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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Dilma: “Globo promove justiçamento e incita à prisão”

Dilma: “Globo promove justiçamento e incita à prisão”
 Maio 14, 2017
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Imagem do Google


O jornalismo de guerra promovido contra mim e o presidente Lula é a prova de que a escalada autoritária contaminou radicalmente os formadores de opinião pública, como Merval Pereira, que hoje sugere, no Globo, a minha prisão.

A cobertura das Organizações Globo, defendendo o justiçamento de adversários políticos, quer substituir o Judiciário – e todas as demais instâncias operadoras do Direito – pelo escândalo midiático. Julgam e condenam.

Buscam se constituir numa espécie de poder judiciário paralelo sem as garantias da Justiça, base do Estado Democrático de Direito

Fazem, assim, verdadeiros linchamentos, tentando destruir a biografia e a imagem de cidadãos e cidadãs. Nesse processo, julgam sem toga e promulgam sentenças sem direito de defesa.

Ferem de morte a liberdade de imprensa pois não respeitam a diversidade de opinião e a Justiça. Selecionam alvos e minimizam malfeitos. 

Seu único objetivo é o maior controle oligopólico dos meios de comunicação, para impor um pensamento único: o  seu.

Em outros tempos, em outros países, tais práticas resultaram na perseguição  política e na destruição da democracia levando à escalada da violência e do fascismo.

Não adianta a intimidação. Não vou me curvar diante dessas ameaças e muito menos do jornalismo de guerra praticado pela Globo. Nem a tortura me amedrontou.

Repito o que tenho dito, dentro e fora do país: o Golpe de 2016 não acabou. Está em andamento. Não foi contra o meu governo, apenas.

 Foi contra o povo brasileiro e o Brasil. Está sendo executado todos os dias pela Globo, pelo governo golpista e todos que tentam desesperadamente consolidar o Estado de Exceção e a destruição de direitos.

Não vão me calar!

DILMA ROUSSEFF



Queridos amigos e leitores do blog, se vocês não ver postagem do meu blog SUED E POSPERIDADE nos grupos do facebook é porque o mesmo bloqueou as minhas postagens, que eu vejo como punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês podem acessar o blog pelo Google, G+1, twitter e Pinterest, ou no próprio blog, podem compartilhar as notícias para a página de vocês.

AGRADEÇO A TODOS



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Globo esconde documento que prova que Lula jamais pernoitou em tríplex do Guarujá

Globo esconde documento que prova que Lula jamais pernoitou em tríplex do Guarujá
17 de abril de 201
 

Os veículos das Organizações Globo, todos eles, que fazem extensa cobertura da Lava Jato, não deram uma linha sequer sobre documento oficial da Presidência da República que prova que o ex–presidente Luiz Inácio Lula da Silva jamais pernoitou no tal “tríplex do Guarujá”.

Esses registros são mais uma prova que desmonta a acusação encampada pelo MPF (Ministério Público Federal) de que o ex-presidente seria proprietário de um apartamento na cidade litorânea de São Paulo. O imóvel, na realidade, pertence à empresa OAS Empreendimentos. 

Mas nenhuma informação acerca do documento foi veiculada na TV Globo, ou na Globonews, no G1, na Rádio CBN, no jornal O Globo ou na revista Época, todos veículos de comunicação pertencentes à família Marinho. 

A perseguição contra Lula posta em prática pelo jornalismo das Organizações Globo é citada pelos advogados do ex-presidente em ação movida no Comitê de Direitos Humanos da ONU.

O documento apresentado pela Defesa de Lula, pertencente à Presidência da República, registra os pedidos de pagamento de diária da equipe de seguranças e apoio a qual todos os ex-presidentes têm direito. 

Toda a vez que passam um dia ou mais fora de seu local de trabalho (no caso dos seguranças de Lula, a cidade de São Bernardo do Campo), os funcionários registram a cidade onde estavam, e esses registros permanecem documentados na Presidência.

Ou seja, mesmo após Lula ter deixado a Presidência, é possível – por meio desses registros – dizer onde esteve nos últimos 6 anos. Pois bem: último registro na cidade do Guarujá data de de janeiro de 2011, quando, logo depois de ter saído da Presidência, Lula ficou hospedado em uma base militar, a convite do então Ministro da Defesa, Nelson Jobim.

O Edifício Solaris só foi ficar pronto mais de 2 anos depois. E não há nenhum registro que o ex-presidente tenha pernoitado na cidade após 2011. Em outras palavras: Resta provado que Lula jamais passou uma noite sequer no apartamento que o MPF insiste em dizer que é propriedade oculta do ex-presidente.

A Globo deu ampla divulgação a esses registros em relação às diárias registradas em Atibaia, onde o ex-presidente e Dona Marisa Letícia frequentavam um sítio de propriedade de amigos do casal, fato que eles jamais negaram.

Mas esconde dos seus leitores, espectadores e ouvintes quando os mesmos registros mostram que Lula não só não tem a propriedade ou chaves do apartamento como jamais dormiu no tal tríplex. 

A TV também levou ao ar matérias sobre temas ridículos, como pedalinhos e canoas de metal.

O ex-presidente jamais negou ter visitado o tal apartamento uma vez, para avaliar a possibilidade de comprá-lo. E que Dona Marisa esteve no apartamento uma outra vez para avaliar uma reforma que foi feita para tentar convencê-los a comprar o apartamento. 

Tudo isso mais de três anos após sua saída da Presidência da República. 

Entenda essa história:http://www.institutolula.org/documentos-do-guaruja-desmontando-a-farsa



terça-feira, 11 de abril de 2017

Dallagnol e Moro admitem que Lava-Jato depende da mídia

Dallagnol e Moro admitem que Lava-Jato depende da mídia
O ex-presidente Lula tem criticado o conluio entre as autoridades policiais e do MPF e a imprensa, por meio do qual a pessoa é condenada perante a opinião pública antes mesmo do devido processo legal
Publicado em 08/04/201
 
Sérgio Moro recebe prêmio de "Personalidade do Ano" 
das mãos do vice-presidente do Grupo Globo, João 
Roberto Marinho (dir), e do diretor de redação do 
jornal O Globo, Ascânio Seleme

Essa semana, tanto o juiz federal Sérgio Moro, quanto o coordenador dos procuradores da Lava Jato, Deltan Dallagnol, admitiram que o apoio do que chamam de "opinião pública" é fundamental para o êxito da Lava Jato, o que é estranho em casos penais, se basear mais na pressão popular que nas evidências. 

Em um país como o Brasil, onde a mídia é fortemente concentrada em poucos grupos, em especial nas Organizações Globo, isso é ainda mais grave. 

Moro, que em artigo de 2004 analisou a importância dos vazamentos e do apoio da "mídia simpatizante" na Operação Mãos Limpas, afirmou, na Argentina, conforme registra o El País, que “Segundo a Constituição brasileira, todos os processos têm de ser públicos. Na prática isso é excepcional. A maioria desses processos complexos costuma ser encaminhada de forma secreta. 

Nós decidimos tratar esses casos com o máximo de transparência e publicidade. É importante que a opinião pública possa controlar o que está acontecendo, saber o que a Justiça está fazendo. Isso permitiu que houvesse um grande apoio da opinião pública e serviu como proteção da Justiça porque, quando pessoas poderosas estão envolvidas, há grande risco de obstrução, há pressões. Milhões saíram às ruas, protestaram contra a corrupção e apoiaram as investigações”, afirmou. 

Moro recebeu em 2015 o Prêmio "Faz Diferença", das Organizações Globo, e participou de eventos e publicou artigos em revistas da Editora Abril, que publica a revista Veja.

Já Dallagnol, em entrevista ao site da revista Época Negócios, também das Organizações Globo, apontou a "comunicação social" como um dos fatores, junto com a formação da força-tarefa e as delações premiadas, importantes para o sucesso da Lava Jato.

"Outro fato foi a comunicação social, sendo transparente, prestando contas para a sociedade. 

Em um caso com tantos interesses poderosos envolvidos, não se vai para a frente sem que a sociedade empreste seus ombros para carregar adiante o caso."

 Em tese, de acordo com o Código de Processo Penal, Moro deveria ser imparcial em relação a equipe de Dallagnol e os advogados de defesa. Mas Dallagnol já disse que ele e Moro são do "mesmo time" e ambos tem discurso afinado como rostos públicos da força-tarefa onde a equipe de Dallagnol atua em todos os casos e Moro julga todos os casos.

O ex-presidente Lula tem criticado o conluio entre a Operação e a imprensa, onde a pessoa é condenada perante a opinião pública antes mesmo do devido processo legal.




segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Revista Época rifa Alexandre de Moraes

SAB, 14/01/2017 - 17:34
 
Jornal GGN – A revista Época, braço das Organizações Globo, trouxe em sua matéria de capa desta semana um “Fora Alexandre de Moraes”. Um aperitivo da matéria, liberado para não assinantes, demonstra a tese de que a grande mídia não quer mais o ministro da Justiça por perto.

Segundo a publicação, Moraes fala demais, abraça brigas que não são necessárias e se vale de um plano de segurança pública fadado ao fracasso. A revista discorre sobre as desvantagens em se ter alguém como ele na posição em que ocupa, e dá seu recado ao governo Federal.

Leia o aperitivo da matéria a seguir.
da Revista Época

O ministro da Justiça fala demais, compra brigas desnecessárias e insiste num plano de segurança que tem tudo para fracassar

ALANA RIZZO E TALITA FERNANDES

>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
O amplo gabinete no 4º andar do Palácio da Justiça sempre foi um dos mais disputados de Brasília. 

Quem se senta na cadeira de ministro da Justiça tem à vista, subitamente, uma montanha de poder político – e uma montanha igualmente imensa de encrencas. Boa parte dos problemas do governo passam pelo Ministério da Justiça. É uma Pasta balofa.

Tem orçamento de R$ 14 bilhões e 12 secretarias, além da Polícia Federal e da Rodoviária Federal. Cuida de índios, de anistias políticas, de estrangeiros, de presídios, de cartéis, de direitos humanos. Cuida da relação do governo com os Tribunais Superiores. Até o Arquivo Nacional está nesse mafuá estatal. 

O ministro da Justiça coordena, por fim, a segurança pública do país. No gabinete dele, não entra solução: só entra problema. Quando o ministro (nunca houve uma ministra) é fraco, o problema que entra no gabinete encontra um problema sentado na cadeira – e o que sai de lá em seguida costuma ser um problemão. Não tem erro: uma hora o problemão apeia o ministro da cadeira. Desde 1822, a vida média de um ministro da Justiça mal chega a um ano.

 Ministro da Justiça não deixa o cargo. Cai.


O atual, Alexandre de Moraes, está há nove meses na cadeira. Tem mais três meses para alcançar a média de seus antecessores.

Caso continue falando e agindo como se ainda fosse secretário de Segurança de São Paulo, alheio à dimensão das encrencas de Brasília e do país, talvez não dure tanto. 

Desde que assumiu o cargo, Moraes parece deslumbrar-se com a montanha de poder que lhe assomou e ignorar a outra, a dos problemas. Uma semana depois de tomar posse na Pasta, ele não conseguia esconder uma alegria quase infantil em ocupar o cargo.

A ampla mesa de madeira maciça estava tomada por caixas recheadas de livros – entre eles, vários exemplares de seu best-seller de Direito Constitucional. A decoração clássica demais não lhe agradava tanto. Naquela quinta-feira de maio, em meio a reuniões com a nova equipe e compromissos de emergência rotineiros na Pasta, Moraes pediu que a conversa sobre os planos para o ministério fosse encerrada. 

Na antessala do gabinete, a esposa aguardava para conhecer o gabinete do novo ministro da Justiça.

Nos primeiros dias de comoção provocada pela matança nos presídios, Moraes travou uma disputa velada por poder e protagonismo com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia – um claro sinal de que ainda não consegue entender as sutilezas das relações políticas da capital. 

O ministro ficou incomodado quando Cármen anunciou que embarcaria para Manaus, depois que ele já havia ido à capital amazonense, e também quando procurou representantes do IBGE e do Exército, que fazem parte do Poder Executivo, para propor a realização de um censo carcerário. 

Nem o governo federal nem o Judiciário admitiram de fato qualquer responsabilidade pela barbárie, mas passaram a competir na busca por soluções para o caos penitenciário. Em vez de tentar trabalhar com Cármen e os esforços do Conselho Nacional de Justiça, Moraes buscou o protagonismo de um problema que ninguém resolverá sozinho.


Michel Temer virou ouvidor da rivalidade que se desenrolou nos bastidores. Ao longo da semana, ouviu de seu ministro a reclamação de que a presidente do Supremo estava “muito midiática”, insinuando que ela assumira esse comportamento por ter pretensões políticas. Em encontro no fim de semana passado, Cármen não escondeu do presidente sua antipatia por Moraes: 
“O ministério da Justiça deveria falar menos e fazer mais...”. Temer ouve reclamações semelhantes com frequência.


A reclamação discreta da presidente do Supremo causou preocupação no Palácio do Planalto. Em uma conversa com Moraes, Temer recomendou que ele evitasse ao máximo qualquer altercação com Cármen Lúcia. O presidente viu-se obrigado a explicar o óbvio: o governo só tem a perder ao enfrentar a presidente do Supremo. 

Especialmente no momento em que a cúpula do Judiciário acumula embates com o Legislativo, toma decisões que afetam diretamente as relações financeiras entre a União e os estados e, não menos importante, está prestes a se debruçar sobre processos da Lava Jato que podem envolver centenas de políticos – sendo muitos ligados também ao atual governo. 

Temer assegurou ao ministro que, por mais que Cármen Lúcia se reunisse com integrantes do Executivo para buscar soluções para a crise, é ele, Temer, que dará ou não as ordens para qualquer colaboração. 

Ter de explicar o óbvio da política brasiliense – mais uma vez – para um ministro da Justiça demonstra que o ministro da Justiça está criando crises em vez de resolvê-las. Temer sabe disso, mas reluta em demitir Moraes por duas razões. 

Primeiro, porque gosta do subordinado e aposta nele como nome para o Palácio dos Bandeirantes em 2018. 

Em segundo lugar, porque ele não enxerga alternativa melhor para um cargo tão difícil. 

O presidente não ignora, igualmente, o peso do desgaste político de outra demissão no alto escalão de um governo ainda frágil.