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Dilma faz Carta de
mudanças para voltar ao governo com apoio Popular você quer que ela volte?
A presidente afastada
Dilma Rousseff prepara uma carta de compromissos para o “novo governo” caso
consiga reverter o processo de impeachment no Senado. O documento será entregue
às frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, que lideram as manifestações contra
o presidente em exercício Michel Temer, e vai indicar a intenção de uma guinada
à esquerda, na direção contrária do que foi o segundo governo da petista. A
carta, que ainda não tem título nem data para ser entregue, é uma reivindicação
tanto dos movimentos sociais que integram as duas frentes quanto do núcleo
próximo de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em diversas
ocasiões, afirmou que a presidente afastada deve dizer claramente como e para
quem vai governar se conseguir retomar o cargo. Entre os pontos cobrados pelos
movimentos sociais estão a garantia de uma política econômica com foco no
crescimento econômico, manutenção dos programas sociais e geração de empregos,
compromisso com a reforma política e a montagem de um Ministério formado por
notáveis e representantes dos setores que lutaram contra o impeachment. O
objetivo seria quebrar resistências de setores da esquerda que têm defendido a
realização de novas eleições presidenciais ou por desconfiarem da capacidade de
Dilma em criar condições mínimas de governabilidade ou porque ainda guardam
ressentimentos em relação às escolhas da petista no segundo governo. Um petista
chamou atenção para o detalhe de que o mote dos atos de hoje é “Fora Temer” em
vez de “Volta Dilma”. Eu lamento pelo país. Porque nós, a minha geração, lutou
contra a ditadura, o arbítrio, os assassinatos políticos, as torturas. E aí um
dos deputados, ao votar pelo impeachment, vota em nome de um dos grandes
torturadores que atuaram no Brasil na década de 70. E diz ainda que ele vota
nele em nome do pavor que ele despertava em mim, mas ele estava se referindo ao
conjunto de presos políticos. Dilma diz que continuará lutando para retomar seu
governo mesmo se for afastada Veja você que isso é uma volta atrás. Por quê? Porque
nós temos uma democracia jovem. O maior legado dessa democracia é a
Constituição de 1988 e todos os desdobramentos que ela teve, entre eles o claro
repúdio à tortura, o claro repúdio ao fato de que no Brasil não tinha direito
de liberdade de imprensa, muito menos de liberdade de expressão. E eu acredito
que essa conquista, a democracia, foi essencial para algumas conquistas que o
Brasil teve. Por exemplo, a redução da desigualdade, a própria estabilidade
econômica. Enfim, a democracia, ela veio acompanhada de vários ganhos. Ela é
uma espécie de portal pelo qual passaram todas as outras vitórias que o Brasil
conquistou. Inclusive essa de ser reconhecido como uma grande potência. Eu acho
que nós vamos continuar lutando para voltar ao governo. O que nós iremos fazer
é resistir, resistir e resistir. E lutar para quê? Para ganhar (o julgamento)
no mérito e retornar ao governo. Nós defendemos, eu e todos os meus apoiadores,
que esse processo de impeachment é ilegítimo, ilegal, porque é baseado numa
farsa, que é uma eleição indireta revestida da capa de impeachment. Todos nós
somos a favor de eleições em 2018. Nós iremos lutar até o fim pelo meu retorno.
Agora, sempre no Brasil se colocará em quaisquer circunstâncias a importância
de eleições diretas. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Nós vamos
continuar batalhando e lutando contra esse impeachment. Eu não acho que mais e
mais evidências aparecerão contra mim e o meu governo. Eu aceito qualquer forma
de investigação porque tenho certeza que sou inocente. Então, não será por
conta de investigação (que não voltarei à Presidência). Não há o menor
problema. A mim, podem investigar. Aliás, eu estou sendo investigada desde que
fui candidata. Eu continuarei lutando sistematicamente e vou e quero voltar.
Inclusive, os integrantes do meu governo também se colocam à disposição para
qualquer investigação. O que acontece aqui no Brasil é outra coisa. As
investigações aqui são usadas como instrumento de perda de respeitabilidade da
pessoa investigada. Mesmo que depois se prove serem infundadas as acusações, se
você vazá-las, o mal já está feito, o dano já foi causado. E aí o objetivo do
vazamento foi conquistado, que era o quê? Desmoralizar a outra pessoa. Isso
está ocorrendo sistematicamente aqui no Brasil. Acredito que todas as pessoas
têm direito a um julgamento justo e sem preconceitos. Acontece que eu não temo
porque eu não devo nada. E por isso eu sou extremamente incômoda, porque eu sou
uma pessoa que seria melhor que renunciasse. Porque, se eu renuncio, a prova viva
de que há um golpe, de que foi cometida uma injustiça, de que tem uma pessoa
que está sendo vítima porque é inocente, desaparece. Não contem com isso porque
eu não vou renunciar.
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