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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Reino Unido irá monitorar violações dos direitos humanos no Golfo Pérsico

Reino Unido irá monitorar violações dos direitos humanos no Golfo Pérsico 
© AP Photo/ Parliamentary Recording Unit
MUNDO 21:55 31.10.2016(atualizado 22:38 31.10.2016)
Parlamento do Reino Unido

O parlamento britânico anunciou nesta segunda-feira a formação de um grupo especial para tratar dos abusos aos direitos humanos cometidos no Golfo Pérsico, segundo afirmou a deputada Margaret Ferrier, do Partido Nacional Escocês.

"O novo grupo parlamentar irá tratar das crescentes preocupações em torno das violações dos direitos humanos nos Emirados Árabes e em outros países do Golfo", diz um comunicado publicado pela Campanha Internacional pela Liberdade nos Emirados Árabes Unidos (ICFUAE). 

O anúncio foi feito durante um seminário organizado pela Anistia Internacional com foco na prática adotada por alguns países da região de retirar a nacionalidade de ativistas políticos como punição. Os laços estreitos que o governo britânico mantém com esses Estados têm levantado uma série de preocupações éticas no Reino Unido ao longo dos últimos meses justamente por conta das inúmeras alegações de irregularidades cometidas por esses parceiros.

FONTE:  https://br.sputniknews.com/mundo/201610316691026-uk-direitos-humanos-golfo/

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Escócia dá 1º passo rumo a novo plebiscito sobre independência: Entenda o que isso significa

Escócia dá 1º passo rumo a novo plebiscito sobre independência: Entenda o que isso significa
13 outubro 2016  BBC   Brasil
 Nicola Sturgeon
Premiê Nicola Sturgeon disse que fará 'o que for necessário' para
 proteger interesses da Escócia

A premiê escocesa, Nicola Sturgeon, anunciou a realização, na próxima semana, de uma consulta sobre planos de realizar um segundo plebiscito sobre a independência do país em relação ao Reino Unido.
Sturgeon disse em conferência do Partido Nacional Escocês (SNP, na sigla em inglês), do qual é líder, que haverá publicação de uma lei de plebiscito, primeiro passo necessário para a nova votação.
No primeiro plebiscito, em 18 de setembro de 2014, o "não" venceu com 55% dos votos.
Mas o que motiva essa nova iniciativa e qual é seu significado? E qual é a probabilidade de a votação ser refeita tão pouco tempo depois da primeira?
Por que a premiê escocesa quer um novo plebiscito?
Sua origem está diretamente ligada à decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, conhecida como Brexit.
A Escócia rejeitou a medida por 62% a 38%, enquanto o "sim" venceu no Reino Unido como um todo, com 52% dos votos.
Em 24 de junho, o dia seguinte ao Brexit, Sturgeon disse que uma nova votação sobre a independência escocesa era "muito provável".
Ela defende que a Escócia tem o direito de escolher um caminho diferente se não for permitido ao país proteger seus interesses "dentro do Reino Unido".
 Apoiadores da independência escocesa marcham en Glasgow
No plesbiscito de 2014, o 'sim' pela independência perdeu, com 
45% dos votos

"Estou certa de que a Escócia terá a possibilidade de reconsiderar a questão da independência e fazê-lo antes de o Reino Unido sair da União Europeia - se isso for necessário para proteger os interesses de nosso país", afirmou Sturgeon.
"Então, posso confirmar hoje que uma Lei de Plebiscito de Independência será publicada para que seja feita uma consulta na próxima semana."
Sturgeon disse na mesma ocasião que os parlamentares do SNP serão contra o Brexit quando o assunto for votado pela Câmara dos Comuns no próximo ano e que eles trabalharão para convencer os membros de outros partidos a fazer o mesmo. "Não só pela Escócia, mas por todo o Reino Unido."
É uma posição unânime entre os líderes políticos da Escócia?
Sturgeon enfrenta a oposição de David Mundell, secretário de Estado escocês, que atua como representante do país na administração britânica e é o único integrante escocês do Partido Conservador, o mesmo da atual premiê britânica, Theresa May, no Parlamento do Reino Unido.
Mundell pediu que Sturgeon "comprometa seu governo a trabalhar construtivamente com o governo britânico para aproveitar as oportunidades que virão e não fazer a Escócia retroceder aos debates constitucionais divisivos do passado".
"Falar constantemente sobre um novo plebiscito de independência cria incerteza e prejudica a economia escocesa em um momento em que nosso crescimento é menor do que o do Reino Unido como um todo."
Quais são as chances do novo plebiscito ser realizado?
Uma consulta não significa que uma decisão sobre a realização da votação já esteja tomada nem que ela de fato será realizada, esclarece Brian Taylor, editor de política da BBC Escócia. "Não significa quase nada", diz Taylor.
Sturgeon não prometeu nem ameaçou que de fato levará à frente o plebiscito, destaca Sarah Smith, editora para Escócia da BBC News.
Ela ainda enfrenta alguns problemas. Pesquisas de opinião apontam que o apoio à independência quase não aumentou desde o plebiscito britânico que determinou a saída da União Europeia.
E as atuais circunstâncias econômicas, com a queda do preço do petróleo, são menos favoráveis do que há dois anos. "Sturgeon não vai se apressar para realizar uma votação que ela pode perder", afirma Smith.
Sturgeon reconheceu que, se houver uma nova votação, seria preciso trabalhar para convencer os cidadãos de que a independência seria benéfica, mas deixou claro que a opção ainda está sobre a mesa e que se está se preparando para isso caso acredite que o momento seja favorável.
"Não vejo um novo plebiscito ocorrendo em 2017, talvez em 2018", avalia Taylor. "Primeiro, os termos do Brexit precisam estar mais claros para que a independência tenha força como alternativa a isso."
Qual é a mensagem que o anúncio de Sturgeon envia para o governo britânico?
Houve na fala da premiê uma declaração muito mais significativa e que gerou poucos aplausos.
Sturgeon disse que seu governo fará propostas, que já estão sendo elaboradas, para manter o máximo possível de laços da Escócia com a União Europeia após o Brexit.
Isso ocorreria com a Escócia ainda parte do Reino Unido e não exigiria uma lei de plebiscito nem a independência. Mas demandaria conferir novos poderes ao Parlamento escocês - como a possibilidade de fechar acordos transnacionais.
"Em outras palavras, exigiria um Reino Unido mais flexível. Talvez conferindo à Escócia um status especial como o da Irlanda do Norte", diz Taylor.
 Theresa May
Anúncio de Stugeon foi interpretado como um alerta à premiê 
britânica, Theresa May

"Ela está desafiando (a premiê britânica) Theresa May a vislumbrar essa opção e a levá-la a sério, como parte das mudanças que ocorrerão com a saída da União Europeia."
Em resposta ao discurso de Sturgeon, a porta-voz de May disse que a premiê está "totalmente comprometida em se envolver com o povo escocês, entender seus interesses e garantir que, em meio à negociação da saída da União Europeia, sejam tomadas medidas em prol do Reino Unido".
Theresa May já havia feito uma declaração semelhante pouco depois da decisão favorável a deixar a União Europeia, quando prometeu "envolver totalmente" o governo escocês nas discussões de como se dará essa saída.
Nenhuma dessas discussões ocorreu até o momento, e Sturgeon teme não ser ouvida quando elas ocorrerem.
Seu discurso é um alerta sobre a possibilidade de recorrer ao novo plebiscito caso as preocupações da Escócia sejam ignoradas.

Afinal, não há recado mais claro do que dizer: "Se vocês pensam por um segundo que não estou sendo séria ao dizer que farei o que seja necessário para proteger os interesses da Escócia, pensem de novo".

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Avião ‘escapa de colisão com óvni’ na Escócia

Avião ‘escapa de colisão com óvni’ na Escócia
Relatório de órgão britânico descreve incidente envolvendo Airbus.
Avião estava se preparando para pousar no aeroporto de Glasgow.
Um relatório divulgado na Grã-Bretanha revelou que um avião de passageiros quase colidiu no ar com um misterioso objeto voador não identificado (óvni) quando a aeronave, um Airbus A320, estava se preparando para pousar no aeroporto internacional de Glasgow, na Escócia. 
 Avião estava se preparando para pousar no aeroporto de Glasgow (Foto: BBC)
Avião estava se preparando para pousar
No aeroporto de Glasgow (Foto: BBC) 
Segundo o relatório, preparado pela organização britânica que avalia segurança aérea e investiga casos de quase colisão no país, a UK Airprox Board, o episódio ocorreu em 2 de dezembro do ano passado. O avião já estava com as luzes de pouso acesas, em condições meteorológicas boas e a uma altitude de quase 1,2 mil metros, quando o piloto viu um objeto “emergir à frente”. 
O objeto teria passado diretamente abaixo da aeronave, a pouco mais de 90 metros de distância, antes que a tripulação tivesse tempo de tomar medidas preventivas (para o caso de uma colisão) ou ‘realmente registrar’ o que seria este objeto. 
O ovni não apareceu no radar, e o piloto do Airbus afirmou que o risco de colisão foi “alto”. 
Tanto os tripulantes quanto o piloto concordam que o objeto parecia ser amarelo e azul e ter uma pequena área frontal, mas era “maior que um balão”. 
Durante o incidente, o piloto chegou a perguntar a um controlador de tráfego aéreo de Glasgow se ele estava em contato com alguma outra aeronave na área, mas o controlador afirmou que não estava falando com mais ninguém e não tinha registrado nada no radar. 

28 segundos
Logo depois da ocorrência foi feita uma busca na região, mas sem resultados. 
Os controladores de tráfego aéreo informaram que não obtiveram vestígios de outros objetos na área do incidente. Mas o radar do outro aeroporto de Glasgow, o aeroporto de Prestwick, captou uma ‘rota não identificada’ a 1,3 milha náutica (cerca de 2,4 km) da posição do Airbus A320 apenas 28 segundos antes. 
‘Parece que escapamos por apenas algumas centenas de pés, veio diretamente abaixo de nós. Onde quer que estivéssemos quando chamamos o controle de tráfego aéreo, (o objeto) estava a cerca de dez segundos (de distância). Não posso dizer em qual direção estava indo, mas veio diretamente abaixo de nós’, disse o piloto quando a aeronave pousou. 
Quando perguntado se o objeto poderia ser um ‘planador ou coisa parecida’, o piloto respondeu que “poderia ser um ultraleve. Parecia grande demais para um balão“. 

Mistério
O relatório informou que os investigadores não conseguiram determinar o que era o objeto. 
“A investigação das fontes de vigilância disponíveis não foi capaz de rastrear qualquer atividade que corresponda àquela descrita pelo piloto do A320. Adicionalmente, não havia nenhuma outra informação que indicasse a presença (de outra aeronave) ou atividade na área“, afirmou o relatório. 
A UK Airprox Board também afirmou que acredita ser improvável que o objeto tenha sido uma aeronave de asas fixas, helicóptero ou balão de ar quente, pois o objeto não apareceu no radar como estes objetos apareceriam. 
O relatório também afirmou que um balão meteorológico apareceria no radar. Além disso, um balão destes não teria sido solto naquela região. 
A organização não descartou a possibilidade de o ovni ser um planador, mas afirmou que seria improvável a presença de uma aeronave destas na região de Glasgow devido à falta de espaço aéreo e de atividade térmica necessária para o voo de planador. Na época do incidente, Glasgow registrava temperaturas baixas. 
Outros tipos de objetos, como uma asa-delta ou semelhantes, apareceriam no radar, segundo a UK Airprox Board. 
Fonte: Portal G1 


Postado por Jacinto Pereira às 20:37 

terça-feira, 19 de julho de 2016

Rede de cavernas que liga toda a Europa intriga cientistas

Rede de cavernas que liga toda a Europa intriga cientistas
Por Redação   Atualizado em 19/05/2016 /  Atualizado em 19/07/2016
Uma gigantesca rede de túneis descoberta na Europa vem intrigando cientistas há décadas. As escavações se estendem ao longo do território europeu, se espalhando desde a Escócia até a Turquia.
São mais de 2 mil túneis do tipo catalogados até o momento, e mesmo analisando todo o interior deles, os cientistas ainda não entenderam o motivo da existência de tais obras.
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São mais de 2 mil túneis do tipo catalogados até o momento
Acredita-se que a rede, chamada de Erdstall, foi construída durante a Idade Média. Um documento datado de 1449 cita a existência dos túneis, mas não revela o propósito das construções.
Existem mais de 700 túneis na região da Baviera, na Alemanha, e outros 500 na Áustria, com comprimentos entre 20 e 50 metros.
Apesar de muitas especulações, o fato continua sendo um grandioso mistério para comunidade científica europeia.

Com informações do R7
distribuicao

sábado, 25 de junho de 2016

Escócia disse não à independência em referendo de setembro de 2014.


25/06/2016 21h24 - Atualizado em 25/06/2016 21h45
Maioria dos escoceses apoia independência, aponta pesquisa
Escócia disse não à independência em referendo de setembro de 2014.
Mudança ocorre após Reino Unido decidir deixar a União Europeia.
Da France Presse
 Urna chega para a contagem dos votos do referendo em seção eleitoral em Glasgow, na Escócia (Foto: REUTERS/Clodagh Kilcoyne)
Urna chega para a contagem dos votos do referendo em seção eleitoral em
 Glasgow, na Escócia (Foto: REUTERS/Clodagh Kilcoyne)
Mais da metade dos escoceses apoia agora, depois do Brexit, a independência de sua região, apontou uma pesquisa publicada neste sábado (25) (domingo do horário local).
A pesquisa realizado pelo Panelbase para o Sunday Times revela que 52% dos entrevistados quer romper com o restante do Reino Unido. Por outro lado, 48% se opõem à secessão.
A Escócia disse não à independência no referendo de setembro de 2014. No entanto, a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, disse após o Brexit que uma segunda consulta é agora "altamente provável", para que a região não fique fora da UE contra sua vontade.
No histórico referendo de quinta-feira, 52% dos britânicos votaram a favor de abandonar a UE. Na Escócia, a opção mais votada foi pela permanência, com 62%.
Após dirigir uma reunião de emergência de seu governo autônomo neste sábado, Sturgeon disse à imprensa que "um segundo referendo de independência é claramente uma opção que precisa estar sobre a mesa, e que está realmente sobre a mesa".
"Para assegurarmos de que tal opção é realizável (...), serão tomadas medidas para garantir que existe a legislação necessária", acrescentou.
A pesquisa da Panelbase, que entrevistou 620 adultos na sexta-feira e no sábado, indica que 52% acha provável que a Escócia seja independente em um prazo de cinco a dez anos.

Em abril, somente 30% acreditavam nesta possibilidade, segundo uma pesquisa realizada.

A decisão dos britânicos mexeu com outros países.

Edição do dia 24/06/2016
25/06/2016 00h38 - Atualizado em 25/06/2016 01h37
Mercados no mundo entram em choque com resultado de referendo
O resultado do plebiscito terminou pela saída do Reino Unido. 

Reino Unido (Foto: Reprodução/GloboNews)
A decisão dos britânicos mexeu com outros países.

Fabio Turci, Marcos Uchôa, Pedro Vedova e Phelipe SianiLondres
Iludidos pela expectativa de que os eleitores britânicos não votariam contra os próprios interesses, os mercados no mundo inteiro entraram em estado de choque com o resultado do referendo que terminou pela saída do país, um dos mais importantes da Europa, da União Europeia.
O dia foi outro - a terça-feira negra de 1929, quando houve a quebra da bolsa de Nova York, mas a comparação com o que aconteceu nesta sexta (24) foi inevitável por causa do tamanho do tombo nas bolsas mundo afora.
Em Paris, o principal índice caiu 8%. Em Tóquio chegou perto disso e há várias razões para esse pânico todo: nunca um país deixou a União Europeia, esse não é um processo conhecido. O Reino Unido é a quinta maior economia do planeta. O resultado do plebiscito fez a agência de classificação de risco Moody's colocar a nota de bom pagador do Reino Unido em perspectiva negativa. É um aviso de que pode rebaixar essa nota. Foi um dia em que investidores no mundo inteiro, sem ter certeza do que vem pela frente, quiseram se livrar de ativos que representassem o mínimo risco.
Não dá para prever com segurança o que vai ser o bloco europeu. A decisão dos britânicos mexeu com outros países. Líderes da extrema direita na França, na Itália e na Holanda já defenderam a realização de plebiscitos lá também sobre romper com a União Europeia.
Os ministros de Relações Exteriores dos seis países fundadores da União Europeia, França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Itália e Luxemburgo, vão se reunir neste sábado (25) em Berlimpara analisar as consequências políticas da saída britânica.
O que está claro é que os Estados Unidos perdem um grande aliado dentro do bloco, capaz de influenciar as decisões da União Europeia. Fica mais difícil costurar um acordo de livre comércio entre americanos e europeus, o chamado "pacto transatlântico". Também fica mais difícil conseguir apoio para outras políticas de interesse americano. A saída do Reino Unido pode enfraquecer, por exemplo, a coalizão que luta contra o estado islâmico e a pressão sobre a Rússia pelo apoio ao movimento separatista na Ucrânia.
O divórcio com a União Europeia, seguindo a vontade de mais da metade dos britânicos, é só o começo. O preço a pagar vai ser alto: especialistas apostam numa desvalorização de 15 a 20% da libra esterlina, inflação de 5% ao ano, aumento das taxas de juros e do custo da mão-de-obra e queda no PIB entre 1 e 1,5%.

Politicamente, o Reino Unido caminha para a fragmentação. Entre as quatro nações que formam essa união, InglaterraPaís de Gales, Escócia e Irlanda do Norte - as duas últimas votaram em peso para manter o casamento com os europeus. Mas a maioria do Reino Unido votou na direção oposta, para romper a relação.