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domingo, 7 de maio de 2017

POLICIAL ACUSA: TEMER APARELHA O ÓRGÃO POR VOTOS NA PREVIDÊNCIA

POLICIAL ACUSA: TEMER APARELHA O ÓRGÃO POR VOTOS NA PREVIDÊNCIA


O superintendente da Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina, Fabrício Colombo, fez uma denúncia bombástica: acusou o governo de Michel Temer de aparelhar o órgão, em troca de votos para a reforma da Previdência; em razão disso, ele decidiu pedir demissão e gravou um vídeo em que aponta o aparelhamento; "A gente já vinha sofrendo várias pressões políticas. E isso não é algo que coaduna com o que eu imagino como ideal para a sociedade. Eu acho que a polícia não pode estar vinculada a nenhum tipo de política. Para mim, pela constituição, polícia é órgão de Estado e não de governo", disse ele; antes de Fabrício, o ex-presidente da Funai, Antônio Fernandes Toninho Costa, também se demitiu, alegando não haver espaço para pessoas honestas no governo Temer; confira o vídeo do policial demissionário

7 DE MAIO DE 2017 ÀS 09:28

247 – O superintendente da Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina, Fabrício Colombo, fez uma denúncia bombástica: acusou o governo de Michel Temer de aparelhar o órgão, em troca de votos para a reforma da Previdência.

Em razão disso, ele decidiu pedir demissão e gravou um vídeo em que aponta o aparelhamento. 

"A gente já vinha sofrendo várias pressões políticas. E isso não é algo que coaduna com o que eu imagino como ideal para a sociedade. Eu acho que a polícia não pode estar vinculada a nenhum tipo de política. Para mim, pela constituição, polícia é órgão de Estado e não de governo", disse ele.

Antes de Fabrício, o ex-presidente da Funai, Antônio Fernandes Toninho Costa, também se demitiu, alegando não haver espaço para pessoas honestas no governo Temer (leia aqui).

Abaixo, reportagem do Diário Catarinense sobre o caso:

Superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Santa Catarina havia um ano, Fabrício Colombo pediu exoneração do cargo número 1 da instituição no Estado. 

O policial alegou descontentamento em função de mudanças nos cargos federais orquestradas pelo Palácio do Planalto e que ocorreriam em troca de votos para a aprovação da Reforma da Previdência. 

Colombo deixa a função principal da PRF e volta a ser inspetor. Quem assume de forma interina a cadeira é Admar Luciano Filho. No entanto, a nomeação efetiva de um chefe para a PRF está sendo negociada por autoridades catarinenses. 

A exoneração do agora ex-superintendente foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira. 

Antes mesmo da divulgação de trocas nas cadeiras da força policial rodoviária, Colombo afirmou que chegou a receber convites de políticos para vincular o cargo de superintendente a partidos que apoiam o atual governo federal. 

— A gente já vinha sofrendo várias pressões políticas. E isso não é algo que coaduna com o que eu imagino como ideal para a sociedade. Eu acho que a polícia não pode estar vinculada a nenhum tipo de política. Para mim, pela constituição, polícia é órgão de Estado e não de governo — confirmou. 

Além de Santa Catarina, a mudança na superintendência da PRF já foi sinalizada em outros Estados. 

No Rio Grande do Sul, o inspetor Pedro de Souza da Silva deixou o comando para dar lugar a João Francisco Ribeiro de Oliveira, indicado por um deputado do PMDB gaúcho. 

A alteração também aconteceu no Espírito Santo e no Mato Grosso, segundo o ex-superintende em SC.

Confira acima o vídeo do policial demissionário.



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Confissão de Temer na Band será usada como prova no STF

Confissão de Temer na Band será usada como prova no STF
16 DE ABRIL DE 2017
 
Imagem do Google

José Eduardo Cardozo vê na entrevista o fato novo que reforça tese de nulidade do impeachment da presidenta eleita. Processo para afastamento foi aberto por Cunha por pura vingança. É que Dilma não cedeu à chantagem
.
A defesa de Dilma Rousseff apresenta nesta segunda-feira, 17, ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição para incluir a entrevista de Michel Temer à TV Bandeirantes, na noite de sábado, como fato relevante que reforça os argumentos de que o processo de impeachment teve desvio de finalidade em sua origem. 

“A confissão do senhor Michel Temer é fato novo e será incluído no mandado de segurança que está tramitando no STF questionando a legalidade do processo de impeachment”, diz o advogado José Eduardo Cardozo. 

“É a prova de que Cunha abriu o processo por vingança”.

Na entrevista concedida a Band (veja o vídeo acima), Michel Temer confessa que, em 2015, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, admitiu que só aceitou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff porque o PT teria se recusado a dar-lhe os três votos no Conselho de Ética, que permitiriam sua absolvição e preservação do mandato parlamentar. Na época, o Conselho de Ética da Câmara apurava a quebra de decoro de Cunha. 

Ele foi flagrado mentido e jurando não ter contas na Suíça. 

“A prova de que Dilma foi vítima de uma vingança está reforçada pelo que disse Michel Temer”, comentou Cardozo.

Na entrevista à Band, Temer disse: “Em uma ocasião, ele [Eduardo Cunha] foi me procurar. Ele me disse ‘vou arquivar todos os pedidos de impeachment da presidente, porque prometeram-me os três votos do PT no conselho de ética’. 

Eu disse que era muito bom, porque assim acabava com essa história de que ele estava na oposição. (…) naquele dia eu disse a ela [Dima] ‘presidente, pode ficar tranquila, o Eduardo Cunha me disse que vai arquivar todos os processos de impedimento’. 

Ela ficou muito contente e foi bem tranquila para a reunião”.

E continua: “No dia seguinte, eu vejo logo o noticiário dizendo que o presidente do PT e os três membros do partido se insurgiam contra aquela fala e votariam contra [Cunha no Conselho de Ética].

Mais tarde, ele me ligou e disse ‘tudo aquilo que eu disse, não vale, vou chamar a imprensa e vou dar início ao processo de impedimento’”. Temer conclui: “Que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado nele naquele comitê de ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse”.

Segundo Cardozo, a prova de que Dilma foi vítima da vingança de Cunha, e que o processo de impeachment teve como origem esse desvio de finalidade é suficiente para anular o processo. 

“O Supremo tem agora a prova de que não foram as pedaladas fiscais que levaram Eduardo Cunha a aceitar o processo de impeachment, mas a vingança porque ela não cedeu às suas chantagens”, disse o advogado da presidenta eleita.