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sábado, 16 de dezembro de 2017

Igreja Ortodoxa Russa: Jerusalém deve continuar sendo centro espiritual de três religiões

Igreja Ortodoxa Russa: Jerusalém deve continuar sendo centro espiritual de três religiões
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA 22:28 16.12.2017
 Cúpula da Mesquita Al-Aqsa na Cidade Velha, vista de uma porta em forma da Estrela de Davi, Jerusalém

Jerusalém deve continuar sendo um centro espiritual de três religiões principais, afirmou no sábado o Departamento de Relações Exteriores da Igreja do Patriarcado de Moscou.

O metropolita Hilarion de Volokolamsk, presidente do Departamento do Patriarcado de Moscou para Relações Externas da Igreja, disse no sábado que Jerusalém deve continuar a ser um centro espiritual de três grandes religiões — cristianismo, islamismo e judaísmo.

"Não devemos esquecer que Jerusalém é uma cidade santa para as três religiões do mundo: 

não só para o judaísmo, mas também para o cristianismo e o Islã. Hoje, em Jerusalém, cristãos, muçulmanos e judeus vivem juntos em paz, cada grupo [sectário] tem seus próprios lugares, imobilidade e sítios sagrados. 

E é muito importante que Jerusalém permaneça como tal centro espiritual e religioso, no qual representantes de três religiões monoteístas poderiam viver juntos em paz e concordar ", disse Hilarion à emissora Rossiya 24.

O clérigo também criticou a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, desde o ponto de vista de que o passo poderia desestabilizar significativamente 
a situação.

No dia 6 de dezembro, Trump anunciou sua decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e ordenou ao Departamento de Estado dos EUA que mudasse a embaixada de Tel Aviv

A decisão causou críticas de muitos países ao redor do mundo, em especial no Oriente Médio, provocando protestos em massa em vários países, inclusive no próprio Israel.

Israel conquistou a Jerusalém Oriental, controlada pela Jordânia, durante a Guerra dos Seis Dias de 1967. Em 1980, o Parlamento israelense aprovou a Lei de Jerusalém proclamando a capital em toda a cidade.

 A comunidade internacional não reconhece a anexação e acredita que o status de Jerusalém deve ser acordado com os palestinos, que reivindicam sua parte oriental como a capital do seu futuro estado.




OBS: No final da pagina tem uma nota para os leitores do blog.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Líbano: operação russa na Síria restabeleceu equilíbrio de forças no Oriente Médio

Líbano: operação russa na Síria restabeleceu equilíbrio de forças no Oriente Médio
MUNDO 19:25 15.12.2017(atualizado 19:34 15.12.2017)
 Manifestação de apoio da presença do grupo aéreo russo na cidade síria de Tartus
© Sputnik/ Dmitry Vinogradov

A ofensiva aérea da Rússia contra os terroristas na Siria teve um papel decisivo na recuperação do equilíbrio das forças no Oriente Médio. 

A declaração é do ministro libanês para Assuntos de Refugiados, Talal Arslan.

"O papel da Rússia no Oriente Médio e, mais concretamente, no Líbano, é inestimável, e os resultados de suas ações repercutem muito positivamente na situação, este papel pode ser classificado como salvador e histórico", disse ele em reunião com o vice-presidente do Senado Russo, Ilyas Umakhanov.

Para o ministro, "a presença russa no Oriente Médio não só restabeleceu o equilíbrio de forças na Síria, no Líbano e em toda a região, mas também no mundo inteiro". 

Arslan acrescentou que hoje o Oriente Médio está "no ponto de mira da interferência externa, que nos últimos tempos tornou-se muito ampla".

Ele deu como exemplo a atividade de grupos terroristas na região.

"Se não fosse pela Rússia, a situação na região hoje teria sido muito diferente: 

de fato, após a intervenção da Rússia, a situação mudou tanto em termos de segurança quanto na área humanitária", destacou.





OBS: No final da pagina tem uma nota para os leitores do blog.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Tulsi Gabbard diz a verdade sobre a Síria e é esmagada pela mídia

Tulsi Gabbard diz a verdade sobre a Síria e é esmagada pela mídia
18:45 29.01.2017(atualizado 04:46 30.01.2017) 
 US Representative Tulsi Gabbard speaks during Day 2 of the Democratic National Convention at the Wells Fargo Center in Philadelphia, Pennsylvania, July 26, 2016
© AFP 2016/ Timothy A. CLARY

Os principais meios de comunicação dos EUA, especialistas e autoridades vêm tentando de todas as formas manchar a reputação da congressista Tulsi Gabbard, que viajou para a Síria no início deste mês. 
Gabbard criticou em rede nacional, a política de financiamento dos EUA em armar terroristas afiliados à Al Qaeda.

Conhecida apoiadora de Bernie Sanders e ex-vice-presidente do Comitê Nacional Democrata (posição que renunciou em fevereiro do ano passado), Gabbard viajou em uma missão de investigação à Síria no início deste ano. Lá, a congressista se encontrou com o presidente Bashar Assad.

Veterana de guerra com duas incursões ao Iraque no currículo, Gabbard defendeu na quinta-feira, a decisão de se encontrar com o presidente sírio. "Se professarmos verdadeiramente o cuidado com o povo sírio, sobre o seu sofrimento, então temos de ser capazes de encontrar-se com qualquer um que precisamos se houver a possibilidade de que possamos alcançar a paz", disse ela durante entrevista à CNN.

Durante a entrevista, o âncora Jake Tapper afirmou que Assad é responsável pela violência no país e acusou Gabbard de "dar maior credibilidade ao presidente sírio", o congressista respondeu, enfatizando que "o que você pensa sobre o presidente Assad, o fato é que ele é o Presidente da Síria. Para que qualquer acordo de paz, para que haja qualquer possibilidade de um acordo de paz viável, tem que haver uma conversa com ele.

Gabbard sublinhou que este precisa ser o procedimento da diplomacia americana até os sírios determinem o destino de Assad, "o que acontece com o seu governo e seu futuro".

O que se seguiu foi um debate entre Gabbard e Tapper, que chamou Assad de "açougueiro" e disse que não havia democracia na Síria. Gabbard, que documentou suas conversas com os sírios comuns durante a viagem, disse que ouviu algo muito diferente do que a narrativa da mídia está apresentando.

— Vou contar-lhe o que ouvi do povo sírio que conheci andando pelas ruas de Aleppo, em Damasco — disse a congressista. "Eles expressaram contentamento e alegria ao verem um americano andando pelas ruas, mas [perguntaram]: por que os Estados Unidos, seus aliados e outros países estão fornecendo apoio e armas a grupos terroristas como al-Nusra (al- Qaeda), Ahrar al-Sham, ISIS que estão estuprando, sequestrando, torturando e matando o povo sírio?"

Eles me perguntaram: Por que os Estados Unidos e seus aliados estão apoiando esses grupos terroristas que estão destruindo a Síria, quando foi a Al-Qaeda a atacar os Estados Unidos no  11 de setembro e não a Síria. Eu não tinha uma resposta para eles", Gabbard sublinhou.

Com Tapper insistindo que os Estados Unidos só prestaram assistência aos chamados rebeldes moderados, Gabbard respondeu, dizendo que "em toda parte, cada pessoa com quem falei, fiz essa pergunta, e sem hesitação disseram que não havia rebeldes moderados".

"Independentemente do nome desses grupos, a força de combate mais forte no terreno na Síria é al-Nusra (al-Qaeda) e o Daesh — isso é um fato", enfatizou Gabbard. "Há vários outros grupos diferentes, todos eles essencialmente estão lutando ao lado, com ou sob o comando do grupo mais forte no terreno que está tentando derrubar Assad".

Desde que retornou de sua viagem e da entrevista da CNN, Gabbard foi abertamente atacada por jornalistas nas principais mídias, pelos colegas membros do Congresso e por especialistas de todos os tipos. O congressista Adam Kinzinger, por exemplo, criticou-a por fazer a viagem, e disse que esperava que ela não tenha se encontrado com o "açougueiro Assad".

Fact-finding mission? Fact: 50,000+ dead children in @TulsiGabbard, I hope you didn't meet with their butcher, https://twitter.com/ForeignPolicy/status/821745140440199168 
Daily Kos chamou Gabbard de "um fantoche para o ditador da Síria", enquanto o Daily Beast manchetou um artigo com os dizeres "Tulsi Gabbard corteja fascistas na Síria". O ex-assessor de segurança nacional da Câmara dos Deputados, Evan McMullin, difamou-a dizendo que "ela desfruta do apoio da rede de propaganda de Putin na América, @RT_America", simplesmente porque o canal russo RT publicou uma matéria sobre sua viagem. O Washington Post, por sua vez, criticou Gabbard por "minar" as "deliberações políticas mais amplas de Washington sobre como abordar a Síria".

O especialista em Oriente Médio, Charles Lister, criticou o projeto de lei assinado por Gabbard, que classificaria como terroristas vários grupos rebeldes apoiados pelos EUA.

.@TulsiGabbard’s trip to  was arranged by “AACCESS" & its head Bassam Khawam, a socialist &  supporter:https://twitter.com/KenanRahmani/status/824494687599759361 
I wonder if @TulsiGabbard knows that the 2 “CIA-backed” groups her proposed legislation labels as “terrorists” are fighting AQ as we speak?
Gostaria de saber se @TulsiGabbard sabe que os 2 grupos "apoiados pela CIA", que seu projeto de lei propõe classificar como "terroristas" estão lutando contra Al-Quaeda enquanto falamos?

O tweet provocou uma divertida resposta do comediante e comentarista político norte-americano Jimmy Dore, cuja resposta recebeu três vezes mais retweets.

I wonder if Charles Lister knows that AQ is fighting back with weapons U.S. provided them?  https://twitter.com/charles_lister/status/824646521291493376 

Eu me pergunto se Charles Lister sabe que a Al-Qaeda está lutando com armas que os EUA forneceram? #Quanto Mais Você Sabe 

Na sexta-feira, Gabbard disse ao comentarista de Fox News, Tucker Carlson, que acredita que o presidente Assad "está procurando o que nosso novo presidente, Donald Trump, veria como um interesse compartilhado com a Síria. O interesse compartilhado que ele viu foi o compromisso de derrotar o Daesh — este compromisso de derrotar esta ameaça terrorista que existe não só para o povo da Síria, mas para o Oriente Médio e para o mundo".


Perguntado sobre a viagem de Gabbard, e a reação histérica da mídia, o renomado especialista russo no Oriente Médio, Semyon Bagdasarov, disse à Radio Sputnik que acreditava que ela fez a viagem de forma independente e que a política dos EUA na região não deve mudar, No futuro próximo. 

Damasco, observou Bagdasarov, não deve esperar mudanças fundamentais na posição de Washington, "com a possível exceção de alguns esforços conjuntos dos EUA e da Rússia na luta contra o Daesh" no país.

"Os EUA não se resignaram [ao que está acontecendo]", disse o analista. "Outro dia, de acordo com fontes próximas à Federação [Curda] da Síria do Norte, os EUA abriram outra base norte-americana, composta por 800 funcionários, equipamentos, etc., em Al-Hasakah. 

A CIA está empenhada em executar suas tarefas Sim, o governo dos EUA está mudando, mas a tendência permanece — ninguém vai desistir na Síria ".





Mais de 12 mil civis retornam a Aleppo

Mais de 12 mil civis retornam a Aleppo
04:07 30.01.2017(atualizado 05:38 30.01.2017) 
Crianças sírias passeiam pela parte velha da cidade de Aleppo, um mês após sua libertação.
 © AFP 2016/ Louai Beshara

O representante oficial do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov, declarou que mais de 12.000 civis já retornaram às suas casas na parte oriental da cidade síria de Aleppo, localizada no norte do país.

A parte oriental da cidade foi libertada de terroristas em dezembro e atualmente está sob controle das forças do governo sírio, fez lembrar o alto militar russo nesta segunda-feira (30).

"Mais de 12.000 civis retornaram às suas casas em Aleppo oriental. Todos eles recebem a assistência necessária," declarou Konashenkov.

Ainda de acordo com o representante do ministério, o Centro russo de Reconciliação participa ativamente no abastecimento das povoações nas províncias sírias de Aleppo, Damasco, Lataquia e Hama. Nos últimos dias estas povoações receberam mais de 50 toneladas de alimentação e outros bens de primeira necessidade.

Konashenkov destacou também que a ajuda humanitária já beneficiou mais de 60.000 sírios.




domingo, 29 de janeiro de 2017

Casa Branca defende decreto migratório, execrado no mundo

Casa Branca defende decreto migratório, execrado no mundo
Postado em 29/01/2017 22:01
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 Imagem do Google

Manifestações, condenações internacionais, jurídicas e políticas: 

nove dias depois de chegar ao poder, Donald Trump enfrentou neste domingo uma avalanche de críticas, após sua decisão de fechar as fronteiras a todos os refugiados e a cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

Procuradores-gerais de 16 estados americanos anunciaram neste domingo que consideram o decreto inconstitucional.

Os procuradores-gerais, todos democratas, cujos estados somam quase um terço da população americana, emitiram um comunicado conjunto de repúdio às medidas.

"Como hierarcas judiciais de 130 milhões de americanos e residentes estrangeiros, condenamos a ordem executiva do presidente Trump como inconstitucional, anti-americana e ilegal", diz o texto, assinado pelos procuradores-gerais de Illinois, Califórnia, Connecticut, Distrito de Columbia (a capital, Washington DC), Havaí, Iowa, Maine, Maryland, Massachusetts, Novo México, Nova York, Oregon, Pensilvânia, Vermont, Virgínia e Washington.

Milhares de manifestantes se reuniram neste domingo para protestar contra a medida em frente à Casa Branca, em Washington, em um parque com vista para a Estátua da Liberdade, em Nova York, em Boston (nordeste) e em outras cidades - e aeroportos - do país.

Em meio às críticas, Trump negou que a ordem executiva seja um veto a muçulmanos.

"Os Estados Unidos da América são um país orgulhoso de imigrantes e continuaremos a demonstrar compaixão com aqueles que fogem da opressão, mas faremos isto enquanto protegemos nossos próprios cidadãos e fronteiras. 

Os Estados Unidos da América sempre foram a terra dos livres e o lar dos bravos", destacou Trump em um incomum comunicado oficial por escrito.

"Para ser claro, isto não é uma proibição aos muçulmanos, como a mídia está reportando de forma falsa. Não se trata de religião, se trata do terror e de manter nosso país a salvo", reforçou, acrescentando que mais de 40 países muçulmanos não foram afetados pela ordem executiva.

A decisão de Trump de fechar as fronteiras de forma seletiva, apesar de não ser tão ampla quanto sua promessa de campanha de proibir a entrada de todos os muçulmanos, provocou a maior reação desde a sua posse.

O decreto, que entrou em vigor na sexta-feira, proíbe o ingresso aos Estados Unidos durante 120 dias de todos os refugiados, seja qual for a sua origem, e durante 90 dias a cidadãos de sete países de maioria muçulmana: Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.

Consequentemente, 109 pessoas foram detidas desde a sexta-feira em sua chegada aos Estados Unidos, embora tivessem vistos válidos. Após a intervenção, neste sábado, de uma juíza federal de Nova York, a maior parte deles foi autorizada a entrar em território americano, mas a constitucionalidade do decreto ainda não foi questionada.

Mas o decreto continua em vigor no resto do mundo e as companhias aéreas se recusam a liberar para embarque os cidadãos dos sete países atingidos pela medida, embora tenham visto regular.

Críticas políticas
Nos Estados Unidos, a oposição democrata pediu a retirada do decreto anti-imigração e denunciou seu caráter contrário aos valores americanos e à sua ineficácia na luta contra a ameaça terrorista.

Não fará mais que "estimular quem pretende nos prejudicar", advertiu o líder dos democratas no Senado, Chuck Shumer.

No Partido Republicano, majoritário no Congresso, poucos legisladores se expressaram espontaneamente para defender o presidente. 

Um punhado de legisladores deste partido condenou total ou parcialmente o decreto de Trump, entre eles os senadores conservadores John McCain e Lindsey Graham.

"Infelizmente, tememos que este decreto nos enfraqueça na luta contra o terrorismo", afirmaram os dois conservadores, que advertiram, ainda, que os aliados de Washington na luta contra o grupo Estado Islâmico, são muçulmanos, em sua maioria.

"Os tribunais julgarão se foi longe demais", comentou com prudência, neste domingo, Mitch McConnell, líder da maioria no Senado à rede ABC.

Será, de fato, na Justiça que o destino do decreto será decidido. A sentença de urgência, determinada pela juíza de Nova York somou-se a outros três que bloqueiam as expulsões, embora nenhum faça referência à constitucionalidade ou não da decisão presidencial.

"Isto acabará provavelmente no Supremo", prevê Anthony Romero, diretor da poderosa União Americana de Liberdades Civis (ACLU), à rede CNN.

O Executivo terá que se defender também de uma acusação de discriminação religiosa. Após o período de 120 dias, o decreto estipula que será dada prioridade aos refugiados perseguidos em virtude de sua religião, uma frase que aponta implicitamente a proteger os cristãos de Iraque e Síria.

O presidente não deixou nenhuma dúvida a respeito desta preferência. "Os cristãos do Oriente Médio têm sido executados em massa. Não podemos permitir que esse horror se perpetue!", escreveu, este domingo, no Twitter.

Indignação internacional
Até agora, o Irã é um dos países mais atingidos pela grande quantidade de iranianos que têm vistos de trabalho ou de estudo nos Estados Unidos. Em resposta, Teerã instaurou medidas similares contra os cidadãos americanos.

Enquanto isso, as ondas de indignação atravessam o mundo muçulmano e a Liga Árabe denunciou neste domingo como "restrições injustificadas" as proibições impostas por Trump.

Na Europa, o presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, somaram-se às críticas. segundo um porta-voz, Merkel explicou ao presidente Trump as obrigações determinadas pela Convenção de Genebra sobre a acolhida de refugiados, em sua conversa telefônica este sábado.

O Canadá, por sua vez, anunciou ter recebido garantias de Washington de que os cidadãos canadenses que tiverem dupla nacionalidade dos países incluídos no decreto não serão afetados pela proibição, informou o ministro da Imigração, Ahmed Hussen.
Em coletiva de imprensa, Hussen disse que o governo concederá residência temporária às pessoas que ficaram bloqueadas no país por causa do decreto de Trump.

No sábado, o premiê, Justin Trudeau, já havia reagido à medida adotada pelo país vizinho com um tuíte amplamente compartilhado, em que deu destaque à política de acolhida canadense, em contraste com o decreto de Trump.

"Os que fogem da perseguição, do terror e da guerra, saibam que o Canadá os receberá independentemente da sua fé. A diversidade faz a nossa força #BienvenueAuCanada [bem-vindos ao Canadá])", escreveu Trudeau.




quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

'Vitória total está próxima': Iraque anuncia retomada da parte leste de Mossul

'Vitória total está próxima': Iraque anuncia retomada da parte leste de Mossul
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA 00:28 19.01.2017
(atualizado 01:00 19.01.2017)
Forças governamentais do Iraque em Mossul
© AP Photo/ Hussein Malla

O primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi afirmou que a vitória total na cidade está próxima.


As forças armadas iraquianas libertaram toda a parte oriental da cidade de Mossul das mãos dos terroristas do Daesh (autodenominado Estado Islâmico), de acordo com um comunicado do Estado-Maior do país emitido nesta quarta-feira (18) e citado pela Reuters.

O tenente-general Talib Shaghati confirmou que os serviços antiterroristas que lideraram a ofensiva de três meses contra o Daesh na cidade ao norte do Iraque tomaram o controle sobre a margem oriental do rio Tigre. 

"Hoje celebramos a liberação da margem leste de Mossul", disse Shaghati, indicando que recuperar a parte ocidental da cidade, que no momento permanece sob controle dos jihadistas, será uma tarefa mais fácil. 

Por sua parte, Abadi disse que "a promessa de libertação final e da vitória total em Mossul está mais perto de ser cumprida".

Fonte : https://br.sputniknews.com/




segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

'Pior que Obama não vai ser', diz Maduro sobre Trump

'Pior que Obama não vai ser', diz Maduro sobre Trump
AMÉRICAS 01:10 17.01.2017(atualizado 01:30 17.01.2017)
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala e gesticula durante um encontro com o Comitê Executivo do Foro de São Paulo em 11 de janeiro de 2017
© AFP 2016/ INTI OCON

O chefe de Estado da Venezuela, Nicolas Maduro, disse nesta segunda-feira (16) que prefere "esperar" antes de expressar suas expectativas sobre a administração do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e disse que há uma campanha de ódio contra o republicano.


"Sobre o presidente Donald Trump os grandes meios de comunicação internacionais têm especulado muito e somos surpreendidos com a campanha de ódio que há contra Donald Trump (…). 

Eu digo, esperemos, para ver o que acontece… não nos antecipemos aos acontecimentos; nesse sentido quero ser prudente, pior que Obama não vai ser", disse o presidente venezuelano.

Durante uma entrevista coletiva, Maduro disse que Obama deixou um legado que a grande mídia quer "esconder". Segundo ele, Obama "deixa a África destruída, deixa destruído o Oriente Médio,

em guerra, deixa o mundo assolado pelo terrorismo e, na América Latina, três golpes de Estado o recordarão”, disse Maduro, em referência a Honduras, Paraguai e Brasil.

Além disso, o líder venezuelano confirmou o desejo de seu governo de ter relações de "respeito, comunicação e cooperação" com os Estados Unidos.





quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Síria adverte Israel das consequências do ataque de mísseis ao aeroporto em Damasco

Síria adverte Israel das consequências do ataque de mísseis ao aeroporto em                                Damasco
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA 01:24 13.01.2017
O comando do exército sírio advertiu Israel das consequências do ataque de mísseis do aeroporto militar nos arredores de Damasco, informou a agência Reuters.
Situação em Damasco, Síria
© Sputnik/ Ilia Pitalev

Os militares sírios declararam que Israel lançou uma série de mísseis, que explodiram nos arredores da base aérea militar no bairro de al-Mezza, localizada a oito quilômetros de Damasco, provocando um incêndio.

Segundo o exército da Síria, os mísseis foram lançados minutos depois da meia noite, da região do lago do Mar da Galileia, no norte de Israel.  

O comunicado do exército sírio afirma que o ataque israelense acabou favorecendo os grupos terroristas, contra os quais o governo da Síria empreende combates desde 2011.

Fonte: https://br.sputniknews.com/


Trump: 'Obama criou o Estado Islâmico'

Trump: 'Obama criou o Estado Islâmico'
Ele ainda declarou que considera uma vantagem que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tenha apreço por ele
MUNDO COLETIVA HÁ 23 HORAS  12/01/2017   POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

Durante a coletiva de imprensa realizada na tarde de quarta-feira (11) nas Torres Trump em Nova York, o presidente-eleito Donald Trump voltou a afirmar que a administração de Obama "criou o Estado Islâmico devido ao vácuo de poder deixado no Oriente Médio".

Ele ainda declarou que considera uma vantagem que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tenha apreço por ele.

"Se Putin gosta de Donald Trump, eu considero isso uma vantagem, não uma desvantagem, porque temos um relacionamento horrível com a Rússia… 

Você realmente acredita que Hillary seria mais dura com Putin do que eu? Alguém realmente acredita nisso?", disse respondendo a um jornalista. 

Com informações do Sputnik Brasil.




sábado, 7 de janeiro de 2017

Imprensa: Netanyahu usou as relações com John Kerry para beneficiar um amigo

Imprensa: Netanyahu usou as relações com John Kerry para beneficiar um                                amigo
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA 17:14 07.01.2017(atualizado 21:06 07.01.2017)
Primeiro-minsitro de Israel Benjamin Netanyahu durante o encontro com o presidente russo Vladimir Putin, Kremlin, Moscou, Rússia, 7 de junho de 2016
© Sputnik/ Klimentyev

O Canal 10 da televisão israelense revelou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu usou repetidamente as suas relações com o secretário de Estado, John Kerry, para que fosse emitido um visto de residência nos Estados Unidos para Anon Milchan, um amigo próximo de premiê israelense.


Milchan, que possui somente o passaporte de Israel, figura no centro de uma investigação policial para determinar se os seus favores e presentes para Netanyahu ao longo dos ano teriam violado as leis de Israel e se constituem um crime.

Esta semana, Netanyahu foi interrogado por mais de cinco horas pela unidade policial anti-corrupção apenas para determinar o caráter de sua ligação com Milchan. 

De acordo com o Canal 10, quando Milchan precisou renovar seu visto nos Estados Unidos, verificou-se que ele estava envolvido em um empreendimento nuclear obscuro relacionado a Israel. 

Naquela época Milchan solicitou ajuda a Netanyahu, que intermediou o processo diretamente com Kerry. Durante 2014, Netanyahu pediu a Kerry três vezes para resolver o problema e, finalmente, as autoridades dos EUA concederam um visto de dez anos a Milchan. 

Segundo informação da imprensa hebraica, a polícia estimou que Milchan ofereceu a Netanyahu ao longo de muitos anos bebidas de luxo e charutos exclusivos no valor de mais de US$100.000. Aparentemente, a polícia está tentando determinar se existe uma relação direta entre os favores de Netanyahu a Milchan e os presentes.

Fonte: https://br.sputniknews.com/



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Últimos passos do 'pato manco': como Obama tenta dificultar a vida de Trump

Últimos passos do 'pato manco': como Obama tenta dificultar a vida de Trump
© Sputnik/ Aleksei Druzhinin
AMÉRICAS 11:24 22.12.2016(atualizado 13:28 30.12.2016) 
 O presidente dos EUA, Barack Obama, durante uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, na China.
© Sputnik/ Aleksei Druzhinin
Vladimir Ardaev, comentarista da RIA Novosti

Os Estados Unidos expandiram as sanções contra a Rússia em conexão com a situação na Ucrânia, disse o Ministério das Finanças dos EUA. Aos cidadãos russos contra os quais foram introduzidas sanções pessoais foram adicionadas sete pessoas ligadas a empresas privadas e ao setor bancário. Sanções setoriais foram aplicadas a oito organizações e dois navios-tanque — Marshal Zhukov e Stalingrad.

Política de campo minado

© AFP 2016/ MANDEL NGAN Senador russo: antes do mandato acabar, Obama quer 'bater a porta com força' Nos últimos dias da presidência de Obama, a retórica antirussa se reforçou. 

A Casa Branca ameaça o Kremlin de "resposta adequada" pela interferência, alegadamente realizada por "hackers russos", nas eleições norte-americanas, a administração Obama expande as sanções antirrussas — tudo exatamente um mês antes da posse do novo presidente. 

Ao mesmo tempo, o republicano Donald Trump, que vai tomar a posse oficialmente como presidente dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro de 2017, dedicou uma parte significativa do seu programa eleitoral às relações com a Rússia. 

O presidente eleito não pretende vê-la como o principal inimigo geopolítico do seu país e está pronto a cooperar com a Rússia em uma série de áreas — incluindo a luta contra o terrorismo no Oriente Médio. 

É óbvio que a decisão de Obama é contrária à política do seu sucessor. Mais um exemplo. Trump promete aos americanos a criação de um grande número de novos postos de trabalho, inclusive através da remoção de todas as restrições à mineração na América. 

Barack Obama introduz a proibição da produção de petróleo e gás em grandes áreas do Ártico e Atlântico, como foi relatado em um comunicado conjunto dos dois governos — dos Estados Unidos e do Canadá. A proibição se deve a uma série de causas ecológicas e foi introduzida no mesmo dia em que as sanções antirrussas foram alargadas.

Obama pretende prolongar a política do seu gabinete. Para isso, ele toma decisões precipitadas que contradizem diretamente as intenções de seu sucessor, como se estivesse tentando definir o vetor da actividade da administração Trump no período inicial de seu funcionamento, diz o americanista e professor da Universidade de Finanças do governo russo, Gevorg Mirzayan.

Isto pode ser comparado com a forma como as tropas em retirada colocam minas em estradas e pontes, dificultando o avanço de seu inimigo que as persegue. 

Preocupações vãs? "Estes esforços são na sua maior parte infrutíferos e, provavelmente, são apenas demonstrativos. Todas as decisões tomadas pelo presidente anterior podem ser canceladas pelo novo presidente, todas as proibições impostas — retiradas.

Outra coisa é que para isto é precisa certa vontade política. Será mais difícil o cancelamento das decisões aprovadas pelo Congresso, mas aqui também não deve haver nenhum problema, porque tanto a Câmara quanto o Senado hoje em dia são controlados pelo partido republicano, então, presumivelmente, Trump não terá quaisquer obstáculos especiais em superar as consequências da política de seu antecessor", disse Gevorg Mirzayan. 

A proibição da exploração de jazidas de petróleo, provavelmente, não será fácil de cancelar — tanto porque a ordem executiva de Obama está relacionada com a decisão do Governo, como porque ela se baseia na interpretação das normas da lei de 1953. 

Alguns especialistas sugerem que cancelá-la poderá demorar anos de litígios. Relativamente às sanções impostas pelo presidente ou pela sua administração, o novo presidente pode cancelá-las de uma penada. 
O Ato sobre Estabilidade e Democracia na Ucrânia (Stability and Democracy (STAND) for Ukraine act), sobre o qual se fala no Congresso desde a primavera, poderia impedir disso. 

Este documento prevê o relacionamento do cancelamento das sanções antirrussas com o estatuto da Crimeia — elas podem ser removidas se o presidente fornecer ao Congresso a confirmação do "restabelecimento da soberania da Ucrânia sobre a Crimeia" ou que "a decisão sobre o estatuto da península foi aprovada sob controle internacional e foi reconhecida por um governo ucraniano democraticamente eleito". 

A lei deverá ser válida por cinco anos. No meio de dezembro se soube que o Senado dos Estados Unidos retirou da discussão este projeto de lei. A mídia dos EUA diz que por trás de tudo isso estão os lobistas da companhia petrolífera Exxon Mobil, o chefe da qual, Rex Tillerson, será nomeado por Donald Trump para o cargo de Secretário de Estado. 

Chegar a um acordo com ‘os seus' Parte das sanções antirrussas foi introduzida por decisão do Congresso, e se Trump realmente quer removê-las, para isso ele vai precisar do apoio de ambas as câmaras. Isso não deve ser um problema, porque republicanos constituem a maioria nas câmaras baixa e alta, disse Gevorg Mirzayan. "Tudo isso é muito mais complexo, duvida o politólogo do consórcio de comunicações Minchenko Consulting, Yevgeny Minchenko. 

Ele lembra que no Partido Republicano hoje não há unidade de opiniões em muitas questões, inclusive sobre a construção de relações com a Rússia. Por isso, o cancelamento das sanções impostas através de ordens executivas (ou seja, pessoalmente pelo presidente) significará um desperdício de capital político pessoal — do seu prestígio no partido. 

"Os republicanos têm hoje a maioria em ambas as câmaras do Congresso, depois da nomeação do Juiz Supremo eles terão a maioria no Supremo Tribunal Federal, eles controlam a maioria dos governadores e assembleias legislativas regionais. Tal dominância do Partido Republicano não existe nos EUA desde 1924. 

Ao mesmo tempo, muitos republicanos proeminentes são ainda mais radicais em relação à Rússia que Obama, a quem eles criticaram por sua política muito "suave", na opinião deles, em relação a Vladimir Putin", diz Yevgeny Minchenko.

"O principal objetivo de Trump, agora e nos primeiros meses de sua presidência, será o desenvolvimento de consensos com o Partido Republicano em todos os aspectos mais importantes da sua política futura. Ele terá que chegar a acordos — inclusive com aqueles que ocupam posições diametralmente opostas", acredita Gevorg Mirzayan.

Um indicador de como Trump conseguirá isso será a aprovação para o cargo de Secretário de Estado do chefe da Exxon Mobil, Rex Tillerson, que em muito compartilha as ideias do presidente eleito — especialmente sobre as relações com a Rússia. 

"Se a aprovação de Tillerson for bem sucedida, isso significará que o Partido Republicano chegou a acordo com Trump. No entanto, ele só poderá conseguir isso através de concessões mútuas, por isso ele, provavelmente, terá que desistir de algumas de suas intenções e promessas", diz Mirzayan. 

"Pato manco" tenta andar O presidente, cujos plenos poderes estão expirando, nos EUA é chamado de "pato manco" desde meados do século XIX. O Chefe de Estado, que deve em breve deixar de sê-lo, em regra tenta evitar quaisquer decisões políticas radicais para não complicar o trabalho de seu sucessor e não colocar sobre ele o peso da responsabilidade por seus próprios passos controversos. 

Esta é uma das tradições da democracia americana — uma das partes dela tão inalienáveis como a continuidade do poder, que em muitos aspectos deve ser mantida, independentemente de qual o partido vencedor.


Eis um exemplo. Em 1952, o republicano Dwight D. Eisenhower substituiu no cargo de presidente o democrata Harry Truman. No entanto, durante mais dois meses após assumir o cargo ele continuou discutindo os problemas de política interna e externa com o seu antecessor.

Outro precedente completamente diferente criou Bill Clinton, que em 2001 indultou cerca de mil e quinhentas pessoas condenadas por vários crimes, inclusive o seu irmão Roger. 

Clinton assinou o decreto de perdão poucas horas antes do termo do seu mandato, e nos Estados Unidos ele ainda é culpado por esse fato. Barack Obama pode, se não ofuscar, pelo menos continuar o que foi feito por Bill Clinton. O presidente, cuja indecisão durante todos os oito anos dos seus mandatos deu muito que falar nos EUA, já depois de reeleito tomou decisões graves, diretamente contrárias às intenções do seu sucessor.






terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Abster-se diante do barbarismo islâmico

Abster-se diante do barbarismo islâmico
Por Stephen Z. Nemo - 27 de dezembro de 2016
Os EUA se abstiveram na resolução 2334 da ONU, permitindo que a resolução anti-Israel fosse aprovada. A administração Obama se absteve em favor da barbárie islâmica contra Israel.
Conselho de Segurança dos EUA.

WASHINGTON , 27 de dezembro de 2016 - Na sexta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas votou 14-0 para passar uma resolução condenando Israel para a construção de assentamentos em "ocupado" territórios palestinos. 

Foi a primeira resolução sobre Israel e os palestinos adotada pelo Conselho de Segurança em oito anos.

Como membro permanente do CSNU, os Estados Unidos tinham o poder de vetar a resolução. Em vez disso, a embaixadora americana Samantha Power absteve-se.

A resolução condenou "todas as medidas israelenses" destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o estatuto do território palestino ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental ".

O embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Samantha Power, se absteve durante a votação do Conselho de Segurança

Mudanças "que alteram a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino", nas palavras da resolução, começaram muito antes de 1967. Eles começaram com o cerco de Jerusalém em 637 dC por Abu Ubaidah do califado islâmico de Rashidun.


A conquista islâmica do Oriente Médio hoje apagou os vestígios da civilização ocidental nessa parte do mundo. 

Calif Omar ordenou que a grande biblioteca de Alexandria fosse posta à tocha, dizendo que aqueles manuscritos de acordo com o Corão não eram "necessários", enquanto que aqueles em desacordo "não são desejados. Destrua-os, portanto.


Entregues às chamas da intolerância eram obras de matemático grego Arquimedes sobre a construção de calculadoras astronômicos (ver o mecanismo de Antikythera ) e por Aristarco de Samos no tocante a nosso sistema solar heliocêntrico.

Assim começou a apropriadamente chamado Dark Ages.


Tradução: Google