CRISE GERAL NO GOVERNO: Caiado diz que Temer e Congresso não
tem credibilidade para votar Reforma da Previdência; VEJA!
12 de março de 2017

Líder de um dos principais partidos aliados do presidente
Michel Temer, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que falta credibilidade
ao peemedebista e aos parlamentares para aprovar reformas, como a tributária, a
trabalhista e a da Previdência. Durante evento em Brasília para funcionários de
uma multinacional, Caiado voltou a defender a antecipação de novas eleições
para que o eleitor tenha certeza de que o eleito “não vai usar seu mandato como
balcão de negócios”.
“Por isso, que vocês me ouvem defender antecipação das
eleições. O povo é quem deve decidir quem tem credibilidade para fazer as
grandes reformas.
É preciso que cidadão tenha firmeza de que o político não vai
usar seu mandato como balcão de negócios. Mais vale a mão que dá o remédio do
que o próprio remédio, já dizia o médico Miguel Couto”, afirmou o senador, que
é médico.
Para Caiado, o país vive uma “crise de representatividade”,
que compromete a capacidade do Estado de fazer reformas devido à falta de credibilidade
dos políticos brasileiros.
“Sairá nova listagem de envolvidos na Lava Jato. Isso vai atrasar as reformas, desestimular investimentos?”, questionou.
Mesmo sem citar o nome de Temer, Caiado sugeriu que o atual
presidente abra mão de sua aposentadoria para convencer a população de que é
preciso mexer nos benefícios previdenciários.
O peemedebista se aposentou aos
55 anos como procurador do estado de São Paulo.
“Qual a condição de a sociedade se sentir representada, de
fazermos a reforma trabalhista, tributária, previdenciária? Para fazer reforma
previdenciária, é preciso ter independência intelectual e moral.
Quando um
presidente vai propor mudar a aposentadoria, ele precisa primeiro abrir mão da
sua própria aposentadoria.
Não estou fazendo crítica a ninguém específico, mas
temos uma crise de representatividade das instituições. Como vamos estipular
idade mínima de 65 anos para aposentadoria, se o cidadão arca com toda política
de incentivos, como bolsa-família, bolsa-reclusão e outras bolsas?”, criticou
Caiado.
Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, da Globonews, em
outubro do ano passado, Temer disse que a sua aposentadoria aos 55 anos era uma
“revelação” da necessidade de se aprovar a reforma da Previdência.
“Passados 20
anos e estamos aqui conversando e acho que ainda estou bem, né? Pelo menos
consigo trabalhar. A minha aposentadoria é uma revelação. Naquele tempo não se
pensava nisso”, afirmou o presidente, quando foi questionado como esperava
convencer a população sobre a necessidade de mudança nas regras previdências.
Segundo o presidente, a situação das contas era outra na época em que se
aposentou. Evidentemente que há 20 anos atrás [sic] o deficit da Previdência
não era do tamanho que é hoje”, acrescentou Temer.
Ontem o presidente reiterou, em jantar com líderes da base
aliada e ministros, a necessidade de o Congresso mexer o mínimo possível na
proposta de emenda constitucional enviada por ele.
A idade mínima de 65 anos
para a aposentadoria é ponto inegociável, segundo o governo.
Alguns pontos causam polêmica mesmo entre os parlamentares governistas. O principal deles é a
obrigatoriedade de o trabalhador ter de contribuir por 49 anos para ter direito
à aposentadoria integral.
Fonte: http://clickpolitica.com.br/
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