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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Tulsi Gabbard diz a verdade sobre a Síria e é esmagada pela mídia

Tulsi Gabbard diz a verdade sobre a Síria e é esmagada pela mídia
18:45 29.01.2017(atualizado 04:46 30.01.2017) 
 US Representative Tulsi Gabbard speaks during Day 2 of the Democratic National Convention at the Wells Fargo Center in Philadelphia, Pennsylvania, July 26, 2016
© AFP 2016/ Timothy A. CLARY

Os principais meios de comunicação dos EUA, especialistas e autoridades vêm tentando de todas as formas manchar a reputação da congressista Tulsi Gabbard, que viajou para a Síria no início deste mês. 
Gabbard criticou em rede nacional, a política de financiamento dos EUA em armar terroristas afiliados à Al Qaeda.

Conhecida apoiadora de Bernie Sanders e ex-vice-presidente do Comitê Nacional Democrata (posição que renunciou em fevereiro do ano passado), Gabbard viajou em uma missão de investigação à Síria no início deste ano. Lá, a congressista se encontrou com o presidente Bashar Assad.

Veterana de guerra com duas incursões ao Iraque no currículo, Gabbard defendeu na quinta-feira, a decisão de se encontrar com o presidente sírio. "Se professarmos verdadeiramente o cuidado com o povo sírio, sobre o seu sofrimento, então temos de ser capazes de encontrar-se com qualquer um que precisamos se houver a possibilidade de que possamos alcançar a paz", disse ela durante entrevista à CNN.

Durante a entrevista, o âncora Jake Tapper afirmou que Assad é responsável pela violência no país e acusou Gabbard de "dar maior credibilidade ao presidente sírio", o congressista respondeu, enfatizando que "o que você pensa sobre o presidente Assad, o fato é que ele é o Presidente da Síria. Para que qualquer acordo de paz, para que haja qualquer possibilidade de um acordo de paz viável, tem que haver uma conversa com ele.

Gabbard sublinhou que este precisa ser o procedimento da diplomacia americana até os sírios determinem o destino de Assad, "o que acontece com o seu governo e seu futuro".

O que se seguiu foi um debate entre Gabbard e Tapper, que chamou Assad de "açougueiro" e disse que não havia democracia na Síria. Gabbard, que documentou suas conversas com os sírios comuns durante a viagem, disse que ouviu algo muito diferente do que a narrativa da mídia está apresentando.

— Vou contar-lhe o que ouvi do povo sírio que conheci andando pelas ruas de Aleppo, em Damasco — disse a congressista. "Eles expressaram contentamento e alegria ao verem um americano andando pelas ruas, mas [perguntaram]: por que os Estados Unidos, seus aliados e outros países estão fornecendo apoio e armas a grupos terroristas como al-Nusra (al- Qaeda), Ahrar al-Sham, ISIS que estão estuprando, sequestrando, torturando e matando o povo sírio?"

Eles me perguntaram: Por que os Estados Unidos e seus aliados estão apoiando esses grupos terroristas que estão destruindo a Síria, quando foi a Al-Qaeda a atacar os Estados Unidos no  11 de setembro e não a Síria. Eu não tinha uma resposta para eles", Gabbard sublinhou.

Com Tapper insistindo que os Estados Unidos só prestaram assistência aos chamados rebeldes moderados, Gabbard respondeu, dizendo que "em toda parte, cada pessoa com quem falei, fiz essa pergunta, e sem hesitação disseram que não havia rebeldes moderados".

"Independentemente do nome desses grupos, a força de combate mais forte no terreno na Síria é al-Nusra (al-Qaeda) e o Daesh — isso é um fato", enfatizou Gabbard. "Há vários outros grupos diferentes, todos eles essencialmente estão lutando ao lado, com ou sob o comando do grupo mais forte no terreno que está tentando derrubar Assad".

Desde que retornou de sua viagem e da entrevista da CNN, Gabbard foi abertamente atacada por jornalistas nas principais mídias, pelos colegas membros do Congresso e por especialistas de todos os tipos. O congressista Adam Kinzinger, por exemplo, criticou-a por fazer a viagem, e disse que esperava que ela não tenha se encontrado com o "açougueiro Assad".

Fact-finding mission? Fact: 50,000+ dead children in . @TulsiGabbard, I hope you didn't meet with their butcher, . https://twitter.com/ForeignPolicy/status/821745140440199168 …
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Daily Kos chamou Gabbard de "um fantoche para o ditador da Síria", enquanto o Daily Beast manchetou um artigo com os dizeres "Tulsi Gabbard corteja fascistas na Síria". O ex-assessor de segurança nacional da Câmara dos Deputados, Evan McMullin, difamou-a dizendo que "ela desfruta do apoio da rede de propaganda de Putin na América, @RT_America", simplesmente porque o canal russo RT publicou uma matéria sobre sua viagem. O Washington Post, por sua vez, criticou Gabbard por "minar" as "deliberações políticas mais amplas de Washington sobre como abordar a Síria".

O especialista em Oriente Médio, Charles Lister, criticou o projeto de lei assinado por Gabbard, que classificaria como terroristas vários grupos rebeldes apoiados pelos EUA.

.@TulsiGabbard’s trip to  was arranged by “AACCESS" & its head Bassam Khawam, a socialist &  supporter:https://twitter.com/KenanRahmani/status/824494687599759361 …
I wonder if @TulsiGabbard knows that the 2 “CIA-backed” groups her proposed legislation labels as “terrorists” are fighting AQ as we speak?
Gostaria de saber se @TulsiGabbard sabe que os 2 grupos "apoiados pela CIA", que seu projeto de lei propõe classificar como "terroristas" estão lutando contra Al-Quaeda enquanto falamos?

O tweet provocou uma divertida resposta do comediante e comentarista político norte-americano Jimmy Dore, cuja resposta recebeu três vezes mais retweets.

I wonder if Charles Lister knows that AQ is fighting back with weapons U.S. provided them?  https://twitter.com/charles_lister/status/824646521291493376 …

Eu me pergunto se Charles Lister sabe que a Al-Qaeda está lutando com armas que os EUA forneceram? #Quanto Mais Você Sabe 

Na sexta-feira, Gabbard disse ao comentarista de Fox News, Tucker Carlson, que acredita que o presidente Assad "está procurando o que nosso novo presidente, Donald Trump, veria como um interesse compartilhado com a Síria. O interesse compartilhado que ele viu foi o compromisso de derrotar o Daesh — este compromisso de derrotar esta ameaça terrorista que existe não só para o povo da Síria, mas para o Oriente Médio e para o mundo".


Perguntado sobre a viagem de Gabbard, e a reação histérica da mídia, o renomado especialista russo no Oriente Médio, Semyon Bagdasarov, disse à Radio Sputnik que acreditava que ela fez a viagem de forma independente e que a política dos EUA na região não deve mudar, No futuro próximo. 

Damasco, observou Bagdasarov, não deve esperar mudanças fundamentais na posição de Washington, "com a possível exceção de alguns esforços conjuntos dos EUA e da Rússia na luta contra o Daesh" no país.

"Os EUA não se resignaram [ao que está acontecendo]", disse o analista. "Outro dia, de acordo com fontes próximas à Federação [Curda] da Síria do Norte, os EUA abriram outra base norte-americana, composta por 800 funcionários, equipamentos, etc., em Al-Hasakah. 

A CIA está empenhada em executar suas tarefas Sim, o governo dos EUA está mudando, mas a tendência permanece — ninguém vai desistir na Síria ".





sexta-feira, 28 de outubro de 2016

‘Há algo de profundamente perturbador nas incessantes acusações contra a Rússia’

‘Há algo de profundamente perturbador nas incessantes acusações contra a Rússia’ 
© AP Photo/ Carolyn Kaster
OPINIÃO 02:12 28.10.2016(atualizado 02:18 28.10.2016)  
Presidente russo Vladimir Putin e presidente norte-americano Barack Obama reunem-se nas margens da cúpula do G20, México, 18 de junho de 2012
Não é preciso estar apaixonado pela personalidade do líder russo Vladimir Putin para entender que tem sido cada vez mais fácil para políticos do Ocidente culparem a Rússia do que considerar os verdadeiros das crises atuais, afirma a revista britânica Spiked. 

"Muitas pessoas parecem sentir-se perfeitamente confortáveis com esta animosidade contra a Rússia” – destaca colunista britânico Tim Black.  

Como exemplo, ele cita a cidade síria de Aleppo e argumenta, que, para muitos políticos ocidentais é vantajoso colocar a culpa na Rússia para assumir o papel de "defensores da paz". 

Ao mesmo tempo, segundo ele, o Ocidente faz vista grossa à sua própria cumplicidade na destruição da Síria, ao seu “desejo ignorante" de derrubar o presidente Bashar Assad e de apoiar os jihadistas, e isso sem mencionar o seu próprio bombardeio à Síria e ao Iraque ao longo de anos.

Torres do Kremlin de Moscou, agosto de 2016
© SPUTNIK/ NATALYA SELIVYORSTOVA
Mídia: por que Ocidente tem culpa do conflito com Rússia?

Para Tom Black, o mesmo aconteceu durante os Jogos Olímpicos no Rio, quando a mídia deu um destaque muito maior ao “sistema estatal de doping” da Rússia do que jamais foi dado a outros escândalos de corrupção no mundo dos esportes, como foi o “caso de Lance Armstrong, da empresa BALCO e dos ciclistas britânicos”, entre outros mencionados pelo autor.

Em seguida, o artigo denuncia as incitação para uma nova Guerra Fria, com destaque para as acusações apresentadas à Rússia com relação ao seu suposto envolvimento em ataques cibernéticos contra o sistema eleitoral dos EUA. 

“Não é preciso ser um estudante de relações internacionais para se dar conta de que a indignação pela interferência da Rússia – segundo os EUA – nas eleições americanas é um pouco exagerada, levando em conta que os próprios EUA interviram por décadas em assuntos democráticos de outras nações” –  explica o Tim Black.

Encontro dos líderes do Quarteto da Normandia em Berlim, Alemanha, 19 de outubro de 2016
© SPUTNIK/ MIKHAIL KLIMENTYEV
'Ocidente usa temas da Ucrânia e Síria para demonizar Rússia'

Na sua opinião, as tentativas de apresentar a Rússia como “um problema ameaçador” ou “uma potência militar a ser detida” são totalmente equivocadas. Segundo ele, as ações de Moscou “podem parecer bruscas”, mas se dão em resposta a ações de ouros países: “a Rússia não procura se expandir, mas se preservar”. 

O sonho de recriar um tipo de Império russo não de Putin, mas sim de alguns políticos ocidentais que sentem falta de “‘certezas’ associadas à época da Guerra Fria”, defende o artigo. 

“O problema aqui não está na Rússia, mas na imagem da Rússia que se instala na mente coletiva do Ocidente. Isso alimenta as tensões já existentes e potencialmente converte disputas negociáveis em conflitos abertos” – escreve Tim Black. “A Rússia não é o inimigo mortal do Ocidente, mas a admissibilidade de sentimentos anti-russos é tão notável”, que evoca suspeitas com relação ao real motivo disso tudo, conclui o autor.

FONTE: https://br.sputniknews.com/opiniao/201610286660817-opiniao-russia-ocidente-acusacoes/

sábado, 22 de outubro de 2016

Kremlin alerta para terríveis consequências da renúncia de Assad © Sputnik/ Michael Alaeddin

Kremlin alerta para terríveis consequências da renúncia de Assad
 © Sputnik/ Michael Alaeddin
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA 23:15 22.10.2016(atualizado 23:22 22.10.2016) 
Posto de controle do exército governamental na Síria

A renúncia do atual presidente da Síria, Bashar Assad, resultaria na vitória dos terroristas, uma nova onda de refugiados e na impossibilidade de uma solução política para o país, declarou hoje (22) o porta-voz oficial do presidente da Rússia, Dmitry Peskov. 

"Em caso de vitória, os terroristas deixarão de dar ouvidos aos seus ‘patrões’ ou manipuladores, o que poderia levar a novas ondas de refugiados ou – Deus não permita — a novos caminhões na França” – disse Peskov em entrevista ao canal russo Rossiya 1.

Ele destacou, no entanto, que hoje em dia há menos pessoas exigindo renúncia de Assad e que o tema “tampouco foi o principal problema” durante a reunião do Quarteto de Normandia sobre Síria em Berlim.

Piloto entra na caças Su-25 na base aérea Hmeymim (foto de arquivo)
 © SPUTNIK/ VADIM GRISHANKIN/SERVIÇO DE EMPRESA DO 
MINISTÉRIO DA DEFESA DA RÚSSIA Kremlin revela razão
 da presença militar russa na Síria

Peskov acrescentou ainda que "toda a comunidade mundial terá de trabalhar duro para resolver o problema da Síria no formato da cooperação multilateral”.

Nas suas palavras, alguns países “flertam com o diabo tentando derrubar Assad pelas mãos dos terroristas”, mas “se calam de vergonha” quando confrontados com a pergunta sobre o que será do país mediante a renúncia do líder sírio”. O político observou ainda que "não se pode exagerar a importância da operação conjunta anti-terrorista da Rússia e do Exército da Síria contra grupos jihadistas como Daesh e Frente al-Nusra [ambos proibidos na Rússia]”. Segundo ele, uma divisão do país "poderia trazer consequências catastróficas para toda a região".

FONTE:  https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/201610226616508-kremlin-laerta-consequencias-renuncia-assad/