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domingo, 24 de março de 2019

Com tropas, aviões militares russos pousam na Venezuela


Com tropas, aviões militares russos pousam na Venezuela

3 hours ago Internacional 24/03/2019

Aeronaves estariam levando uma autoridade de defesa russa e quase cem soldados, segundo agências


CARACAS

Em meio a um fortalecimento dos laços entre Caracas e Moscou, dois aviões da Força Aérea russa desembarcaram neste sábado (23) no aeroporto de Maiquetía, nos arredores de Caracas.


As aeronaves estariam levando uma autoridade de defesa russa e quase cem soldados, segundo informações das agências de notícias.

Um dos aviões, com a bandeira russa, estaria sob vigilância da Guarda Nacional.

Um site de rastreamento de voos mostrou que as aeronaves partiram de um aeroporto militar russo para Caracas na sexta (22). 

Um deles já teria partido de Caracas neste domingo (24).

Acredita-se que estavam a bordo o general Vasily Tonkoshkurov, diretor do alto comando das Forças Armadas russas, além de uma carga de cerca de 35 toneladas de equipamentos pertencentes aos militares.

Não está claro, ainda, o motivo da chegada dos aviões no país. 

O desembarque ocorre três meses depois de as duas nações realizarem exercícios militares em solo venezuelano, acontecimento classificado por Washington como invasão russa na região.


Imagem de avião com a bandeira russa neste domingo (24), no aeroporto internacional Simon Bolivar em Caracas, na Venezuela – 
Carlos Jasso/Reuters

Contatadas pela agência France Presse, nem as autoridades venezuelanas nem a embaixada da Rússia em Caracas se manifestaram.

Rússia e China, principais credores da dívida externa da Venezuela, foram dois dos maiores aliados do governo do ditador Nicolas Maduro em meio à crescente pressão internacional para que ele abandone o poder.

Os Estados Unidos impuseram sanções financeiras contra a Venezuela e sua estatal petrolífera PDVSA. 

No próximo dia 28 de abril, um embargo de Washington às exportações venezuelanas de petróleo entrará em vigor.

A administração de Donald Trump é um dos 50 governos que reconhecem o líder da oposição, Juan Guaidó, chefe do Parlamento, como presidente da Venezuela.

A colaboração militar entre Caracas e Moscou foi fortalecida desde o início do chavismo, com a compra de equipamentos e armas militares.

AFP e REUTERS


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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

'Pior que Obama não vai ser', diz Maduro sobre Trump

'Pior que Obama não vai ser', diz Maduro sobre Trump
AMÉRICAS 01:10 17.01.2017(atualizado 01:30 17.01.2017)
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala e gesticula durante um encontro com o Comitê Executivo do Foro de São Paulo em 11 de janeiro de 2017
© AFP 2016/ INTI OCON

O chefe de Estado da Venezuela, Nicolas Maduro, disse nesta segunda-feira (16) que prefere "esperar" antes de expressar suas expectativas sobre a administração do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e disse que há uma campanha de ódio contra o republicano.


"Sobre o presidente Donald Trump os grandes meios de comunicação internacionais têm especulado muito e somos surpreendidos com a campanha de ódio que há contra Donald Trump (…). 

Eu digo, esperemos, para ver o que acontece… não nos antecipemos aos acontecimentos; nesse sentido quero ser prudente, pior que Obama não vai ser", disse o presidente venezuelano.

Durante uma entrevista coletiva, Maduro disse que Obama deixou um legado que a grande mídia quer "esconder". Segundo ele, Obama "deixa a África destruída, deixa destruído o Oriente Médio,

em guerra, deixa o mundo assolado pelo terrorismo e, na América Latina, três golpes de Estado o recordarão”, disse Maduro, em referência a Honduras, Paraguai e Brasil.

Além disso, o líder venezuelano confirmou o desejo de seu governo de ter relações de "respeito, comunicação e cooperação" com os Estados Unidos.





terça-feira, 25 de outubro de 2016

Brasil fecha fronteira URGENTE, ‘Golpe de Estado na Venezuela’ pode causar invasão em massa

Brasil fecha fronteira URGENTE, ‘Golpe de Estado na Venezuela’ pode causar invasão em massa
O preço de alguns alimentos quase dobrou nos últimos meses. Nas ruas da cidade, é possível ver fardos e mais fardos de arroz, açúcar, feijão e trigo
por Polyana Galdino24 de outubro de 2016, 16:45
 fronteira
O poder legislativo dominado pela oposição na Venuezela declarou neste domingo (23) que o “regime” do presidente Nicolas Maduro cometeu um “golpe de Estado” com a decisão do Conselho Nacional Eleitoral de suspender a recolha de assinaturas em favor do processo revogatório do mandato do líder chavista.
Esta declaração deverá aumentar a invasão de refugiados venezuelanos no território Brasileiro. Hoje, Roraima é o refúgio dos venezuelanos. Em Pacaraima, na fronteira com o país presidido por Nicolás Maduro, o comércio está funcionando todos os dias. O preço de alguns alimentos quase dobrou nos últimos meses. Nas ruas da cidade, é possível ver fardos e mais fardos de arroz, açúcar, feijão e trigo.

Declarado o golpe de estado na Venezuela, o país se torna oficialmente uma ditadura perante ao mundo. A falta de alimentos e produtos básicos irá se agravar e com isso, mais venezuelanos irão se arriscar fugindo do país.
O governo de Roraima anunciou que vai criar um ‘gabinete de emergência’ para lidar com o fluxo de refugiados venezuelanos que atravessam a fronteira seca ao norte do Brasil buscando melhores condições de vida no País. As autoridades não têm uma contagem precisa do número de pessoas que já entraram no território brasileiro em tais condições, mas estimam que já passem dos 30 mil. Após a declaração de ontem, este número deve aumentar bruscamente em poucos meses.

O Itamaraty vai soltar uma nota oficial sobre os acontecimentos na Venezuela. A nota dirá que o Brasil acompanha “com crescente preocupação os eventos na Venezuela” e que o adiamento do referendo “não contribui para a pacificação e para o diálogo”.  Posteriormente, o Exército Brasileiro deverá se pronunciar em um tom muito mais preocupante que o do Itamaraty.

(Via Agencia)