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domingo, 12 de fevereiro de 2017

ESTRANHO: Delegado da PF que apoiou Aécio pede para deixar a Lava Jato e alega cansaço físico e mental; SAIBA

ESTRANHO: Delegado da PF que apoiou Aécio pede para deixar a Lava Jato e alega cansaço físico e mental; SAIBA
12 de fevereiro de 201
 

Diz a coluna Expresso, da Época, que o delegado Márcio Anselmo, da Polícia Federal, “encaminhou uma carta ao superintendente da PF em Curitiba, Rosalvo Ferreira, informando sua decisão de se desligar da equipe de Curitiba”.

Ele alega “esgotamento físico e mental”. Anselmo vai assumir posto de investigação num lugar tranquilo: uma unidade no Espírito Santo.

Ele é aquele que fez campanha para Aécio Neves no Facebook e que, quando da morte de Teori, escreveu que “esse ‘acidente’ deve ser investigado a fundo”.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ÉPOCA, QUE HOJE AGRADECE A TEORI, JÁ INCITOU IRA POPULAR CONTRA ELE

ÉPOCA, QUE HOJE AGRADECE A TEORI, JÁ INCITOU IRA POPULAR CONTRA ELE

 

Edição deste fim de semana revista Época, chefiada pelo jornalista Diego Escoteguy, dedica sua capa a uma homenagem ao ministro Teori Zavasck; "Obrigado, Vossa Excelência", diz a manchete da revista; menos de um ano antes da tragédia envolvendo o magistrado, o mesmo Escoteguy, no entanto, engrossou o coro dos que incitaram o ódio e manifestações contrárias ao relator da Lava Jato; "Será difícil conter o ânimo da população contra Teori. A revolta começou agora e vai piorar imensamente", diz Escoteguy em março do ano passado, quando Teori havia determinado que o juiz Sérgio Moro enviasse para a Corte os inquéritos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

22 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 12:50 

247 - Edição da revista Época, da família Marinho e chefiada pelo jornalista Diego Escoteguy, deste fim de semana dedica sua capa a uma homenagem ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal que morreu na quinta-feira, 19, em acidente aéreo com mais quatro pessoas em circunstâncias ainda não esclarecidas pelas autoridades. "Obrigado, Vossa Excelência", diz a manchete da revista. 

Menos de um ano antes da tragédia envolvendo o magistrado, o mesmo Escoteguy, no entanto, engrossou o coro dos que incitaram o ódio e manifestações contrárias ao relator da Lava Jato.

"Será difícil conter o ânimo da população contra Teori. A revolta começou agora e vai piorar imensamente", diz Escoteguy em março do ano passado. Lembrança foi feita no Twitter pelo vereador de Poços de Caldas Paulo Tadeu. 

Na época, Teori Zavascki foi alvo de manifestações de grupos facistas, por ter determinado que o juiz Sérgio Moro enviasse para a Corte os inquéritos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Em frente ao prédio do STF, fixaram uma faixa onde estava escrita a frase "Teori cabrita do Lulla" (leia mais).

Pouco depois da decisão, houve protestos contra Teori Zavascki também em Porto Alegre. Na fachada do prédio onde morava, foram penduradas faixas com os dizeres "Teori traidor", "Pelego do PT" e "Deixa o Moro trabalhar". 

Sob o mote #OcupaSTF, o cantor Lobão, defensor do golpe parlamentar de 2016, chegou a divulgar em sua conta do Twiiter o endereço do filho de Teori, que mora na capital gaúcha.



domingo, 22 de janeiro de 2017

Globo atropela luto e lança Moro como candidato ao STF na vaga de Teori

DOMINGO22 JANEIRO 2017
Globo atropela luto e lança Moro como candidato ao STF na vaga de Teori
Escrito por Bajonas Teixeira, Postado em Bajonas Teixeira
 

Por Bajonas Teixeira, colunista do Cafezinho

O corpo ainda nem esfriou, e a Globo já colocou na rua uma campanha pró-Moro no STF para a vaga deixada por Teori Zavascki. 

Essa precipitação quase profanatória, visto que mal se deram as homenagens póstumas ao ministro do STF recém falecido, é uma ótima notícia para o governo Temer.

Como a decisão cabe ao presidente da república, para conseguir a nomeação a Globo terá que arrefecer o bombardeio com que cerca o governo Temer nos últimos meses. 

Para quem não lembra, em meados de outubro a mídia, em especial a Globo, colocou no centro da cena oito nomes do PMDB, incluindo líderes, dirigentes e ministros de Temer (Picciani, Geddel, Moreira, Jucá, Cabral, Cunha, Sarney e Lobão). De lá para cá, a pressão só fez crescer.

Agora caberá a Temer nomear o novo ministro do STF. E se a Globo quer emplacar Sérgio Moro na cadeira de Teori, será preciso negociar uma trégua com Temer e pegar leve nas críticas e, sobretudo, na divulgação de notícias negativas (Leia-se: denúncias, inquéritos, suspeitas, acusações) contra o presidente golpista.

Na manchete estampada no G1, a empresa procura vender a candidatura do juiz da Lava Jato como iniciativa do Judiciário. É o que diz o título: Juízes federais defendem nomeação de Moro para vaga de Teori no STF.

Segundo a matéria papa-defunto, “Um dia depois da morte do ministro Teori Zavascki em um acidente aéreo, uma corrente de juízes federais já defende que o presidente Michel Temer indique o juiz Sérgio Moro – responsável pela Lava Jato na primeira instância – para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF)”.

Mas é fácil constatar que isso é uma farsa. Na verdade quem, “um dia depois da morte” de Teori defende a nomeação de Moro é a própria Globo.

O primeiro indício, é que faltam instituições representativas do Judiciário defendendo o nome de Moro. 

Das direções atuais da Associação  dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) e da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), só o presidente desta última, Roberto Veloso,  foi ouvido e não se posicionou positivamente em favor de Moro, mas desconversou. 

Segundo ele
“O momento ainda é de muita consternação, muita dor e muito sentimento. Porque o ministro Teori era muito ligado à Justiça Federal. Foi desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (que atende RS, PR e SC), foi ministro do Superior Tribunal de Justiça, depois foi para o Supremo. Tudo isso, para nós um choque muito grande”.

O juiz Fausto De Sanctis, também ouvido, deu opinião negativa, ainda que ressaltando os méritos do agraciado da Globo: “Se por um lado é um juiz merecedor, por outro, talvez não seja a melhor resposta à Lava Jato”, afirmou.

O motivo do descarte está em que, tendo Moro atuado como juiz de primeira instância na Lava Jato, teria inúmeras limitações para lidar com o processo na instância superior, o STF. Por isso, De Sanctis avalia que ele seria mais útil em Curitiba. 

Mas a Globo permeia a matéria com palpites dados por juristas anônimos (“Há quem interprete”) que indicam fórmulas, ou gambiarras jurídicas, que ‘solucionariam’ a situação.

O único ouvido que defendeu abertamente o nome de Moro, e que a matéria diz ser próximo a ele, foi o ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Paraná (Apajufe) Anderson Furlan:

“Não existe outra pessoa no Brasil que conheça mais a Lava Jato que o Moro. 

O Teori talvez fosse a segunda pessoa no país que mais conhecesse. Para levar adiante, a pessoa precisa ter muito conhecimento. Se for nomeado agora uma pessoa não familiarizada, teria que estudar os milhares de volumes, conhecer os milhares de provas, ler os milhares de testemunhos”.

A conversa tem forma e tom de vendedor de carros usados, ou coisa pior. Dificilmente pode-se tomar como uma opinião fundada capaz de inspirar credibilidade por si mesma.

E, por falar em tentativa de dar credibilidade, como se vê pela imagem que extraímos da home do G1, a manchete aparece sublinhada com palavras do ministro Marco Aurélio de Mello que diz apenas “é bom nome para o futuro”. Quem esperou esclarecer essa frase enigmática (que futuro? Daqui a um mês ou daqui a dez anos?) com a leitura da matéria, perdeu a viagem. No corpo do artigo sequer Marco Aurélio volta a ser citado.

Embuste completo. A Globo quer que Moro seja o “seu” juiz no STF. Vivêssemos num país sério essa matéria, que hoje talvez passe o dia inteiro pendurada na home do G1, e que será reproduzida em centenas ou milhares de sites no país, não seria jamais veiculada. O temor de ser tomada como uma farsa para influenciar a opinião pública recomendaria mais cautela.

Mas no Brasil, em que a mídia derruba uma presidente eleita e joga o país no caos, é possível que surta todos os efeitos esperados por seus autores e que, na próxima semana, as três associações de juízes citadas – AMB, Anamatra e Ajufe – obedecendo aos ditames da Globo, descubram que sempre defenderam Moro para o STF.

Ontem, no velório de Teori, ao começar sua entrevista, Moro não conseguiu disfarçar o alvoroço sentimental por ter seu nome cogitado para o STF. 

No seu rosto, como se viu em vídeo, os flashs das fotos se cruzavam com lampejos explícitos de vaidade, temperados com gaguejos de serviçal e humilíssima modéstia.

Vamos acompanhar a evolução da farsa na próxima semana.




sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Delatado, Temer não tem condições para nomear ministro do STF', diz professor da USP

Delatado, Temer não tem condições para nomear ministro do STF', diz professor da USP
Segundo Gilberto Bercovici, professor titular da Faculdade de Direito lo Largo São Francisco, diz que presidente não tem legitimidade para escolher substituto de Teori Zavascki, morto em acidente aéreo
Por Redação RBA publicado 20/01/2017 11h56
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Além do fato de ser delatado, outro motivo que deslegitima a 
nomeação de Temer é fato de não ser eleito diretamente

São Paulo –  O presidente Michel Temer, por ser mencionado nas delações da Operação Lava Jato, não tem condições de nomear um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF), em substituição a Teori Zavascki, morto ontem (19), num acidente aéreo em Paraty (RJ). 

É o que afirma o professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Gilberto Bercovici, em entrevista à Rádio Brasil Atual, hoje (20). 

Pelo regimento do STF, o ministro a ser nomeado herdará todo o processo da Operação Lava Jato, o que inclui a homologação de dezenas de delações premiadas de empreiteiras, o que pode implicar Michel Temer, além da cúpula de partidos como o PMDB e  o PSDB.

"O maior agravante é que ele (Temer) é mencionado nas delações. É complicado nomear alguém que pode investiga-lo. É uma situação moral complicada. 

Eu, particularmente, acho que Temer não tem a mínima condição de nomear um substituto para Teori, porque, independentemente da qualidade do indicado, a pessoa terá a suspeição da população", explica o professor.

Segundo Gilberto, além do fato de ser delatado, outro motivo que deslegitima a nomeação por Temer é o fato de não ter sido eleito diretamente. 

"Na realidade, o atual presidente não tem a legitimidade do voto popular. O ministro indicado pelo presidente, na verdade, é indicado por alguém eleito pelo povo, daí vem a legitimidade do STF."

Bercovici também critica a pressa da imprensa tradicional para a escolha do substituto de Teori. 






quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

URGENTE: PF apura que avião em que ministro Teori Zavascki embarcou era seguido há 16 dias

URGENTE: PF apura que avião em que ministro Teori Zavascki embarcou era seguido há 16 dias
20/01/2017
Resultado de imagem para Teori Zavascki embarcou
Imagem do Google

O furo de reportagem é do jornalista Cláudio Tognolli, do Yahoo

A Polícia Federal quer saber quem acessou a foto do avião que vitimou Teori na base de dados do Beechcraft.

De acordo com informações, a ficha contendo dados e a imagem da aeronave foi acessada quase 1.900 vezes em um único dia.

Alguém estava atrás desses dados desde o dia 3 de janeiro.

Repare abaixo no prefixo do avião – PRSOM

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Teori bateu em Moro e disse que ter grampeado Lula e Dilma foi ilegal

Teori bateu em Moro e disse que ter grampeado Lula e Dilma foi ilegal
POSTED BY: ADMIN JANUARY 19, 2017
Saiu até no CONJUR
 moro teori

Jornal GGN – Ao enviar ao juiz Sergio Moro as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou a ilegalidade dos grampos de Lula com Dilma Rousseff.

Na página 8 da decisão, Teori contraria tanto a tese defendida por Moro, quanto pelos procuradores da Operação Lava Jato, de que a captura dos áudios de um detentor de foro privilegiado teria sido uma consequência do “acaso” – teoria também endossada pelos ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux.

Além de apontar a violação da responsabilidade da Suprema Corte para julgar casos referentes a políticos – que possuem foro privilegiado -, o ministro também enfatizou o “grave” erro de Sergio Moro ao “fazer juízo de valor” sobre as “referências e condutas” de políticos e, “mais ainda” ilegal, expõe Zavascki, foi o juiz de primeira instância retirar o sigilo dos áudios interceptados.
 
Com isso, o ministro do Supremo determinou que “está juridicamente comprometida” a decisão de Moro de abrir o sigilo dos grampos e de considerar “válidas” as interceptações, adiantando, assim, juízo de valor em tema que não é de sua competência.

O trecho anulado foi a conversa em que Dilma diz a Lula que estava lhe enviando o termo de posse como ministro da Casa Civil para ele “usar apenas em caso de necessidade”. 

Á época, Moro adiantou-se e entendeu que seria uma atuação do Planalto para interferir nas investigações, ao nomear Lula na equipe ministerial, supostamente trazendo a ele o chamado “foro privilegiado”, no qual o ex-presidente só poderia ser julgado pela Suprema Corte.
 
As decisões de Teori Zavaski, que mais uma vez colocam em xeque a atuação de Sergio Moro, que negligenciou o artigo 29 do CPP (Código Código Processo Penal). 

O Decreto Lei 3689/41 prevê que se juízes tomarem conhecimento de prática de crime, devem enviar ao Ministério Público Federal, responsável por entrar com pedido de denúncia para ação penal.

Como o ministro tomou a decisão em resposta a uma reclamação da presidente afastada Dilma Rousseff, que tinha como objeto específico a gravação das conversas entre ela e o ex-presidente Lula após a determinação de encerramento das interceptações, Teori não determinou a investigação da conduta de Moro, apesar de criticar no despacho.

Tampouco determinou a nulidade de todos os grampos feitos por Moro envolvendo Lula.
 
Por outro lado, ao anular o trecho de Dilma e enviar ao juiz da Vara Federal de Curitiba os autos que investigam o ex-presidente, Zavascki teve a precaução de determinar que uma cópia dos autos e todo o conteúdo interceptado – e, com isso, não somente envolvendo Dilma – ficará mantida na Procuradoria-Geral da República.

Isso porque um pedido de inquérito PGR (Inq, 1989), tramitando no Supremo e ainda não analisado, busca apurar o suposto crime de interferência nas investigações da Lava Jato por autoridades com prerrogativa de foro.

Mas, além, abre portas para um pedido de investigação da conduta de Sérgio Moro na Lava Jato, sobre os grampos, a falta de competência do magistrado para investigar e julgar políticos, e medidas controversas adotadas no curso das apurações.

Neste caso, caberia aos advogados da presidente Dilma Rousseff solicitarem uma investigação sobre o vazamento desses grampos, por meio de embargos na despacho de Teori Zavascki, que não entrou nesse mérito.

Leia a decisão na íntegra:
Arquivo




Relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki morre aos 68 anos após queda de avião em Paraty

Relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki morre aos 68 anos após queda de avião em Paraty
Ministro do Supremo Tribunal Federal viajava de São Paulo para o litoral sul do RJ; magistrado tinha três filhos e estava na Suprema Corte desde 2012.
Por Renan Ramalho, G1, Brasília
19/01/2017 18h08  Atualizado há 35 minutos
Resultado de imagem para Teori Zavascki

Relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Teori Zavascki morreu na tarde desta quinta-feira (19), aos 68 anos, após a queda de um avião em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro. A morte de Teori foi confirmada pelo filho do magistrado Francisco Zavascki em uma rede social, às 18h05.

A tragédia gerou consternação no meio jurídico, político e empresarial. Tão logo a informação foi confirmada, autoridades, entidades e empresas passaram a repercutir a morte.

No início da noite, presidente da República, Michel Temer, fez um pronunciamento no Palácio do Planalto no qual lamentou a morte do ministro do STF e anunciou ter decretado luto oficial de três dias. Na rápida fala, Temer disse que o magistrado era um "homem de bem" e um "orgulho para todos os brasileiros".

"O ministro Teori era um homem de bem e era orgulho para todos os brasileiros. Nós estamos decretando luto oficial por um período de três dias, uma modesta homenagem a quem tanto serviu à classe jurídica, aos tribunais e ao povo brasileiro", declarou o peemedebista no pronunciamento.

Um dos três filhos do ministro do STF, Francisco Prehn Zavascki, comunicou a morte do pai no Facebook: "Caros amigos, acabamos de receber a confirmação de que o pai faleceu! Muito obrigado a todos pela força!".
Às 17h22, Francisco já havia publicado: "Amigos, infelizmente, o pai estava no avião que caiu! Por favor, rezem por um milagre".
Postagem do filho do ministro

Postagem do filho do ministro

Os rumores sobre a morte de Teori chegaram ao STF no meio da tarde desta quinta. O tribunal foi informado de que o nome do ministro estava na lista de passageiros da aeronave que caiu no litoral fluminense. A lista foi entregue para a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, e também para o presidente da República.

A Infraero informou que a aeronave prefixo PR-SOM, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, decolou às 13h01 do Campo de Marte, na capital paulista. O avião é de pequeno porte e tem capacidade para oito pessoas.
Gilmar e Teori no STF
Teori Zavascki morre em acidente aéreo em Paraty

A Anac informou que a documentação da aeronave estava em dia, com o certificado válido até abril de 2022 e inspeção da manutenção (anual) válida até abril de 2017.
O dono e operador da aeronave é o Hotel Emiliano, segundo informações de abril de 2016 disponíveis no Registro Aeronáutico Brasileiro, documento divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que reúne uma relação de todas as aeronaves brasileiras certificadas pela Anac.
                               Carlos Alberto Filgueiras, dono do Grupo Emiliano, 
                              que morreu em acidentede avião em Paraty com o 
                             ministro do STF Teori Zavascki (Foto: Divulgação)

Carlos Alberto Filgueiras, que era proprietário do avião e dono do Grupo Emiliano, também estava na aeronave. Em nota, o grupo confirmou que o empresário e o piloto do avião também morreram no acidente. Segundo o texto, Filgueiras e Teori Zavascki eram amigos próximo.

"O Grupo Emiliano, lamentavelmente, confirma a morte Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, 69 anos, e do piloto Osmar Rodrigues, 56, no acidente aéreo ocorrido hoje em Paraty. Carlos Alberto e o ministro Teori Zavaski eram amigos próximos. 

A empresa registra seus sentimentos e condolências para a família e amigos do ministro e do piloto. A empresa informa ainda que está à disposição das autoridades colaborando com as investigações em curso", diz a nota.
                            Osmar Rodrigues, piloto do avião que caiu com o 
                                      ministro do STF Teori Zavascki, em Paraty 
                                      (Foto: Divulgação)

Viúvo desde 2013, Teori deixa três filhos. Ele se tornou ministro do STF em 2012 por indicação da então presidente da República, Dilma Rousseff.

O magistrado teve o nome aprovado no Senado com 54 votos favoráveis e quatro contrários. Ele substituiu o ministro Cezar Peluso, que havia se aposentado no mesmo ano.

Na carreira jurídica anterior ao STF, Teori se especializou em direito tributário. Ele foi indicado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas foi nomeado para a Corte Superior, em 2003, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No STJ, ele atuou na Primeira Turma e na Primeira Seção, especializadas em matérias de direito público. Entre as pautas julgadas pelo colegiado estão ações judiciais ligadas a servidores públicos, improbidade administrativa e tributos.

Natural de Faxinal dos Guedes (SC) – além de ter sido ministro do STF e do STJ –, Teori também presidiu o Tribunal Regional Federal da 4ª região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) entre 2001 a 2003 e atuou como juiz do Tribunal Regional Eleitoral na década de 1990.

Ele ingressou na carreira jurídica em 1971, em Porto Alegre, como advogado concursado do Banco Central, onde atuou por sete anos. No anos 80, o magistrado se transferiu para a superintendência jurídica do Banco Meridional do Brasil.
                            Teori Zavascki está na lista de passageiros de avião 
                                             que caiu em Paraty (RJ)

A queda do avião
Segundo o aeroporto de Paraty, o avião saiu de São Paulo (SP) e caiu a 2 quilômetros de distância da cabeceira da pista. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), quatro pessoas estavam a bordo.
Por volta de 14h50, a Polícia Militar disponibilizou uma lancha para auxiliar nas buscas. A Capitania dos Portos e o Corpo de Bombeiros também trabalhavam no resgate.

Na tarde desta quinta, a Infraero informou ao G1 que a aeronave prefixo PR-SOM, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, decolou às 13h01 do Campo de Marte (SP) com destino a Paraty. A aeronave é de pequeno porte e tem capacidade para oito pessoas. A Marinha disse ter sido informada do acidente às 13h45.

Rumores sobre a morte de Teori começaram a chegar ao STF no meio da tarde desta quinta. Assim que foi informada sobre o acidente, a presidente da Corte, que havia acabado de desembarcar em Belho Horizonte, retornou à capital federal. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes – que está de férias em Lisboa –, deve retornar ao Brasil nesta sexta (20).

                                          Avião que caiu com o ministro do STF Teori 
                                           Zavascki saiu de SP. (Foto: Arte / G1)

Atuação no STF
Além dos processos regulares na Corte, o ministro acumulava em seu gabinete mais de 50 inquéritos e ações penais da Lava Jato. No momento, o caso mais importante, que ainda aguardava sua homologação, era a delação premiada de 77 executivos da Odebrecht.

O ato, que oficialmente reconhece a validade jurídica dos acordos, estava previsto para o início de fevereiro. Só a partir dele, a Procuradoria Geral da República (PGR) poderia iniciar novas investigações com base nos depoimentos.
Na análise do caso, Teori era considerado pelos pares e advogados um relator técnico e discreto. Nunca concedeu entrevista sobre o assunto e só se manifestava nos autos.

Numa das decisões mais marcantes, no final de 2015, convocou uma sessão extraordinária na Segunda Turma – responsável pela Lava Jato – para confirmar uma ordem de prisão do então senador Delcídio do Amaral e do dono do banco BTG, André Esteves. Na época, veio à tona gravação com indícios de que ambos pretendiam comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

“O presente caso apresenta linha de muito maior gravidade. O parlamentar não está praticando crimes qualquer, está atentando contra a própria jurisdição do Supremo Tribunal Federal”, disse Zavascki.

Outra decisão marcante foi o voto permitindo a prisão de condenados após a segunda instância. Como relator, Teori obteve a adesão de outros 6 ministros da Corte (Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes); 4 votaram de forma contrária (Rosa Weber, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski).

O julgamento levou à reação da própria classe política: no fim de maio, veio à tona uma gravação na qual o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), atacou a mudança de jurisprudência em uma conversa com o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado.

No diálogo, o senador do PMDB – investigado pela Lava Jato – afirma que o Congresso Nacional precisa aprovar uma nova lei para restabelecer as prisões somente após o trânsito em julgado.

A fala do presidente do Senado foi interpretada por procuradores da República como indício de uma tentativa de atrapalhar as investigações do caso e chegou a embasar o pedido de prisão apresentado ao Supremo contra Renan por Janot. Relator da Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki rejeitou o pedido de prisão.

A irritação de Renan Calheiros foi motivada, em parte, pelo fato de que a decisão do Supremo de rever a regra de execução das prisões serviu como estímulo às delações premiadas, na medida em que, temendo a prisão mais rápida, muitos investigados acabaram fechando acordos de colaboração com a Justiça em troca do abrandamento da pena.

Futuro da Lava Jato
Com a confirmação da morte de Teori Zavascki, os processos relacionados à Operação Lava Jato no Supremo podem ficar sob relatoria de um novo ministro indicado pelo presidente Michel Temer ou podem ser redistribuídos pela presidente do STF para algum outro magistrado que já ocupe uma cadeira na Corte.

Como relator, Teori era responsável pela análise de denúncias, recursos e delações premiadas no âmbito da operação.

De acordo com o artigo 38, inciso IV do regimento interno do STF, em caso de aposentadoria, renúncia ou morte, o relator de um processo é substituído pelo ministro nomeado para a sua vaga.

"Art. 38. O Relator é substituído:

IV – em caso de aposentadoria, renúncia ou morte:

a) pelo Ministro nomeado para a sua vaga;

b) pelo Ministro que tiver proferido o primeiro voto vencedor, acompanhando o do Relator, para lavrar ou assinar os acórdãos dos julgamentos anteriores à abertura da vaga", diz o artigo 38.

Outra possibilidade, também prevista no artigo 68 do regimento, porém, é uma redistribuição dos processos pela presidente do STF, Cármen Lúcia, “em caráter excepcional”.

"Art. 68¹. Em habeas corpus, mandado de segurança, reclamação, extradição, conflitos de jurisdição e de atribuições , diante de risco grave de perecimento de direito ou na hipótese de a prescrição da pretensão punitiva ocorrer nos seis meses seguintes ao início da licença, ausência ou vacância, poderá o Presidente determinar a redistribuição, se o requerer o interessado ou o Ministério Público, quando o Relator estiver licenciado, ausente ou o cargo estiver vago por mais de trinta dias.

§ 1º Em caráter excepcional poderá o Presidente do Tribunal, nos demais feitos, fazer uso da faculdade prevista neste artigo", diz o artigo 68.

Veja a trajetória de Teori
Nasceu em 15 de agosto de 1948 em Faxinal dos Guedes (SC)
Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Era mestre e doutor em Direito Processual Civil pela mesma universidade
Ingressou na advocacia em 1971
Foi professor de Direito da UFRGS, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UniSinos) e da Universidade de Brasília (UnB), além de advogado do Banco Central do Brasil

Foi nomeado juiz federal em 1979 e exerceu cargos no Tribunal Regional Federal da 4ª Região entre 1989 e 2003. Ele chegou a presidir o tribunal.

Teori também foi ministro do Superior Tribunal de Justiça de 2003 a 2012, onde chegou a ser presidente da 1ª Turma - no biênio de 2004 a 2006 - e presidente da 1ª Seção, de 2009 a 2011
Em 2012, durante o governo Dilma, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal. Na Suprema Corte, presidiu a Segunda Turma de 2014 a 2015. 
Atualmente, era o relator dos processos da Operação Lava Jato

Teori tem seis publicações em direito de sua autoria, além de outros 28 em co-autoria
Recebeu diversas condecorações, títulos e medalhas, como Ordens do Mérito Judiciário do Trabalho e Militar, além de outras regionais
Foi membro do Instituto Ibero-Americano der Direito Processual e Instituto Brasileiro de Direito Processual.