Ataque em Berlim deixa 12 mortos e cerca de 50 feridos
Jornal alemão informou que motorista era paquistanês
MUNDO ALEMANHA HÁ 23 HORAS 21/12/2016 POR NOTÍCIAS AO MINUTO
Um caminhão avançou sobre uma multidão que estava numa feira
de Natal em Berlim, na noite desta segunda-feira (19). De acordo com o último
balanço da polícia local, 12 pessoas morreram e 48 ficaram feridas, e parte
delas apresenta um quadro de saúde em estado crítico.
Segundo o G1, ainda não é claro o motivo do caminhão ter
invadido a área da feira, na praça Breitscheid. O ministro alemão do Interior
Thomas de Maizière não quer criar especulações, mas afirmou que muitos
elementos apontam para um atentado.
Um dos suspeitos de ser o motorista do caminhão foi preso.
Um polonês, passageiro do veículo, morreu no local. A polícia suspeita que o
caminhão tenha sido roubado na Polônia, em uma área de construção.
Embora a polícia não tenha informado a nacionalidade do
motorista, o jornal alemão “Welt” noticiou que o autor do ataque era
paquistanês.
Caminhoneiro está desaparecido
"Não temos contato com ele desde esta tarde. Não sei o
que acontece. É meu primo, o conheço desde criança", declarou Ariel
Zurawski, o proprietário da empresa a qual pertence o caminhão.
O gerente da empresa, Lukasz Wasik, disse que eles perderam
o contato com o caminhoneiro, de 37 anos, às 15h locais.
O motorista deveria
transportar a carga de produtos metalúrgicos da Itália para Berlim. "Não
sabemos o que aconteceu, se foi sequestrado, se está morto, não sabemos de nada.
Estamos muito preocupado com ele", contou.
O embaixador russo em Ancara, Andrei Karlov, foi assassinado
nesta segunda-feira por um jovem policial turco diante das câmeras, em uma cena
pavorosa.
As imagens mostram o autor dos disparos, Mevlüt Mert
Altintas, de terno, gravata e uma pistola na mão junto ao corpo do embaixador,
caído no chão com os braços abertos.
Imagem do Google
Antes de atirar, o policial se colocou discretamente atrás
de Karlov, durante a inauguração de uma exposição de fotos, como se fosse um
guarda-costas.
Imagem do Google
Segundo várias testemunhas, o policial de 22 anos atirou nas
costas do embaixador.
Em meio ao pânico das pessoas na galeria de arte, o policial
permaneceu tranquilo, completamente indiferente aos gritos, e revelou que agia
para vingar o drama da cidade síria de Aleppo.
Imagem do Google
Após matar o embaixador, "disse algo sobre Aleppo e
sobre uma vingança", declarou à AFP Hasim Kiliç, repórter do jornal
Hürriyet, que estava no local.
Também gritou "Alá Akbar" (Alá é Grande) e
conclamou em árabe os "que juraram lealdade à Jihad".
"Não esqueçam a Síria, não esqueçam Aleppo",
gritou em turco em duas ocasiões, constatou a AFP no vídeo do crime.
"Todos os que participam desta tirania prestarão
contas, um a um", diz o policial, membro das forças especiais em Ancara.
Imagem do Google
Imediatamente após os disparos, ocorridos às 19H05 (14H05
Brasília), policiais de uma delegacia próxima seguem para o local e trocam
tiros com o assassino.
Em seguida, chegam homens da força de intervenção especial
da polícia e o atacante é "neutralizado" pouco depois.
Fotos que circulam na Internet mostram Altintas no chão, com
o tórax crivado de balas.
Segundo o ministro do Interior, Süleyman Soylu, o embaixador
russo chegou ao hospital de Ancara às 19H53 (14H53), mas já não apresentava
sinais de vida.
Durante a noite, a polícia realizou uma batida na casa de
Altintas e deteve seus pais e sua irmã, no oeste da Turquia, para
interrogá-los.
O prefeito de Ancara, Melih Gökçek, sugeriu no Twitter que o
atirador pode estar ligado a Fethullah Gülen, o pregador islâmico residente nos
Estados Unidos que a Turquia acusa de orquestrar a tentativa de golpe de 15 de
julho.
Caminhão invade feira de Natal em Berlim e deixa mortos e
feridos
Segundo a polícia, há 12 mortos e 48 feridos; um suspeito
foi preso. Ainda não está claro por que o caminhão saiu da avenida em que
estava e entrou na área da feira.
Por G1
19/12/2016 17h34 Atualizado há 40 minutos
Um caminhão invadiu uma feira de Natal nesta segunda-feira
(19) em Berlim, na Alemanha. Segundo o último balanço da polícia, 12 pessoas
morreram e 48 feridos, alguns seriamente, foram levados a hospitais da cidade.
"Triste realidade. Hoje 12 pessoas perderam suas vidas
na #Breitscheidplatz. 48 estão, parte seriamente ferida, em hospitais",
afirmou a polícia cerca de cinco horas depois do primeiro balanço, que indicava
9 mortos e cerca de 50 feridos.
Ainda não está claro por que o caminhão saiu da avenida em
que estava e entrou na área da feira, que acontece na praça Breitscheid, perto
da avenida Kurfürstendamm, na parte Ocidental de Berlim.
A polícia informou que um suspeito de ser o motorista do
caminhão foi preso perto do local e que um passageiro do veículo, que era
polonês, morreu no local. O caminhão tinha placa polonesa e nele foram
encontradas vigas de aço. Suspeita-se que o veículo tenha sido roubado na
Polônia em um local de construção, disse a polícia.
O jornal “Welt” e a revista “Spiegel” noticiaram que o
motorista do caminhão é um paquistanês. Autoridades alemãs, no entanto, não
confirmam a informação.
Após a prisão do suspeito, a polícia informou que não havia
mais nenhuma situação de perigo na região da praça, mas cerca de uma hora
depois disse que estava checando "um item suspeito" numa rua ao lado
da praça
Pessoa ferida em invasão de caminhão em praça de Berlim é
transportada de ambulância de hospital (Foto: REUTERS/Fabrizio Bensch)
O ministro alemão do Interior disse que elementos apontam
para um ataque, mas que não quer especular. A Casa Branca repudiou o que
"parece ser um ataque terrorista" em Berlim.
Caminhoneiro desaparecido
O proprietário da empresa a qual pertence o caminhão que
entrou na praça Breitscheid, em Belim, disse à agência de notícias France
Presse, que o caminhoneiro que dirigia o veículo está desaparecido. "Não
temos contato com ele desde esta tarde. Não sei o que acontece. É meu primo, o
conheço desde criança", declarou Ariel Zurawski.
Lukasz Wasik, gerente da empresa, disse à AFP que perderam o
contato com o caminhoneiro de 37 anos às 15h locais. "Não sabemos o que
aconteceu, se foi sequestrado, se está morto, não sabemos de nada. Estamos
muito preocupado com ele", disse.
Segundo a empresa, o condutor transportava 25 toneladas de
produtos metalúrgicos vindos da Itália que seriam entregues em Berlim.
"Que tragédia e nós não temos nada a ver", acrescentou Wasik.
'Barulho forte'
Um vídeo postado pelo jornal "Berliner Morgenpost" em sua
página no Facebook mostra pessoas no chão, objetos destruídos no local
e o caminhão danificado.
O caminhão entrou na feira por volta das 20h locais (17h, no
horário de Brasília), quando muitos turistas e moradores faziam compras. A
praça fica ao pé da igreja Kaiser Wilheim, parcialmente destruída na Segunda
Guerra Mundial e mantida como memorial.
Viaturas da polícia e ambulâncias foram rapidamente para o
local, conforme uma grande operação de segurança se desdobrava. O prefeito
Michael Müller, que também está no local, disse que ainda não se sabe o motivo
da invasão.
Policiais isolam área em que caminhão entrou em feira de
Natal em Berlim, na Alemanha (Foto: REUTERS/Fabrizio Bensch)
A agência de notícias dpa afirma que foi informada pela
polícia que o caso está sendo tratado como um ataque. Mas a informação ainda
não foi confirmada oficialmente.
A polícia de Berlim pediu que os moradores fiquem em casa,
deixem as ruas da região livres e não espalhem rumores nem vídeos, para não
atrapalhar as investigações.
"Escutei um barulho forte e então fui em direção à
feira de Natal e vi muito caos... muitas pessoas feridas", disse Jan
Hollitzer, vice-editor do jornal "Berliner Morgenpost", à CNN.
"Foi realmente traumático."
"Estamos em luto e esperamos que os muitos feridos
recebam a ajuda necessária", disse o porta-voz da chanceler Angela Merkel,
Steffen Seibert, em sua conta no Twitter.
O episódio desta segunda em Berlim lembra o atropelamento na
França em julho, quando Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de origem tunisiana, jogou
um caminhão contra uma multidão reunida em Nice para observar os fogos em
comemoração ao dia da Bastilha, matando 86 pessoas. O ataque foi reivincado
pelo grupo Estado Islâmico.
Árvore de Natal é vista caída em rua de Berlim após invasão
de caminhão em mercado de Natal (Foto: REUTERS/Pawel Kopczynski)
Policiais isolam praça com feira de Natal em Berlim que foi
invadida por caminhão nesta segunda-feira (19) (Foto: REUTERS/Fabrizio Bensch)
Polícia de Berlim isola área em que caminhão invadiu feira
na capital alemã (Foto: REUTERS/Pawel Kopczynski)
Cobertor de resgate cobre corpo de vítima depois que
caminhão invadiu praça com feira de Natal nesta segunda-feira (19) na Alemanha
(Foto: REUTERS/Pawel Kopczynski)
A morte de um homem e uma mulher que detonaram os explosivos
que carregavam neste sábado perto de Ancara, quando a polícia tentava detê-los
depois de receber informações sobre um possível atentado, "evitou uma
grande catástrofe", segundo a Turquia.
Não se sabe as circunstâncias exatas da explosão, mas tudo
parece indicar que os dois suicidas detonaram artefatos explosivos, talvez
preparados para fabricar carros-bomba, estima a agência pró-governamental
Anatolia, acrescentando que os dois morreram.
Às 03h00 GMT (00h00 de Brasília), a polícia entrou em uma
fazenda de Haymana, a 50 km de Ancara, onde os dois suspeitos estavam
escondidos em uma cabana, segundo o gabinete do governador.
"Pouco depois que as forças de segurança ordenaram que
se entregassem, dois terroristas, um homem e uma mulher, detonaram seus
explosivos", disse o gabinete.
O governador de Ancara, Ercan Topaca, considerou provável
que os dois tivessem vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão
(PKK). Os agentes os procuravam depois de receber uma informação da província
curda de Diyarbakir (sudeste), informou.
"O material utilizado, a fabricação e a maneira como
foi preparado se parece um pouco com a do PKK", declarou o governador,
citado pela Anatolia.
O PKK - uma organização considerada terrorista por Turquia,
União Europeia e Estados Unidos - realiza há 32 anos uma insurreição contra o
Estado turco no sudeste do país para obter a independência.
Depois de um cessar-fogo de dois anos, a violência foi
retomada em 2015. O conflito começou em 1984 e desde então deixou mais de
40.000 mortos.
- "Uma grande catástrofe foi evitada" -
Um veículo foi encontrado no local dos incidentes com uma
bandeira turca, e provavelmente seria usado como carro-bomba, segundo o
governador.
"Uma grande catástrofe foi evitada. É provável que
teriam atacado Ancara... Todos os indícios parecem acusar a organização
terrorista PKK", declarou o ministro da Justiça, Bekir Bozdag, em uma
entrevista à CNN-Turk.
O governador afirmou que o homem que detonou seus explosivos
era proveniente de Bingol, uma cidade do leste da Turquia.
Os agentes encontraram um documento de identidade no local
da explosão, disse o governador, segundo o qual uma terceira pessoa está sendo
procurada.
Também foram apreendidos 200 quilos de nitrato de amônio, um
material que pode ser usado para a fabricação de bombas, disse o gabinete do
governador.
Na sexta-feira, um grupo radical próximo ao PKK, os Falcões
da Liberdade do Curdistão (TAK), reivindicou um atentado contra um posto
policial em Istambul que deixou na véspera dez feridos.
Há um ano, em 10 de outubro de 2015, Ancara sofreu um
atentado islamita que deixou 103 mortos. Nunca foi reivindicado, mas as
autoridades atribuem sua autoria ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).
Sequestro em igreja da França termina com padre e 2
criminosos mortos
EFE Brasil14 horas atrás 26/07/2016
Foto: HO/http://ser-ta-paroisse.over-blog.org/AFP O
padre
assassinado, Jacques Hamel, tinha 84 anos e trabalhava há
dez na igreja
de Saint-Étienne-du-Rouvray.
Um sacerdote morreu decapitado nesta terça-feira,
após ser feito refém com mais pessoas em uma igreja de
Saint-Étienne-du-Rouvray, junto à cidade de Rouen, na Normandia, França. Os
dois criminosos foram mortos pela polícia.
Dois homens armados sequestraram o padre junto a duas
religiosas e dois fiéis quando era realizada uma missa matinal na igreja, pouco
antes das 9h45 local (4h45, em Brasília). Segundo uma das freiras, a
decapitação do padre foi filmada.
Outro homem que foi ferido está entre a vida e a morte,
segundo informou à imprensa o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry
Brandet.
O padre assassinado, identificado como Jacques Hamel, tinha
84 anos e trabalhava há dez nessa igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, onde era
muito apreciado pelos frequentadores, segundo o vigário geral da arquidiocese
de Roeun, Philippe Maheut.
Os dois homens que fizeram reféns eram "soldados
do (grupo jihadista) Estado Islâmico", segundo a agência "Amaq",
vinculada aos terroristas.
A agência afirmou que ambos sequestradores realizaram esta
operação, na qual mataram um sacerdote e acabaram mortos, "em resposta às
chamadas para atacar os países da coalizão cruzada", em alusão à aliança
internacional que ataca posições jihadistas no Iraque e Síria.
A seção antiterrorista da Promotoria de Paris assumiu hoje a
investigação e encomendou à Subdireção Antiterrorista (SDAT) e à direção geral
da Segurança Interior (DGSI) as tarefas de investigação do ocorrido, afirmou em
comunicado.
Uma terceira religiosa que conseguiu fugir deu a voz de
alarme às autoridades, que rodearam o templo com agentes do corpo de elite da
Brigada de Investigação e Intervenção (BRI) da Polícia, que mataram os
sequestradores quando estes saíam da igreja em circunstâncias que ainda não
foram esclarecidas.
Freira que fugiu de ataque em igreja diz que decapitação de
padre foi filmada
A freira que conseguiu fugir de uma igreja católica de
Saint-Étienne du Rouvray, na França, para alertar que dois homens haviam feito
reféns no local contou que os terroristas fizeram o padre se ajoelhar, o
decapitaram e filmaram o crime.
Em entrevista à emissora de rádio "RMC", a irmã
Danielle explicou que os assassinos ordenaram aos cinco religiosos que estavam
dentro da igreja para ficarem juntos. Apesar das súplicas dos reféns para que
não cometessem o assassinato, eles não hesitaram em nenhum momento.
Os homens forçaram o sacerdote Jacques Hamel, de 84 anos, a
se ajoelhar, e quando este tentou se defender, "começou o drama",
segundo a freira.
"Gravaram em vídeo. Fizeram uma espécie de sermão em
árabe em torno do altar. Foi horroroso", disse Danielle, que acrescentou
que conseguiu fugir no momento em que os homens atacaram o sacerdote e depois
pediu socorro a uma pessoa que passava de carro pela rua da igreja.
Em relação a Hamel, a freira lembrou que "era um padre
extraordinário".
O presidente da França, François Hollande, declarou que os
"dois terroristas, que disseram ser do Estado Islâmico", cometeram
"um covarde assassinato".
Um dos terroristas da igreja tinha sido fichado pela polícia
Um dos dois terroristas que mataram nesta terça-feira um
sacerdote em uma igreja em Saint-Étienne-du-Rouvray, junto à cidade de Rouen,
tinha sido fichado pela polícia e usava um bracelete eletrônico.
Segundo informou uma fonte judicial à emissora "France
Info", o homem, cuja identidade ainda não foi confirmada da mesma forma
que a de seu companheiro, tinha permissão para sair de casa de seus pais, onde
residia, entre 8h30 e 12h30 locais.
O terrorista teve a prisão preventiva decretada em 2015,
quando foi frustada na Turquia sua tentativa de se unir ao EI na Síria.
No entanto, em março deste ano ele ficou livre, controlado
desde então pelo bracelete eletrônico, acrescentou a fonte.
Um refugiado sírio de 27 anos detonou uma bomba caseira na
entrada de um festival de música na cidade de Ansbach, no Sul da Alemanha, e
morreu no atentado. Segundo as autoridades, ele já havia tentado cometer
suicídio antes e era conhecido da polícia.
Outras 12 pessoas ficaram feridas, três das quais em estado
grave, mas, segundo o secretário do Interior da Baviera, Joachim Herrmann,
nenhuma corre risco de vida. A explosão ocorreu por volta das 22h (hora local).
O homem tentou entrar, na noite deste domingo (24/07), com
uma mochila com explosivos no festival de música onde se encontravam 2.500
pessoas, mas foi impedido porque não tinha ingresso. Ele então detonou a bomba
caseira na entrada do festival.
Os explosivos que ele carregava tinham potencial para matar
muitas pessoas, disse Herrmann na madrugada desta segunda-feira. À agência de
notícias alemã dpa, o secretário do Interior da Baviera disse considerar
provável que se trate de um ataque com motivação islamista. As autoridades não
descartam se tratar de um ato terrorista.
As pessoas foram evacuadas das áreas próximas ao centro
histórico da cidade. Ansbach tem cerca de 40 mil habitantes e fica a 40
quilômetros da cidade de Nurembergue.
Motivos
Fornecido por Deutsche Welle Polícia isolou a área do
atentado em Ansbach
Segundo Herrmann, a motivação do homem-bomba ainda não foi
esclarecida. Ele chegou à Alemanha há dois anos e entrou com pedido de asilo. O
requerimento foi negado há um ano, e desde então o refugiado vivia no país com
status de "tolerado" (geduldet) em um abrigo na cidade de Ansbach. O
homem já havia tentado cometer suicídio duas vezes e havia sido internado em um
hospital psiquiátrico.
As autoridades querem agora determinar se se trata de
terrorismo islâmico. A polícia busca descobrir com quem o homem-bomba se
comunicou, disse o promotor Michael Berger a jornalistas. Com o homem os
investigadores encontraram um telefone celular, que está sendo analisado por
especialistas. As buscas no local do crime devem se estender pelos próximos
dias.
A explosão em Ansbach é o quarto ataque no sul da Alemanha
em menos de uma semana. Na última terça-feira (19/07), um rapaz afegão feriu a
golpes de faca e machado passageiros de um trem regional próximo à cidade de
Würzburg. Na sexta-feira (22/07), um jovem alemão de ascendência iraniana
atirou contra passantes na cidade de Munique, deixando nove mortos e 35
feridos. No sábado, dia anterior ao ataque em Ansbach, um refugiado sírio de 21
anos atacou passantes na cidade de Reutlingen, matando uma mulher e ferindo
outras duas pessoas.
Tiroteio em shopping de Munique deixa 10 mortos; suspeito se
matou
Reuters Por Joern
Poltz e Jens Hack 8 horas atrás
TIROTEIO DEIXA MORTOS EM SHOPPING NA ALEMANHA
Um tiroteio aconteceu no shopping center Olympia-Einkaufszentrum,
na cidade de Munique, na Alemanha, nesta sexta-feira, de acordo com um
porta-voz da polícia. Segundo o jornal local Münchner Abendzeitung, há pelo
menos 10 mortos e diversos feridos após o incidente. O autor do tiroteio é um
jovem alemão de origem iraniana de 18 anos, cujas motivações ainda "não
foram totalmente esclarecidas" - declarou o chefe da Polícia, Hubertus
Andra, em entrevista coletiva na manhã deste sábado (horário local).
Um tiroteio em um shopping center movimentado de Munique
nesta sexta-feira deixou 10 pessoas mortas, incluindo um possível atirador, no
terceiro ataque a civis nos últimos oito dias na Europa Ocidental e que
espalhou pânico na cidade alemã. O homem encontrado morto perto do local do
tiroteio se matou e era provavelmente o único atirador no ataque, disse um
porta-voz da polícia de Munique.
Mais cedo, a polícia tinha dito que estava procurando até
três suspeitos do ataque, citando relatos de testemunhas. Já na madrugada de
sábado (horário local), um porta-voz policial disse que agora considerava
provável que apenas um homem foi o responsável pelo tiroteio. Após os tiros,
autoridades recomendaram que as pessoas deixassem as ruas enquanto a cidade -a
terceira maior da Alemanha- estava sob bloqueio, com transporte parado e
rodovias interditadas. A cidade foi colocada sob estado de emergência, e a
polícia procurava pelos supostos suspeitos.
"Estamos dizendo ao povo de Munique que existem
atiradores em fuga que são perigosos", afirmou um porta-voz policial na
sexta-feira. "Estamos pedindo às pessoas para ficar em casa." Com
forças especiais pela cidade, algumas pessoas permaneceram escondidas no
shopping center Olympia, que a polícia disse ter sido esvaziado. "Muitos
tiros foram disparados, não posso dizer quantos, mas foi bastante", disse
um funcionário de loja escondido dentro do shopping.
Foi o terceiro grande ato de violência contra civis na
Europa Ocidental em oito dias. Ataques anteriores na França e na Alemanha foram
reivindicados pelo grupo militante Estado Islâmico. Um porta-voz da polícia
declarou que não havia nenhuma indicação imediata de que era um ataque
islamita, mas estava sendo tratado como um incidente terrorista. Sexta-feira é
também o aniversário de cinco anos do massacre de Anders Behring Breivik na
Noruega, em que ele matou 77 pessoas. Breivik é um herói para os militantes de
extrema-direita na Europa e na América.
Não houve reivindicação imediata de responsabilidade, mas
apoiadores do Estado Islâmico comemoraram nas redes sociais. "O Estado
islâmico está se expandindo na Europa", dizia um tuíte. O ataque ocorreu
cinco dias depois de um adolescente de 17 anos que pediu asilo na Alemanha
agredir passageiros de um trem com um machado. A polícia da Baviera o matou a
tiros após ele ferir quatro pessoas de Hong Kong e um morador local no trem
enquanto fugia. O Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque. O shopping
Olympia fica perto do Estádio Olímpico de Munique, onde o grupo militante
palestino Setembro Negro fez 11 atletas israelenses reféns durante os Jogos de
1972 e mais tarde os matou.
REUTERS/Michael Dalder Policiais na entrada da
principal estação de trem de Munique
Internacional17/7/2016 às 18h32 (Atualizado em 17/7/2016 às 18h32)
Obama chama 'ataque' a policiais de 'covarde'; o que se sabe
até agora
Troca de tiros em Baton Rouge deixou três policiais e um
suspeito mortos
Moradores de Baton Rouge, capital da Louisiana, foram
alertados
para ficar dentro de casa após o incidenteBBC Brasil
Em pouco mais de uma semana, os Estados Unidos presenciaram
mais um tiroteio que teve policiais como alvo. Depois de cinco policiais terem
sido mortos por franco-atiradores em Dallas no dia 8 de julho, neste domingo
(17) três oficiais morreram após tiroteio em Baton Rouge, capital da Louisiana.
Os tiros aconteceram de manhã e um dos suspeitos de ter
atirado nos policiais também foi morto. Outros três oficiais ficaram feridos.
O presidente Barack Obama condenou
o que chamou de "ataque covarde" contra policiais em serviço.
Os moradores da região foram alertados para ficar dentro de
casa após o incidente.
A mesma cidade havia sido palco do caso polêmico em que
Alton Sterling, um homem negro que vendia CDs em frente a uma loja de
conveniência, foi morto por policiais que alegaram que ele estava armado.
Veja o que se sabe até agora sobre o tiroteio em Baton
Rouge.
O que aconteceu?
Ainda não há detalhes sobre o que exatamente aconteceu no
momento da troca de tiros, mas policiais locais relatam que três agentes foram
mortos a tiros e outros três ficaram feridos depois de um tiroteio que
aconteceu perto da sede da polícia na cidade de Baton Rouge.
A porta-voz da polícia falou ao canal de TV WAFB TV que o
incidente aconteceu perto de 9h da manhã, horário local.
Algumas imagens feitas por celulares mostram carros de polícia chegando na
intersecção de duas ruas. Depois disso, foi possível ouvir vários tiros.
O morador da região James Ikerd disse que acordou com o
barulho da troca de tiros. "Nós vimos carros de policiais correndo para
lá".
"Eles estão dizendo a todo mundo para ficar longe
daquela área, eles bloquearam completamente a entrada do bairro onde eu
moro", contou.
Quem foram os autores dos tiros nos policiais?
Ainda não se sabe quem atirou, mas segundo a polícia local,
um dos suspeitos foi morto na troca de tiros.
Algumas testemunhas disseram que viram um homem atirando
indiscriminadamente.
Outra alegou ter visto um dos autores dos tiros usando uma
máscara preta e roupas com estilo militar.'
Qual é o contexto do tiroteio?
O incidente acontece em meio a uma série de tensões no país
entre a comunidade negra e a polícia.
Na mesma cidade, Alto Sterling foi morto pela polícia em um
episódio que gerou polêmica e protestos - os policiais alegavam que ele estava
armado, mas o homem teria levado vários tiros mesmo imobilizado pelos oficiais.
Depois de Sterling, outro caso gerou polêmica - a morte de
Philando Castile em Minnesota com quatro tiros no braço ganhou notoriedade
porque sua namorada fez uma transmissão ao vivo no Facebook para mostrar o
homem baleado por um policial após o casal ter sido parado pelos agentes por
causa de um farol queimado no carro.
Desde então, protestos organizados pelo movimento Black
Lives Matter aconteceram em diversos Estados do país.
Além disso, na mesma semana, cinco policiais foram mortos em
Gallas por franco-atiradores - um deles, que foi morto após o tiroteio, chegou
a dizer, segundo os policiais, que "queria matar agentes brancos".
Repercussão
O presidente Barack Obama não deu entrevista coletiva sobre
o incidente deste domingo, mas divulgou uma nota condenando o que chamou de
"ataque covarde contra policiais".
"Eu condeno, no sentido mais forte da palavra, o ataque
contra a aplicação da lei em Baton Rouge. Pela segunda vez em 2 semanas,
policiais que colocam sua vida em risco por nós todos os dias estavam
trabalhando quando foram mortos em um ataque covarde", afirmou o
presidente.
"Não sabemos ainda o motivo desse ataque, mas quero
deixar algo claro aqui: nao existe justificativa para violência desse tipo.
Nenhuma. Esses ataques são de covardes que não representam ninguém."
O candidato republicano à Presidência, Donald Trump, também
se manifestou sobre o caso por meio de seu Twitter.
"Estamos tentando combater o Estado Islâmico e nosso próprio povo está
matando nossa polícia. Nosso país está dividido e fora de controle. O mundo
está vendo isso."
'Não tinha mais vaga nos hospitais', diz brasileiro ferido
em ataque de Nice
Anderson Happel foi atingido pelo para-choque de caminhão de
atentado.
Em estado de choque, ele diz que viu crianças e adultos mortos no chão.
Flávia MantovaniDo G1, em São Paulo
O brasileiro Anderson Happel, que foi ferido pelo caminhão
do
atentado de Nice; à dir., a perna ensanguentada dele (Foto:
Arquivo
pessoal/Anderson Happel)
O brasileiro Anderson Happel, que mora em Nice, tomou
quatro calmantes e diversos analgésicos para aguentar a dor e o estado de
choque nesta noite de quinta-feira (14). Ele é um dos feridos no atentado em
que um caminhão atropelou e matou mais de 70 pessoas na cidade francesa durante
uma festa na rua.
O caos foi tão grande e os hospitais estão tão lotados que
Anderson ainda não conseguiu saber o que aconteceu com sua perna, que está toda
ensanguentada e dolorida. Só disseram que ele deve ficar sem andar por um mês e
pediram que volte no dia seguinte para fazer raio-X para ver o que precisa ser
feito.
Ele conta que foi com a irmã ver os fogos da Festa da
Bastilha quando viu o caminhão se aproximando devagar. De repente, o veículo
aumentou a velocidade e “foi passando por cima de todos os que estavam na
frente”.
“Empurrei a minha irmã e quando fui tentar correr, o
para-choque bateu na minha perna esquerda e caí do outro lado. Todo mundo
corria em pânico, chorando", diz. E continua, com a voz trêmula:
"Tinha muita criança morta e as mães pedindo a Deus para elas voltarem a
viver. Vi muita gente morta, isso me deixou em estado de choque.”
Pessoas em volta ajudaram a tirar Anderson do meio da
avenida, já que ele estava sendo pisoteado no meio da situação de pânico. Ele
ouviu três tiros, até que o caminhão parou.
Como o hospital não tinha mais lugar para receber pacientes,
Anderson foi transferido para um posto de atendimento emergencial montado na
própria avenida onde aconteceu o atentado. “Os corpos dos mortos ainda estavam
no chão, porque a prioridade era atender os feridos”, diz.
Natural de Fortaleza, o técnico em enfermagem de 24 anos
mora em Nice há cinco anos. Ele disse que os moradores da cidade esperavam que
houvesse atentado durante a Eurocopa, que terminou no último domingo (10).
“Esse ataque pegou todo mundo de surpresa”, afirma.