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sábado, 29 de outubro de 2016

EUA retiram famílias de funcionários consulares da Turquia por ameaça

29/10/2016 20h39 - Atualizado em 29/10/2016 20h39
EUA retiram famílias de funcionários consulares da Turquia por ameaça
Governo afirma que grupos extremistas planejam atacar cidadãos americanos. Ordem se aplica somente a Istambul, e não a resto do país.
Da EFE
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Imagem do Google

As autoridades americanas decidiram retirar as famílias dos funcionários que trabalham no consulado de Istambul, segundo uma advertência publicada neste sábado (29) no site da embaixada dos Estados Unidos na Turquia.

"O Departamento de Estado atualiza sua advertência a respeito de viagens para refletir a decisão, tomada em 29 de outubro de 2016, de ordenar a saída dos familiares dos funcionários do consulado geral americano em Istambul", diz o texto.

A decisão foi tomada "com base em informações de segurança que indicam que há grupos extremistas que continuam com intensos esforços para atacar cidadãos americanos nas regiões de Istambul onde vivem ou que frequentam".

A nota acrescenta que, no entanto, "o consulado se mantém aberto e com todo o pessoal em seus postos", além de especificar que a decisão "se aplica ao consulado geral americano em Istambul, e não a outras legações diplomáticas na Turquia".

A nota não esclarece qual ideologia os grupos terroristas suspeitos de planejar estes ataques seguem, apesar de incluir uma advertência genérica para viagens às províncias do sudeste da Turquia, que vivem uma guerra civil entre a guerrilha curda esquerdista e as forças da ordem turcas.

A guerrilha curda não dirigiu ataques contra alvos norte-americanos, apesar de terem ocorrido atentados esporádicos de facções marxistas.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Os três pontos de Pútin e Erdogan

Os três pontos de Pútin e Erdogan
Presidentes da Rússia e da Turquia se encontraram em reunião paralela durante o Congresso Mundial Energético, na última segunda-feira (10) e assinaram documentos bilaterais relevantes. Foi o terceiro encontro entre os líderes após a derrubada do caça russo em novembro de 2015.
   President Tayyip Erdogan             
Síria, gasoduto e sanções foram discutidos por líderes. Foto:Reuters

Os presidentes da Rússia e da Turquia realizaram, na segunda-feira (10), seu terceiro encontro bilateral desde a derrubada de um caça Su-24 russo na fronteira síria, em novembro de 2015. A reunião resultou em acordos importantes, que a Gazeta Russa explica aqui:

1. Gasoduto Turkish Stream sairá do papel 
Um resultado importante da reunião foi a assinatura do acordo intergovernamental para a construção do gasoduto Turkish Stream.
O acordo foi negociado ainda em dezembro de 2014 e deveria ser uma alternativa ao projeto South Stream. Mas por motivos diversos (como barganhas nos valores, questões sobre as linhas do gasoduto, a piora significativa nas relações bilaterais depois do incidente com a aeronave russa, a especulação sobre o retorno do South Stream e a rejeição do Turkish Stream), a realização do projeto ficou no papel.
No encontro em Istambul, as partes conseguiram levar a cabo o acordo iniciado, assinando o acordo intergovernamental. Além disso, a Rússia e a Turquia chegaram a entendimentos sobre descontos em gás no âmbito do projeto.
"Dessa maneira, nos aproximamos da realização dos planos do presidente da Turquia de criar neste país um grande hub energético", ressaltou Pútin ao final do encontro.

2. Frutas turcas voltam às prateleiras russas
Outro problema importante na cooperação entre os países é a retirada das sanções econômicas unilaterais que Moscou impôs contra Ancara como represália após o incidente com o caça. Agora, o presidente Pútin anunciou que Moscou decidiu permitir novamente a entrada de produtos agrícolas turcos no mercado russo.
De acordo com ele, a decisão é mutuamente vantajosa. "A Rússia não produz tais produtos, e a entrada de produtos turcos pode resultar na queda dos preços, com a qual contamos", disse.
"Para os parceiros turcos, isso é, claramente, uma abertura do mercado russo", completou o presidente russo.
Pútin também relembrou que o volume de vendas desses produtos turcos no mercado russo no ano passado foi de US$ 500 milhões.

3. Amigos, amigos, a Síria à parte
Além das questões de cooperação econômica, outra que esteve na ordem do dia foi a Síria. Tanto para a Rússia, como para a Turqui, a crise síria continua a ser uma questão fundamental na política internacional.
Ambos os países estão envolvidos fisicamente no conflito sírio. A Rússia conduz uma operação militar aérea contra a organização terrorista EI (Estado Islâmico), enquanto a Turquia dá continuidade à operação "Escudo do Eufrates", no norte da Síria, onde defende áreas fronteiriças do EI - e dos curdos sírios que, de acordo com Ancara, estão ligados ao separatista Partido Dos Trabalhadores do Curdistão, que o governo turco combate desde 1984.
Mas as posições dos dois países diferem bastante: enquanto Moscou apoia o regime de Assad e executa ataques aéreos contra grupos antigovernamentais, a Turquia apoia as forças anti-Assad e considera o presidente como terrorista.
"A Rússia e a Turquia chegaram a um acordo sobre a condução da operação 'Escudo do Eufrates' durante a visita de Erdogan a São Petersburgo, ainda em agosto. Moscou não expressou quase nenhuma emoção durante o início da operação turca na Síria", ressalta o chefe da Centro de Estudos da Turquia Contemporânea, Iúri Mavachev.

Segundo o especialista, existe um acordo silencioso que estabelece que Moscou e Ancara não atrapalhem um o outro.
Durante a visita do presidente Pútin, ele foi confirmado e reforçado. "Os burocratas e a imprensa turca silenciam sobre a participação russa nos negócios de Aleppo. Eles receberam o seguinte comando: não temos nada com Aleppo, já que a Rússia nos deu o norte da Síria", diz Mavachev.
"O principal problema concreto sobre o qual o presidente Erdogan e o presidente Pútin acordaram acerca da crise síria foi a continuação de uma agenda positiva e negociações por meio de um mecanismo oficial direto de alto nível  e tríplice que foi estabelecido entre os ministros das Relações Exteriores, quadros de funcionários gerais e agências de inteligência. A situação em Aleppo, a crise humanitária na Síria e a diferenciação de grupos de oposição dos terroristas serão discutidos por meio desse mecanismo", diz o cientista político Kerim Khas, da Organização de Pesquisa Estratégica Internacional, instituição independente de Ancara.


Com a agência de notícias Tass e o jornal econômico RBC.

domingo, 31 de julho de 2016

Temer gastou R$ 328 mil em 3 dias de viagem oficial, com direito a duas Mercedes e seis BMW

31/7/2016 11:41
Temer gastou R$ 328 mil em 3 dias de viagem oficial, com direito a duas Mercedes e seis BMW
Documentos revelam gastos do interino em viagens oficiais quando era vice-presidente; Teve concerto em Nova York, fotógrafo exclusivo em Istambul e gasto de R$ 52 mil em três diárias de hotel

Telegramas produzidos por embaixadas brasileiras e divulgadas a partir da Lei de Acesso à Informação revelam detalhes sobre viagens internacionais caras, grandes comitivas e dinheiro extra para as viagens do então vice-presidente Michel Temer.

Os documentos, revelados pelo jornal Folha de S.Paulo, detalham os gastos de R$ 328 mil que o governo gastou em três dias de viagem oficial - sem contar despesas com aviões e diária dos servidores – do agora presidente interino a Istambul, a maior cidade da Turquia.

As mordomias custaram o trabalho de um fotógrafo turco exclusivo ao valor de US$ 944, o aluguel de duas salas no hotel para reuniões e entrevistas, no valor de US$ 4.000 e US$ 2.100. Tudo pago com “solicitações de recursos” pedidos pelo embaixador Marcelo Jardim ao Itamaraty, em Brasília, que precisou assumir os custos.

Mas o que mais chamou a atenção foi o aluguel dos veículos da comitiva, que incluiram duas Mercedes Benz, seis BMW, quatro vans Sprinter, dois Mondeo e um caminhão-baú para bagagens, tudo por US$ 21 mil. Já as três diárias em um quarto duplo no hotel Conrad saiu por US$ 16 mil (R$ 52 mil).

Entre 2011 e 2016, foram 15 viagens internacionais, incluindo uma a Nova York na qual o cônsul-geral do Brasil, Seixas Corrêa, precisou pedir US$ 45 mil (R$ 145 mil) ao Itamaraty para cobrir o aluguel na Peniel Limousine Service, por critério do menor preço. Uma de suas atividades foi ir a um concerto da Orquestra Filarmônica Bachiana no Lincon Center.

Outro lado

Ao jornal, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República informou que o então vice “sempre procurou economizar recursos públicos em seus deslocamentos ao exterior” com o intuito de trazer investimentos ao Brasil.

Link curto: http://brasileiros.com.br/i1cJY




Fonte: Revista Brasileiros

sábado, 23 de julho de 2016

Na Turquia, juízes pró-golpe de Estado vão para a cadeia. No Brasil, são heróis?

Na Turquia, juízes pró-golpe de Estado vão para a cadeia. No Brasil, são heróis?
julho 17, 2016 por esmael
 golpe_turquia
O presidente da Turquia Tayyip Erdogan determinou neste sábado (16) a prisão de 2.745 juízes e promotores, após a tentativa de golpe de Estado. Segundo o presidente turco, o clérigo Fethullah Gulen, uma espécie de Michel Temer de lá, que vive em um exílio auto-imposto nos EUA, estaria tentando criar uma “estrutura paralela” no judiciário e no exército para tentar derrubar o governo constitucional. Qualquer semelhança com o Brasil…
Turquia prende 2.745 juízes e promotores após golpe fracassado
ISTAMBUL (Reuters, via Brasil 247)
As autoridades da Turquia ordenaram neste sábado a prisão de 2.745 juízes e promotores, após a tentativa de golpe militar, disse a emissora NTV, à medida em que o governo segue com punições a suspeitos de seguirem o clérigo Fethullah Gulen, que mora nos Estados Unidos.
O presidente Tayyip Erdogan afirmou que os seguidores de Gulen estão por trás do golpe da sexta-feira à noite que tentou tirá-lo do poder.
Erdogan disse que o clérigo, que vive em um exílio auto-imposto nos EUA, está tentando criar uma “estrutura paralela” no judiciário e no exército para tentar derrubar o Estado, o que Gulen nega.

(Reportagem de Gulsen Solaker, Asli Kandemir e Ece Toksabay)