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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Mais de 12 mil civis retornam a Aleppo

Mais de 12 mil civis retornam a Aleppo
04:07 30.01.2017(atualizado 05:38 30.01.2017) 
Crianças sírias passeiam pela parte velha da cidade de Aleppo, um mês após sua libertação.
 © AFP 2016/ Louai Beshara

O representante oficial do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov, declarou que mais de 12.000 civis já retornaram às suas casas na parte oriental da cidade síria de Aleppo, localizada no norte do país.

A parte oriental da cidade foi libertada de terroristas em dezembro e atualmente está sob controle das forças do governo sírio, fez lembrar o alto militar russo nesta segunda-feira (30).

"Mais de 12.000 civis retornaram às suas casas em Aleppo oriental. Todos eles recebem a assistência necessária," declarou Konashenkov.

Ainda de acordo com o representante do ministério, o Centro russo de Reconciliação participa ativamente no abastecimento das povoações nas províncias sírias de Aleppo, Damasco, Lataquia e Hama. Nos últimos dias estas povoações receberam mais de 50 toneladas de alimentação e outros bens de primeira necessidade.

Konashenkov destacou também que a ajuda humanitária já beneficiou mais de 60.000 sírios.




segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Rússia ataca Daesh em Aleppo com ajuda de coordenadas dos EUA

Rússia ataca Daesh em Aleppo com ajuda de coordenadas dos EUA
16:16 23.01.2017(atualizado 16:18 23.01.2017) 
Avião da coalizão internacional liderada pelos EUA
 © AFP 2016/ US NAVY / MC2 JACOB G. SISCO

A Rússia realizou diversos ataques contra o Daesh na Síria no último fim de semana em conjunto com a coalizão internacional e com a Turquia.

A Rússia recebeu coordenadas dos EUA sobre alvos do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico) na província de Al-Bab, em Aleppo, pela primeira vez através de uma "linha direta". 

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23) pelo Ministério da Defesa russo. 

Após a checagem do reconhecimento, a Rússia e dois aviões da coalizão internacional conduziram ataques aéreos contra alvos do Daesh na região de Al-Bab, em Aleppo. 

"Em 22 de janeiro, o centro de comando russo em Hmeymim recebeu coordenadas das posições do Daesh em Al-Bab, província de Aleppo, através de uma 'linha direta' da sede da coalizão internacional liderada pelos EUA. 

Após reconhecimento espacial e verificação de dados com a assistência aeronaves não-tripuladas, a Força Aeroespacial russa e dois aviões da coalizão internacional conduziram ataques aéreos contra os terroristas", informou o Ministério da Defesa em comunicado. 

Como resultado da operação, vários depósitos de munições, ferragens militares e produtos de combustível foram destruídos.

Anteriormente, aviões de combate russos e turcos realizaram uma nova série de ataques aéreos conjuntos contra alvos do Daesh na Síria. 



sábado, 3 de dezembro de 2016

Ministério da Defesa russo responde às acusações britânicas sobre ajuda humanitária

 Ministério da Defesa russo responde às acusações britânicas sobre ajuda humanitária 
© Sputnik/ Maksim Blinov
MUNDO 07:33 03.12.2016(atualizado 07:34 03.12.2016)
Os habitantes mais novos da Síria durante a entrega da ajuda humanitária

Se não há qualquer tipo de ajuda humanitária por parte do Reino Unido a Aleppo, então que Londres não impeça os outros de ajudarem, afirmou o representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia, major-general Igor Konashenkov, em resposta às acusações britânicas de que Rússia estaria atrapalhando a entrega de ajuda humanitária na Síria.

Mais cedo, o jornal britânico Daily Mail divulgou um comunicado da porta-voz da premiê do Reino Unido, Theresa May, em relação à situação na Síria, onde se afirma que a Rússia supostamente estará "impedindo as entregas de ajuda humanitária para os habitantes da cidade cercada de Aleppo, sem acordar um cessar-fogo"

O representante do Ministério da Defesa da Rússia fez lembrar que, a partir de 28 de novembro, as tropas sírias liberaram quase metade de todos os quarteirões na parte oriental da cidade, que até então eram controlados por militantes.

Foram libertados mais de 90 mil civis. Além disso, cerca de 28 mil pessoas — metade das quais são menores — conseguiram fugir dos bairros orientais de Aleppo, invadidos por radicais, para as zonas seguras da cidade.
 Ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov durante uma coletiva de imprensa após reunião com seu homólogo turco Mevlut Cavusoglu, 1 de dezembro de 2016
© SPUTNIK/ MAKSIM BLINOV
Lavrov: Rússia ajuda governo sírio a evitar bloqueio à saída de 
civis de Aleppo
Durante todo este período, os habitantes da zona oriental têm diariamente recebido ajuda humanitária, medicamentos e roupas para se protegerem do frio, tudo sendo enviado pelo centro de reconciliação entre as partes beligerantes, criado e apoiado pela Rússia.

"Ao longo de todos os anos da guerra na Síria, o Reino Unido não destinou nem um grama de farinha, nem um comprimido, nem um colchão para ajudar os civis. Por isso, se o governo britânico está verdadeiramente disposto a fornecer ajuda humanitária aos habitantes dos bairros orientais — há todas as condições para isso, a.minha pergunta é para onde é que ela [a ajuda humanitária] sumiu. Se não há nenhuma ajuda a Aleppo da parte britânica — não atrapalhem o trabalho dos outros", frisou Konashenkov. "Após declarações tão estranhas, surge-me uma questão: de quem era a opinião expressa pela porta-voz de Theresa May — dela própria ou da sua chefe? Parece que devido à russofobia o governo britânico perdeu uma percepção objetiva daquilo que se passa na Síria, inclusive em Aleppo", disse o major-general.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Papa Francisco visita Suécia para consolidar reconciliação com protestantes

Papa Francisco visita Suécia para consolidar reconciliação com                                 protestantes
31.10.16 - 13h03 - Atualizado em 31.10.16 - 18h37
O Papa é recebido em Lund pelos reis da Suécia - TT NEWS AGENCY/AFP
 1 de 2 O Papa é recebido em Lund pelos reis da Suécia - 
TT NEWS AGENCY/AFP

O papa Francisco e importantes representantes luteranos expressaram nesta segunda-feira, na Suécia, seu profundo pesar pelos massacres e prejuízos ocasionados pelo cisma entre cristãos e apelaram ao diálogo com vistas à unidade.

O pontífice chegou nesta segunda-feira à Suécia por ocasião do aniversário de 500 anos da Reforma de Lutero.
“É uma viagem importante” de um ponto de vista ecumênico, declarou o papa a jornalistas presentes no avião que o levou a Malmö, no extremo sul da Suécia.

Enquanto os teólogos luteranos e católicos continuam o seu lento diálogo doutrinário iniciado há 50 anos, a ambição do papa é se aproximar, através de ações concretas, os 1,2 bilhão de fiéis católicos de seus irmãos protestantes, neste caso os luteranos (74 milhões de fiéis).

Em 31 de outubro de 1517, o monge católico alemão Martinho Lutero atacou o comércio pelo papa de “indulgências” pelo perdão dos pecados e um acesso mais fácil para o paraíso, colocando suas “95 Teses” na porta de uma capela de Wittenberg (sul de Berlim).
Ele foi excomungado e esta ruptura resultou em guerras religiosas sangrentas nas décadas seguintes.

“Devemos olhar nosso passado com amor e honestidade e reconhecer nossa culpa e pedir perdão”, declarou em uma homilia o papa, rodeado de pastores protestantes, durante uma oração ecumênica na catedral luterana de Lund (sul), que foi católica no passado.

Durante a cerimônia, o cardeal suíço Kurt Koch recordou “os fracassos” dos católicos e luteranos que “provocaram a morte de centenas de milhares de pessoas”.

“Lamentamos o dano causado mutuamente por católicos e luteranos”, acrescentou.

A Igreja católica também homenageou a contribuição de Lutero: “com gratidão, reconhecemos que a Reforma contribuiu para dar um papel central à santa escritura na vida da Igreja”, declarou Francisco em sua homilia.

“Não podemos nos resignar à divisão e ao afastamento que a separação provocou entre nós. Temos a ocasião de reparar um momento crucial de nossa história, superando as polêmicas e mal entendidos que impediram o entendimento entre nós”, afirmou o pontífice.

Um diálogo difícil
Em um longo sermão, o pastor Martin Junge, secretário-geral da Federação Luterana Mundial, que organiza o evento, também considerou que este “momento histórico” é uma oportunidade para que católicos e luteranos “se distanciem de um passado marcado pelo conflito e a divisão”.

“Nós nos damos conta de que aquilo que nos une supera com folga o que nos divide. Somos brotos da mesma videira”, reforçou, lamentando a fragmentação dos cristãos.

Ainda assim, uma declaração conjunta assinada pelo papa e pelo presidente da Federação Luterana Mundial, o bispo palestino Munib Yunan, mostrou um persistente desacordo doutrinário: a simbologia muito diferente em torno da eucaristia.
Casais mistos católico/protestante não podem celebrar a comunhão em uma mesma igreja.

“Muitos membros das nossas comunidades gostariam de poder receber a eucaristia em uma mesma mesa, como expressão concreta de uma unidade plena”, destaca o texto comum lido pela bispa luterana Helga Haugland Byfuglien.

Mais tarde, foi celebrado um encontro ecumênico em um estádio de Malmö, cuja renda será destinada a refugiados sírios.

A organização humanitária católica Caritas e sua equivalente luterana, o Serviço Mundial da Federação Luterana Mundial, assinaram uma declaração conjunta com a finalidade de desenvolver sua cooperação, sobretudo para ajudar os migrantes.

Os organizadores deram a palavra a sobreviventes de países em guerra, como Burundi e Sudão do Sul. O bispo caldeu de Aleppo, na Síria, Antoine Audo, deu um dos testemunhos mais impactantes. “A maioria dos hospitais foi destruída e 80% dos médicos abandonaram Aleppo. Na Síria, três milhões de crianças não vão à escola”, disse, alertando para o iminente desaparecimento da comunidade cristã naquele país.

Da Suécia, uma terra de asilo para muitas pessoas, o papa agradeceu a “todos os governos que dão assistência aos refugiados, aos deslocados e a quem pede asilo”, “um grande gesto de solidariedade e reconhecimento de sua dignidade”.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

'Coalizão dos EUA esconde crimes de guerra fabricando ataques russos'

'Coalizão dos EUA esconde crimes de guerra fabricando ataques russos'
© Sputnik/ Maksim Blinov
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA 13:12 28.10.2016(atualizado 13:47 28.10.2016)
Su-24 russo na base aérea de Hmeymim, na Síria

A coalizão militar liderada pelos Estados Unidos está tentando desviar a atenção dos seus crimes de guerra fabricando evidências de ataques aéreos russos na Síria, segundo denunciou nesta sexta-feira o Estado-Maior das Forças Armadas russas.

De acordo com o tenente-general Sergei Rudskoy, diretor-geral de Operações do Estado-Maior, os EUA e seus aliados seguem acusando a Rússia de ataques em Aleppo apesar de nenhum avião russo sobrevoar a cidade há dez dias. 
Porta-voz da Casa Branca Josh Earnest
© EAST NEWS/ AP EUA reconhecem não saber quem foi o autor dos 
ataques em Idlib, mas tem convicção de que é a Síria ou a Rússia


"Tudo isso é feito com um propósito: distrair a atenção da comunidade internacional dos crimes de guerra cometidos pela coalizão liderada pelos EUA", afirmou Rudskoy, acrescentando que a "tragédia disseminada envolvendo a escola em Idlib" é uma prova disso. 

Na última quinta-feira, o Ministério da Defesa da Rússia lembrou que nenhuma aeronave russa esteve na região do ataque à escola, apenas um drone Predator da Força Aérea norte-americana. A Defesa russa disse ainda que o vídeo divulgado pela mídia supostamente mostrando o bombardeio havia sido fabricado. 

FONTE:  https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/201610286665194-coalizao-eua-crimes-guerra/

‘Há algo de profundamente perturbador nas incessantes acusações contra a Rússia’

‘Há algo de profundamente perturbador nas incessantes acusações contra a Rússia’ 
© AP Photo/ Carolyn Kaster
OPINIÃO 02:12 28.10.2016(atualizado 02:18 28.10.2016)  
Presidente russo Vladimir Putin e presidente norte-americano Barack Obama reunem-se nas margens da cúpula do G20, México, 18 de junho de 2012
Não é preciso estar apaixonado pela personalidade do líder russo Vladimir Putin para entender que tem sido cada vez mais fácil para políticos do Ocidente culparem a Rússia do que considerar os verdadeiros das crises atuais, afirma a revista britânica Spiked. 

"Muitas pessoas parecem sentir-se perfeitamente confortáveis com esta animosidade contra a Rússia” – destaca colunista britânico Tim Black.  

Como exemplo, ele cita a cidade síria de Aleppo e argumenta, que, para muitos políticos ocidentais é vantajoso colocar a culpa na Rússia para assumir o papel de "defensores da paz". 

Ao mesmo tempo, segundo ele, o Ocidente faz vista grossa à sua própria cumplicidade na destruição da Síria, ao seu “desejo ignorante" de derrubar o presidente Bashar Assad e de apoiar os jihadistas, e isso sem mencionar o seu próprio bombardeio à Síria e ao Iraque ao longo de anos.

Torres do Kremlin de Moscou, agosto de 2016
© SPUTNIK/ NATALYA SELIVYORSTOVA
Mídia: por que Ocidente tem culpa do conflito com Rússia?

Para Tom Black, o mesmo aconteceu durante os Jogos Olímpicos no Rio, quando a mídia deu um destaque muito maior ao “sistema estatal de doping” da Rússia do que jamais foi dado a outros escândalos de corrupção no mundo dos esportes, como foi o “caso de Lance Armstrong, da empresa BALCO e dos ciclistas britânicos”, entre outros mencionados pelo autor.

Em seguida, o artigo denuncia as incitação para uma nova Guerra Fria, com destaque para as acusações apresentadas à Rússia com relação ao seu suposto envolvimento em ataques cibernéticos contra o sistema eleitoral dos EUA. 

“Não é preciso ser um estudante de relações internacionais para se dar conta de que a indignação pela interferência da Rússia – segundo os EUA – nas eleições americanas é um pouco exagerada, levando em conta que os próprios EUA interviram por décadas em assuntos democráticos de outras nações” –  explica o Tim Black.

Encontro dos líderes do Quarteto da Normandia em Berlim, Alemanha, 19 de outubro de 2016
© SPUTNIK/ MIKHAIL KLIMENTYEV
'Ocidente usa temas da Ucrânia e Síria para demonizar Rússia'

Na sua opinião, as tentativas de apresentar a Rússia como “um problema ameaçador” ou “uma potência militar a ser detida” são totalmente equivocadas. Segundo ele, as ações de Moscou “podem parecer bruscas”, mas se dão em resposta a ações de ouros países: “a Rússia não procura se expandir, mas se preservar”. 

O sonho de recriar um tipo de Império russo não de Putin, mas sim de alguns políticos ocidentais que sentem falta de “‘certezas’ associadas à época da Guerra Fria”, defende o artigo. 

“O problema aqui não está na Rússia, mas na imagem da Rússia que se instala na mente coletiva do Ocidente. Isso alimenta as tensões já existentes e potencialmente converte disputas negociáveis em conflitos abertos” – escreve Tim Black. “A Rússia não é o inimigo mortal do Ocidente, mas a admissibilidade de sentimentos anti-russos é tão notável”, que evoca suspeitas com relação ao real motivo disso tudo, conclui o autor.

FONTE: https://br.sputniknews.com/opiniao/201610286660817-opiniao-russia-ocidente-acusacoes/

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

MINISTRO TURCO ALERTA PARA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

MINISTRO TURCO ALERTA PARA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
 
A ofensiva para libertar a cidade iraquiana de Mosul de terroristas do Daesh (Estado Islâmico) pode servir de pretexto para o início de uma nova e catastrófica guerra, declarou o vice-primeiro-ministro da Turquia, Numan Kurtulmus; “A tentativa de transformar a operação para libertar Mosul de terroristas do Daesh num pretexto para uma nova guerra, realizada por terceiros, poderia gerar consequências catastróficas, incluindo a Terceira Guerra", declarou

23 DE OUTUBRO DE 2016 ÀS 06:37 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM

Da Agência Sputinik

A ofensiva para libertar a cidade iraquiana de Mosul de terroristas do Daesh (Estado Islâmico) pode servir de pretexto para o início de uma nova e catastrófica guerra, declarou o vice-primeiro-ministro da Turquia, Numan Kurtulmus.

“A tentativa de transformar a operação para libertar Mosul de terroristas do Daesh num pretexto para uma nova guerra, realizada por terceiros, poderia gerar consequências catastróficas, incluindo a Terceira Guerra Mundial" – disse Kurtulmus.

Ele destacou que o futuro desta cidade está diretamente ligado aos interesses da Turquia, assim como das cidades sírias de Aleppo e Damasco.
“Os habitantes de países vizinhos são nossos amigos, irmãos, parentes. Todos vivemos na mesma região. Ninguém tem o direito de impedir que a Turquia se interesse pelos acontecimentos que acontecem em países vizinhos” – afirmou o vice-primeiro-ministro.

Kurtulmus voltou a criticar a posição das autoridades iraquianas que se opõem à presença de militares turcos no acampamento de Bashiqa, ao norte do Iraque, próximo a Mossul.

"Hoje, o primeiro-ministro do Iraque está tentando criticar a Turquia. Mas, antes de tudo, é preciso responder à pergunta de por que a segunda maior cidade do Iraque foi entregue aos terroristas sem que um tiro tivesse sido disparado. Por que, em todos esses anos, um plano de resgate de Mossul não foi aceito? Por que os EUA e a comunidade internacional não levam a sério a luta contra o Estado Islâmico" – frisou o político turco.

Em 16 de outubro de 2016, as Forças Armadas do Iraque, juntamente com outros grupos armados, que incluem as formações curdas peshmerga, iniciaram uma ofensiva contra Mossul, considerada uma das duas "capitais" do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em diversos países).


domingo, 23 de outubro de 2016

Síria: Presidente Vladimir Putin (entrevista)

Síria: Presidente Vladimir Putin (entrevista)
23.10.2016
Presidente da Rússia Vladimir 
 Síria: Presidente Vladimir Putin (entrevista). 25320.jpeg
Putin: Como é que chegaram aqui? Nessa cidadezinha provinciana... Atualmente, encontram-se franceses onde quer que se esteja, em todas as cidades da Rússia. É muito bom. Muito nos agrada vê-los por aqui. 

Pergunta (retraduzida): Sr. Presidente, pode explicar-nos por que o senhor não irá a Paris? 

Vladimir Putin: Muito simples. Havíamos planejado participar de uma cerimônia oficial de inauguração do recém construído centro religioso-cultural russo em Paris. Mas, pelo modo como estão as coisas, esse não é o melhor momento para reuniões oficiais, dada a falta de entendimento mútuo, para dizer o mínimo, no que tange aos eventos na Síria, particularmente a situação em Aleppo. Mas estamos abertos, claro, a qualquer consulta e diálogo sobre esse assunto. 

Pergunta: Pois os franceses esperavam exatamente... poder usar aquela oportunidade, para discutir a situação na Síria, mas, por causa da mesma situação, o senhor está desistindo da visita. 

Vladimir Putin: Sabe, não é que estejamos desistindo da visita, apenas que nos disseram que a principal motivação da visita, como já disse, a inauguração do centro religioso-cultural, não é boa ideia, no atual momento. Mas se a principal razão de minha visita a Paris não é adequada, provavelmente encontraremos outra oportunidade para nos reunir e discutir a Síria. Não demarcamos nenhuma limitação ao assunto e, sim, estamos abertos ao diálogo. 

Apenas que nos fizeram ver que o momento atual não é a situação mais conveniente para as reuniões que foram planejadas. Só isso. Não desistimos de visitar a França. 

Pergunta: Muitos representantes ocidentais, incluindo [secretário de Estado dos EUA John] Kerry, [ministro de Relações Exteriores da França Jean-Marc] Ayrault e até [presidente da França] François Hollande usaram retórica dura contra a Rússia, por causa dos ataques aéreos contra Aleppo, que atingiram alvos civis e até hospitais. Alguns usaram a expressão "crimes de guerra". Qual sua resposta? 

Vladimir Putin: Para mim, é só retórica política sem grande significado, e que não considera a verdadeira situação na Síria. Permita-me explicar melhor. Creio profundamente que parte da responsabilidade pelo que está acontecendo na região em geral e na Síria em particular cabe sobretudo aos nossos parceiros ocidentais, principalmente aos EUA e seus aliados, inclusive os principais países europeus. 

Você lembra como todos correram a apoiar a 'Primavera Árabe'? Onde está todo aquele otimismo? Como terminou toda aquela boa vontade? Lembram-se do que foram Líbia e Iraque, antes de esses países e suas instituições serem destruídas, como estados, por forças dos nossos parceiros ocidentais?

Certamente, aí não se tem exemplos de democracias, como hoje se compreende a palavra, e provavelmente lá era preciso e era possível influenciar a organização daquelas sociedades, a organização do estado, a própria natureza dos regimes que lá havia. Mas seja como for, em todos os casos que se considerem, não havia naqueles estados quaisquer sinais de terrorismo. Aqueles estados não eram ameaça a Paris, à Côte d'Azur, não ameaçavam a Bélgica, nem a Rússia, nem os EUA. 

Hoje, esses mesmos estados são fonte de ameaças terroristas. Nosso objetivo é impedir que aconteça exatamente a mesma coisa, agora na Síria. 

Sei da questão que vocês têm com os refugiados. Parece que queria perguntar sobre eles? Se não, permita-me tocar nesse assunto, mesmo assim. Recordemos que o problema dos refugiados começou muito antes de a Rússia começar a trabalhar para normalizar e estabilizar a situação na Síria. A saída em massa de pessoas, que deixam amplas áreas do Oriente Médio e da África e do Afeganistão começou muito antes de nós iniciarmos nossa operação ativa na Síria. 

Não há justificativa para que a Rússia seja acusada de responsabilidade no problema dos refugiados. Nosso objetivo sempre foi, ao contrário, criar condições para que as pessoas pudessem voltar à própria terra e à própria casa. 

Quanto à situação humanitária em Aleppo, teremos todos esquecido como as forças dos EUA atacaram, ataque aéreo, no Afeganistão, que atingiu um hospital e matou médicos e pessoal de socorro dos Médicos sem Fronteiras, dentre outros? No Afeganistão foram mortas mais de 100 pessoas só numa festa de casamento que foi atacada. E veja o que acaba de acontecer no Iêmen, onde um único ataque matou 170 pessoas e feriu 500, que participavam das cerimônias de um funeral. 

A triste realidade é que, onde aconteçam operações militares, muitos inocentes sofrem e morrem. Mas não podemos permitir que terroristas escondam-se entre civis, usados como escudo humano. Não podemos permitir que chantageiem todo o mundo, quando tomam reféns, matam, degolam pessoas. 

Se queremos vencer a luta contra o terrorismo, temos de combater contra os terroristas, em vez de deixar que assumam o comando, em vez de ceder e recuar.

Pergunta: Sr. presidente, o problema é que os franceses não compreendem por que o senhor está bombardeando essas pessoas que o senhor chama de terroristas. Afinal, foi o ISIS que nos atacou, mas não há forças do ISIS em Aleppo. Aí está o que os franceses não compreendem. 

Vladimir Putin: Posso explicar. Há outro grupo terrorista, a Frente al-Nusra, que controla a situação em Aleppo. Esse grupo sempre foi considerado uma ala da Al Qaeda e está listado como organização terrorista pela ONU. 

O que nos parece particularmente deprimente e difícil de compreender é que nossos parceiros, especialmente os norte-americanos, estão sempre achando meios para tentar excluir esse grupo da lista de organizações terroristas. Vou dizer-lhe por quê. Parece-nos que nossos parceiros repetem sempre e sempre o mesmo erro. Querem usar o potencial de combate de organizações terroristas e de grupos radicais para perseguir os seus próprios objetivos políticos; nesse caso, o que querem é combater contra o presidente Assad e seu governo. Querem usar os terroristas e radicais; não querem simplesmente conter os rebeldes e impor-lhes regras e leis civilizadas.

Conseguimos chegar a repetidos acordos com os norte-americanos, pelos qual eles teriam de separar as forças da Frente al-Nusra e seus terroristas, de um lado; e, de outro lado, as chamadas forças 'saudáveis' da oposição, inclusive em Aleppo. Concordaram que seria necessário proceder desse modo. Ainda mais, acertamos que haveria prazos concretos. Mas eles nada fizeram do que se comprometeram a fazer, um mês depois do outro. 

Recentemente, alcançamos um acordo de cessar-fogo, um acordo de Dia D, como dizem nossos amigos norte-americanos. Eu insisti em que, antes de tudo, eles resolvessem a questão de separa a Frente al-Nusra e os outros terroristas, das forças saudáveis da oposição, para, só depois disso, afinal, declarar o cessar-fogo.

Mas os norte-americanos insistiram que nós primeiros teríamos de declarar o cessar-fogo, e depois eles cuidariam de separar terroristas e não terroristas. Finalmente, decidimos conceder algumas coisas, aceitamos os termos deles, e dia 12 de setembro declaramos um dia de silêncio e a cessação de hostilidades... E dia 16 de setembro aviões norte-americanos atacaram forças do exército sírio e mataram 80 pessoas. 

Ao mesmo tempo, imediatamente depois desse ataque aéreo, o ISISlançou uma ofensiva nesse mesmo local. Nossos colegas norte-americanos nos disseram que aquele ataque teria acontecido por erro deles. O erro custou a vida de 80 pessoas e, também por simples coincidência, os terroristas do ISIS iniciaram a ofensiva imediatamente depois daquele ataque aéreo.

Mas, nos escalões inferiores, no nível de operação, um agente do serviço militar dos EUA disse, com toda a franqueza, que passaram vários dias preparando esse ataque. Como o ataque teria sido "um erro", se foi preparado durante vários dias? 

E foi assim que nosso acordo de cessar fogo acabou rompido. Quem quebrou o acordo? Fomos os russos? Não.

Pergunta: A possibilidade de uma nova guerra fria está sendo discutida, mas há pelo menos um norte-americano que gosta muito do senhor - Donald Trump. O que o senhor pensa desse candidato? Gosta dele?

Vladimir Putin: Nós gostamos de todos. Os EUA são um grande país, os norte-americanos são povo interessante, amável, talentoso. São grande nação e grande povo.

Os russos trabalharemos com qualquer dos candidatos que os norte-americanos elegerem. Claro, é mais fácil trabalhar com quem se interesse por trabalhar com você. Se Mr. Trump diz que quer trabalhar com a Rússia, parece-nos interessante. Mas o mais importante é a honestidade, dos dois lados.

Agora, por exemplo, todos falam do acesso humanitário em Aleppo. Todos falam para nos convencer, como se não quiséssemos o acesso humanitário. Mas ninguém precisa nos convencer, porque nós também entendemos que é necessário que um comboio humanitário chegue até lá. A questão é como se deve fazer isso. Só há uma estrada que os caminhões podem pegar, com militantes num dos lados da estrada e o exército sírio do outro lado. Sabemos da provocação, do ataque a um dos comboios, e temos certeza absoluta que esse ataque foi ação de um grupo terrorista.

Já sugerimos que os militantes e o exército sírio, ambos, afastem-se da estrada, e garantam passagem segura para os comboios humanitários.

Todos concordam, e a ideia até já foi posta no papel, e depois nada acontece; nenhum dos nossos parceiros faz coisa alguma do que diz que faria. Ou não querem ou não conseguem mais controlar os terroristas, não sei qual das duas possibilidades é real.

Apareceu lá uma proposta exótica - e tenho certeza que surpreenderá você e o público francês. Propuseram que nossas unidades armadas, pessoal militar russo, fossem dispostas ao longo da estrada, para garantir trânsito seguro. Os militares russos, gente de coragem, que não teme tomar decisões, disseram que sim, que faríamos isso.

Mas eu disse a eles que só faríamos esse serviço se formássemos uma força conjunta com os EUA. Dei ordem para que encaminhassem a proposta aos norte-americanos. Foi nós propormos, e os americanos recusarem imediatamente. Não querem soldados deles lá, mas tampouco querem tirar de lá os grupos terroristas, que não são "oposição", são terroristas. O que fazer, nessa situação?

Temos de aumentar a confiança mútua e admitir que essas são ameaças contra todos, e que só unidos poderemos conter e erradicar aqueles terroristas.

Os russos temos excelentes laços com os serviços franceses de inteligência. Franceses e russos realmente trabalham no mesmo comprimento de onda. É verdade para nossos especialistas em contraterrorismo e seus contrapartes na França e em vários outros países europeus. Mas nem sempre é assim. 

Por exemplo, enviamos informação a nossos parceiros norte-americanos e, na maior parte das vezes, nem respondem. Há algum tempo, enviamos informações sobre os irmãos Tsarnaev. Enviamos o primeiro documento, não responderam; enviamos um segundo documento, e responderam que não nos metêssemos; que os Tsarnaev são agora cidadãos norte-americanos e eles mesmos cuidariam de tudo. 

O resultado? Um ataque terrorista nos EUA. Será que ainda não está perfeitamente claro que sempre se tem prejuízo, quando se rejeita cooperação nessa área tão sensível? 

Nesse momento, devíamos nos preocupar não com retórica política, mas com buscar soluções para a situação, inclusive para a Síria. Que soluções existem? Só há uma, uma única solução: convencer todas as partes envolvidas no conflito a adotar a vida do acordo político. 

Já tenho um acordo político com o presidente Assad, e ele aceita tomar a via de adotar nova Constituição e realizar eleições nos termos que a nova Constituição determinar. Mas não conseguimos convencer nenhum outro dos envolvidos, a adotarem essa via. 

Se o povo não votar no presidente Assad e ele não for eleito, terá havido mudança democrática no poder na Síria. Mas sem qualquer participação de intervenção armada vinda e comandada de fora da Síria; e sob estrita supervisão da ONU. Não compreendo quem poderia considerar inaceitável essa proposta.  É solução democrática para a questão do poder naquele país. Mas continuamos otimistas e esperançosos de que acabaremos por persuadir nossos colegas e parceiros, de que essa é a única solução possível para o problema.*****+



 Respostas a perguntas de jornalistas do canal TF1 TV, francês

11/10/2016, em Kovrov, Vladimir, Rússia (transcrito e trad. ru-ing.)
Gabinete do Presidente da Rússia


sábado, 22 de outubro de 2016

Ministro turco: Mossul pode servir de pretexto para a Terceira Guerra Mundial

Ministro turco: Mossul pode servir de pretexto para a Terceira Guerra Mundial 
© AFP 2016/ AHMAD AL-RUBAYE
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA 23:47 22.10.2016(atualizado 00:15 23.10.2016)
Ofensiva de Mossul
 Forças iraquianas na zona de al-Shurah, a 10 km da cidade de Mossul, Iraque, 17 de outubro de 2016
A ofensiva para libertar a cidade iraquiana de Mosul de terroristas do Daesh (Estado Islâmico) pode servir de pretexto para o início de uma nova e catastrófica guerra, declarou o vice-primeiro-ministro da Turquia, Numan Kurtulmus.

“A tentativa de transformar a operação para libertar Mosul de terroristas do Daesh num pretexto para uma nova guerra, realizada por terceiros, poderia gerar consequências catastróficas, incluindo a Terceira Guerra Mundial" – disse Kurtulmus. 

Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan durante discurso
© AFP 2016/ ADEM ALTAN / AFP
Erdogan: 'Mossul pertence à Turquia historicamente'

Ele destacou que o futuro desta cidade está diretamente ligado aos interesses da Turquia, assim como das cidades sírias de Aleppo e Damasco.

“Os habitantes de países vizinhos são nossos amigos, irmãos, parentes. Todos vivemos na mesma região. Ninguém tem o direito de impedir que a Turquia se interesse pelos acontecimentos que acontecem em países vizinhos” – afirmou o vice-primeiro-ministro.

Kurtulmus voltou a criticar a posição das autoridades iraquianas que se opõem à presença de militares turcos no acampamento de Bashiqa, ao norte do Iraque, próximo a Mossul.
Forças iraquianas passam no deserto no âmbito de operação de libertação de Mossul, Iraque, 20 de outubro de 2016
© AFP 2016/ AHMAD AL-RUBAYE
Premiê do Iraque: Turquia não luta contra Daesh, tenta sim 

ganhar influência


"Hoje, o primeiro-ministro do Iraque está tentando criticar a Turquia. Mas, antes de tudo, é preciso responder à pergunta de por que a segunda maior cidade do Iraque foi entregue aos terroristas sem que um tiro tivesse sido disparado. Por que, em todos esses anos, um plano de resgate de Mossul não foi aceito? Por que os EUA e a comunidade internacional não levam a sério a luta contra o Estado Islâmico" – frisou o político turco.

Em 16 de outubro de 2016, as Forças Armadas do Iraque, juntamente com outros grupos armados, que incluem as formações curdas peshmerga, iniciaram uma ofensiva contra Mossul, considerada uma das duas "capitais" do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em diversos países).

FONTE: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/201610226616600-ministro-turco-mossul-terceira-guerra-mundial/


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

OTAN: 'Rússia enviou toda a Frota do Norte à Síria' © Sputnik/ RIA Novosti

OTAN: 'Rússia enviou toda a Frota do Norte à Síria' © Sputnik/ RIA Novosti
MUNDO 17:36 19.10.2016(atualizado 17:39 19.10.2016)
Navio de guerra da Frota do Norte Admiral Kuznetsov
Segundo fontes da OTAN, a Rússia teria enviado à Síria todos os navios da Frota do Norte e parte da Frota do Báltico para fortalecer a campanha na Síria. "Eles enviaram toda a Frota do Norte e uma grande parte da Frota do Báltico, é a maior operação de implantação de forças desde o fim da 'Guerra Fria'", afirmou uma fonte diplomática anônima da Aliança do Norte, citada pela Reuters

Entretanto, não houve provas concretas apresentadas de suas palavras, e a OTAN não divulgou nenhum relatório oficial sobre este assunto.
Um dos bairros da cidade de Aleppo, 1 de outubro de 2016
REUTERS/ ABDALRHMAN ISMAIL
Ministério da Defesa russo: Rússia e Síria cessam ataques aéreos 

em Aleppo
O diplomata afirmou que, desta forma, a Rússia pretende aumentar o número de aviões na Síria nas duas próximas semanas para iniciar a operação aérea final em Aleppo. 

Anteriormente, o serviço de imprensa da Frota do Norte havia informado que o grupo naval comandado pelo porta-aviões russo Admiral Kuznetsov, e que inclui o cruzador Pyotr Veliky, deu início à sua campanha no Mar Mediterrâneo. O objetivo da campanha da Frota do Norte no Mar Mediterrâneo é reagir às ações de pirataria e terrorismo e a garantia da segurança de navegação da Federação da Rússia.

FONTE: https://br.sputniknews.com/mundo/201610196589456-otan-russia-frota-norte-siria/

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

"¿Por qué nos atacan?" Los rebeldes en Alepo matan a una joven de 13 año...



Publicado em 17 de 2016
Uma série de explosões sacudiu com morteiros nesteDomingo áreas residenciais a oeste de Aleppo controlados pelo governo sírio. As conchas matou pelo menos três pessoas e feriu 23. RT falou com alguns dos sobreviventes dos ataques, que eram constantes durante toda a noite.

As equipes de resgate levou cerca de seis horas para se recuperar dos escombros de um apartamento o corpo de um jovem de 13 anos que, naquele dia, ficou em casa porque sua família pensou que ele estaria seguro lá.

"Seu pai foi dito a ela e ao irmão para não ir à escola porque não havia um bombardeio pesado. Eles ficaram em casa e uma bomba atingiu o edifício", disse à RT Ahmad, um vizinho e amigo da criança. O irmão mais velho da menina, um estudante de 20 anos, também morreu no ataque.

RT espanhol!
FONTE: http: //www.youtube.com/user/Actualida ...

Estado-Maior russo: Terroristas na Síria continuam recebendo armas dos EUA © Foto: US Department of Defense

Estado-Maior russo: Terroristas na Síria continuam recebendo armas dos EUA © Foto: US Department of Defense
MUNDO 13:22 17.10.2016(atualizado 14:02 17.10.2016)     
Misil antitanque TOW
Terroristas na Síria continuam recebendo armas modernas, inclusive os sistemas de mísseis antitanque TOW, de produção dos EUA. É o que afirma o Estado-Maior russo nesta segunda-feira.
Militantes rebeldes da oposição síria

REUTERS/ AMMAR ABDULLAH
Quem cala consente? EUA se recusam a falar se fornecem armas 
à oposição síria

Segundo o chefe de Operações do Estado-Maior, tenente-general Sergei Rudskoi, o Ocidente não deseja nem corrigir nem responder às agressões do combatentes na Síria que resultam em mortes de civis.

"Segundo informações de várias fontes, os combatentes continuam recebendo armas modernas, incluindo os sistemas antitanque TOW, de fabricação dos EUA", disse ele.  "Em 13 de outubro, como resultado fogos de morteiros na região do curdistão iraquiano, foram mortos sete estudantes, e desde o começo de setembro morreram mais de 130 crianças", destacou Rudskoi.  "Após os bombardeios de 14 de outubro por partes de militantes contra moradores da região central de Aleppo foram mortas sete pessoas e outras 14 ficaram feridas. Estes fatos continuam sem a atenção dos países ocidentais. Eles não querem nem corrigir, nem responder à violência dos combatentes", acrescentou. Rudskoi ainda destacou que os aviões de combate russos baseados na Síria estão constantemente realizando ataques aéreos contra rotas de reforço e comboios de armas de militantes na periferia de Aleppo. 

FONTE: https://br.sputniknews.com/mundo/201610176571008-terroristas-siria-eua/

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Chefe da ONU alerta para catástrofe humanitária na cidade síria de Aleppo

16/08/2016 21h10 - Atualizado em 16/08/2016 21h14
Chefe da ONU alerta para catástrofe humanitária na cidade síria de Aleppo
Há risco de 'catástrofe humanitária sem precedentes', diz Ban Ki-moon. Aleppo é dividida entre oeste controlado pelo governo e leste pelos rebeldes.
Da Reuters
 Homem carrega peças de metal nesta segunda-feira (16) em rua com escombros após ataque em Sakhur, bairro de rebeldes sírios na cidade de Aleppo (Foto: AMEER ALHALBI / AFP)
Homem carrega peças de metal nesta segunda-feira (16) em rua 
com escombros após ataque em Sakhur, bairro de rebeldes sírios 
na cidade de Aleppo (Foto: AMEER ALHALBI / AFP)

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou nesta terça-feira (16) sobre o que chamou de uma “catástrofe humanitária” sem precedentes em Aleppo, na Síria, e pediu à Rússia e aos Estados Unidos para rapidamente alcançarem um acordo sobre um cessar-fogo na cidade e em outros lugares do país.

"Em Aleppo nós corremos o risco de ver uma catástrofe humanitária sem precedentes nos mais de cinco anos de sofrimento e derramamento de sangue no conflito sírio”, disse Ban ao Conselho de Segurança das Nações Unidas no seu último relatório mensal sobre o acesso à ajuda, visto pela Reuters.

A luta pelo controle de Aleppo, dividida entre o oeste controlado pelo governo e o leste comandado pelos rebeldes, se intensificou nas últimas semanas provocando centenas de mortes e impedindo o acesso de muitos civis a produtos básicos, luz e água.
Aleppo é um dos bastiões da rebelião para derrubar o presidente Bashar al-Assad, cujas forças têm o apoio terrestre de milícias xiitas de países vizinhos e o apoio aéreo da Rússia.
"A luta por território e recursos está sendo feita por intermédio de ataques indiscriminados em áreas residenciais, inclusive com o uso de bombas-barril, matando centenas de civis, incluindo dezenas de crianças”, disse Ban no relatório.


Ele reiterou o pedido por uma pausa humanitária de pelo menos 48 horas dos combates em Aleppo para a chegada de ajuda e também pressionou Moscou e Washington para alcançarem rapidamente um acordo de cessar-fogo.