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quarta-feira, 15 de março de 2017

‘Lula obteve vitória política e jurídica no depoimento em Brasília’, dispara jornalista do SBT; CONFIRA!

‘Lula obteve vitória política e jurídica no depoimento em Brasília’, dispara jornalista do SBT; CONFIRA!
15 de março de 2017
 

O colunista político Kennedy Alencar afirmou nesta quarta-feira, 15, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve uma vitória “jurídica e política” na ação penal em que é acusado de obstrução da Justiça. Lula prestou depoimento à Justiça nessa terça-feira, 14, em Brasília.

“As perguntas do juiz e do Ministério Público indicaram pouca materialidade e inconsistência contra Lula no processo que tramita em Brasília e que apura eventual obstrução de Justiça _tentativa de impedir a delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras”, diz Kennedy.

Segundo o jornalista, as indagações sinalizaram que o processo estaria  todo  baseado  na  palavra  do  ex-senador  Delcídio  do Amaral.

“O ex-presidente deu um depoimento de impacto ontem, negando com  veemência  as  acusações  de  Delcídio  e  respondendo  com seguranças às perguntas, algumas delas até pueris. Ele obteve uma vitória política e jurídica”, afirma.

Kennedy  Alencar  disse  também  que  a  divulgação  de  que  a cúpula do governo Michel Temer e de seus principais aliados no Congresso estão na ? Lista de Janot enfraquece a agenda de reformas no Congresso. 

“Os detalhes sobre os ministros que serão investigados dirão se eles terão condições de permanecer nos seus cargos. Insistir em mantê-los poderá ter um custo alto, paralisando a agenda de reformas no Congresso ou tirando poder de negociação do governo para votar as mudanças na Previdência”, afirmou. 

Leia na íntegra a análise no Blog do Kennedy.



terça-feira, 14 de março de 2017

Paulo Pimenta: Depoimento de Lula fortaleceu militância e comprovou sua inocência. CONFIRA AQUI

Paulo Pimenta: Depoimento de Lula fortaleceu militância e comprovou sua inocência. CONFIRA AQUI
14 de março de 201
 

DEPOIMENTOS COMPROVAM INOCÊNCIA DE LULA: EX-PRESIDENTE REBATE NA JUSTIÇA FALSAS E INDEVIDAS ACUSAÇÕES – ASSISTA E COMPARTILHE

O ex-Presidente Lula rebateu, nesta terça-feira (14), na Justiça  Federal  as falsas e indevidas acusações que envolvem seu nome.

A acusação contra Lula tem por base delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, que afirmou que Lula estaria envolvido em uma tentativa de evitar que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró assinasse um acordo de delação com o Ministério Público Federal. 

Ocorre, porém, que todas as testemunhas e acusados já foram ouvidos, e nenhum deles corroborou a tese de Delcídio. 

O ex-senador está isolado em sua versão, que foi apresentada aos procuradores desacompanhada de qualquer prova.

“Eu duvido, antes, durante e depois, os que estão presos e os que ainda vão ser, empresários ou políticos, que tenham a coragem de dizer que um dia o Lula pediu cinco centavos para eles. 

Não digo isso por que sou melhor que os outros, não! Faço isso porque quem chegou à Presidência da República, depois de perder três eleições, não tinha o direito de errar”, afirmou Lula.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) acompanhou o ex-Presidente Lula durante todo seu depoimento.



              Depoimento de Lula na Justiça Federal


sexta-feira, 10 de março de 2017

URGENTE: Testemunha ‘vip’ de Moro, Delcidio do Amaral é desmascarado por Bumlai em depoimento; VEJA!

URGENTE: Testemunha ‘vip’ de Moro, Delcidio do Amaral é desmascarado por Bumlai em depoimento; VEJA!
10 de março de 201
 

O pecuarista José Carlos Bumlai, um dos acusados em ação penal na Justiça Federal de Brasília sobre suposta “compra do silêncio” de Nestor Cerveró, depôs nesta sexta-feira (10). 

Ele afirmou que o ex-senador Delcídio do Amaral era a única pessoa que tinha algo a temer caso o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró firmasse um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

Bumlai é acusado pelo MPF de ter tentado impedir que o ex-diretor da Petrobras assinasse um acordo de delação premiada, e que teria tomado tal atitude a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também é um dos acusados no mesmo processo.

A acusação do MPF é toda baseada em delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral, que também é réu no mesmo processo e que efetivamente veio a figurar na delação de Cerveró, formalizada junto ao MPF mesmo após a suposta tentativa de obstrução. 

Foi em sua delação premiada que o ex-senador alegou que Lula tinha pedido a Bumlai que interviesse junto a Cerveró para que este não fizesse a delação. 

Depois que Delcídio mencionou Lula em seu depoimento sem, no  entanto,  apresentar  prova  nenhuma  a  sustentar  o  que relatava – ele obteve o acordo com o Ministério Público e saiu da cadeia.

Nesta sexta-feira, no entanto, Bumlai rejeitou amplamente a versão apresentada por Delcídio, classificando-a como “inverídica e fantasiosa”. 

“Eu nunca tive interesse nenhum em retardar a delação do senhor Cerveró. 

O ex-presidente Lula jamais me pediu nada nesse sentido. Eu nunca tratei de nenhum tipo de negócio ou acordos com o Lula. 

Tenho com ele uma relação pessoal e de respeito profissional, que vem do tempo em que compus o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em seu governo, mas nunca falamos de dinheiro, nada disso”, informou o pecuarista.

José Carlos Bumlai disse também que chegou a fazer um empréstimo “sem esperar receber de volta” a Delcídio do Amaral, em duas parcelas, no valor total de R$ 100 mil, mas que isso nada tinha a ver com a delação de Nestor Cerveró. “Quem entregou o dinheiro a ele foi meu filho. 

Ele solicitou em 2015, aquele pedido de um senador da República, por um empréstimo sem que se espere o recebimento. Aliás, este é um tipo de empréstimo que Delcídio pedia não só a mim, mas a muita gente, até porque o estilo de vida que ele leva não seria possível apenas com o salário de senador”, acusou o pecuarista.

O juiz do processo, então, questionou do motivo que levou o pecuarista a fazer um empréstimo que não esperava que fosse pago. “Olha, excelência, era um pedido de um senador da República, líder de governo na época. 

Ele tinha muito poder para atrapalhar nossos negócios 
se quisesse. Conversei com meu filho, ele achou melhor contribuir”, revelou Bumlai.

Na versão apresentada por Delcídio aos procuradores federais – e que fez com que ele se livrasse da cadeia – Bumlai teria pago ao ex-senador para que ele convencesse Cerveró a não assinar a delação. 

“Mas que interesse teria eu ou o ex-presidente Lula de que Cerveró não assinasse a delação? Pois ele acabou assinando e o que se viu?

Meu nome não aparece, o nome de Lula não aparece, mas o de Delcídio, sim, aparece. 

A verdade é que só ele tinha interesse em obstruir a delação”, concluiu o pecuarista.



domingo, 5 de março de 2017

Carcereiros apontam Cunha como o preso mais ‘mala sem alça’ do PR

Carcereiros apontam Cunha como o preso mais ‘mala sem alça’ do PR
Segundo reportagem que será publicada na revista Veja, o ex-presidente da Câmara herdou de Nestor Cerveró a alcunha de pior preso da Lava-Jato

HÁ 16 HORAS 05/03/17    POR NOTÍCIAS AO MINUTO

 

Os carcereiros do Complexo Médico-Penal de Pinhais, no Paraná, apontaram Eduardo Cunha como o detento mais “mala sem alça” do local. 

O ex-presidente da Câmara assim herda a o título de pior preso da Lava-Jato, alcunha que antes era de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras.

De acordo com uma reportagem que será publicada na próxima edição da revista Veja, o peemedebista reclama de tudo e os protestos começam bem cedinho. 

Às 6 horas, quando é servido o café da manhã, Cunha, por exemplo, já critica o pão francês, dizendo que o alimento está velho ou amassado. As reclamações continuam no almoço. 

O deputado cassado costuma ficar com nojo da comida servida no local.

A publicação ressalta que Cunha chegou a dizer que não iria comer “aquilo”, quando recebeu sua marmita de isopor no dia 10 de fevereiro. 

“Aquilo” no caso era arroz, feijão, tomate, mandioca, alface 
e um bife de alcatra. Entretanto, ele mudou de ideia minutos depois e comeu.

Em outra ocasião, o marido da jornalista Claudia Cruz resmungou bastante por ter sido obrigado a sai da sua cela para que a faxina semanal fosse feita por uma outra equipe de detentos.



sábado, 4 de fevereiro de 2017

IMPLACÁVEL: No dia do enterro de Marisa, Moro manda intimar Lula; CONFIRA AQUI!

IMPLACÁVEL: No dia do enterro de Marisa, Moro manda intimar Lula; CONFIRA AQUI!
4 de fevereiro de 2017
 

Debate Progresssista

Segundo Mônica Bergamo, Lula recebeu, hoje (04), uma intimação para depor no dia 17. 

O ex-presidente é investigado pela mentira descarada de Delcídio do Amaral, que disse que Lula tentou comprar o silêncio de Nestor Cerveró – ex-diretor da Petrobras -, que já havia desmentido o ex-senador.

A pergunta que fica é a seguinte: por que intimar Lula justamente no dia do funeral de sua esposa?

Cerveró já desmentiu Delcídio.

É muita maldade!

Sérgio Moro (a quem não mais nos referiremos como juiz a partir de hoje) poderia muito bem ter esperado.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Filho de FHC delatado em esquema de corrupção na Lava Jato, e o Moro que faz?

Filho de FHC delatado em esquema de corrupção na Lava Jato, e o Moro que faz?
POSTED BY: ADMIN JANUARY 16, 2017
 filho fhc jpge

Primeiro, foi Nestor Cerveró que disse ter recebido ordens  para colocar uma empresa ligada ao filho do também então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, a PSR, no negócio da Termorio, uma empresa constituída nos tempos do apagão, quando a Petrobras fazia contratos ruinosos para participar do capital e comprar a energia a altíssimo preço, em quantidades asseguradas.

O filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso, disse que era tudo mentira de um “encarcerado”

Semana passada, discretamente, divulgou-se o vídeo em que o lobista Fernando Baiano confirma a história, dizendo que recebeu a informação de Delcídio do Amaral, então diretor de Gás e Energia da Petrobras.

O trecho do vídeo está aí, no final do post, para quem quiser assistir. A íntegra pode ser assistida aqui.

Não vai ter inquérito?

Não vai ter “cognição sumária”?

E se fosse o filho do Lula?

O que é uma usina termelétrica perto do aluguel de espaço num galpão para guardar dez caixas?

Não vai ter o Alexandre de Moraes anunciando prisão numa panfletagem?

A Lava Jato é imparcialíssima.

Fernando Baiano diz que ordem foi negócio ir pra empresa de filho de FHC




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cerveró inocentou Lula e disse que Temer atuou na corrupção da Petrobrás

5/12/2016 14:13
Cerveró inocentou Lula e disse que Temer atuou na corrupção da Petrobrás
 

Foi publicada na sexta-feira (2), no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná, a transcrição do depoimento do o ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró em que ele menciona o pedido que fez ao presidente Michel Temer, então presidente do PMDB em 2007, para que fosse mantido no cargo na estatal.
Em resposta a um advogado do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em audiência do dia 24 de novembro, Cerveró disse que Temer não quis interferir em uma suposta pressão da Bancada do PMDB no Senado. A bancada teria pedido a substituição de Cerveró. Para mantê-lo no cargo, a condição era uma mesada de 700 mil dólares ao grupo político.

Em reunião com Cerveró, Temer teria dito que precisava atender a bancada.

“Defesa:- E o então deputado Fernando Diniz queria colocar quem no seu lugar?

Depoente:- A primeira … não foi… não foi … não sei se foi o deputado Fernando Diniz. 

Eu sei que esse grupo era, me foi dito, até pelo na época deputado Michel Temer, que eu estive com ele, que ele tinha que atender a bancada, ele falou que tinha tido as melhores referências, mas que ele não podia deixar de atender a bancada. E aí o primeiro nome que surgiu pra minha substituição, foi no final de 2007, que eu fui substituído em março de 2008, foi o nome do João Augusto Henriques, que já havia sido diretor da BR no passado e tal, mas devido a um processo que ele tinha … teve no TCU, o nome dele estava impedido de exercer qualquer cargo de direção em empresas estatais. Então foi indicado o nome do meu substituto, doutor Jorge Zelada.”


“Defesa:- O então presidente do PMDB, o deputado, à época, Michel Temer, acompanhava essa movimentação?

Depoente:- Eu estive com o Michel Temer, levado até pelo doutor Bumlai, que conhecia … Bumlai … eu tinha conhecido o doutor Bumlai. E ligou, marcou uma audiência com o deputado Michel Temer, no escritório dele em São Paulo, e eu fui lá, e ele me recebeu muito bem, inclusive ele confirma isso, porque isso faz parte do meu depoimento, mas me disse isso, que ele não podia contrariar os interesses, o objetivo da bancada que ele comandava. Que ele era o presidente do PMDB”.

Moro interfere para não anular o processo

Em outro trecho do depoimento, o juiz federal Sérgio Moro impediu que Cerveró discorresse sobre Michel Temer.

“Essa proposta financeira que o sr. recebeu para se manter no cargo de pagar 700 mil dólares por mês também foi levada ao presidente do PMDB à época?”, indagou o advogado, defensor do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

“Não dr, aí estou indeferindo essa questão”, interrompeu Moro, imediatamente. “Isso não é objeto da acusação e não tem competência desse juízo para esse tipo de questão”, completou o juiz da Lava Jato.

A preocupação de Moro é com a citação a autoridades detentoras de foro privilegiado perante tribunais superiores – caso do presidente da República.

A menção a pessoas nessas condições em processo de primeiro grau judicial pode levar até à anulação do caso ou provocar o deslocamento dos autos.

Sustentado no cargo 

No depoimento, Cerveró, reafirmou que foi sustentado no cargo pela bancada do PMDB no Senado e que, para isso, “arrecadou” US$ 6 milhões para os senadores Renana Calheiros e Jader Barbalho, através de propinas nos contratos da estatal. Ele informou que sua substituição por Jorge Zelada no cargo ocorreu por pressão do PMDB da Câmara e disse que chegou a pedir ao então presidente do partido, na época deputado federal Michel Temer para que fosse mantido no cargo, mas não teve sucesso.

“O PMDB se aproximou de mim através do ministro Silas Rondeau, que me apresentou ou PMDB do Senado. Em troca do apoio, repassei R$ 6 milhões a Renana Calheiros, Jader Barbário e Silas Rondeau por resultado obtido de negociações de propinas”, disse o depoente.

Ele informou que sua substituição ocorreu num momento de fragilidade do PMDB do Senado, por conta da renúncia de Renan Calheiros da presidência da Casa após a denúncia de que recebeu propina para o pagamento de despesas pessoais, o que fez com que a bancada do partido na Câmara ganhasse mais peso e iniciasse a pressão para indicar um nome de sua confiança.

Cerveró revelou que, diante da situação, procurou deputados do PMDB, liderados pelo então deputado Fernando Diniz, de quem teria ouvido que, “se eu contribuísse com US$ 700 mil mensais para a bancada da Câmara, eles me apoiariam. Não concordei porque eu não tinha como fazer isso”.

Questionado pela defesa de Cunha se ele tratou da questão com o hoje presidente Michel Temer, o ex-diretor da Petrobras disse que “estive com Michel Temer, levado pelo José Carlos Bumlai. 

Ele marcou uma audiência com o então deputado Michel Temer, presidente do PMDB, no escritório dele em São Paulo. Eu fui lá, ele me recebeu muito bem, mas me disse que não poderia contrariar os interesses da bancada que ele comandava”.


Leia o depoimento na íntegra:

Juiz Federal:- Então nessa ação penal 505160623, depoimento do senhor Nestor Cunat Cerveró, senhor Nestor, o senhor foi chamado nesse processo como testemunha, na condição de testemunha, o senhor tem o compromisso com a justiça em dizer a verdade e responder as perguntas que lhe forem feitas, certo?

Depoente:- Certo.

Juiz Federal:- Eu vou advertir o senhor, por força de lei, que se o senhor faltar com essa verdade, o senhor fica sujeito a um processo criminal, certo?

Depoente:- Certo.

Juiz Federal:- Além disso, senhor Nestor, é conhecido que o senhor teria celebrado um acordo de colaboração com a Procuradoria Geral da República, que teria sido homologado pelo Supremo Tribunal Federal, é isso mesmo?

Depoente:- É isso.

Juiz Federal:- Através desse acordo o senhor se comprometeu a dizer apenas a verdade perante a justiça?

Depoente:- Sim.

Juiz Federal:- Então também vou lhe advertir, senhor Nestor, que se o senhor faltar com a verdade, além do falso testemunho, o senhor responde pela penas, o senhor também perde o seu acordo, certo?

Depoente:- Certo.

Juiz Federal:- Dito isso eu vou passar a palavra aqui à defesa do senhor Eduardo Cunha, que arrolou o senhor como testemunha.

Defesa:- Obrigado Excelência, boa tarde, senhor Cerveró.

Depoente:- Boa tarde.

Defesa:- São rápidas as perguntas e objetivas.

Depoente:- Pois não.

Defesa:- Como que se deu a sua nomeação para a diretoria internacional da Petrobras?

Depoente:- Eu fui nomeado em janeiro de 2003, quando no novo governo Lula, o Lula tinha sido eleito, e fui indicado pra ser diretor internacional da Petrobras em 2003.

Defesa:- Houve participação do então senador Delcídio do Amaral e do Zeca do PT na sua nomeação?

Depoente:- Sim, minha indicação formalmente foi feita pelo governador Zeca, por indicação do senador Delcídio.

Defesa:- Houve algum pagamento de vantagem indevida ao senhor Delcídio do Amaral?

Depoente:- Não na ocasião, houve posteriormente.

Defesa:- O senhor se aproximou do PMDB quando?

Depoente:- Na realidade não fui eu que me aproximei do PMDB, o PMDB que se aproximou de mim em 2006, logo depois do mensalão.

Defesa:- Através de quem?

Depoente:- Através do ministro Silas Rondeau, que fazia parte do grupo do PMDB, que na época havia a divisão do PMDB da câmara, do PMDB do senado. Então na realidade eu fui procurado pelo Silas, que me apresentou ao senador Renan, ao senador … na época deputado Jader Barbalho, mas fazia parte do grupo do senado e que me informaram que eles também passariam … eu passaria a ser apoiado por esse grupo.

Defesa:- Se eu entendi nos seus termos de colaboração, o senhor afirmou em 2006, foi pago 6 milhões para os senadores Renan Calheiros, Jader Barbalho, Delcídio do Amaral e ao ex ministro Silas Rondeau, a título de participação nos negócios da Petrobras e isso visaria o apoio pra continuação no cargo, é isso?

Depoente:- Foi pago … realmente foi um acerto que houve com o comando, esse comando PMDB. O Delcídio não fazia parte desse 6 milhões, o Delcídio foi uma outra contribuição. Mas houve uma destinação de 6 milhões de dólares pra esse grupo aí.

Defesa:- E como que se deu esse pagamento?

Depoente:- Esse pagamento se deu através de resultado obtido de negociações de propinas dos negócios … basicamente da sonda … da primeira sonda que nós contratamos, que a Petrobras contratou, e de uma parte da comissão … porque, como eu disse, o Delcídio não fez parte desses 6 milhões de dólares. Os 6 milhões de dólares foi dirigido para o PMDB.

Defesa:- E aí um período depois o senhor foi substituído na diretoria da Petrobras?

Depoente:- Dois anos, quase dois anos depois.

Defesa:- E o senhor fez alguma cobrança de que esses senadores do PMDB lhe apoiassem para o senhor se manter no cargo?

Depoente:- Sim, eu conversei, porque a substituição não foi de uma hora pra outra, foi um processo que levou uns 6 meses, uma coisa assim, se iniciou com uma pressão do PMDB da câmara, um grupo de … foi dito depois nos contatos que eu tive com o pessoal em Brasília, que eu fui procurar, quer dizer, esse apoio do grupo do senado, que me disse isso, que havia um grupo muito grande de deputados do PMDB liderados pelo falecido deputado Fernando Diniz, do PMDB de Minas, que pediam a minha substituição na diretoria internacional. Aí eu fui até com o (incompreensível)cobrar o apoio do grupo do PMDB da câmara, mas naquele momento o PMDB da câmara … do senado estava muito enfraquecido, porque foi na ocasião do que o senador Renan teve que renunciar por conta da história da filha dele, que era pago uma pensão, e ele renunciou. Então esse grupo tinha perdido … isso eu descobri nas negociações que, quer dizer, nas tentativas de permanência e tal que duraram coisas de 6 meses.

Defesa:- E o então deputado Fernando Diniz queria colocar quem no seu lugar?

Depoente:- A primeira … não foi… não foi … não sei se foi o deputado Fernando Diniz. Eu sei que esse grupo era, me foi dito, até pelo na época deputado Michel Temer, que eu estive com ele, que ele tinha que atender a bancada, ele falou que tinha tido as melhores referências, mas que ele não podia deixar de atender a bancada. E aí o primeiro nome que surgiu pra minha substituição, foi no final de 2007, que eu fui substituído em março de 2008, foi o nome do João Augusto Henriques, que já havia sido diretor da BR no passado e tal, mas devido a um processo que ele tinha … teve no TCU, o nome dele estava impedido de exercer qualquer cargo de direção em empresas estatais. Então foi indicado o nome do meu substituto, doutor Jorge Zelada.

Defesa:- Nesse período, o senhor acabou … recebeu alguma proposta financeira pra permanecer no cargo de diretor?

Depoente:- Sim, um representante desse grupo me procurou, era até um deputado de Minas, Vicente … eu não me lembro, faz parte do … mas eu não me lembro o nome exatamente, através de um pequeno empreiteiro, uma empreiteira que eu tinha conhecimento, trouxe pra falar comigo lá de Belo Horizonte e me deram esse recado, que se eu me dispusesse a estabelecer um acordo, um pagamento mensal da ordem de 700 mil dólares, que esse grupo não faria … não havia nenhuma exigência que fosse … quem fosse, desde que fosse atendido esse compromisso. Aí eu não concordei, porque não tinha como fazer isso.

Defesa:- Esse grupo que o senhor se refere era…

Depoente:- Grupo da bancada do PMDB.

Defesa:- Da onde?

Depoente:- Não, aí eram… aí era diverso. A liderança me foi dito que era do Fernando Diniz, deputado Fernando Diniz.

Defesa:- Eu pergunto porque é relevante para o processo isso aí.

Depoente:- Ah, bom. Não …, evidentemente não eram 50 deputados (incompreensível). Eram deputados do PMDB.

Defesa:- Que eram liderados, como o senhor disse, pelo Fernando Diniz?

Depoente:- Quem estava comandando o movimento, me foi dito era.

Defesa:- O então presidente do PMDB, o deputado, à época, Michel Temer, acompanhava essa movimentação?

Depoente:- Eu estive com o Michel Temer, levado até pelo doutor Bumlai, que conhecia … Bumlai … eu tinha conhecido o doutor Bumlai. E ligou, marcou uma audiência com o deputado Michel Temer, no escritório dele em São Paulo, e eu fui lá, e ele me recebeu muito bem, inclusive ele confirma isso, porque isso faz parte do meu depoimento, mas me disse isso, que ele não podia contrariar os interesses, o objetivo da bancada que ele comandava. Que ele era o presidente do PMDB.

Defesa:- Teve a participação de uma pessoa chamada Jorge Luz nesse assunto?

Depoente:- O Jorge Luz era um operador, foi um operador muito atuante na Petrobras, que inclusive foi sócio do João Augusto no passado, eles são até, não tenho certeza, mas eles têm uma relação de … um é padrinho do casamento do outro, não sei exatamente, acho que o Jorge Luz é padrinho de um dos casamentos do João Augusto. Eles tinham uma relação muito próxima. Então o Jorge Luz foi quem divulgou junto a esse grupo, as … vamos chamar assim, as vantagens que poderiam advir da diretoria internacional. Eu conheci o Jorge Luz … uma informação adicional, o Jorge Luz foi quem fez a operação da transferência desses 6 milhões de dólares que eu me referi, de apoio ao PMDB.

Defesa:- O senhor tomou a época conhecimento de que haveria alguma participação do senhor Eduardo Cunha na sua substituição?

Depoente:- Não, na época não me lembro da citação do deputado Eduardo Cunha.

Defesa:- Ele não foi mencionado?

Depoente:- Não, porque isso já faz 10 anos, quase, 9 anos, e o que me foi dito foi isso, que eu procurasse o Fernando Diniz, acabei não falando com ele, não tive … mas eu preferi conversar, por indicação do próprio Bumlai, “bom vamo falar com o presidente do PMDB, que …”.

Defesa:- Essa proposta financeira que o senhor recebeu pra se manter no cargo, de pagar 700 mil dólares por mês, também foi levada ao presidente do PMDB à época?

Juiz Federal:- Não doutor, aí eu estou indeferindo essa questão, isso não é objeto da acusação e não tem competência este juízo pra esse tipo de questão.

Defesa:- Ok. Ainda já caminhando para o final, dentro dos temas desse processo, o senhor trabalhou com o senhor Eduardo Musa na Petrobras?

Depoente:- Eduardo Musa foi meu gerente na Petrobras.

Defesa:- Nesta época o senhor tomou conhecimento sobre a negociação do campo de petróleo de Benin?

Depoente:- Não, eu nunca tinha ouvido falar, a negociação do campo de Benin já foi … eu já estava na diretoria da BR. Eu soube pela imprensa.

Defesa:- E a participação do senhor Eduardo Cunha nesse negócio de Benin, à época, o senhor teve alguma ciência?

Depoente:- Não. Eu não tive ciência do negócio de Benin, então não sei quem estava envolvido.

Defesa:- Não foi no seu período da Petrobras que aconteceu essa …

Depoente:- Não, foi bem depois. Não, eu já era diretor da BR, eu sou diretor da BR, eu fui diretor da BR a partir de março de 2008.

Defesa:- Em relação a Pride, o Júlio Camargo afirmou que foi fechada uma negociação de uma sonda com a diretoria internacional da Petrobras com a empresa Pride. …

Depoente:- Sim.

Defesa:- Mas que ele foi chamado, isso é afirmação dele, pelo Renato Duque, pra que saísse do negócio, já que os negócios com a Pride deveriam ser tratados só com Hamylton Padilha. O senhor tinha conhecimento dessa informação, ela é verdadeira?

Depoente:- É verdadeira, inclusive essa reunião ocorreu no meu gabinete. Foi o Duque, o Júlio Camargo e eu, e foi dito ao Júlio que ele não poderia participar,- foi bastante explícito o Duque-, pra não atrapalhar e não repetir a atuação que ele tinha tido na segunda sonda que nós contratamos.

Defesa:- O senhor recebeu alguma vantagem indevida nessa negociação com a Pride?

Depoente:- Sim, mas foi trazido pelo … eu e o diretor Duque, isso consta também lá.

Defesa:- São essas as perguntas, excelência.

Juiz Federal:- Ministério Público.

Ministério Público Federal:- Tudo bem?

Depoente:- Tudo bom.

Ministério Público Federal:- Nesse contexto de pagamentos de vantagens indevidas na área internacional, o senhor já mencionou a influência do partido PMDB, especificamente em relação aos negócios da África, o que o senhor sabe sobre as aquisições da África no final dos anos 2000, incluindo essa de Benin ou Namíbia? Ou não chegou a participar?

Depoente:- Não, no final dos anos 2000 eu já não estava mais na diretoria internacional. Eu saí, como eu falei, em março de 2008, e Namíbia, pelo que eu acompanhei depois, Namíbia e Benin já foram feitas pelo meu sucessor, já não…

Ministério Público Federal:- Projeto Suricato o senhor sabe alguma coisa também?

Depoente:- Não.

Ministério Público Federal:- Não tenho mais perguntas, excelência.

Juiz Federal:- Esclarecimentos muito rapidamente do juízo, sinteticamente, o senhor relatou, havia contratos da Petrobras na área internacional que geravam pagamento de vantagem indevida de propinas, é isso?

Depoente:- Sim.

Juiz Federal:- O senhor mesmo recebeu vantagens indevidas em seu próprio benefício pessoal?

Depoente:- Sim.

Juiz Federal:- E parte desses valores eram destinados também a agentes políticos, é isso?

Depoente:- A maior parte era destinada a agentes políticos.

Juiz Federal:- E o senhor mencionou que o senhor foi substituído na direção internacional, a fim de atender os interesses do PMDB da câmara, foi isso?

Depoente:- Isso.

Juiz Federal:- Especificamente da bancada mineira?

Depoente:- Não, da bancada mineira não, eu falei que, desculpe, esse grupo, me foi informado pelos contatos que eu fiz, que quem tinha aglomerado, feito, tomado a liderança desse grupo, era um deputado que era líder da bancada de Minas do PMDB.

Juiz Federal:- Ah sim.

Depoente:- Mas não era … porque quem me esclareceu o número de deputados, foi na conversa que eu tive com o deputado Michel Temer, na época, presidente do PMDB, que me disse que havia um grupo de cerca de 50 deputados, que ele sabia que tinham interesse em me substituir, e que ele não podia contrariar o interesse do partido.

Juiz Federal:- E que o líder desse grupo era esse deputado da bancada mineira?

Depoente:- Esse deputado Fernando, que é falecido já há alguns anos.

Juiz Federal:- E o senhor João Augusto Henrique Rezende, o senhor conhecia ele?

Depoente:- Já, já conhecia, João Augusto foi diretor da BR, no final da década de 90. Uma coisa assim.

Juiz Federal:- Ele é acusado nesse processo de ter intermediado propinas em contratos da Petrobras, também já foi acusado em outro processo, o senhor chegou a ter alguma situação dessa espécie com ele?

Depoente:- Não, o João nunca, nós… Eu conheci o João, mas ele não … eu não tive nenhum negócio com o João durante a minha diretoria lá, nem antes, nem depois.

Juiz Federal:- Naquela ação penal que foi julgada relativamente aos navios sondas vitória 10.000 e Petrobras 10.000, naquele caso é um dos casos que o senhor recebeu dos contratos?

Depoente:- Na Petrobras 10.000. Foi a primeira sonda que nós contratamos da Samsung … as duas primeiras sondas, da Petrobras 10.000 e da vitória 10.000, foram com a Samsung, que o operador que trouxe foi o Júlio Camargo. A gente recebeu a participação na Petrobras 10.000 e na segunda ele nunca pagou a participação.

Juiz Federal:- E teve também um componente político nesses contratos?

Depoente:- Exatamente o que eu falei, parte … a maior parte dessa propina da Petrobras 10.000 foi destinada, compuseram esses 6 milhões de dólares que foi destinado ao PMDB do senado.

Juiz Federal:- Aquela outra ação penal há uma afirmação do senhor Fernando Soares, … que operava esses pagamentos também, não é?

Depoente:- Sim.

Juiz Federal:- Há um afirmação do Fernando Soares que ele teria destinado parte desses valores ao então deputado Eduardo Cunha, o senhor tinha conhecimento disso na época?

Depoente:- Isso foi depois, isso foi na sonda vitória dez 10.000.

Juiz Federal:- Ah sim.

Depoente:- Que como eu disse, o Júlio Camargo não cumpriu o pagamento combinado e aí o Fernando, anos depois, eu já estava fora da diretoria internacional, me disse isso, que tinha pedido apoio do deputado Eduardo Cunha e que teria havido uma negociação onde o Júlio Camargo teria pago parte do que ele devia de propina.

Defesa:- Pela ordem, essas questões não são desses autos, acho que são parte de outro processo.

Juiz Federal:- Ah sim, mas é que existe um contexto aqui, doutor, que pode ser relevante.

Isso o senhor ficou sabendo na época, ou só depois agora com essas investigações?

Depoente:- Não, eu fiquei sabendo na época, porque o Fernando me disse isso, que tinha feito o contato com o deputado Eduardo Cunha, e que o Eduardo Cunha … eles teriam pressionado … ele teria pressionado o Júlio Camargo, e o Júlio Camargo teria chegado a um acordo, um meio termo pra encerrar o assunto.

Juiz Federal:- Então está bom, eram esses os esclarecimentos do juízo, eu declaro encerrado então o depoimento do senhor Nestor Cerveró.




terça-feira, 29 de novembro de 2016

Onze testemunhas já inocentaram o ex-presidente Lula no caso do triplex que não é dele

Onze testemunhas já inocentaram o ex-presidente Lula no caso do triplex que não é dele
lula

Por meio de nota, os advogados de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que as audiências realizadas nesta semana na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba (PR) formaram um “quadro bastante distinto” daquele formado pela acusação inicial do Ministério Público Federal.

Lula e sua esposa, Marisa Letícia, foram isentados por onze testemunhas do MPF dos crimes apontados na denúncia. Entre estas testemunhas, estão Delcídio do Amaral, Alberto Yousseff, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró.

Para os advogados, as testemunhas mostraram que a corrupção investigada pela Lava Jato está restrita a agentes públicos e privados que agiam de maneira independente e pelos seus próprios interesses, “alheios à Presidência da República”.

“Concluir que Lula era o centro desse processo, como fez o MPF, só pode ser ato de voluntarismo maldoso, sem qualquer lastro de veracidade, o que se insere nas práticas de lawfare – que é o uso da lei e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política”, afirmam os advogados, concluindo que “é possível antever ” que o único resultado do processo será a absolvição do ex-presidente e sua esposa.

Leia a nota da defesa do ex-presidente Lula no Jornal GGN.


sábado, 26 de novembro de 2016

Sérgio Moro veta advogado de Eduardo Cunha de perguntar a Nestor Cerveró sobre Temer

Postado em 25 de Novembro de 2016 - 14:24 - 
Sérgio Moro veta advogado de Eduardo Cunha de perguntar a Nestor Cerveró sobre Temer
Ex-diretor da Petrobrás afirmou em audiência na Justiça Federal no Paraná que grupo do PMDB lhe exigiu 700 mil dólares por mês para ficar no cargo; na ocasião, partido era comandado pelo atual presidente da República.
Fonte: Estadão
 
Nestor Cerveró. Reprodução: fotospublicas.com

O juiz Sérgio Moro não autorizou que um advogado completasse pergunta ao ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró (Internacional) sobre o presidente Michel Temer. O episódio ocorreu nesta quinta-feira, 24.

“Essa proposta financeira que o sr. recebeu para se manter no cargo de pagar 700 mil dólares por mês também foi levada ao presidente do PMDB à época?”, indagou o advogado, defensor do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), em audiência na Justiça Federal em Curitiba.

“Não dr, aí estou indeferindo essa questão”, interrompeu Moro, imediatamente. “Isso não é objeto da acusação e não tem competência desse juízo para esse tipo de questão”, completou o juiz da Lava Jato.

A preocupação de Moro é com a citação a autoridades detentoras de foro privilegiado perante tribunais superiores – caso do presidente da República.

A menção a pessoas nessas condições em processo de primeiro grau judicial pode levar até à anulação do caso ou provocar o deslocamento dos autos.

Cerveró foi arrolado pela defesa de Eduardo Cunha, réu da Lava Jato e preso em Curitiba por ordem de Moro.

Na audiência, Cerveró disse que foi nomeado para o cargo na Petrobrás em janeiro de 2003 ‘no novo governo Lula’.

O advogado do ex-presidente da Câmara indagou do ex-diretor da estatal petrolífera se ‘houve participação’ do então senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS) em sua indicação.

“Sim, minha indicação (foi feita) pelo (ex) governador Zeca do PT (MS), por indicação do senador Delcídio.”

Indagado se houve ‘pagamento de vantagem indevida a Delcídio’, Cerveró respondeu. “Não na ocasião, mas posteriormente.”

O advogado de Eduardo Cunha perguntou a Cerveró quando ele ‘se aproximou do PMDB’. Na época, em 2006, Cerveró estava sendo pressionado para deixar o cargo.

“Foi o PMDB que se aproximou de mim, em 2006, logo depois do Mensalão, através do ministro Silas Rondeau que fazia parte do grupo do PMDB”, respondeu. 

“Fui procurado pelo Silas que me apresentou ao senador Renan (Calheiros) e, na época, ao deputado Jáder Barbalho (PMDB/PA). Me informaram que eu passaria a ser apoiado por esse grupo.”

Em sua delação premiada, Cerveró afirmou que em 2006 pagou US$ 6 milhões a Renan ‘a título de participação nos negócios da Petrobrás’. Renan nega.

“Realmente foi um acerto que houve com esse comando do PMDB. Delcídio não fazia parte desses seis milhões, mas houve uma destinação desses seis milhões de dólares para esse grupo (do PMDB) de propinas (no âmbito) da primeira sonda que a Petrobrás contratou. Delcídio não fez parte. 

Dois anos depois fui substituído.”
“Minha substituição não foi de uma hora para outra, se iniciou com uma pressão do PMDB da Câmara. Fui cobrar o apoio do grupo do PMDB do Senado, mas esse grupo estava muito enfraquecido  na ocasião porque o senador Renan teve que renunciar (à presidência da Casa) por conta da história da filha dele. Esse grupo tinha perdido (força)”, relatou Cerveró, que acabou caindo em 2008.

O advogado de Eduardo Cunha questionou Cerveró se ele foi pressionado a fazer pagamento mensal de US$ 700 mil ‘ao grupo do PMDB’ para se manter no cargo. Ele confirmou.

Cerveró contou que esteve com Michel Temer. Na ocasião, Temer era deputado e presidia o PMDB. “Estive com Michel Temer, (fui) levado pelo dr. Bumlai (pecuarista José Carlos Bumlai, réu da Lava Jato). Ligou, marcou uma audiência com o deputado Michel Temer, no escritório dele em São Paulo. 

Fui lá, ele (Temer) me recebeu muito bem, mas disse que não podia contrariar os interesses da bancada que ele comandava, ele era o presidente do PMDB.”