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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Dilma denuncia que o pré-sal está sendo desnacionalizado por Bolsonaro e Guedes

SUED E PROSPERIDADE

20/10/2020

Dilma denuncia que o pré-sal está sendo desnacionalizado por Bolsonaro e Guedes

Segundo a ex-presidenta Dilma Rousseff, o governo Bolsonaro está 'esquartejando' a Petrobras. "O pré-sal é fundamental para a projeção do Brasil e para o desenvolvimento econômico e social do nosso povo”, aponta

20 de outubro de 2020.

 

247 - A ex-presidenta Dilma Rousseff denunciou o governo de Jair Bolsonaro e de Paulo Guedes (ministro da Economia) por atentar contra a soberania do País por conta da política de destruição da Petrobras, no seminário Reconstruir e Transformar o Brasil, realizado na segunda-feira, 19.

Segundo ela, o governo está cometendo um crime contra os interesses do País ao promover a desnacionalização do pré-sal. 

Dilma ainda denunciou que esse desmonte da economia nacional é promovida desde o golpe de 2016.

A ex-presidenta também lembrou que durante o governo do PT os recursos nacionais eram valorizados numa “proposta política industrial.

 “Tínhamos uma proposta de política industrial que tinha um elemento fundamental que era a cadeia de petróleo e gás. 

Sobretudo, porque o Brasil tinha descoberto durante o governo Lula as grandes reservas do pré-sal”, lembrou. 

Para ela, o pré-sal é “fundamental para a projeção do Brasil e para o desenvolvimento econômico e social do nosso povo”. “A Petrobrás está sendo desnacionalizada e esquartejada”, advertiu.

CONTINUA

Alexandre de Moraes irá relatar inquérito que apura interferência de Bolsonaro na PF

Na prática, a medida impede que Kassio Nunes Marques, escolhido por Bolsonaro para o lugar de Celso de Mello, o antigo relator, assuma a investigação, caso seja aprovado na sabatina e preencha a vaga na corte

20 de outubro de 2020. 

O caso era conduzido pelo ministro Celso de Mello, que se aposentou da corte este mês.

Mais cedo nesta terça, o presidente do STF, Luiz Fux, havia determinado a redistribuição do caso após pedido feito pela defesa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da PF.

Fonte: https://www.brasil247.com/

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Começa A Cair De Vez A Máscara De Moro, Bretas E De Toda A Lava Jato

SUEDE E PROSPERIDADE

18/09/2020

Começa A Cair De Vez A Máscara De Moro, Bretas E De Toda A Lava Jato

 Celeste Silveira 18 de setembro de 2020 

Pelo tom da matéria ameaçadora da Crusoé/Antagonista sobre Toffoli, tendo Alexandre de Moraes como coadjuvante, os dias de Moro dentro do STF estão contados.

A reportagem que trata de uma suposta delação de Marcelo Odebrecht contra Toffoli tem aquela credibilidade que todos sabem quando o assunto é delação e Lava Jato.

A condenação de Bretas por unanimidade pelo TRF-2, a ordem de Gilmar Mendes para que Bretas explique em cinco dias a operação contra escritórios de advogados pela Lava Jato, autorizada por ele e a intimação da PF para Moro depor, mesmo como testemunha sobre os atos antidemocráticos, porque à época era ministro de Bolsonaro, mostram que a Lava Jato, senão toda, parte dela está sendo passada a limpo pela justiça.

E cada degrau perdido por qualquer um desses membros do oráculo lavajatista, como também é o caso de Dallagnol que caiu em desgraça, os antigos heróis vão perdendo força e, perdendo força, perdem também a capacidade de resistir a uma corrente contrária que se avoluma a cada dia contra o lavajatismo.

É difícil saber o que vem por aí, mas vem coisa grande, pelo tom da reportagem do blog do qual Moro é sócio, o que está sendo esculpido contra a república de Curitiba e congêneres, não é coisa pequena e pode revelar surpresas inimagináveis contra o califado lavajatista.

A conferir.

*Da redação

CONTINUA

PF Intima Moro Para Depor No Inquérito Dos Atos Antidemocráticos

 Celeste Silveira 18 de setembro de 2020 

O que, aparentemente é uma coisa tola, pode se transformar num pesadelo para Moro, mesmo que deponha como testemunha no inquérito dos atos antidemocráticos.

Todos sabem que a convocação para as manifestações eram feitas e patrocinadas pelo gabinete do ódio dentro do Palácio do Planalto, enquanto Moro gozava a vida como ministro da Justiça e Segurança Pública, acobertando todos os delitos que envolvem o clã Bolsonaro, avalizando inclusive a explicação patética de Bolsonaro sobre as primeiras denúncias do Coaf de depósitos do miliciano Queiroz na conta de Michelle Bolsonaro.

Moro não pode dizer que desconhece o grupo de disseminação de fake news, comandado por Carlos e Eduardo, que atuava dentro do Palácio do Planalto em parceria com o vigarista Allan dos Santos, atualmente fugido do Brasil.

Para Moro, sobram somente duas opções, fingir que não sabia o que acontecia debaixo de suas barbas assumindo total incompetência para o cargo que ocupava ou que sabia, mas prevaricou para não melindrar o chefe.

Qualquer resposta que Moro der, sairá mais queimado do que já está, mesmo que tenha sido convocado a depor como testemunha pela Polícia Federal que, em última análise, deu-lhe uma cama de gato e o tombo pode lhe custar fraturas expostas irreversíveis.

*Carlos Henrique Machado Freitas

Fonte: https://antropofagista.com.br/

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

PF Intima Carlos E Eduardo Bolsonaro A Depor Sobre Atos Antidemocráticos

SUED E PROSPERIDADE

16/09/2020

PF Intima Carlos E Eduardo Bolsonaro A Depor Sobre Atos Antidemocráticos

 Celeste Silveira 16 de setembro de 2020

Filhos do presidente da República vão prestar depoimento na condição de testemunhas. 

O caso, que tramita sob sigilo no STF, já fechou o cerco sobre deputados, youtubers e influenciadores bolsonaristas.

A Polícia Federal intimou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) a prestar depoimento — na condição de testemunhas — no âmbito do inquérito que investiga a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. 

O caso, que tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), já fechou o cerco sobre deputados, youtubers e influenciadores bolsonaristas.

Em junho, o relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que as investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontam a ‘real possibilidade’ de atuação de associação criminosa voltada para a ‘desestabilização do regime democrático’ com o objetivo de obter ganhos econômicos e políticos.

 A observação consta em decisão de quebra de sigilo decretada pelo ministro no inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos.

“Os indícios apresentados na manifestação apresentada pela Procuradoria-Geral da República confirmam a real possibilidade de existência de uma associação criminosa”, escreveu Moraes, em decisão que autorizou buscas e apreensões contra apoiadores do governo. 

O sigilo bancário de dez deputados e um senador, todos bolsonaristas, já foi quebrado no caso. Carlos e Eduardo não foram alvos dessas medidas.

Moraes é responsável por um outro inquérito, que se debruça sobre ameaças, ofensas e fake news disparadas contra integrantes do STF e seus familiares. 

Como Moraes é relator dos dois processos, um inquérito está subsidiando as investigações do outro.

A reportagem procurou os gabinetes de Carlos e Eduardo Bolsonaro, mas não havia obtido resposta até a publicação deste texto.

Núcleos. A PGR identificou vários núcleos ligados à associação criminosa, sendo eles ‘organizadores e movimentos’, ‘influenciadores digitais e hashtags’, ‘monetização’ e ‘conexão com parlamentares’. 

Na avaliação da Procuradoria, os parlamentares ajudariam na expressão e formulação de mensagens, além de contribuir com sua propagação, visibilidade e financiamento.

“Os frequentes entrelaçamentos dos membros de cada um dos núcleos descritos acima indiciam a potencial existência de uma rede integralmente estruturada de comunicação virtual voltada tanto à sectarização da política quanto à desestabilização do regime democrático para auferir ganhos econômicos diretos e políticos indiretos”, apontou trecho da manifestação da PGR reproduzida por Moraes. 

A Procuradoria destacou a existência de ‘abusos e crimes que precisam ser apurados’ no caso.

*Com informações do Estadão

CONTINUA

Suspeita De Superfaturamento: Laboratório Do Exército Pagou Insumo Da Cloroquina 167% Mais Caro

Celeste Silveira 16 de setembro de 2020

A suspeita da compra superfaturada foi levantada pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, que solicitou a investigação do caso em junho.

O Exército brasileiro comprou de uma empresa mineira insumos importados para a fabricação da cloroquina por um preço 167% mais caro do que a empresa havia vendido dois meses antes.

O laboratório LQFEx do Exército gastou com estes insumos R$ 782,4 mil nessa última compra. 

A suspeita da compra superfaturada foi levantada pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), que solicitou a investigação do caso em junho deste ano.

Em representação enviada naquele mês, o procurador Lucas Furtano mencionou reportagens da Folha de S.Paulo e da Época que indicavam que, em um ano, o preço pago pelo Comando do Exército na matéria-prima utilizada para produzir a cloroquina havia aumentado 6 vezes.

“Embora o possível aumento do custo dos insumos, do transporte e do dólar possa ter influenciado o aumento do preço, ainda assim adquirir o produto por um valor seis vezes maior numa compra sem licitação, a meu ver, representa um forte indício de eventual superfaturamento, situação que merece ser devidamente apurada pelo controle externo da administração pública”, havia levantado Furtado.

Mas uma compra específica, a última, voltou a chamar a atenção: o aumento de 167% no valor em relação à compra anterior, feita dois meses antes, que chegou às mãos do MP-TCU para endossar o caso. 

Reportagem da CNN obteve os documentos da transação, indicando que o Exército somente cobrou explicações da empresa mineira quando a compra havia sido efetivada.

Em março deste ano, a empresa Sul Minas vendeu 300 kg de difosfato de cloroquina, a substância usada para o medicamento sem eficácia contra o coronavírus, por um valor de R$ 488 por quilo, mesmo valor licitado no ano passado. 

Em maio, a empresa vendeu o dobro da quantia do produto, mas por um valor superior: R$ 1.304 por quilo.

Já após a compra, o laboratório do Exército questionou o aumento. 

Em resposta, a justificativa dada pela empresa é que a fabricante e fornecedora do produto, IPCA, aumentou o preço em 300% em março e em 600% em abril, com outros 300% de aumento no frete internacional e variação cambial de 45%.

Segundo o canal, a falta de justificativa para o aumento do preço em um processo de compra pública pode configurar improbidade administrativa do Exército. 

Ainda segundo a CNN, a empresa mineira detinha estoque do produto desde março, antes do aumento dos preços.

*Com informações do GGN

 Fonte: https://antropofagista.com.br/

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

BOMBA! ALEXANDRE MORAES É PEGO EM GRAMPO QUE SUGERE LOBBY ILEGAL NO SUPREMO; SAIBA!


BOMBA! ALEXANDRE MORAES É PEGO EM GRAMPO QUE SUGERE LOBBY ILEGAL NO SUPREMO; SAIBA!

Escrito por Portal Click Política 15 de dezembro de 2019

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Imagem do Google

Reportagem da Folha de S. Paulo publicada neste domingo (15) aponta que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria atuado de forma ilegal em um lobby junto a ministros da Corte, em 2015, para livrar um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais de um processo.

O jornal teve acesso a um grampo da Polícia Federal que sugere que Moraes agiu como uma espécie de advogado informal do desembargador Alexandre Victor de Carvalho. 

À época, o hoje ministro do STF era secretário de Segurança Pública do governo de São Paulo.

Nas conversas, Moraes trata com Carvalho sobre sua defesa e diz que vai conversar com ministros do Supremo sobre o caso do desembargador, alvo de um processo que poderia lhe custar o cargo por, supostamente, ter usado de sua influência para empregar parentes como funcionários fantasma em cargos públicos.

Os diálogos gravados pela Polícia Federal são de novembro, mês em que a Segunda Turma da Corte julgaria o mérito do caso do desembargador. 

Em momentos da conversa, o então secretário de Segurança Pública fala sobre suas estratégias para livrar o desembargador, citando conversas que teria com ministros como com Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, a quem ele pediria para “dar um toque” em Cármen Lúcia e no então ministro, falecido em 2017, Teori Zavascki.

Onze dias depois da conversa, o caso foi julgado pela Segunda Turma do STF e arquivado.

A Folha de S. Paulo ressalta, em sua reportagem, que Moraes teria cometido ato ilegal pois “por lei, o exercício da advocacia é incompatível com a chefia de órgãos públicos, cabendo, em caso de descumprimento da regra, a abertura de procedimento disciplinar na OAB e de processo criminal por exercício irregular da profissão”.

Alexandre de Moraes não quis se manifestar sobre o grampo.

CONTINUA
MORO EM QUEDA LIVRE? ELIO GASPARI: NÃO FICOU BEM PARA MORO SE METER NA DEFESA DE SENADORA CASSADA; CONFIRA!


Escrito por Portal Click Política 15 de dezembro de 2019

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Imagem do Google

Da coluna de Elio Gaspari na Folha:

O ministro Sergio Moro não leu os autos do processo que resultou na cassação do mandato da senadora Selma Arruda (Podemos-MT). 
Se tivesse lido não teria conversado com ministros do Tribunal Superior Eleitoral defendendo a salvação da senhora.

Não devia ter conversado porque não fica bem o ministro da Justiça se meter em casos desse tipo. 
E também porque nos autos lia-se que a doutora, como juíza, reuniu-se com marqueteiros de campanhas eleitorais. 

Ela se inscreveu no PSL antes da homologação de seu pedido de aposentadoria. 
Isso tudo e mais um empréstimo de R$ 1,5 milhão tomado ao seu suplente endinheirado. 

A senhora era chamada de “Moro de saia” e a cassação foi mantida por seis votos contra um.

Quem conhece direito e o funcionamento do Judiciário fulmina: 
“Se uma autoridade do Executivo fosse ao gabinete do juiz Moro em Curitiba para uma conversa dessas, arriscava receber voz de prisão”



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sábado, 28 de setembro de 2019

Janot é alvo de ação no CNMP e pode ter sua aposentadoria cassada


Janot é alvo de ação no CNMP e pode ter sua aposentadoria cassada

Poder360  8 horas atrás 28/09/2019

 Para Moacir Guimarães Morais, o ex-PGR Rodrigo Janot (foto) divulgou a história com a intenção de ter maior lucro em livro que será lançado nesta semana
© Sérgio Lima/Poder360 Para Moacir Guimarães Morais, o ex-PGR Rodrigo Janot (foto) divulgou a história com a intenção de ter maior lucro em livro que será lançado nesta semana

O subprocurador da República Moacir Guimarães Morais entrou com 1 pedido no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) na 6ª feira (27.set.2019) para que o órgão investigue o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. 

A atitude vem após Janot divulgar que tinha planos de matar o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e, depois, se suicidar.

Para Moacir, o fato de Janot ter ido à uma sessão do STF armado já justifica o instauramento da investigação. 

Com isso, o ex-PGR corre o risco de ter sua aposentadoria cassada. 

Leia a íntegra do requerimento.

“Será que o ex-procurador pode ir armado para o Supremo Tribunal Federal e, ainda mais, com a intenção de dar 1 tiro na cabeça de 1 ministro? Isso aí não fere o decoro? 

A cassação da aposentadoria pode se impor decorrente da apuração de fatos por este órgão externo ao MPF, razão pela qual o suplicante requer a juntada aos autos da matéria”, argumenta Moacir.

Servidores do Ministério Público Federal, caso do ex-PGR, recebem, em média, R$ 17.904 ao se aposentarem.

Janot também é acusado pelo subprocurador de querer “sair do ostracismo” ao divulgar a história. 
O ex-PGR lança na próxima semana seu livro “Nada Menos que Tudo” –em que conta histórias de quando esteve à frente da Procuradoria Geral da República e atuou na operação Lava Jato.

“Ele está tentando obter lucro com a venda do livro. 
Aí vem com essa informação de que tentou matar o ministro Gilmar”, completa Moacir.

 
ENTENDA O CASO

Segundo o ex-procurador-geral Rodrigo Janot, logo depois de ele apresentar uma exceção de suspeição contra Gilmar Mendes, em 8 de maio de 2017, o ministro espalhou “uma história mentirosa” sobre sua filha. “E isso me tirou do sério”, disse.

O pedido de suspeição contra Gilmar Mendes foi feito no âmbito de uma análise de 1 habeas corpus de Eike Batista, com o argumento de que a mulher do ministro, Guiomar Mendes, atuava no escritório Sérgio Bermudes, que advogava para o empresário.

Ao se defender em ofício à então presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, Gilmar afirmou que a filha de Janot –Letícia Ladeira Monteiro de Barros– advogava para a empreiteira OAS em processo no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). 

Segundo o ministro, a filha do ex-PGR poderia na época “ser credora por honorários advocatícios de pessoas jurídicas envolvidas na Lava Jato”.

“Foi logo depois que eu apresentei a ação (…) de suspeição dele no caso do Eike. 

Aí ele inventou uma história que a minha filha advogava na parte penal para uma empresa da Lava Jato. Minha filha nunca advogou na área penal… e aí eu saí do sério”, afirmou o ex-procurador-geral.

O episódio também é mencionado no livro “Nada Menos que Tudo: Bastidores da Operação que Colocou o Sistema Político em Cheque”, escrito pelos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin com base em relatos do ex-PGR após ele deixar o cargo, em 2017. 

No entanto, Janot disse que narrou a cena “sem dar nome aos bois”.

CONTINUA


Confissões de Janot geram repulsa e reação de ministros no Supremo

Augusto Fernandes 11 horas atrás 28/09/2019

Rodrigo Janot e Gilmar Mendes
© Lula Marques/Agencia PT Rodrigo Janot e Gilmar Mendes

A confissão do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot  de que chegou a ir armado para uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar gerou uma forte reação da Corte. 

Ele teve suspenso o porte de arma, está impedido de entrar em qualquer área do tribunal e tem de ficar a pelo menos 200 metros de distância dos magistrados.


Nesta sexta-feira (27/9), por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa e no escritório de Janot em Brasília. 

Os agentes recolheram uma pistola, celulares, tablets e computadores. 

Os aparelhos eletrônicos serão analisados para verificar a existência de outros planos de assassinato eventualmente formulados pelo ex-PGR. Ele era esperado pelo STF para prestar esclarecimentos sobre o assunto, mas se recusou a prestar depoimento.

Partiu de Alexandre de Moraes também a ordem para suspender o porte de arma de Janot e impedir a entrada dele nas dependências do STF. O ministro atendeu a pedido feito por Gilmar Mendes à Corte. 

Segundo Moraes, a decisão teve como objetivo “evitar a prática de novas infrações penais e preservar a integridade física e psicológica dos ministros, advogados, serventuários da Justiça e do público em geral que diariamente frequentam essa Corte”.

Para Moraes, as revelações de Janot estão “alicerçadas em indícios de autoria e materialidade criminosas” e revelam um “quadro gravíssimo”. 

“As entrevistas concedidas sugerem que aqueles que não concordem com decisões proferidas pelos ministros desta Corte devem resolver essas pendências usando de violência, armas de fogo e, até, com a prática de delitos contra a vida”, alertou.

Gilmar Mendes, por sua vez, afirmou que o comportamento do desafeto mostra “tentações tresloucadas”. 

Ele disse não imaginar “que nós tivéssemos um potencial facínora comandando a Procuradoria-Geral da República” e recomendou a Janot “que procure ajuda psiquiátrica”.

“Confesso que estou surpreso. 
Sempre acreditei que, na relação profissional com tão notória figura, estava exposto, no máximo, a petições mal redigidas, em que a pobreza da língua concorria com a indigência da fundamentação técnica. 

Agora, ele revela que eu corria também risco de morrer”, alfinetou o ministro. 

“Nada mais me resta além de lamentar o fato de que, por um bom tempo, uma parte do devido processo legal no país ficou refém de quem confessa ter impulsos homicidas.”

O magistrado avaliou que o comportamento do ex-procurador-geral da República abre a possibilidade para que decisões judiciais no âmbito da Lava-Jato sejam colocadas em xeque. 

“Tenho a impressão de que se trata de um problema grave de caráter psiquiátrico, mas isso não atinge apenas a mim, atinge a todas as medidas que ele pediu e foram deferidas no Supremo Tribunal Federal. 

Denúncias, investigações e tudo o mais. É isso que tem de ser analisado pelo país”, disse.

Reações

O relato de Janot gerou reações também entre deputados federais e senadores. 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou: “Hoje, descobrimos que o procurador-geral da República queria matar o ministro do Supremo.

 Então, quem vai querer investir num país desse? Você ia querer investir?”, questionou, durante evento no Rio de Janeiro sobre parcerias público-privadas, concessões públicas e fundos de investimento em infraestrutura.

O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) classificou como “totalmente irresponsável as declarações de Janot”. 

“Anunciar que chegou perto de assassinar um ministro do STF só fará com que mentes insanas espalhadas Brasil afora comecem a cogitar realmente atitudes dessa natureza.

 Juristas, legalistas, democráticos devem reagir”, conclamou.

Já o senador Eduardo Braga (MDB-AM) pediu paz. “Quando o ódio dá lugar aos argumentos diante das divergências, chega a hora de repensar se o extremo é mesmo o melhor caminho a ser seguido. 

Por mais paz e por mais exemplos de engrandecimentos do ser humano”, comentou.

“Declarações infelizes”

Por meio de nota, o Instituto de Garantias Penais criticou Janot e frisou que ele “não possui a estabilidade mental necessária para exercer a função acusatória, ofício tão sensível em um Estado democrático de direito”. 

Para o instituto, a cogitação de homicídio “eleva os embates que os ministros têm que enfrentar — indevidamente — a cada habeas corpus fundamentadamente concedido”.

“Nesse sentido, todas as ações penais que conduziu o ex-PGR estão maculadas pela cólera que entorta e desencaminha o direito de punir do Estado. 

Estão, portanto, sob compreensível suspeita”, destacou o órgão. 

“Que das declarações infelizes emanem, ao menos, resoluções: aos injustiçados pela postura do ex-procurador, que se reveja a injustiça, e ao próprio ex-procurador, que possa receber auxílio médico e recobrar a temperança.”

Doutor em direito penal, Conrado Gontijo frisou que é “absolutamente espantoso imaginar que um procurador-geral da República, no auge da sua carreira, responsável por exercer uma função essencial para assegurar a democracia no Brasil, tenha cogitado a hipótese de praticar um ato tão descabido”. 

“É bizarro que alguém pretenda solucionar um desgaste de forma tão violenta. 

Isso põe em xeque a condição dele para conduzir um trabalho tão importante à época”, afirmou.

O que decidiu o STF

» Suspender o porte de arma de Rodrigo Janot
» Aplicar contra ele a medida cautelar de proibição de aproximar-se a menos de 200 metros de qualquer um dos ministros da Corte
» Impedir o acesso do ex-procurador-geral da República ao prédio sede e anexos do tribunal
» Coletar armas, computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos na casa e no escritório de Janot
» Colher depoimento do ex-procurador-geral da República. 

Janot se negou a prestar esclarecimentos
Entenda o caso

Rodrigo Janot era procurador-geral da República, em maio de 2017, quando entrou armado no prédio principal do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes. 

O então chefe do Ministério Público Federal chegou a ver o ministro, porém desistiu no último segundo. 

As declarações dele foram dadas ao Estadão, à Veja e à Folha de S.Paulo. 

“Não ia ser ameaça, não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (sic) e depois me suicidar”, afirmou o ex-procurador.

Ele contou que a intenção de atirar em Gilmar Mendes foi motivada por ataques que o ministro fez à filha dele. 

Quando era chefe do Ministério Público, Janot chegou a pedir a suspeição do magistrado na análise de um habeas corpus do empresário Eike Batista, sob o argumento de que a mulher do ministro, Guiomar Mendes, atuava no escritório de Sérgio Bermudes.

Ao se defender, Gilmar Mendes afirmou que a filha de Janot advogava para a empreiteira OAS em processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e poderia ser “credora por honorários advocatícios de pessoas jurídicas envolvidas na Lava-Jato”. 

A história aparece no livro de memórias Nada Menos que Tudo, a ser lançado pelo ex-chefe do MP em outubro. 

Na publicação, porém, Janot preferiu “não dar nome aos bois”. 



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