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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Israelenses são condenados por tráfico de MDMA na Nova Zelândia

Israelenses são condenados por tráfico de MDMA na Nova Zelândia
ÁSIA E OCEANIA  23:07 21.12.2017(atualizado 23:49 21.12.2017)
 Preço do ecstasy na Nova Zelândia é um dos maiores do mundo
© AP Photo/ Drug Enforcement Administration

Três cidadãos israelenses foram sentenciados a mais de oito anos de prisão por uma corte da Nova Zelândia pela tentativa de traficar um carregamento de MDMA no valor de 2,5 milhões de dólares 
para o país.

Victor Borisenko, Vladislav Pischako e Guy Shalom foram condenados por um crime cometido em janeiro de 2017, quando tentaram entrar no país com 8,7 quilos da droga, também conhecida como ecstasy, escondidos em suas malas. 

Eles foram descobertos durante um exame de raio-x da bagagem no aeroporto de Auckland, 
segundo relatou o NZ Herald

"Os sindicatos do crime devem pensar que podem fugir enviando carregadores de drogas durante o período de pico das viagens, porque a Alfândega está focada na liberação de passageiros", disse Peter Lewis, gerente de alfândega do aeroporto de Auckland.

De acordo com o Herald, o preço do ecstasy nas ruas da Nova Zelândia é um dos maiores do mundo, o que torna esse mercado extremamente atraente para os grandes cartéis. 




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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

"Aos sete anos, o meu pai me disse: 'Sou bandido. É a minha profissão'"

"Aos sete anos, o meu pai me disse: 'Sou bandido. É a minha profissão'"
Notícias Ao Minuto 11 horas atrás  06/12/2016
 
© Fornecido por New adVentures, Lda.

Juan Pablo Escobar foi obrigado a mudar de país e de nome. Sebastián Marroquín, filho de Pablo Escobar, deu uma entrevista exclusiva ao Notícias ao Minuto, onde revela como foi e como é ser filho de um dos maiores nomes da história do tráfico de droga.

Apesar de todo o sangue derramado na Colômbia, amor foi coisa que nunca lhe faltou em casa, assegura. Esse mesmo amor que recebeu, é o único sentimento que tem pelo pai. "Odiá-lo seria ingrato".
Juan Pablo tinha 16 anos quando o pai, Pablo Escobar, um dos homens mais ricos do mundo, morreu, em 2 de dezembro de 1993. A sua irmã, Manuela Escobar, tinha apenas nove anos. 

Os dois, juntamente com a mãe, esposa do narcotraficante, encontraram asilo político na Argentina, nação que lhes permitiu mudar de nome e ocultar a identidade para que pudessem, finalmente, viver em paz. 

Para trás, na Colômbia, ficara um rasto de morte difícil de apagar: foram mais de três mil as vítimas de Pablo Escobar, o 'Rei da Cocaína' que, na década de 1980 e início dos anos 1990, ganhava a cada semana 420 milhões de dólares, 22 bilhões por ano  [chegou a fornecer 80% da cocaína traficada no mundo]. 

Um império conquistado a partir de 76 às custas de muito sangue derramado e 'acarinhado' pelo poder corrupto, além da conivência de nações estrangeiras.

No Aeroporto de Miami, conta Juan (agora Sebastián), entravam 800 quilos de cocaína todas as semanas, uma rota que contava com a cumplicidade americana. 

Sobre o que se diz acerca do seu pai em séries como 'Narcos', não tem dúvidas: incitam milhares de jovens a tornarem-se traficantes de droga. E, afinal, como morreu 'El Pátron'?

Você encontrou refúgio na Argentina depois da morte do seu pai. Falando de futebol, qual o melhor jogador do mundo, Messi ou Cristiano Ronaldo?
Creio que são ambos do melhor. Não sou fã de comparações, acredito no talento individual. E sou mais amigo de futebol a cada quatro anos.

Que opinião tem da situação atual da Colômbia e dos acordos de paz entre o governo e as FARC?

Espero uma conclusão breve, que seja bem sucedida e que traga paz ao país. Mas me parece que foi um erro grave que se tenha perguntado ao povo se quer guerra ou paz. Isso não se pergunta, deve-se praticar a paz sem demoras e ponto final.

Qual é a sua opinião sobre a vitória de Trump? Considera que a construção de um muro na fronteira com o México poderia ter um impacto no tráfico?
Tudo o que seja proibir ajudará a fazer crescer o negócio e a capacidade dos traficantes de desafiar qualquer que seja a democracia na América. O muro pode, na realidade, deixar os próprios americanos encerrados.
  
O que pensa das séries que popularizaram a vida do seu pai, particularmente Narcos?

No meu Facebook publiquei uma lista de 28 erros graves da segunda temporada. Fiz o mesmo no meu novo livro 'Pablo Escobar in fraganti', onde revelo toda a verdade sobre 'Narcos'. O pior é que estas séries incitam os jovens a se tornarem narcotraficantes porque só lhes mostram uma vida tranquila e com muito poder como os guionistas acreditam, mas isso nunca aconteceu na realidade. 

Desde que a série 'Narcos' surgiu não tenho parado de receber milhares mensagens de jovens (da Índia, Austrália, Europa e América) que querem se tornar traficantes pela história mentirosa que estão contando sobre o meu pai.

E qual a série mais fiel, entre 'Narcos' e 'El Patrón del Mal'?

'Narcos' é um pouco menos mau. 'El Patrón del Mal' sim é uma enganação total, uma simples caricatura desenhada à medida do poder colombiano que quer fazer crer ao mundo que a polícia colombiana era boa. Se fosse tão boa como mostram, a Colômbia não teria sofrido nem metade da violência do meu pai.
Que herança sobrou de Pablo Escobar?

A herança que o nosso pai nos deixou foi roubada pelo governo que nunca compensou as vítimas do meu pai. Os políticos roubaram muitos dos bens. 

O resto, foram os inimigos do meu pai que nos roubaram através de ameaças. [Numa reunião com líderes de outros cartéis em que a família Escobar teve de entregar tudo o que lhe restava para que saíssem de lá com vida]. 

O Sebastián tem uma versão diferente da morte do seu pai, que não foi uma "vitória" da polícia, mas sim uma espécie de rendição de Pablo Escobar que acabou por se matar?

Não é teoria. É uma certeza absoluta. 

A investigação forense me confirmou isso. Mas foi tudo arquivado e tiveram de mudar o relatório final para aquela que é a versão oficial, de que Pablo Escobar foi apanhado e morto. 

O meu pai sempre me disse que daria um tiro em si próprio antes que o capturassem. E fez isso para libertar a família da condição de refém a que foi submetida pelo governo da Colômbia com a conivência da Alemanha e dos Estados Unidos. 

Carlos Castaño (Chefe paramilitar da Colômbia) foi o homem que entrou primeiro na casa do meu pai. Não havia sequer um policial nas proximidades. Chegaram depois para dizer que foi mérito seu. Mas mentem.

Recorda-se do dia em que se deu conta de quem era Pablo Escobar para os colombianos?
Aos sete anos, o meu pai disse-me: "Sou um bandido. Essa é a minha profissão".

Tinha consciência da existência do cartel de Medellín e do que faziam os sicários?
Eram todos meus babysitters. Nasci ali dentro.

Alguma vez esteve em perigo de vida? Pode contar-me uma dessas situações?

Caiu uma granada entra as minhas pernas. 

Apanhei-a e lancei-a antes que explodisse. Noutra situação, puseram-me num carro bomba com 700kg de dinamite capaz de destruir os vidros da cidade a um 1km de distância. Sobrevivi por milagre. E há muitas histórias como estas.

Apesar do 'negócio' e da violência inerente, teve sempre o amor que uma criança precisa de ter em casa?

Tive mais amor na minha casa do que os mais refinados da Colômbia. Como filho, não tenho nada a apontar do meu pai. Educou-me bem e com amor. Sou o resultado desse amor. 

Em criança tinha tudo o que queria, com 13 anos já tinha várias motos, tinha um jardim zoológico só para você, entre outros luxos.

 Faltava-lhe algo?
Liberdade, paz e tranquilidade eram coisas muito escassas. E sem isso o dinheiro não vale nada.

Tinha noção de que a maioria dos colombianos tinha muito pouco, que era muito pobre?
O meu pai se dedicou a ajudar como ninguém antes havia feito na Colômbia com os pobres. O meu pai queria alterar isso e que todos os colombianos vivessem com mais dignidade. 

Mas o governo não permitiu que continuasse ajudando e perseguiram-no. E o meu pai também se enganou ao querer matá-los a todos por serem corruptos. 

Regressou à Colômbia? Sente raiva e rancor da parte do povo colombiano por tudo que o que o seu pai fez? 
O povo da Colômbia trata-me bem e com respeito. Sabe quem eu poderia ser, mas que escolhi não ser um Pablo Escobar 2.0.

Em adulto, já se encontrou com algum capanga fiel a Pablo Escobar? O que falou com eles?
Com alguns. O que falei com eles está publicado nos meus dois livros.
Tem algum ressentimento por ter perdido o seu pai muito cedo [Escobar tinha 44 anos quando morreu]? 
O meu pai escolheu o seu final. Para tudo há um tempo na vida.

Até que ponto o governo e a polícia tiveram culpa naquilo que ocorreu nos anos 'dourados' de Pablo Escobar?
Pelo menos 50 % de responsabilidade. 
Eram muito corruptos e, felizes, recebiam todo o dinheiro que [o meu pai] lhes dava. Em troca, davam-lhe tudo o que lhes pedia: decretos, benefícios, alterações na Constituição. Deixaram-no financiar, escolher e construir a sua prisão [La Catedral, em 1991] e as suas próprias condições de recluso. Enfim, o meu pai parecia o presidente.

Pensou, em algum momento, seguir o caminho do seu pai? Como escapou a esse mundo paralelo? Recebeu propostas para ser o substituto do seu pai?
O poder se toma, não se oferece. Escolhi caminhar no sentido oposto ao do meu pai. Seria um insulto ao legado da sua experiência se continuasse com ela.
Ganha a vida, no fundo, com a história do seu pai (através dos livros e das conferências que dá em todo o mundo). Alguns acusam-no de fazer dinheiro através de uma tragédia. Que tem a dizer aos críticos?

"Alguns" soa a muita gente, mas ninguém com nome próprio me acusa realmente de alguma coisa. Tem os nomes? Esses críticos são os que aplaudem a Netflix? E a Caracol TV? E a Benicio del Toro? E a Barden e a Penéople Cruz? A Discovery , a NatGeo e o canal História? E os milhares de meios que lucram com a história da minha família? Têm mais direitos estas empresas do que a minha família de fazer dinheiro com as tragédias que o meu pai causou? Eu pelo menos o faço com respeito pela verdade e pelas vítimas, e convidando o mundo a não repetir esta história. Me parece que é a eles a quem tem de perguntar.

Na sua opinião, há alguma forma de erradicar o problema do tráfico de droga?
Legalizando. Declarando paz às drogas.

Do que falou com o seu pai nos seus últimos dias de fugitivo?
De todos os crimes que tinha cometido.
Que sentimento tem pelo seu pai? Que gostaria dizer às pessoas sobre o seu pai, sobre o que podem ver nas séries?
Tenho amor pelo meu pai. Nada mais. 

Odiá-lo seria uma coisa muito má e ingrata. Nas minhas conferências e nos meu livros, digo às pessoas que não tenho orgulho da violência do meu pai e que a sua história deve ser escrita para que ninguém ouse repeti-la.

Que ensinamento moral e político deixa Escobar à Colômbia?
No dia em que a Colômbia se atrever a investigar as verdadeiras ligações políticas, a nível internacional, saberemos quais foram os ensinamentos. Enquanto isso, é muito confortável a versão de que Pablo Escobar foi o único culpado.

Para terminar, que segredos conta no seu novo livro 'Pablo Escobar In fraganti: Lo que nunca me contó mi padre'?
Revelo as suas ligações com os principais líderes da corrupção mundial. Como por exemplo a forma como [o meu pai] trabalhou para a CIA com a venda de cocaína para que eles financiassem a luta anti-comunista na América central.

Revelo também, no capítulo 'El Tren', uma rota em que o meu pai contou com a cumplicidade de uma agência norte-americana que o ajudou a receber e a passar pelo Aeroporto Internacional de Miami 800 quilos de cocaína por semana, durante três anos consecutivos. O lucro dessa rota foi impressionante.





segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O brasileiro cujo destino foi discutido entre Temer e Putin

O brasileiro cujo destino foi discutido entre Temer e Putin
 © Foto: Alfândega de Domodedovo
SOCIEDADE 17:39 19.10.2016(atualizado 06:13 25.10.2016)
O cidadão brasileiro Eduardo Chianca Rocha foi preso na Rússia em 31 de agosto por portar chá de ayahuasca, mas só agora o seu destino foi discutido ao mais alto nível internacional.
 Eduardo Chianca Rocha, brasileiro preso em Moscou por importar chá ayahuasca na Rússia
Já um mês depois da prisão de Eduardo Chianca Rocha, famoso pesquisador e terapeuta holístico brasileiro, seu destino foi tocado pelo presidente brasileiro Michel Temer durante a conversa que este teve com o seu homólogo russo durante o jantar de abertura da cúpula do BRICS em Goa, na Índia, no último sábado (15), informou o jornal brasileiro Folha de São Paulo em 17 de outubro. Segundo a edição, Temer pediu a Putin que a Rússia reconsidere a situação de Eduardo Chianca Rocha. De acordo com a Folha, o presidente russo respondeu que a situação será discutida a nível dos Ministros do Exterior de ambos os países.

O fato de haver possibilidade de uma realização futura de consultas diplomáticas foi confirmado pelo advogado russo de Chianca Rocha, Eduard Usikov, em conversa com a Sputnik Brasil (o comentário do advogado será divulgado abaixo no artigo).
Polícia Federal em ação
FERNANDA CRUZ/ AGÊNCIA BRASIL
Pedidos de prisão no Brasil superam produção de tornozeleiras

 eletrônicas  Circunstâncias de detenção e dados da alfândega

Contatado pela Sputnik, o serviço de imprensa do aeroporto Domodedovo em Moscou, onde Chianca Rocha foi detido, divulgou o seguinte comunicado: “Os funcionários do posto alfandegário do aeroporto Domodedovo, seguindo orientação dada pelos funcionários do departamento de combate ao contrabando de drogas da Alfândega de Domodedovo, impediram a entrada de um grande lote de substância estupefaciente. Na via verde foi parado um cidadão brasileiro de 66 anos [a alfândega não divulgou o nome, chamado Chianca Rocha de ‘xamã do Brasil’] que viajou como passageiro do voo Lisboa-Moscou. Na sua bagagem foram encontradas quatro garrafas com um líquido de cor marrom escura. Os testes mostraram que o conteúdo era a substância estupefaciente dimetiltriptamina. 

O peso da droga era de quase 1,5 quilo. Em sua explicação, o homem indicou que portava ‘chá para meditação’ como prenda para os amigos. Neste momento o cidadão está em prisão preventiva, foi aberto um processo de acordo com o artigo 229.1, parte 4, do Código Penal da Federação da Rússia ‘Contrabando de substâncias estupefacientes’ [com estas acusações Chianca Rocha pode enfrentar uma pena de 15 a 20 anos de prisão ou mesmo a prisão perpétua]." 

A alfândega também divulgou uma pequena descrição da substância dimetiltriptamina (presente no chá ayahuasca) proibida na Rússia:

“A dimetiltriptamina é uma substância estupefaciente, psicodélica, que provoca alucinações fortes. Em grandes quantidades está presente na bebida ayahuasca, usada em cerimônias religiosas pelos povos nativos da América do Sul.”

Garrafas de chá ayahuasca encontradas na bagagem de Eduardo Chianca Rocha
 © FOTO: ALFÂNDEGA DE DOMODEDOVO
Garrafas de chá ayahuasca encontradas na bagagem de Eduardo 
Chianca Rocha Anna

Timofeeva, porta-voz da alfândega de Domodedovo, disse à Sputnik que Chianca Rocha também portava brochuras sobre cerimônias com uso de ayahuasca e com indicação de seus preços o que, continua Timofeeva, indica que ele queria ganhar dinheiro com o chá.

 “Seja quem for este cidadão, mesmo uma pessoa midiática, ele não deixou de violar a lei [da Rússia], e mesmo de forma muito grave, isto é um caso penal, é uma droga que ele depois planejava dar a pessoas comuns, que possivelmente não saberiam que isto é uma droga e que pensariam se tratar de uma bebida curativa”, explicou Timofeeva, sublinhando que esta é a opinião pessoal dela e não a posição oficial da alfândega.

 Ayahuasca e dimetiltriptamina é a mesma coisa? A opinião da família “

O que está acontecendo é que a diferença entre a ayahuasca e a DMT, a droga, é exatamente a mesma que entre uma planta chamada coca, a folha de coca usada pelos latino-americanos, pelos peruanos, pelos bolivianos, a folha de coca presente na natureza, e a droga chamada cocaína. É muito diferente. Então, o chá de ayahuasca a contém em quantidades muito menores e portanto, reconhecidamente, não vou dizer isso sem pesquisa científica, a quantidade de DMT presente naturalmente na planta da qual se faz o chá de ayahuasca é uma proporção inofensiva à saúde humana. Claro, inserida do modo ritualista religioso. (….) Diversas igrejas no Brasil fazem uso disso com todos os seus frequentadores. Isso é o chá ayahuasca. Eu não consigo achar que proceda a afirmação de que Eduardo ao portar chá de ayahuasca, estava portando droga DMT. Isso não é verdade”, explicou à Sputnik a esposa de Eduardo Chianca Rocha, Patrícia Alves Junqueira. 

“O problema todo é a confusão entre essa substância, a dimetiltriptamina, sintetizada como droga, e o chá, que só contém uma pequena quantidade dessa substância, mas em forma natural, em proporções não nocivas à saúde humana”, concluiu.

 Patrícia também pôs em dúvida as palavras da porta-voz da alfândega de Domodedovo de que Chianca Rocha pretendia distribuir o chá ayahuasca em Moscou: “

E não existe qualquer tipo de certeza, é que Eduardo está apenas começando em Moscou uma turnê internacional que pegaria outros três ou quatro países: Ucrânia, Suíça, Espanha e Holanda. Não se pode afirmar que ele usaria este chá em rituais na Rússia, em Moscou. Eu não posso afirmar isso. Então eu acho que ninguém mais pode afirmar isso.” 

Ajuda do Brasil e interferência de Temer

 A esposa do brasileiro acusado de tráfico, Patrícia Alves Junqueira, avaliou de maneira muito elevada os esforços do governo brasileiro para a liberação de seu marido: “A embaixada do Brasil tem sido muito constante e prestado um apoio muito grande à gente [contatada pela Sputnik, a embaixada brasileira na Rússia enviou apenas a seguinte declaração: ‘A Embaixada do Brasil em Moscou tem acompanhado atentamente o caso e prestado todo o apoio consular cabível ao cidadão brasileiro’]. 

A gente sabe dos limites diplomáticos para resolver as coisas e é claro que o que a gente gostaria é não ter passado mais de 40 dias com Eduardo nesta situação. Mas a gente entende que a situação é um pouco complicada. Então, este pedido, a forma de realização deste pedido do presidente Temer ao presidente Putin é maravilhoso. Foi tudo o que a gente esperava para a solução desta situação.” 

"Quando um Chefe de Estado fala com outro Chefe de Estado sobre um cidadão seu, somente esta ação já demonstra o quanto este cidadão é uma pessoa idônea e digna de ser defendida. Nenhum Chefe de Estado faria isso sem ter a plena convicção de quem é a pessoa a qual ele está agindo em defesa!", opinou Patrícia comentado a interferência de Michel Temer.
Presidente Michel Temer com o seu homólogo russo, Vladimir Putin em 16 de outubro, Goa, hotel Taj Exotica
© SPUTNIK/ SERVIÇO DE IMPRENSA DO PRESIDENTE DA RÚSSIA
Presidente  Michel Temer com o seu homólogo russo, Vladimir
 Putin em 16 de outubro, Goa, hotel Taj Exotica

Para Patrícia, o pedido de Temer pode dar um impulso muito forte à resolução do caso e ela espera que até se trate de apenas alguns dias: "Existe uma tensão burocrática e os trâmites legais da legislação na Rússia, que eu não conheço. Mas eu tenho certeza de que isso ocorrerá nos próximos dias. A gente voltou a acreditar depois dessa maravilhosa manifestação do governo brasileiro, do presidente Michel Temer ao presidente Putin. E a gente acredita que nos próximos dias tudo estará resolvido e Eduardo estará libertado", disse ela.

 O que acha o advogado de Chianca Rocha? 

Eduard Usikov, o advogado russo do brasileiro preso por tráfico na Rússia, convidado a pedido da esposa e filho de Chianca Rocha, disse à Sputnik que seu cliente está neste momento sob custódia e ele também acha que a interferência de Temer pode dar um impulso positivo.

 “Eu penso, pelo menos espero, que a decisão política irá de alguma forma influenciar a nossa situação nesse negócio, porque todos nós compreendemos perfeitamente que ele não tencionava cometer quaisquer atos criminosos em território da Federação da Rússia, ele se encontrava numa espécie de ignorância relativamente à legalidade da introdução dessa substância em território da Rússia, considerando que no Brasil essa é uma bebida completamente legal.”

Contudo, por enquanto a defesa não conseguiu vislumbrar quaisquer avanços depois do pedido de Temer. 

“Isso não irá acontecer tão depressa, talvez na próxima semana”, declarou Usikov, falando de possíveis contatos diplomáticos relativamente a este caso e que foram referidos por Putin.
Advogado Cristiano Zanin
PAULO PINTO / AGPT
Exclusivo – Advogado de Lula: Ação dos procuradores da Lava 
Jato é política


Usikov manifestou a esperança que durante o período de inquérito (que foi prolongado até 31 de novembro) que Eduardo possa ser transferido para detenção domiciliária na sequência do pedido de Temer. Anteriormente o tribunal tinha recusado o apelo da defesa para alteração da medida cautelar.

Além disso, o advogado declarou que a 20 de outubro ele irá se encontrar com Eduardo, acompanhado pelo cônsul do Brasil na Rússia, Luiz Henrique Moreira Costa, para informar Chianca Rocha do pedido do líder brasileiro ao seu homólogo russo. Relativamente ao estado de saúde do seu constituinte, Usikov relatou o seguinte: “É normal, mas suas doenças crônicas se agravam devido à idade, devido em muito à barreira linguística, ele não consegue obter tratamento médico adequado.”

O advogado também manifestou sua dúvida relativamente à conclusão da investigação que o peso total da substância estupefaciente, contida no chá transportado por Eduardo, era de 1,5 kg, segundo opina a investigação.

“Isso é simplesmente impossível”, informou ele, dizendo esperar que os resultados da peritagem sejam revistos. “Espero que as perspectivas sejam optimistas, mas a situação é que aquilo que está autorizado no Brasil não está automaticamente autorizado no território de outros Estados… Espero que possamos criar condições que lhe permitam regressar ao seu país o mais breve possível.”

FONTE: https://br.sputniknews.com/sociedade/201610196589556-russia-temer-putin-brasileiro-ayahuasca-russia-prisao/


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Essa criança brasileira hoje tem 48 anos e parece o Hulk. Seus próprios músculos podem matá-lo

4 de outubro de 2016  Atualizado 10/10/2016  CuriosidadesSaúde

Essa criança brasileira hoje tem 48 anos e parece o Hulk. Seus próprios músculos podem matá-lo
Essa criança brasileira hoje tem 48 anos e parece o Hulk. Seus próprios músculos podem matá-lo
Valdir Segato mora em São Paulo, Brasil. 

Ele é construtor e passa uma parte importante do seu dia trabalhando na construção de casas e edifícios.
No entanto, ele adotou uma frase como sua filosofia de vida: “Este é o meu trabalho, mas minha paixão é realmente ver os meus músculos crescerem”. É por isso que quando não está trabalhando, ele vai para a academia e injeta em seus músculos Synthol: um óleo potencialmente mortal que “infla” a área do corpo em que é aplicado.

Hoje, depois de ter passado grande parte de sua juventude sendo chamado de “cachorro magro” pelos seus amigos quando era viciado em drogas, Segato parece radicalmente diferente.
 
O homem de 48 anos é conhecido como He-Man ou Hulk nas ruas de seu bairro e isso o faz se sentir bem consigo mesmo. Outras pessoas o chamam de “O Monstro”. Tudo o que o faz se sentir sobre-humano é bem-vindo.

A história começou quando o brasileiro queria superar seu vício em drogas como a cocaína. Ele era muito magro e estava muito fraco fisicamente. 



“Eu estava envolvido em drogas muito prejudiciais e comecei a perder peso, porque eu mal comia. Eu tinha uma vida completamente errada”, disse Segato.
Então, ele decidiu abandonar o estilo de vida decadente do porte de drogas, e se matriculou em uma academia e começou a se exercitar. Foi quando ele conheceu um homem que ofereceu Synthol. Segato imediatamente aceitou ao ver que os efeitos dos exercícios por si só não eram suficientes. Com a sua personalidade viciante, o óleo tornou-se seu novo “melhor amigo”.
 
E o problema aparece na primeira vista: um passado ligado a drogas pesadas como cocaína e sua atual obsessão com os músculos, o Synthol foi para Segato uma “solução” que se encaixou como uma luva. Os riscos, no entanto, são demasiado elevados.
Segato tinha sido avisado dos problemas enfrentados com a substância: amputação de braços, necrose e até mesmo a morte. Em adição, é claro, um vício terrível.
 
Seus amigos, por outro lado, fizeram olho cego para essa realidade perigosa.
Fernando Carvalho, um amigo dele, disse: “O óleo é perigoso, mas eu sou seu amigo, então eu não vou dizer nada. Ele quer ser famoso e este é o risco que ele corre.”
 
Claro que Segato não vê a realidade como ela é. Os perigos são iminentes e isso pode custar muito caro. No entanto, ele continua injetando a substância.

O que você acha disso?


terça-feira, 26 de julho de 2016

Maconha vicia e gera prejuízos permanentes no cérebro, diz novo estudo

Maconha vicia e gera prejuízos permanentes no cérebro, diz novo estudo
Merelyn Cerqueira  2 meses atrás Atualizado em 26/07/2016
cigarro-de-maconha

Já faz um certo tempo que é considerada a ideia de que as pessoas que ocasionalmente fumam maconha podem, em breve, se tornarem viciadas.
 Agora, os cientistas afirmam ter chegado ao real motivo dessa questão. Segundo eles, a Cannabis sativa, a longo prazo, perturba determinados circuitos cerebrais, desencadeando desejos e dependências. Essa constatação foi feita a partir de um estudo que mostrou que parte do cérebro associada a recompensa, acendeu-se quando pessoas olhavam para imagens da droga ou itens associados. Segundo os pesquisadores, essa ideia marca a diferença entre usuários ocasionais e dependentes.
 Ainda ilegal no Brasil, nos Estados Unidos ela é permitida em 25 estados, para fins recreativos ou medicinais. Apesar do crescente número de usuários, muitos cientistas consideravam que as evidências de vício por parte da maconha ainda eram escassas. Logo, em estudos recentes, pesquisadores sugeriram que ela pode impactar um circuito cerebral, conhecido como sistema de recompensa mesocorticolímbico, provocando desejos. Esse sistema controla uma outra região do cérebro que libera a dopamina – uma substância química associada ao prazer.
Para investigar a relação da maconha com danos ao sistema cerebral, os pesquisadores reuniram 59 adultos usuários e um grupo de 70 pessoas que não faziam uso da droga. À ambos os grupos eram mostradas imagens da maconha e itens relacionados. Em seguida, eram mostradas fotos de frutas que eles disseram gostar, tal como, banana, maçã, uvas ou laranjas. A equipe também recolheu um questionário a respeito do uso da droga e se acreditava que estavam sofrendo problemas em razão a isso. Muitos dos usuários afirmaram sofrer problemas familiares e de relacionamento.
 Logo, os pesquisadores descobriram que, em média, as pessoas que usaram maconha tinham feito isso por pelo menos 12 anos. Usando exames de ressonância cerebral, eles descobriram que quando mostradas as imagens relacionadas a droga, como esperado, o circuito de recompensa do cérebro ficou ativo. Este não era o caso quando olhavam para as frutas. Para os não-usuários, isso acontecia exatamente ao contrário: as frutas estimulavam o circuito.
 “Descobrimos que esta perturbação do sistema de recompensa se correlaciona com o número de problemas, como questões familiares, que os indivíduos têm por causa do uso de maconha”, disse a pesquisadora Dra. Francesca Filbey, da Escola de Ciência e Comportamento do Cérebro, da Universidade do Texas, em Dallas, EUA. “O uso contínuo, apesar desses problemas, é um indicador de dependência”,salientou.
 A pesquisa foi financiada pelo Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas e publicado na revista Human Brain Mapping.

[ Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Wikipédia ]

segunda-feira, 11 de julho de 2016

EUA: Taxa de assassinato de negros é oito vezes maior que de brancos

EUA: Taxa de assassinato de negros é oito vezes maior que de brancos
ONU mostra média de homicídios de 19,4 afro-americanos por cem mil entre 2010 e 2012

Uma mulher negra é detida, algemada e presa por um policial branco: ela estava entre os manifestantes que nprotestavam do lado de fora do quarte-general da polícia de Baton Rouge, capital da Louisiana
Foto: JONATHAN BACHMAN / REUTERS
             Uma mulher negra é detida, algemada e presa por um policial
             branco: ela estava entre os manifestantes que nprotestavam do
             lado de fora do quarte-general da polícia de Baton Rouge, 
            capital da Louisiana - JONATHAN BACHMAN / REUTERS
POR O GLOBO
11/07/2016 4:30 / atualizado 11/07/2016 11:30

NOVA YORK — Negros são oito vezes mais propensos a serem assassinados do que brancos nos EUA e 12 vezes mais vulneráveis do que um indivíduo num país desenvolvido, de acordo com uma nova análise das Nações Unidas.
O levantamento, feito pelo Escritório de Drogas e Crimes da ONU (UNDOC) e pelo Centro Americano de Controle de Doenças, com dados do blog FiveThirtyEight, revelou que uma média de 19,4 negros americanos por cem mil pessoas foram mortos entre 2010 e 2012. O segundo índice mais alto deste tipo de crime foi na Lituânia, com 6,9 pessoas por cem mil.
A população hispânica nos EUA tem uma taxa de assassinatos de cerca de 5,3 por cem mil pessoas — quase a mesma da média nacional de 5,2 — mas o índice entre pessoas brancas é de apenas 2,5 por cem mil. A taxa média nos países desenvolvidos é de 1,6 por cem mil.
Os EUA testemunham protestos pela morte de dois negros nos últimos dias. Philando Castile, de 34 anos, em Falcon Heights, Minnesota, e Alton Sterling, de 37 anos, em Baton Rouge, na Louisiana, foram assassinados por policiais. Outro homem, Derawn Small, de 37 anos, foi morto por um policial fora de serviço quando ambos se envolveram num acidente de carro. E cinco policiais foram mortos por um atirador negro durante um protesto em Dallas. Segundo o chefe de polícia da cidade, David Brown, o atirador disse que queria “matar brancos, especialmente policiais brancos”.
uma centena mortes só este ano

Mais de cem negros foram mortos por policiais nos EUA em 2016. O movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) começou em 2012 depois que o segurança branco George Zimmerman foi absolvido pelo assassinato do jovem negro desarmado Trayvon Martin, em Sanford, na Flórida. A campanha ganhou projeção nacional depois das mortes de Michael Brown, em Ferguson, Missouri, em 2014, e de Freddie Gray, em Baltimore, Maryland, em 2015.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Rede de pedofilia mantinha cativeiro em Campos dos Goytacazes, no Rio

ABUSO SEXUAL
Rede de pedofilia mantinha cativeiro em Campos dos Goytacazes, no Rio
Vereadores, empresários e homens da alta sociedade estão presos no Complexo de Bangu
Fania Rodrigues
Rio de Janeiro, 01 de Julho de 2016 às 19:01
Deputado federal suplente, Nelson Nahim, foi condenado por estupro e outros crimes - Créditos: Divulgação
Deputado federal suplente, Nelson Nahim, foi condenado por estupro e outros crimes / Divulgação
O irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, Nelson Nahim, que é ex-vereador de Campos de Goytacazes, está preso junto com outros políticos locais pelos crimes de estupro e submissão de criança e adolescentes à prostituição e exploração sexual. Eles estão no Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro. 
Os quatro políticos e outras dez pessoas, incluindo um policial militar, foram condenados pelo caso que ficou conhecido como “As Meninas de Guarus”, investigado desde 2009, mas nenhum dos acusados tinha sido preso até junho passado. 
Cerca de 12 crianças e adolescentes entre 8 e 16 anos de idade foram mantidas presas em uma casa, localizada em Guarus, distrito de Campos, onde eram obrigadas fazer sexo com homens adultos e a consumir drogas, como cocaína, haxixe, crack, ecstasy e maconha. 
A sentença foi divulgada, no mês passado, pela juíza Daniela Barbosa Assunção, da terceira Vara Criminal de Campos, após 17 juízes se declararem suspeitos para julgar o caso, justamente por envolver figurões de cidade. “A juíza veio do Espírito Santo, veio escoltada, quase em uma operação de guerra, para julgar o caso”, conta a professora Odisséia Carvalho, que na época era vereadora (PT), e foi uma das pessoas que denunciou o caso e batalhou para que fosse investigado.
Nelson Nahim, que nesse momento é deputado federal suplente (PSD-RJ), foi apontado como um dos integrantes da rede pedofilia por uma das vítimas, uma adolescente de 15 anos, com quem manteve relação por diversas vezes. Ele também foi acusado de ameaçar uma das vítimas, para não revelar o esquema.
Segundo Odisséia Carvalho, essa organização criminosa atuou durante pelo menos 3 anos seguidos. “O chefão da rede, conhecido como Alex, chegou a construir uma pousada, onde eram feitos os ‘atendimentos’. Inclusive os materiais de construção fornecidos em troca de sexo com as crianças e adolescentes”, afirma a professora. 
As crianças chegaram a fazer 30 programas por dia. Muitas vezes com o nariz sangrando, devido ao uso de cocaína. Duas dela morreram em 2009. Uma das meninas, de 12 anos, fugiu e procurou a mãe. Ela tinha presenciado a morte de uma criança de 8 e outra de 12 anos, que tinham se recusado a fazer sexos com os comerciantes Thiago Calil e Fabricio Calil, segundo informações delacionadas às investigações.
As duas tinham sido estupradas, em uma visita anterior dos dois homens. Muito machucadas, as crianças se recusaram a praticar o ato sexual e foram obrigadas a cheiras cocaína até a morte por overdose. “Uma espécie de punição, para servir de exemplo”, relata a ex-vereadora Odisséia Carvalho.
O caso que só foi denunciado porque uma das vítimas conseguiu fugir do cativeiro. A casa tinha as portas e janelas trancadas com correntes e cadeados e era vigiada por homens armados. Os clientes eram políticos, empresários e homens ricos e influentes de Campos Goytacazes. 
Algumas dessas crianças vinham de casas-abrigos do Conselho Tutelar de Campos e muitas eram de outros estados, como Minas Gerais e Espírito Santo. “Algumas delas estavam em listas de desaparecidas, vítimas de tráfico de pessoas”, explica Odisséia. 
Os condenados recorreram da decisão da juíza e agora, presos, esperam novo julgamento.

A reportagem procurou o escritório Bergher & Mattos Advogados Associados, que faz a defesa de Nelson Nahim, mas não foi atendida.