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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Marco Aurélio diz que Aécio tem carreira política elogiável e afastá-lo trará danos irreparável para democracia

Marco Aurélio diz que Aécio tem carreira política elogiável e afastá-lo trará danos irreparável para democracia
30/06/2017
 Marco Aurélio diz que Aécio tem carreira política elogiável e afastá-lo trará danos irreparável para democracia

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na manhã desta sexta-feira, 30, o restabelecimento da situação jurídico-parlamentar do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que voltará a exercer as funções de senador. 

O ministro também decidiu que o tucano poderá entrar em contato com outros investigados do caso JBS – incluindo a sua irmã – e até deixar o País.

Em sua decisão, o ministro Marco Aurélio ressaltou que Aécio tem carreira política elogiável e afastar o senador do cargo trará dano irreparável e irreversível para a democracia:

“A liminar de afastamento é, de regra, incabível, sobretudo se considerado o fato de o desempenho parlamentar estar vinculado a mandato que se exaure no tempo. 

Em síntese, o afastamento do exercício do mandato implica esvaziamento irreparável e irreversível da representação democrática conferida pelo voto popular. 

Como, então, implementá-lo, em ato individual, sequer de colegiado, no início de investigação voltada a apurar possível prática a consubstanciar tipo penal?”, questionou Marco Aurélio em sua decisão, ao destacar um voto que tinha preparado para o julgamento de recurso do senador.

“O afastamento precoce – e não ocorre o fenômeno sequer ante título judicial condenatório precluso na via da recorribilidade, porquanto a Constituição Federal pressupõe declaração da Mesa da Casa Legislativa (artigo 53, § 3º) – não é compatível com os parâmetros constitucionais que a todos, indistintamente, submetem, inclusive os integrantes do Supremo, guarda maior da Constituição Federal”, prosseguiu o ministro, novamente citando trecho do voto que tinha preparado para aquele julgamento.

O agravante é brasileiro nato, chefe de família, com carreira política elogiável – deputado Federal por quatro vezes, ex-presidente da Câmara dos Deputados, Governador de Minas Gerais em dois mandatos consecutivos, o segundo colocado nas eleições à Presidência da República de 2014 – ditas fraudadas -, com 34.897.211 votos em primeiro turno e 51.041.155 no segundo, e hoje continua sendo, em que pese a liminar implementada, Senador da República, encontrando-se licenciado da Presidência de um dos maiores partidos, o Partido da Social Democracia Brasileira”, ressaltou o ministro, ao citar o trecho do voto que tinha preparado.



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segunda-feira, 6 de março de 2017

Quem com ferro fere, com ferro será ferido: Senador, autor do parecer sem fundamento do impeachment, pode ter mandato cassado por caixa 2

Quem com ferro fere, com ferro será ferido: Senador, autor do parecer sem fundamento do impeachment, pode ter mandato cassado por caixa 2

 

05/03/2017 - Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Júnior disse que  doou R$ 9 milhões em caixa dois para campanhas eleitorais do PSDB. Segundo ele, o pedido de ajuda foi feito por Aécio Neves, atual presidente do partido, e que em 2014 disputou com Dilma Rousseff a presidência da República.

O TSE investiga irregularidades ocorridas na campanha da chapa Dilma-Michel Temer. O Aécio, candidato derrotado do PSDB à época, foi quem pediu ao TSE abertura de processo a respeito. O processo foi aberto depois que começaram a surgir indícios e provas de que aconteceram irregularidades.

Conforme delação de Benedito Júnior, a Odebrecht repassou R$ 6 milhões para serem aplicados nas campanhas de Pimenta da Veiga, Antonio Anastasia e Dimas Fabiano Toledo Júnior. Pimenta da Veiga foi candidato ao governo de Minas e perdeu. Mas Antônio Anastasia foi eleito senador e  Toledo Júnior deputado federal. Os outros R$ 3 milhões foram para Paulo Vasconcelos, publicitário responsável pela campanha de Aécio.

Aécio e demais envolvidos serão incluídos em outro processo, cuja abertura será solicitada pela Procuradoria-Geral da República. Inclusive o senador Anastasia, autor do parecer de pedido de impeachment da presidenta Dilma, que pode ter seu mandado cassado por recebimento de caixa dois dessa empreiteira. 

Vê-se aplicado aquilo que disse Cristo ao seu discípulo Pedro:” Quem com ferro fere, com ferro será ferido”





terça-feira, 16 de agosto de 2016

REQUIÃO SOBRE DENÚNCIA CONTRA SERRA: “VERGONHA!”

REQUIÃO SOBRE DENÚNCIA CONTRA SERRA: “VERGONHA!”
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Senador critica o chanceler interino, José Serra, depois da denúncia do chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, de que o governo brasileiro tentou comprar voto do Uruguai no Mercosul; "Chanceler do Uruguay acusa Serra de tentar comprar o voto do país contra Venezuela. Vergonha!", postou Requião no Twitter

16 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 15:09

Paraná 247 – O senador Roberto Requião (PMDB-PR) chamou de "vergonha" a denúncia feita pelo chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, de que o chanceler interino, José Serra, tentou comprar voto do Uruguai no Mercosul.
"Chanceler do Uruguay acusa Serra de tentar comprar o voto do país contra Venezuela. Vergonha!", postou Requião no Twitter, onde tem publicado diversos links diferentes a respeito da denúncia (leia mais).

Depois da publicação do caso no El País no Uruguai, maior jornal do país vizinho, o governo brasileiro de Michel Temer chamou o embaixador para explicar a denúncia do chanceler uruguaio. "O embaixador uruguaio foi convocado para dar explicações", disse um porta-voz do Itamaraty à Reuters.

Criador do “Escola sem partido” envolvido em corrupção

Criador do “Escola sem partido” envolvido em corrupção
O senador Magno Malta (PR-ES), criador do projeto de lei apelidado de “Escola sem partido”, recebeu R$100 mil reais ilegalmente da fabricante de móveis Cozinhas Itatiaia, conforme apontam trocas de e-mail entre diretores da empresa.
terça-feira 16 de agosto
 

O repasse não declarado teria ocorrido em 2014, sendo encoberto pela Itatiaia em uma nota fiscal de pagamento de serviços de consultoria à Vix Consulting, pertencente ao empresário Hugo Gabrich.
Em e-mail de julho de 2014, Gabrich descreve a Victor Costa, presidente da Itatiaia, o cenário político do Espírito Santo, estado pelo qual Malta é senador e onde a empresa de móveis havia recentemente instalado sua segunda fábrica, tendo recebido incentivos fiscais. Gabrich aponta nomes “viáveis” para o cargo de governador, entre os quais Malta, sua esposa Lauriete e o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB). Costa responde que não tem dinheiro para todos: “não posso dar mais para deputado estadual que para senador”, mostrando sua prática de comprar políticos em vários níveis de poder.
Em outros e-mails, os diretores da Itatiaia mostram que Malta utilizou duas vezes o jatinho da empresa: em 2012 para uma viagem entre Vitória e Aracaju, e em 2013, para um voo entre Brasília e São Paulo. O senador, por sua vez, declarou “que não são nenhuma ilegalidade” os voos no jatinho da empresa, e que essas viagens foram para a realização de palestras “sobre o combate à pedofilia, a redução da maioridade penal e a luta contra a legalização do uso da maconha”. Já Victor Costa disse que emprestava o jatinho para que Malta fizesse atividades relacionadas à igreja que frequentavam.

Enquanto tentam aprovar o projeto “Escola sem partido”, uma verdadeira mordaça nos professores, políticos como Malta fazem do Estado um balcão de negócios para empresários e setores conservadores, usando seus mandatos para propagar ideias reacionárias, como a redução da maioridade penal e o proibicionismo. É cada dia mais evidente que a discussão política que querem proibir na escola com esse projeto de lei é a que questione o sistema capitalista e os partidos burgueses, que estão a serviço das empresas e prontos para atacar os trabalhadores e a juventude. Malta e seu projeto de lei são mais dois ícones reacionários que nossa mobilização precisa combater.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Próximo à decisão do Senado, esquerda faz manifestação maior que direita em São Paulo

POLÍTICA
Próximo à decisão do Senado, esquerda faz manifestação maior que direita em São Paulo
Grupos favoráveis e contra o impeachment realizaram protestos na cidade neste domingo (31) Gisele Brito e Rafael Tatemoto  São Paulo (SP), 31 de Julho de 2016 às 20:00

Ato da esquerda no Largo da Batata reuniu 60 mil pessoas, segundo organizadores - Créditos: Gisele Brito
Ato da esquerda no Largo da Batata reuniu 60 mil pessoas, 
segundo organizadores / Gisele Brito
A cidade de São Paulo (SP) presenciou duas manifestações políticas neste domingo (31), semanas antes da data prevista para a decisão final do Senado sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. De um lado, grupos que defendem o afastamento da petista se reuniram na avenida Paulista. De outro, com maior número de participantes, os movimentos que compõe a Frente Povo Sem Medo iniciaram sua manifestação no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista.
Enquanto a direita pedia a confirmação do impeachment de Dilma, a Povo Sem medo exigia a saída de Michel Temer (PMDB).
Esquerda
Segundo a Frente Povo Sem Medo, 60 mil pessoas estiveram presentes no protesto. A Polícia Militar não divulgou estimativas. O mote da mobilização foi o “Fora Temer” e “o povo deve decidir”, em referência à ideia de um plebiscito sobre a convocação de novas eleições. Ainda que a última proposta tenha sido evocada em muitos momentos, não era consenso entre os presentes no ato.
Mauro Gonçalves, pedreiro, falou que acha que “eleição não adianta”. Para ele, “tem que sair esses safados que estão aí, e entrar quem se preocupe com o povo”. Além dele, um grupo carregava uma faixa com a frase “Volta, Querida”, em referência à presidenta afastada.
Já Rosa Gusmões, professora, falou acredita que o melhor seriam novas eleições, porque o povo poderia decidir, e “o melhor não seria o Temer e o grupo dele”.
Na abertura do protesto, Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), declarou: “Vamos ter que reinventar os caminhos da esquerda, caminhando por aí. O único passo possível agora é com o povo, e esse passo só se consolida na rua”.
Os manifestantes pretendiam sair do Largo da Batata em direção ao escritório de Temer na região, mas foram impedidos por policiais fortemente armados. Então, a marcha foi direcionada para a praça Pan-americana, próxima à residência do presidente interino.
No final do ato, tentou-se queimar um boneco de papelão de Temer, como representação do que há de ruim no governo. “Ele é tão ruim, que nem queimar, queima”, brincou um manifestante. O boneco foi então pisoteado.
Direita
Na Paulista, os grupos pró-impeachment realizaram a menor manifestação de rua desde que o processo contra Dilma foi iniciado. Alguns manifestantes se reuniram em torno dos carros de som, deixando o percurso da avenida livre para passagem, utilizada também por pessoas que aproveitam a liberação da via para pedestres nos domingos. Em outras ocasiões, até mesmo as ruas laterais à Paulista estiveram ocupadas.
Entre os carros de som, destacavam-se o do Revoltados Online, do Vem Pra Rua e um que pedia o retorno dos militares ao governo, promovido pela União Nacional Democrática e a Liga Cristã Mundial, que também protestava contra a “islamização” do país.
“A ditadura foi boa porque foram 20 anos de sossego, sem bandido, sem ladrão, sem desemprego. A corrupção tinha um pouquinho, mas não igual ao que é hoje”, afirmou um dos manifestantes à reportagem.
Apesar do forte discurso contra a corrupção em geral, todas as falas, bem como faixas e cartazes, faziam referência apenas a políticos do Partido dos Trabalhadores, com exceção de alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Estiveram presentes figuras representativas da “nova direita” brasileira, como Alexandre Frota, Eduardo Bolsonaro, Sara Winter e Marco Antônio Villa.
Nem os organizadores do evento nem a Polícia Militar informaram o número de participantes.


*Edição: Vivian Fernandes

domingo, 31 de julho de 2016

Ciro Gomes chama senador de assassino e cita políticos que lucram com o crime organizado

Publicado:
30 julho 2016
NOTÍCIAS BN DO BRASIL E MUNDO   - Especialista em Política

Ciro Gomes chama senador de assassino e cita políticos que lucram com o crime organizado
Ciro Gomes, mais uma vez, perde a linha, chama senador tucano de assassino e diz quais políticos lucram com a violência no Ceará.
Ciro chama Tasso de 'assassino' e diz quais políticos lucram com a violência no Ceará
Ciro chama Tasso de 'assassino' e diz quais políticos lucram
 com a violência no Ceará

O ex-ministro Ciro Gomes mais uma vez fez jus ao seu estilo explosivo e, em entrevista nesta sexta-feira, dia 29, na Rádio Tupinambá AM, na cidade de Sobral, no Ceará, voltou atacar nomes importantes da política nacional e do próprio estado. Bastante irritado com a possibilidade de que seu irmão, Ivo Gomes, venha a perder a eleição para prefeito da cidade, ele fez acusações bastantes graves ao senador tucano, Tasso Jereissati, a quem o chamou, ironicamente, de 'meu amigo'. Além disso, ele citou o nome de políticos que, na sua opinião, lucraram e ainda continua a tirar vantagem da questão da violência pública e com o#Crime organizado.
Ciro chama Tasso Jereissati de assassino e diz que ele exerce seu mandato atual na base do ódio
Por causa de um episódio ocorrido quando o atual senador tucano era governador do Ceará, Ciro declarou abertamente que a atitude do parlamentar era tipicamente de um assassino. Na ocasião, havia uma greve dos policiais militares nos quartéis do Ceará. De acordo cm o ex-ministro, Tasso então teria ordenado que se atirasse nos militares rebelados. Quando questionado pelo próprio Ciro que tal ato poderia levar à morte de muitos policiais, o parlamentar teria dito: 'morram!'
Sobre a atual postura de Tasso na atualidade, Ciro afirmou que o mesmo exerceu seu atual mandato com o coração repleto de ódio e de muito rancor. Na opinião do ex-ministro, a postura do tucano deve-se ao fato dele ter sido derrotado uma vez na eleições para o Senado. Segundo ele, o amor ao povo e o sentimento de espírito público deram lugar ao rancor e ao ressentimento.
Ciro cita nomes que têm ligação direta com o crime organizado no Ceará
Sem poupar nomes que se destacam na política cearense na atualidade, Ciro criticou o do atual pré-candidato a prefeito de Fortaleza, nas próximas eleições pelo Partido da República (PR-CE), Capitão Wagner. Nome bastante aplaudido na capital cearense, o parlamentar que, atualmente, é deputado estadual deverá concorrer com o atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT-CE), apadrinhado de Ciro e Cid Gomes, que tentará a reeleição.
Segundo Ciro Gomes, o candidato do PR, que faz parte da Polícia Militar do Estado do Ceará, possui ligações com o crime organizado e vive a espalhar o terror e o caos em toda a parte. Segundo o ex-ministro, ele comanda uma verdadeira milícia dentro da instituição em que exerce um cargo de comando. Depois de chamá-lo de 'vagabundo', o ex-ministro disse que seu irmão, Cid Gomes, deveria ter mandado prender o mesmo quando estivera frente ao cargo de governador do Estado. Inimigo declarado dos irmãos Ferreira Gomes, o Capitão Wagner também não poupa esforços em acusar o irmão de Cid, mesmo sem ter como provar todas as declarações.
Ciro ataca senador peemedebista por ter enriquecido às custas da violência no Ceará 

Sem hesitar, Ciro Gomes, desta vez, voltou a 'metralhadora' de seus ataques para outro desafeto político seu: O senador peemedebista, Eunício Oliveira. Ele acusou publicamente o parlamentar de lucrar com a violência atual que se alastra por todo o Ceará. Dono de uma empresa de segurança privada, o político estaria lucrando muito alto com a venda de serviços nesta área. Segundo o ex-ministro, todas as propriedades do parlamentar como sua mansão em Brasília, um apartamento em Nova Iorque e seu jatinho particular teriam sido amealhados com a exploração do caos gerado pela onda de crimes que assombra o estado.#CiroGomes