominal a Temer, mostrado por Dilma?

 

Não foi apenas a Odebrecht que pagou propina ao grupo político de Michel Temer, depois de um encontro no Palácio do Jaburu (leia aqui).

Além dos R$ 10 milhões pagos pela Odebrecht, num esquema em que José Yunes, melhor amigo de Temer, disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha, a Andrade Gutierrez também acertou uma doação diretamente com Temer, após um encontro no Jaburu.

A revelação foi feita pelo executivo Otávio Azevedo, em depoimento ao ministro Hermann Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, que deve propor a cassação de Temer.


O furo é do jornalista Daniel Pereira. Abaixo, um trecho de sua reportagem:

Azevedo contou ao ministro Herman Benjamin, relator do ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, que combinou a doação diretamente com Temer, numa reunião no Palácio do Jaburu. Depois, tratou com Padilha a forma de pagar a fatura.

– E aí o senhor disse que comunicou à assessoria do vice-presidente?, perguntou o advogado Flávio Caetano, da defesa de Dilma no TSE
– Isso, respondeu Azevedo
– Quem era a pessoa?, insistiu Caetano
– Padilha

 
Em 2014, Temer usou a mesma estratégia para pedir dinheiro às empreiteiras. Um de seus homens de confiança procurava as empresas. Depois, levava os executivos para uma reunião com o então vice-presidente. 

O acordo para o repasse de recursos era sempre sacramentado pessoalmente com Temer. Foi o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha que levou Otávio Azevedo ao Jaburu.

Leia, ainda, artigo de Fernando Brito, editor do Tijolaço, a respeito do novo escândalo:

Andrade Gutierrez: Cunha levou empresário a Temer para “sacramentar” propina

POR FERNANDO BRITO

A Veja lança uma bomba de grande poder explosivo, no seu site.

Cunha era agenciador dos pedidos de dinheiro feitos por Michel Temer.

A história.

Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, disse em depoimento ao ministro Herman Benjamim que a empreiteira acertou com Padilha o repasse de 1 milhão de reais para Temer na campanha de 2014.

Azevedo, todos se recordam, faz a primeira delação dizendo que o dinheiro era de propina e destinado a Dilma Rousseff. Quando apareceu o cheque em favor da campanha de Temer, teve de pedir para desdizer-se e afirmar que não era mais de propina, era legal, e destinado ao então vice.

Agora, surge a revelação de que Azevedo contou em seu depoimento que combinou a doação diretamente com Temer, exatamente como fez com Marcelo Odebrecht numa reunião no Palácio do Jaburu. E, em seguida, combinou com Eliseu Padilha a forma de pagar a fatura.

Com um detalhe picante e sintomático: Azevedo foi levado ao encontro do então vice-presidente por ninguém menos que Eduardo Cunha.

Cunha tem, como se vê, um arsenal de altíssimo calibre.

É por isso que ninguém quer a delação premiada do ex-presidente da Câmara.


Fonte: Brasil247




quinta-feira, 2 de março de 2017

URGENTE: Juiz mostra ser não partidário, enquadra Moro e libera perguntas de Cunha a Temer; CONFIRA!

URGENTE: Juiz mostra ser não partidário, enquadra Moro e libera perguntas de Cunha a Temer; CONFIRA!
2 de março de 2017
 

A história dos R$ 10 milhões dados pela Odebrecht a pedido de Michel Temer, na campanha de 2014, vale bem mais do que aqueles milhões. Se os inquéritos que “estão mudando o Brasil” fossem menos sinuosos, a história poderia valer a Presidência da República. 

E dar uma dimensão mais real ao ataque à corrupção que vai da política aos cofres públicos e privados.

propósito: se um empresário de obras públicas é convidado a jantar com o vice-presidente da República, em palácio, e dele ouve um pedido explícito de dinheiro, que alternativas tem para sua resposta?)

O advogado José Yunes, amigo mais próximo de Michel Temer, diz que “até hoje” não sabe o que havia no envelope entregue em seu escritório pelo doleiro Lúcio Funaro, para alegado repasse a Eliseu Padilha.

Ao relatar o fato, como quem precisa lavar as mãos enquanto é tempo, Yunes definiu-se como “mula” de Padilha. Ora, no jargão policialesco, “mula” é o transportador de dinheiro ou de droga. 

Não havendo motivo para supor que Padilha esperasse remessa de droga, Yunes só poderia ver-se como “mula” 
se soubesse haver dinheiro na encomenda.


Por certo, não a entregou a qualquer um. Mas não revela quem a levou ao destinatário, se não foi ele próprio. Nem quem foi esse destinatário, se Padilha ou o seu amigo de confiança. 

Não evitou, porém, um esclarecimento insidioso, por vontade ou não, ao jornalista Lauro Jardim: “Contei tudo ao presidente em 2014. (…) Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre [risos]”. Nem precisava dos risos.

A  nota  presidencial,  a  propósito  das  palavras de Yunes, admite que Temer pediu à Odebrecht “auxílio formal e oficial”, e “não autorizou nem pediu que nada fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral. (…) 
É essa a única participação do presidente no episódio”.

Única, não. O pedido ao convidado Marcelo Odebrecht resultou de propósitos financeiros definidos ou, no mínimo, autorizados por Temer.

São declaráveis e comprováveis? A responsabilidade (i)legal é de quem teve a iniciativa do pedido, do recebimento mesmo que indireto, e da destinação. E nesse aspecto Temer se apresenta como omisso, seja por conveniência ou não. Apresenta-se mas não é.

As possíveis implicações desse trecho do episódio são muitas e graves.A comprová-lo há, entre outros indicativos, palavras escritas por Eduardo Cunha.

Nas perguntas que dirigiu a Michel Temer, dando-o como testemunha de defesa em um dos inquéritos a que responde, Cunha questionou-o sobre a entrega de dinheiro a Yunes. Como todo o questionário, a pergunta era um homicídio verbal. 

Ali estavam questões que talvez nem servissem de defesa a Cunha, como o cala boca de R$ 1 milhão que lhe teria vindo da “doação” da Odebrecht.

Mas as perguntas levavam a veredas que, partindo de Temer, se irradiavam pelos descaminhos da política e de seus condutores.

Não pôde ser assim. Nem alguma coisa parecida. Antes que José Yunes se admitisse uma “mula”, a Lava Jato já sabia sobre os R$ 10 milhões acertados em jantar no Palácio do Jaburu.

O juiz Sergio Moro já podia saber, portanto, o que aquela pergunta de Cunha a Temer representava. Proibiu-a. Assim como várias outras, elaboradas com doses de venenos reveladores. Censura dita judicial.

Michel Temer beneficiou-se. 
Moro argumentou que as perguntas não tinham pertinência no tema do inquérito – o que, de resto, não poderia saber antes de conhecer as respostas 
e suas implicações.




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

ERA TEMER VIRA BBB DA CORRUPÇÃO E TERÁ ACAREAÇÃO YUNES-FUNARO

ERA TEMER VIRA BBB DA CORRUPÇÃO E TERÁ ACAREAÇÃO YUNES-FUNARO

 

O governo de Michel Temer pode se transformar num Big Brother da corrupção brasileira; o empresário José Yunes, que usou uma expressão do tráfico de drogas e disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha, ministro licenciado da Casa Civil, aceitou a proposta de Lucio Funaro, operador de Eduardo Cunha, para uma acareação; o pano de fundo dessa história é o pedido de R$ 10 milhões feito por Temer à Odebrecht em pleno Palácio do Jaburu, que ajudou a pagar 140 deputados, segundo Funaro teria relatado a Yunes; ou seja: tanto a eleição de Cunha para a presidência da Câmara como o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff foram feitos com votos comprados pela turma de Temer 

27 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 17:09

247 - O governo de Michel Temer pode se transformar num Big Brother da corrupção brasileira. 

O empresário José Yunes, o melhor amigo e ex-assessor de Temer que usou uma expressão do tráfico de drogas e disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha, aceitou a proposta de Lucio Funaro, operador de Eduardo Cunha, para uma acareação.

"Aceito acareação com quem quer que seja ratificando todos os dizeres do meu depoimento", desafia Yunes, em declaração ao Estado.

Por meio de seus advogados de defesa, o empresário Lucio Funaro, que está preso em Brasília, disse que iria processar Yunes por calúnia e pedir uma acareação entre o ex-assessor da Presidência, Eliseu Padilha e o ex-diretor da empreiteira Odebrecht Cláudio Melo Filho. 

Seu objetivo é negar as declarações de que teria entregue um pacote de dinheiro a Yunes, a pedido de Padilha. 

Segundo Yunes, Funaro teria dito que os recursos da Odebrecht teriam estavam financiando 140 deputados para a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara em 2015. 

A declaração de Yunes corrobora o depoimento do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que disse, em delação premiada, que o escritório de Yunes era um dos lugares usados para o depósito de dinheiro destinado às campanhas do PMDB.

Ou seja: tanto a eleição de Cunha para a presidência da Câmara como o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff foram feitos com votos comprados pela turma de Temer.



sábado, 25 de fevereiro de 2017

CAVENDISH, DA DELTA, DELATA PROPINA A RODRIGO MAIA

CAVENDISH, DA DELTA, DELATA PROPINA A RODRIGO MAIA

 

O empreiteiro Fernando Cavendish, da Delta, decidiu delatar o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara dos Deputados; em seu acordo, ele afirmou que Maia recebeu R$ 3 milhões como contrapartida pelas obras da construtora no Engenhão – contrato obtido quando seu pai, Cesar Maia, era prefeito do Rio de Janeiro; Cavendish disse ainda que Maia levou ainda outros R$ 500 mil; primeiro homem na linha de sucessão presidencial, Maia também aparece nas delações da Odebrecht, como o "Botafogo", e da OAS; delatado, ele se enfraquece para conduzir reformas impopulares, como a da Previdência, que pode deixar 70% dos brasileiros sem aposentadoria

24 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 06:11

247 – Além dos apuros de Michel Temer, que foi delatado por seu melhor amigo José Yunes (leia aqui), seu sucessor natural, 
o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), também está em apuros.

Maia foi delatado pelo empreiteiro Fernando Cavendish, da Delta, segundo aponta reportagem de Rodrigo Rangel, em Veja.

Em seu acordo, Cavendish afirmou que Maia recebeu R$ 3 milhões como contrapartida pelas obras da construtora no Engenhão – contrato obtido quando seu pai, Cesar Maia, era prefeito do Rio de Janeiro.

O empreiteiro afirmou, ainda, que Maia levou ainda outros R$ 500 mil.

Primeiro homem na linha de sucessão presidencial, Maia também aparece nas delações da Odebrecht, como o "Botafogo", e da OAS.

Delatado, ele se enfraquece para conduzir reformas impopulares, como a da Previdência, que pode deixar 70% dos brasileiros sem aposentadoria, segundo um estudo do Dieese.

Maia não se pronunciou sobre a denúncia feita por Cavendish.



Além de Padilha e Temer, denúncia de Yunes compromete Moro

25 de Fevereiro de 2017
 

O depoimento que José Yunes prestou ao MP assumindo-se como simples "mula" para transportar os R$ 4 milhões da propina da Odebrecht destinada a Eliseu Padilha, é demolidor para o governo golpista.

A denúncia do amigo de mais de meio século do Michel Temer põe luz sobre acontecimentos relevantes da história do golpe, e pode indicar que os componentes do plano golpista foram estruturados em pleno curso da eleição presidencial de 2014:

1. a Odebrecht atendeu o pedido do Temer, dos R$ 10 milhões [os R$ 4 milhões ao Padilha são parte deste montante] operados através de Lucio Funaro, ainda durante o período eleitoral de 2014;

2. mesmo sendo o candidato a vice-presidente da Dilma, na campanha Temer trabalhava pelo esquema do Eduardo Cunha [que na eleição apoiou Aécio Neves, e não a chapa do seu partido, o PMDB], que tinha como meta eleger uma grande bancada de deputados oposicionistas ao governo Dilma;

2. a organização criminosa financiou com o esquema de corrupção a campanha de 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara;

3. Lúcio Funaro, tido até então exclusivamente como o "operador do Eduardo Cunha", na realidade também atuava a mando de Eliseu Padilha e, tudo indica, de Michel Temer - José Yunes diz que Temer sabia tudo sobre o serviço de "mula" que Padilha lhe encomendara;

4. em janeiro/fevereiro de 2015, na disputa para a presidência da Câmara, embora em público Temer dissimulasse uma posição de "neutralidade", nos subterrâneos trabalhou pela eleição do Cunha;

5. mesmo sendo vice-presidente da Presidente Dilma, o conspirador conhecia o plano golpista desde sempre, e participou desde o início da conspiração para derrubá-la. 

O primeiro passo, como se comprovou, seria dado com a vitória do Eduardo Cunha à presidência da Câmara para desestabilizar o ambiente político, implodir os projetos de interesse do governo no Congresso e incendiar o país.

A denúncia de Yunes reabre o questionamento sobre a decisão no mínimo estranha, para não dizer obscura e suspeita, do juiz Sergio Moro. Em despacho de 28/11/2016, Moro anulou por considerar "impertinentes" as perguntas sobre José Yunes que o presidiário Cunha endereçou a Temer, arrolado como sua testemunha de defesa.

Moro tem agora a obrigação de prestar esclarecimentos mais convincentes e objetivos que o argumento subjetivo de "impertinência", alegado no despacho. 

Caso contrário, ficará a suspeita de ter prevaricado para proteger Temer e encobrir o esquema criminoso que derrubaria o governo golpista. 

Afinal, sabendo do envolvimento direto de Michel Temer no esquema criminoso, Moro teria agido para ocultar o fato?

A cada dia fica mais claro que o Brasil está dominado pela cleptocacia que assaltou o poder de Estado com o golpe. 

O melhor que Temer faria ao país seria demitir toda a corja corrupta a começar pelo Eliseu Padilhae renunciar, porque perdeu totalmente a confiança política e a credibilidade.

A permanência ilegítima de Temer na cadeira presidencial é um obstáculo instransponível à recuperação do Brasil, que assim seguirá caminho acelerado do abismo.



GLOBO COMEÇA A RIFAR TEMER E NOBLAT DIZ QUE ELE SUBIU NO TELHADO

GLOBO COMEÇA A RIFAR TEMER E NOBLAT DIZ QUE ELE SUBIU NO TELHADO
 Agência PT

Fiadora do golpe, a Globo, que foi peça central para a deposição da presidente Dilma Rousseff, começa a abandonar seu preposto Michel Temer; em artigo publicado nesta sexta-feira 24, o colunista Ricardo Noblat diz que o governo Temer "subiu no telhado"; "Temer está em ótima forma física. Quanto à saúde do seu governo, ela passou a inspirar sérios cuidados desde que o advogado José Yunes depôs à Procuradoria-Geral da República no último dia 14, em Brasília", escreve o jornalista, lembrando que o depoimento do amigo "deixa Temer muito mal"; "Se ele não agir com rapidez livrando-se desde logo de Padilha, sua própria situação deverá ser duramente afetada", afirma

24 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 17:30

247 - A Globo começou a rifar Michel Temer. Nesta sexta-feira 24, o colunista Ricardo Noblat publicou em seu blog no site do Globo um artigo em que afirma que "o governo Temer subiu no telhado" depois da denúncia do melhor amigo e ex-assessor do presidente José Yunes, que afeta diretamente o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, mas também em cheio o próprio Temer (leia mais).

"Temer está em ótima forma física. Quanto à saúde do seu governo, ela passou a inspirar sérios cuidados desde que o advogado José Yunes depôs à Procuradoria-Geral da República no último dia 14, em Brasília", afirma Noblat, lembrando que o depoimento do amigo "deixa Temer muito mal". "Se ele não agir com rapidez livrando-se desde logo de Padilha, sua própria situação deverá ser duramente afetada", diz o jornalista.

Leia a íntegra:
O governo Temer subiu no telhado
Para o presidente Michel Temer, a quarta-feira de cinzas chegou antes do carnaval. 

A Igreja Católica trata a quarta-feira de cinzas como um dia para lembrar a fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

Temer está em ótima forma física. Quanto à saúde do seu governo, ela passou a inspirar sérios cuidados desde que o advogado José Yunes depôs à Procuradoria-Geral da República no último dia 14, em Brasília.

Amigo de Temer há mais de 40 anos, assessor especial dele na presidência da República, Yunes pediu demissão do cargo em dezembro passado depois de ter seu nome citado na delação de executivos da Odebrecht.

Foi a propósito disso que ele se ofereceu espontaneamente para depor. O que contou, gravado em vídeo, compromete Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, e deixa Temer muito mal.

Segundo Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente da Odebrecht, em 2014, depois de um pedido pessoal de Temer a Marcelo Odebrecht, a empresa repassou R$ 10 milhões a pessoas da confiança do então vice-­presidente.

O repasse foi em dinheiro vivo. Do total, de acordo com a delação, R$ 6 milhões irrigaram a campanha de Paulo Skaf, na época candidato do PMDB ao governo de São Paulo.

O pagamento do restante foi realizado "via Eliseu Padilha", e um dos endereços de entrega do dinheiro teria sido o do escritório de advocacia de Yunes, no centro da capital paulista.

A revista VEJA revelou o caso em agosto do ano passado. Temer e Padilha disseram que houve um pedido de doação legal, realizada nos termos da lei eleitoral. Melo Filho manteve a versão de que foi repasse de propina.

Esta semana, em entrevista que a VEJA divulgou ontem à noite no seu site, Yunes reforçou a versão de Melo Filho. "Fui mula involuntária", declarou, apresentando-se como um inocente útil nas mãos de Padilha.

De acordo com Yunes, Padilha entrou em contato para solicitar-lhe um favor em setembro de 2014, mês em que, segundo o delator da Odebrecht, parte da fatura dos 10 milhões de reais foi quitada. Fala, Yunes:

- Padilha me ligou falando: 'Yunes, olha, eu poderia pedir para que uma pessoa deixasse um documento em seu escritório? Depois, outra pessoa vai pegar'. Eu disse que podia, porque tenho uma relação de partido e convivência política com ele."

Horas depois, Yunes estava em seu escritório de advocacia em São Paulo quando, segundo ele, a secretária informou que "um tal de Lúcio" estava ali para deixar um documento.

- A pessoa se identificou como Lúcio Funaro. Era um sujeito falante e tal. Ele me disse: 'Estamos trabalhando com os deputados. Estamos financiando 140 deputados'. Fiquei até assustado. Aí ele continuou: 'Porque vamos fazer o Eduardo presidente da Casa'. Em seguida, perguntei a ele: 'Que Eduardo?'. Ele me respondeu: 'Eduardo Cunha'.

Só então caiu a ficha para Yunes. Funaro era ligado ao Eduardo Cunha. "Eu não sabia. Fui pesquisar no Google quem era Lúcio Funaro e vi a ficha dele", relembra Yunes.

Preso pela Lava-Jato, Lúcio Bolonha Funaro, doleiro, fazia negócios para Cunha, hoje preso em Curitiba. A conversa entre Funaro e Yunes foi breve. Eis o relato de Yunes.

- Ele deixou o documento e foi embora. Não era um pacote grande. Mas não me lembro. Foi tudo tão rápido. Parecia um documento com um pouco mais de espessura. Mas não dava para saber o que tinha ali dentro. Depois disso, fui almoçar. Aí, veio a outra pessoa e levou o documento que estava com a minha secretária.

De acordo com a delação de Claudio Melo, um dos pagamentos destinados a Padilha "ocorreu entre 10 de agosto e o fim de setembro de 2014 na rua Capitão Francisco Padilha, 90, Jardim Europa".

O endereço é a sede do escritório de advocacia José Yunes e Associados. A sala de Yunes fica localizada no 2º andar. O que mais Yunes revelou à VEJA:

- A delação do Claudio Melo fala que recebi R$ 4 milhões. Cá entre nós, R$ 4 milhões não caberiam num pacote, né? O que o Lúcio deixou foi um pacotinho. Não era um pacote grande. Foi tudo tão rápido. Parecia um documento com um pouco mais de espessura.

Na conversa entre Yunes e a VEJA, deu-se o seguinte diálogo:
- O ministro Eliseu Padilha diz que a história narrada pelo delator da Odebrecht jamais existiu. O que o senhor tem a dizer?

- Cada um com os seus valores (...). Tenho um apreço até pelo Padilha, porque ele ajuda muito o presidente. Mas não teria problema nenhum ele reconhecer que ligou para mim para entregar um documento, o que é verdade. Vamos ver o que ele vai falar. Estou louco para saber o que ele vai falar. Ele é uma boa figura. Mas, nesse caso, fiquei meio frustrado. Não sei. É tão simplório. É estranho, não é?

À VEJA, Padilha afirmou que não conhece Funaro. E que nada pediu a ele.

Em novembro, já preso, Cunha listou 41 perguntas a serem feitas a Temer, arrolado como sua testemunha de defesa. Entre as questões, estas: "Qual a relação de Vossa Excelência com o senhor José Yunes? O senhor José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição de Vossa Excelência ou do PMDB?".

Temer ainda não respondeu às perguntas.
Ontem à noite, procurado pelo repórter Guilherme Amado, do blog do jornalista Lauro Jardim, de O GLOBO, Yunes acrescentou que Temer sabia que Padilha o havia usado como "uma mula".

- Contei tudo ao presidente em 2014. O meu amigo (Temer) sabe que é verdade isso. Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre (risos).

Yunes reuniu-se com Temer ontem à tarde no Palácio do Planalto. Não se sabe sobre o que conversaram. Mas àquela altura, Yunes já sabia que a VEJA publicaria sua entrevista na edição que, hoje, estará nas bancas.

O estrago que a entrevista causará na imagem do governo será muito grande. Por mais que Temer tenha dito que só afastará do cargo o ministro que tenha sido denunciado pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal, a situação de Padilha se tornará insustentável.

Se ele não agir com rapidez livrando-se desde logo de Padilha, sua própria situação deverá ser duramente afetada.

Afinal, segundo Yunes, Temer foi informado por ele há mais de dois anos sobre como tudo se passou, não procurou Padilha para tratar do assunto e o nomeou ministro depois que assumiu a vaga da ex-presidente Dilma Rousseff.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Entrou uma mula na suruba do golpe. Por Carlos Fernandes

Postado em 24 Feb 2017
 Suruba
                                          Suruba 

Que a política brasileira sempre foi um antro de imoralidade, corrupção, permissividade, balbúrdia e sacanagem propriamente dita não é novidade pra ninguém, mas as indecências das relações promíscuas que adornam o governo ilegítimo de Michel Temer desceram a níveis tais que fariam corar de vergonha o próprio Marquês de Sade.

Verdade seja dita, desde que Romero Jucá – o porta-voz informal da baixaria Temeriana – classificou como “suruba” a pornografia institucionalizada do foro privilegiado, ficou cada vez mais clara 
a forma que devemos entender todo o movimento que se organizou para criar as condições necessárias para a deposição da ex-presidente Dilma Rousseff.

Consumado o golpe e seguindo o mesmo script, não por acaso a sabatina extra-oficial do mais novo membro do STF, o advogado de facções criminosas e plagiador compulsivo Alexandre de Moraes, se deu num “love boat” na companhia de meia dúzia de políticos investigados e sabe-se lá mais quais digníssimas personagens.

Tudo isso já seria material mais do que suficiente para um roteiro destinado a uma pornochanchada de quinta categoria, mas eis que antes da tradicional libertinagem carnavalesca começar, surge uma “mula involuntária” na cozinha do Palácio do Planalto.

Trata-se de ninguém menos do que o melhor amigo de Michel Temer e ex-assessor especial da presidência da República, o empresário e agora aspirante a ator principal, José Yunes.

Em entrevista concedida à revista Veja, uma das principais responsáveis pela orgia política na qual o Brasil se afundou, Yunes abate um dos mais poderosos articuladores do governo Temer, o não menos indecoroso ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Segundo Yunes, ele teria sido usado por Padilha para intermediar (daí o termo “mula”) a entrega de um envelope destinado ao ministro cujo remetente seria o doleiro Lúcio Funaro apontado pelos investigadores da operação Lava Jato como operador do ex-deputado Eduardo Cunha, sempre ele.

A história toda refere-se ao famoso pedido de R$ 10 milhões feito por Michel Temer a Marcelo Odebrecht para financiar, via caixa 2, campanhas de políticos do PMDB.

Pela delação premiada do engenheiro da Odebrecht, Claúdio Melo, do valor solicitado por Temer, R$ 6 milhões seriam repassados para Paulo Skaf (aquele do pato da Paulista) e o restante, R$ 4 milhões, para o honorável Eliseu Padilha distribuir entre os seus. Desses, R$ 1 milhão, ainda segundo Cláudio Melo, seria o conteúdo do tal envelope.

E assim estamos. Um presidente ilegítimo e atolado em denúncias de corrupção a, desculpem o termo, fuder com os direitos sociais e trabalhistas dos brasileiros enquanto a nata do golpe parlamentar que ora usufrui do poder tenta, de um jeito ou de outro, tirar o seu da reta.

Ironia das ironias, tramita no Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6.449/2016 de autoria do deputado Marcelo Aguiar (DEM-SP) que visa barrar todo e qualquer conteúdo sexual na internet. 

Segundo o coitado, a idéia é evitar “um aumento no número de viciados em conteúdo pornô e na masturbação”.

Diante o que está acontecendo diariamente no país à luz do dia sob a batuta do próprio presidente da República, só tenho uma coisa a dizer ao excelentíssimo deputado: sabe de nada, inocente.



E AGORA DALLAGNOL? Lula é inocentado, Propina da Odebrecht pagou eleição de Cunha e compra de 140 deputados

E AGORA DALLAGNOL? Lula é inocentado, Propina da Odebrecht pagou eleição de Cunha e compra de 140 deputados
24 de fevereiro de 201
 

O empresário José Yunes decidiu disparar um tiro no peito de Michel Temer, seu parceiro e melhor amigo há várias décadas.
Mais do que simplesmente delatar Eliseu Padilha (saiba mais aqui), ministro da Casa Civil que acaba de pedir licença do cargo, ele afirmou que Temer sabia de tudo.

Em entrevista ao jornalista Lauro Jardim, 
Yunes afirmou que Temer, seu melhor amigo, tem conhecimento de que ele foi usado como “mula” por Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil – “mula” é um termo do tráfico de drogas que designa a pessoa usada para transportar drogas para terceiros.

Na entrevista, Yunes disse ter recebido Lúcio Funaro em seu escritório, a pedido de Padilha. No encontro, Funaro lhe contou que estava financiando 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados.

“Contei tudo ao presidente em 2014. O meu amigo Temer sabe que é verdade isso. Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre. Eu decidi contar tudo a ele porque, em 2014, quando aconteceu o episódio e eu entrei no Google e vi quem era o Funaro, fiquei espantado com o ‘currículo’ dele. Nunca havia conhecido o Funaro”, disse Yunes a Jardim.

Segundo Yunes, Funaro afirmou que estava em curso uma estratégia para eleger uma bancada fiel a Cunha, para conduzi-lo à presidência da Câmara. “Ele me disse: ‘A gente está fazendo uma bancada de 140 deputados, para o Eduardo ser presidente’. Perguntei: ‘Que Eduardo?’. Ele respondeu: ‘Eduardo Cunha’”.

Yunes decidiu falar depois que apareceu nas delações da Odebrecht. De acordo com o delator Cláudio Melo Filho, da propina de R$ 11 milhões acertada com Temer, R$ 4 milhões foram entregues no escritório de Yunes. Por isso mesmo, ele se antecipou e procurou também o Ministério Público para dar sua versão dos fatos.

Tais recursos foram acertados num jantar entre Michel Temer e Marcelo Odebrecht, no Palácio do Jaburu, em 2014, com a presença de Padilha. O dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira e ajudou a bancar a eleição de Cunha para a Câmara.

Uma vez eleito presidente, Cunha passou a sabotar o governo 
da presidente eleita Dilma Rousseff e aceitou um pedido de impeachment sem crime de responsabilidade, 
abrindo espaço para que Temer chegasse ao poder.



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Moro afirma que Cunha tentou constranger e intimidar Temer

Moro afirma que Cunha tentou constranger e intimidar Temer
Magistrado disse que ex-deputado não abandonou método de ‘extorsão e chantagem
10/02/2017 - 17H44 - POR AGÊNCIA O GLOBO
O juiz federal Sérgio Moro , responsável pela Lava Jato, participa de audiência pública na Alep em Curitiba (Foto: Pedro de Oliveira/ALEP)
O JUIZ FEDERAL SÉRGIO MORO , RESPONSÁVEL PELA 
LAVA JATO, PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA 
ALEP EM CURITIBA (FOTO: PEDRO DE OLIVEIRA/ALEP)

Em  despacho desta sexta-feira (10/02), o juiz Sérgio Moro afirmou que o ex-deputado cassado Eduardo Cunha, mesmo preso, não abandonou o modus operandi de extorsão, ameaça e chantagem e tentou constranger o presidente Michel Temer.

Segundo Moro, Cunha tentou constranger o presidente ao arrolá-lo como sua testemunha de defesa e incluir perguntas sobre o relacionamento de Temer com José Yunes, amigo e ex-assessor.

Nos questionamentos, a defesa de Cunha indagou se Yunes havia recebido alguma contribuição de campanha para alguma eleição dele próprio ou do PMDB e se as contribuições, caso tenham sido recebidas, foram ou não declaradas. Temer enviou as respostas ao juízo por meio de carta.

Em deleação premiada, o ex-vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Odebrecht Cláudio Melo Filho afirmou que a empreiteira entregou R$ 4 milhões no escritório de José Yunes, em São Paulo.

Moro classificou a atitude de Cunha como “reprovável”:
"É a lei que determina que a prisão preventiva deve ser mantida no presente caso, mas também deve ter o julgador presente que a integridade da Justiça seria colocada em questão caso houvesse a revogação da prisão depois deste episódio reprovável de tentativa pelo acusado de intimidação da Presidência da República", escreveu o juiz.

Moro afirmou que os quesitos endereçados ao presidente da República não podem ser atribuídos aos advogados de defesa, mas ao próprio Cunha.

"Tais quesitos, absolutamente estranhos ao objeto da ação penal, tinham, em cognição sumária, por motivo óbvio constranger o Exmo. Sr. Presidente da República e provavelmente buscavam com isso provocar alguma espécie intervenção indevida da parte dele em favor do preso", afirmou Moro, afirmando que a integridade da Justiça seria colocada em questão caso a prisão de Cunha fosse revogada depois deste "episódio reprovável" de "tentativa pelo acusado de intimidação da Presidência da República".

Lembrou ainda que Cunha ainda detém poder político, pois fez publicar artigo na última quinta-feira (dia 9) no jornal "Folha de S. Paulo" alegando que sua prisão seria ilegal e que ele e outros respondem a "acusações sem provas".

Moro afirmou que apenas sete acusados ainda estão presos preventivamente, sem julgamento, e que mais importante que o número de presos é a "qualidade " deles.

"A questão real - e é necessário ser franco sobre isso - não é a quantidade, mas a qualidade das prisões, mas propriamente a qualidade dos presos provisórios. 

O problema não são as 79 ou os atualmente sete presos sem julgamento, mas sim que se tratam de presos ilustres, por exemplo, um dirigente de empreiteira, um ex-ministro da Fazenda, um ex-governador de estado, e, no presente caso, um ex-presidente da Câmara dos Deputados

Mas, nesse caso, as critícas às prisões preventivas refletem, no fundo, o lamentável entendimento de que há pessoas acima da lei e que ainda vivemos em uma sociedade de castas, distante de nós a igualdade republicana", escreveu Moro.

Para Moro, se a Justiça não zelar pela lei, ninguém mais vai zelar:
“Se a firmeza que a dimensão dos crimes descobertos reclama não vier do Judiciário, que tem o dever de zelar pelo respeito às leis, não virá de nenhum outro lugar", disse Moro no despacho.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Assessor especial de Temer, José Yunes pede demissão do cargo

DELATADO
Assessor especial de Temer, José Yunes pede demissão do cargo
Advogado e amigo pessoal de Temer, Yunes foi citado nas delações de Cláudio Melo Filho
por Redação RBA publicado 14/12/2016 14:36
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Emissário da Odebrecht teria entregado no escritório de Yunes 
dinheiro para campanhas de Temer, em 2014

São Paulo – O assessor especial do presidente Michel Temer, José Yunes, entregou hoje (14) sua carta de demissão do cargo. 

Citado na delação premiada do executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, o advogado e amigo pessoal de Temer diz na carta que nos últimos dias viu seu nome "jogado no lamaçal de uma abjeta delação, feita por uma pessoa que não conheço com quem nunca travei o mínimo relacionamento".

Segundo a delação de Melo, um emissário teria levado diretamente ao escritório de Yunes dinheiro vivo para campanhas do PMDB, em 2014. 

O dinheiro era parte dos R$ 10 milhões que Marcelo Odebrecht destinou ao partido, a pedido do próprio Temer, feito durante um jantar em maio de 2014, no Palácio do Jaburu.

Yunes é o sétimo nome forte de Temer que deixa o governo. Antes saíram os ministros Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Fábio Medina Osório (Advocacia Geral da União) e Marcelo Calero (Cultura) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).

Leia a carta de demissão abaixo: