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quarta-feira, 9 de maio de 2018

VEM AO CASO MORO? Cartel Desviou Mais De R$ 1,6 Bi De Merenda E Educação Em SP


VEM AO CASO MORO? Cartel Desviou Mais De R$ 1,6 Bi De Merenda E Educação Em SP



Por Fernanda Cruz – 
Repórter da Agência Brasil

Investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu que alunos de 30 municípios paulistas receberam merenda de qualidade inferior, devido ao cartel de empresas que atuava há pelo menos 20 anos no desvio de dinheiro público. 

Segundo a PF, os recursos eram desviados do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do governo federal. 

No total, a estimativa é que 65 contratos suspeitos tenham envolvido mais de R$ 1,6 bilhão.

A Operação Prato Feito, que investiga desvio de recursos do governo federal para a educação, foi deflagrada hoje (9) pela Polícia Federal, com mandados de busca a apreensão na casa e gabinete dos prefeitos das cidades de 

Barueri, Embu das Artes, Mauá, Caconde, Cosmópolis, Holambra, Hortolândia, Laranjal Paulista, Mogi Guaçu, Mongaguá, Paulínia, Pirassununga e Registro. 

Buscas também foram feitas no Paraná, na Bahia e no Distrito Federal.

Ação dos criminosos

Segundo as investigações, cinco grupos criminosos agiam nas prefeituras, por meio de lobistas, direcionando licitações. 

Foram cumpridos, no total, 154 mandados de busca e apreensão, além de afastamentos preventivos de agentes públicos e suspensão de 29 contratos com o poder público.

Há indícios do envolvimento de 85 pessoas, incluindo os 13 prefeitos, quatro ex-prefeitos, um vereador, 27 agentes públicos não eleitos e outras 40 pessoas da iniciativa privada.

A CGU identificou, ao longo das investigações, 65 contratos suspeitos, cujos valores totais ultrapassam R$ 1,6 bilhão. 

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude a licitações, associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, com penas que variam de um a 12 anos de prisão.

Pratos feitos

De acordo com a PF, algumas escolas ofereciam apenas uma bolacha e leite diluído em água aos alunos. 

Na prefeitura de Araçatuba, as crianças passaram a ser proibidas de repetir refeições e começaram a receber “pratos feitos”, o que deu nome à operação. 

O município recebeu, ao longo de dois anos, R$ 3,7 milhões do PNAE e superfaturou R$ 2,2 milhões.

Além das fraudes na merenda, os desvios envolviam outras áreas da educação, como compra de uniformes, material didático e de limpeza. 

Foram constatadas ainda irregularidades nas cidades de Águas de Lindoia, Araras, Cubatão, Itaquaquecetuba, Jaguariúna, Leme, Mairinque, Monte Mor, Peruíbe, São Bernardo do Campo, São Paulo, São Sebastião, Sorocaba, Tietê, Várzea Paulista e Votorantim.

Apoio

Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão relativo a três processos de alimentação escolar de 2010 e 2011. 

A administração destacou que, no ano passado, iniciou uma força-tarefa, em parceria com a Secretaria da Fazenda, para atualizar cobranças de multa que estavam paradas desde 2013, na Coordenadoria de Alimentação Escolar.

Segundo a nota, um dos três processos investigados pela PF tinha multas em atraso e até o momento, já foram emitidas guias de pagamento de R$ 12 milhões em multas.

 Destas, até fevereiro haviam entrado nos cofres públicos R$ 9,2 milhões.


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sábado, 18 de fevereiro de 2017

PIMENTA VAI À PGR CONTRA PAGAMENTO ILEGAL DE TEMER A YOUTUBERS

PIMENTA VAI À PGR CONTRA PAGAMENTO ILEGAL DE TEMER A YOUTUBERS
 

Deputado solicita ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "investigação referente a eventuais irregularidades no pagamento realizado a canais no Youtube, pelo Governo Federal, por meio de publicidade disfarçada de conteúdo, de uma propaganda do Ministério da Educação", comandado por Mendonça Filho; denúncia é de que o MEC pagou R$ 65 mil para o canal "Você sabia", que tem 7,1 milhões de assinantes, para que os YouTubers Lukas Marques e Daniel Molo falassem bem das mudanças no ensino médio; o vídeo, publicado em outubro passado, não tem qualquer informação de que se trata de uma propaganda

17 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 16:54

247 - O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) enviou um requerimento ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de "investigação referente a eventuais irregularidades 
no pagamento realizado a canais no Youtube, pelo Governo Federal, por meio de publicidade disfarçada de conteúdo, de uma propaganda do Ministério da Educação".

Denúncia publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira 17 é de que o MEC, comandado pelo ministro Mendonça Filho, pagou R$ 65 mil para o canal do YouTube "Você sabia", que tem 7,1 milhões de assinantes, para que os jovens Lukas Marques e Daniel Molo falassem bem da reforma do ensino médio, que foi proposta pelo governo Temer e recebeu duras críticas de vários especialistas da área da educação.

O vídeo, publicado em outubro passado, não tem qualquer informação de que se trata de uma propaganda. Confira aqui o requerimento de Pimenta.

Assista ao vídeo pago por Temer:




sábado, 10 de setembro de 2016

MENDONÇA FILHO VOLTA A SER ESCRACHADO: ‘XÔ, GOLPISTA’

MENDONÇA FILHO VOLTA A SER ESCRACHADO: ‘XÔ, GOLPISTA’
 :
O ministro da Educação, Mendonça Filho, foi hostilizado neste sábado durante a inauguração do Restaurante Universitário da Universidade Federal de Pernambuco; 'Como é que um golpista encara a sociedade? Tem que se esconder atrás da polícia. Não encara o povo cara a cara, porque é um golpista. Ele não nos representa, ele não está do lado dos estudantes. Ele é mais um para fracassar a educação, e por isso a gente diz: xô, Mendonça. Xô, golpista', gritavam os manifestantes; assista

10 DE SETEMBRO DE 2016 ÀS 18:09 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM

Pernambuco 247 - O ministro da Educação, Mendonça Filho, foi hostilizado neste sábado (10) durante a inauguração do Restaurante Universitário da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A polícia fez um cordão de isolamento para permitir que o ministro circulasse nas dependências da universidade federal de sua terra natal.
'Como é que um golpista encara a sociedade? Tem que se esconder atrás da polícia. Não encara o povo cara a cara, porque é um golpista. Ele não nos representa, ele não está do lado dos estudantes. Ele é mais um para fracassar a educação, e por isso a gente diz: xô, Mendonça. Xô, golpista', gritavam os manifestantes.

Assista abaixo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

CCJ da Câmara aprova limitação de investimentos na saúde e educação por 20 anos

CCJ da Câmara aprova limitação de investimentos na saúde e educação por 20 anos
agosto 9, 2016 por esmae
 temer_trabalhadores
O interino Michel Temer (PMDB) obteve vitória parcial na tarde desta terça (9), na Câmara, com a aprovação pela CCJ da constitucionalidade do PL 241, que limita gastos em saúde e educação por 20 anos. Ou seja, até ano de 2037 os investimentos nessas e outras áreas sociais estarão limitadas visando sobrar caixa para o pagamento de juros aos bancos.

Abaixo, leia a matéria da Agência Brasil:

CCJ da Câmara aprova PEC que limita gastos públicos por 20 anos
Após mais de seis horas de sessão, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da proposta de emenda constitucional que limita os gastos públicos, que fora enviada ao Congresso pelo governo do presidente interino Michel Temer.
Foram 33 a favor e 18 contra. A CCJ não discutiu o mérito da PEC, mas somente sua constitucionalidade. Será instalada agora uma comissão especial para que os debates tenham continuidade.
A PEC 241 propõe limitar pelos próximos 20 anos o aumento dos gastos públicos de um ano à inflação do ano anterior. A medida é defendida pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e foi anunciada por ele ainda no primeiro dia do governo interino, em maio.
A sessão da CCJ foi bastante agitada, tendo sido acompanhada de perto por representantes de sindicatos de servidores públicos e de movimentos sociais. O temor é que, ao limitar o aumento dos gastos do governo à inflação do ano anterior, a proposta retire recursos da saúde e educação e congele o reajuste dos servidores e os concursos públicos.
Logo após a abertura dos trabalhos, PSOL, PT e Rede apresentaram diversos requerimentos pela retirada da matéria da pauta. Todos foram recusados. Em seguida, os debates se prolongaram por horas, com forte embate entre deputados a favor e contra a PEC.
“Querem acabar com a saúde, querem acabar com a educação, querem acabar com a segurança pública, ela vai congelar por 20 anos todos os investimentos públicos”, disse o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), bastante exaltado, pouco antes da votação final. “Não querem mais serviços públicos por concurso porque querem contratar terceirizados apaniguados”, acusou.
Ao defender seu parecer pela admissibilidade, o deputado Danilo Forte (PSB-CE) acusou os opositores da matéria de irresponsabilidade por recusarem a continuidade do diálogo. “Fazer com que a comissão especial não se instale é silenciar o debate.”
“Nesse texto não tem nada de fim de concursos públicos, nesse texto não se diminui os recursos públicos para educação, nesse texto se garante as conquistas sociais. O que se quer preservar é exatamente um teto para os gastos, para não se incorrer na irresponsabilidade do governo passado, que gerou desemprego e inflação”, afirmou Forte.

Após ser formada, a comissão especial que discutirá a PEC 241 terá até 40 sessões para apresentar e votar um parecer. A proposta ainda precisa ser discutida e votada no plenário da Câmara, em dois turnos, antes de seguir para o Senado. Para ser aprovada, são necessários – no mínimo – 308 votos dos deputados em cada turno.