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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

UNIÃO EUROPEIA REJEITA INTERVENÇÃO MILITAR E ISOLA TRUMP E BOLSONARO


UNIÃO EUROPEIA REJEITA INTERVENÇÃO MILITAR E ISOLA TRUMP E BOLSONARO

Escrito por Portal Click Política 26 de fevereiro de 2019

Resultado de imagem para bolsonaro e trump foto
Imagem do Google

A União Europeia posicionou-se na manhã desta segunda-feira (25) contra a intervenção militar na Venezuela, defendida pelo governo dos EUA, pelo governo da Colômbia e pelo clã Bolsonaro.

 “A posição da União Europeia neste contexto é muito clara: 
é preciso evitar a intervenção militar”, afirmou a porta-voz da diplomacia europeia, Maja Kocijancic.

Segundo a porta-voz, a União Europeia quer uma saída 
“pacífica, política e democrática” para a crise, o que “exclui a violência”, informa a HispanTV. 

Manifestada poucas horas da reunião do Grupo de Lima em Bogotá, a posição da União Europeia é ainda mais relevante. 

O “presidente autoproclamado” da Venezuela, Juan Guaidó, e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, compareceram ao encontro para pressionar, ao lado da Colômbia, 
para que a América Latina apoie a opção militar.

A posição da União Europeia é isola a tríplice aliança entre o governo americano (Trump), o colombiano (Duque) e o
clã Bolsonaro, que sequer representa a posição unificada do governo brasileiro. 

Enquanto Jair e seus filhos acompanham Trump e batem o tambor da guerra, com o sempre obediente Ernesto Araújo às ordens, 
os militares que comandam o governo rejeitam, segundo o vice-presidente Hamilton Mourão, uma intervenção no país vizinho.

A senha para a intervenção foi dada sábado por um Juan Guaidó derrotado depois que o projeto de invasão do território venezuelano com a fantasia de 
“ajuda humanitária” fracassou e Maduro sagrou-se vencedor do “Dia D”, como a extrema-direita denominou o dia 23 de fevereiro -e abandonou a denominação assim que sua derrota tornou-se clara.

Derrotado e isolado em seu país, Juan Guaidó, chefe da Assembleia Nacional da Venezuela apela diretamente ao império para que invada seu país. 

Por isso, foi qualificado por Maduro no sábado como “traidor”.


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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Deputado se arrepende de apoio dado a Bolsonaro, por importação de leite


Deputado se arrepende de apoio dado a Bolsonaro, por importação de leite

1 min ago Vídeo 09/02/2019


O presidente Jair Bolsonaro (PSL) criou sua própria guerra – a do ‘café sem leite’ — parodiando a Revolução de 1930 que eliminou a política do ‘café com leite’. 

Que o diga o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), arrependido do apoio dado ao capitão reformado do Exército.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar mineiro reclama da extinção de tarifas antidumping que o Brasil impunha sobre a importação de leite da União Europeia e da Nova Zelândia.

Para o tucano arrependido, a medida anunciada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, tira emprego dos produtores de leite brasileiros.

 “É um atentado contra a economia nacional”, denuncia.

O diabo é que os representantes do agronegócio apoiaram a eleição de Bolsonaro justamente pelas propostas liberais.

 Portanto, da perspectiva do laissez-faire, Guedes está certo e o deputado agroboy está equivocadíssimo.

Agora, do ponto de vista do fortalecimento do Estado e de políticas públicas, o governo Bolsonaro erra ao possibilitar a quebra de um setor produtivo em nome de um fetiche: 
a economia de mercado liberal.

“É visão rasteira de política econômica, vai prejudicar a cadeia leiteira no país, que é uma das mais importantes para a segurança alimentar e para sustentação da agricultura familiar. 

O leite gera renda para milhares de famílias, em especial nos 3 estados do Sul”, disse esta semana a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do PT.

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), também se manifestou acerca do polêmico tema. 

“Uma decisão de Bolsonaro e Paulo Guedes vai quebrar milhões de pequenos e médios produtores de leite no Brasil”, afirmou o petista cujo estado, o Rio Grande do Sul, é um dos maiores produtores de leite do país.

Uma decisão de Bolsonaro e Paulo Guedes vai quebrar milhões de pequenos e médios produtores de leite no Brasil.

Mas os responsáveis são TODOS os que ajudaram a eleger esse governo entreguista e antipovo que vai atacar a economia brasileira para garantir o lucro de multinacionais

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segunda-feira, 13 de março de 2017

Parlamentar britânico: Moscou tornou desejo dos cidadãos da Crimeia realidade

Parlamentar britânico: Moscou tornou 
desejo dos cidadãos da Crimeia realidade
EUROPA       03:23 13.03.2017(atualizado 03:45 13.03.2017) 
 Comício-concerto “Somos juntos” em homenagem a reunificação da Crimeia com a Rússia decorre na praça Vasilevsky Spusk, junto ao Kremlin em Moscou
© Sputnik/ Vladimir Astapkovich

O deputado conservador do Parlamento do Reino Unido, Richard Balfe, declarou que a reintegração da Crimeia no território russo refletiu a vontade do povo desta península.

"Há quase dez anos, os habitantes da península já tinham dito que queriam ser parte da Rússia. Mais tarde, Moscou tornou este desejo realidade e recuperou a Crimeia", disse Balfe, em uma entrevista ao jornal Izvestia.

O deputado está seguro de que o Brexit não afetará a posição de Londres em relação à Crimeia e que nos próximos anos o Reino Unido seguirá a política da União Europeia. 

Balfe frisou que reconhecer a Crimeia seria uma "decisão muito amigável" mas os políticos têm que tomar em conta os interesses do seu país.

Em março de 2014 os EUA, a União Europeia e alguns de seus aliados impuseram sanções contra a Rússia por seu envolvimento na crise da Ucrânia e o que qualificam de "anexação ilegal" da península, apesar de que a reintegração desta no território russo foi decidida em referendo realizado em 16 de março de 2014.

A chancelaria russa declarou em repetidas ocasiões que respeita e aceita a decisão dos eleitores, que expressaram de forma democrática e em plena conformidade com o direito internacional e a Carta da ONU sua vontade de reunificar-se com a Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que o tema de Crimeia está "definitivamente fechado".




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Ex-primeiro-ministro britânico diz que governo engana o povo com otimismo quanto ao Brexit

Ex primeiro-ministro britânico diz 
que governo engana o povo com 
otimismo quanto ao Brexit
23:51 27.02.2017  
Bandeiras da Grã-Bretanha e da União Europeia
© AFP 2016/ Daniel Leal-Olivas

O governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, está enganando o povo britânico quanto ao futuro do país no pós-Brexit, oferecendo-lhes uma visão mais otimista do que a realidade, disse John Major, que atuou no mesmo cargo entre 1990 e 1997.

Major acrescentou que a Grã-Bretanha poderia crescer "muito mais dependente" dos Estados Unidos depois de sair da União Europeia.

"Tenho observado com crescente preocupação como o povo britânico tem sido levado a esperar um futuro que parece ser irreal e excessivamente otimista… Os obstáculos são ignorados sem suas consequência, enquanto as oportunidades são infladas para além de qualquer expectativa razoável de entrega", disse ele, citado pela emissora BBC.

Em 8 de fevereiro, uma pesquisa YouGov mostrou que mais de 30 por cento dos cidadãos do Reino Unido atribuiu mais importância ao papel do Reino Unido nas relações com a União Europeia, em comparação com a importância da UE para o seu Estado. 

Segundo a mesma pesquisa, a maioria dos britânicos, ou 51%, espera que o Reino Unido e a União Europeia sejam parceiros iguais durante as negociações sobre os termos da Brexit.

primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, deverá ativar em breve o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, iniciando assim as negociações sobre a saída da União Européia em março.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Tchau Brasil, hola México: Rússia fecha acordo com mexicanos para importação de carne

Tchau Brasil,hola México:Rússia fecha acordo com mexicanos para importação de                               carne

02:52 16.02.2017
Produtos de Carne
© Sputnik/ Elizabeth Azarova

Em dezembro de 2012, o Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia limitou as exportações de carne do Brasil, Canadá, México e Estados Unidos, devido ao teor ractopamina, um aditivo de ração proibido usado para engorda do animal. 

Agora, os russos fecharam um acordo preliminar com os mexicanos para retomar as importações.

As partes têm negociado a retomada do envio de carne para a Rússia nos últimos anos.

"Espero que tudo isso seja decidido muito rápido, a minha visita à Rússia está sendo planejada, possivelmente para o final de abril, para reunir-se com o ministro da Agricultura [Alexander Tkachev]", disse o ministro da Agricultura mexicano, Jose Calzada Rovirosa, explicando que o acordo prevê a troca da carne mexicana seria trocada pelo trigo russo.

ractopamina é proibida em 160 países, incluindo nos Estados-Membros da União Aduaneira e da União Europeia. Em 2014, a Rússia impôs um embargo de alimentos a alguns produtos originários de países que o visaram com sanções, o que aproximou a relação com a América Latina.

No entanto, parte da carne brasileira segue proibida no Brasil e as negociações quanto ao desbloqueio e ao uso da substância restrita não tiveram novidades nos últimos tempos



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Presidente do Conselho Europeu diz que UE não pretende escalar tensões com a Rússia

Presidente do Conselho Europeu diz que UE não pretende escalar tensões com a Rússia
 © Sputnik/ Vladimir Sergeev
MUNDO 00:40 21.10.2016(atualizado 01:50 21.10.2016) 
Bandeiras da Rússia e da União Europeia
A União Europeia não pretende complicar as relações com a Rússia e está aberta para o diálogo, porém, precisa reagir às ações de Moscou, disse na noite desta quinta-feira o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

“A escalada das tensões com a Rússia não é o nosso objetivo", disse Tusk, acrescentando que o bloco "reage às ações da própria Rússia”. “Claro que a UE está sempre pronta para o diálogo, mas sem violar os seus próprios valores e princípios”, alegou o político europeu.

As relações entre a Rússia e o Ocidente estão tensas desde o golpe de Estado na Ucrânia, ocorrido em 2014. No final de julho do mesmo ano, a União Europeia e os EUA aprovaram sanções contra indivíduos e empresas russas, prejudicando sectores econômicos inteiros do país.
Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu
© AFP 2016/ EMMANUEL DUNAND
Tusk disse que líderes da UE condenaram as ações da Síria

 e da Rússia em Aleppo


Durante as últimas semanas, alguns líderes da UE tem sugerido a adoção de sanções contra a Rússia, em função da sua participação na crise síria. No entanto, essas hipotéticas propostas estão longe de serem um consenso no bloco. Assim, a declaração final da cúpula da UE em Bruxelas, realizada nesta quinta-feira, não contêm menções sobre eventuais sanções contra Rússia e Síria.

FONTE:  https://br.sputniknews.com/mundo/201610216601796-Tusk-UE-tensoes-Russia/

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Tusk disse que líderes da UE condenaram as ações da Síria e da Rússia em Aleppo

Tusk disse que líderes da UE condenaram as ações da Síria e da Rússia em Aleppo
 © AFP 2016/ EMMANUEL DUNAND
MUNDO 23:04 20.10.2016(atualizado 01:50 21.10.2016)
 
Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu
 O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, declarou que os líderes de países-membros da União Europeia condenaram as ações do exercito da Síria e das forças aéreas da Rússia em Aleppo e destacaram estarem prontos para quaisquer medidas em reação aos próximos passos de Damasco e Moscou no Oriente Médio.

Os EUA e outros países do Ocidente acusam Moscou e Damasco de realizar ataques aéreos contra população civil e contra as forças da oposição “moderada” na Síria. No entanto, até o presente momento nenhuma prova dessas afirmações foi apresentada. Síria e Rússia insistem estarem atacando somente os terroristas e acusam os EUA de descumprir o compromisso de separar as forças da oposição “moderada” das tropas de grupos terroristas.
Vladimir Putin e Angela Merkel
© AFP 2016/ KIRILL KUDRYAVTSEV
Merkel: UE só pensará em sanções contra Rússia se a intensidade

 de ataques em Aleppo permanecer a mesma


“Eles (os líderes) condenaram de modo enérgico os ataques do regime sírio e de seus aliados, inclusive da Rússia, contra a população civil de Aleppo. UE apela para o fim da violência e imediato cessar dos combates. Todas as possíveis opções de medidas serão avaliadas, se a violência continuar”, disse Tusk aos jornalistas após o fim do primeiro dia da cúpula da UE em Bruxelas. 

O anúncio foi feito no contexto da “pausa humanitária” que teve início em Aleppo na manhã desta quinta-feira, dia 20 de outubro. 
Ban Ki-moon abre a 70 sessão da Assembleia Geral da ONU
© AFP 2016/ TIMOTHY A. CLARY
Secretário-Geral da ONU elogia Rússia pelo cessar-fogo em Aleppo


As forças aeroespaciais da Rússia e as tropas do governo sírio não estão atacando os terroristas, para permitir a saída de civis e de combatentes da cidade, através dos assim denominados corredores humanitários. Atualmente, oito corredores humanitários para evacuação da cidade estão em funcionamento. Seis para civis e dois para combatentes. Segundo o ministério da Defesa da Rússia, todos os corredores estão sofreste constantes ataques praticados por militantes terroristas.

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, informou nesta quinta-feira que, por determinação do presidente Vladimir Putin, a “pausa humanitária” em Aleppo foi prorrogada por mais um dia. Damasco confirmou a prorrogação.


FONTE:  https://br.sputniknews.com/mundo/201610206601532-Tusk-UE-condena-Siria-Russia-Aleppo/

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Escócia dá 1º passo rumo a novo plebiscito sobre independência: Entenda o que isso significa

Escócia dá 1º passo rumo a novo plebiscito sobre independência: Entenda o que isso significa
13 outubro 2016  BBC   Brasil
 Nicola Sturgeon
Premiê Nicola Sturgeon disse que fará 'o que for necessário' para
 proteger interesses da Escócia

A premiê escocesa, Nicola Sturgeon, anunciou a realização, na próxima semana, de uma consulta sobre planos de realizar um segundo plebiscito sobre a independência do país em relação ao Reino Unido.
Sturgeon disse em conferência do Partido Nacional Escocês (SNP, na sigla em inglês), do qual é líder, que haverá publicação de uma lei de plebiscito, primeiro passo necessário para a nova votação.
No primeiro plebiscito, em 18 de setembro de 2014, o "não" venceu com 55% dos votos.
Mas o que motiva essa nova iniciativa e qual é seu significado? E qual é a probabilidade de a votação ser refeita tão pouco tempo depois da primeira?
Por que a premiê escocesa quer um novo plebiscito?
Sua origem está diretamente ligada à decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, conhecida como Brexit.
A Escócia rejeitou a medida por 62% a 38%, enquanto o "sim" venceu no Reino Unido como um todo, com 52% dos votos.
Em 24 de junho, o dia seguinte ao Brexit, Sturgeon disse que uma nova votação sobre a independência escocesa era "muito provável".
Ela defende que a Escócia tem o direito de escolher um caminho diferente se não for permitido ao país proteger seus interesses "dentro do Reino Unido".
 Apoiadores da independência escocesa marcham en Glasgow
No plesbiscito de 2014, o 'sim' pela independência perdeu, com 
45% dos votos

"Estou certa de que a Escócia terá a possibilidade de reconsiderar a questão da independência e fazê-lo antes de o Reino Unido sair da União Europeia - se isso for necessário para proteger os interesses de nosso país", afirmou Sturgeon.
"Então, posso confirmar hoje que uma Lei de Plebiscito de Independência será publicada para que seja feita uma consulta na próxima semana."
Sturgeon disse na mesma ocasião que os parlamentares do SNP serão contra o Brexit quando o assunto for votado pela Câmara dos Comuns no próximo ano e que eles trabalharão para convencer os membros de outros partidos a fazer o mesmo. "Não só pela Escócia, mas por todo o Reino Unido."
É uma posição unânime entre os líderes políticos da Escócia?
Sturgeon enfrenta a oposição de David Mundell, secretário de Estado escocês, que atua como representante do país na administração britânica e é o único integrante escocês do Partido Conservador, o mesmo da atual premiê britânica, Theresa May, no Parlamento do Reino Unido.
Mundell pediu que Sturgeon "comprometa seu governo a trabalhar construtivamente com o governo britânico para aproveitar as oportunidades que virão e não fazer a Escócia retroceder aos debates constitucionais divisivos do passado".
"Falar constantemente sobre um novo plebiscito de independência cria incerteza e prejudica a economia escocesa em um momento em que nosso crescimento é menor do que o do Reino Unido como um todo."
Quais são as chances do novo plebiscito ser realizado?
Uma consulta não significa que uma decisão sobre a realização da votação já esteja tomada nem que ela de fato será realizada, esclarece Brian Taylor, editor de política da BBC Escócia. "Não significa quase nada", diz Taylor.
Sturgeon não prometeu nem ameaçou que de fato levará à frente o plebiscito, destaca Sarah Smith, editora para Escócia da BBC News.
Ela ainda enfrenta alguns problemas. Pesquisas de opinião apontam que o apoio à independência quase não aumentou desde o plebiscito britânico que determinou a saída da União Europeia.
E as atuais circunstâncias econômicas, com a queda do preço do petróleo, são menos favoráveis do que há dois anos. "Sturgeon não vai se apressar para realizar uma votação que ela pode perder", afirma Smith.
Sturgeon reconheceu que, se houver uma nova votação, seria preciso trabalhar para convencer os cidadãos de que a independência seria benéfica, mas deixou claro que a opção ainda está sobre a mesa e que se está se preparando para isso caso acredite que o momento seja favorável.
"Não vejo um novo plebiscito ocorrendo em 2017, talvez em 2018", avalia Taylor. "Primeiro, os termos do Brexit precisam estar mais claros para que a independência tenha força como alternativa a isso."
Qual é a mensagem que o anúncio de Sturgeon envia para o governo britânico?
Houve na fala da premiê uma declaração muito mais significativa e que gerou poucos aplausos.
Sturgeon disse que seu governo fará propostas, que já estão sendo elaboradas, para manter o máximo possível de laços da Escócia com a União Europeia após o Brexit.
Isso ocorreria com a Escócia ainda parte do Reino Unido e não exigiria uma lei de plebiscito nem a independência. Mas demandaria conferir novos poderes ao Parlamento escocês - como a possibilidade de fechar acordos transnacionais.
"Em outras palavras, exigiria um Reino Unido mais flexível. Talvez conferindo à Escócia um status especial como o da Irlanda do Norte", diz Taylor.
 Theresa May
Anúncio de Stugeon foi interpretado como um alerta à premiê 
britânica, Theresa May

"Ela está desafiando (a premiê britânica) Theresa May a vislumbrar essa opção e a levá-la a sério, como parte das mudanças que ocorrerão com a saída da União Europeia."
Em resposta ao discurso de Sturgeon, a porta-voz de May disse que a premiê está "totalmente comprometida em se envolver com o povo escocês, entender seus interesses e garantir que, em meio à negociação da saída da União Europeia, sejam tomadas medidas em prol do Reino Unido".
Theresa May já havia feito uma declaração semelhante pouco depois da decisão favorável a deixar a União Europeia, quando prometeu "envolver totalmente" o governo escocês nas discussões de como se dará essa saída.
Nenhuma dessas discussões ocorreu até o momento, e Sturgeon teme não ser ouvida quando elas ocorrerem.
Seu discurso é um alerta sobre a possibilidade de recorrer ao novo plebiscito caso as preocupações da Escócia sejam ignoradas.

Afinal, não há recado mais claro do que dizer: "Se vocês pensam por um segundo que não estou sendo séria ao dizer que farei o que seja necessário para proteger os interesses da Escócia, pensem de novo".

domingo, 9 de outubro de 2016

Turquia diz que morte de dois suspeitos de terrorismo evita catástrofe

Turquia diz que morte de dois suspeitos de terrorismo evita catástrofe
 postado em 08/10/2016 09:01
 
A morte de um homem e uma mulher que detonaram os explosivos que carregavam neste sábado perto de Ancara, quando a polícia tentava detê-los depois de receber informações sobre um possível atentado, "evitou uma grande catástrofe", segundo a Turquia.
Não se sabe as circunstâncias exatas da explosão, mas tudo parece indicar que os dois suicidas detonaram artefatos explosivos, talvez preparados para fabricar carros-bomba, estima a agência pró-governamental Anatolia, acrescentando que os dois morreram.
Às 03h00 GMT (00h00 de Brasília), a polícia entrou em uma fazenda de Haymana, a 50 km de Ancara, onde os dois suspeitos estavam escondidos em uma cabana, segundo o gabinete do governador.
"Pouco depois que as forças de segurança ordenaram que se entregassem, dois terroristas, um homem e uma mulher, detonaram seus explosivos", disse o gabinete.
O governador de Ancara, Ercan Topaca, considerou provável que os dois tivessem vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Os agentes os procuravam depois de receber uma informação da província curda de Diyarbakir (sudeste), informou.
"O material utilizado, a fabricação e a maneira como foi preparado se parece um pouco com a do PKK", declarou o governador, citado pela Anatolia.
O PKK - uma organização considerada terrorista por Turquia, União Europeia e Estados Unidos - realiza há 32 anos uma insurreição contra o Estado turco no sudeste do país para obter a independência.
Depois de um cessar-fogo de dois anos, a violência foi retomada em 2015. O conflito começou em 1984 e desde então deixou mais de 40.000 mortos.
- "Uma grande catástrofe foi evitada" -
Um veículo foi encontrado no local dos incidentes com uma bandeira turca, e provavelmente seria usado como carro-bomba, segundo o governador.
"Uma grande catástrofe foi evitada. É provável que teriam atacado Ancara... Todos os indícios parecem acusar a organização terrorista PKK", declarou o ministro da Justiça, Bekir Bozdag, em uma entrevista à CNN-Turk.
O governador afirmou que o homem que detonou seus explosivos era proveniente de Bingol, uma cidade do leste da Turquia.
Os agentes encontraram um documento de identidade no local da explosão, disse o governador, segundo o qual uma terceira pessoa está sendo procurada.
Também foram apreendidos 200 quilos de nitrato de amônio, um material que pode ser usado para a fabricação de bombas, disse o gabinete do governador.
Na sexta-feira, um grupo radical próximo ao PKK, os Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), reivindicou um atentado contra um posto policial em Istambul que deixou na véspera dez feridos.

Há um ano, em 10 de outubro de 2015, Ancara sofreu um atentado islamita que deixou 103 mortos. Nunca foi reivindicado, mas as autoridades atribuem sua autoria ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).