Mostrando postagens com marcador temer golpista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador temer golpista. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de maio de 2018

1° de maio unificado| Lula Livre em Curitiba


1° de maio unificado| Lula Livre em Curitiba
01/05/2018

Transmitido ao vivo há 10 horas 01/05/2018

1º de Maio: Curitiba é todo Lula


Publicado em 1 de mai de 2018


Ex-presidente, que está preso na Superintendência da Polícia Federal, próximo à Vigília Lula Livre, recebeu um "bom dia" histórico neste Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador; 

nos arredores da Polícia Federal, os manifestantes gritavam: 

"Queriam prender Lula, mas não sabiam que ele não estava só!"; 

no início da tarde, um ato unificado de sete centrais sindicais terá como pauta a liberdade de Lula e os retrocessos trabalhistas do pós-golpe e do governo Temer.

1 de Maio no Brasil e no Mundo pede #LulaLivre dia do trabalhador
1 de Maio no Brasil e no Mundo pede #LulaLivre dia do trabalhador
Publicado em 30 de abr de 2018



Doação para o Blog

Queridos leitores do Blog SUED E PROSPERIDADE
que a paz esteja com todos.
Venho pedir aos leitores que têm condições e querem contribuir
com o Blog uma pequena doação para o Blog
Que a prosperidade os acompanhe hoje e sempre.
Desde já agradeço.
Maria Joselia

Número da conta
Maria Joselia Bezerra de Souza
Caixa Econômica Federal
Agencia: 0045
Operação: 013
Conta: 00054784-8
Poupança
Brasil
Obrigado

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O que Temer pretende com a intervenção militar no Rio de Janeiro


O que Temer pretende com a intervenção militar no Rio de Janeiro

16/02/2018
 

O jornalista Rodrigo Vianna, da Record escreve texto primoroso do que pode significar esse decreto de intervenção militar de Temer:

Diante do caos social provocado por Temer, direita traz Exército para as ruas: um AI-5 a conta gotas?

Muito importante esse movimento do governo Temer, de intervir na Segurança Pública do Rio de Janeiro.
 Na prática, é uma intervenção militar.  
A crise política assume assim novos contornos.

Por partes…

1) A intervenção federal, por lei, impede que nesse período seja votada qualquer alteração na Constituição. 
Com isso, Temer assume derrota na Previdência, que não poderá mais ser votada. 
Mas já oferece outra cenoura na frente do burro para o mercado e a direita: o discurso da ordem.

2) O fato do governador Pezao ter dado declarações estapafúrdias  (mostrando-se incapaz publicamente de deter escalada de violência) pode ter sido parte de uma estratégia combinada. 

Ele foi à reunião no Palácio que decidiu pela intervenção. E aceitou sem nenhum gesto de resistência. Estranho, no mínimo.

3) Rodrigo Maia, conservador na economia, mas um liberal nos costumes (e nem de longe um truculento no trato político), teria se oposto à medida extrema.
 Foi voto vencido. 
O que mostra que há uma linha dura no bloco de Temer – que é capaz de qualquer coisa daqui pra frente.

4) A meu ver, essa intervenção ajuda a criar “cultura política” para uma candidatura da ordem e da porrada – que não seria Bolsonaro, segundo planos da turma do palácio. 
Temer e a turma dele podem ganhar alguma simpatia dos setores à direita e transferir isso para o candidato que apoiarem. 
Esse nome não está ainda definido. 
Mas Alckmin tende a ganhar por WO no campo da direita, e encampar esse discurso. O provável “efeito colateral” é Bolsonaro se fortalecer.

Lembremos que bancos já começam a dialogar com ele, para a eventualidade de o discurso da ordem ser a única forma de enfrentar a eleição.

5) Os generais voltam a ter protagonismo político no país. 
Não me espantaria se um deles se aventurasse a uma candidatura (ao governo do Rio ou mesmo à presidência).

6) A meu ver, a esquerda deve denunciar o desmonte do estado e associar o caos no Rio ao liberalismo obtuso de Temer/PSDB/bancos – que destrói os instrumentos do Estado.

7) Devemos defender a ordem pública, mas com Democracia.
 E sem truculência. Devemos defender as comunidades que serão tratadas como “território inimigo” – espécie de Faixa de Gaza ocupada pelo Estado agora militarizado.

8) Contra o caos conservador e neoliberal, a ordem democrática é o único remédio. 
Não devemos abrir mão de também defender a ordem, essa bandeira não pode ficar com a extrema direita. Mas a ordem democrática.

9) Alguns analistas já apostam que o movimento de Temer desembocaria no cancelamento da eleição.
 Alguém lembrou, por exemplo, que o Ceará, governado pelo PT, foi o primeiro estado onde a OAB sugeriu intervenção federal há poucos dias.

10) A análise exposta no ponto 9 resume bem qual seria o provável “desejo” da ultradireita (com apoio dos EUA, sem dúvida nenhuma, e de setores do Exército com Etchegoyen à frente).

Mas entre desejo e fato há sempre uma distância.
Vamos ver se o lado de lá tem força pra impor essa agenda.

11) O Golpe de 2016 era (e é) baseado no “softpower” da toga e da mídia. 
Se virar “hardpower”, pode perder apoio do centro e até de certo “tucanismo paulista”.

12) Chegou a hora da onça beber água… A Dilma sempre disse (acertadamente) que perdemos o jogo em 2016 quando o centro se bandeou pra direita. 
Se a estrategia Etchegoyen avançar, o centro pode voltar pro nosso lado. 
Outra possibilidade é o centro (Alckmin/PSDB/Maia/DEM) assumir a estratégia da ordem e tentar se beneficiar dela eleitoralmente, isolando a esquerda.

13) Contra esse movimento extremado da direita conta uma onda que vem de baixo e ficou clara durante o Carnaval. 
O Rio está à beira de uma explosão e a política econômica tucana temerária aprofunda a crise social. 
Contra isso, só resta ao outro lado endurecer ainda mais o discurso da ordem. 
Eles terão apoio pra isso nas classes médias e altas.
 Mas e o povo que está à beira do desespero?

Vamos ver…

14) Os golpistas estão perdendo o controle “por baixo”… Essa onda Tuiuti mostra isso. 
O Sidney Resende (arguto jornalista do Rio, que circula no meio do samba e da cultura popular ) escreveu sobre isso ontem nas redes sociais. 
Está se criando uma onda de baixo pra cima. 
Com ou sem Lula na urna.
 Podemos assistir a algo parecido (mal comparando) com a eleição de 1974 (debaixo do AI-5, em silêncio,  o povo votou contra a ditadura)
É por isso que o golpismo está alvoroçado. 
Perderam a Previdência. 
Abriram mão. Agora resta o discurso da ordem e da porrada.

15) O desfile da Tuiuti, a invasão do Santos Dumont por bloco carnavalesco e as manifestações pró Lula no Carnaval podem ter sido uma espécie de Passeata dos Cem Mil de 2018. 
Lembremos que, para toda passeata dos Cem Mil, a direita pode sempre reagir com um AI-5. 
Ainda que ele venha a conta gotas.
 Não chegamos ainda a esse ponto.

Mas estamos à beira da implantação de um Estado militar-judicial: 
com a prisão provável do líder em todas as pesquisas e a militarização do cotidiano nas grandes cidades do país. 
O Rio é o laboratório para o golpe avançar para um patamar  mais autoritário. Ou para ser derrotado.

O Senador Roberto Requião, também faz uma análise um pouco diferente, afirmando que isso não passa de uma “jogada publicitária” de Temer:

 
Doação para o Blog

Queridos leitores do Blog SUED E PROSPERIDADE que a paz
 esteja com todos.
Venho pedir aos leitores que têm condições e querem contribuir com o Blog uma pequena doação para o Blog
Que a prosperidade os acompanhe hoje e sempre.
Desde já agradeço.
Maria Joselia
 
Número da conta
Maria Joselia Bezerra de Souza
Caixa Econômica Federal
Agencia: 0045
Operação: 013
Conta: 00054784-8
Poupança
Brasil
Obrigado

terça-feira, 30 de agosto de 2016

PAU QUEBRA NA PAULISTA NA REPRESSÃO AO FORA TEMER

PAU QUEBRA NA PAULISTA NA REPRESSÃO AO FORA TEMER
 Eduardo Figueiredo / Mídia NINJA:
Manifestação contra o golpe e contra o governo interino de Michel Temer na Avenida Paulista, região central da capital paulista, começou a crescer e a ser reprimida pela Polícia Militar, que joga bombas de gás lacrimogêneo contra os integrantes de movimentos sociais; outras cidades também têm grandes protestos contra o golpe e Temer no dia em que a presidente Dilma Rousseff foi ao Senado se defender e na véspera da votação final do impeachment; Brasília, em frente ao Congresso Nacional, e Rio de Janeiro, na Calendária, são palcos de atos

29 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 19:39

SP 247 – A grande manifestação contra o golpe e contra o governo interino de Michel Temer que está sendo realizada na Avenida Paulista, região central da capital paulista, na noite desta segunda-feira 29 está sendo duramente reprimida pela Polícia Militar.
A caminhada começou na Praça do Ciclista, próxima à Rua da Consolação, e começou a crescer sentido Paraíso, com destino final no vão do Masp. A PM joga bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os integrantes de movimentos sociais.
Outras cidades também têm grandes protestos contra o golpe e Temer no dia em que a presidente Dilma Rousseff se defende do Senado no processo de impeachment, na véspera da votação final do julgamento que pode afastá-la definitivamente.

Brasília, em frente ao Congresso Nacional, e Rio de Janeiro, na Calendária, são palcos de alguns desses atos contra o golpe. Confira abaixo o vídeo publicado pela Revista Fórum e leia mais na reportagem da Agência Brasil:

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

REINALDO AZEVEDO: Vazamento sobre Toffoli faz Janot suspender delação de Léo Pinheiro

REINALDO AZEVEDO: Vazamento sobre Toffoli faz Janot suspender delação de                     Léo Pinheiro
Publicado em 22/08/2016 09:20
por enquanto, nada há contra ministro... (Procurador-geral teria ficado irritado com o vazamento e entendido que era uma forma de forçar acordo segundo os interesses do investigado), EM VEJA.COM.

O jornal O Globo informa que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, suspendeu as negociações para o acordo de delação premiada de Léo Pinheiro e de outros executivos da OAS. Ele teria ficado irritado com o vazamento de uma informação, publicada pela VEJA, segundo a qual, na fase de pré-acordo, o nome do ministro Dias Toffoli, do Supremo, teria sido citado.
A revista informa que Toffoli teria reclamado de infiltração em sua casa e que a OAS teria enviado engenheiros ao local para fazer uma avaliação. Uma empresa teria sido indicada para fazer a obra, e a conta, segundo a revista, foi paga pelo ministro.
Segundo o Globo, a Procuradoria entendeu que o vazamento do nome de Toffoli seria uma forma de os delatores pressionarem o órgão a aceitar a delação segundo os interesses do investigado.  
Que fique claro: segundo a própria VEJA, com o que se tem agora, Toffoli não pode ser acusado de coisa nenhuma. A questão é saber se os delatores, no pré-acordo, deixaram claro que têm algo mais a dizer. Dada a reação do Ministério Público Federal, não parece ser o caso. Creio que que seria um jogo arriscado demais suspender uma delação para, sei lá, proteger o nome de um ministro do Supremo.
Eu mesmo afirmei aqui que, se houvesse algum elemento grave contra Toffoli, ele teria, quando menos, de se declarar impedido de votar nos casos referentes ao petrolão. Comprovada a prática de crime, existe a possibilidade de impeachment para ministro do Supremo.
Com o que se tem até agora, não cabem nem uma coisa nem outra. Não há evidência nenhuma contra ele.
A decisão de Janot também tem lá a sua estranheza. Não fica exatamente claro por que o vazamento seria uma forma de forçar a aceitação do acordo “segundo os interesses do investigado”.
É a primeira vez que Janot toma uma medida como essa desde o início da Lava Jato. Pinheiro já foi condenado em primeira instância, pelo juiz Sergio Moro, a 16 anos de prisão. Dado o que se reuniu contra ele e contra a empresa, sem um acordo, dificilmente a sentença não seria endossada em instâncias superiores, e ele começaria a cumprir pena em regime fechado.

Jogos Olímpicos foram um sucesso! E o ausente mais presente foi o governo Temer. Fez bem!

Contrariando as expectativas mais pessimistas e o fel dos que disfarçam a insatisfação com a própria vida torcendo sempre pelo pior, os Jogos Olímpicos do Rio foram um sucesso. Aliás, afirmei aqui no blog, antes que começassem, que apostava que assim seria.
Mais: é tolice essa história, reitero, de afirmar que agora acordamos para a verdade. Tudo o que se viu nessas pouco mais de duas semanas era também real — a parte boa da realidade. Sim, temos de lamentar que as coisas ruins persistam, e é preciso que se tomem providências para corrigir o que não vai bem.
Querem um exemplo claro? Infelizmente, a segurança pública do Rio tenderá a voltar ao normal em breve. E o normal não é bom. Os eventos que realmente infelicitam os cariocas nem sempre são protagonizados por quatro nadadores americanos meio trapalhões, não é? E nem sempre o estado consegue dar uma resposta tão rápida e tão precisa à sociedade.
Para o bem, não para o mal, houve um grande ausente presente nestes Jogos Olímpicos: o governo federal! Eu diria ser esse um tento marcado pelo presidente Michel Temer, para desaire das esquerdas.
Ainda me lembro das solenes promessas revolucionárias feitas por falastrões como Guilherme Boulos, do MTST, e João Pedro Stédile, do MST: se viesse o impeachment, o Brasil se transformaria no mármore do inferno… Pois o impeachment veio — no fim deste mês, Dilma recebe o cartão vermelho —, e os comunas tiveram de enfiar a sua viola quebrada no saco.
Os Jogos Olímpicos chegaram com o país relativamente em paz, embora haja muita coisa a fazer. Esse não é o Brasil que recebeu a Copa das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo, em 2014. Ainda que os problemas estruturais que nos infelicitavam estejam todos aí, à espera de uma resposta, a verdade é que as parcelas mais crispadas da sociedade, que levavam seu inconformismo às ruas, parecem ter resolvido dar um voto de confiança ao atual arranjo político. Para a melancolia dos profissionais do confronto.
Sim, é verdade: na abertura da Olimpíada, houve a breve vaia ao presidente Michel Temer, que preferiu a discrição. O Lula superpopular dos Jogos Pan-Americanos de 2007 também recebeu a sua dose. E olhem que estava no primeiro ano do seu segundo mandato. Não foi diferente com Dilma em 2014. O comportamento de um estádio quando é anunciando o nome de um político não serve de parâmetro. Não é um termômetro da tensão ou da paz social.
Com o governo um tanto ausente da propaganda, respirou-se uma espécie de Olimpíada dos cidadãos, o que me parece, se querem saber, bom. Mas é evidente que as estruturas do estado brasileiro atuaram a contento. Afinal, aquilo a que se chamou “boa organização dos Jogos” não surgiu no vácuo. Há pessoas operando aquilo tudo. O trabalho conjunto entre o estado, o Comitê Olímpico Brasileiro e o Comitê Olímpico Internacional foi obviamente bem-sucedido.
Não fui ao Rio no período. Pessoas amigas que lá estiveram e que não se deixam impressionar com facilidade elogiaram a organização e os aparelhos urbanos postos a serviço dos Jogos Olímpicos e à disposição dos cidadãos. Ainda que desagrade a esse ou àquele em razão do estilo — e a quem não desagrada? —, parece que uma figura pública acabou se identificando com o sucesso do evento mais do que qualquer outra e por bons motivos: o prefeito Eduardo Paes (PMDB).
Lidou com obras gigantescas, e, que se saiba, não aparece em nenhuma lista de empreiteira em situação desconfortável. Ser honesto é uma obrigação, não uma distinção, eu sei. Mas vivemos os dias que vivemos, não é mesmo? Às vésperas do evento, Paes teve de se haver com a queda de parte da ciclovia que margeia a Avenida Niemeyer — parecia haver ali um mau presságio — e precisou botar a boca no trombone para chamar atenção para o descalabro da segurança pública, o que lhe rendeu críticas, a meu ver, injustas.
Seja como for, boa parte da melhoria que os cariocas sentiram na cidade e do conforto oferecido aos turistas derivou de obras tocadas pela prefeitura. “Ah, com a dinheirama que o governo federal jogou lá, fica fácil…” Infelizmente, isso não é verdade. O dinheiro não basta. É preciso também ter competência.
O resultado, em suma, é positivo em várias frentes. Como vocês notam, queridos leitores, quando não gosto, falo mal; quando gosto, falo bem! Isso deixa delinquentes intelectuais como Guilherme Boulos muito nervosos. Sinal de que estou no caminho certo, não é mesmo?
Temer se une ao PSDB contra reajuste do STF, por JOSIAS DE SOUZA (UOL)
 
Michel Temer associou-se à articulação do PSDB para tentar barrar o reajuste salarial dos ministros do STF, do procurador-geral da República e dos defensores públicos da União. Os projetos que elevam essas remunerações constam da pauta da sessão de terça-feira da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Temer pediu aos líderes de sua infantaria que levem o pé à porta. Trata-se de uma reviravolta, já que o Planalto fazia vista grossa para a movimentação das corporações.
Há seis dias, numa conversa com o senador José Aníbal (PSDB-SP), Temer emitiu o primeiro sinal de que tomaria distância dos reajustes. Pediu a Aníbal que o ajudasse a retardar o reajuste pleiteado pelos ministros do STF —de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. O senador tucano disse que faria mais. Em vez de protelar, tentaria derrubar o reajuste. Recordou que o relator da proposta, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), também se põe ao aumento.
O tema voltaria a ser discutido no dia seguinte, num jantar de Temer com a cúpula do tucanato no Senado. Não por acaso, Aníbal e Ferraço estavam entre os convidados. Dois dias depois, na sexta-feira passada, Temer voltou ao tema dos reajustes na reunião que teve em São Paulo com os ministros palacianos, Henrique Meirelles (Fazenda), seus líderes na Câmara e no Senado e os presidentes das duas Casas, Rodrigo Maia e Renan Calheiros.
“Não aguento mais essas corporações infestando o Congresso”, disse Aníbal aoblog, reproduzindo o comentário que fizera no jantar com Temer. “As corporações estão em toda parte: nas comissões, nos corredores, no plenário. Nosso desafio é colocar o Brasil no Congresso, sobretudo os 12 milhões de desempregados. Eles precisam estar no centro de tudo o que nós votamos.”
Para demonstrar que fala sério, Temer terá de segurar o PMDB. Em entrevista aoblog, o relator Ricardo Ferraço repetiu a queixa que fizera no jantar com o presidente interino, no Palácio do Jaburu:
“Enquanto nós levantamos diques de contenção, o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), pega assinaturas de outros líderes no plenário do Senado para atribuir regime de urgência ao projeto que aumenta os salários do Supremo. Há outra proposta que dá aumento aos defensores públicos. Hoje, um defensor público em início de carreira recebe R$ 17 mil. Eles querem R$ 30 mil. Nós seguramos. E a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), que é líder do governo no Congresso, diz que não tem problema nenhum, que isso já está analisado pelo governo, que não tem impacto.”
Para Meirelles, ‘barulho’ sobre 2018 é bom sinal
 
Principal ministro de Michel Temer, o czar da economia Henrique Meirelles passou a ser visto no novo condomínio governista como um presidenciável esperando para acontecer. Seus críticos mais mordazes estão no PSDB. Em privado, Meirelles reage à onda de ciúmes com ironia.
Numa entrevista ao repórter Giuliano Guandalini, veiculada pela Veja, Meirelles roçou a fronteira do sarcasmo ao ser indagado sobre a hipótese de o rumor em torno de sua candidatura atrapalhar a aprovação das reformas. Disse que o “barulho” é sinal de que o seu itinerário econômico “está na direção certa”.
“Parece que não são apenas os empresários e os consumidores que estão mais otimistas”, disse Meirelles. “Pelo visto, até os políticos começam a acreditar no sucesso desse plano econômico. Tanto é assim que já discutem abertamente qual será o efeito eleitoral. Do meu ponto de vista, não posso me desviar do foco daquilo que estamos fazendo e ficar entrando em discussões sobre hipóteses. Não trabalho sobre hipóteses.”
Numa tentativa de atiçar o político que Meirelles esconde atrás da alma, o repórter indagou: Acha que seria um problema se declarasse a intenção de ser candidato? Na dúvida entre não parecer o que é e não ser o que parece, Meirelles optou por uma fórmula ainda mais enganadora: decidiu ser e parecer.
“No momento, sou candidato a botar a economia para crescer”, disse o ministro, antes de se escorar novamente na ironia: “Olhando esse barulho todo, acho relevante apenas o seguinte: puxa vida, até os políticos começam a acreditar que o ajuste dará certo e a economia voltará a crescer. Portanto, nosso plano está na direção certa.”
O PSDB está inquieto porque sabe como esse tipo de enredo pode terminar. Em 1993, o tucano Fernando Henrique Cardoso virou ministro da Fazenda de Itamar Franco, o Michel Temer da época. O inimigo de então era o tigre da superinflação. Domando-o, FHC elegeu-se presidente da República um par de vezes. Hoje, alguém que coloque lenha nas fornalhas da economia e inverta a curva do desemprego vira uma alternativa presidencial instantânea.
De resto, as ambições políticas de Meirelles são conhecidas. O personagem debutou na política em 2002. Elegeu-se deputado federal pelo PSDB de Goiás. Convidado por Lula para a presidência do Banco Central, renunciou ao mandato antes de tomar posse na Câmara.
Na sucessão presidencial de 2010, quando fabricou a candidatura de Dilma, Lula tentou enfiar Meirelles na chapa. Ofereu-lhe a vaga de vice, estimulando-o a se filiar ao PMDB. Michel Temer levou o pé à porta. Unificou o PMDB e tornou-se, ele próprio, o vice de Dilma. Preterido, Meirelles migrou para o PSD de Gilberto Kassab, onde permanece.
No momento, Meirelles talvez devesse trazer suas opiniões políticas na coleira. O único lugar onde a candidatura vem antes do trabalho é no dicionário. Em política, de resto, uma refinada ironia sempre pode ter que engrossar quando se deparar com outra ironia mais hábil.
Planalto receia que Temer seja alvo de panelaço
Ao decidir levar ao ar seu primeiro pronunciamento no feriado em 7 de Setembro, Michel Temer deu de ombros para ponderações que ouviu de auxiliares. Integrantes de sua equipe receiam que ele seja alvo do seu primeiro panelaço. Embora concorde com a avaliação, Temer decidiu correr o risco.
Temer se esforça para conviver com a impopularidade. Há duas semanas, foi à abertura dos Jogos Olímpicos sabendo que seria hostilizado. Evocou Nelson Rodrigues: “No Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio.” Ao anunciar a abertura da Olimpíada, foi vaiado mesmo sem que seu nome tivesse sido mencionado no sistema de som.
Temer faltou à cerimônia de encerramento, na noite deste domingo (21). Enviou como representante o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O deputado sentou-se ao lado do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach. Mas sua presença também não foi anunciada pelo ceremonial do evento.
Numa tentativa de vacinar Temer contra o panelaço, o Planalto volta a se escorar em Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra”, disse um auxiliar do presidente que, em poucos dias, deve ser efetivado no cargo pelo Senado. “As manifestações da sociedade são parte da democracia”, acrescentou.
Em junho, o medo de panelaço fizera Temer desistir de uma aparição em rede nacional de rádio e tevê. O governo enviara ao Congresso a proposta de emenda constitucional que cria um teto para limitar o crescimento das despesas públicas. E Temer programara-se para bater bumbo na vitrine eletrônica. Celebraria a normalização das relações com o Legislativo e a retomada da confiança dos agentes econômicos.
Recuou depois de ouvir o estrondo da delação premiada de Sérgio Machado, o ex-tucano que se converteu ao PMDB e presidiu a Transpetro por quase 12 anos. Período em que fez da subsidiária da Petrobras uma usina de trambiques e propinas.
Machado ocupou manchetes nas quais o Planalto imaginara que acomodaria seu otimismo econômico. Índio da tribo do pajé Renan Calheiros, o delator disse ter recolhido R$ 115 milhões no balcão da Transpetro. Distribuiu-os a 23 políticos de oito partidos. A parte do leão, R$ 100 milhões, foi destinada aos cardeais do PMDB. Nessa versão, a pedido de Temer, R$ 1,5 milhão fora borrifado na campanha de Gabriel Chalita, então candidato a prefeito de São Paulo pelo PMDB.
A aparição de Temer representará uma espécie de ressurreição dos pronunciamentos oficiais de presidente. Sob Dilma, a ferramenta havia sido abandonada desde maio de 2015. Madame fugiu dos panelaços refugiando-se na internet. Rompendo a tradição, cancelou a exibição da mensagem do Dia do Trabalho em rede nacional. Veiculou-a nas redes sociais.
O então ministro Edinho Silva (Comunicação Social da Presidência) disse na época que Dilma não fugiu do horário nobre da tevê por medo das panelas. Ela “só está valorizando outro modal de comunicação. Já valorizou a rádio, valoriza todos os dias a comunicação impressa. E resolveu valorizar as redes sociais.'' Dilma jamais seria vista novamente numa rede nacional.


 Blogs Fonte: VEJA + UOL

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

CUNHA PROVA QUE CONTINUA MANDANDO NO PAÍS

CUNHA PROVA QUE CONTINUA                                    MANDANDO NO PAÍS
:

Depois de comandar o golpe parlamentar, deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conseguiu colocar de joelhos o interino Michel Temer e seu sucessor na Câmara, Rodrigo Maia; Cunha mandou avisar que não admite ser cassado; para ele, Temer e os partidos que apoiam o seu governo lhe devem gratidão por ter deflagrado o golpe; caso seja ignorado, ameaça reagir; não é a toa que a votação da sua cassação ficou para 12 de setembro, após o impeachment e numa segunda-feira, dia de quórum fraco; para o jornalista Kennedy Alencar, adiar a votação sobre Cunha "mostra que o governo e boa parcela da Câmara temem segredos que Cunha possa tornar públicos" e "uma clara articulação para facilitar a vida do ex-presidente da Câmara"

11 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 20:13

247 - O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB) mandou avisar que não admite ser cassado. Admite menos ainda ser enviado para casa antes do impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff. Em privado, Cunha diz que Michel Temer e os partidos que apoiam o seu governo lhe devem gratidão por ter deflagrado o golpe. Ignorado, ameaçou reagir. E seu encontro com a guilhotina foi empurrado para 12 de setembro —uma segunda-feira, dia de quórum fraco. Contrariando aqueles que esperavam a votação para agosto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) deu nova sobrevida ao antecessor.
Segundo o jornalista Josias de Souza, "empenhado em evitar confusões que coloquem em risco o afastamento de Dilma, o Planalto celebra o silêncio de Cunha". Ele complementa: "Na Câmara, o mutismo da maioria evidencia o poder de fogo do personagem. Nesse cenário, basta que um deputado agache no plenário para ser considerado um político de grande altivez".
O jornalista Kennedy Alencar faz avaliação semelhante. Para ele, adiar a votação de Cunha para 12 de setembro "mostra que o governo e boa parcela da Câmara temem segredos que Cunha possa tornar públicos" e "uma clara articulação para facilitar a vida do ex-presidente da Câmara".
"Aprovar o impeachment de Dilma e dar a Cunha a chance de escapar confirma o uso de dois pesos e duas medidas e reforça a tese de um golpe parlamentar contra a petista", ressalta.


Ele pontua que "será um escândalo realizar essa votação num dia de baixa presença no Congresso Nacional". "Como são necessários 257 votos dos 513 deputados para que Cunha seja cassado, essa data é um presente para o peemedebista e um tapa na cara da sociedade diante da quantidade de acusações graves que pesam contra ele", diz.

TEMER CELEBRA O GOLPE: ‘CORREU TUDO CONFORME O ESPERADO’

TEMER CELEBRA O GOLPE: ‘CORREU TUDO CONFORME O ESPERADO’
:

Declaração foi feita nesta madrugada, quando o presidente interino assistia, de seu gabinete no Palácio do Planalto, à votação do relatório do impeachment que acontecia no Senado, onde os parlamentares acabaram transformando Dilma em ré por 59 votos a 21; "É que aqui existe articulação política", disse o ministro chefe da Casa Civil, acusado por Marcelo Odebrecht de receber R$ 4 milhões via caixa 2, em crítica velada a Dilma

10 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 11:27

247 – O presidente interino, Michel Temer, celebrou o avanço do golpe na madrugada desta quarta-feira 10, enquanto acompanha a votação no Senado se seu gabinete no Palácio do Planalto. "Correu tudo conforme o esperado", comentou, segundo relato da jornalista Vera Rosa, do Estado de S. Paulo.
Ao jornal, o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, acusado pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht de receber R$ 4 milhões via caixa 2, aproveitou para fazer uma crítica velada ao governo Dilma: "É que aqui existe articulação política".

Padilha também comemorou por quase ter cravado o número de votos a favor do impeachment. Ontem, ele previa que 60 senadores votariam para que Dilma se tornasse ré – a votação registrou 59

O BRASIL PODE CONVIVER COM UM PRESIDENTE CLANDESTINO?

O BRASIL PODE CONVIVER COM UM PRESIDENTE CLANDESTINO?
 : <p>Presidente em Exercício Michel Temer e o Governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão durante cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (Rio de Janeiro - RJ, 05/08/2016) Foto: Beto Barata/PR</p>
"É inacreditável que alguém possa achar normal que um presidente da república de um dos maiores países do mundo tenha de se recolher a uma quase clandestinidade, por saber que, mesmo nos momentos de mais alegria e fratenidade – como a abertura dos Jogos Olímpicos, ontem – vai ser hostilizado pela população", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Com Temer no Governo, só há dois caminhos: ou o caos ou a aventura. E ambos os caminhos levam ao desastre"

6 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 11:51

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço
É inacreditável que alguém possa achar normal que um presidente da república de um dos maiores países do mundo tenha de se recolher a uma quase clandestinidade, por saber que, mesmo nos momentos de mais alegria e fratenidade – como a abertura dos Jogos Olímpicos, ontem – vai ser hostilizado pela população.
Mais inacreditável é que a imprensa ou participe ou ache “normal” que o chefe de Estado se homizie através de truques e arranjos.
Há, porém, uma conclusão que não é tão evidente quanto o golpe e a co-autoria cúmplice da mídia.
Este homem não pode ser presidente da República, porque a sua falta de legitimidade pública e isso o torna perigoso como tornou José Sarney quando a morte de Tancredo o levou ao poder.
Só através de uma ditadura explícita isso poderá continuar, porque a realidade brota, até mesmo nas bem ensaiadas e controladas imagens da mídia.
Com Temer no Governo, só há dois caminhos: ou o caos ou a aventura.

E ambos os caminhos levam ao desastre.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Globo e golpistas mergulham o Brasil no abismo

09/08/2016 15:01 - Copyleft
Globo e golpistas mergulham o Brasil no abismo
A Globo esconde dos brasileiros as delações com o potencial explosivo de derrubar o governo usurpador e levar seus integrantes para a cadeia
 Jeferson Miola
Marcos Oliveira / Agência Senado
Dois fatos políticos de relevância olímpica foram olimpicamente 
ocultados pela Rede Globo no Jornal Nacional desta
 segunda-feira olímpica, 8 de agosto de 2016.
 
O primeiro fato: a decisão de Gilmar Mendes, juiz tucano no STF, de abrir processo para extinguir o PT. Embalado pelo espírito fascista da ditadura golpista de 1964, Gilmar quer eliminar do sistema partidário brasileiro o Partido que tem quase 2 milhões de filiados e que recebeu 54.501.318 votos na última eleição presidencial. Um fato de tal gravidade jamais poderia ser escondido.
 
O segundo fato ocultado foi o vazamento da delação que revelou a propina de R$ 10 milhões que Michel Temer mandou a Odebrecht entregar aos sócios golpistas Eliseu Padilha, Chefe da Casa Civil, que embolsou R$ 4 milhões em dinheiro vivo, e Paulo Skaff, presidente da FIESP, que levou R$ 6 milhões, também em dinheiro vivo. A delação também mostrou a propina de R$ 34,5 milhões recebida pelo Chanceler usurpador José Serra.
 
Quem revelou o escândalo da propina multi-milionária paga aos golpistas não foi nenhum veículo da imprensa não-hegemônica. A divulgação saiu das páginas da insuspeitamente golpista revista Veja, muitas vezes beneficiária em primeira mão dos vazamentos seletivos feitos por agentes da PF, do MP e do Judiciário.


É evidente que este escândalo, com o potencial explosivo de derrubar o governo usurpador e levar seus integrantes para a cadeia – fosse esse, evidentemente, um tempo de normalidade democrática e institucional – somente foi vazado porque seus autores confiam que exercem controle total da situação e das instituições políticas, policiais e judiciais.
 
É ilusório pensar que esta denúncia tenha algo a ver com princípios éticos ou morais ou com o ideal de “limpeza” da política apregoado por procuradores da Lava Jato, que agem como verdadeiros pregadores da nova ordem, pura e livre de pecados.
 
O vazamento é uma operação calculada; é parte do jogo de disputas, chantagens e de acomodação de interesses no interior do bloco golpista.
 
Aqueles que se beneficiam do vazamento têm consciência de que a divulgação deste escândalo monumental não reverterá o curso do golpe e não derrubará o governo usurpador de Michel Temer. Em outras palavras: o golpe está consolidado, e o novo regime golpista, que se assenta na criminalidade e na solidariedade criminosa, já administra as tensões internas.
 
Este estágio “orweliano” da realidade brasileira não seria alcançado sem a participação da Rede Globo, com o corpo e a alma, no golpe.
 
A Globo joga um papel decisivo na consolidação do golpe, como jogou no de 1964. O papel nocivo da Globo à democracia é exercido quando deturpa a realidade que publica, mas sobretudo quando esconde criminosamente a realidade.
 
Esses acontecimentos são a demonstração olímpica de que o Brasil está sendo outra vez mergulhado no abismo do arbítrio e do obscurantismo.

PT PEDIRÁ INVESTIGAÇÃO POR CAIXA DOIS DE R$ 10 MILHÕES RECEBIDO POR TEMER

PT PEDIRÁ INVESTIGAÇÃO POR CAIXA DOIS DE R$ 10 MILHÕES RECEBIDO POR                                     TEMER
 :
Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), anunciou que o partido vai apresentar 11 questões de ordem, na sessão do plenário que decide se Dilma Rousseff vai a julgamento por crime de responsabilidade, para impedir a apreciação da denúncia contra a presidente eleita; "Queremos o fim da seletividade de investigações. Um lado, investiga. O outro, todo mundo fica caladinho. A presidenta pode perder o mandato amanhã e Temer, que pode ter recebido R$10 milhões de caixa dois, vai continuar, lépido e fagueiro, como presidente da República", afirmou; "E tem de investigar rápido, porque se for mentira, há uma injustiça contra ele. E, se for verdade, há uma injustiça contra o povo brasileiro", completou

9 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 07:54 

Pernambuco 247 - O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), anunciou nesta segunda-feira (8) que o partido vai apresentar 11 questões de ordem amanhã, na sessão do plenário que decide se Dilma Rousseff vai a julgamento por crime de responsabilidade, para impedir a apreciação da denúncia contra a presidenta.
O parlamentar argumenta que é um contrassenso uma presidenta da República responder um processo por conta de três decretos de suplementação orçamentária enquanto o presidente interino Michel Temer (PMDB) é acusado pelo dono da maior empreiteira do Brasil de ter pedido e recebido, em espécie, R$ 10 milhões na forma de caixa dois em 2015 e não haver sequer uma investigação.
"Queremos o fim da seletividade de investigações. Um lado, investiga. O outro, todo mundo fica caladinho. A presidenta pode perder o mandato amanhã e Temer, que pode ter recebido R$10 milhões de caixa dois, vai continuar, lépido e fagueiro, como presidente da República", afirmou.
Humberto avalia que Temer precisa, sem dúvida, vir a público se explicar e que tem de haver investigação. "Não estão investigando Lula, Dilma, senadores, deputados e governadores? Por que não investigam o Sr. Michel Temer, o Sr. Eliseu Padilha e o Sr. José Serra, citados pelos executivos da Odebrecht, segundo a imprensa", disse.
Ele ressaltou que não está dizendo que as denúncias são verdade e quem irá concluir sobre isso é o Ministério Público. "E tem de investigar rápido, porque se for mentira, há uma injustiça contra ele. E, se for verdade, há uma injustiça contra o povo brasileiro", complementou.
Denúncias publicadas na imprensa no fim de semana apontam que a delação premiada de executivos da Odebrecht apresentará à Lava jato documento com relato de que Temer pediu "apoio" financeiro" ao PMDB para a empreiteira, que teria repassado R$ 10 milhões em dinheiro vivo a integrantes do partido em 2014.
A contribuição teria sido pedida a Marcelo Odebrecht, então presidente da empresa, em maio de 2014, quando Temer ainda ocupava a vice-presidência, em um jantar no Palácio do Jaburu, do qual também teria participado o atual ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha (PMDB-RS).
Teriam sido repassados R$ 4 milhões a Padilha e R$ 6 milhões ao presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Paulo Skaf, que à época disputava a eleição estadual para o governo paulista. Segundo as notícias, em acordo para a delação, a Odebrecht informou que contabilizou a doação ao PMDB em seu "caixa paralelo".
Reportagens também revelam que funcionários da Odebrecht afirmaram a investigadores da Lava Jato que a campanha de José Serra à Presidência, atual ministro das Relações Exteriores, em 2010, recebeu da empresa R$ 23 milhões por meio de caixa dois.
Os senadores decidirão nesta terça-feira (9), a partir das 9h, se a presidente afastada Dilma Rousseff vai a julgamento por crimes de responsabilidade. A votação encerra a fase de pronúncia, segunda etapa do processo de impeachment. Caso a maioria simples dos senadores aceite o parecer da Comissão Especial do Impeachment, Dilma será julgada e pode perder definitivamente o mandato. 

*Com informações da Assessoria de Imprensa

terça-feira, 26 de julho de 2016

Gleisi Hoffmann: Temer blindado pela mídia e o povo enganado pelo golpe

Gleisi Hoffmann: Temer blindado pela mídia e o povo enganado pelo golpe
julho 25, 2016 por esmael |
 gleisi_rede_golpe
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em sua coluna desta segunda (25), denuncia a blindagem e a torcida da velha mídia golpista pela permanência do interino Michel Temer (PMDB) e, consequentemente, a perda de direitos do povo brasileiro que é enganado por essa associação criminosa.
Segundo ela, para criar um clima favorável ao governo golpista, fraudam pesquisas e a realidade do país. A colunista denuncia ainda o custo do golpe: quase R$ 200 bilhões para comprar os votos (fidelizar) necessários para o impeachment no Senado. A título de comparação, o Congresso estuda cassar Dilma Rousseff em virtude de déficit de R$ 30 bilhões. Entretanto, o Ministério Público já arquivou a denúncia de crime de “pedalada fiscal” contra a presidente afastada.
Gleisi grita contra o fim do SUS, pela manutenção do Minha Casa Minha Vida, da universidade gratuita, dos direitos dos trabalhadores, do salário mínimo e da aposentadoria. Abaixo, leia, comente e compartilhe a íntegra do texto:
Temer blindado e o povo enganado
Gleisi Hoffmann*
É impressionante a boa vontade, ou melhor, o apoio, a torcida da grande mídia, do mercado financeiro e da elite brasileira ao governo interino de Michel Temer. Como num passe de mágica tudo que ia de mal a pior no governo da presidenta Dilma melhorou cem por cento agora. A população apoia Temer, segundo pesquisa fraudada do Datafolha. A economia melhorou consideravelmente, inclusive o humor do mercado e da população, segundo a mesma pesquisa. A relação com o Congresso, também pudera com tantas concessões, está uma maravilha. É o governo da salvação nacional. Até o combate ao terrorismo ganhou evidência e o posicionamento heroico do ministro interino da Justiça, que espantou turistas das olimpíadas.
O noticiário, antes azedo e agourento, agora pauta temas positivos do esforço do governo em melhorar a economia do país. Aliás, a equipe econômica, coração do governo, é a motivação maior dessa blindagem.
Austeridade, equilíbrio, controle nas finanças públicas é o mantra para recuperar o crescimento econômico. Mas o que estamos vendo até agora é uma gastança desenfreada sob o nome de transparência realista.
São R$ 170 bilhões de déficit este ano e R$ 194 bilhões ano que vem. Vale lembrar que quando Dilma mandou o orçamento de 2016 com déficit de R$ 30,5 bilhões para o Congresso, foi considerado um escândalo. Devolveram! E a ironia de tudo isso é que estão fazendo o impeachment da presidenta por crime de responsabilidade fiscal!
Mas a crueldade maior é que essa tolerância deficitária, que está possibilitando pagar a conta do golpe e fidelizar aliados, é também a justificativa para as reformas estruturais, aquelas voltadas para cortar programas sociais e direitos dos trabalhadores. Porque a elite é assim, para manter os juros altos corta a previdência social, os recursos para saúde e educação, o poder de compra do salário mínimo. Tudo sob o manto da chamada responsabilidade na gestão. Todos devem fazer sacrifícios, desde que no ‘todos’ não esteja o andar de cima.
É repugnante ouvir os representantes do governo golpista e os articuladores midiáticos criticando os programas sociais, desmerecendo sua importância e mostrando-os como estorvo a melhora da economia. O SUS virou caixa de pancada do ministro da Saúde, que insiste em um plano privado de saúde popular, no fim do Mais Médicos e de que a doença está no pensamento das pessoas.
O Minha Casa Minha Vida, um dos programas de maior sucesso da habitação popular brasileira, é um peso para a Caixa Econômica Federal, empresa pública que resolveu apostar no mercado imobiliário rentável, financiando casa para os ricos. É mais fácil, seguro e menos trabalhoso.
O ensino superior público também passou a ser uma aberração para a mídia. Editorial de O Globo defende abertamente a privatização do ensino superior, depois de ter formado seis ideólogos de direita nas universidades gratuitas. Como os pobres estão indo para o ensino superior está na hora de cortar. Haja hipocrisia.
Soma-se a essa ladainha de retrocessos os ataques a CLT. Em tempos de crise, manda o manual do mercado que o trabalhador abra mão de seus direitos para manter o emprego e conservar o lucro do sistema. É o acordo da espingarda com a rolinha. Salário mínimo com poder real de compra também é um empecilho para o resgate do desenvolvimento econômico. Até quando Temer será blindado?!
Se há pessoas que gostam de ser enganadas, existem aquelas que ousam lutar. Mais do que nunca a resistência popular tem de se fazer presente. Voltar atrás nunca mais!

*Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Blog do Esmael às segundas-feiras.

sábado, 18 de junho de 2016

A Globo está derrubando Temer


16 de Junho de 2016
:
A Globo – ou, mais especificamente seu principal produto jornalístico, o Jornal Nacional – derrubou Dilma. Veiculou entrevistas em que especialistas escolhidos a dedo testemunharam que as pedaladas eram crime de responsabilidade. Convocou o povo a ocupar as ruas pedindo impeachment, o que serviu de forte pretexto para os deputados votarem contra a presidente, para atenderem ao que as ruas pediam. Deu certo.
A Globo – ou, mais especificamente o Jornal Nacional, estrategicamente encaixado entre as duas novelas de maior ibope – derrubou Eduardo Cunha. A pá de cal foi a matéria que denunciou a manobra envolvendo o governo Temer, o presidente do PRB, ministro Marcos Pereira e a desconhecida deputada Tia Eron (que nome!) unidos na tentativa de salvar Cunha na comissão de ética. Flagrados no conluio, o Planalto tirou seu cavalinho da chuva e Tia Eron votou contra Cunha. Mais uma vez deu certo.
Agora a Globo – ou, mais especificamente, o Jornal Nacional, em cujo noticiário, a exemplo do que ocorre nas novelas o bem tem que prevalecer sobre o mal - está derrubando Temer. E tem tudo para dar certo.
A longa matéria veiculada ontem que detalha a sua interferência na distribuição de 40 milhões de reais arrecadados ilicitamente pelo presidente da Transpetro, Sérgio Machado, para irrigar as hostes do PMDB, reassumindo, em 2014, a presidência do partido então ocupada por Valdir Raupp, seu vice, a pedido dos deputados que se queixavam de serem preteridos na distribuição e o áudio em que o mesmo Machado conta a Sarney que Temer solicitou 1,5 milhões para a campanha de seu pupilo Gabriel Chalita a prefeito de São Paulo, em 2012, informação que também detalhou por escrito aos procuradores da Lava Jato, foi devastadora.
O impacto foi imediato, pois a narrativa do delator premiado faz muito sentido: ele estava na presidência da estatal por indicação de um dos caciques do PMDB, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros e sua tarefa consistia em, além de cuidar da empresa em si, atender aos pedidos dos peemedebistas de verba para campanhas, oriunda de repasses das empresas privadas que mantinham negócios com a Transpetro. Nada mais justo do que fornecê-la, também, ao principal cacique do partido. Não há desmentido do Palácio do Planalto que convença os 30 milhões de brasileiros que assistem ao Jornal Nacional de que Temer não participava desse rachuncho.
Sabedores da força da Globo e da importância cada vez maior da opinião pública, cada vez menos tolerante com malfeitos, venham de onde vierem, e da qual dependem para se reelegerem, os senadores que participam da comissão do impeachment terão muito menos disposição para defender o presidente em exercício. Levando-se em conta, que, do ponto de vista formal ele ainda é o vice-presidente da República e os fatos narrados por Machado ocorreram durante seu mandato, não se afasta a possibilidade de que eles deem sustentação a um pedido de impeachment de Temer.
Pelas mesmas razões, as denúncias, que podem transformá-lo em réu, tal como aconteceu com Eduardo Cunha, terão impacto sobre o conjunto dos senadores que vão votar, provavelmente em agosto, pela deposição definitiva ou pela volta da presidente Dilma ao poder. Mais uma vez pressionados pela opinião pública, que certamente não será estimulada pela Globo a sair às ruas em defesa de Temer eles não terão respaldo para trocar uma presidente acusada somente de irregularidades administrativas, mas que jamais foi denunciada por algum dos muitos delatores, por um sério candidato a julgamento na Lava Jato.
Temer deveria ter pensado dez vezes antes de transformar em ministro um empregado de Edyr Macedo e representante da TV Record.
Mas agora Inês é morta.


Temer virou piada hoje na internet

Postado em 17 Jun 2016  por : Paulo Nogueira
 Na realidade paralela de Temer, ele é amado
Na realidade paralela de Temer, ele é amado
Temer virou piada hoje na internet ao dizer que é aplaudido onde quer que vá.
Isso me lembrou Machado. O real Machado. O de Assis. Não o delator Sérgio.
Temer, pelo visto, está vivendo uma realidade paralela. É uma situação parecida com a que viveu Rubião, o personagem principal de Quincas Borba, de Machado.
Rubião é um mineiro ingênuo que herda uma fortuna e vai para o Rio de Janeiro. Conhece um casal de espertalhões que acabam tirando quase todo o seu dinheiro.
Nos seus últimos tempos, Rubião perde a razão. Enlouquece. Tem sonhos de grandeza. Imagina-se Napoleão III. Olha para as pessoas na rua e pensa que elas o estão louvando.
É aí que vejo a conexão Temer/Rubião/Machado de Assis.
Ou Temer é cínico, ou ele está vendo um mundo que não existe. É rejeitado, reprovado, detestado, desprezado, denunciado como corrupto, mas vê a si mesmo como um princípe. Como um Napoleão III, ao modo de Rubião. As pessoas que acamparam em frente de sua casa estavam ali para prestar-lhe uma homenagem.
Ele dizia que faria um governo de salvação nacional. Está claro agora que ele tem que salvar a própria sanidade mental — porque seu governo já está irremediavelmente perdido.
É mais fácil Eduardo Cunha convencer os brasileiros de que os suíços é que mentiram em relação a sua conta secreta do que Temer chegar a 2018 no Planalto.

Posso ouvi-lo, daqui de meu canto, gritar como Rubião: “Ao vencedor as batatas.”

TEMER GOLPISTA A CASA CAIU!

                                                          TEMER GOLPISTA
Não tem como esconder principalmente quando se trata dos ministros e o golpista Temer, a imprensa se pudesse esconderia sim, como escondem as manifestações populares dos movimentos sociais contra os golpistas

Temer na Base Aérea de Brasília

16/6/2016 12:23
Temer cancela falar ao país, depois da delação que o envolveu pessoalmente em propina
247 – O governo interino classificou a denúncia de que Michel Temer, teria pedido doação de recursos ilícitos para a campanha a prefeito de São Paulo de Gabriel Chalita em 2012 como "muito ruim para a governabilidade".

A divulgação do conteúdo da delação de Sérgio Machado já atrapalha os planos do presidente interino. Temer foi aconselhado a cancelar o pronunciamento à nação em cadeia de televisão e rádio, previsto para esta sexta-feira, com receio de panelaços.

No final da tarde desta quarta-feira, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência se viu forçada a distribuir uma nota oficial, dizendo ser "absolutamente inverídica a versão de que [Temer] teria solicitado recursos ilícitos ao ex-presidente da Transpetro".

Machado foi preciso em suas acusações e diz que conversou com Temer na Base Aérea de Brasília, provavelmente em setembro de 2012, para acertar uma doação de R$ 1,5 milhão.

Leia aqui reportagem de Gustavo Uribe sobre o assunto.

MAIS


8004 visitas - Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Sérgio Machado em delação premiada

PT e PSOL estudam pedir impeachment de Temer


Do Brasil 247 – O PT e o PSOL estudam a possibilidade de pedir o impeachment do presidente interino Michel Temer (PMDB), em decorrência da citação ao peemedebista feita pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em delação premiada.
O líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (BA), afirmou nesta quarta-feira, 15, que a área jurídica do partido estuda o pedido. Segundo ele, a legenda aguarda a apresentação das provas contra Temer para embasar o processo.
“Estamos estudando um novo pedido de impeachment, mas preferimos só tomar uma providência quando as provas forem apresentadas”, disse Florence. Para ele, as acusações feitas por Machado são graves.
O líder do PT na Câmara argumenta, porém, que a sigla não fará o mesmo, segundo ele, que o PMDB e outros partidos articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff fizeram: apresentar um pedido de impeachment sem provas.
PSOL
O PSOL também deve apresentar um novo pedido de impeachment contra Temer com base na delação premiada de Machado. “É bem possível”, disse o líder da legenda na Câmara, deputado Ivan Valente (SP). Segundo o parlamentar, a sigla também deve protocolar um pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o presidente interino.
A delação
Machado afirmou em sua delação que Temer negociou com ele o repasse de R$ 1,5 milhão de propina para a campanha de Gabriel Chalita (PDT) à Prefeitura de São Paulo, em 2012, pelo PMDB.
O ex-presidente da Transpetro disse que do repasse ocorreu em setembro daquele ano e foi pago por meio de doação eleitoral pela empreiteira Queiroz Galvão, contratada da Transpetro.
Segundo o delator, Temer pediu ajuda porque a campanha de Chalita estava com dificuldades financeiras. A conversa teria ocorrido numa sala reservada da base aérea deBrasília.
“Michel Temer então disse que estava com problema no financiamento da candidatura do Chalita e perguntou se o depoente poderia ajudar; então o depoente disse que faria um repasse através de uma doação oficial”, diz o documento de sua delação.
Leia mais aqui.
Primeiro pedido
Atualmente, já tramita na Câmara outro pedido de impeachment de Temer, sob acusação de que ele cometeu crime de responsabilidade ao assinar decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso (mesmo argumento usado para embasar o impeachment de Dilma).

O processo foi aberto na Casa por ordem do Supremo Tribunal Federal, mas a comissão que analisará a representação não foi instalada, pois líderes aliados de Temer se recusam a indicar seus representantes.