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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Com aposentadoria garantida, Maia diz que “todo mundo hoje consegue trabalhar até os 80 anos”


Com aposentadoria garantida, Maia diz que “todo mundo hoje consegue trabalhar até os 80 anos”

4 hours ago Perda de direitos  09/02/2019

 

“Todo mundo consegue trabalhar até 80 anos”, afirma golpista Rodrigo Maia


No Brasil da expectativa de vida média de 75 anos, que chega a baixar para 58 anos nas periferias de grandes cidades, Maia quer convencer a população de que trabalhar até morrer é necessário para seguir pagando a dívida pública.

Em entrevista à Globonews na noite de 06 de fevereiro, o recém-eleito presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, alternou discursos demagógicos e chantagens para tentar legitimar o ataque histórico às aposentadorias. 

Selecionamos a seguir alguns trechos da entrevista na íntegra que pode ser vista aqui.

Logo no começo da entrevista os jornalistas da Globonews questionaram se a apresentação quase simultânea de dois projetos polêmicos na Câmara: 
o pacote anticrime de Moro e a Reforma da Previdência poderia prejudicar o andamento desta última. 

Rodrigo Maia prontamente respondeu que a prioridade da Câmara é dar andamento a proposta de PEC da Reforma da Previdência que ainda será apresentada pelo governo mas que já foi “vazada” pelo Estadão. 

A previsão, segundo o deputado, é de que a proposta de reforma já possa ir a plenário na segunda quinzena de maio deste ano.

A todo momento, Maia buscava enfatizar que as opiniões contrárias ao projeto estavam sendo administradas, conversadas, dizendo que se estaria alcançando um consenso de que a Reforma da Previdência é realmente necessária para o país, mas sempre deixando escapar certo tom de ameaça:

“…ou nós aprovamos a reforma da Previdência ou o que vai estar projetado para os próximos anos no Brasil não é coisa muito boa.”

Para garantir mais apoio à mãe de todas as reformas, Maia se apoia fortemente na crise dos estados, fazendo reuniões com vários governadores, inclusive os da chamada 
“oposição de esquerda” o que, para o bom entendedor significa: 

o PDT de Ciro Gomes e também o PT. 

E anunciou que no próximo dia 20 os governadores de todo o país se reunirão em Brasília, confirmando sua presença, para discutir o apoio à Reforma da Previdência.

 No mesmo dia, as centrais sindicais seguirão protelando a possibilidade de organizar os trabalhadores desde seus locais de trabalho, para fazer uma reunião que, na prática, envolve predominantemente os altos escalões das centrais sindicais.

Rodrigo Maia, “guardião dos ritos democráticos”?

Em outro trecho da entrevista, Maia faz demagogia dizendo que vai prezar por seguir os ritos democráticos em contraposição às intenções do governo Bolsonaro em criar um atalho para uma aprovação mais rápida da Reforma da Previdência.

 Segundo a Globonews confirmada pelo próprio Maia, o governo estaria defendendo o que se chama de Emenda Aglutinativa, uma manobra para juntar os principais itens da Reforma endurecida de Bolsonaro à proposta de Reforma da Previdência que já havia, em parte, desde o governo Temer e que já estaria pronta para ir a plenário, tentando assim, acelerar o processo pulando etapas.

No entanto, o que está por trás da demagogia de Maia é garantir que não haja brechas a questionamentos jurídicos que eventualmente possam atrasar ou inviabilizar a reforma:

“Respeitar o rito é garantir o processo legítimo e democrático. 

Até porque, se não, onde é que vai parar a votação da Previdência: no Supremo.

 Então vamos respeitar o rito. 
Hoje o mercado estava nervoso porque eu falei da segunda quinzena de maio e que a gente tinha que respeitar o rito. 

Não respeitar o rito é talvez aprovar e não levar”
“…ninguém vai prejudicar nenhum trabalhador mais simples” ?

A partir da declaração do próprio Maia de que a questão não é “se” e sim “quando” a Reforma da Previdência será votada, a jornalista da Globonews então pergunta “qual” a reforma que será votada, Maia responde:

“…eu sou a favor de uma regra de transição mais curta. 
Todos nós temos uma expectativa de vida maior.

 Quando a gente chega a 60 anos, ela aumenta mais ainda. 

Nós temos que entender que trabalhar até 62 anos sem transição não é problema nenhum. 

Todo mundo consegue trabalhar hoje até 80, 75 anos.” e, buscando amenizar a afirmação anterior emenda:

 “É claro que tem algumas categorias especiais. Essas vamos tratar de outra forma.”

Após essa declaração, a entrevista enveredou para discutir um dos pontos da reforma que é o de desvincular o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do valor do salário mínimo. 

Demonstrando evidente nervosismo, Maia se contradiz, dizendo ora que é falsa a informação de que o BPC teria um valor abaixo do salário mínimo para, em seguida fazer acrobacias no discurso para dizer exatamente o contrário:

“há um debate há muitos anos no Brasil sobre desvincular ou não o salário mínimo da aposentadoria. 

O governo vai fazer uma proposta de você antecipar o BPC garantindo um valor numa idade mais nova para que seja uma construção ao longo dos anos… quando você antecipa, claro que fica abaixo do salário mínimo…”

e depois escapa do assunto afirmando que não vai mais ficar explicando a reforma do ministro que ainda não foi apresentada.

Para uma vida de trabalho precário e sem direitos, Bolsonaro quer rebaixar a aposentadoria a menos de 1 salário mínimo

Desde que se estabeleceu a regra de contagem do tempo de contribuição e não do tempo de serviço, o ônus da cobrança acaba recaindo sobre o trabalhador e não sobre as empresas que fraudam o INSS, por exemplo.

Com o avanço da terceirização e do trabalho precário, não são poucos os casos de empresas que se apropriam dos descontos de INSS nos contracheques de seus funcionários e simplesmente dão o calote na contribuição previdenciária. 

São esses os trabalhadores que, junto aos exércitos de desempregados e trabalhadores informais, engrossam as filas de solicitação de um benefício para sobreviver quando já não conseguem garantir com seu trabalho o mínimo para se sustentar.

O país, as empresas, se beneficiaram e se beneficiam, e muito, da riqueza produzida pelos braços desses trabalhadores. 

As mesmas empresas que passam impunes por suas dívidas milionárias com o INSS.

Para garantir a Reforma da Previdência, o governo tenta jogar os trabalhadores uns contra os outros, dizendo que direitos conquistados com muita luta são privilégios, 
enquanto seguem intocados os verdadeiros privilégios: 

empresas que devem bilhões à previdência e que seguem com seus lucros bilionários ilesos de qualquer cobrança dessa dívida.

A população sabe que a Reforma da Previdência não vem para acabar com as desigualdades e sim acentuar a maioria delas. 

O próprio Maia cita controversamente que a Reforma da Previdência não tem o apoio da maioria da população:
“Outro dia vi uma pesquisa de uma instituição financeira, que perguntava: você é a favor ou contra a reforma da previdência? E 70% era a favor. 

E em outra pergunta: você é a favor ou contra a idade mínima? 60% era contra. 

Então essa pessoa não era a favor da reforma da previdência”
Se, contra a Reforma da Previdência que esboçava o governo Temer, os trabalhadores do país foram capazes de fazer história com a greve geral de 28 de abril de 2017, que conseguiu impor uma derrota, ainda que parcial, ao ataque que se avizinhava. 

Só não foi mais longe porque as maiores centrais sindicais do país desmontaram por baixo a possibilidade de avançar naquele momento.

Hoje a tarefa de reorganizar novamente essa força dos trabalhadores em todo o país está na ordem do dia! 
É criminoso cada dia de trégua que as maiores centrais sindicais do país como CUT e CTB insistem em manter, em meio às definições do que significa a terra arrasada em que Bolsonaro quer transformar o país.

PS do Viomundo: 

Rodrigo Maia trabalhou na vida, em bancos, exatamente entre 1993 e 1997. 

Desde então mama nas tetas do Estado. Vinte anos recebendo dinheiro público. 

Pelos anos de mandato, já teria direito a uma aposentadoria de R$ 20 mil mensais pelo Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), ao completar 60 anos e/ou 35 anos de contribuição.

Veja o vídeo:
Rodrigo Maia - "Todo mundo consegue trabalhar hoje até 80 anos"
Publicado em 8 de fev de 2019
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sábado, 3 de março de 2018

Grampo mostra relator do Impeachment de Dilma pedindo 4 milhões a lobistas


Grampo mostra relator do Impeachment de Dilma pedindo 4 milhões a lobistas

03/03/2018


A reportagem de capa de VEJA que chega às bancas nesta sexta-feira (02) revela esquema montado no ministério do Trabalho que envolve o deputado Jovair Arantes (PTB-GO). 

A capa diz que o partido “arrastou o governo Lula para o escândalo do mensalão”, e que o “enredo se repete agora no governo Temer”.

A reportagem mostra uma conversa gravada pelo empresário gaúcho Afonso Rodrigues de Carvalho no ano passado com dois lobistas pedindo 4 milhões de reais em troca de um serviço junto ao Ministério do Trabalho, que só será realizado porque, além da propina, quem manda no pedaço é o deputado Jovair Arantes, líder do PTB na Câmara e aliado do presidente Michel Temer.

Lobista 2: (…) A gente vai ter até que envolver o deputado Jovair…
Empresário: Não é o Jovair Arantes?
Lobista 2: É… O Jovair está junto com a gente, porque ele tem força e por ser do meu estado de Goiás. Eles tinham feito um cálculo. 
Eles tinham pedido 500 000 para pagar a parte técnica, para pagar as pessoas envolvidas lá e uma ponta para o Jovair. 
E 2,5 (milhões de reais) quando sair…
À exceção de um dos lobistas, que confirmou a cobrança e o pagamento de propina, todos os demais envolvidos no caso negam a existência de qualquer irregularidade.
As informações são da  VEJA

9 fatos que mostram que o Impeachment foi Golpe!


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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O que Temer pretende com a intervenção militar no Rio de Janeiro


O que Temer pretende com a intervenção militar no Rio de Janeiro

16/02/2018
 

O jornalista Rodrigo Vianna, da Record escreve texto primoroso do que pode significar esse decreto de intervenção militar de Temer:

Diante do caos social provocado por Temer, direita traz Exército para as ruas: um AI-5 a conta gotas?

Muito importante esse movimento do governo Temer, de intervir na Segurança Pública do Rio de Janeiro.
 Na prática, é uma intervenção militar.  
A crise política assume assim novos contornos.

Por partes…

1) A intervenção federal, por lei, impede que nesse período seja votada qualquer alteração na Constituição. 
Com isso, Temer assume derrota na Previdência, que não poderá mais ser votada. 
Mas já oferece outra cenoura na frente do burro para o mercado e a direita: o discurso da ordem.

2) O fato do governador Pezao ter dado declarações estapafúrdias  (mostrando-se incapaz publicamente de deter escalada de violência) pode ter sido parte de uma estratégia combinada. 

Ele foi à reunião no Palácio que decidiu pela intervenção. E aceitou sem nenhum gesto de resistência. Estranho, no mínimo.

3) Rodrigo Maia, conservador na economia, mas um liberal nos costumes (e nem de longe um truculento no trato político), teria se oposto à medida extrema.
 Foi voto vencido. 
O que mostra que há uma linha dura no bloco de Temer – que é capaz de qualquer coisa daqui pra frente.

4) A meu ver, essa intervenção ajuda a criar “cultura política” para uma candidatura da ordem e da porrada – que não seria Bolsonaro, segundo planos da turma do palácio. 
Temer e a turma dele podem ganhar alguma simpatia dos setores à direita e transferir isso para o candidato que apoiarem. 
Esse nome não está ainda definido. 
Mas Alckmin tende a ganhar por WO no campo da direita, e encampar esse discurso. O provável “efeito colateral” é Bolsonaro se fortalecer.

Lembremos que bancos já começam a dialogar com ele, para a eventualidade de o discurso da ordem ser a única forma de enfrentar a eleição.

5) Os generais voltam a ter protagonismo político no país. 
Não me espantaria se um deles se aventurasse a uma candidatura (ao governo do Rio ou mesmo à presidência).

6) A meu ver, a esquerda deve denunciar o desmonte do estado e associar o caos no Rio ao liberalismo obtuso de Temer/PSDB/bancos – que destrói os instrumentos do Estado.

7) Devemos defender a ordem pública, mas com Democracia.
 E sem truculência. Devemos defender as comunidades que serão tratadas como “território inimigo” – espécie de Faixa de Gaza ocupada pelo Estado agora militarizado.

8) Contra o caos conservador e neoliberal, a ordem democrática é o único remédio. 
Não devemos abrir mão de também defender a ordem, essa bandeira não pode ficar com a extrema direita. Mas a ordem democrática.

9) Alguns analistas já apostam que o movimento de Temer desembocaria no cancelamento da eleição.
 Alguém lembrou, por exemplo, que o Ceará, governado pelo PT, foi o primeiro estado onde a OAB sugeriu intervenção federal há poucos dias.

10) A análise exposta no ponto 9 resume bem qual seria o provável “desejo” da ultradireita (com apoio dos EUA, sem dúvida nenhuma, e de setores do Exército com Etchegoyen à frente).

Mas entre desejo e fato há sempre uma distância.
Vamos ver se o lado de lá tem força pra impor essa agenda.

11) O Golpe de 2016 era (e é) baseado no “softpower” da toga e da mídia. 
Se virar “hardpower”, pode perder apoio do centro e até de certo “tucanismo paulista”.

12) Chegou a hora da onça beber água… A Dilma sempre disse (acertadamente) que perdemos o jogo em 2016 quando o centro se bandeou pra direita. 
Se a estrategia Etchegoyen avançar, o centro pode voltar pro nosso lado. 
Outra possibilidade é o centro (Alckmin/PSDB/Maia/DEM) assumir a estratégia da ordem e tentar se beneficiar dela eleitoralmente, isolando a esquerda.

13) Contra esse movimento extremado da direita conta uma onda que vem de baixo e ficou clara durante o Carnaval. 
O Rio está à beira de uma explosão e a política econômica tucana temerária aprofunda a crise social. 
Contra isso, só resta ao outro lado endurecer ainda mais o discurso da ordem. 
Eles terão apoio pra isso nas classes médias e altas.
 Mas e o povo que está à beira do desespero?

Vamos ver…

14) Os golpistas estão perdendo o controle “por baixo”… Essa onda Tuiuti mostra isso. 
O Sidney Resende (arguto jornalista do Rio, que circula no meio do samba e da cultura popular ) escreveu sobre isso ontem nas redes sociais. 
Está se criando uma onda de baixo pra cima. 
Com ou sem Lula na urna.
 Podemos assistir a algo parecido (mal comparando) com a eleição de 1974 (debaixo do AI-5, em silêncio,  o povo votou contra a ditadura)
É por isso que o golpismo está alvoroçado. 
Perderam a Previdência. 
Abriram mão. Agora resta o discurso da ordem e da porrada.

15) O desfile da Tuiuti, a invasão do Santos Dumont por bloco carnavalesco e as manifestações pró Lula no Carnaval podem ter sido uma espécie de Passeata dos Cem Mil de 2018. 
Lembremos que, para toda passeata dos Cem Mil, a direita pode sempre reagir com um AI-5. 
Ainda que ele venha a conta gotas.
 Não chegamos ainda a esse ponto.

Mas estamos à beira da implantação de um Estado militar-judicial: 
com a prisão provável do líder em todas as pesquisas e a militarização do cotidiano nas grandes cidades do país. 
O Rio é o laboratório para o golpe avançar para um patamar  mais autoritário. Ou para ser derrotado.

O Senador Roberto Requião, também faz uma análise um pouco diferente, afirmando que isso não passa de uma “jogada publicitária” de Temer:

 
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Bancos que pagam jantar em apoio a Moro nos EUA, tiveram dívidas perdoadas por Temer


Bancos que pagam jantar em apoio a Moro nos EUA, tiveram dívidas perdoadas por Temer

15/02/2018

 

Os bancos que patrocinam “jantar” em apoio a Moro nos EUA, tiveram presentes/benefícios e até perdão de dívidas do governo Temer. 


(segundo a reportagem do jornal Valor Econômico), outro que também patrocinou o jantar foi o Santander ( que o CARF deu vitória para não pagar 373 milhões de reais em dívidas).

A nota da Folha mostra que foram justamente esses os que patrocinaram jantar em apoio a Moro:

Informação de Daniela Lima na coluna Painel da Folha de S.Paulo.

(…)
Só apareceram até agora sete patrocinadores para as mesas principais do jantar em que a Brazilian-American Chamber of Commerce homenageará o juiz Sergio Moro e o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg como personalidades do ano, em maio.

 Entre os confirmados estão Bradesco, Itaú BBA e Santander.
(…)
No ano passado, quando o prefeito João Doria (PSDB) e o ex-embaixador americano Thomas Shannon  foram escolhidos, as mesas principais atraíram 15 patrocinadores. 

Cada uma com dez lugares, elas garantem acesso privilegiado aos homenageados na festa e custam US$ 26 mil.
(…)


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sábado, 6 de janeiro de 2018

Urbanitários irão ao Supremo contra desmanche do sistema Eletrobras

REAÇÃO
Urbanitários irão ao Supremo contra desmanche do sistema Eletrobras
Federação nacional da categoria classifica MP de Temer que autoriza privatização da estatal de inconstitucional e autoritária, além de entreguista. "Fere os interesses da sociedade e desrespeita a soberania nacional"
por Redação RBA publicado 03/01/2018 15h50, última modificação 03/01/2018 15h51

                                     SECURITYMAGAZINE ©
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Inconstitucional, autoritário e entreguista, MP de Temer autoriza venda de empresas públicas do setor elétrico ao capital privado

São Paulo – Em repúdio à Medida Provisória (MP) 814/2017, editada pelo governo Temer em meio aos feriados do final de ano, com o objetivo de permitir a privatização do sistema Eletrobras, a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU/CUT) ingressará na justiça para reverter tal resolução. 

A entidade divulgou nota ontem (2) para anunciar a resolução.

A medida assinada por Temer dá aval para a privatização da própria Eletrobras e das empresas Cepisa (Piauí), Ceal (Alagoas), Eletroacre (Acre), Ceron (Rondônia), Boa Vista Energia (Roraima) e Amazonas Distribuidora, além da Chesf, Eletrosul, Eletronorte e Furnas. Segundo explica o comunicado da FNU, a MP revoga o artigo 31 da Lei nº 10.848/2004, que impede a privatização da Eletrobras a lei que foi aprovada no governo Lula, após amplo debate no Legislativo e com a sociedade.

A entidade informa que prepara uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) a ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, apontando a violação do artigo 62 da Constituição Federal, além de outros dispositivos legais e constitucionais violados por Temer, na tentativa apressada e sem transparência de vender empresas públicas.

A nota diz ainda que o presidente ignora princípios como o da eficiência e da economicidade, previstos respectivamente nos artigos 37 e 70 da Constituição Federal, uma vez que as subsidiárias da Eletrobras possuem plenas condições de serem lucrativas, e ao mesmo tempo prestar serviços relevantes à população, com racionalidade operacional, econômica e boa gestão financeira.

"A medida provisória assinada por Temer é inconstitucional, além de autoritária, pois não ouve e nem debate com a população. 

Ela fere os interesses da sociedade e desrespeita a soberania nacional. 

Trata-se da entrega do patrimônio do povo brasileiro ao capital estrangeiro e não podemos aceitar uma violação dessa grandeza sobre um patrimônio que foi construído com o suor e sacrifícios da classe trabalhadora do nosso país", diz na nota o presidente da FNU/CUT, Pedro Blois.

Histórico

As privatizações de empresas do setor elétrico resultaram em queda da qualidade dos serviços prestados ao consumidor, conforme ressalta o comunicado da FNU/CUT. 

"Diversas empresas privatizadas ocupam as piores posições nos rankings de qualidade divulgados pela Aneel. 

Destaque-se que a Eletrobras e suas várias subsidiárias demonstram historicamente serem viáveis, bastando seu adequado gerenciamento para que possa continuar a ser patrimônio do povo brasileiro, bem como prestar serviços públicos essenciais de qualidade para a população."

A defesa da manutenção das distribuidoras da Eletrobras como empresas do povo brasileiro foi feita tecnicamente ano passado pelo próprio Ministério de Minas e Energia, conforme consta no Acórdão TC 003.379/2015-9, do Tribunal de Contas da União: 

"(...) não seria trivial a saída do atual concessionário e sua substituição. 

A decisão afeta milhares de funcionários, mais de 66 mil apenas das distribuidoras cujas concessões vencem em 2017, o que implica elevados riscos não só para a continuidade do serviço, como de judicialização de questões trabalhistas. 

O negócio de distribuição é mais dinâmico, exigindo corpo técnico especializado, de difícil substituição. 

O segmento de distribuição cuida da relação direta com o consumidor final e a troca do concessionário pode colocar em risco o atendimento à população. 

(...) são concessionárias que operam há mais de 20 anos no segmento de distribuição, com capacidade para desempenho do serviço(...)"




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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Lula ‘Rompe Barreiras’ E Avança Também Na Classe Média, Diz Pesquisa

Lula ‘Rompe Barreiras’ E Avança Também Na Classe Média, Diz Pesquisa
 
São  Paulo 30/09/2015 Ex-Presidente Lula se reune com a executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores para debater a conjuntura Nacional e a mobilização do PT. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

– Em nota intitulada ‘O fenômeno’, a jornalista Raquel Faria diz em sua coluna no jornal O Tempo que pesquisadores “estão assombrados com a nova façanha de Lula”: o ex-presidente avança também na classe média. 
Pelo menos três institutos nacionais já detectaram queda da rejeição e alta da aceitação a Lula no eleitorado mais instruído.

No Ipsos, único a divulgar dados, a aprovação ao petista já chega a 35% na classe AB (o índice era de 14% há seis meses) e a 42% nos estratos com ensino superior (26% antes). 
Ao mesmo tempo, a sua desaprovação cai em todos os grupos.

“No andar da carruagem, parece uma questão de tempo até as pesquisas apontarem vitória de Lula em primeiro turno”, analisa Raquel Faria.

Ela continua: “A compreensão do fenômeno desafia analistas, ainda sem entender direito o que se passa na classe média, toda unida alguns meses atrás na aversão a Lula e agora se inclinando em parte para o petismo. 

Uns atribuem a virada ao desgaste do judiciário, que lança desconfiança sobre o julgamento do ex-presidente; outros acham que o petista tem tido a sorte de contar com um ótimo cabo eleitoral, que é o governo Temer e suas reformas. 

Há muitas teorias e nenhuma conclusiva isoladamente. 
É uma conjunção de fatores”.


CLICK POLÍTICA com informações de brasil247



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terça-feira, 24 de outubro de 2017

LULA PARA MORO! Terá Coragem De Reconhecer Que Sou Inocente? CONFIRA!

LULA PARA MORO! Terá Coragem De Reconhecer Que Sou Inocente? CONFIRA!
 

Durante ato em Governador Valadares nesta terça-feira, 24, em seu segundo dia de eventos na caravana de Minas Gerais, o ex-presidente Lula voltou a criticar a caçada judicial e midiática a que vem sendo submetido no País.

“Eles não têm a menor dimensão de que o Lula não é o Lula, o Lula é a consciência política de vocês. 

Eles já encontraram dinheiro na casa de todo mundo. 

Não na minha. Por que não vão na televisão pedir desculpas? Todo mundo é contra corrupção. 

O errado é um setor da PF e do Ministério Público se subordinarem à imprensa. 

Eles não têm coragem de reconhecer que eu sou inocente”, disse Lula. 

“Eu não vou me contentar se essa gente não pedir desculpas pra mim”, acrescentou o ex-presidente.

Mais cedo, em um breve discurso durante visita a viveiro de mudas do MST no município de Periquito, Lula destacou que o governo Temer está 

“entregando a Petrobras e a indústria naval” e lamentou que “acabaram com o dinheiro do PAA, programa de alimentos que nós fizemos”. 

“Diminuíram o crédito ao Pronaf para o pequeno produtor”, disse ainda.

“Tudo que se come no Brasil é produzido pela pequena propriedade rural. 

Daí a importância de fortalecer o pequeno produtor no país”, ressaltou Lula.

“Em 12 anos fizemos 51% de tudo que aconteceu em 500 anos da história do Brasil em relação aos assentamentos. E ainda falta fazer muito mais”, afirmou.

Antes de Governador Valadares, Lula fez uma visita a um viveiro de mudas do MST, na cidade de Periquito

CLICK POLÍTICA com informações do brasil247