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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Confira os possíveis temas de Redação do Enem 2016

Confira os possíveis temas de Redação                  do Enem 2016
Mundo Vestibular  7 horas atrás  24/08/2016
 Para se dar bem na redação deste ano, o segredo é estudar diversos assuntos, analisar todos os lados possíveis da questão e manter-se continuamente informado.
 Fornecido por Mundo Vestibular Para se dar bem na redação 
deste ano, o segredo é estudar diversos assuntos, analisar todos 
os lados possíveis da questão e manter-se continuamente informado.

A redação do Enem mete medo em muita gente. E existem razões de sobra para isso. Um zero nesta prova impede o candidato de concorrer em processo seletivos do Governo Federal para vagas em universidades públicas, bolsas de estudos e financiamento estudantil a juros baixos.
No outro extremo, muita gente acha que escrever sobre algum tema da atualidade é moleza e não precisa investir tempo nisso. Esse é um erro muito comum, que tira milhares de candidatos da disputa todo ano.
A redação é uma prova bastante complexa, que vai exigir do aluno uma visão geral acerca do tema, capacidade de argumentação, domínio das normas cultas da Língua Portuguesa e ainda conhecimento sobre direitos humanos.
Nem o Ministério da Educação (MEC) nem o edital trazem indicações do que pode ser abordado na redação do Enem 2016. O tema pode ser qualquer assunto que esteja em evidência atualmente - o segredo só vai ser relevado mesmo no segundo dia da prova (domingo), no momento em que os fiscais de sala autorizarem a abertura dos cadernos.
Para se dar bem na redação deste ano, o segredo é estudar diversos assuntos, analisar todos os lados possíveis da questão e manter-se continuamente informado.
Se você não quer passar apuros na redação do Enem 2016, dê uma olhada nesses cinco temas que podem aparecer na prova deste ano. No final do texto, listamos algumas dicas de como melhorar seus estudos.

1. O impeachment e os caminhos da política brasileira

Com o impeachment da presidente Dilma Rousseff em andamento, o que será do futuro do Brasil até as próximas eleições?
A política entrou com tudo na pauta de discussão dos brasileiros. Corrupção, abuso de poder, “pedaladas fiscais”, atropelo à Constituição, a interferência da bancada religiosa, dos ruralistas e dos grandes empresários, gente que defende intervenção militar, gente achando que o processo é um golpe de estado disfarçado, o papel da mídia, enfim, são muitos e muitos temas relacionados que devem ser levados em conta.
Neste caso é muito importante analisar os dois lados da moeda, por mais que você tenha uma posição política definida. Lembre-se de que você vai ter que construir um texto analítico, posicionar-se criticamente e elaborar uma proposta que contemple os direitos humanos. Evite posturas radicais ou repetir chavões que você lê na internet - nada disso vai resultar numa boa pontuação para você.
Fique de olho também no papel que o Poder Judiciário vem assumindo nos últimos anos, com juízes e promotores tomando partido publicamente e o impacto que isso tem em um regime democrático.

2. As Olimpíadas no Rio de Janeiro

Até a época do Enem 2016, que acontece em novembro, as Olimpíadas já vão ter passado.
No entanto, é um momento oportuno para refletir sobre o legado que o evento deixou no País e o que é preciso melhorar em termos de infraestrutura, capacidade de realização de eventos, violência, desenvolvimento urbano, o comportamento do brasileiro diante do mundo, as políticas de crescimento, o investimento para a realização dos jogos, etc.

3. O futuro econômico e as políticas sociais no País

Na última década, o Brasil veio num crescimento galopante que durou até poucos anos atrás, quando começou a perder fôlego e, finalmente, cedeu de vez à crise.
A estagnação econômica, o aumento da inflação, o desemprego e a falta de crédito no mercado fazem crer que voltaremos a viver no Brasil da década de 1990.
Será que isso realmente procede? Estamos tão mal assim? Essa crise é realmente mais econômica do que política?
Busque os motivos que nos levaram à situação atual, analise os cenários possíveis e as reivindicações de diferentes classes sociais

4. O poder da mídia tradicional x poder das redes sociais

Há uma batalha midiática nada silenciosa em andamento no Brasil, travada pelos grandes veículos de comunicação em oposição às mídias sociais.
Muitos grandes jornais e revistas, salvo raras exceções, estão em crise e alguns prestes a fechar as portas. E boa parte disso deve-se à mudança de hábito do brasileiro, que vem abandonando os meios tradicionais e tem preferido usar a internet (e ainda a TV) como meio de informação.
A mídia também perdeu muito do seu poder de formar opiniões. Hoje, redes sociais, como Facebook e Twitter, já divulgam muito mais informações que todos os canais tradicionais juntos, com muito mais alcance. Os serviços de streaming, como Netflix e Spotify, têm tirado muito cliente das TVs a cabo - o que fez algumas operadoras anunciarem que vão limitar a internet no País.
Enfim, é uma trama complexa. Você consegue arriscar qual o futuro dos meios de comunicação nesse cenário? O que está em jogo aqui?

5. A ascensão do pensamento ultraconservador

Muitos brasileiros têm assumido posições ultrarradicais, por vezes consideradas “fascistas”.
Famosos jargões da época da ditadura, como “bandido bom é bandido morto” e a reivindicação de alguns grupos que exigem intervenção militar no País são cada vez mais comuns.
Esse é um fenômeno que pode ser observado em todas as escalas sociais, mas aparece principalmente nas classes média e alta.
O que causa essa perigosa aproximação das pessoas com os regimes totalitaristas? Quem são os líderes desses movimentos? Como isso pode se refletir nas próximas eleições presidenciais em 2018? Por que também encontramos reflexos desses posicionamentos nos Estados Unidos e países da Europa?

Dicas rápidas para fazer uma redação nota 1.000

-Fique atento ao formato da redação.
 O texto pedido é dissertativo-argumentativo em prosa. Portanto, nada de inventar moda (fazer poesia, esboçar poucas linhas, etc.).
-Pratique bastante. 
Para cada tema possível, faça um texto no formato pedido. Busque referências de redações nota 1.000 na internet para facilitar a estruturação do texto.
-Reforce seu texto 
com dados estatísticos, casos semelhantes, pesquisas, citações e fatos históricos.
-Estude direitos humanos. 
Você vai precisar deles para a proposta de intervenção social pedida na redação.
-Pense rápido. 
Você vai ter mais ou menos uma hora para fazer a redação do Enem. Nesse tempo, terá que elaborar a linha de pensamento, listar e encadear as ideias, fazer a proposta, escrever no rascunho, revisar e passar tudo a limpo. Pratique o texto com um relógio do lado.
-Não desanime. 
No começo é difícil, mas depois você pega o jeito. Redação exige prática e quanto mais você escrever, mais fácil vai ficar no dia da prova.

Faculdades que aceitam a nota do ENEM no vestibular:


domingo, 24 de julho de 2016

Crise força o fim do injusto ensino superior gratuito

Crise força o fim do injusto ensino superior                                   gratuito
Os alunos de renda mais alta conseguem ocupar a maior parte das vagas nos estabelecimentos públicos, enquanto aos pobres restam as faculdades pagas
POR EDITORIAL
24/07/2016 0:00 / atualizado 24/07/2016 14:40
Numa abordagem mais ampla dos efeitos da maior crise fiscal de que se tem notícia na história republicana do país, em qualquer discussão sobre alternativas a lógica aconselha a que se busquem opções para financiar serviços prestados pelo Estado. Considerando-se que a principal fórmula usada desde o início da redemocratização, em 1985, para irrigar o Tesouro — a criação e aumento de impostos — é uma via esgotada.
Mesmo quando a economia vier a se recuperar, será necessário reformar o próprio Estado, diante da impossibilidade de se manter uma carga tributária nos píncaros de mais de 35% do PIB, o índice mais elevado entre economias emergentes, comparável ao de países desenvolvidos, em que os serviços públicos são de boa qualidade. Ao contrário dos do Brasil.
Para combater uma crise nunca vista, necessita-se de ideias nunca aplicadas. Neste sentido, por que não aproveitar para acabar com o ensino superior gratuito, também um mecanismo de injustiça social? Pagará quem puder, receberá bolsa quem não tiver condições para tal. Funciona assim, e bem, no ensino privado. E em países avançados, com muito mais centros de excelência universitária que o Brasil.
Tome-se a maior universidade nacional e mais bem colocada em rankings internacionais, a de São Paulo, a USP — também um monumento à incúria administrativa, nos últimos anos às voltas com crônica falta de dinheiro, mesmo recebendo cerca de 5% do ICMS paulista, a maior arrecadação estadual do país.
Ao conjunto dos estabelecimentos de ensino superior público do estado de São Paulo — além da USP, a Unicamp e a Unifesp — são destinados 9,5% do ICMS paulista. Se antes da crise econômica, a USP, por exemplo, já tinha dificuldades para pagar as contas, com a retração das receitas tributárias o quadro se degradou. A mesma dificuldade se abate sobre a Uerj, no Rio de Janeiro, com o aperto no caixa fluminense.
Circula muito dinheiro no setor. Na USP, em que a folha de salários ultrapassa todo o orçamento da universidade, há uma reserva, calculada no final do ano passado em R$ 1, 3 bilhão. Mas já foi de R$ 3,61 bilhões. Está em queda, para tapar rombos na instituição. Tende a zero.
O momento é oportuno para se debater a sério o ensino superior público pago. Até porque é entre os mecanismos do Estado concentradores de renda que está a universidade pública gratuita. Pois ela favorece apenas os ricos, de melhor formação educacional, donos das primeiras colocações nos vestibulares
Já o pobre, com formação educacional mais frágil, precisa pagar a faculdade privada, onde o ensino, salvo exceções, é de mais baixa qualidade. Assim, completa-se uma gritante injustiça social, nunca denunciada por sindicatos de servidores e centros acadêmicos.
Levantamento feito pela “Folha de S.Paulo”, há dois anos, constatou que 60% dos alunos da USP poderiam pagar mensalidades na faixa das cobradas por estabelecimentos privados. Quanto aos estudantes de famílias de renda baixa, receberiam bolsas.

Além de corrigir uma distorção social, a medida ajudaria a equilibrar os orçamentos deficitários das universidades, e contribuiria para o reequilíbrio das contas públicas.