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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O que Temer pretende com a intervenção militar no Rio de Janeiro


O que Temer pretende com a intervenção militar no Rio de Janeiro

16/02/2018
 

O jornalista Rodrigo Vianna, da Record escreve texto primoroso do que pode significar esse decreto de intervenção militar de Temer:

Diante do caos social provocado por Temer, direita traz Exército para as ruas: um AI-5 a conta gotas?

Muito importante esse movimento do governo Temer, de intervir na Segurança Pública do Rio de Janeiro.
 Na prática, é uma intervenção militar.  
A crise política assume assim novos contornos.

Por partes…

1) A intervenção federal, por lei, impede que nesse período seja votada qualquer alteração na Constituição. 
Com isso, Temer assume derrota na Previdência, que não poderá mais ser votada. 
Mas já oferece outra cenoura na frente do burro para o mercado e a direita: o discurso da ordem.

2) O fato do governador Pezao ter dado declarações estapafúrdias  (mostrando-se incapaz publicamente de deter escalada de violência) pode ter sido parte de uma estratégia combinada. 

Ele foi à reunião no Palácio que decidiu pela intervenção. E aceitou sem nenhum gesto de resistência. Estranho, no mínimo.

3) Rodrigo Maia, conservador na economia, mas um liberal nos costumes (e nem de longe um truculento no trato político), teria se oposto à medida extrema.
 Foi voto vencido. 
O que mostra que há uma linha dura no bloco de Temer – que é capaz de qualquer coisa daqui pra frente.

4) A meu ver, essa intervenção ajuda a criar “cultura política” para uma candidatura da ordem e da porrada – que não seria Bolsonaro, segundo planos da turma do palácio. 
Temer e a turma dele podem ganhar alguma simpatia dos setores à direita e transferir isso para o candidato que apoiarem. 
Esse nome não está ainda definido. 
Mas Alckmin tende a ganhar por WO no campo da direita, e encampar esse discurso. O provável “efeito colateral” é Bolsonaro se fortalecer.

Lembremos que bancos já começam a dialogar com ele, para a eventualidade de o discurso da ordem ser a única forma de enfrentar a eleição.

5) Os generais voltam a ter protagonismo político no país. 
Não me espantaria se um deles se aventurasse a uma candidatura (ao governo do Rio ou mesmo à presidência).

6) A meu ver, a esquerda deve denunciar o desmonte do estado e associar o caos no Rio ao liberalismo obtuso de Temer/PSDB/bancos – que destrói os instrumentos do Estado.

7) Devemos defender a ordem pública, mas com Democracia.
 E sem truculência. Devemos defender as comunidades que serão tratadas como “território inimigo” – espécie de Faixa de Gaza ocupada pelo Estado agora militarizado.

8) Contra o caos conservador e neoliberal, a ordem democrática é o único remédio. 
Não devemos abrir mão de também defender a ordem, essa bandeira não pode ficar com a extrema direita. Mas a ordem democrática.

9) Alguns analistas já apostam que o movimento de Temer desembocaria no cancelamento da eleição.
 Alguém lembrou, por exemplo, que o Ceará, governado pelo PT, foi o primeiro estado onde a OAB sugeriu intervenção federal há poucos dias.

10) A análise exposta no ponto 9 resume bem qual seria o provável “desejo” da ultradireita (com apoio dos EUA, sem dúvida nenhuma, e de setores do Exército com Etchegoyen à frente).

Mas entre desejo e fato há sempre uma distância.
Vamos ver se o lado de lá tem força pra impor essa agenda.

11) O Golpe de 2016 era (e é) baseado no “softpower” da toga e da mídia. 
Se virar “hardpower”, pode perder apoio do centro e até de certo “tucanismo paulista”.

12) Chegou a hora da onça beber água… A Dilma sempre disse (acertadamente) que perdemos o jogo em 2016 quando o centro se bandeou pra direita. 
Se a estrategia Etchegoyen avançar, o centro pode voltar pro nosso lado. 
Outra possibilidade é o centro (Alckmin/PSDB/Maia/DEM) assumir a estratégia da ordem e tentar se beneficiar dela eleitoralmente, isolando a esquerda.

13) Contra esse movimento extremado da direita conta uma onda que vem de baixo e ficou clara durante o Carnaval. 
O Rio está à beira de uma explosão e a política econômica tucana temerária aprofunda a crise social. 
Contra isso, só resta ao outro lado endurecer ainda mais o discurso da ordem. 
Eles terão apoio pra isso nas classes médias e altas.
 Mas e o povo que está à beira do desespero?

Vamos ver…

14) Os golpistas estão perdendo o controle “por baixo”… Essa onda Tuiuti mostra isso. 
O Sidney Resende (arguto jornalista do Rio, que circula no meio do samba e da cultura popular ) escreveu sobre isso ontem nas redes sociais. 
Está se criando uma onda de baixo pra cima. 
Com ou sem Lula na urna.
 Podemos assistir a algo parecido (mal comparando) com a eleição de 1974 (debaixo do AI-5, em silêncio,  o povo votou contra a ditadura)
É por isso que o golpismo está alvoroçado. 
Perderam a Previdência. 
Abriram mão. Agora resta o discurso da ordem e da porrada.

15) O desfile da Tuiuti, a invasão do Santos Dumont por bloco carnavalesco e as manifestações pró Lula no Carnaval podem ter sido uma espécie de Passeata dos Cem Mil de 2018. 
Lembremos que, para toda passeata dos Cem Mil, a direita pode sempre reagir com um AI-5. 
Ainda que ele venha a conta gotas.
 Não chegamos ainda a esse ponto.

Mas estamos à beira da implantação de um Estado militar-judicial: 
com a prisão provável do líder em todas as pesquisas e a militarização do cotidiano nas grandes cidades do país. 
O Rio é o laboratório para o golpe avançar para um patamar  mais autoritário. Ou para ser derrotado.

O Senador Roberto Requião, também faz uma análise um pouco diferente, afirmando que isso não passa de uma “jogada publicitária” de Temer:

 
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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Secretaria afasta delegado que fez busca na casa de filho de Lula

Secretaria afasta delegado que fez busca na casa de filho de Lula
Pasta da gestão Alckmin diz que afastamento ocorre 'para preservação das investigações'; na noite desta terça, denúncia anônima levou polícia ao endereço
Por Guilherme Venaglia e Mateus Feitosa
Access_time12 out 2017, 16h26 - Publicado em 11 out 2017, 18h01
 Lula e seu filho, Marcos Cláudio Lula da Silva, na inauguração do comitê de Marcos, candidato a vereador pelo PT em São Bernardo
Lula e seu filho Marcos Cláudio Lula da Silva, na inauguração do comitê de Marcos, candidato a vereador pelo PT em São Bernardo (Fabio Braga/Folhapress/VEJA) (Fabio Braga/Folhapress/VEJA)

Subordinada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afastou do caso, nesta quarta-feira, o delegado da Polícia Civil responsável pelas buscas na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na cidade de Paulínia (SP), 
na noite de ontem.

Segundo nota da SSP, o secretário Mágino Barbosa Filho determinou “procedimento administrativo para apurar em que condições ocorreu uma diligência de busca e apreensão” e que o afastamento do policial ocorre “para preservação das investigações”. 

A busca foi realizada após uma denúncia sobre uso de drogas no local, mas nada foi encontrado. 

O órgão também ressalta que a responsabilidade pelo mandado foi da juíza Marta Brandão Pistelli.

Marcos Cláudio é filho do primeiro casamento da falecida ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva e foi adotado pelo ex-presidente. 

Ele teve uma breve atuação na vida pública: 

foi  diretor de Turismo e Eventos da prefeitura de São Bernardo do Campo (SP) e pré-candidato a vereador pelo PT em 2008, mas teve a postulação barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesta terça-feira, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente e seu neto, apontou “caráter abusivo” na ação da Polícia Civil. 

“A busca e apreensão, feita a partir de denúncia anônima e sem base, não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida.”

Repercussão

A ação da polícia paulista contra Marcos Cláudio gerou reação de nomes proeminentes do PT. 

No Twitter, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) classificou a diligência como uma “invasão”, “mais uma ação abusiva cometida por exibicionismo midiático”. 

“Não havia nenhuma investigação em andamento, e a invasão da casa de Marcos Cláudio foi baseada apenas numa denúncia anônima falsa”, completou.

A petista ainda relacionou o caso com o suicídio de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que tirou a própria vida depois que foi preso pela Polícia Federal e afastado da função, suspeito de desviar recursos de programas de educação a distância (EaD) da UFSC.

 “Arbitrariedades policiais como estas levaram ao suicídio do reitor da UFSC, um homem a quem não se deu direito de defesa”, escreveu a ex-presidente na rede social.

O esgarçamento das instituições está criando um clima de exceção que, se não for combatido, se tornará o ovo da serpente do fascismo.

Em Brasília, a busca na residência do filho adotivo do ex-presidente foi o gancho para que o líder do partido na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), defendesse a volta do projeto de lei sobre abuso de autoridade para a pauta do Congresso. 

“Estamos vivendo no Brasil um verdadeiro abuso das autoridades policiais, que fazem perseguições a pessoas, não só da política, mas também a pessoas comuns”, disse.


domingo, 5 de março de 2017

Adir Assad quer delatar o que sabe sobre desvio em obras de R$ 1,3 bi do PSDB em SP. Mas Moro não quer ouvir

Adir Assad quer delatar o que sabe sobre desvio em obras de R$ 1,3 bi do PSDB em SP. Mas Moro não quer ouvir
Publicado em março 5, 2017 por LUIZ MÜLLER
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(Titulo da matéria atualizado as 13 h 05/03/17). Adir Assad, o Delator preso ,doleiro e operador financeiro dos esquemas de corrupção, é quem quer fazer a delação premiada. O ex-chefe do DERSA seria um dos beneficiados.


O operador financeiro Adir Assad está preso desde agosto do ano passado e Moro o condenou a mais de 9 anos de cadeia. 

Ele quer fazer o que todos os demais condenados por Moro fazem, delatar, abrir o bico. Só que o que ele tem a dizer é contra os tucanos de São Paulo, onde ele afirma ter lavado R$ 1,3 bilhão para o esquema, quando era chefe do Dersa. 

Só que aí atinge em cheio o PSDB e governadores Serra, Alckmin, e a Força Tarefa de Moro se vê diante de sua kriptonita, e enfraquece…

O operador financeiro Adir Assad propôs um acordo de delação premiada à Lava Jato no qual afirma ter repassado cerca de R$ 100 milhões para Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), entre 2007 e 2010, na gestão José Serra (PSDB) no governo de São Paulo.

(…) Na tratativa com a força-tarefa na capital paranaense, Assad admitiu ter usado suas empresas de fachada para lavar recursos de empreiteiras em obras viárias na capital e região metropolitana de São Paulo, entre elas a Nova Marginal Tietê, o Rodoanel e o Complexo Jacu-Pêssego. 

[Fonte: Estadão, onde você pode conferir um infográfico com toda a movimentação de verbas desviadas pelo PSDB de obras em São Paulo]


Assad quer delatar tudo: como funcionava esquema do caixa 2 das empresas, a lavanderia que montou com suas empresas, até sobre um apartamento dividido com Paulo Preto (operador de Serra e do PSDB) onde se armazenava dinheiro (muito) vivo.

Mas, “como a força-tarefa já detém uma série de informações sobre suas operações, Assad está atrás na corrida das negociações e enfrenta a resistência do Ministério Público Federal“. 

Em outras palavras:

– Denúncia contra tucanos? Não vêm ao caso…




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

DCM: MORO ESTÁ SENDO DESCARTADO PELA ELITE POLÍTICA QUE PROMOVEU O GOLPE

DCM: MORO ESTÁ SENDO DESCARTADO PELA ELITE POLÍTICA QUE PROMOVEU O                     GOLPE
 

Jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo (DCM), afirmou nesta quarta-feira, 8, que o juiz Sérgio Moro está sendo descartado pela elite do País, depois de tê-lo "usado" como instrumento para o golpe parlamentar de 2016, que retirou do poder a presidente Dilma Rousseff; "De peça-chave para a plutocracia, Moro passou a ser um obstáculo. Fez o que se queria dele — massacrar Dilma e Lula, e derrubar o PT do poder. E pronto. Ele é um produto de outro tempo, como as mulheres e homens que batiam em panelas. Moro talvez não saiba — mas ele já era", diz Nogueira

8 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 16:54

247 - O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo (DCM), afirmou nesta quarta-feira, 8, que o juiz Sérgio Moro está sendo descartado pela elite do País, depois de tê-lo "usado" como instrumento para o golpe parlamentar de 2016, que retirou do poder a presidente Dilma Rousseff. 

"O super-heroi da mídia vai sendo relegado aos rodapés. Notícias desagradáveis para Moro eram suprimidas nas redações. Agora, até as vaias que ele recebeu numa palestra que fez na Universidade Columbia, em Nova York, foram noticiadas", diz Nogueira. 

Segundo o jornalista, a nomeação de Alexandre Moraes para o STF é apenas uma evidência a mais da concretização do plano revelado pelo senador Romero Jucá, quando falou em um grande pacto para estancar a sangria.

"A Lava Jato, tal como a conhecemos sob Dilma, acabou — e, com ela, Moro. Seu objetivo era liquidar Dilma, Lula e o PT. 
Não estava nos planos de seus mentores e incentivadores que as cobranças por corrupção alcançassem medalhões de outros partidos que não o PT. Aécio, Serra, Alckmin? Nem pensar. Com Dilma, isso fatalmente ocorreria. Dado o golpe, a história é outra", afirmou. 

"Em resumo: de peça-chave para a plutocracia, Moro passou a ser um obstáculo. Fez o que se queria dele — massacrar Dilma e Lula, e derrubar o PT do poder. E pronto. Ele é um produto de outro tempo, como as mulheres e homens que batiam em panelas. Moro talvez não saiba — mas ele já era", diz Nogueira. 

Leia na íntegra o artigo de Paulo Nogueira no DCM. 


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Odebrecht e Pinheiro entregam Aécio, Alckmin, Aloysio e Serra

Odebrecht e Pinheiro entregam Aécio, Alckmin, Aloysio e Serra
 Itamar Calado  21:47:00   13/01/2017
 

Pinheiro e Marcelo Odebrecht, às autoridades, disseram que apontavam os atos ilícitos de Aécio Neves “com prazer”, por considerá-lo oportunista

As delações premiadas na Operação Lava Jato acabam de causar o comprometimento dos três principais líderes do PSDB. O senador Aécio Neves (PSDB/MG), o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o chanceler do governo golpista, José Serra, foram citados em delações premiadas e, agora, homologadas no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Tanto o presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, quanto Marcelo Odebrecht, principal executivo da empresa que leva seu nome, confessaram em juízo que os três líderes tucanos receberam propina de esquemas fraudulentos montados na Petrobras e em outras empresas públicas.

Pinheiro, às autoridades, disse que apontava os atos ilícitos de Aécio Neves “com prazer”, por considerá-lo oportunista ao se beneficiar do ambiente de instabilidade política instaurado, com apoio da mídia conservadora, e golpista, após as eleições de 2014.

 Em seu depoimento, Léo Pinheiro revela pagamentos de propinas, ao então governador, no total de 3% sobre os valores superfaturados nas obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais. Quem recebeu, segundo o empreiteiro, foi o tesoureiro informal da campanha de Aécio Neves, o empresário Oswaldo Borges da Costa.

O segundo a cair na malha fina da Lava Jato foi o senador José Serra. O candidato derrotado por Dilma Rousseff, em 2010, já deixou pegadas no lodo do escândalo conhecido como ‘Privataria Tucana’ e, dessa vez, foi apontado como beneficiário do dinheiro ilícito apurado nas obras viárias do Rodoanel, pagas por Marcelo Odebrecht. Em sua defesa, disse apenas que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome, sem admitir, ou negar, os fatos.


Alckmin, por último, mas não menos importante, vê-se enredado na Operação Alba Branca, na qual o aliado e seu ex-secretário-chefe da Casa Civil Luiz Roberto dos Santos – ou Moita, como é conhecidio – posa ao lado de Edson Aparecido, acusado de comandar a máfia da merenda. 

Aparecido foi fotografado ao lado de Alckmin, em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Moita, segundo os investigadores, comandava também — a partir de seu gabinete — contatos diretos com suspeitos de fraudar licitações e superfaturar produtos agrícolas destinados à merenda escolar. 

Um dia antes de deflagrada a operação policial, Luiz Roberto foi exonerado do cargo de confiança por Geraldo Alckmin e voltou para sua função de origem, na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). 

Na CPTM, o Moita é apontado como um dos suspeitos na formação do cartel que superfaturou as obras do Metrô paulista, em um escândalo de proporções internacionais, com a participação de gigantes do setor, como a empreiteira francesa Alston e a alemã Siemens.

Depois de comprometidas as possíveis candidaturas dos chefes tucanos, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) — líder do governo golpista, no Senado, suspeito de trair o líder guerrilheiro Carlos Marighella, na década de 70, e levá-lo para a morte em armadilha montada na capital paulista — foi tragado nas investigações da Lava Jato. 

Nunes fora também citado na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia e da Constran. Pessoa confessou pagamentos ao caixa 2 de Aloysio, na campanha dele em 2010.

O senador repele a denúncia, ao afirmar que “não há nem haverá provas” de que ele usou dinheiro sujo na campanha, mas a partir desta segunda-feira, passa a enfrentar uma nova denúncia, dessa vez, com origem em seu passado nebuloso. 

Diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro teve aprovada, no STF, a denúncia contra Aloysio, de que entregara a um amigo do senador da década de 1970, quando integravam o grupo guerrilheiro Aliança Libertadora Nacional (ALN), liderado por Marighella.

O delator confirmou à PF uma doação de R$ 200 mil em dinheiro vivo, para a campanha de Aloysio, entregue na sede da empresa em São Paulo ao advogado Marco Moro, que mantém relação de amizade com Nunes desde a década de 70, quando ambos, perseguidos da ditadura, exilaram-se na Europa. Moro nega a denúncia. 

Além dos R$ 200 mil alegadamente destinados ao caixa dois da campanha tucana, Pinheiro relatou aos investigadores que a UTC doou R$ 300 mil, por vias oficiais, em duas parcelas, uma de R$ 100 mil e outra de R$ 200 mil, registradas na prestação de contas de Nunes, o que confirma a delação de Pessoa sobre o dinheiro vivo pago a contratados na boca de urna, uma prática considerada também ilegal pelas autoridades eleitorais do país.

Mais podres de Alckmin a Serra
O calvário dos tucanos até o cadafalso eleitoral, porém, está longe de terminar. Nesta manhã, o advogado responsável pelas negociações da delação premiada de Marcos Valério com o Ministério Público de Minas Gerais confirmou que pretende revelar “entre 15 e 20” autoridades, que incluiriam atuais integrantes do governo do presidente de facto, Michel Temer, até políticos do PT, do PSDB, do PMDB e de outras siglas, em troca da redução nas penas previstas em Lei.

Os acusados, dessa vez, estão envolvidos no escândalo conhecido como ‘mensalão mineiro’, na origem da ação penal 470. Entre os principais envolvidos está o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB), do mensalão do PT e da Lava Jato.

— Tem gente sobre quem ele pode falar e ainda não apareceu. Tem deputados estaduais, federais, senadores e ex-senadores. Alguns não teriam sido reeleitos se ele já tivesse feito a delação.

Tem também gente do atual governo de Michel Temer — encerra Jean Robert Kobayashi, em recente entrevista a jornalistas. Valério foi condenado em 2012 a 37 anos de prisão pelo esquema do chamado mensalão do PT.





domingo, 11 de dezembro de 2016

Alckmin recebeu propina e PF cria uma denúncia contra Lula no mesmo dia para abafar

10/12/2016 16:50
Alckmin recebeu propina e PF cria uma denúncia contra Lula no mesmo dia para abafar
Parece até que a PF tem uma lista de denúncias falsas contra Lula para jogar em momentos oportunos
 

De acordo com delação de executivos da empreiteira Odebrecht, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu dinheiro vivo para as campanhas de 2010 e 2014. 

Alckmin, tratado nas listas de delação da empreiteira como “Santo”, teria recebido na campanha de 2010 R$ 2 milhões por meio de seu cunhado Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama Lu Alckmin. A transação foi feita no escritório do próprio Adhemar, no centro da capital paulista. 

Na ocasião, o tucano venceu a eleição no primeiro turno, com 50,63% dos votos válidos.

Já em 2014, quem recebeu a propina para a campanha de reeleição do governador teria sido o atual secretário de Planejamento, Marcos Monteiro, relacionado pela empreiteira como “MM”. 

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há doações oficiais para as campanhas de Alckmin em nenhuma das duas eleições. Entrou apenas R$ 100 mil, em 2010, e R$ 200 mil, em 2014, através da Braskem, braço petroquímico da empreiteira.

Um dos responsáveis por esta delação é Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, ex-diretor da Odebrecht em São Paulo, um dos operadores da empresa junto a políticos. 

CAP é um dos 77 executivos que negociaram recentemente a delação premiada e prometem tremer a República nos próximos dias. 

É dele também a afirmação de que o atual ministro das Relações Exteriores do governo Temer, José Serra, recebeu R$ 23 milhões por caixa dois para a sua campanha de 2010.

A atual delação explode dentro do ninho tucano no exato momento em que Serra anuncia apoio à recondução de Aécio para a presidência do partido, em detrimento do “Santo”. 

Os três, que são prováveis candidatos à presidência em 2018, participam de virulenta disputa interna enquanto assistem seus nomes chafurdarem na lama em seguidas denúncias.




sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Odebrecht revela caixa 2 em dinheiro vivo para Geraldo Alckmin

Odebrecht revela caixa 2 em dinheiro vivo para Geraldo Alckmin
O governador de São Paulo aparece nas planilhas da empreiteira como "Santo", e teria recebido propina nos anos de 2010 e 2014
POLÍTICA LAVA JATO  HÁ 11 HORAS  09/12/2016  POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

Em delação premiada, acordo firmado com a Operação Lava Jato, a Odebrecht afirmou que realizou pagamento de caixa dois, em dinheiro vivo, para as campanhas de 2010 e 2014 do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

O tucano não foi pessoalmente envolvido, mas os executivos da empreiteira mencionam duas pessoas próximas ao governador como intermediárias dos repasses, informa a Folha de S. Paulo.

De acordo com os delatores, R$ 2 milhões em espécie foram repassados a Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama, Lu Alckmin. A entrega do recurso, segundo os termos da delação, aconteceu no escritório do empresário, na capital paulista.

Em 2010, o tucano foi eleito no primeiro turno com 50,63% dos votos. Já em 2014, o caixa dois para a campanha de reeleição de Alckmin teve como um dos operadores, segundo a empreiteira, o atual secretário de Planejamento do governo paulista, Marcos Monteiro, político de confiança do governador. 

Na época das negociações do dinheiro, o secretário seria chamado de "MM" pelos funcionários da Odebrecht.

Com 57% dos votos, Alckmin foi reconduzido ao cargo, ficando à frente de Paulo Skaf (PMDB), segundo colocado.

Um dos executivos que delataram o caixa dois é Carlos Armando Paschoal (CAP), ex-diretor da Odebrecht em São Paulo e um dos responsáveis por negociar doações eleitorais para políticos.

Ele ainda fez afirmações sobre o suposto repasse, revelado pela Folha, de R$ 23 milhões via caixa dois para a campanha presidencial de 2010 do atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB). Valor não indicado pelos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma vez que não há doações diretas da Odebrecht à conta da candidatura de Alckmin em 2010 e 2014.

O tribunal registra, em 2010, apenas uma doação oficial de R$ 100 mil da Braskem, braço petroquímico da empreiteira, à direção do PSDB em São Paulo. No ano de 2014, foi informada uma doação de R$ 200 mil da mesma empresa ao comitê financeiro da campanha a governador.

O codinome utilizado para designar Alckmin nas listas de propina e caixa dois da empreiteira era "santo", conforme informação recentemente publicado pela revista "Veja". 

O apelido aparecia associado nas planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal à duplicação da rodovia Mogi-Dutra, uma obra do governo Alckmin de 2002. A palavra "apóstolo", escrita originalmente na página, foi rasurada e trocada por "santo".

"Santo" ainda é citado em e-mail de 2004, enviado por Marcio Pelegrino, executivo da Odebrecht que gerenciou a construção da linha 4-Amarela do Metrô, na capital paulista.

Na mensagem, Pelegrino diz que era preciso fazer um repasse de R$ 500 mil para a campanha "com vistas a nossos interesses locais". O executivo assegura que o beneficiário do suposto suborno era o "santo".

A reportagem da Folha procurou o governador Alckmin para responder sobre a delação da empresa. Ele afirmou, por meio de sua assessoria, que "é prematura qualquer conclusão com base em informações vazadas de delações não homologadas". 

Em relação ao apelido "santo", a nota afirmou que o codinome "aparece em outros documentos oficiais apreendidos na Operação Lava Jato referentes aos anos de 2002 e 2004, sem qualquer relação com eleições disputadas pelo governador Geraldo Alckmin".




terça-feira, 23 de agosto de 2016

Odebrecht e Pinheiro entregam Aécio, Alckmin, Aloysio e Serra

Odebrecht e Pinheiro entregam Aécio, Alckmin, Aloysio e Serra
 Itamar Calado  21:47:00  22/08/2016
 
Pinheiro e Marcelo Odebrecht, às autoridades, disseram que 
apontavam os atos ilícitos de Aécio Neves “com prazer”, por 
considerá-lo oportunista

Por Redação – de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e São Paulo
As delações premiadas na Operação Lava Jato acabam de causar o comprometimento dos três principais líderes do PSDB. O senador Aécio Neves (PSDB/MG), o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o chanceler do governo golpista, José Serra, foram citados em delações premiadas e, agora, homologadas no Supremo Tribunal Federal (STF). Tanto o presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, quanto Marcelo Odebrecht, principal executivo da empresa que leva seu nome, confessaram em juízo que os três líderes tucanos receberam propina de esquemas fraudulentos montados na Petrobras e em outras empresas públicas.
Pinheiro, às autoridades, disse que apontava os atos ilícitos de Aécio Neves “com prazer”, por considerá-lo oportunista ao se beneficiar do ambiente de instabilidade política instaurado, com apoio da mídia conservadora, e golpista, após as eleições de 2014. Em seu depoimento, Léo Pinheiro revela pagamentos de propinas, ao então governador, no total de 3% sobre os valores superfaturados nas obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais. Quem recebeu, segundo o empreiteiro, foi o tesoureiro informal da campanha de Aécio Neves, o empresário Oswaldo Borges da Costa.

O segundo a cair na malha fina da Lava Jato foi o senador José Serra.
 O candidato derrotado por Dilma Rousseff, em 2010, já deixou pegadas no lodo do escândalo conhecido como ‘Privataria Tucana’ e, dessa vez, foi apontado como beneficiário do dinheiro ilícito apurado nas obras viárias do Rodoanel, pagas por Marcelo Odebrecht. Em sua defesa, disse apenas que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome, sem admitir, ou negar, os fatos.
Alckmin, por último, mas não menos importante, vê-se enredado na Operação Alba Branca, na qual o aliado e seu ex-secretário-chefe da Casa Civil Luiz Roberto dos Santos – ou Moita, como é conhecidio – posa ao lado de Edson Aparecido, acusado de comandar a máfia da merenda. Aparecido foi fotografado ao lado de Alckmin, em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
Moita, segundo os investigadores, comandava também — a partir de seu gabinete — contatos diretos com suspeitos de fraudar licitações e superfaturar produtos agrícolas destinados à merenda escolar. Um dia antes de deflagrada a operação policial, Luiz Roberto foi exonerado do cargo de confiança por Geraldo Alckmin e voltou para sua função de origem, na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na CPTM, o Moita é apontado como um dos suspeitos na formação do cartel que superfaturou as obras do Metrô paulista, em um escândalo de proporções internacionais, com a participação de gigantes do setor, como a empreiteira francesa Alston e a alemã Siemens.
Depois de comprometidas as possíveis candidaturas dos chefes tucanos, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) — líder do governo golpista, no Senado, suspeito de trair o líder guerrilheiro Carlos Marighella, na década de 70, e levá-lo para a morte em armadilha montada na capital paulista — foi tragado nas investigações da Lava Jato. Nunes fora também citado na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia e da Constran. Pessoa confessou pagamentos ao caixa 2 de Aloysio, na campanha dele em 2010.
O senador repele a denúncia, ao afirmar que “não há nem haverá provas” de que ele usou dinheiro sujo na campanha, mas a partir desta segunda-feira, passa a enfrentar uma nova denúncia, dessa vez, com origem em seu passado nebuloso. Diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro teve aprovada, no STF, a denúncia contra Aloysio, de que entregara a um amigo do senador da década de 1970, quando integravam o grupo guerrilheiro Aliança Libertadora Nacional (ALN), liderado por Marighella.

O delator confirmou à PF uma doação de R$ 200 mil em dinheiro vivo, para a campanha de Aloysio, entregue na sede da empresa em São Paulo ao advogado Marco Moro, que mantém relação de amizade com Nunes desde a década de 70, quando ambos, perseguidos da ditadura, exilaram-se na Europa. Moro nega a denúncia. 

Além dos R$ 200 mil alegadamente destinados ao caixa dois da campanha tucana, 

Pinheiro relatou aos investigadores que a UTC doou R$ 300 mil, por vias oficiais, em duas parcelas, uma de R$ 100 mil e outra de R$ 200 mil, registradas na prestação de contas de Nunes, o que confirma a delação de Pessoa sobre o dinheiro vivo pago a contratados na boca de urna, uma prática considerada também ilegal pelas autoridades eleitorais do país.

Mais podres de Alckmin a Serra
O calvário dos tucanos até o cadafalso eleitoral, porém, está longe de terminar. Nesta manhã, o advogado responsável pelas negociações da delação premiada de Marcos Valério com o Ministério Público de Minas Gerais confirmou que pretende revelar “entre 15 e 20” autoridades, que incluiriam atuais integrantes do governo do presidente de facto, Michel Temer, até políticos do PT, do PSDB, do PMDB e de outras siglas, em troca da redução nas penas previstas em Lei.

Os acusados, dessa vez, estão envolvidos no escândalo conhecido como ‘mensalão mineiro’, na origem da ação penal 470. Entre os principais envolvidos está o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB), do mensalão do PT e da Lava Jato.

Tem gente sobre quem ele pode falar e ainda não apareceu. Tem deputados estaduais, federais, senadores e ex-senadores. Alguns não teriam sido reeleitos se ele já tivesse feito a delação. Tem também gente do atual governo de Michel Temer — encerra Jean Robert Kobayashi, em recente entrevista a jornalistas. Valério foi condenado em 2012 a 37 anos de prisão pelo esquema do chamado mensalão do PT.