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terça-feira, 23 de maio de 2017

PF prende assessor de Temer e ex-governadores do DF por fraudes de quase R$ 1 bi no Mané Garrincha

PF prende assessor de Temer e ex-governadores do DF por fraudes de quase R$ 1 bi no Mané Garrincha
Operação Panatenaico está nas ruas para cumprir 15 mandados de busca de apreensão, 10 mandados de prisão temporária além de 3 conduções coercitivas
Fabio Serapião, Julia Affonso e Fausto Macedo
23 Maio 2017 | 07h11
 
Tadeu Filippelli. Foto: Wilton Júnior/Estadão

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 23, o ex-vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli (PMDB), atual assessor especial do presidente Michel Temer, e os ex-governador José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) na Operação Panatenaico

Em nota, o Ministério Público Federal, em Brasília, informou que também foi determinada a indisponibilidade de bens de 13 envolvidos até o limite de R$ 60 milhões. 

O objetivo das medidas cumpridas hoje é encontrar provas de que foi constituído um cartel entre várias empreiteiras para burlar e fraudar o caráter competitivo da licitação e assegurar, de forma antecipada, que os serviços e as obras fossem realizadas por consórcio constituído pelas empresas Andrade Gutierrez e Via Engenharia.

A ação investiga uma organização criminosa que fraudou e desviou recursos das obras de reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha para Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Orçadas em cerca de R$ 600 milhões, as obras no estádio custaram ao fim, em 2014, R$ 1,575 bilhão. 

O superfaturamento, portanto, pode ter chegado a quase R$ 900 milhões.

Entre os alvos das ações de hoje estão agentes públicos e ex-agentes públicos, construtoras e operadores das propinas ao longo de 3 gestões do Governo do Distrito Federal. 

A hipótese investigada pela Polícia Federal é que agentes públicos, com a intermediação de operadores de propinas, tenham realizado conluios e assim simulado procedimentos previstos em edital de licitação. 

A renovação do Estádio Mané Garrincha, ao contrário dos demais estádios da Copa do Mundo financiados com dinheiro público, não recebeu empréstimos do BNDES, mas sim da Terracap, mesmo que a estatal não tivesse este tipo de operação financeira prevista no rol de suas atividades.

 
José Roberto Arruda. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Em razão da obra do Mané Garrincha – a mais cara arena de toda Copa de 2014 –  ter sido realizada sem prévios estudos de viabilidade econômica, a Terracap, companhia estatal do DF com 49% de participação da União, encontra-se em estado de iminente insolvência.

Para recolher elementos que detalhem como operou o esquema criminoso que superfaturou a obra e lesou os cofres do GDF e da União, os cerca 80 policias envolvidos na operação foram divididos em 16 equipes. 

Devem ser cumpridos, no total, 15 mandados de busca de apreensão, 10 mandados de prisão temporária além de 3 conduções coercitivas. As medidas judiciais foram determinadas pela 10a. Vara da Justiça Federal no DF, todas as ações ocorrem em Brasília e arredores.

O nome da operação é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos jogos olímpicos. 

A história desta arena utilizada para a prática de esportes pelos helênicos, tida como uma das mais antigas do mundo, remonta à época clássica, quando estádio ainda tinha assentos de madeira. 

A construção foi toda remodelada em mármore, por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C. e foi ampliado e renovado por Herodes Ático, no ano 140 d.C., com uma capacidade de 50 mil assentos. 

Os restos da antiga estrutura foram escavados e restaurados, com fundos proporcionados para o renascimento dos Jogos Olímpicos. O estádio foi renovado pela segunda vez em 1895 para os Jogos Olímpicos de 1896.


Queridos amigos e leitores do blog, se vocês não ver postagem do meu blog SUED E POSPERIDADE nos grupos do facebook é porque o mesmo bloqueou as minhas postagens, que eu vejo como punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês podem acessar o blog pelo Google, G+1, twitter e Pinterest, ou no próprio blog, podem compartilhar as notícias para a página de vocês.

AGRADEÇO A TODOS



terça-feira, 23 de agosto de 2016

O ouro roubado de Lula e Dilma

Walter Santos é publisher da Revista NORDESTE e do Portal WSCOM
O ouro roubado de Lula e Dilma
21 de Agosto de 2016
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Quem acompanhou a Grande Midia neste sábado, 20, de conquista do Ouro pela Seleção Brasileira Masculina  atestou a opinião generalizada da Imprensa internacional considerando as Olimpiadas um atestado de competência do Brasil. Os alemães foram mais além relembrando outro feito memorável brasileiro com o nivel espetacular da Copa do Mundo, em 2014. Mas, todos os veiculos, sem exceção, cometeram uma injustiça inominável ao ignorar e não reconhecer que tudo o que o Brasil apresentou ao Mundo nos dois eventos são frutos da capacidade de gestão e reconhecimento global de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Sem a articulação de Lula disputando com Estados Unidos e Japão a condição de sede das Olimpíadas no Rio de Janeiro e, na sequência, da construção de políticas especificas de implementação estrutural por Dilma nada do que encantou o Mundo teria tomado tamanho vulto e reconhecimento internacional.

Já na Copa do Mundo com a construção por Dilma das diversas Arenas nas diversas regiões do Pais, mesmo com a ação da Oposição e a  Grande Midia questionando a capacidade do Governo gerar as condições de padrão internacional, já ali os dois Governos do PT elevaram o patamar do Brasil em nivel das grande Nações sem contar o encantamento da indole do povo brasileiro recepcionando os turistas em patamar não comum entre outros Paises.

O OURO ROUBADO

Se for feita uma avaliação honesta, mesmo desapaixonada, é impossivel não admitir que quem deveria estar sendo reverenciado era Lula por consolidar o Brasil como sede da Copa do Mundo, da mesma forma em relação a Dilma, Responsável pela estrutura e viabilidade dos dois grandes eventos.

É como se, no campo organizacional o Ouro de Lula e a conquista da condição de campeã em gestão da Copa e Olimpiadas tenha sido roubada descaradamente por outros personagens da Politica - Especificamente o presidente interino Michel Temer e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, ambos do PMDB.

A rigor, as duas situações são obras dos dois governos do PT.

SINTESE

Embora tudo em curso seja fruto de Grande Trama conspiratoria já conhecida, nada impedirá que a Historia faça justiça à quem merece, no caso Lula e Dilma.

domingo, 21 de agosto de 2016

NA GLOBO, HERÓIS OLÍMPICOS ATRIBUEM SUCESSO A PROGRAMA DE LULA

NA GLOBO, HERÓIS OLÍMPICOS ATRIBUEM SUCESSO A PROGRAMA DE                          LULA
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Na noite de ontem, no Jornal Nacional, Renata Vasconcelos entrevistava o maior medalhista olímpico brasileiro, Isaías Queiroz, e seu parceiro Erlon Silva e quis saber como os dois, vindos do interior da Bahia, começaram a praticar um esporte tão pouco conhecido como a canoagem; ambos atribuíram o que conquistaram ao programa Segundo Tempo, lançado pelo ex-presidente Lula em abril de 2003, com apenas quatro meses de mandato, como instrumento de inclusão social por meio do esporte; Globo, que reverenciou os atletas, tenta destruir, há mais de dois anos, a imagem do ex-presidente Lula, numa campanha que arrastou construtoras e a própria economia brasileira

21 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 07:03 

247 – A Globo, que há dois anos lidera uma campanha contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já quebrou as principais empreiteiras do País e colocou a economia brasileira na maior recessão de sua história, viu ontem dois heróis olímpicos atribuírem seu sucesso a um programa lançado por ele, em seu primeiro mandato: o Segundo Tempo.
Na edição do Jornal Nacional, a apresentadora Renata Vasconcellos quis saber como dois atletas, Isaías Queiroz, nascido em Ubaitaba (BA), e Erlon Silva, de Ubatã (BA), começaram a praticar um esporte tão pouco conhecido, a canoagem, mesmo longe dos centros mais desenvolvidos do País.
A resposta foi um tapa com luva de pelica. "A gente começou com um programa do governo federal, o Segundo Tempo, que tinha vôlei, futebol e canoagem. Como eu gostava de água, fui para a canoagem", disse Erlon. "Mesma coisa, foi no Segundo Tempo, um programa do governo federal e do Ministério do Esporte", disse Isaquias, o maior medalhista brasileiro em todos os tempos.
O Segundo Tempo foi lançado pelo governo Lula em abril de 2003, quando ele tinha apenas quatro meses de mandato, como um instrumento de inclusão social. Naquele momento, o Brasil nem sonhava em sediar as Olimpíadas – direito conquistado apenas em 2009.
Em 2003, quando o Segundo Tempo começou, Erlon tinha apenas 12 anos. Isaquias, por sua vez, tinha apenas 9. Nenhum dois dois poderia imaginar que chegaria tão longe.
Assista, aqui, à reportagem do Jornal Nacional.
Abaixo, a notícia de quando o Segundo Tempo foi lançado:
23/04/2003 às 12:27h - Ministérios do Esporte e da Educação lançam o programa Segundo Tempo   
Os ministros do Esporte, Agnelo Queiroz, e da Educação, Cristóvam Buarque, assinaram hoje protocolo de cooperação para desenvolver projetos de parceria entre os dois ministérios. O primeiro programa será o “Segundo Tempo”, que criará uma estrutura nas escolas públicas, para o estudante permanecer na instituição em tempo integral. A idéia é que nesse tempo os alunos desenvolvam atividades esportivas, culturais e pedagógicas. 
O programa vai beneficiar 100 mil crianças na fase inicial. Ao final dos quatro anos do governo Lula, o benefício deverá ter atingido quatro milhões de crianças e adolescentes em todo o País, segundo meta dos dois ministérios. Agnelo e Cristóvam destacaram que o programa “Segundo Tempo” faz parte de uma estratégia de governo para melhorar a qualidade da educação e tirar crianças e adolescentes da violência e das drogas. 
Agnelo Queiroz acredita que o programa “Segundo Tempo” além de incentivar a inclusão social por meio da prática esportiva, permitirá ainda uma melhor formação das crianças e adolescentes. De acordo com a proposta, a criança ficará durante um turno na escola e, no outro, fará atividades pedagógicas. Nesse período, ela poderá fazer seus deveres escolares, receber reforço alimentar e ainda praticar uma atividade esportiva. 
“A proposta desse programa é tornar a escola atrativa e alegre”, destacou Cristóvam. Ele também lembrou que esporte tem um papel importante no processo de formação do cidadão e poderá contribuir na redução da evasão escolar, que hoje atinge 60% dos alunos do ensino médio.  
“Esse é um programa que dá oportunidade às crianças, cuja situação familiar não permite maiores investimentos no desenvolvimento escolar”, disse Agnelo. O Ministério do Esporte está firmando parcerias com o Sesc, clubes sociais, organizações não-governamentais (ONGs), prefeituras e as Forças Armadas para ampliar o programa. 
Ação de governo – O projeto é parte da iniciativa do governo Lula em fazer uma ação articulada entre seus ministérios. A principal função de cada um neste caso será capacitar os professores de educação física de todo o país, oferecendo cursos aos profissionais. O Ministério do Esporte deverá, ainda, distribuir material esportivo para as escolas e o Ministério da Educação terá a função de esclarecer as universidades do País para que disponibilizem seus estudantes de educação física para trabalhar como monitores dos programas. 

A cooperação entre os dois ministérios foi elogiada pelo presidente da Comissão de Educação e Desporto da Câmara, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), que esteve presente ao ato de assinatura. Segundo ele, o acordo mostra que o governo tem o firme propósito de melhorar a qualidade do ensino brasileiro. “O esporte é um grande instrumento educacional, de lazer e rendimento”, destacou o ex-jogador e deputado Deley (PL-RJ). 

sábado, 20 de agosto de 2016

A noitada que Ryan Lochte não queria que o mundo soubesse

A noitada que Ryan Lochte não queria            que o mundo soubesse
EL PAÍS  María Martín11 horas atrás 19/08/2016
Os nadadores Jack Conger e Gunnar Bentz na delegacia no Rio.
Fornecido por El País Os nadadores Jack Conger e Gunnar
 Bentz na delegacia no Rio.

 Era sábado à noite no Rio e o nadador Ryan Lochte, companheiro de quarto da lenda da natação Michael Phelps, tinha uma medalha de ouro que comemorar. Uma festa chique na Casa França, um dos locais patrocinados pelos países visitantes durante a Olimpíada, estava bombando e o norte-americano, acompanhado pelos também nadadores Gunnar Bentz, Jack Conger, e Jimmy Feigen, resolveu ir. Eram quase duas da madrugada do domingo e uma boa fila tinha se formado para conseguir entrar na festa, cujos convites rondavam os 600 reais. Lotche e companhia entraram furando a fila e com ar de vencedores. Eram umas das estrelas da noitada.

MAIS INFORMAÇÕES
Nadadores mentiram sobre assalto e se envolveram em briga, segundo a polícia
As vaias de uma torcida um tanto ‘bizarre’
Um ouro olímpico no futebol não vai vingar o vexame dos 7 x 1
As melhores imagens dos Jogos Olímpicos do Rio 2016
Os nadadores beberam e muito, como eles mesmo reconheceram. Lochte chegou a compartilhar numa rede social um vídeo do local. A festa era enorme. Umas mulheres apareceram, paqueraram e ficaram com os atletas, detalhes que foram contados por elas mesmas no táxi que as levou de volta para casa. O taxista prestou atenção à conversa, tanta que acabou sendo uma das peças da investigação ao relatar à polícia o que tinha ouvido enquanto dirigia. “Isso indicou que um dos atletas teria um motivo para não divulgar a história verdadeira”, afirmou o chefe da Polícia Civil Fernando Veloso. Lochte tem um relacionamento desde março com a modelo Kayla Rae, segundo a imprensa norte-americana.
Os nadadores deixaram a festa bem animados faltando 15 minutos para as seis da manhã– e não às quatro como inicialmente declararam – e pediram um táxi. No caminho de cerca de 40 quilômetros que separavam a balada, na turística Lagoa Rodrigo de Freitas, da Vila dos Atletas, os nadadores pediram para parar. Precisavam ir no banheiro. O taxista então encostou o carro na lateral de um posto de gasolina da avenida das Américas, já na Barra da Tijuca, próximo ao Parque Olímpico. Lochte estava exaltado demais, confirmou um dos colegas à polícia, e parte do grupo acabou fazendo xixi na rua. Arrancaram uma placa do posto e ao chegarem no banheiro quebraram espelhos, saboneteiras e a própria porta. A polícia não deixou claro se todos participaram ou foi apenas Lochte, o mais agitado, mas confirmou que o medalhista havia consumido muito álcool.

A confusão chamou a atenção dos seguranças do posto, dois agentes públicos (não foi confirmado se são policiais militares ou agentes penitenciários) que estavam fazendo bico. Eles, em português, tentaram advertir os nadadores sem muito sucesso. Queriam evitar que eles fossem embora até a polícia chegar e que pagassem o que tinham quebrado. Lochte e companhia não tinham nenhuma intenção de obedecer, segundo a polícia, e pediram para o taxista tirá-los dali. Mas o motorista se negou. Não queria encrenca nenhuma, menos ainda com homens armados. A situação saiu do controle.
Pelo menos um dos seguranças acabou mostrando sua arma para obrigá-los a ficarem quietos. O vigilante ordenou, ajudado por uma pessoa (agora testemunha) que se ofereceu como intérprete, que se sentassem no chão. Todos obedeceram, mas Lochte estava decidido a ficar de pé. A cena tem certa similitude com a que o nadador descreveu numa TV americana após o escândalo do suposto assalto ser divulgado, só que na versão do atleta ele se colocava como vítima de um roubo por parte de falsos policiais que os obrigaram a sair do táxi e deitar no chão.

“Pararam nosso táxi e esses sujeitos saíram com um distintivo da polícia, sem o luminoso nem nada além desse distintivo da polícia, e nos tiraram do carro. Sacaram as armas e disseram aos outros nadadores que se deitassem no chão. Eles fizeram isso. Eu me recusei, não tínhamos feito nada errado, então não ia me deitar no chão”, relatou Lochte. Na versão de Lochte não havia menção nenhuma ao vandalismo nem à confusão que ele mesmo teria criado. A polícia afirmou que duvida muito que “uma pessoa normal” possa ter confundido a situação filmada pelas câmeras de segurança com um crime violento.

O conflito acabou sendo resolvido com dinheiro. Com 100 reais e uma nota de 20 dólares. O montante, segundo o dono do posto declarou a O Globo, não cobre as despesas dos prejuízos que causaram, mas permitiu os nadadores voltassem, por fim, para a Vila antes de a polícia chegar.
Foto nos anéis olímpicos
Sete da manhã. O sol já começava a esquentar e vários atletas saíam do recinto a caminho dos treinos. Lochte e os amigos foram gravados pelo circuito de segurança passando o controle de acesso à Vila. Levavam com eles os mesmos pertences que mostraram no controle de metais da festa chique. Ainda na animação, subiram nos anéis olímpicos que há em frente da entrada do condomínio dos atletas e tiraram várias fotos.

Em algum momento Lochte ligou para sua mãe para contar um pedaço da historia: a de que tinham colocado uma arma na cabeça dele. E a senhora Lochte entrou em pânico. Ela demorou poucas horas em vazar o incidente aos jornalistas e a notícia chegou até a Austrália enquanto os nadadores dormiam. Não se sabe quem orientou Lochte a maquiar o episódio até torná-lo um escândalo mundial, e poder inclusive ser alvo de denúncia por falsa comunicação de crime, com pena de até seis meses de prisão ou multa. Mas a mentira foi tão mal contada – Lochte e Feigen, os únicos que tinham declarado até então entraram em seguida em contradições – que em quatro dias se desmoronou.

A farsa, embora as autoridades brasileiras e norte-americanas afirmem que não causará atrito diplomático nenhum, feriu o orgulho dos brasileiros, o suficientemente exaustos por lidar com as verdades do seu dia a dia como para ter de assumir falsos episódios de violência em plena Olimpíada. Muitos dos que passavam nesta quinta-feira de manhã na porta da delegacia e observavam a multidão de jornalistas aguardando os detalhes do caso gritavam todo tipo de insultos contra os nadadores, principalmente “liars”, mentirosos em inglês. "Seria nobre e digno por parte deles pedir desculpas aos cariocas que viram o nome da sua cidade manchado por uma versão fantasiosa", apelou o delegado Veloso.


Lochte, apontado como o causante do incidente, é o único que está nosEstados Unidos e será questionado de novo pela Polícia Civil a distância com a colaboração com o FBI. O nadador, com 12 medalhas olímpicas, não reconheceu ter mentido. Tampouco parecia muito preocupado com o assunto - ao menos até a última terça-feira. Enquanto a polícia e a Justiça brasileira se debruçavam para resolver o enigma do seu assalto, ele postava no seu Twitter: “Meu cabelo [verde pelo efeito do cloro da piscina] voltará à sua cor normal amanhã”.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Nadadores se envolveram em confusão em posto e mentiram sobre assalto, diz polícia

Nadadores se envolveram em confusão em posto e mentiram sobre assalto, diz polícia
Segundo Polícia Civil, atletas estavam alcoolizados e entraram em confronto com segurança
Nadadores americanos Gunnar Bentz (à esquerda) e Jack Conger deixam a delegacia do aerporto Foto: Mauro Pimentel / AP
Nadadores americanos Gunnar Bentz (à esquerda) e Jack Conger
 deixam a delegacia do aerporto - Mauro Pimentel / AP

POR ANTONIO WERNECK / ELENILCE BOTTARI / VERA ARAÚJO / LUIZ GUILHERME JULIÃO
18/08/2016 11:06 / atualizado 18/08/2016 15:46

RIO - Os nadadores americanos que prestaram queixa de um suposto assalto no Rio mentiram sobre o crime e, na verdade, se envolveram em uma confusão com seguranças de um posto de gasolina que fica a caminho da Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, segundo as investigações da Polícia Civil.
Agentes da Delegacia de Especial de Apoio ao Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) estão com imagens do circuito interno do estabelecimento que mostram a confusão entre Ryan Lochte, James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger e os funcionários do posto.
Segundo o vídeo e relatos dos funcionários, os medalhistas olímpicos chegaram por volta das 6h, já alterados, possivelmente por já estarem com nível etílico alto e começaram a fazer bagunça no estabelecimento, que fica ao lado de uma unidade hospitalar. Com isso, os funcionários reclamaram, e teve início a confusão.

De acordo com os investigadores da Deat, os americanos estavam muito alterados. Taambém há informações de que eles teriam quebrado a porta do banheiro do posto de gasolina. A briga terminou por volta das 6h30m, quando os atletas embarcaram num táxi e deixaram o local. Os policiais disseram que a qualidade das imagens não é boa, mas ajudarão no inquérito.
Ryan Lochte deixou o país na noite da última segunda-feira, num voo em direção aos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, a juíza Keyla Blanc De Cnop, do Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos, determinou a expedição de mandados de busca e apreensão dos passaportes dos nadadores americanos.
Nesta quinta-feira, o advogado de James Feigen entregou o passaporte do atleta à polícia.

DEPOIMENTOS CONTRADITÓRIOS

Os nadadores haviam prestado queixa sobre o suposto assalto no último fim de semana. Os depoimentos dos atletas, no entanto, apresentaram contradições e os americanos passaram a ser suspeitos de falsa comunicação de crime.
Segundo a primeira versão da história, os quatro nadadores teriam sido assaltados quando estavam em um táxi, voltando da Casa da França, na Sociedade Hípica, na Zona Sul do Rio, de onde saíram às 5h45m.
A outra inconsistência no testemunho de Lochte se dá em relação a se o nadador teve ou não uma arma apontada para sua cabeça. "Não foi exatamente o que aconteceu", teria dito o medalhista olímpico, de acordo com o jornalista. Ele contou que um dos assaltantes havia apontado a arma em direção a ele, mas não à sua testa.
Policiais da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo ouviram, nesta quinta-feira, o depoimento do taxista que pegou os nadadores americanos na madrugada de domingo.

Na manhã desta quinta-feira, o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, afirmou que a polícia analisou, inicialmente, as redes sociais de Ryan Lochte e James Feigen. Segundo ele, com o decreto dos mandados de condução coercitiva e a ordem de retenção de passaportes de atletas, a polícia passou a ter acesso aos envolvidos de “forma mais adequada”.



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Temer pede e Maia vai representá-lo no encerramento da Rio-2016

Temer pede e Maia vai representá-lo no encerramento da Rio-2016
Notícias Ao Minuto7 horas atrás 16/08/2016
Fornecido por New adVentures, Lda.

O presidente interino Michel Temer pediu para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) representá-lo no encerramento da Olimpíada, no próximo domingo no Maracanã.
De acordo com o jornal O Globo, Temer não quer estar na cerimônia, pois ficou incomodado com as vaias recebidas na abertura da Rio-2016.
Maia ficou sabendo do pedido de Temer e perguntou se seria preciso fazer algum pronunciamento ou ser anunciado no Maracanã. No entanto, o deputado nega que tenha medo de ser vaiado.

"Medo de vaia? Naquele ambiente, tem 15% que vão vaiar sempre, porque é um pessoal ligado ao PT e que usa o discurso do golpe. Então qualquer um que entrar ali contra eles, que for anunciado, e se sentirem que você é golpista, na interpretação deles da palavra, eles vão vaiar. Mas eu iria mesmo que tivesse que ser anunciado, não tem problema nenhum", disse o presidente da Câmara em entrevista ao Globo.

Maia não precisará fazer nenhuma declaração e, de acordo com o cerimonial da Presidência da República, não há no protocolo previsão de anunciar o representante do governo federal.

Maia pretende convidar o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, e o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) para o acompanharem. O deputado disse que, no Maracanã, terá apenas que "sentar na tribuna, assistir, aplaudir e sorrir".

sábado, 13 de agosto de 2016

Alejandra Benitez: esgrimista denuncia golpe, despreza Temer e conquista o ouro

ESPORTES - OLIMPÍADAS

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016
Alejandra Benitez: esgrimista denuncia golpe, despreza Temer e conquista o ouro
Da Redação
 Alejandra Benitez: ouro e corações
Alejandra Benitez: ouro e corações

A combatividade ela carrega na alma. A destreza, no sabre. Daí a desafiar o status quo de uma instituição conservadora como o Comitê Olímpico Internacional (COI) passa a ser apenas um novo desafio. O mesmo representou chegar ao país sede dos jogos e criticar a ausência da presidenta que queria ver substituída forçadamente por um presidente usurpador. Alejandra Benitez conquistou ouro e corações. Ela é a personagem que a jornalista Penélope Toledo apresenta no site Vermelho e que reproduzimos aqui. 
 

Que os deuses do Olimpo nos protejam dos golpistas


Por Penélope Toledo



A esgrimista venezuelana Alejandra Benitez se recusou a saudar Michel Temer. Disse que esperava encontrar a Dilma como presidenta do Brasil e lamentou que em seu lugar haja um golpista. Denunciou o golpe como sendo um "ato machista, patriarcal, contra a mulher". E ganhou medalha de ouro.




Por Penélope Toledo*

Ao que parece, os deuses do Olimpo concordam com a esgrimista, que também é ex-ministra do Esporte da Venezuela e deputada pelo Partido Socialista. Coroaram a sua coragem e ousadia com o lugar mais alto do pódio, como um gesto de aprovação de que os Jogos Olímpicos se tornem palco de denúncia do golpe.

Nas arquibancadas das arenas esportivas, torcedores também aproveitam que os olhares do mundoestão voltados para o Brasil neste momento e escancaram a nossa realidade: tivemos uma presidenta afastada à revelia das leis e da Constituição Federal, e seu lugar foi tomado por golpistas.

O ápice foi a cerimônia de abertura da Olimpíada. Consciente das vaias que o aguardavam, Temer foi covarde e preferiu que seu nome não fosse anunciado, como manda a tradição olímpica. Mas não adiantou, os gritos de "Fora Temer" tomaram conta do Maracanã e nem mesmo aumento proposital do volume do som da solenidade foi capaz de abafar o coro. 

Não tardou para que as faixas e cartazes de protestos, escritos em diversos idiomas, fossem censurados. A medida ignora o Artigo 5º da Constituição, que diz que "é livre a manifestação do pensamento" e que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".

Jogos Olímpicos e protestos

Usar as Olimpíadas como palco de denúncias e protestos não é novo. O caso mais famoso foi no México, em 1968, quando atletas negros, no pódio, ergueram desafiadoramente um braço com luva preta, repetindo a saudação dos Panteras Negras, grupo que combatia o racismo nos Estados Unidos. O gesto foi durante a execução do hino estadunidense.

Com desfecho mais trágico, o grupo palestino Setembro Negro usou os Jogos Olímpicos de Munique (Alemanha), em 1972, para reivindicar a libertação de 234 palestinos detidos em Israel e de dois terroristas alemães. O grupo manteve 11 esportistas israelense como reféns durante a madrugada, culminando na morte de dois deles.

Na Olimpíada de Seul, em 1988, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Coreia do Sul excluíram da organização do evento a Coreia do Norte, que havia se reaproximado da União Soviética. Milhares de estudantes sul-coreanos favoráveis à reunificação, saíram às ruas e foram reprimidos por forças policiais. A Coreia do Norte boicotou os Jogos, seguida por Cuba, Etiópia e Nicarágua.

Situação parecida com a do Brasil, que reuniu 30 mil pessoas em Copacabana na última sexta (5) para denunciar o golpe, aconteceu na Austrália, em 2000. Também no dia da abertura, grupos aborígenes aproveitaram para acusar a discriminação sofrida durante "os 212 anos de guerra genocida do australiano branco contra o povo indígena", como disseram. Outros movimentos aderiram à manifestação. 

O "jeitinho" brasileiro

As forças repressoras dos golpistas bem que tentam, mas não conseguem censurar o povo brasileiro. Nos quesitos rebeldia e irreverência, a nossa gente é medalha de ouro! E os protestos, mesmo com todas as proibições e controles, continuam.

No Mineirão, pessoas vestiram camisetas com letras que, somadas, formavam a frase "Fora Temer". No Estádio Mané Garrincha, em Brasília, uma moça pintou no próprio braço, com batom, a mesma frase. Frase esta que também estampou, em vermelho, o crachá de um voluntário que decidiu abandonar os Jogos Olímpicos em retaliação às censuras. As imagens viralizaram nas redes sociais. 

Estes são só alguns dos muitos exemplos que evidenciam que os deuses do Olimpo estão contra o golpe e iluminam a criatividade dxs torcedorxs, dentro e fora das arenas esportivas. Que eles continuem nos protegendo nos tempos sombrios que se anunciam!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O BRASIL PODE CONVIVER COM UM PRESIDENTE CLANDESTINO?

O BRASIL PODE CONVIVER COM UM PRESIDENTE CLANDESTINO?
 : <p>Presidente em Exercício Michel Temer e o Governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão durante cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (Rio de Janeiro - RJ, 05/08/2016) Foto: Beto Barata/PR</p>
"É inacreditável que alguém possa achar normal que um presidente da república de um dos maiores países do mundo tenha de se recolher a uma quase clandestinidade, por saber que, mesmo nos momentos de mais alegria e fratenidade – como a abertura dos Jogos Olímpicos, ontem – vai ser hostilizado pela população", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Com Temer no Governo, só há dois caminhos: ou o caos ou a aventura. E ambos os caminhos levam ao desastre"

6 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 11:51

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço
É inacreditável que alguém possa achar normal que um presidente da república de um dos maiores países do mundo tenha de se recolher a uma quase clandestinidade, por saber que, mesmo nos momentos de mais alegria e fratenidade – como a abertura dos Jogos Olímpicos, ontem – vai ser hostilizado pela população.
Mais inacreditável é que a imprensa ou participe ou ache “normal” que o chefe de Estado se homizie através de truques e arranjos.
Há, porém, uma conclusão que não é tão evidente quanto o golpe e a co-autoria cúmplice da mídia.
Este homem não pode ser presidente da República, porque a sua falta de legitimidade pública e isso o torna perigoso como tornou José Sarney quando a morte de Tancredo o levou ao poder.
Só através de uma ditadura explícita isso poderá continuar, porque a realidade brota, até mesmo nas bem ensaiadas e controladas imagens da mídia.
Com Temer no Governo, só há dois caminhos: ou o caos ou a aventura.

E ambos os caminhos levam ao desastre.

sábado, 6 de agosto de 2016

Temer é vaiado ao abrir os Jogos Rio-2016

Temer é vaiado ao abrir os Jogos Rio-2016
VEJA.com  Carolina Farina6 horas atrás 05/08/2016
Cerimônia de abertura Rio-2016: Michel Temer e Thomas Bach
Fornecido por Abril Comunicações S.A. Cerimônia de abertura 
Rio-2016: Michel Temer e Thomas Bach

Imerso em profunda crise política e econômica, o Brasil celebrou a tolerância e a diversidade na abertura dos Jogos Rio-2016 – uma festa que refletiu de fato o “espírito da gambiarra”, definido pelos organizadores como “o talento para fazer algo grande a partir de quase nada”. Mas a tensão no país se fez sentir no Maracanã. Para evitar vaias, o nome do presidente interino Michel Temer não foi anunciado ao lado do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, no início da cerimônia. O peemedebista, contudo, não escapou dos protestos: ao declarar aberta a Olimpíada, Temer foi alvo de sonoras vaias – e de alguns aplausos. Ao fazer seu discurso, já no final da cerimônia, Bach apenas agradeceu às autoridades brasileiras, sem citar Temer nominalmente.
Antes do início da festa, um grupo chegou a ensaiar um ”fora Temer” das arquibancadas – e outra parcela do estádio vaiou a manifestação. Ao fim do Hino Nacional, houve quem gritasse o nome do juiz Sergio Moro, que comanda as ações decorrentes da Operação Lava Jato em Curitiba. Na última sexta-feira, Temer afirmou que estava “preparadíssimo” para ouvir eventuais vaias no Maracanã. Na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014, a presidente afastada Dilma Rousseff foi alvo de vaias e xingamentos no estádio Itaquerão.
Estiveram presentes à cerimônia 38 chefes de Estado e governo – número muito inferior aos 70 que assistiram a festa londrina em 2012 e aos 80 que estiveram em Pequim em 2008. O presidente americano Barack Obama prestigiou a abertura em Londres ao lado da mulher, Michelle. Desta vez, os Estados Unidos enviaram o secretário de Estado John Kerry.

No começo da tarde, em Copacabana, na Zona Sul da cidade, um protesto contra Temer alterou o trajeto do revezamento da tocha olímpica, que deixou de passar por um trecho da orla e seguiu por ruas internas do bairro. Diversos movimentos de esquerda e centrais sindicais protestaram com faixas e cartazes em português e em inglês, em frente ao Hotel Copacabana Palace. Houve um momento de tensão, quando a manifestação foi impedida de avançar, até que a tocha deixasse Copacabana.

Em São Paulo, houve protesto contra os Jogos na Avenida Paulista. A Polícia Militar paulista reprimiu com cassetetes e spray de pimenta cerca de 200 manifestantes que iniciaram uma caminhada a partir do vão do Masp.
Em meio à tensão no país, a festa no Maracanã deu espaço a causas socioambientais. As favelas foram representadas com um show de ritmos como o samba e o funk, que reuniu as cantoras Elza Soare e Ludmilla. O rapper Marcelo D2 e o cantor Zeca Pagodinho simularam um duelo de ritmos, representando a diversidade da música do Rio de Janeiro. A importância dos negros para a cultura nacional foi celebrada com as rappers Karol Conka e McSofia. Manifestações culturais como o maracatu, os bate-bolas e o bumba-meu-boi também dividiram o espaço no palco do Maracanã e o treme-treme, do Pará, foi representado pela Gang do Eletro. Houve também espaço para um alerta sobre o aquecimento global.

Os protestos não ofuscaram a festa no Maracanã. Nas redes sociais, a beleza da cerimônia provocou manifestações de orgulho cada vez mais raras em um país desiludido. A Copa do Mundo de 2014 teve como grande legado a alegria que tomou conta do país ao longo da competição – e que sobreviveu até mesmo ao 7 a 1 da semifinal contra a Alemanha. Há dois anos o mundo conheceu o soft power brasileiro: o termo é usado na diplomacia para definir a competência de um país para conseguir o que deseja por meio de sua cultura e de sua imagem, de sorrisos e paciência, em oposição a balas e canhões.


Ao discursar, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, apelou a esse poder: “Nunca desistimos, essa é a força do nosso povo. Os filhos do Brasil não fogem à luta”. Foi ovacionado. Pouco depois, foi vaiado ao falar da cooperação entre os três níveis de governo. É o espírito olímpico em tempos de crise política.

Com música, Vanderlei Cordeiro e Gisele, Rio encanta na abertura e passa no 1º grande teste

Com música, Vanderlei Cordeiro e Gisele, Rio encanta na abertura e passa no 1º grande teste
Antônio Strini, Gustavo Faldon e Igor Resende, do Rio de Janeiro
 (RJ)5 horas atrás 04/08/2016
VEJA FOTOS DA CERIMÔNIA DE ABERTURA DOS JOGOS OLÍMPICOS

Estão abertos os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro! Em cerimônia histórica, Rio celebra meio ambiente e presta homenagem à cultura e atletas brasileiros; veja como foi a Cerimônia de Abertura 

Oficialmente, começaram os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Foram exatos 2500 dias de espera. Desde o 2 de outubro de 2009, dia em que o Rio de Janeiro foi oficializado como sede da Olimpíada, até a noite desta sexta-feira, na cerimônia de abertura no Maracanã.
Críticas e dúvidas existiram diversas, ainda mais perto dos Jogos. No entanto, no primeiro grande teste, que era a cerimônia de abertura, dá para dizer que o Rio de Janeiro passou com direito a elogios mundiais.
Depois de Pelé ter alegado motivos de saúde para rejeitar ser o responsável por acender a pira olímpica dos Jogos do Rio de Janeiro de 2016, a honra, às pressas, acabou caindo nas mãos de Vanderlei Cordeiro de Lima, que nesta sexta-feira fez o gesto que oficialmente dá início às competições.
Vanderlei Cordeiro já havia carregado a chama olímpica no caminho dela pelo Brasil. O ex-maratonista ficou conhecido pela medalha de bronze nos Jogos de Atenas-2004, onde conquistou o bronze depois de ser atrapalhado pelo padre irlandês Cornelius Horan, que invadiu a competição quando o brasileiro liderava.
O ex-tenista Gustavo Kuerten, um dos cotados para acender a pira, entregou a chama nas mãos de Hortência, que passou para Vanderlei.
"Aqui estamos para entregar a história, história a ser feita pelos atletas, voluntários, público e juventude. O sonho olimpico agora é uma realidade maravilhosa. O melhor lugar do mundo é aqui, agora. Rio, Brasil. O Brasil dá as boas-vindas ao mundo de braços abertos. Eu sou o homem mais orgulhoso do mundo. Tenho orgulho da minha cidade, meu pais", disse Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro.
"Nasce hoje um mundo novo. Trabalhamos 7 anos numa jornada de superação e paixão pelo esporte. Lembrem-se, os filhos do Brasil não fogem à luta, são fortes. O Rio está orgulhoso de ser capital olímpica do mundo. E o Rio de Janeiro continua lindo.Nós não desistimos dos nossos sonhos. Essa é a força do povo. Em nome dos brasileiros, eu dou boas-vindas ao mundo, sabendo que hoje o mundo é carioca", completou.
Bach também deu sua mensagem sobre o início dos Jogos na cerimônia de abertura. "Boa noite, cariocas. Boa noite, Brasil. Esse é o momento da cidade maravilhosa. Esses primeiros jogos da América do Sul vão do Brasil para o mundo inteiro. Todos os brasileiros podem estar muito orgulhosos nesta noite", declarou o dirigente, exaltando os atletas refugiados.
"Atletas refugiados, você estão mandando uma mensagem de esperança para o mundo. Vocês estão fazendo uma grande contribuição à sociedade. No mundo olímpico, nós não toleramos adversidade, damos boas-vindas a algo que enriquece nossa diversidade"
A cerimônia
 Vista externa do Maracanã durante a abertura
Getty Vista externa do Maracanã durante a abertura

Logo no início da cerimônia, o protocolo da Olimpíada de apresentação do presidente do país-sede foi quebrado. No caso, Michel Temer, interino, não foi anunciado. Depois de Thomas Bach, presidente do COI, a abertura seguiu para o hino nacional, interpretado por Paulinho da Viola.

Na parte final da cerimônia, Temer declarou oficialmente o início dos Jogos e foi vaiado por parte da torcida no Maracanã.
Com a parte artística já rolando no palco do Maracanã, a apresentação iniciou falando justamente da história do Brasil, passando pela descoberta pelos portugueses até a escravidão.
O 14-bis, invenção inovadora de Santos Dumont na aviação, também foi lembrado na cerimônia.
Depois do contexto histórico brasileiro, a apresentação seguiu com a cultura do país nos dias de hoje.
 A modelo Gisele Bündchen representa a 'Garota de Ipanema'
 Getty A modelo Gisele Bündchen representa a 'Garota de Ipanema'

Daniel Jobim apareceu no piano no Maracanã interpretando "Garota de Ipanema", famosa na voz de seu avô, Tom, enquanto a topmodel Gisele Bundchen, que recentemente se aposentou das passarelas, fazia seu último desfile.
A participação de Gisele foi diferente da que foi apresentada à imprensa no ensaio geral da cerimônia. Isso porque a suposta cena onde a modelo era assaltada por um menino de rua gerou uma repercussão negativa e foi cortada.
Logo depois, o diretor da cerimônia de abertura, o cineasta Fernando Meirelles, afirmou que não era para ser um assalto e sim um pedido de selife.
De qualquer jeito, a participação de Gisele ficou restrita ao desfile.
Seguindo na música, a cerimônia apresentou o funk, ritmo popular e nascido no Rio de Janeiro. Claro, não podia faltar ele, o pagode, interpretado por Zeca Pagodinho e Marcelo D2, que cantaram "Deixa a Vida Me Levar".
Jorge Ben Jor puxou o coro no Maracanã cantando "País Tropical", que seguiu na voz do povo à capela mesmo depois da música ter parado.
 Festa brasileira na abertura dos Jogos
             Getty Festa brasileira na abertura dos Jogos

Uma mensagem socioambiental alertando para os riscos do aquecimento global finalizou a parte artística, dando início às apresentações dos países.

Além do Brasil, a delegação mais festejada foi a dos refugiados. As de Argentina e Alemanha, obviamente foram as mais vaiadas.
Depois dos discursos de Nuzman e Bach, Emanuel, Marta, Torben Grael, Joaquim Cruz, Sandra Pires e Oscar Schmidt carregaram a bandeira olímpica para dentro do estádio.
Coube ao velejador Robert Scheidt fazer o juramento olímpico. 
Caetano Veloso, Gilberto Gil e Anitta abriram o último bloco artístico, que contou ainda com as principais escolas de samba do Rio de Janeiro.
 Vanderlei Cordeiro acende a Pira Olímpica no Maracanã

Getty Vanderlei Cordeiro acende a Pira Olímpica no Maracanã

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dá início à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro abertura (fotos)

Dá início à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro abertura (fotos)
Publicado: 06 de agosto de 2016 00:45 GMT | Última atualização: 06 de agosto de 2016 01:59 GMT

Em agosto deste ano 5a edição dos XXXI Jogos Olímpicos abre.

 A cerimónia de inauguração dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, Brasil, 05 de agosto de 2016.
A cerimônia de inauguração dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, Brasil, em 5 de Agosto de 2016. Reuters
A cerimônia de entrega dos XXXI abertura Jogos Olímpicos  começou este 05 de agosto no estádio do Maracanã lendário no Rio de Janeiro.
A cerimônia de abertura, que começou a Sound of Music destaque cantor e compositor brasileiro, Gilberto Gil, destacou três temas que refletem a essência do Brasil: a natureza, a diversidade e alegria.
 
A cerimônia começou com coreografia de artistas vestidos em trajes brilhantes. Depois de um grande show de fogos de artifício apresentou suas saudações presidente do COI, Thomas Bach.
 
Reuters
Parecia o hino nacional do Brasil e bandeira do país foi criada com o lema "Ordem e Progresso".
 
No estágio 'entraram' duas figuras de metal: um caranguejo e uma centopeia. o show temático com os símbolos da selva foi apresentado.
 
Reuters
Como a primeira parte da cerimônia da Olimpíada centra-se na cultura e na história das competições do país anfitrião no estádio estavam tribos indígenas.
 
Reuters
Na tradição dos Jogos, o desfile os atletas começaram com a Grécia. Os outros países participantes seguiram a ordem alfabética na língua oficial do Brasil, Português.
 
Reuters
Nestes jogos, a primeira realizada na  América do Sul , envolvendo mais de 11.000 atletas de 206 países competindo por medalhas de ouro, prata e bronze em um dos 306 testes das 42 disciplinas que são realizadas, está prevista nestes Jogos Olímpicos.
 
Reuters
Notavelmente, pela primeira vez em Olimpíadas Uma delegação refugiados 10 atletas que vão competir de forma independente e com a bandeira olímpica.
 
O logotipo Games mostra três figuras juntas numa espécie de abraço que simboliza a unidade e o desejo de trabalhar em conjunto, para unir forças e partilha.
 
As cores do  logotipo  também têm o seu próprio significado: o amarelo simboliza o sol do Rio de Janeiro, o azul representa o mar e lagos, e verde evoca as florestas brasileiras. Em adição, as cores da bandeira brasileira.
 
A candidatura do Rio propôs a realização de quase todas as competições em quatro áreas do Rio de Janeiro: Maracanã, Barra da Tijuca, Deodoro e Copacabana.
 
No entanto, com o futebol, os Jogos chegar a outras partes do país, com jogos em cinco estágios de Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo.
 

Os jogos são realizados a partir de 5 até 21 de agosto.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

José Serra diz que alta participação de mulheres na política do país 'é perigo'

José Serra diz que alta participação de mulheres na política do país 'é perigo'
Piada machista foi feita durante pronunciamento conjunto com chanceler mexicana
Redação OperaMundi, 27 de Julho de 2016 às 10:29
 Chanceler Serra fez piada machista durante pronunciamento conjunto com homóloga mexicana, Claudia Ruiz Massieu - Créditos: Wilson Dias/Agência Brasil
Chanceler Serra fez piada machista durante pronunciamento 
conjunto com homóloga mexicana, Claudia Ruiz Massieu / 
Wilson Dias/Agência Brasil

Em visita oficial ao México, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, fez uma piada machista durante um pronunciamento conjunto com a chanceler mexicana, Claudia Ruiz Massieu, na segunda-feira (25). Segundo a agência de notícias AFP, Serra "brincou" sobre o "perigo" para políticos homens de se ter tantas mulheres na política.
“Devo dizer, cara ministra, que o México, para os políticos homens no Brasil, é um perigo porque descobri que aqui metade das senadoras são mulheres”, disse o chanceler, ao lado de Massieu, na Cidade do México.
José Serra foi indicado para a pasta das Relações Exteriores pelo vice-presidente no exercício da Presidência, Michel Temer, em maio, e é parte de um gabinete ministerial composto exclusivamente por homens brancos— o primeiro desde o governo Geisel (1974-1979), na ditadura militar, sem mulheres.
O atual chanceler brasileiro reiterou o convite à ministra mexicana para que venha aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, mas fez uma ressalva: “Eu quero muito que a senhora vá ao Brasil [durante as Olimpíadas], mas isso representará um perigo, porque a senhora vai chamar atenção para o assunto”, disse em referência à participação das mulheres na política no Brasil.
No Brasil, há 12 mulheres em um total de 81 cadeiras no Senado Federal (14,81%) e 52 deputadas do total de 513 cadeiras na Câmara dos Deputados no Brasil (10,13%). No México, são 47 mulheres do total de 128 congressistas no Senado, representando portanto 36,71% — algo distante da metade considerada "um perigo" por José Serra.
Contatado por Opera Mundi com pedido de posição sobre as declarações de José Serra, o Itamaraty afimou que responderia "com a brevidade possível".
Não é a primeira vez que Serra faz declarações machistas. Em dezembro de 2015, quando atuava como senador pelo Estado de São Paulo, ele disse à ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu durante uma festa que ela tinha “fama de ser muito namoradeira”. A ex-ministra reagiu jogando uma taça de vinho no senador e declarou depois que achou o comentário “infeliz, desrespeitoso, arrogante e machista”.

O chanceler brasileiro visitou o México para reforçar as relações bilaterais, discutir a ampliação do comércio e investimento entre ambas as nações e firmar o Acordo para o Reconhecimento Mútuo da Cachaça e da Tequila como Indicações Geográficas e Produtos Distintivos do Brasil e do México. Lá, Serra também afirmou que o Brasil precisa "pedir a Deus" para que não aconteça atos terroristas no país durante os Jogos Olímpicos.

Temer pode acabar sozinho na tribuna da abertura dos Jogos

Temer pode acabar sozinho na tribuna da abertura                      dos Jogos
Notícias ao Minuto Notícias Ao Minuto7 horas atrás 27/07/2016
 
Fornecido por Notícias ao Minuto

O presidente interino Michel Temer corre risco de assistir à abertura dos Jogos Olímpicos sozinho na tribuna de honra do evento. Segundo informações do jornal O Globo, partiu do Comitê Olímpico Internacional (COI) a iniciativa de convidar todos os ex-chefes de Estado.
 A presidente afastada Dilma Rousseff já afirmou que não vai comparecer à abertura da Olimpíada como mera “espectadora”. José Sarney e Fernando Henrique Cardoso recusaram o convite por motivos de saúde. Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de sua assessoria, diz que não irá por causa do “golpe que aconteceu no Brasil”.
A princípio, FHC havia comunicado que tinha uma reunião marcada na mesma data. No entanto, após passar por cirurgia cardíaca, ele alega que não pode viajar de São Paulo até o Rio. Sarney sofreu uma queda e fraturou o braço, o que impede sua participação no evento. Ele declarou, porém, ter ficado “orgulhoso” com o convite.

A assessoria do ex-presidente Fernando Collor, que está viajando, não confirmou se ele participará na abertura dos Jogos no Maracanã.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

EUA tentam tirar Rússia das olimpíadas

EUA tentam tirar Rússia das olimpíadas
diário operário e socialista desde 2003
21 DE JULHO DE 2016
EUA tentam tirar Rússia das olimpíadas
EUA tentam tirar Rússia das olimpíadas
Nesta terça-feira (19), o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, acusou a Usada (Agência Antidoping dos EUA, na sigla em inglês), de conspirar para tirar a Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Lavrov fez essa declaração em uma ligação telefônica com o Secretário de Estado norte-americano, John Kerry. Segundo a chancelaria russa, Kerry teria concordado que é preciso evitar a “politização do esporte”.
A Rússia corre o risco de ficar de fora dos Jogos com base em um relatório divulgado pela WADA (Agência Mundial Antidoping) na segunda-feira, acusando o governo russo de montar um esquema para encobrir o uso de doping por atletas russos. A WADA pediu ao COI (Comitê Olímpico Internacional) a suspensão da Rússia dos Jogos. Ainda na terça-feira, o presidente do COI, Thomas Bach, fez um anúncio adiando uma decisão sobre a suspensão ou não da Rússia. No comunicado do COI, a entidade afirma esperar uma decisão do CAS (Corte Arbitral do Esporte) sobre um recurso dos atletas russos suspensos dos Jogos.
A denúncia do governo russo de que há interferência política na questão não é por acaso. Junto com a China, a Rússia é alvo de uma política sistemática dos EUA de pressionar o País e cercá-lo por meio de alianças com vizinhos e estímulo a disputas regionais. Durante anos os EUA estenderam sua presença militar no leste europeu, em direção à Rússia, por meio da ampliação das alianças da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

O episódio mais grave dessa política norte-americana foi o golpe na Ucrânia, para colocar um governo aliado seu às portas da Rússia. A tentativa de tirar a Rússia, uma potência olímpica, dos Jogos do Rio é mais uma forma de fazer pressão contra o País, que recentemente realizou as Olimpíadas de Inverno e que realizará a Copa do Mundo em 2018, caso não inventem um jeito de mudar a sede até lá, também para pressionar a Rússia politicamente.