Bill Gates alerta: mundo deve se preparar para uma pandemia
Segundo o empresário americano, as guerras e os movimentos
de agitação caminham lado a lado com as doenças e são mais propensos a provocar
uma pandemia.
Postado em 18/02/2017 18:40 / atualizado em 18/02/2017 19:19
Imagem do Google: As zonas de guerra e outros cenários são os lugares mais
difíceis para eliminar as epidemias', assegurou (foto: Christof STACHE / AFP)
A comunidade internacional deve se dar conta de que tem que
se preparar para uma pandemia, disse neste sábado Bill Gates, fundador da
Microsoft, na Conferência de Segurança em Munique.
Tomando como exemplo a epidemia do ebola na África Ocidental
em 2014 e 2015, a gripe espanhola em 1918 e mencionando a possível invenção de
um vírus com fins "terroristas", Gates considerou
"possível" uma catástrofe
em nível mundial.
Segundo o empresário americano, as guerras e os movimentos
de agitação caminham lado a lado com as doenças e são mais propensos a provocar
uma pandemia.
"Que apareçam na natureza ou pelas mãos de um
terrorista, os epidemiologistas dizem que uma doença transmitida pelo ar que se
propagam rapidamente pode matar 30 milhões de pessoas em menos de um ano",
explicou Gates durante esta reunião anual de responsáveis da diplomacia
mundial.
"As zonas de guerra e outros cenários são os lugares
mais difíceis para eliminar as epidemias", assegurou.
Gates disse que é "bastante provável" que o mundo
viva uma epidemia assim nos "próximos 10 ou 15 anos". "Para
lutar contra as pandemias globais, também se deve lutar contra a pobreza... É
por isso que corremos o risco de ignorar a relação entre segurança de saúde e
segurança internacional".
Bill Gates, que fez sua fortuna com a empresa de software
Microsoft e agora destina milhões de dólares para a filantropia, pediu que os
Estados invistam na pesquisa para desenvolver tecnologias capazes de criar
vacinas em poucos meses.
E lembrou que a maioria das medidas de controle necessárias
são as que os governos realizaram para fazer frente a um ataque biológico
terrorista.
"O custo global na preparação diante de uma pandemia
está estimado em 3,4 bilhões de dólares por ano. A perda anual que uma pandemia
provocaria poderia alcançar os 570 bilhões", afirmou.
Em 2016, os Estados Unidos lançaram 26.171 bombas em sete
países, diz o especialista norte-americano em política externa e segurança
nacional, Micah Zenko, no site oficial do Conselho de Relações Exteriores.
Deste número, 12.191 bombas foram lançadas na Síria, 12.095
no Iraque, 1.337 no Afeganistão, 496 na Líbia, 34 no Iêmen, 12 na Somália e
três no Paquistão.
Zenko frisa que estas estatísticas, sem dúvida, não correspondem ao número
real, que foi diminuído, já que os dados confiáveis são apenas os dos países do
Paquistão, Iêmen, Somália e Líbia, ainda mais porque um ataque aéreo pode ser
efetuado com várias bombas ao mesmo tempo.
Segundo o especialista, no ano
passado, os EUA lançaram 3.027 bombas a mais do que em 2015.
Além disso, no ano
em questão, a Líbia não fazia parte da lista.
"À medida que Obama dá
início às últimas semanas de presidência, haverá avaliações de larga escala
quanto a sua abordagem da política externa, focada na redução das tropas de
combate terrestres norte-americanas (com exceção do aumento marcante [da
presença militar] no Afeganistão), apoiando os aliados locais na área de
segurança e autorizando uso vasto da força aérea", diz-se no relatório
publicado no portal do Conselho de Relações Exteriores dos EUA.
Quanto aos
dados relevantes à Síria e ao Iraque, Zenko e seu colega Jennifer Wilson os
recolheram com ajuda de relatórios do Pentágono e arquivos on-line.
Eles
revelaram que, em 2016, os EUA participaram de 79% de todos os ataques aéreos
da coalizão internacional contra as posições do Daesh no âmbito da
operação Resolução Inerente.
Deste modo, apesar de uma das promessas da campanha
eleitoral de Obama estar relacionada ao fim do envolvimento norte-americano no
conflito afegão, o presidente aprovou o aumento do contingente e lançamento de
1.337 bombas, ou seja, cerca de 400 a mais do que no ano de 2015.
No início de
dezembro, a coalizão publicou um comunicado de imprensa onde reconheceu a morte
de 173 civis no decorrer da respectiva operação.
Tiroteio em aeroporto na Flórida deixa cinco mortos e oito
feridos
Policiais com armas pesadas cercaram aeroporto de Fort
Lauderdale. Feridos receberam os primeiros socorros na pista.
Vídeo do Youtube
Cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas nesta sexta
(6) quando um atirador abriu fogo no aeroporto de Fort Lauderdale, no
estado americano da Flórida.
Era pouco antes de 13h na Flórida – 16h em Brasília - quando
um homem abriu fogo na área de retirada de bagagem do terminal dois do
aeroporto de Fort Lauderdale.
Imagens de celular mostram o pânico dos passageiros. Gritos
e correria. Dá para ver corpos estirados no chão.
O prédio foi imediatamente isolado. Todos os passageiros
foram retirados e tiveram que esperar na pista do aeroporto. Policiais usando
armas pesadas cercaram o terminal dois.
Quando os passageiros começavam a voltar, cerca de 40
minutos depois, uma nova correria. Um barulho no estacionamento assustou
centenas de pessoas, que correram mais uma vez para o lado de fora. Algumas se
agacharam atrás dos carros.
Pousos e decolagens foram suspensos. Nem de carro era
possível se aproximar. Os feridos receberam os primeiros socorros na pista e
foram levados para hospitais próximos.
Fort Lauderdale fica a cerca de 30 quilômetros da cidade de Miami -
destino muito procurado por turistas do mundo inteiro, inclusive do Brasil. O
aeroporto da cidade é usado como um terminal secundário para quem visita Miami
e recebe cerca de 75 mil passageiros por dia.
O atirador preso foi identificado por autoridades como
Esteban Santiago. Ele tem 26 anos, nasceu em Nova Jersey, estado vizinho a Nova
York, e seria de origem porto-riquenha.
Os investigadores disseram que ele tinha uma identificação
militar e usou uma pistola, mas ainda não sabem os motivos do ataque.
Em uma rede social um funcionário da prefeitura disse que o
atirador levava a arma dentro da bagagem despachada.
Ele teria retirado a mala
da esteira, pegado a pistola e levado até o banheiro para carregá-la. De lá, já
saiu atirando. Militares são autorizados a levar arma no bagageiro do avião.
O chefe da polícia local disse que o atirador se entregou
sem resistência e que o incidente do estacionamento foi só um susto.
A polícia fez uma varredura no aeroporto que não tem
previsão para reabrir.
Autor de ataque em casa noturna de Istambul continua
foragido
Atirador invadiu clube Reina durante comemorações de Ano
Novo, deixando 39 mortos. Governador classificou ato como um ataque terrorista.
Por G1 01/01/2017 10h31 Atualizado há 9 horas
Autoridades procuram homem que invadiu boate na Turquia e
matou 39 pessoas
O atirador que matou pelo menos 39 pessoas e deixou 69 feridos
em um atentado terrorista contra uma boate em Istambul, na Turquia, segue
foragido e está sendo procurado em uma operação policial, segundo informações
divulgadas pelo ministro do Interior turco, Suleyman Soylu.
As autoridades estão coletando evidências que possam levar à
sua identidade. Segundo o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, o atirador
deixou sua arma no local do crime. "Alguns detalhes começaram a emergir,
mas as autoridades estão trabalhando para atingir um resultado concreto."
Ainda não há clareza sobre quem tenha cometido o atentado, segundo Yildirim.
Policiais se posicionam em frente a casa noturna Reina, onde
um
ataque deixou mortos e feridos na noite de Ano Novo
(Foto: Reuters/Umit
Bektas)
Segundo a agência EFE, o primeiro-ministro desmentiu que o
atirador estivesse vestido de Papai Noel no momento do ataque, conforme algumas
testemunhas relataram anteriormente. "A polícia e as autoridades de
segurança vão divulgar informações quando elas estiverem disponíveis durante a
investigação", acrescentou Yildirim.
De acordo com as agências EFE e France Press, 11 vítimas são
turcas, 24 de outros países e 4 corpos ainda não foram identificados. O ataque
aconteceu no Reina, um dos clubes mais populares de Istambul, que também tem
uma área de bar e restaurante.
Os tiros começaram por volta da 1h30 da madrugada de domingo
na Turquia (20h30 de sábado em Brasília), quando havia cerca de 700 de pessoas
no estabelecimento.
Médicos e oficiais de segurança são vistos do lado de fora
do
Reina, após ataque na madrugada de ano novo, em Istambul
Mais cedo gabinete do primeiro-ministro turco, Binali
Yildirim, tinha imposto uma proibição temporária à cobertura da imprensa sobre
o caso "por razões de segurança nacional e manutenção da ordem
pública". Por isso as autoridades não estão divulgando informações além
dos comunicados oficiais.
Familiares acompanham funeral de Ayhan Arik, uma das vítimas
de ataque na boate Reina (Foto: Reuters/Osman Orsal)
Testemunhas
Testemunhas chegaram a dizer que dois homens fantasiados de
Papai Noel entraram no local e atiraram aleatoriamente, sem escolher vítimas
específicas, segundo a CNN turca. Porém imagens de câmeras de segurança mostram
apenas um suspeito do lado de fora da boate e ele vestia um casaco preto. Um
policial que estava na porta foi o primeiro a ser baleado e morrer.
Sinem Uyanik, que
estava no local e cujo marido foi ferido, disse à agência de notícias
Associated Press (AP) que teve a impressão de ter visto mais de um atirador.
"Meu marido me disse para deitar no chão, e então um homem veio. Estávamos
perto das janelas. Deitamos no chão e meu marido ficou por cima de mim.
Eles
atiraram. Duas ou três pessoas atiraram. Então tinha uma espécie de névoa e eu
desmaiei. Eles atiraram até nós sairmos de lá.
Pessoas estavam no chão. Forças
Especiais chegaram e nos tiraram dali. Meu marido foi baleado em três
lugares", afirmou Uyanik.
Horas depois dos tiros, testemunhas diziam que o atirador
ainda estaria escondido dentro do clube, enquanto outros acreditavam que ele
tenha fugido sem ser identificado. Dezenas de ambulâncias e viaturas policiais
foram ao local, que fica no bairro de Ortakoy.
Policial em frente à boate Reina, em Istambul, alvo de
ataque na
virada de ano (Foto: Huseyin Aldemir/Reuters)
Quem são as vítimas?
Três jordanianos foram mortos e quatro ficaram feridos, segundo o ministério
jordaniano das Relações Exteriores, citado pela agência oficial Petra.
Um tunisiano e uma franco-tunisiana morreram: trata-se de um
empresário e da esposa dele, segundo meios de comunicação da Tunísia. Eles se
chamavam Mohamed Azzabi e Senda Nakaam, segundo o embaixador tunisiano na
França, e deixam órfã uma bebê de 5 meses.
Três libaneses foram mortos e 4 ficaram feridos, informou o
ministério libanês de Assuntos Estrangeiros. Um kuwaitiano morreu e outros 5
ficaram feridos, segundo o vice-ministro kuwaitiano de Assuntos Estrangeiros,
Khaled al-Jarallah, citado pela agência oficial Kuna.
Três iraquianos morreram, segundo o ministério iraquiano das
Relações Exteriores. Vários sauditas ficaram feridos no ataque, segundo o
consulado saudita em Istambul, embora o jornal saudita Asharq Al-Awsat tenha
mencionado 5 mortos e 11 feridos desta nacionalidade e a emissora Al Arabiya
tenha mencionado 5 mortos e 9 feridos.
Um líbio morreu e outros 3 ficaram feridos, segundo a
chancelaria líbia. Uma israelense de 18 anos, chamda Lian Nasser, morreu, e uma
amiga dela ficou ferida, segundo a chancelaria israelense.
Dois indianos - um homem e uma mulher - também perderam a
vida, informou pelo Twitter a ministra das Relações Exteriores indiana, Sushma
Swaraj. Eram eles Abis Rizvi, filho de um ex-deputado indiano, e uma mulher,
chamada Khushi Shah.
Um jovem de 20 anos com dupla nacionalidade turca e belga
morreu, de acordo com o ministro belga de Relações Exteriores, Didier Reynders.
Quatro franceses ficaram feridos, segundo a secretária de Estado encarregada de
Ajuda às vítimas, Juliette Méadel. Três marroquinos ficaram feridos, segundo a
embaixada do Marrocos em Ancara, citada pela agência MAP.
Hipóteses de motivação
O ataque ainda não foi reivindicado, mas a Turquia foi alvo
de muitos atentados atribuídos ao grupo extremista Estado Islâmico ou
vinculados à rebelião separatista do Partido dos Trabalhadores do Curdistão
(PKK), que atingiram principalmente Istambul e Ancara.
Depois de um ano de 2016 sangrento, as autoridades turcas
haviam anunciado a mobilização de 17 mil policiais na metrópole por ocasião das
celebrações do Ano Novo.
Integrante da coalizão internacional que combate o grupo
Estado Islâmico na Síria e no Iraque, a Turquia iniciou em agosto uma ofensiva
no norte da Síria para repelir os extremistas e empurrá-los ao sul, mas também
contra as milícias curdas sírias.
Rebeldes sírios apoiados pelo exército turco cercam há
várias semanas a cidade de Al Bab, um reduto da Estado Islâmico no norte da
Síria. Em resposta a estas operações militares, o grupo Estado Islâmico ameaçou
em várias ocasiões fazer atentados contra a Turquia, que se tornou um dos
principais alvos dos extremistas.
Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em
Istambul, após ataque durante comemoração do Ano Novo
(Foto: Murat Ergin/Ihlas
News Agency via Reuters)
O local
A boate Reina é uma famosa casa noturna de Istambul,
localizada em Ortaköy, um bairro do distrito de Besiktas, no lado europeu da
cidade, frequentada por jovens ricos, famosos e turistas estrangeiros.
Além de pagar preços elevados, os clientes ainda devem
superar um duro filtro na entrada do local. As noites começam geralmente após a
meia-noite nesta casa noturna, que possui vários restaurantes e pistas de
dança, além de um bar central.
Trata-se de um lugar seleto, situado a poucas centenas de
metros do espaço onde ocorriam as principais celebrações do Ano Novo, às
margens do Bósforo. A casa noturna inaugurada em 2002 também é acessível por
barco diretamente a partir do estreito.
Atirador atacou frequentadores de casa noturna em Istambul,
na Turquia (Foto:
10 de dezembro: Quarenta pessoas morreram, 36 delas
policiais, e outras 150 ficaram feridas em um duplo
atentado em Istambul, ao lado do estádio de futebol do clube Besikta, um
dos mais populares da Turquia. O grupo radical curdo Falcões da Liberdade do
Curdistão (TAK) reivindicou a autoria do ataque.
24 de novembro: Pelo menos duas pessoas foram mortas e
33 ficaram feridas na explosão de um carro bomba perto da sede do governo
regional de Adana, no sul da Turquia.
4 de novembro: Uma explosão matou ao menos oito pessoas
e feriu outras 30 em Diyarbakir, a maior cidade da região de maioria curda na
Turquia. O incidente ocorreu horas após a prisão de membros da agremiação
política pró-curda Partido Democrático dos Povos (HDP).
16 de outubro: Um homem-bomba supostamente vinculado ao
Estado Islâmico se suicidou e matou outros três policiais em uma explosão
durante uma batida da polícia na cidade de Gaziantep, no sul do país. Um
segundo homem-bomba explodiu-se mais tarde durante buscas em uma residência no
distrito de Burak.
21 de agosto: A Turquia foi alvo do mais mortal atentado
do ano em seu território, quando um adolescente – de entre 12 e 14 anos,
segundo o presidente Recep Tayyip Erdogan – se explodiu na saída de um
casamento curdo, deixando ao menos 54 mortos, dos quais 29 crianças, e dezenas
de feridos.
17 e 18 de agosto: Três bombas foram detonadas em
cidades no leste da Turquia, nas províncias de Elazig, Van e Bitlis, deixando
ao menos 12 mortos e mais de 200 feridos. O primeiro-ministro turco, Binali
Yildirim, atribuiu os ataques ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
28 de junho: Três explosões atingiram o aeroporto
Atatürk, o principal de Istambul. Segundo autoridades da Turquia, o ataque foi
executado por três homens-bomba, deixando ao menos 45 mortos e quase 250
feridos. Horas após o atentado, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim,
disse que evidências apontam para a participação do grupo extremista
"Estado Islâmico" (EI) no ataque. Dezenas de pessoas foram presas.
7 de junho: Um carro estacionado no centro de Istambul
foi detonado por controle remoto durante a passagem de um ônibus que
transportava policiais. A explosão ocorreu durante a hora do rush no distrito
de Beyazit, o principal bairro turístico da metrópole turca. O governador de
Istambul, Vasip Sahin, afirmou que a explosão deixou pelo menos 11 mortos e 36
feridos. Um grupo ligado ao banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK)
assumiu autoria do ataque.
19 de março: Pelo menos cinco pessoas morreram e 36
ficaram feridas num atentado a bomba em Istambul, em uma movimentada zona de
pedestres no centro da metrópole turca, próximo à praça Taksim. Entre os mortos
encontra-se o autor da detonação. De acordo com o governo turco, o autor do
ataque era ligado ao "Estado Islâmico". O grupo, porém, não assumiu
autoria pelo ataque.
13 de março: Uma forte explosão abalou o centro da
capital turca, Ancara, deixando ao menos 37 mortos e mais de 120 feridos.
Fontes oficiais afirmam que a detonação partiu de um automóvel carregado de
explosivos. Um dia depois do ataque, o governo turco respondeu com ataques
aéreos a bases do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte
do Iraque. A autoria desse atentado foi reivindicada pelo grupo guerrilheiro
Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), uma dissidência mais radical do PKK.
17 de fevereiro: Ao menos 28 pessoas morreram e 61
ficaram feridas quando um carro-bomba foi jogado contra um comboio militar em
Ancara. O ataque, tratado pelo governo turco como um ato de terrorismo,
aconteceu na região central da capital, onde estão localizados o Parlamento e
diversos prédios oficiais. O grupo TAK assumiu responsabilidade pelo atentado.
O governo culpou o PKK.
12 de janeiro: Uma explosão causada por um homem-bomba
no centro histórico de Istambul, matou 12 turistas alemães próximo à famosa
Hagia Sophia. Na sequência do ataque, a polícia turca prendeu três cidadãos
russos na cidade de Antália. Eles teriam ligações com o "Estado
Islâmico".
Moscou dá adeus ao embaixador assassinado na Turquia
Andrei Karlov discursava em exposição dedicada à Rússia
quando foi alvejado
MUNDO HOMENAGEM HÁ 20 HORAS 22/12/2016
POR NOTÍCIAS AO MINUTO
A cerimônia fúnebre de despedida do embaixador russo está
marcada para esta quinta feira (22) na capital russa, Moscou.
O presidente do
país, Vladimir Putin, deverá estar presente. Andrei Karlov, embaixador russo na
Turquia, foi morto por um atirador em 19 de dezembro. O presidente adiou a
coletiva anual de imprensa que concederia nesta quinta-feira (22) para a
sexta-feira (23).
No momento do atentado, o embaixador Andrei Karlov estava
pronunciando um discurso de inauguração de uma exposição fotográfica dedicada à
Rússia. No meio da palestra, veio o primeiro disparo, que fez o embaixador cair
no chão.
Depois, vieram outros vários disparos, todos realizados por
um homem magro de terno e gravata, que tinha estado uns metros por trás de
Karlov.
Moscou imediatamente classificou o atentado como terrorista.
MINISTRO TURCO ALERTA PARA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
A ofensiva para libertar a cidade iraquiana de Mosul de
terroristas do Daesh (Estado Islâmico) pode servir de pretexto para o início de
uma nova e catastrófica guerra, declarou o vice-primeiro-ministro da Turquia,
Numan Kurtulmus; “A tentativa de transformar a operação para libertar Mosul de
terroristas do Daesh num pretexto para uma nova guerra, realizada por
terceiros, poderia gerar consequências catastróficas, incluindo a Terceira
Guerra", declarou
A ofensiva para libertar a cidade iraquiana de Mosul de
terroristas do Daesh (Estado Islâmico) pode servir de pretexto para o início de
uma nova e catastrófica guerra, declarou o vice-primeiro-ministro da Turquia,
Numan Kurtulmus.
“A tentativa de transformar a operação para libertar Mosul
de terroristas do Daesh num pretexto para uma nova guerra, realizada por
terceiros, poderia gerar consequências catastróficas, incluindo a Terceira
Guerra Mundial" – disse Kurtulmus.
Ele destacou que o futuro desta cidade está diretamente
ligado aos interesses da Turquia, assim como das cidades sírias de Aleppo e
Damasco.
“Os habitantes de países vizinhos são nossos amigos, irmãos,
parentes. Todos vivemos na mesma região. Ninguém tem o direito de impedir que a
Turquia se interesse pelos acontecimentos que acontecem em países vizinhos” –
afirmou o vice-primeiro-ministro.
Kurtulmus voltou a criticar a posição das autoridades
iraquianas que se opõem à presença de militares turcos no acampamento de
Bashiqa, ao norte do Iraque, próximo a Mossul.
"Hoje, o primeiro-ministro do Iraque está tentando
criticar a Turquia. Mas, antes de tudo, é preciso responder à pergunta de por
que a segunda maior cidade do Iraque foi entregue aos terroristas sem que um
tiro tivesse sido disparado. Por que, em todos esses anos, um plano de resgate
de Mossul não foi aceito? Por que os EUA e a comunidade internacional não levam
a sério a luta contra o Estado Islâmico" – frisou o político turco.
Em 16 de outubro de 2016, as Forças Armadas do Iraque,
juntamente com outros grupos armados, que incluem as formações curdas
peshmerga, iniciaram uma ofensiva
contra Mossul, considerada uma das duas "capitais" do grupo
terrorista Daesh (proibido na Rússia e em diversos países).
O Consulado Geral dos EUA em Istambul emitiu um alerta para cidadãos
americanos sobre possíveis ataques de extremistas na maior cidade da Turquia.
“Grupos extremistas mantêm esforços agressivos para realizar ataques contra
americanos e outros estrangeiros em Istambul. Esses ataques podem ser
premeditados ou podem acontecer sem o menor ou qualquer aviso e podem incluir
atentados com armas, tentativas de sequestro, explosões e outros atos de
violência” – diz o comunicado publicado no site oficial do Consulado Geral.
Em particular, a diplomacia dos EUA recomendou
aos seus cidadãos a evitar viagens para regiões do sudeste da Turquia, bem como
a locais próximos à fronteira turco-síria.
Forças iraquianas jogam panfletos sobre Mossul para avisar
sobre a ofensiva ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA 02:47 16.10.2016(atualizado 03:41 16.10.2016)
Forças iraquianas jogaram na manhã deste domingo milhares de
panfletos sobre Mossul para avisar a população sobre a grande ofensiva que está
sendo preparada para retomar a cidade do controle dos terrorista
"É a hora da vitória. É a hora de celebrar um Iraque livre do Daesh ou de
qualquer crença sombria. Estamos nos preparando —ara uma ação para
libertar Mossul e retomar a segurança e a estabilidade na região", dizem
os panfletos, segundo a CNN.
No material de quatro páginas, as autoridades pedem que os civis não
entrem em pânico e recomendam que eles evitem certas áreas da cidade e
permaneçam dentro de suas casas o máximo que puderem. Na noite do último
sábado, de acordo com a agência Anadolu, militares americanos deram início aos
ataques contra os militantes do Daesh em Mossul. Segundo informaram fontes
iraquianas à Sputnik, esses ataques eram parte da preparação para a ofensiva
maior, que começa neste domingo.
Sequestro em igreja da França termina com padre e 2
criminosos mortos
EFE Brasil14 horas atrás 26/07/2016
Foto: HO/http://ser-ta-paroisse.over-blog.org/AFP O
padre
assassinado, Jacques Hamel, tinha 84 anos e trabalhava há
dez na igreja
de Saint-Étienne-du-Rouvray.
Um sacerdote morreu decapitado nesta terça-feira,
após ser feito refém com mais pessoas em uma igreja de
Saint-Étienne-du-Rouvray, junto à cidade de Rouen, na Normandia, França. Os
dois criminosos foram mortos pela polícia.
Dois homens armados sequestraram o padre junto a duas
religiosas e dois fiéis quando era realizada uma missa matinal na igreja, pouco
antes das 9h45 local (4h45, em Brasília). Segundo uma das freiras, a
decapitação do padre foi filmada.
Outro homem que foi ferido está entre a vida e a morte,
segundo informou à imprensa o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry
Brandet.
O padre assassinado, identificado como Jacques Hamel, tinha
84 anos e trabalhava há dez nessa igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, onde era
muito apreciado pelos frequentadores, segundo o vigário geral da arquidiocese
de Roeun, Philippe Maheut.
Os dois homens que fizeram reféns eram "soldados
do (grupo jihadista) Estado Islâmico", segundo a agência "Amaq",
vinculada aos terroristas.
A agência afirmou que ambos sequestradores realizaram esta
operação, na qual mataram um sacerdote e acabaram mortos, "em resposta às
chamadas para atacar os países da coalizão cruzada", em alusão à aliança
internacional que ataca posições jihadistas no Iraque e Síria.
A seção antiterrorista da Promotoria de Paris assumiu hoje a
investigação e encomendou à Subdireção Antiterrorista (SDAT) e à direção geral
da Segurança Interior (DGSI) as tarefas de investigação do ocorrido, afirmou em
comunicado.
Uma terceira religiosa que conseguiu fugir deu a voz de
alarme às autoridades, que rodearam o templo com agentes do corpo de elite da
Brigada de Investigação e Intervenção (BRI) da Polícia, que mataram os
sequestradores quando estes saíam da igreja em circunstâncias que ainda não
foram esclarecidas.
Freira que fugiu de ataque em igreja diz que decapitação de
padre foi filmada
A freira que conseguiu fugir de uma igreja católica de
Saint-Étienne du Rouvray, na França, para alertar que dois homens haviam feito
reféns no local contou que os terroristas fizeram o padre se ajoelhar, o
decapitaram e filmaram o crime.
Em entrevista à emissora de rádio "RMC", a irmã
Danielle explicou que os assassinos ordenaram aos cinco religiosos que estavam
dentro da igreja para ficarem juntos. Apesar das súplicas dos reféns para que
não cometessem o assassinato, eles não hesitaram em nenhum momento.
Os homens forçaram o sacerdote Jacques Hamel, de 84 anos, a
se ajoelhar, e quando este tentou se defender, "começou o drama",
segundo a freira.
"Gravaram em vídeo. Fizeram uma espécie de sermão em
árabe em torno do altar. Foi horroroso", disse Danielle, que acrescentou
que conseguiu fugir no momento em que os homens atacaram o sacerdote e depois
pediu socorro a uma pessoa que passava de carro pela rua da igreja.
Em relação a Hamel, a freira lembrou que "era um padre
extraordinário".
O presidente da França, François Hollande, declarou que os
"dois terroristas, que disseram ser do Estado Islâmico", cometeram
"um covarde assassinato".
Um dos terroristas da igreja tinha sido fichado pela polícia
Um dos dois terroristas que mataram nesta terça-feira um
sacerdote em uma igreja em Saint-Étienne-du-Rouvray, junto à cidade de Rouen,
tinha sido fichado pela polícia e usava um bracelete eletrônico.
Segundo informou uma fonte judicial à emissora "France
Info", o homem, cuja identidade ainda não foi confirmada da mesma forma
que a de seu companheiro, tinha permissão para sair de casa de seus pais, onde
residia, entre 8h30 e 12h30 locais.
O terrorista teve a prisão preventiva decretada em 2015,
quando foi frustada na Turquia sua tentativa de se unir ao EI na Síria.
No entanto, em março deste ano ele ficou livre, controlado
desde então pelo bracelete eletrônico, acrescentou a fonte.
Um refugiado sírio de 27 anos detonou uma bomba caseira na
entrada de um festival de música na cidade de Ansbach, no Sul da Alemanha, e
morreu no atentado. Segundo as autoridades, ele já havia tentado cometer
suicídio antes e era conhecido da polícia.
Outras 12 pessoas ficaram feridas, três das quais em estado
grave, mas, segundo o secretário do Interior da Baviera, Joachim Herrmann,
nenhuma corre risco de vida. A explosão ocorreu por volta das 22h (hora local).
O homem tentou entrar, na noite deste domingo (24/07), com
uma mochila com explosivos no festival de música onde se encontravam 2.500
pessoas, mas foi impedido porque não tinha ingresso. Ele então detonou a bomba
caseira na entrada do festival.
Os explosivos que ele carregava tinham potencial para matar
muitas pessoas, disse Herrmann na madrugada desta segunda-feira. À agência de
notícias alemã dpa, o secretário do Interior da Baviera disse considerar
provável que se trate de um ataque com motivação islamista. As autoridades não
descartam se tratar de um ato terrorista.
As pessoas foram evacuadas das áreas próximas ao centro
histórico da cidade. Ansbach tem cerca de 40 mil habitantes e fica a 40
quilômetros da cidade de Nurembergue.
Motivos
Fornecido por Deutsche Welle Polícia isolou a área do
atentado em Ansbach
Segundo Herrmann, a motivação do homem-bomba ainda não foi
esclarecida. Ele chegou à Alemanha há dois anos e entrou com pedido de asilo. O
requerimento foi negado há um ano, e desde então o refugiado vivia no país com
status de "tolerado" (geduldet) em um abrigo na cidade de Ansbach. O
homem já havia tentado cometer suicídio duas vezes e havia sido internado em um
hospital psiquiátrico.
As autoridades querem agora determinar se se trata de
terrorismo islâmico. A polícia busca descobrir com quem o homem-bomba se
comunicou, disse o promotor Michael Berger a jornalistas. Com o homem os
investigadores encontraram um telefone celular, que está sendo analisado por
especialistas. As buscas no local do crime devem se estender pelos próximos
dias.
A explosão em Ansbach é o quarto ataque no sul da Alemanha
em menos de uma semana. Na última terça-feira (19/07), um rapaz afegão feriu a
golpes de faca e machado passageiros de um trem regional próximo à cidade de
Würzburg. Na sexta-feira (22/07), um jovem alemão de ascendência iraniana
atirou contra passantes na cidade de Munique, deixando nove mortos e 35
feridos. No sábado, dia anterior ao ataque em Ansbach, um refugiado sírio de 21
anos atacou passantes na cidade de Reutlingen, matando uma mulher e ferindo
outras duas pessoas.
Tiroteio em shopping de Munique deixa 10 mortos; suspeito se
matou
Reuters Por Joern
Poltz e Jens Hack 8 horas atrás
TIROTEIO DEIXA MORTOS EM SHOPPING NA ALEMANHA
Um tiroteio aconteceu no shopping center Olympia-Einkaufszentrum,
na cidade de Munique, na Alemanha, nesta sexta-feira, de acordo com um
porta-voz da polícia. Segundo o jornal local Münchner Abendzeitung, há pelo
menos 10 mortos e diversos feridos após o incidente. O autor do tiroteio é um
jovem alemão de origem iraniana de 18 anos, cujas motivações ainda "não
foram totalmente esclarecidas" - declarou o chefe da Polícia, Hubertus
Andra, em entrevista coletiva na manhã deste sábado (horário local).
Um tiroteio em um shopping center movimentado de Munique
nesta sexta-feira deixou 10 pessoas mortas, incluindo um possível atirador, no
terceiro ataque a civis nos últimos oito dias na Europa Ocidental e que
espalhou pânico na cidade alemã. O homem encontrado morto perto do local do
tiroteio se matou e era provavelmente o único atirador no ataque, disse um
porta-voz da polícia de Munique.
Mais cedo, a polícia tinha dito que estava procurando até
três suspeitos do ataque, citando relatos de testemunhas. Já na madrugada de
sábado (horário local), um porta-voz policial disse que agora considerava
provável que apenas um homem foi o responsável pelo tiroteio. Após os tiros,
autoridades recomendaram que as pessoas deixassem as ruas enquanto a cidade -a
terceira maior da Alemanha- estava sob bloqueio, com transporte parado e
rodovias interditadas. A cidade foi colocada sob estado de emergência, e a
polícia procurava pelos supostos suspeitos.
"Estamos dizendo ao povo de Munique que existem
atiradores em fuga que são perigosos", afirmou um porta-voz policial na
sexta-feira. "Estamos pedindo às pessoas para ficar em casa." Com
forças especiais pela cidade, algumas pessoas permaneceram escondidas no
shopping center Olympia, que a polícia disse ter sido esvaziado. "Muitos
tiros foram disparados, não posso dizer quantos, mas foi bastante", disse
um funcionário de loja escondido dentro do shopping.
Foi o terceiro grande ato de violência contra civis na
Europa Ocidental em oito dias. Ataques anteriores na França e na Alemanha foram
reivindicados pelo grupo militante Estado Islâmico. Um porta-voz da polícia
declarou que não havia nenhuma indicação imediata de que era um ataque
islamita, mas estava sendo tratado como um incidente terrorista. Sexta-feira é
também o aniversário de cinco anos do massacre de Anders Behring Breivik na
Noruega, em que ele matou 77 pessoas. Breivik é um herói para os militantes de
extrema-direita na Europa e na América.
Não houve reivindicação imediata de responsabilidade, mas
apoiadores do Estado Islâmico comemoraram nas redes sociais. "O Estado
islâmico está se expandindo na Europa", dizia um tuíte. O ataque ocorreu
cinco dias depois de um adolescente de 17 anos que pediu asilo na Alemanha
agredir passageiros de um trem com um machado. A polícia da Baviera o matou a
tiros após ele ferir quatro pessoas de Hong Kong e um morador local no trem
enquanto fugia. O Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque. O shopping
Olympia fica perto do Estádio Olímpico de Munique, onde o grupo militante
palestino Setembro Negro fez 11 atletas israelenses reféns durante os Jogos de
1972 e mais tarde os matou.
REUTERS/Michael Dalder Policiais na entrada da
principal estação de trem de Munique
Despreparado:
terrorismo do ministro da Justiça faz 20 mil cancelarem reservas para Rio 2016.
Novas informações da Operação Tabajara, ou Hashtag, da
Polícia Federal comandada pelo ministro da Justiça, Alexandre Moraes. Como já
suspeitávamos no
primeiro post, o ministro da Justiça mentiu, os “supostos” terroristas não
são terroristas – Operação Tabajara.
Novas evidências da Operação Tabajara – “terrorista”
preso pelo PF, não é terrorista, é professor de árabe
Paraná 247 – O juiz federal Marcos Josegrei da Silva,
titular da 14ª Vara Federal de Curitiba, deu uma coletiva de imprensa na tarde
desta quinta-feira 21 sobre sua decisão que resultou na prisão de dez suspeitos
que supostamente estariam planejando um ataque terrorista durante a Olimpíada
do Rio de Janeiro, em agosto.
Em sua fala, o magistrado contradisse o ministro interino da
Justiça, Alexandre de Moraes, que disse horas antes à imprensa que o líder do
grupo estava preso em Curitiba. “Essa questão da liderança, quero esclarecer
que foi uma leitura feita pelo ministro da Justiça”, disse o juiz, que reiterou
que os suspeitos não podem ser considerados “terroristas”.
“E há pessoas com manifestações menos incisivas, mais de
postagem de fotos. Dizer que tem uma liderança de uma organização piramidal,
isso eu não poderia dizer”, acrescentou o juiz. Josegrei da Silva disse
que “a investigação da Polícia Federal reuniu elementos suficientes para
justificar a medida preventiva com base na nova Lei Antiterrorismo do Brasil”,
mas que “não se pode dizer que essas pessoas são terroristas, que vão
cometer esses atos”.
“Mas tenho na minha frente pessoas que exaltam esses tipos
de condutas reprováveis pelo mundo civilizado. Embora não tenham organização
muito sólida, tendo esses elementos, sob ponto de vista legal está justificado
esse tipo de prisão preventiva”, explicou. “É preciso deixar bem claro o
seguinte: são afirmações por internet, que pessoas fazem por meios virtuais. As
prisões e as buscas buscam obter elementos que confirmem ou não isso. Nem tudo
que uma pessoa preconiza no meio virtual, ela vai realizar no real”, disse
ainda.
Segundo Moraes,
o grupo fez um “batismo” com o grupo extremista Estado Islâmico pela internet,
que seria em forma de juramento. Planejavam aprender artes marciais a 15 dias da
Olimpíada e queriam adquirir armas pela internet. O ministro interino admitiu
que os suspeitos eram desorganizados.
O suspeito preso pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul,
acusado de premeditar ato terrorista na Olimpíada e fazer juramento ao Estado
Islâmico, é um criador e vendedor de galinhas de raça no município de Morro
Redondo; ele confirmou à PF ter mantido conversas com desconhecidos pelo
Telegram, mas negou a intenção de praticar atentados; o pai dele afirmou que o
filho usava celular para receber encomendas de galinhas; nomes dos suspeitos
foram mantidos sob sigilo pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em
coletiva ontem sobre a operação
22 DE JULHO DE 2016 ÀS 10:30
Rio Grande do Sul 247 - O suspeito preso pela Polícia
Federal no Rio Grande do Sul, acusado de premeditar ato terrorista na Olimpíada
e de fazer juramento ao grupo Estado Islâmico, é um criador e vendedor de
galinhas de raça no município de Morro Redondo, no sul do estado.
Ele confirmou à PF ter mantido conversas com desconhecidos
pelo Telegram, aplicativo de conversas semelhante ao WhatsApp, mas negou a
intenção de praticar atentados. Segundo a investigação, ele e outros suspeitos
de várias partes do País aderiram ao EI.
O pai disse que o filho usava bastante o celular, para
receber encomendas de galinhas. Clientes iam até a propriedade da família para
buscar os animais criados pelo suspeito de envolvimento com o terrorismo.
"O pessoal sempre ligava para comprar as galinhas dele. Ele estava sempre
mexendo naquilo (celular)", contou.
Em conversas pelo chat, os suspeitos elogiaram os recentes
atentados em Nice e Orlando e falavam sobre praticar atos terroristas no Rio. E
discutiram a compra de armas.
O pai defendeu o filho. "Ele não é um bandido.
Simplesmente falou com a pessoa errada na hora errada. Passaram esse "zap
zap" aí. Ele, inocentemente, respondeu, achando que estava fazendo uma
grande coisa. É um idiota, foi aceitar conversar com um cara que nem conhece.
Ele nunca nos falou nada. Disse que estava conversando com amigos. O delegado
perguntou qual era o plano. Ele disse que não tinha plano nenhum, que não faria
atentado. Disse que foi respondendo às mensagens sem saber o que estava
acontecendo", disse, conforme relato do Globo.
A família, que é católica, mas não praticante, desconhece
que ele tenha adotado nome árabe. O pai disse acreditar na inocência do filho,
confessou estar envergonhado e com medo de perseguição à sua família. Ele
afirmou também que está decidido a retirar um outro filho da escola em Pelotas,
por temer represálias. "Vão apontar e dizer: aquele é o irmão do
terrorista. Estou morrendo de vergonha, nunca fiz nada de errado",
lamentou.
Um dos
acusados de planejar ataque terrorista durante a Rio 2016, Vitor Barbosa
Magalhães, de 23 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (21) pela Polícia
Federal.
Vitor se converteu ao islamismo em 2010, segundo informações
do Opera Mundi. Em 2012, ele passou 6 meses no Egito após receber convite para
estudar a língua e conhecer melhor a religião. Depois da temporada fora, Vítor
retornou para Guarulhos, onde vive com a esposa e dois filhos e trabalha na
funilaria do pai.
A esposa de Vitor, Larissa Rodrigues, 24 anos, afirma que
eles foram acordados na manhã desta quinta-feira (21) por cinco oficiais da
Polícia Federal. Os policiais possuíam mandados de busca e apreensão e também
de prisão. “Os mandados foram expedidos no endereço dos meus sogros, mas o
Vitor disse que não tinha nada a esconder e que os policiais podiam olhar a
casa”, disse a esposa.
Larissa afirmou ainda que Vitor não possuía Telegram e que
os grupos que o marido mantinha no Whatsapp eram sobre as aulas de árabe que
ele dá através do Youtube, usando o aplicativo para responder as dúvidas.
Contrariando a afirmação do ministro da Justiça Alexandre de
Moraes, que disse que o grupo planejava a compra de armas de grosso calibre
para os ataques, Larissa afirmou que o marido apenas possui arco e flecha em
casa por ser praticante do esporte.
A Polícia Federal prendeu dez pessoas na manhã desta
quinta-feira sob a acusação de envolvimento com supostos atentados terroristas
planejados para as Olimpíadas no Rio de Janeiro no próximo mês.
Publicado: 14 julho 2016
É
MANCHETE! - Especialista em Brasil
Força Nacional é obrigada a obedecer regras de bandidos no
Rio e choca o mundo
Após revelar atrasos nos pagamentos e más condições de
trabalho, seguranças fizeram novas revelações.
Força Nacional precisa obedecer regras de bandidos
Nesta quinta-feira, 14, o jornal Extra do Rio de Janeiro
publicou revelações chocantes sobre o trabalho realizado pelos agentes da Força Nacional. A matéria mostra a realidade do
Rio de Janeiro no esquema para os jogos olímpicos, onde os agentes são
obrigados até mesmo a obedecer a criminosos. Os soldados que são preparados
para combaterem até atentados terroristas são obrigados a se submeterem à
regras de milícias, que são grupos criminosos formados por policiais que se
estabelecem em comunidades carentes como justiceiros em um primeiro momento,
mas depois monopolizam algum tipo de serviço, como o de gás. Os policiais que
ajudam a fazer a segurança da tocha olímpica e dos atletas não podem, por
exemplo, entrar na chamada Gardênia Azul. Eles também foram impedidos de
colocarem internet em alojamentos do 'Minha Casa, Minha Vida'.
É lá que policiais e bombeiros estão morando durante esse
período dos jogos. As casas foram recém-inauguradas e já contam com inúmeros
problemas, como infiltrações. O trabalho dos agentes da Força Nacional se
tornou tão crítica que muitos, segundo uma reportagem da Revista Veja, já
pensam até em abandonar o serviço. Eles estão com os salários ainda do mês
passado atrasado. O governo informou que iria realizar o mais rápido possível o
pagamento. A rotina dos profissionais também é de espantar. Eles estão
trabalhando ininterruptamente durante horas, chegando à total estafa.
A milícia não permitiu que a Força Nacional instalasse
internet, pois já monopoliza na região o sinal de web e de TV a cabo na região.
Com isso, nenhuma empresa operadora pode chegar nos locais para fazer a
instalação. As que tentaram foram alvos de represálias e funcionários já se
negam até a obedecer as ordens dos patrões para fazer o serviço.
A denúncia choca o Brasil e o mundo, pois acontece a poucos
dias das Olimpíadas, um período que muita gente acreditou que as coisas fossem
se amenizar, mas o que se jé é justamente o contrário. Pelo visto, os bandidos
cariocas não tem medo de nada e de ninguém.
Foto: EPA Caminhão andou pelo menos 2km antes de ser
parados; para-brisa ficou marcado por balas.
Sete meses após os atentados em Paris, um novo ataque deixou
pelo menos 84 mortos em Nice, na França. As vítimas - muitas delas crianças -
participavam da comemoração da Queda da Bastilha, o feriado mais importante do
país.
A França está em estado de emergência desde os atentados de
novembro e a segurança está reforçada em todo o país. Serviços de inteligência
já haviam alertado para o risco de novos ataques.
Veja o que se sabe sobre o ataque até agora:
AFP Em Nice François Hollande afirmou que a luta da
França
"ainda será longa"
Estado grave
O presidente francês, François Hollande, afirmou nesta
sexta-feira que 50 pessoas feridas no ataque em Nice estão "entre a vida e
a morte".
Hollande visitou a cidade no litoral sul da França onde
recebeu as últimas informações sobre as investigações do ataque deixou 84
mortos.
Em uma entrevista, o presidente afirmou que entre as vítimas
estão franceses e estrangeiros e há várias crianças entre os mortos e
acrescentou que o ataque teve uma "natureza terrorista inegável".
Hollande visitou um dos hospitais onde as vítimas estão
internadas e afirmou que o ataque foi realizado para "satisfazer a
crueldade de um indivíduo, talvez um grupo".
Hollande continou a entrevista afirmando que as vítimas do
ataque e todos os envolvidos no incidente vão ficar traumatizados pelo resto da
vida e mesmo os que não ficaram feridos, ficarão marcados pelo que viram em
Nice.
Além disso o presidente francês também elogiou as forças de
segurança do país que conseguiram matar o motorista do caminhão.
Ele afirmou que eles investiram muito e se comprometeram,
respondendo a todas as exigências feitas desde 13 de novembro de 2015 - quando
atiradores e homens-bomba mataram 130 pessoas em uma série de ataques em Paris.
"Eu os saúdo e todos os outros envolvidos... o serviço
de inteligência, os envolvidos no processo de identificação."
Segundo o presidente a França está "enfrentando uma
luta que será longa".
Foto: AFP/Getty Images Milhares de pessoas haviam
se
reunido para assistir aos fogos em Nice.
Pânico em Nice
O pânico começou pouco após às 22h30 do horário local (17h30
no Brasil), logo após milhares de pessoas assistirem à queima de fogos na orla
de Nice no 14 de julho, o principal feriado na França, que celebra a Queda da
Bastilha.
Havia uma atmosfera de celebração e a multidão havia
assistido a uma demonstração da força aérea durante o evento.
Enquanto as famílias caminhavam pela famosa via Promenade
des Anglais, um grande caminhão branco avançou em alta velocidade em direção a
elas. O veículo subiu no meio-fio e depois voltou para a pista, fazendo um
zigue-zague por cerca de 2km enquanto o motorista avançava contra a multidão
deliberadamente.
BBC Mapa mostra rota de caminhão usado em
ataque em
Nice
Centenas de pessoas foram atropeladas. Após 2km, a polícia
finalmente conseguiu parar o caminhão perto do hotel de luxo Palais de la
Mediterranee.
"Eu estava no Palais de la Méditerranée quando vi um
caminhão em alta velocidade atropelando as pessoas. Vi com meus próprios olhos,
as pessoas tentaram parar o veículo", disse uma testemunha.
O atirador abriu fogo contra a multidão, de acordo com
relatos do local. A polícia atirou de volta e o motorista acabou sendo morto.
Imagens mostram o para-brisa e a parte da frente do caminhão
atingido por balas. Autoridades do Ministério do Interior disseram que o
atacante havia sido "neutralizado".
Até o momento, foram confirmadas 84 mortes entre elas dez
crianças.
Quem estava dirigindo o caminhão?
O motorista foi identificado como o franco-tunisiano Mohamed
Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, segundo promotor Francois Molins.
Molins informou que ele trabalhava como motorista e fazendo
entregas. Era casado e tinha filhos. Sua ex-mulher foi detida pela polícia.
Bouhlel já tinha sido alvo de investigações policiais por
conta de ameaças, uso de violência e furto cometidos por ele entre 2010 e 2016.
Em 24 de março deste ano, ele foi condenado a seis meses de
prisão por uma agressão com uso de arma em janeiro passado. O serviço secreto
francês disse não ter detectado sinais de que ele tivesse de radicalizado.
Arquivos digitais apreendidos e um celular encontrado no
caminhão estão sendo analisados.
De acordo com uma fonte do setor de segurança da Tunísia
consultada pelo serviço árabe da BBC e que pediu anonimato, Bouhlel é de uma
família que mora em Msaken, perto da cidade de Sousse, no litoral tunisiano.
Os pais de Bouhlel são divorciados e moram na França.
Ele costumava visitar a Tunísia com frequência, segundo a
fonte anônima, que acrescentou que a última visita ocorreu há oito meses.
Logo depois do ataque, os agentes de segurança em Nice
encontraram armas e uma granada dentro do caminhão, mas depois disseram que
elas eram falsas.
Os documentos de identidade de Bouhlel também foram
encontrados dentro do veículo, que teria sido alugado dois dias antes.
Vizinhos que moram no mesmo prédio onde Bouhlel vivia
afirmaram que ele não se relacionava com outras pessoas e nem respondia a
cumprimentos nos corredores do prédio.
Como as autoridades reagiram?
Logo após o incidente, ficou claro que muitas pessoas haviam
morrido, mas a escala do desastre não estava clara. Mortos e feridos foram
levados ao hospital Centre Hospitalier Universitaire de Nice.
Foto: Twitter Presidência informou que presidente
e primeiro
-ministro estavam em uma reunião de emergência.
Na área no entorno de
Nice, o alerta anti-terrorismo foi elevado para o nível mais alto.
O presidente François Hollande estava em visita a Avignon,
mas voltou para Paris, onde se uniu ao primeiro-ministro Manuel Valls em uma
reunião de emergência.
Quem está por trás do ataque?
Não demorou muito para o presidente Hollande dizer que
"a natureza terrorista do ataque não podia ser negada".
Os promotores anti-terrorismo em Paris iniciaram um
inquérito por homicídio e tentativa de homicídio como parte de um ataque
terrorista.
AFP Estado de alerta em Nice está em nível mais alto
Mais cedo, a agência de inteligência da França, o DGSI,
havia alertado para o risco de ataques de militantes islâmicos com
"veículos com armadilhas e bombas".
O grupo autodenominado Estado Islâmico não se
responsabilizou pelo ataque. Os militantes do EI atacaram a França diversas
vezes desde janeiro de 2015.
Horas antes do ataque em Nice, Hollande anunciou que o
estado de emergência na França chegaria ao fim no final do mês. Após o ataque,
ele anunciou que ele seria prolongado por três meses.
"Temos que fazer todo o possível para lutar contra este
tipo de ataque", disse o presidente. "Toda a França está sob ameaça
do Estado Islâmico."