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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Juiz coloca Eike e Sérgio Cabral no banco dos réus

Juiz coloca Eike e Sérgio Cabral no banco dos réus
VEJA.com  João Pedroso de Campos7 horas atrás 11/02/2017
 O empresário Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral, réus na Justiça Federal do Rio de Janeiro
 ©© image/jpeg O empresário Eike Batista

O juiz federal Marcelo da Costa Bretas, responsável pelos desmembramentos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, aceitou nesta sexta-feira denúncia do Ministério Público Federal e tornou réus o empresário Eike Batista, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e outros seis acusados. Alvos das operações Calicute e Eficiência

Cabral, Adriana e Eike estão presos preventivamente no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio.

O ex-bilionário é acusado pelo MPF de corrupção ativa e lavagem de dinheiro por supostamente ter pagado 16,5 milhões de reais em propina a Sérgio Cabral por meio de contratos fictícios de compra e venda de uma mina de ouro na Colômbia. 

A ex-primeira-dama também teria recebido de Eike Batista, conforme com os procuradores, um milhão de reais de em contratos fictícios de advocacia.

Ao ex-governador, apontado pelos investigadores como “líder da organização criminosa”, são atribuídos os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, cujas penas, somadas, podem chegar a 50 anos de prisão.

O peemedebista figura no banco dos réus em outros dois processos: um decorrente da Operação Calicute, que também corre sob a responsabilidade de Bretas, e outro na Justiça Federal de Curitiba, aos cuidados do juiz federal Sergio Moro.

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As investigações da Operação Eficiência, que levou Eike à cadeia, aprofundaram a apuração dos crimes desvendados na Calicute a partir das delações premiadas dos irmãos Marcelo e Renato Hasson Chebar, ambos operadores financeiros de Cabral no exterior e também réus na ação penal aberta hoje por Marcelo Bretas.

Para aceitar a denúncia, o juiz não analisou o mérito da peça do MPF, apresentada nesta sexta-feira, mas examinou se a acusação preenche os requisitos legais e se não há motivo para recusá-la imediatamente. 

“Verifico, ainda, estarem minimamente delineadas a autoria e a materialidade dos crimes que, em tese, teriam sido cometidos pelos acusados”, pondera o magistrado.

Além de Eike Batista, Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo e os irmãos Chebar, serão julgados por Marcelo Bretas o ex-advogado de Eike Flávio Godinho, o ex-executivo das empresas X Luiz Arthur Andrade Correia, o ex-secretário do governo Cabral Wilson Carlos e Carlos Miranda, um dos operadores financeiros do peemedebista.

Arquivado em: BrasilPolítica




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Eike encerra depoimento na PF e volta para Bangu

Eike encerra depoimento na PF e volta para Bangu
31/1/2017 às 19h10 (Atualizado em 31/1/2017 às 23h37)
Empresário foi detido nesta segunda-feira ao desembarcar no Brasil, no Rio de Janeiro
 
Eike foi levado sem algemas para depor na Superintendência da 
PF REGINALDO PIMENTA/RAW IMAGE/ESTADÃO CONTEÚDO

O empresário Eike Batista deixou a sede da Superintendência da Polícia Federal do Rio, na região portuária da cidade. 

O depoimento dele na Delecor (Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Desvio de Recursos) começou às 15h e terminou pouco antes das 19h.

Durante o depoimento, estavam presentes os procuradores Eduardo El Hage e Leonardo Cardoso de Freitas, que é o coordenador do grupo do Ministério Público Federal à frente das investigações das operações Calicute e Eficiência. De acordo com a  Superintendência, não será revelado qualquer tipo de informação sobre o conteúdo das repostas e declarações do empresário.

“Ele não falou nada. Ele se reservou ao direito de falar somente em juízo. Na verdade o depoimento começou atrasado e, no procedimento normal da Polícia Federal e do Ministério Público, eles têm que fazer as perguntas e em todas elas ele responde que se reserva ao direito de falar em juízo, por isso que demorou. Não foi esse tempo todo que estão noticiando. 

Foi bem menos do que isso”, informou o advogado Fernando Martins, explicando  porque o empresário permaneceu por mais de três horas na Superintendência.

“Ele vai passar a limpo [dar as informações] em juízo e esclarecer o que tem a esclarecer, eventuais acusações. Vai falar ao longo do processo. Na verdade, não existe processo ainda”, completou Martins.

Ao fim do depoimento Eike Batista foi entregue à Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) e será conduzido de volta ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste, onde está preso desde segunda-feira (30) na Penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9).

Eike ocupa desde segunda-feira uma cela de 15 metros quadrados, equipada com quatro beliches, na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio. 

A unidade é destinada para milicianos e ex-policiais militares. Eike divide o espaço com outros seis presos da Lava Jato que, assim como ele, não têm curso superior.

A cela não tem vaso sanitário — os presos fazem necessidades em um buraco no chão, conhecido como boi. No lado oposto, há um cano por onde sai água fria. A prisão sofre ainda com problemas de abastecimento de água e entupimento no sistema de esgoto, segundo funcionários da unidade. 

Os registros são abertos três vezes ao dia, de acordo com os servidores. A Secretaria de Administração Penitenciária negou os problemas.

Cada preso tem direito a levar uma televisão de 14 polegadas e um ventilador. 

Eles recebem quatro refeições ao dia — café da manhã e lanche, composto de pão com manteiga e café com leite; e almoço e jantar, em que são servidos uma proteína, arroz ou macarrão, feijão, e legumes, além de refresco e sobremesa (fruta ou gelatina).

A família de Eike terá de fazer a carteira de visitante, que permite o acesso ao Complexo Penitenciário. O documento fica pronto entre 15 dias e um mês. Antes desse prazo, é possível pedir à secretaria autorização especial para visita.

Conforme já estava prevista no cronograma da PF (Polícia Federal), o empresário Eike Batista foi levado para depor na tarde desta terça-feira (31)

Ao chegar até a delegacia, ele desceu das viaturas sem utilizar algemas
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domingo, 20 de novembro de 2016

Privada aquecida no banheiro de Cabral chama a atenção de investigadores

Privada aquecida no banheiro de Cabral chama a atenção de investigadores
20/11/2016 às 13h07 - Por Redação SRzd 
 Privada. Foto: Reprodução
Privada. Foto: Reprodução

Joias e ternos importados não foram os únicos itens que a força-tarefa da Lava-Jato no Rio de Janeiro encontrou no apartamento do ex-governador Sérgio Cabral, no bairro do Leblon.

Os investigadores encontraram no banheiro da esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, uma privada repleta de botões. 

O “adereço” é da marca polonesa “Xime”, especialista no segmento. O equipamento fornece água em três temperaturas: 35°C, 40°C ou 45°C. O assento também pode ser aquecido. Sérgio Cabral foi preso na manhã do último dia 17, em ação da Polícia Federal e da força-tarefa do Ministério Público Federal do Rio.

Operação Calicute
A Operação Calicute, nome dado em referência à tormenta enfrentada pelo navegador português Pedro Álvares Cabral em Calicute, na Índia, aponta a cartelização de obras no estádio do Maracanã e do Arco Rodoviário Metropolitano carioca.

São investigados os crimes de organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Participam das diligências 19 procuradores do MPF e cinco auditores fiscais da Receita. A Calicute é resultado de investigação em curso da Lava-Jato no Rio de Janeiro, em atuação coordenada com a força-tarefa do Paraná.