A Rússia realizou diversos ataques contra o Daesh na Síria
no último fim de semana em conjunto com a coalizão internacional e com a
Turquia.
A Rússia recebeu coordenadas dos EUA sobre alvos do grupo
terrorista Daesh (Estado Islâmico) na província de Al-Bab, em Aleppo, pela
primeira vez através de uma "linha direta".
A informação foi
divulgada nesta segunda-feira (23) pelo Ministério da Defesa russo.
Após a checagem do reconhecimento, a Rússia e dois aviões da
coalizão internacional conduziram ataques aéreos contra alvos do Daesh na
região de Al-Bab, em Aleppo.
"Em 22 de janeiro, o centro de comando russo em Hmeymim
recebeu coordenadas das posições do Daesh em Al-Bab, província de Aleppo,
através de uma 'linha direta' da sede da coalizão internacional liderada pelos
EUA.
Após reconhecimento espacial e verificação de dados com a assistência
aeronaves não-tripuladas, a Força Aeroespacial russa e dois aviões da coalizão
internacional conduziram ataques aéreos contra os terroristas", informou o
Ministério da Defesa em comunicado.
Como resultado da operação, vários depósitos de munições,
ferragens militares e produtos de combustível foram destruídos.
Anteriormente, aviões de combate russos e turcos realizaram
uma nova série
de ataques aéreos conjuntos contra alvos do Daesh na Síria.
Autor de ataque em casa noturna de Istambul continua
foragido
Atirador invadiu clube Reina durante comemorações de Ano
Novo, deixando 39 mortos. Governador classificou ato como um ataque terrorista.
Por G1 01/01/2017 10h31 Atualizado há 9 horas
Autoridades procuram homem que invadiu boate na Turquia e
matou 39 pessoas
O atirador que matou pelo menos 39 pessoas e deixou 69 feridos
em um atentado terrorista contra uma boate em Istambul, na Turquia, segue
foragido e está sendo procurado em uma operação policial, segundo informações
divulgadas pelo ministro do Interior turco, Suleyman Soylu.
As autoridades estão coletando evidências que possam levar à
sua identidade. Segundo o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, o atirador
deixou sua arma no local do crime. "Alguns detalhes começaram a emergir,
mas as autoridades estão trabalhando para atingir um resultado concreto."
Ainda não há clareza sobre quem tenha cometido o atentado, segundo Yildirim.
Policiais se posicionam em frente a casa noturna Reina, onde
um
ataque deixou mortos e feridos na noite de Ano Novo
(Foto: Reuters/Umit
Bektas)
Segundo a agência EFE, o primeiro-ministro desmentiu que o
atirador estivesse vestido de Papai Noel no momento do ataque, conforme algumas
testemunhas relataram anteriormente. "A polícia e as autoridades de
segurança vão divulgar informações quando elas estiverem disponíveis durante a
investigação", acrescentou Yildirim.
De acordo com as agências EFE e France Press, 11 vítimas são
turcas, 24 de outros países e 4 corpos ainda não foram identificados. O ataque
aconteceu no Reina, um dos clubes mais populares de Istambul, que também tem
uma área de bar e restaurante.
Os tiros começaram por volta da 1h30 da madrugada de domingo
na Turquia (20h30 de sábado em Brasília), quando havia cerca de 700 de pessoas
no estabelecimento.
Médicos e oficiais de segurança são vistos do lado de fora
do
Reina, após ataque na madrugada de ano novo, em Istambul
Mais cedo gabinete do primeiro-ministro turco, Binali
Yildirim, tinha imposto uma proibição temporária à cobertura da imprensa sobre
o caso "por razões de segurança nacional e manutenção da ordem
pública". Por isso as autoridades não estão divulgando informações além
dos comunicados oficiais.
Familiares acompanham funeral de Ayhan Arik, uma das vítimas
de ataque na boate Reina (Foto: Reuters/Osman Orsal)
Testemunhas
Testemunhas chegaram a dizer que dois homens fantasiados de
Papai Noel entraram no local e atiraram aleatoriamente, sem escolher vítimas
específicas, segundo a CNN turca. Porém imagens de câmeras de segurança mostram
apenas um suspeito do lado de fora da boate e ele vestia um casaco preto. Um
policial que estava na porta foi o primeiro a ser baleado e morrer.
Sinem Uyanik, que
estava no local e cujo marido foi ferido, disse à agência de notícias
Associated Press (AP) que teve a impressão de ter visto mais de um atirador.
"Meu marido me disse para deitar no chão, e então um homem veio. Estávamos
perto das janelas. Deitamos no chão e meu marido ficou por cima de mim.
Eles
atiraram. Duas ou três pessoas atiraram. Então tinha uma espécie de névoa e eu
desmaiei. Eles atiraram até nós sairmos de lá.
Pessoas estavam no chão. Forças
Especiais chegaram e nos tiraram dali. Meu marido foi baleado em três
lugares", afirmou Uyanik.
Horas depois dos tiros, testemunhas diziam que o atirador
ainda estaria escondido dentro do clube, enquanto outros acreditavam que ele
tenha fugido sem ser identificado. Dezenas de ambulâncias e viaturas policiais
foram ao local, que fica no bairro de Ortakoy.
Policial em frente à boate Reina, em Istambul, alvo de
ataque na
virada de ano (Foto: Huseyin Aldemir/Reuters)
Quem são as vítimas?
Três jordanianos foram mortos e quatro ficaram feridos, segundo o ministério
jordaniano das Relações Exteriores, citado pela agência oficial Petra.
Um tunisiano e uma franco-tunisiana morreram: trata-se de um
empresário e da esposa dele, segundo meios de comunicação da Tunísia. Eles se
chamavam Mohamed Azzabi e Senda Nakaam, segundo o embaixador tunisiano na
França, e deixam órfã uma bebê de 5 meses.
Três libaneses foram mortos e 4 ficaram feridos, informou o
ministério libanês de Assuntos Estrangeiros. Um kuwaitiano morreu e outros 5
ficaram feridos, segundo o vice-ministro kuwaitiano de Assuntos Estrangeiros,
Khaled al-Jarallah, citado pela agência oficial Kuna.
Três iraquianos morreram, segundo o ministério iraquiano das
Relações Exteriores. Vários sauditas ficaram feridos no ataque, segundo o
consulado saudita em Istambul, embora o jornal saudita Asharq Al-Awsat tenha
mencionado 5 mortos e 11 feridos desta nacionalidade e a emissora Al Arabiya
tenha mencionado 5 mortos e 9 feridos.
Um líbio morreu e outros 3 ficaram feridos, segundo a
chancelaria líbia. Uma israelense de 18 anos, chamda Lian Nasser, morreu, e uma
amiga dela ficou ferida, segundo a chancelaria israelense.
Dois indianos - um homem e uma mulher - também perderam a
vida, informou pelo Twitter a ministra das Relações Exteriores indiana, Sushma
Swaraj. Eram eles Abis Rizvi, filho de um ex-deputado indiano, e uma mulher,
chamada Khushi Shah.
Um jovem de 20 anos com dupla nacionalidade turca e belga
morreu, de acordo com o ministro belga de Relações Exteriores, Didier Reynders.
Quatro franceses ficaram feridos, segundo a secretária de Estado encarregada de
Ajuda às vítimas, Juliette Méadel. Três marroquinos ficaram feridos, segundo a
embaixada do Marrocos em Ancara, citada pela agência MAP.
Hipóteses de motivação
O ataque ainda não foi reivindicado, mas a Turquia foi alvo
de muitos atentados atribuídos ao grupo extremista Estado Islâmico ou
vinculados à rebelião separatista do Partido dos Trabalhadores do Curdistão
(PKK), que atingiram principalmente Istambul e Ancara.
Depois de um ano de 2016 sangrento, as autoridades turcas
haviam anunciado a mobilização de 17 mil policiais na metrópole por ocasião das
celebrações do Ano Novo.
Integrante da coalizão internacional que combate o grupo
Estado Islâmico na Síria e no Iraque, a Turquia iniciou em agosto uma ofensiva
no norte da Síria para repelir os extremistas e empurrá-los ao sul, mas também
contra as milícias curdas sírias.
Rebeldes sírios apoiados pelo exército turco cercam há
várias semanas a cidade de Al Bab, um reduto da Estado Islâmico no norte da
Síria. Em resposta a estas operações militares, o grupo Estado Islâmico ameaçou
em várias ocasiões fazer atentados contra a Turquia, que se tornou um dos
principais alvos dos extremistas.
Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em
Istambul, após ataque durante comemoração do Ano Novo
(Foto: Murat Ergin/Ihlas
News Agency via Reuters)
O local
A boate Reina é uma famosa casa noturna de Istambul,
localizada em Ortaköy, um bairro do distrito de Besiktas, no lado europeu da
cidade, frequentada por jovens ricos, famosos e turistas estrangeiros.
Além de pagar preços elevados, os clientes ainda devem
superar um duro filtro na entrada do local. As noites começam geralmente após a
meia-noite nesta casa noturna, que possui vários restaurantes e pistas de
dança, além de um bar central.
Trata-se de um lugar seleto, situado a poucas centenas de
metros do espaço onde ocorriam as principais celebrações do Ano Novo, às
margens do Bósforo. A casa noturna inaugurada em 2002 também é acessível por
barco diretamente a partir do estreito.
Atirador atacou frequentadores de casa noturna em Istambul,
na Turquia (Foto:
10 de dezembro: Quarenta pessoas morreram, 36 delas
policiais, e outras 150 ficaram feridas em um duplo
atentado em Istambul, ao lado do estádio de futebol do clube Besikta, um
dos mais populares da Turquia. O grupo radical curdo Falcões da Liberdade do
Curdistão (TAK) reivindicou a autoria do ataque.
24 de novembro: Pelo menos duas pessoas foram mortas e
33 ficaram feridas na explosão de um carro bomba perto da sede do governo
regional de Adana, no sul da Turquia.
4 de novembro: Uma explosão matou ao menos oito pessoas
e feriu outras 30 em Diyarbakir, a maior cidade da região de maioria curda na
Turquia. O incidente ocorreu horas após a prisão de membros da agremiação
política pró-curda Partido Democrático dos Povos (HDP).
16 de outubro: Um homem-bomba supostamente vinculado ao
Estado Islâmico se suicidou e matou outros três policiais em uma explosão
durante uma batida da polícia na cidade de Gaziantep, no sul do país. Um
segundo homem-bomba explodiu-se mais tarde durante buscas em uma residência no
distrito de Burak.
21 de agosto: A Turquia foi alvo do mais mortal atentado
do ano em seu território, quando um adolescente – de entre 12 e 14 anos,
segundo o presidente Recep Tayyip Erdogan – se explodiu na saída de um
casamento curdo, deixando ao menos 54 mortos, dos quais 29 crianças, e dezenas
de feridos.
17 e 18 de agosto: Três bombas foram detonadas em
cidades no leste da Turquia, nas províncias de Elazig, Van e Bitlis, deixando
ao menos 12 mortos e mais de 200 feridos. O primeiro-ministro turco, Binali
Yildirim, atribuiu os ataques ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
28 de junho: Três explosões atingiram o aeroporto
Atatürk, o principal de Istambul. Segundo autoridades da Turquia, o ataque foi
executado por três homens-bomba, deixando ao menos 45 mortos e quase 250
feridos. Horas após o atentado, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim,
disse que evidências apontam para a participação do grupo extremista
"Estado Islâmico" (EI) no ataque. Dezenas de pessoas foram presas.
7 de junho: Um carro estacionado no centro de Istambul
foi detonado por controle remoto durante a passagem de um ônibus que
transportava policiais. A explosão ocorreu durante a hora do rush no distrito
de Beyazit, o principal bairro turístico da metrópole turca. O governador de
Istambul, Vasip Sahin, afirmou que a explosão deixou pelo menos 11 mortos e 36
feridos. Um grupo ligado ao banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK)
assumiu autoria do ataque.
19 de março: Pelo menos cinco pessoas morreram e 36
ficaram feridas num atentado a bomba em Istambul, em uma movimentada zona de
pedestres no centro da metrópole turca, próximo à praça Taksim. Entre os mortos
encontra-se o autor da detonação. De acordo com o governo turco, o autor do
ataque era ligado ao "Estado Islâmico". O grupo, porém, não assumiu
autoria pelo ataque.
13 de março: Uma forte explosão abalou o centro da
capital turca, Ancara, deixando ao menos 37 mortos e mais de 120 feridos.
Fontes oficiais afirmam que a detonação partiu de um automóvel carregado de
explosivos. Um dia depois do ataque, o governo turco respondeu com ataques
aéreos a bases do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte
do Iraque. A autoria desse atentado foi reivindicada pelo grupo guerrilheiro
Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), uma dissidência mais radical do PKK.
17 de fevereiro: Ao menos 28 pessoas morreram e 61
ficaram feridas quando um carro-bomba foi jogado contra um comboio militar em
Ancara. O ataque, tratado pelo governo turco como um ato de terrorismo,
aconteceu na região central da capital, onde estão localizados o Parlamento e
diversos prédios oficiais. O grupo TAK assumiu responsabilidade pelo atentado.
O governo culpou o PKK.
12 de janeiro: Uma explosão causada por um homem-bomba
no centro histórico de Istambul, matou 12 turistas alemães próximo à famosa
Hagia Sophia. Na sequência do ataque, a polícia turca prendeu três cidadãos
russos na cidade de Antália. Eles teriam ligações com o "Estado
Islâmico".
Moscou dá adeus ao embaixador assassinado na Turquia
Andrei Karlov discursava em exposição dedicada à Rússia
quando foi alvejado
MUNDO HOMENAGEM HÁ 20 HORAS 22/12/2016
POR NOTÍCIAS AO MINUTO
A cerimônia fúnebre de despedida do embaixador russo está
marcada para esta quinta feira (22) na capital russa, Moscou.
O presidente do
país, Vladimir Putin, deverá estar presente. Andrei Karlov, embaixador russo na
Turquia, foi morto por um atirador em 19 de dezembro. O presidente adiou a
coletiva anual de imprensa que concederia nesta quinta-feira (22) para a
sexta-feira (23).
No momento do atentado, o embaixador Andrei Karlov estava
pronunciando um discurso de inauguração de uma exposição fotográfica dedicada à
Rússia. No meio da palestra, veio o primeiro disparo, que fez o embaixador cair
no chão.
Depois, vieram outros vários disparos, todos realizados por
um homem magro de terno e gravata, que tinha estado uns metros por trás de
Karlov.
Moscou imediatamente classificou o atentado como terrorista.
Putin: assassinato do embaixador russo sabota processo de
paz na Síria
Presidente da Rússia se manifestou sobre a morte de
diplomata Andrei Karlov em Ancara
MUNDO EXECUÇÃO 00:18
- 20/12/16 POR NOTÍCIAS AO MINUTO
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o
assassinato do Embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov, de tentativa de
sabotagem das relações entre Moscou e Ancara, bem como contra o processo de
normalização na Síria.
"O crime cometido é, sem dúvida, uma provocação com
objetivo de sabotar a normalização das relações russo-turcas.
E também do processo
de paz na Síria, que está sendo promovido de forma ativa pela Rússia, Turquia e
Irã, assim como outros países, interessados na solução do conflito sírio",
disse Putin durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da
Rússia, Sergei Lavrov.
"A única resposta possível é o aumento dos esforços no
combate contra o terrorismo. Os bandidos sentirão isso na pele", disse o
presidente russo.
Nesta segunda-feira a imprensa turca informou sobre ataque
armado realizado contra o Embaixador da Rússia em Ancara, Andrei Karlov.
O diplomata estava realizando um discurso durante a abertura
de uma exposição em uma galeria de arte local. Segundo as testemunhas, o
terrorista, vestido de terno e gravata, entrou na sala e foi confundido com
segurança do Embaixador.
O assassino de Andrei Karlov morreu durante o
confronto com a polícia.
O ministério das Relações Exteriores da Rússia
classificou ataque de atentado terrorista. (Sputnik News Brasil)
O embaixador russo em Ancara, Andrei Karlov, foi assassinado
nesta segunda-feira por um jovem policial turco diante das câmeras, em uma cena
pavorosa.
As imagens mostram o autor dos disparos, Mevlüt Mert
Altintas, de terno, gravata e uma pistola na mão junto ao corpo do embaixador,
caído no chão com os braços abertos.
Imagem do Google
Antes de atirar, o policial se colocou discretamente atrás
de Karlov, durante a inauguração de uma exposição de fotos, como se fosse um
guarda-costas.
Imagem do Google
Segundo várias testemunhas, o policial de 22 anos atirou nas
costas do embaixador.
Em meio ao pânico das pessoas na galeria de arte, o policial
permaneceu tranquilo, completamente indiferente aos gritos, e revelou que agia
para vingar o drama da cidade síria de Aleppo.
Imagem do Google
Após matar o embaixador, "disse algo sobre Aleppo e
sobre uma vingança", declarou à AFP Hasim Kiliç, repórter do jornal
Hürriyet, que estava no local.
Também gritou "Alá Akbar" (Alá é Grande) e
conclamou em árabe os "que juraram lealdade à Jihad".
"Não esqueçam a Síria, não esqueçam Aleppo",
gritou em turco em duas ocasiões, constatou a AFP no vídeo do crime.
"Todos os que participam desta tirania prestarão
contas, um a um", diz o policial, membro das forças especiais em Ancara.
Imagem do Google
Imediatamente após os disparos, ocorridos às 19H05 (14H05
Brasília), policiais de uma delegacia próxima seguem para o local e trocam
tiros com o assassino.
Em seguida, chegam homens da força de intervenção especial
da polícia e o atacante é "neutralizado" pouco depois.
Fotos que circulam na Internet mostram Altintas no chão, com
o tórax crivado de balas.
Segundo o ministro do Interior, Süleyman Soylu, o embaixador
russo chegou ao hospital de Ancara às 19H53 (14H53), mas já não apresentava
sinais de vida.
Durante a noite, a polícia realizou uma batida na casa de
Altintas e deteve seus pais e sua irmã, no oeste da Turquia, para
interrogá-los.
O prefeito de Ancara, Melih Gökçek, sugeriu no Twitter que o
atirador pode estar ligado a Fethullah Gülen, o pregador islâmico residente nos
Estados Unidos que a Turquia acusa de orquestrar a tentativa de golpe de 15 de
julho.
EUA retiram famílias de funcionários consulares da Turquia
por ameaça
Governo afirma que grupos extremistas planejam atacar
cidadãos americanos. Ordem se aplica somente a Istambul, e não a resto do país.
Da EFE
Imagem do Google
As autoridades americanas decidiram retirar as famílias dos
funcionários que trabalham no consulado de Istambul, segundo uma advertência
publicada neste sábado (29) no site da embaixada dos Estados Unidos na Turquia.
"O Departamento de Estado atualiza sua advertência a
respeito de viagens para refletir a decisão, tomada em 29 de outubro de 2016,
de ordenar a saída dos familiares dos funcionários do consulado geral americano
em Istambul", diz o texto.
A decisão foi tomada "com base em informações de
segurança que indicam que há grupos extremistas que continuam com intensos
esforços para atacar cidadãos americanos nas regiões de Istambul onde vivem ou
que frequentam".
A nota acrescenta que, no entanto, "o consulado se
mantém aberto e com todo o pessoal em seus postos", além de especificar
que a decisão "se aplica ao consulado geral americano em Istambul, e não a
outras legações diplomáticas na Turquia".
A nota não esclarece qual ideologia os grupos terroristas
suspeitos de planejar estes ataques seguem, apesar de incluir uma advertência
genérica para viagens às províncias do sudeste da Turquia, que vivem uma guerra
civil entre a guerrilha curda esquerdista e as forças da ordem turcas.
A guerrilha curda não dirigiu ataques contra alvos
norte-americanos, apesar de terem ocorrido atentados esporádicos de facções
marxistas.
MINISTRO TURCO ALERTA PARA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
A ofensiva para libertar a cidade iraquiana de Mosul de
terroristas do Daesh (Estado Islâmico) pode servir de pretexto para o início de
uma nova e catastrófica guerra, declarou o vice-primeiro-ministro da Turquia,
Numan Kurtulmus; “A tentativa de transformar a operação para libertar Mosul de
terroristas do Daesh num pretexto para uma nova guerra, realizada por
terceiros, poderia gerar consequências catastróficas, incluindo a Terceira
Guerra", declarou
A ofensiva para libertar a cidade iraquiana de Mosul de
terroristas do Daesh (Estado Islâmico) pode servir de pretexto para o início de
uma nova e catastrófica guerra, declarou o vice-primeiro-ministro da Turquia,
Numan Kurtulmus.
“A tentativa de transformar a operação para libertar Mosul
de terroristas do Daesh num pretexto para uma nova guerra, realizada por
terceiros, poderia gerar consequências catastróficas, incluindo a Terceira
Guerra Mundial" – disse Kurtulmus.
Ele destacou que o futuro desta cidade está diretamente
ligado aos interesses da Turquia, assim como das cidades sírias de Aleppo e
Damasco.
“Os habitantes de países vizinhos são nossos amigos, irmãos,
parentes. Todos vivemos na mesma região. Ninguém tem o direito de impedir que a
Turquia se interesse pelos acontecimentos que acontecem em países vizinhos” –
afirmou o vice-primeiro-ministro.
Kurtulmus voltou a criticar a posição das autoridades
iraquianas que se opõem à presença de militares turcos no acampamento de
Bashiqa, ao norte do Iraque, próximo a Mossul.
"Hoje, o primeiro-ministro do Iraque está tentando
criticar a Turquia. Mas, antes de tudo, é preciso responder à pergunta de por
que a segunda maior cidade do Iraque foi entregue aos terroristas sem que um
tiro tivesse sido disparado. Por que, em todos esses anos, um plano de resgate
de Mossul não foi aceito? Por que os EUA e a comunidade internacional não levam
a sério a luta contra o Estado Islâmico" – frisou o político turco.
Em 16 de outubro de 2016, as Forças Armadas do Iraque,
juntamente com outros grupos armados, que incluem as formações curdas
peshmerga, iniciaram uma ofensiva
contra Mossul, considerada uma das duas "capitais" do grupo
terrorista Daesh (proibido na Rússia e em diversos países).
A ofensiva para libertar a cidade iraquiana de Mosul de terroristas do Daesh
(Estado Islâmico) pode servir de pretexto para o início de uma nova e catastrófica
guerra, declarou o vice-primeiro-ministro da Turquia, Numan Kurtulmus.
“A tentativa de transformar a operação para libertar Mosul de terroristas do
Daesh num pretexto para uma nova guerra, realizada por terceiros, poderia gerar
consequências catastróficas, incluindo a Terceira Guerra Mundial" – disse
Kurtulmus.
Erdogan: 'Mossul pertence à Turquia historicamente'
Ele destacou que o futuro desta cidade está diretamente
ligado aos interesses da Turquia, assim como das cidades sírias de Aleppo e
Damasco.
“Os habitantes de países vizinhos são nossos amigos, irmãos, parentes. Todos
vivemos na mesma região. Ninguém tem o direito de impedir que a Turquia se
interesse pelos acontecimentos que acontecem em países vizinhos” – afirmou o
vice-primeiro-ministro.
Kurtulmus voltou a criticar a posição das autoridades iraquianas que se opõem à
presença de militares turcos no acampamento de Bashiqa, ao norte do Iraque,
próximo a Mossul.
"Hoje, o primeiro-ministro do Iraque está
tentando criticar a Turquia. Mas, antes de tudo, é preciso responder à pergunta
de por que a segunda maior cidade do Iraque foi entregue aos terroristas sem
que um tiro tivesse sido disparado. Por que, em todos esses anos, um plano de
resgate de Mossul não foi aceito? Por que os EUA e a comunidade internacional
não levam a sério a luta contra o Estado Islâmico" – frisou o político
turco.
Em 16 de outubro de 2016, as Forças Armadas do Iraque, juntamente com
outros grupos armados, que incluem as formações curdas peshmerga,
iniciaram uma ofensiva contra Mossul, considerada uma das duas
"capitais" do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em
diversos países).
O Consulado Geral dos EUA em Istambul emitiu um alerta para cidadãos
americanos sobre possíveis ataques de extremistas na maior cidade da Turquia.
“Grupos extremistas mantêm esforços agressivos para realizar ataques contra
americanos e outros estrangeiros em Istambul. Esses ataques podem ser
premeditados ou podem acontecer sem o menor ou qualquer aviso e podem incluir
atentados com armas, tentativas de sequestro, explosões e outros atos de
violência” – diz o comunicado publicado no site oficial do Consulado Geral.
Em particular, a diplomacia dos EUA recomendou
aos seus cidadãos a evitar viagens para regiões do sudeste da Turquia, bem como
a locais próximos à fronteira turco-síria.
Vice-premiê turco: 'Mundo está à beira de uma guerra
regional ou mundial
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA 07:21 12.10.2016
Por razão de tudo o que está acontecendo na
Síria o mundo está à beira de uma guerra regional ou até mesmo mundial, opina o
vice-primeiro-ministro da Turquia, Numan Kurtulmus. O político partilhou a sua
opinião em entrevista à agência Anadolu.
"Qualquer guerra que é conduzida por mãos de terceiras forças acaba. Na
Síria, o limite já foi esgotado. Os EUA e a Rússia estão agora em aberta
contraposição. Isso significa que nós estamos à beira de uma guerra regional ou
mundial", declarou.
Kurtulmus destacou também que a Síria pertence aos sírios: "Nós não vamos
ensinar o povo sírio como deve governar o país. Isso não deve ser feito nem
pelo regime (do presidente da Síria Bashar Assad), nem pelos americanos, nem
pela Rússia, nem pelo Irã. Esta decisão deve ser tomada pelo povo sírio".
Quanto custa 'apoiar' o Oriente Médio: 5 maiores erros militares do exército
dos EUA
Em 3 de outubro os EUA anunciaram, de modo unilateral, o fim da cooperação com
a Rússia para a solução da crise na Síria. Segundo os porta-vozes de
Washington, a partir daquele momento, somente os canais de comunicação militares
permanecem ativos, para evitar conflitos entre os dois países no espaço aéreo
sírio. Os EUA acusaram a Rússia de descumprir os acordos bilaterais.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou estar
profundamente decepcionado. Segundo a chancelaria russa, a decisão de
Washington de interromper a cooperação com Moscou na Síria é uma prova de que
os Estados Unidos são incapazes de cumprir os compromissos assumidos nos
acordos bilaterais, entre os quais estavam a separação da oposição “moderada”
dos militantes terroristas na Síria.
Presidentes da Rússia e da Turquia se encontraram em reunião
paralela durante o Congresso Mundial Energético, na última segunda-feira (10) e
assinaram documentos bilaterais relevantes. Foi o terceiro encontro entre os
líderes após a derrubada do caça russo em novembro de 2015.
Síria, gasoduto e sanções foram discutidos por líderes.
Foto:Reuters
Os presidentes da Rússia e da Turquia realizaram, na
segunda-feira (10), seu terceiro encontro bilateral desde a derrubada de um
caça Su-24 russo na fronteira síria, em novembro de 2015. A reunião resultou em
acordos importantes, que a Gazeta Russa explica aqui:
1. Gasoduto Turkish Stream sairá do papel
Um resultado importante da reunião foi a assinatura
do acordo intergovernamental para a construção do gasoduto Turkish Stream.
O acordo foi negociado ainda em dezembro de 2014 e deveria
ser uma alternativa ao projeto South Stream. Mas por motivos diversos (como
barganhas nos valores, questões sobre as linhas do gasoduto, a piora
significativa nas relações bilaterais depois do incidente com a aeronave russa,
a especulação sobre o retorno do South Stream e a rejeição do Turkish Stream),
a realização do projeto ficou no papel.
No encontro em Istambul, as partes conseguiram levar a cabo
o acordo iniciado, assinando o acordo intergovernamental. Além disso, a Rússia
e a Turquia chegaram a entendimentos sobre descontos em gás no âmbito do
projeto.
"Dessa maneira, nos aproximamos da realização dos
planos do presidente da Turquia de criar neste país um grande hub
energético", ressaltou Pútin ao final do encontro.
2. Frutas turcas voltam às prateleiras russas
Outro problema importante na cooperação entre os países é a
retirada das sanções econômicas unilaterais que Moscou impôs contra Ancara como
represália após o incidente com o caça. Agora, o presidente Pútin anunciou que
Moscou decidiu permitir novamente a entrada de produtos agrícolas turcos no
mercado russo.
De acordo com ele, a decisão é mutuamente vantajosa. "A
Rússia não produz tais produtos, e a entrada de produtos turcos pode resultar
na queda dos preços, com a qual contamos", disse.
"Para os parceiros turcos, isso é, claramente, uma
abertura do mercado russo", completou o presidente russo.
Pútin também relembrou que o volume de vendas desses
produtos turcos no mercado russo no ano passado foi de US$ 500 milhões.
3. Amigos, amigos, a Síria à parte
Além das questões de cooperação econômica, outra que esteve
na ordem do dia foi a Síria. Tanto para a Rússia, como para a Turqui, a crise
síria continua a ser uma questão fundamental na política internacional.
Ambos os países estão envolvidos fisicamente no conflito sírio.
A Rússia conduz uma operação militar aérea contra a organização terrorista EI
(Estado Islâmico), enquanto a Turquia dá continuidade à operação "Escudo
do Eufrates", no norte da Síria, onde defende áreas fronteiriças do EI - e
dos curdos sírios que, de acordo com Ancara, estão ligados ao separatista
Partido Dos Trabalhadores do Curdistão, que o governo turco combate desde 1984.
Mas as posições dos dois países diferem bastante: enquanto
Moscou apoia o regime de Assad e executa ataques aéreos contra grupos
antigovernamentais, a Turquia apoia as forças anti-Assad e considera o
presidente como terrorista.
"A Rússia e a Turquia chegaram a um acordo sobre a
condução da operação 'Escudo do Eufrates' durante a visita de Erdogan a São
Petersburgo, ainda em agosto. Moscou não expressou quase nenhuma emoção durante
o início da operação turca na Síria", ressalta o chefe da Centro de
Estudos da Turquia Contemporânea, Iúri Mavachev.
Segundo o especialista, existe um acordo silencioso que
estabelece que Moscou e Ancara não atrapalhem um o outro.
Durante a visita do presidente Pútin, ele foi confirmado e
reforçado. "Os burocratas e a imprensa turca silenciam sobre a
participação russa nos negócios de Aleppo. Eles receberam o seguinte comando:
não temos nada com Aleppo, já que a Rússia nos deu o norte da Síria", diz
Mavachev.
"O principal problema concreto sobre o qual o
presidente Erdogan e o presidente Pútin acordaram acerca da crise síria foi a
continuação de uma agenda positiva e negociações por meio de um mecanismo oficial
direto de alto nível e tríplice que foi estabelecido entre os ministros
das Relações Exteriores, quadros de funcionários gerais e agências de
inteligência. A situação em Aleppo, a crise humanitária na Síria e a
diferenciação de grupos de oposição dos terroristas serão discutidos por meio
desse mecanismo", diz o cientista político Kerim Khas, da Organização de
Pesquisa Estratégica Internacional, instituição independente de Ancara.
Com a agência de notícias Tass e o jornal econômico RBC.
O presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram um acordo sobre o projeto Córrego turco, que inclui gasoduto construção com dois ramos, noticiou segunda-feira Alexei Miller, CEO da Gazprom da Rússia, citado pela RIA Novosti.
"O acordo intergovernamental a ser assinado pressupõe a construção de dois ramos do gasoduto principal da parte inferior do Mar Negro", disse Miller. "O poder de cada ramo é 15,750 milhões de metros cúbicos de gás", explicou. "Um dos ramos é destinado ao fornecimento de gás ao mercado turco, enquanto outros países europeus através de território turco", explicou.
"O prazo fixado para a construção das duas linhas é naval dezembro 2019", acrescentou Miller.
Putin se reuniu segunda-feira com Erdogan em Istambul para abordar as relações bilaterais no âmbito da 23ª edição do Congresso Mundial de Energia.
Mais cedo, o ministro da Energia russo Alexander Novak, havia anunciado que o documento acordo era "quase pronto" e é pevista "a construção de dois ramos do pipeline". "É tudo sobre o primeiro ramo para os consumidores turcos", explicou.
O projeto Córrego turco, que substitui o projecto South Stream (bloqueado pela UE) - prevê a construção de um gasoduto com um comprimento de 1.100 quilômetros que levará o combustível para a fronteira entre a Turquia ea Grécia, que visa criar um hub para distribuir o gás para o resto da Europa. Ele também irá complementar o gasoduto Blue Stream, em serviço desde 2005 e que atravessa o fundo do Mar Negro.
Espera-se que a construção do gasoduto terminou em 2019, mas Moscou suspendeu o projeto em novembro passado depois de um turco F-16 lutador abatido um russo Su-24 bombardeiro na Síria. No final de julho, Erdogan pediu desculpas para o que aconteceu, depois de um processo de normalização das relações entre os dois países começou.
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A morte de um homem e uma mulher que detonaram os explosivos
que carregavam neste sábado perto de Ancara, quando a polícia tentava detê-los
depois de receber informações sobre um possível atentado, "evitou uma
grande catástrofe", segundo a Turquia.
Não se sabe as circunstâncias exatas da explosão, mas tudo
parece indicar que os dois suicidas detonaram artefatos explosivos, talvez
preparados para fabricar carros-bomba, estima a agência pró-governamental
Anatolia, acrescentando que os dois morreram.
Às 03h00 GMT (00h00 de Brasília), a polícia entrou em uma
fazenda de Haymana, a 50 km de Ancara, onde os dois suspeitos estavam
escondidos em uma cabana, segundo o gabinete do governador.
"Pouco depois que as forças de segurança ordenaram que
se entregassem, dois terroristas, um homem e uma mulher, detonaram seus
explosivos", disse o gabinete.
O governador de Ancara, Ercan Topaca, considerou provável
que os dois tivessem vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão
(PKK). Os agentes os procuravam depois de receber uma informação da província
curda de Diyarbakir (sudeste), informou.
"O material utilizado, a fabricação e a maneira como
foi preparado se parece um pouco com a do PKK", declarou o governador,
citado pela Anatolia.
O PKK - uma organização considerada terrorista por Turquia,
União Europeia e Estados Unidos - realiza há 32 anos uma insurreição contra o
Estado turco no sudeste do país para obter a independência.
Depois de um cessar-fogo de dois anos, a violência foi
retomada em 2015. O conflito começou em 1984 e desde então deixou mais de
40.000 mortos.
- "Uma grande catástrofe foi evitada" -
Um veículo foi encontrado no local dos incidentes com uma
bandeira turca, e provavelmente seria usado como carro-bomba, segundo o
governador.
"Uma grande catástrofe foi evitada. É provável que
teriam atacado Ancara... Todos os indícios parecem acusar a organização
terrorista PKK", declarou o ministro da Justiça, Bekir Bozdag, em uma
entrevista à CNN-Turk.
O governador afirmou que o homem que detonou seus explosivos
era proveniente de Bingol, uma cidade do leste da Turquia.
Os agentes encontraram um documento de identidade no local
da explosão, disse o governador, segundo o qual uma terceira pessoa está sendo
procurada.
Também foram apreendidos 200 quilos de nitrato de amônio, um
material que pode ser usado para a fabricação de bombas, disse o gabinete do
governador.
Na sexta-feira, um grupo radical próximo ao PKK, os Falcões
da Liberdade do Curdistão (TAK), reivindicou um atentado contra um posto
policial em Istambul que deixou na véspera dez feridos.
Há um ano, em 10 de outubro de 2015, Ancara sofreu um
atentado islamita que deixou 103 mortos. Nunca foi reivindicado, mas as
autoridades atribuem sua autoria ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).
Uma reportagem publicada
pelo jornal turco Yeni Safak, próximo do presidente Recep Tayyip Erdogan,
apresenta o responsável pela organização da tentativa de golpe na Turquia no
dia 15 de julho: o general aposentado norte-americano John F. Campbell. Campbell
era até recentemente chefe da Força de Assistência para a Segurança
Internacional (ISAF, na sigla em inglês), missão ligada à OTAN no Afeganistão.
O jornal cita “fontes próximas aos processos contra presos
por participação na tentativa de golpe”. Milhares de pessoas foram presas
depois da tentativa de golpe, em que militares tomaram pontos estratégicos de
Istambul e Ancara, além de tomarem o controle de uma rede estatal de TV e
atacarem prédios públicos. Centenas de pessoas morreram durante a tentativa dos
militares de tomar o poder.
Campbell comandou a ISAF até o dia 1º de maio desse ano.
Depois de deixar o cargo, fez duas visitas secretas À Turquia, onde se reuniu
com militares nas bases de Erzurum e Incirlik, sendo esta última utilizada
pelos norte-americanos para lançar ataques na Síria.
US$ 2 bilhões
O golpe na Turquia foi parado pelo povo, que tomou as ruas e
enfrentou soldados e tanques para evitar mais um golpe militar no País. Do lado
do golpe, e do imperialismo, a força social usada para impulsionar o golpismo
foi o dinheiro. Mais precisamente, pelo menos US$ 2 bilhões geridos por
Campbell em sua missão para corromper militares turcos. Essa quantidade de
dinheiro foi transferida para a Turquia a partir do United Bank of Africa
(UBA) na Nigéria, operação que foi conduzida pela CIA. Pelo menos 80 militares
receberam dinheiro para serem “persuadidos” a participar da aventura golpista.
Segundo a reportagem, oficiais investigaram seus
subordinados durante meses na preparação para o golpe. Os soldados foram
classificados, levando em conta seu histórico e de suas famílias, em três
categorias, os que não participariam foram colocados em listas negras, enquanto
outros seriam neutros e uma terceira categoria participaria da tentativa de
derrubar o governo ou poderia ser corrompida por meio do dinheiro fornecido por
Campbell.
A revelação da participação de Campbell mostra como foi
possível forjar uma unidade entre um setor de militares para dar o golpe,
graças à coordenação de fora e ao dinheiro. Quando preso, o general de brigada
Mehmet Disli foi encontrado com um saco cheio de dinheiro. Para o imperialismo,
os regimes em crise não servem mais, precisam de governos fantoches ainda mais
duros. Por mais conciliadores que os governos dos países atrasados sejam,
como vinha sendo Erdogan.
Chanceler José Serra disse que o governo brasileiro está
preocupado com as prisões de funcionários públicos na Turquia, após a tentativa
de golpe militar no país; até esta segunda-feira, o governo Erdogan havia
demitido cerca de 20 mil funcionários, além de ter destituído 30 governadores
provinciais; “Manifestamos, contudo, nossa preocupação com relatos de
cerceamento de liberdades individuais de milhares de membros do Poder
Judiciário, incluindo juízes e procuradores, na sequência daquele episódio”,
diz a nota do Itamaraty
19 DE JULHO DE 2016 ÀS 05:47
247 - O chanceler José Serra disse nesta segunda-feira
que o governo brasileiro está preocupado com as prisões de funcionários
públicos na Turquia, após a tentativa de golpe militar no país.
Até esta segunda-feira, o governo Erdogan havia demitido
cerca de 20 mil funcionários, além de ter destituído 30 governadores
provinciais. No fim de semana, pelo menos 100 juízes haviam sido presos.
“Manifestamos, contudo, nossa preocupação com relatos de cerceamento de
liberdades individuais de milhares de membros do Poder Judiciário, incluindo
juízes e procuradores, na sequência daquele episódio”, diz a nota do Itamaraty.
No comunicado, o ministro destacou ainda que espera que “a
paz e a tranquilidade sejam plenamente restabelecidas naquele país amigo”.
Na Turquia, juízes pró-golpe de Estado vão para a cadeia. No
Brasil, são heróis?
julho 17, 2016 por esmael
O presidente da Turquia Tayyip Erdogan determinou
neste sábado (16) a prisão de 2.745 juízes e promotores, após a tentativa de
golpe de Estado. Segundo o presidente turco, o clérigo Fethullah Gulen, uma
espécie de Michel Temer de lá, que vive em um exílio auto-imposto nos EUA,
estaria tentando criar uma “estrutura paralela” no judiciário e no exército
para tentar derrubar o governo constitucional. Qualquer semelhança com o
Brasil…
Turquia prende 2.745 juízes e promotores após golpe
fracassado
As autoridades da Turquia ordenaram neste sábado a prisão de
2.745 juízes e promotores, após a tentativa de golpe militar, disse a emissora
NTV, à medida em que o governo segue com punições a suspeitos de seguirem o
clérigo Fethullah Gulen, que mora nos Estados Unidos.
O presidente Tayyip Erdogan afirmou que os seguidores de
Gulen estão por trás do golpe da sexta-feira à noite que tentou tirá-lo do
poder.
Erdogan disse que o clérigo, que vive em um exílio
auto-imposto nos EUA, está tentando criar uma “estrutura paralela” no
judiciário e no exército para tentar derrubar o Estado, o que Gulen nega.
(Reportagem de Gulsen Solaker, Asli Kandemir e Ece Toksabay)
Rede de cavernas que liga toda a Europa intriga cientistas
Por Redação Atualizado
em 19/05/2016 / Atualizado em 19/07/2016
Uma gigantesca rede de túneis descoberta na Europa vem
intrigando cientistas há décadas. As escavações se estendem ao longo do
território europeu, se espalhando desde a Escócia até a Turquia.
São mais de 2 mil túneis do tipo catalogados até o
momento, e mesmo analisando todo o interior deles, os cientistas ainda não
entenderam o motivo da existência de tais obras.
São mais de 2 mil túneis do tipo catalogados até o momento
Acredita-se que a rede, chamada de Erdstall, foi construída
durante a Idade Média. Um documento datado de 1449 cita a existência dos
túneis, mas não revela o propósito das construções.
Existem mais de 700 túneis na região da Baviera, na
Alemanha, e outros 500 na Áustria, com comprimentos entre 20 e 50 metros.
Apesar de muitas especulações, o fato continua sendo um
grandioso mistério para comunidade científica europeia.
TURQUIA PRENDE 2.745 JUÍZES E PROMOTORES APÓS GOLPE
FRACASSADO
As autoridades da Turquia ordenaram neste sábado a prisão de
2.745 juízes e promotores, após a tentativa de golpe militar, disse a emissora
NTV, à medida em que o governo segue com punições a suspeitos de seguirem o
clérigo Fethullah Gulen, que mora nos Estados Unidos; o presidente Tayyip
Erdogan afirmou que os seguidores de Gulen estão por trás do golpe
17 DE JULHO DE 2016 ÀS 06:54
ISTAMBUL (Reuters) - As autoridades da Turquia
ordenaram neste sábado a prisão de 2.745 juízes e promotores, após a tentativa
de golpe militar, disse a emissora NTV, à medida em que o governo segue com
punições a suspeitos de seguirem o clérigo Fethullah Gulen, que mora nos Estados
Unidos.
O presidente Tayyip Erdogan afirmou que os seguidores de
Gulen estão por trás do golpe da sexta-feira à noite que tentou tirá-lo do
poder.
Erdogan disse que o clérigo, que vive em um exílio
auto-imposto nos EUA, está tentando criar uma "estrutura paralela" no
judiciário e no exército para tentar derrubar o Estado, o que Gulen nega.
(Reportagem de Gulsen Solaker, Asli Kandemir e Ece Toksabay)