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quarta-feira, 9 de maio de 2018

VEM AO CASO MORO? Cartel Desviou Mais De R$ 1,6 Bi De Merenda E Educação Em SP


VEM AO CASO MORO? Cartel Desviou Mais De R$ 1,6 Bi De Merenda E Educação Em SP



Por Fernanda Cruz – 
Repórter da Agência Brasil

Investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu que alunos de 30 municípios paulistas receberam merenda de qualidade inferior, devido ao cartel de empresas que atuava há pelo menos 20 anos no desvio de dinheiro público. 

Segundo a PF, os recursos eram desviados do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do governo federal. 

No total, a estimativa é que 65 contratos suspeitos tenham envolvido mais de R$ 1,6 bilhão.

A Operação Prato Feito, que investiga desvio de recursos do governo federal para a educação, foi deflagrada hoje (9) pela Polícia Federal, com mandados de busca a apreensão na casa e gabinete dos prefeitos das cidades de 

Barueri, Embu das Artes, Mauá, Caconde, Cosmópolis, Holambra, Hortolândia, Laranjal Paulista, Mogi Guaçu, Mongaguá, Paulínia, Pirassununga e Registro. 

Buscas também foram feitas no Paraná, na Bahia e no Distrito Federal.

Ação dos criminosos

Segundo as investigações, cinco grupos criminosos agiam nas prefeituras, por meio de lobistas, direcionando licitações. 

Foram cumpridos, no total, 154 mandados de busca e apreensão, além de afastamentos preventivos de agentes públicos e suspensão de 29 contratos com o poder público.

Há indícios do envolvimento de 85 pessoas, incluindo os 13 prefeitos, quatro ex-prefeitos, um vereador, 27 agentes públicos não eleitos e outras 40 pessoas da iniciativa privada.

A CGU identificou, ao longo das investigações, 65 contratos suspeitos, cujos valores totais ultrapassam R$ 1,6 bilhão. 

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude a licitações, associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, com penas que variam de um a 12 anos de prisão.

Pratos feitos

De acordo com a PF, algumas escolas ofereciam apenas uma bolacha e leite diluído em água aos alunos. 

Na prefeitura de Araçatuba, as crianças passaram a ser proibidas de repetir refeições e começaram a receber “pratos feitos”, o que deu nome à operação. 

O município recebeu, ao longo de dois anos, R$ 3,7 milhões do PNAE e superfaturou R$ 2,2 milhões.

Além das fraudes na merenda, os desvios envolviam outras áreas da educação, como compra de uniformes, material didático e de limpeza. 

Foram constatadas ainda irregularidades nas cidades de Águas de Lindoia, Araras, Cubatão, Itaquaquecetuba, Jaguariúna, Leme, Mairinque, Monte Mor, Peruíbe, São Bernardo do Campo, São Paulo, São Sebastião, Sorocaba, Tietê, Várzea Paulista e Votorantim.

Apoio

Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão relativo a três processos de alimentação escolar de 2010 e 2011. 

A administração destacou que, no ano passado, iniciou uma força-tarefa, em parceria com a Secretaria da Fazenda, para atualizar cobranças de multa que estavam paradas desde 2013, na Coordenadoria de Alimentação Escolar.

Segundo a nota, um dos três processos investigados pela PF tinha multas em atraso e até o momento, já foram emitidas guias de pagamento de R$ 12 milhões em multas.

 Destas, até fevereiro haviam entrado nos cofres públicos R$ 9,2 milhões.


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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Se voltar, Dilma terá 'total poder' para anular atos de Temer, diz juiz

IMPEACHMENT
Se voltar, Dilma terá 'total poder' para anular atos de Temer, diz juiz
Associação Juízes para a Democracia defende a volta da presidenta para manter o Estado democrático, uma vez que a tese do crime de responsabilidade não se sustenta perante as leis vigentes
por Helder Lima, da RBA publicado 13/07/2016 09:40
 andre_bezerra.jpg
Bezerra quer a volta de Dilma: "É saudável para o país ter a 
legislação e o Estado de direito respeitados"

São Paulo – "Ela tem total poder para isso", afirmou hoje (12) o presidente do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia (AJD), André Augusto Salvador Bezerra, ao ser indagado se a presidente afastada Dilma Rousseff poderá revogar os atos do governo interino de Michel Temer, caso o Senado arquive o processo de impeachment. 

"Ela pode, há princípios, direitos adquiridos, ela pode anular. Arriscado é o contrário, é o Temer revogar medidas dela", destacou Bezerra, observando que o papel de Temer ainda tem caráter provisório.

Segundo o representante da AJD, o cenário jurídico do impeachment é a primeira avaliação, antes da política, para se certificar do processo em curso no país. Dilma está sendo processada por suposto crime de responsabilidade ante a lei orçamentária e de improbidade administrativa, devido a créditos suplementares sem aprovação do Congresso e as chamadas pedaladas fiscais – atraso no repasse de recursos de programas sociais aos bancos públicos.

"E se espera que ela volte porque esse cenário tem amparo da Constituição. O impeachment é uma excepcionalidade, é saudável para o país ter a legislação e o estado de direito respeitados", destacou ainda para defender que o cenário político deve se pautar pelo direito em vigor. 

"Existe influência recíproca entre o cenário político e o cenário jurídico. O cenário que respeita a Constituição rejeita esse processo."

Bezerra afirma que a perícia nas contas da gestão de Dilma "reforça o que é patente". Para ele, a própria perícia seria desnecessária. Quanto às pedaladas, diz que "elas não são crime nem em tese".

Quanto aos abusos da magistratura, como nos vazamentos seletivos da Operação Lava Jato, Bezerra afirma que a AJD tem defendido que o combate à corrupção seja feito de acordo com a lei em vigor. "Não pode combater corrompendo o sistema jurídico. 

Um ou outro abuso só reforça a nossa tese de que o Poder Judiciário tem de ser independente, mas com controle da sociedade, de acordo com a democracia, que permite à sociedade verificar a regularidade dos atos jurídicos."



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Brasil Jogado Na Sarjeta Do Mundo – A Aliança Entre A Ralé E O Judiciário No Brasil

Brasil Jogado Na Sarjeta Do Mundo – A Aliança Entre A Ralé E O Judiciário No Brasil
POSTADO POR: FÁTIMA MIRANDA - 16:12:00  06/12/2016
 
                    Foto: Wilson Dias)

Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho

A aliança do Judiciário com os movimentos antidemocráticos de classe média, como o MBL, conduziu o país à atual crise institucional profunda. Começando pelo impeachment, que derrubou o poder Executivo, hoje chegamos à briga entre os dois poderes restantes, Judiciário e Legislativo, um tentando esmagar o outro.

O afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, pelas mãos de Marco Aurélio de Mello, apenas um dia após as manifestações, mostra a sintonia fina da cúpula do Judiciário brasileiro com os movimentos de protesto. 

Nos dias precedentes, procuradores convocaram a população para se mobilizar e, de outro lado, os movimentos da classe média convidaram membros da Lava Jato para irem às ruas.

A Folha revelou que o Vem Pra Rua convidou o juíz Sérgio Moro para as manifestações do domingo (04). Vejamos com quem o Judiciário se aliou.

Na cabeça da organização dos protestos no Brasil está o MBL. Um dos seus líderes, segundo a Folha, responde por mais de 60 processos referidos a crimes diversos. Outro costumeiro organizador de protestos, o líder do Revoltados Online, teve a página retirada do ar por conduta incompatível com as regras do Facebook. 

Por fim, o líder do Vem Pra Rua,  Rogério Chequer, apareceu em fevereiro de 2012, entre documentos revelados pelo Wikileaks, na lista de e-mails da empresa de “inteligência global” Statfor, mais conhecida como “the Shadow CIA”, isto é, a sombra da CIA.

Esse grupo social pode ser chamado de a ralé da classe média. É uma fatia da classe média inteiramente inescrupulosa e recoberta por diversas camadas de suspeita. Sua falta de escrúpulos brilha nos dados divulgados por ela, a organizadora, sobre os protestos em São Paulo. 

Como epicentro de toda a manifestação no país, os dados de São Paulo serviriam para dar a dimensão do seu sucesso. São números importantes também porque no estado se concentram as sedes e as lideranças nacionais dos citados movimentos.

Segundo os dados da Globo em seu Mapa das Manifestações no Brasil, a cidade de São Paulo teve apenas 15 mil manifestantes dispostos a ir até a Avenida Paulista, pela contagem da PM. É um número ridiculamente desprezível para uma cidade de mais de 11 milhões de habitantes.

Apesar do esvaziamento perceptível a olho nu, os organizadores não sentiram o menor constrangimento em inflar os números de participantes para 200 mil, isto é, mais de 13 vezes maior que os 15 mil contados pela PM.

E foi com figuras como essas – sem o menor apego à verdade, sem o menor senso crítico, inteiramente alheias ao imperativo informar com correção a opinião pública, inescrupulosas e suspeitas – que o Judiciário brasileiro firmou uma relação preferencial.

Na realidade, essa relação é uma aliança política.
A presidente do STF, em consonância com os protestos marcados para o dia 04, desencavou um dos processos que dormitavam nos recessos profundos do tribunal, contra o presidente do Senado e o tornou réu no 01 de dezembro. Mas nem esse incentivo suplementar aumentou o número de manifestantes. O que mostra que essa aliança opera no vazio social, sem lastro.

Apesar do fracasso dos protestos, um dia depois das débeis manifestações de domingo, num gesto avaliado por muitos com tresloucado, o ministro Marco Aurélio de Mello, por decisão monocrática, concedeu liminar afastando Renan Calheiros das funções de presidente do Senado.

A crise instaurada tem a cara da aliança com a ralé. As estruturas institucionais estão sendo tratadas como objeto de ações de chantagem, retaliação ou de promoção pessoal – não vamos esquecer que, desde que saiu em defesa de Lula em março, falando em “condução sob vara”, Marco Aurélio perdeu 90% do seu prestígio com a classe média e, principalmente, com a mídia, de onde foi exilado. De março até ontem, quando ousou um gesto que pode torná-lo o novo herói da ralé, permanecia enterrado em profundo ostracismo.

Os riscos decorrentes de ações tão grotescas não são medidos. A inteira desmoralização do país no exterior, não é posta na balança. Nenhuma consideração de ordem política, econômica, social, modera as ações dos representantes da justiça em seu nível mais alto. 

Entramos numa lógica de brigas de gangues e decomposição total. É o pior dos cenários possíveis em que o país é lançado na sarjeta aos olhos do mundo.

Para medir o grau da degradação ao nível de fim de feira tumultuada, basta lembrar que à poucos instantes um dos ministros do STF, Gilmar Mendes, que vinha ocupando aquela posição de “herói da ralé”, sendo inclusive atração principal do congresso do MBL ocorrido em 19 e 20 de novembro, deu declarações a um dos blog da Globo sugerindo o impeachment de Marco Aurélio ou o seu afastamento das funções por loucura.

É a degradação total que deixa claro os efeitos de uma aliança com a ralé. O que segue é o mergulho no abismo.



terça-feira, 11 de outubro de 2016

Centro nuclear russo na Bolívia irá beneficiar também o Brasil, diz Rosatom

Centro nuclear russo na Bolívia irá beneficiar também o Brasil, diz Rosatom
11 de outubro de 2016 DMÍTRI FILOMENKO, GAZETA RUSSA
Em entrevista à Gazeta Russa, vice-presidente regional da Rosatom, Ivan Dibov, fala sobre particularidades e medidas de segurança do projeto na Bolívia, bem como benefícios para a imagem do país e seus vizinhos latino-americanos.
Primeiras equipes locais serão formadas com ajuda da estatal russa Rosatom 
Foto:Assessoria de imprensa

Há muita especulação e informações contraditórias sobre o Centro de Pesquisa e Tecnologia Nuclear na Bolívia. Até agora nem todo mundo sabe o que se planeja construir em El Alto. Em que especificamente consistirá o centro?
Segundo o acordo intergovernamental assinado entre Rússia e Bolívia em março passado, o instituto em El Alto será composto por três componentes principais: um centro de medicina nuclear com um cíclotron [tipo de acelerador de partículas – GR], um equipamento de raios gama e um reator experimental de baixa potência.
No centro de medicina nuclear será possível criar isótopos de vida curta utilizados na produção de fármacos radiológicos destinados ao diagnóstico e ao tratamento de doenças oncológicas, cardíacas e doenças vasculares, entre outras.
Além disso, o centro multifuncional terá um equipamento de raios gama, que é usado na indústria, na medicina e na agricultura para processar materiais e ferramentas e para esterilizar instrumentos médicos, legumes, peixes e alimentos em geral. A sua aplicação na agricultura possibilita processar produtos agrícolas para eliminar pragas e bactérias, mantendo tanto o prazo de conservação como a mais alta qualidade.
Enfim, o terceiro componente é um reitor experimental de baixa potência que será utilizado para pesquisa científica e na formação dos estudantes. Este equipamento é também usado na indústria e em pesquisas aplicadas, como, por exemplo, para determinar a concentração de elementos de uma determinada substância.
Cabe lembrar que o reator experimental não será usado para obtenção de energia elétrica – sua utilização será puramente científica. A potência do equipamento será muito baixa (a potência do reator não excederá 100 a 200 KW), e o enriquecimento de combustível nuclear não irá ultrapassar a marca dos 20%, conforme exigido por todas as normas internacionais em matéria de não proliferação nuclear.
No mundo todo há muitos reatores desse tipo. Na Rússia e em outros países existem mais de 130 reatores construídos com tecnologia russa. Atualmente, o país utiliza 52 reatores, os EUA usam cerca de 40, e França e Alemanha conta com 10 cada.
Além dos componentes já listados, o centro será equipado com vários laboratórios científicos e toda a infraestrutura necessária para o trabalho dos especialistas, como refeitórios, banheiros, instalações esportivas e etc.
O projeto provocou alarde entre os locais devido à radiação. Quão seguro é o centro para a população e o meio ambiente?
O centro é absolutamente seguro tanto para as pessoas, como para o meio ambiente. Essas tecnologias já são usadas há mais de uma década em outros países. Alguns dos componentes, como reatores experimentais e cíclotrons, estão presentes nas maiores cidades do mundo.
Por exemplo, há vários reatores experimentais perto do centro de Moscou, assim como em algumas cidades vizinhas da Bolívia, a exemplo de São Paulo e Bogotá.
 Dibov: "Centro aumentará potencial educacional do país" Foto: Assessoria de Imprensa
Dibov: "Centro aumentará potencial educacional 
do país" Foto: Assessoria de Imprensa

Além disso, a construção e a utilização de qualquer instalação de infraestrutura nuclear estão sujeitas ao controle de órgãos reguladores nacionais e internacionais, como a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), que fazem checagens regular para verificar se as instalações cumprem as normas de segurança globais.
Quais são os benefícios do projeto para a Bolívia?
O projeto permitirá que a Bolívia comece a dominar a tecnologia nuclear e formar locais altamente qualificados no setor nuclear, o que aumentará sem dúvida, o nível de educação e da ciência no país. O centro também tem potencial para satisfazer as necessidades em termos de medicina, geologia, agricultura e outros setores em que as tecnologias nucleares possam ser usadas de forma eficaz para fins pacíficos.
Em apenas um ano, graças ao trabalho desse espaço, prevê-se que 10 mil pessoas com doenças oncológicas e cardiovasculares, entre outras enfermidades gravidades, poderão ser submetidas a novos testes de diagnóstico e tratamento.
Além disso, as tecnologias com radioisótopos desenvolvidas no centro chegarão a outras clínicas do país, o que significa que o instituto aumentará a qualidade dos serviços e acesso médico para a população.
Aliás, o trabalho não só afetará a Bolívia, mas também seus vizinhos, que também precisam desse tipo de serviço. As tecnologias russas envolvendo radio gama já são hoje aplicadas no setor de alimentos por países como Equador, Argentina, Brasil e Cuba, sem falar na Ásia, onde são usadas para esterilizar especiarias para exportação.
Em termos de impacto econômico sobre a população local, como o centro afetará o desenvolvimento da cidade de El Alto?
O centro irá contar, em um primeiro momento, com especialistas bolivianos treinados pela Rosatom e, mais tarde, quando entrar em operação, esses profissionais serão formados por meio de sua própria base científica. Além de pesquisadores, haverá também vagas para pessoal de apoio. Esses cargos serão destinados a moradores não só da cidade de El Alto, como de outros lugares da Bolívia.
Além do mais, esses tipos de centro costumam atrair outros negócios e são um poderoso estímulo para o desenvolvimento de infraestrutura em geral: estradas, eletricidade, sistemas de abastecimento de água, medidas de segurança e etc. Tudo isso irá influenciar a qualidade de vida das pessoas. É um processo abrangente e dinâmico que vai dar frutos a partir do primeiro dia e por um longo período de tempo.
Você acredita que esse projeto nuclear irá influenciar a imagem da Bolívia na região e no mundo? E a soberania do país?
O centro fará uma grande contribuição ao aumentar o potencial educacional e científico do país. O desenvolvimento tecnológico é um dos critérios para a avaliação do progresso e da soberania de um país. Tecnologias nucleares desempenham um papel importante nesse aspecto, uma vez que exigem conhecimento diferente, maior.

Aquele que possui esse tipo conhecimento e sabe como usar tecnologias nucleares, vai se tornar um líder em tecnologia. Estou certo de que o projeto de construção do centro vai permitir à Bolívia não só entrar no clube das grandes potências tecnológicas do mundo, mas também um salto qualitativo em termos de ciência, indústria, medicina e qualidade de vida das pessoas. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Essa criança brasileira hoje tem 48 anos e parece o Hulk. Seus próprios músculos podem matá-lo

4 de outubro de 2016  Atualizado 10/10/2016  CuriosidadesSaúde

Essa criança brasileira hoje tem 48 anos e parece o Hulk. Seus próprios músculos podem matá-lo
Essa criança brasileira hoje tem 48 anos e parece o Hulk. Seus próprios músculos podem matá-lo
Valdir Segato mora em São Paulo, Brasil. 

Ele é construtor e passa uma parte importante do seu dia trabalhando na construção de casas e edifícios.
No entanto, ele adotou uma frase como sua filosofia de vida: “Este é o meu trabalho, mas minha paixão é realmente ver os meus músculos crescerem”. É por isso que quando não está trabalhando, ele vai para a academia e injeta em seus músculos Synthol: um óleo potencialmente mortal que “infla” a área do corpo em que é aplicado.

Hoje, depois de ter passado grande parte de sua juventude sendo chamado de “cachorro magro” pelos seus amigos quando era viciado em drogas, Segato parece radicalmente diferente.
 
O homem de 48 anos é conhecido como He-Man ou Hulk nas ruas de seu bairro e isso o faz se sentir bem consigo mesmo. Outras pessoas o chamam de “O Monstro”. Tudo o que o faz se sentir sobre-humano é bem-vindo.

A história começou quando o brasileiro queria superar seu vício em drogas como a cocaína. Ele era muito magro e estava muito fraco fisicamente. 



“Eu estava envolvido em drogas muito prejudiciais e comecei a perder peso, porque eu mal comia. Eu tinha uma vida completamente errada”, disse Segato.
Então, ele decidiu abandonar o estilo de vida decadente do porte de drogas, e se matriculou em uma academia e começou a se exercitar. Foi quando ele conheceu um homem que ofereceu Synthol. Segato imediatamente aceitou ao ver que os efeitos dos exercícios por si só não eram suficientes. Com a sua personalidade viciante, o óleo tornou-se seu novo “melhor amigo”.
 
E o problema aparece na primeira vista: um passado ligado a drogas pesadas como cocaína e sua atual obsessão com os músculos, o Synthol foi para Segato uma “solução” que se encaixou como uma luva. Os riscos, no entanto, são demasiado elevados.
Segato tinha sido avisado dos problemas enfrentados com a substância: amputação de braços, necrose e até mesmo a morte. Em adição, é claro, um vício terrível.
 
Seus amigos, por outro lado, fizeram olho cego para essa realidade perigosa.
Fernando Carvalho, um amigo dele, disse: “O óleo é perigoso, mas eu sou seu amigo, então eu não vou dizer nada. Ele quer ser famoso e este é o risco que ele corre.”
 
Claro que Segato não vê a realidade como ela é. Os perigos são iminentes e isso pode custar muito caro. No entanto, ele continua injetando a substância.

O que você acha disso?


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ressaca destrói pousada e paisagem é modificada em SP: 'Estrago gigante'

19/09/2016 05h21 - Atualizado em 19/09/2016 07h09
Ressaca destrói pousada e paisagem é modificada em SP: 'Estrago gigante'
Fenômeno mudou a paisagem em Ilha Comprida durante o fim de semana. Pedras de contenção foram arrastadas e chegaram na avenida principal.
Mariane RossiDo G1 Santos
 Pousada foi 'levantada' pela água do mar em Ilha Comprida, SP (Foto: Rodrigo Luiz/Arquivo Pessoal)
Pousada foi 'levantada' pela água do mar em Ilha Comprida,
 SP (Foto: Ricardo Luiz/Arquivo Pessoal)

Uma pousada foi arrastada e completamente destruída pela água do mar durante uma ressaca que ocorreu durante todo o fim de semana em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. Várias casas também foram atingidas pela força da maré e os moradores ainda contabilizavam, nesta segunda-feira (19), todos os estragos. Boa parte da paisagem na orla foi modificada pela maré.
A forte ressaca atingiu o bairro Ponta da Praia, onde a faixa de areia tem sofrido alterações nos últimos anos por causa do avanço do mar. A pousada ‘Filhas do Sol’, que estava vazia no momento do colapso, foi destruída pela força das ondas. De acordo com testemunhas, a água entrou e arrebentou o piso do imóvel, o que fez a pousada tombar para o lado e ficar inclinada. A ressaca derrubou pilastras e paredes e fez também fez o telhado desmoronar, arrastando parte da estrutura para o alto mar.
Segundo os moradores da região, a pousada estava cheia de móveis, eletrodomésticos e armários, que ficaram completamente estragados. O local estava fechado devido a baixa temporada e, por esse motivo, não havia ninguém na pousada na hora da ressaca.
 Paredes e pilastras não aguentaram a ressaca (Foto: Ricardo Luiz/Arquivo Pessoal)
Paredes e pilastras não aguentaram a ressaca (Foto: Ricardo 
Luiz/Arquivo Pessoal)

O marceneiro Ricardo Luiz de Carvalho, de 40 anos, mora em Iguape, uma cidade vizinha. Durante o fim de semana, ele foi pescar em Ilha Comprida e ficou assustado com o cenário que encontrou na Ponta da Praia.
“Eu fiquei mais impressionado pela pousada, destruiu tudo lá. O mar invadiu, por causa da ressaca. Ao lado da pousada também teve um bar que estava caído. Fez um estrago gigante. Outras casas caíram, foi tudo para dentro do mar.  O mar jogou a sujeira todo para cima do asfalto. Eu já tinha visto isso acontecer. Quando a casa fica em risco, eles (moradores) já desmontam tudo. Mas, na pousada não foi isso que aconteceu”, conta.
 Piso da pousada ficou destruído e paredes estão rachadas (Foto: Ricardo Luiz/Arquivo Pessoal)
Piso da pousada ficou destruído e paredes estão rachadas 
(Foto: Ricardo Luiz/Arquivo Pessoal)

Segundo a Prefeitura de Ilha Comprida, além do hotel, várias casas foram invadidas pela água. As famílias tiveram danos materiais, porém, depois que a água abaixou, elas voltaram para as moradias.
Grandes pedras, colocadas na areia para conter a ação do mar, foram levadas pela ressaca e rolaram até a avenida Beira-Mar. Galhos, troncos de árvores e pedaços de materiais de construção ficaram espalhados pela areia da praia e em parte da avenida.
Equipes da prefeitura trabalharam durante o fim de semana para retirar as pedras e limpar o local. Ainda segundo a prefeitura, não há dados sobre o nível da maré durante a ressaca do fim de semana.
Histórico
Em junho deste ano, uma forte ressaca também foi registrada na cidade. A água do mar invadiu algumas casas e destruiu parte de um muro. Uma das casas que fica em frente a Ponta da Praia foi atingida. A ressaca destruiu parte de um muro e invadiu o quintal, quebrando também a cerca de uma horta.

 Construção ficou destruída com força da ressaca (Foto: G1)
Construção ficou destruída com força da ressaca (Foto: G1)
 Ressaca fez estrago em praia de Ilha Comprida, SP (Foto: G1)

Ressaca fez estrago em praia de Ilha Comprida, SP (Foto: G1)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Deputado de SP pede que profissão de ufólogo seja regulamentada

sexta-feira, 26 de agosto de 2016 Atualizado em 03/09/2016
Deputado de SP pede que profissão de ufólogo seja regulamentada
Isso permitiria 'financiamentos e linhas de pesquisa’ sobre Óvnis.
Texto diz que contatos com ETs 'acontecem desde os mais remotos tempos'.
Do G1 São Paulo 
 Ufólogo diz que imagem é de nave espacial em Tatuí (Foto: Arquivo Pessoal/ Hamiton Santos)
Suposto Óvni avistado em Tatuí (Foto: Arquivo Pessoal/ Hamiton Santos) 
Um deputado estadual de São Paulo pediu, por meio de uma moção publicada no "Diário Oficial do Estado", a regulamentação da profissão de ufólogo. O texto, publicado na edição desta quarta-feira (10), argumenta que, se isso ocorrer, irá estabelecer direitos aos ufólogos, além de fomentar o desenvolvimento do estudo de objetos voadores não identificados (Óvnis) e “reconhecer a atividade científica que busca entender esses fenômenos, possibilitando financiamentos e linhas de pesquisa destinadas a esse fim junto à Universidades e outras instituições públicas ou privadas”. 
saiba mais 

Autor da moção, Edmir Chedid (DEM) afirma no texto que “os contatos ufológicos acontecem desde os mais remotos tempos da humanidade”. “Há muito tempo atrás, acreditavam que os tais seres ou mesmo suas manifestações eram de origem quase divina, onde estes mesmo seres eram os nossos 'salvadores', nossos mediadores entre a ignorância e a sabedoria, para viver uma vida digna e feliz.” 
Apesar de não ser considerada ciência (já que, para tanto, precisaria ter um objeto de estudos, com evidências concretas, e não apenas se basear em relatos subjetivos e vídeos e fotos), o parlamentar argumenta que é preciso “separar a ufologia científica das demais manifestações”. 
“Não por um preconceito em relação ao caráter místico que podem ostentar, mas porque a preocupação que norteia a presente moção é a de reconhecer a atividade científica que busca entender esses fenômenos, possibilitando financiamentos e linhas de pesquisa destinadas a esse fim junto à Universidades e outras instituições públicas ou privadas.” O pedido para a moção partiu de um representante do Grupo de Pesquisas Ufológicas. 
O texto termina com um pedido ao Executivo e ao Legislativo federais. “Diante da importância do assunto, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo apela ao Excelentíssimo (a) Senhor (a) Presidente da República, aos Excelentíssimos Senhores Presidentes da Câmara dos Deputados e Senado Federal e aos Senhores Líderes Partidários no Congresso Nacional, que efetivem as providências cabíveis e urgentes necessárias à regulamentação da profissão de ufólogo”. 
A moção é uma proposta feita pelos parlamentares para que a assembleia se manifeste sobre um assunto. Ela é lida na Casa, depois publicada no Diário Oficial para, depois, ir para as comissões da Alesp. No caso em questão, se aprovada, a moção significará que o Legislativo paulista apoia a regulamentação dos ufólogos. 





Postado por Jacinto Pereira às 18:50

terça-feira, 30 de agosto de 2016

PAU QUEBRA NA PAULISTA NA REPRESSÃO AO FORA TEMER

PAU QUEBRA NA PAULISTA NA REPRESSÃO AO FORA TEMER
 Eduardo Figueiredo / Mídia NINJA:
Manifestação contra o golpe e contra o governo interino de Michel Temer na Avenida Paulista, região central da capital paulista, começou a crescer e a ser reprimida pela Polícia Militar, que joga bombas de gás lacrimogêneo contra os integrantes de movimentos sociais; outras cidades também têm grandes protestos contra o golpe e Temer no dia em que a presidente Dilma Rousseff foi ao Senado se defender e na véspera da votação final do impeachment; Brasília, em frente ao Congresso Nacional, e Rio de Janeiro, na Calendária, são palcos de atos

29 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 19:39

SP 247 – A grande manifestação contra o golpe e contra o governo interino de Michel Temer que está sendo realizada na Avenida Paulista, região central da capital paulista, na noite desta segunda-feira 29 está sendo duramente reprimida pela Polícia Militar.
A caminhada começou na Praça do Ciclista, próxima à Rua da Consolação, e começou a crescer sentido Paraíso, com destino final no vão do Masp. A PM joga bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os integrantes de movimentos sociais.
Outras cidades também têm grandes protestos contra o golpe e Temer no dia em que a presidente Dilma Rousseff se defende do Senado no processo de impeachment, na véspera da votação final do julgamento que pode afastá-la definitivamente.

Brasília, em frente ao Congresso Nacional, e Rio de Janeiro, na Calendária, são palcos de alguns desses atos contra o golpe. Confira abaixo o vídeo publicado pela Revista Fórum e leia mais na reportagem da Agência Brasil:

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Próximo à decisão do Senado, esquerda faz manifestação maior que direita em São Paulo

POLÍTICA
Próximo à decisão do Senado, esquerda faz manifestação maior que direita em São Paulo
Grupos favoráveis e contra o impeachment realizaram protestos na cidade neste domingo (31) Gisele Brito e Rafael Tatemoto  São Paulo (SP), 31 de Julho de 2016 às 20:00

Ato da esquerda no Largo da Batata reuniu 60 mil pessoas, segundo organizadores - Créditos: Gisele Brito
Ato da esquerda no Largo da Batata reuniu 60 mil pessoas, 
segundo organizadores / Gisele Brito
A cidade de São Paulo (SP) presenciou duas manifestações políticas neste domingo (31), semanas antes da data prevista para a decisão final do Senado sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. De um lado, grupos que defendem o afastamento da petista se reuniram na avenida Paulista. De outro, com maior número de participantes, os movimentos que compõe a Frente Povo Sem Medo iniciaram sua manifestação no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista.
Enquanto a direita pedia a confirmação do impeachment de Dilma, a Povo Sem medo exigia a saída de Michel Temer (PMDB).
Esquerda
Segundo a Frente Povo Sem Medo, 60 mil pessoas estiveram presentes no protesto. A Polícia Militar não divulgou estimativas. O mote da mobilização foi o “Fora Temer” e “o povo deve decidir”, em referência à ideia de um plebiscito sobre a convocação de novas eleições. Ainda que a última proposta tenha sido evocada em muitos momentos, não era consenso entre os presentes no ato.
Mauro Gonçalves, pedreiro, falou que acha que “eleição não adianta”. Para ele, “tem que sair esses safados que estão aí, e entrar quem se preocupe com o povo”. Além dele, um grupo carregava uma faixa com a frase “Volta, Querida”, em referência à presidenta afastada.
Já Rosa Gusmões, professora, falou acredita que o melhor seriam novas eleições, porque o povo poderia decidir, e “o melhor não seria o Temer e o grupo dele”.
Na abertura do protesto, Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), declarou: “Vamos ter que reinventar os caminhos da esquerda, caminhando por aí. O único passo possível agora é com o povo, e esse passo só se consolida na rua”.
Os manifestantes pretendiam sair do Largo da Batata em direção ao escritório de Temer na região, mas foram impedidos por policiais fortemente armados. Então, a marcha foi direcionada para a praça Pan-americana, próxima à residência do presidente interino.
No final do ato, tentou-se queimar um boneco de papelão de Temer, como representação do que há de ruim no governo. “Ele é tão ruim, que nem queimar, queima”, brincou um manifestante. O boneco foi então pisoteado.
Direita
Na Paulista, os grupos pró-impeachment realizaram a menor manifestação de rua desde que o processo contra Dilma foi iniciado. Alguns manifestantes se reuniram em torno dos carros de som, deixando o percurso da avenida livre para passagem, utilizada também por pessoas que aproveitam a liberação da via para pedestres nos domingos. Em outras ocasiões, até mesmo as ruas laterais à Paulista estiveram ocupadas.
Entre os carros de som, destacavam-se o do Revoltados Online, do Vem Pra Rua e um que pedia o retorno dos militares ao governo, promovido pela União Nacional Democrática e a Liga Cristã Mundial, que também protestava contra a “islamização” do país.
“A ditadura foi boa porque foram 20 anos de sossego, sem bandido, sem ladrão, sem desemprego. A corrupção tinha um pouquinho, mas não igual ao que é hoje”, afirmou um dos manifestantes à reportagem.
Apesar do forte discurso contra a corrupção em geral, todas as falas, bem como faixas e cartazes, faziam referência apenas a políticos do Partido dos Trabalhadores, com exceção de alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Estiveram presentes figuras representativas da “nova direita” brasileira, como Alexandre Frota, Eduardo Bolsonaro, Sara Winter e Marco Antônio Villa.
Nem os organizadores do evento nem a Polícia Militar informaram o número de participantes.


*Edição: Vivian Fernandes

terça-feira, 26 de julho de 2016

Brasil pode recorrer ao FMI novamente sob o comando de Temer, diz Forbes

25/7/2016 12:44
Brasil pode recorrer ao FMI novamente sob o comando de Temer, diz Forbes
Brasil voltando a ser dependente dos EUA, colônia bananeira
Infomoney

SÃO PAULO - Um assunto-tabu no Brasil, a possibilidade de recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional) volta e meia ganha destaque no noticiário internacional. Desta vez, o colunista Kenneth Rapoza, da revista "Forbes", fez um artigo sobre o tema, citando ainda a aversão que os brasileiros têm do órgão. 

Aliás, afirma, por conta dessa aversão, o PT foi alçado ao poder, uma vez que boa parte da população estava cansada de ouvir o mesmo discurso de como o governo teria de pagar credores estrangeiros e não tinha dinheiro para desenvolver uma economia pobre.

Com isso, Lula ascendeu à presidência e, durante o seu governo, o Brasil acabou virando credor do FMI em 2009. Antes isso, o Brasil pagou a última dívida de US$ 15,5 bilhões em 2005 para o Fundo. 

"Para a população, o governo Lula deu ao Brasil sua soberania econômica de volta. Eles odiavam o FMI e se viram contra o PSDB por causa disso. Lula rapidamente se tornou o presidente mais popular nas Américas, se não do mundo. Ele cumpriu sua promessa. O mundo ficou agradavelmente surpreso", avalia a "Forbes". 

Porém, 11 anos depois da última ida ao fundo, o Brasil pode voltar a recorrer a ele, uma vez que uma reversão de fortunas está acontecendo, com as surpresas para o país sendo consistentemente negativas. Segundo Rapoza, outubro de 2002 no Brasil, com Lula eleito, foi equivalente a novembro de 2008, com a eleição de Barack Obama nos EUA, em meio a uma sinalização de mudança. 

Mudança para pior
Atualmente, o cenário aponta também para uma mudança, mas para pior. Em entrevista à "Forbes", a ex-economista do FMI e agora gestora de ativos Alicia Garcia-Herrero afirmou que o FMI é necessário "mais do que nunca" para o Brasil.

"O governo interino fez progressos com novas metas fiscais, mas não é nem transparente nem crível e será impossível de implementar, nas circunstâncias atuais, com um governo interino com um baixo grau de aceitação por parte da população", diz ela, em referência ao governo interino de Michel Temer, que substituiu Dilma Rousseff. A presidente afastada está sofrendo um processo de impeachment. 

Rapoza ressalta os números deteriorados da economia brasileira, com deficit primário do Brasil subindo para 2,5% do PIB em maio, ou 10% do PIB em termos nominais. A nova meta para o deficit deste ano é de 2,6% do PIB.

Aumento de impostos
Além disso, a matéria destaca que, devido a restrições constitucionais, a despesa é muito rígida no Brasil e, portanto, não é fácil de cortar. A "Forbes" destaca a fala do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que o "plano A é controle de despesas, B é privatização, e C, aumento de imposto". Ou seja, o plano C está em linha com os planos de ajuste fiscal do FMI.

Para Garcia-Herrero, deve-se aumentar os impostos e "um programa do FMI parece ser o ponto de entrada certo para tais medidas desagradáveis uma vez que ele poderia ser usado como bode expiatório pelo governo. Basicamente, culpando o fundo para aumentar impostos."

No caso de Dilma voltar, a avaliação da "Forbes" é que a melhor opção seria a convocação de novas eleições. Se ela ficar, um impasse político é provável.

"E isso faz com que um pacote de resgate do FMI se torne ainda mais relevante. A economia estagna. Não vem dinheiro novo para o governo. O peso da dívida piora. E alguém vai ter que limpar essa bagunça".

Escândalo de corrupção
"Onze anos atrás, o Brasil estava num caminho totalmente novo (...). Lula era tido como confiável (...) Agora, claro, o escândalo da Petrobras mudou isso", afirma o colunista, destacando que a crise na estatal poderia conduzir o país aos velhos tempos em que uma instituição financeira diria onde governo poderia gastar seu dinheiro.

Para Rapoza, o Brasil precisaria voltar aos idos de 2002, e isso poderia até ocorrer com Lula voltando ao poder. Porém, assim como durante a sua presidência o Brasil saiu do FMI, o escândalo da Petrobras pode tirar o petista da disputa.

Por outro lado, um possível crescimento do Brasil no próximo ano pode ser uma tábua de salvação. Já para Garcia-Herrero, "Um default soberano [calote] é sempre uma possibilidade."

Vale destacar que, apesar do tom negativo adotado pela "Forbes", há muitas discussões sobre como seria um novo plano do FMI para o Brasil.

Em entrevista no início do ano para o "InfoMoney", a pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Monica de Bolle fez uma defesa da ida do Brasil ao FMI, destacando ser preciso que os estigmas contra o fundo sejam deixados de lado e que o FMI mudou a sua forma de atuação. 

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Fonte: Infomoney

domingo, 24 de julho de 2016

Crise força o fim do injusto ensino superior gratuito

Crise força o fim do injusto ensino superior                                   gratuito
Os alunos de renda mais alta conseguem ocupar a maior parte das vagas nos estabelecimentos públicos, enquanto aos pobres restam as faculdades pagas
POR EDITORIAL
24/07/2016 0:00 / atualizado 24/07/2016 14:40
Numa abordagem mais ampla dos efeitos da maior crise fiscal de que se tem notícia na história republicana do país, em qualquer discussão sobre alternativas a lógica aconselha a que se busquem opções para financiar serviços prestados pelo Estado. Considerando-se que a principal fórmula usada desde o início da redemocratização, em 1985, para irrigar o Tesouro — a criação e aumento de impostos — é uma via esgotada.
Mesmo quando a economia vier a se recuperar, será necessário reformar o próprio Estado, diante da impossibilidade de se manter uma carga tributária nos píncaros de mais de 35% do PIB, o índice mais elevado entre economias emergentes, comparável ao de países desenvolvidos, em que os serviços públicos são de boa qualidade. Ao contrário dos do Brasil.
Para combater uma crise nunca vista, necessita-se de ideias nunca aplicadas. Neste sentido, por que não aproveitar para acabar com o ensino superior gratuito, também um mecanismo de injustiça social? Pagará quem puder, receberá bolsa quem não tiver condições para tal. Funciona assim, e bem, no ensino privado. E em países avançados, com muito mais centros de excelência universitária que o Brasil.
Tome-se a maior universidade nacional e mais bem colocada em rankings internacionais, a de São Paulo, a USP — também um monumento à incúria administrativa, nos últimos anos às voltas com crônica falta de dinheiro, mesmo recebendo cerca de 5% do ICMS paulista, a maior arrecadação estadual do país.
Ao conjunto dos estabelecimentos de ensino superior público do estado de São Paulo — além da USP, a Unicamp e a Unifesp — são destinados 9,5% do ICMS paulista. Se antes da crise econômica, a USP, por exemplo, já tinha dificuldades para pagar as contas, com a retração das receitas tributárias o quadro se degradou. A mesma dificuldade se abate sobre a Uerj, no Rio de Janeiro, com o aperto no caixa fluminense.
Circula muito dinheiro no setor. Na USP, em que a folha de salários ultrapassa todo o orçamento da universidade, há uma reserva, calculada no final do ano passado em R$ 1, 3 bilhão. Mas já foi de R$ 3,61 bilhões. Está em queda, para tapar rombos na instituição. Tende a zero.
O momento é oportuno para se debater a sério o ensino superior público pago. Até porque é entre os mecanismos do Estado concentradores de renda que está a universidade pública gratuita. Pois ela favorece apenas os ricos, de melhor formação educacional, donos das primeiras colocações nos vestibulares
Já o pobre, com formação educacional mais frágil, precisa pagar a faculdade privada, onde o ensino, salvo exceções, é de mais baixa qualidade. Assim, completa-se uma gritante injustiça social, nunca denunciada por sindicatos de servidores e centros acadêmicos.
Levantamento feito pela “Folha de S.Paulo”, há dois anos, constatou que 60% dos alunos da USP poderiam pagar mensalidades na faixa das cobradas por estabelecimentos privados. Quanto aos estudantes de famílias de renda baixa, receberiam bolsas.

Além de corrigir uma distorção social, a medida ajudaria a equilibrar os orçamentos deficitários das universidades, e contribuiria para o reequilíbrio das contas públicas.

sábado, 23 de julho de 2016

DIRETOR DA FIESP QUE DEVE R$ 6,9 BILHÕES À UNIÃO RENUNCIA AO CARGO

DIRETOR DA FIESP QUE DEVE R$ 6,9 BILHÕES À UNIÃO RENUNCIA AO CARGO
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Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) informou nesta quarta-feira, 20, que o empresário Laodse de Abreu Duarte renunciou ao cargo de diretor não remunerado; Laodse Duarte é apontado como o maior devedor pessoa física do Brasil, com uma dívida de R$ 6,9 bilhões à União; "A Fiesp não faz pré-julgamentos sobre casos que estão na esfera judicial. A Fiesp reafirma seus princípios: da mesma forma como condena a excessiva carga tributária do país, é intransigente no combate à sonegação e à corrupção", disse a entidade em nota à imprensa

20 DE JULHO DE 2016 ÀS 14:47

SP 247 - A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) informou nesta quarta-feira, 20, que o empresário Laodse de Abreu Duarte renunciou ao cargo de diretor não remunerado. Laodse Duarte é apontado como o maior devedor pessoa física do Brasil, com uma dívida de R$ 6,9 bilhões à União. 
"A Fiesp não faz pré-julgamentos sobre casos que estão na esfera judicial. A Fiesp reafirma seus princípios: da mesma forma como condena a excessiva carga tributária do país, é intransigente no combate à sonegação e à corrupção", disse a entidade em nota à imprensa. 

Leia na íntegra a nota:

"NOTA À IMPRENSA
O empresário Laodse de Abreu Duarte renunciou ao cargo de diretor não remunerado, voluntário da Fiesp. Apontado em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo como o maior devedor da União, Duarte está contestando os débitos na justiça.
A Fiesp não faz pré-julgamentos sobre casos que estão na esfera judicial.
A Fiesp reafirma seus princípios: da mesma forma como condena a excessiva carga tributária do país, é intransigente no combate à sonegação e à corrupção.
A Fiesp é um dos principais apoiadores do projeto de iniciativa popular das 10 medidas contra a corrupção.
Vale lembrar que a indústria é a maior pagadora de impostos do Brasil. Embora responsável por 11% do PIB, paga 30% da carga tributária do país, ou seja, de cada 3 reais arrecadados, 1 real é pago pela indústria.
A Fiesp não abre mão de cumprir seu papel institucional na luta incansável pela criação de um ambiente de negócios limpo e favorável ao desenvolvimento do Brasil e à geração de empregos. O combate à absurda carga tributária é parte fundamental dessa luta.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP"