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domingo, 11 de agosto de 2019

LULA IRÁ PARA CASA EM SETEMBRO, DIZ ELIO GASPARI


LULA IRÁ PARA CASA EM SETEMBRO, DIZ ELIO GASPARI

Escrito por Portal Click Política 11 de agosto de 2019

 Resultado de imagem para lula
Imagem do Google

Lula vai para casa em setembro. Quem aposta é o colunista Elio Gaspari, em sua coluna na Folha de S. Paulo. 
“Quem conhece as costuras das togas da magistratura acha que Lula pode ir para o regime semiaberto a partir do mês que vem. 

A decisão poderá vir do juízo de primeira instância. Se não vier, a questão irá para o Superior Tribunal de Justiça. 

Em último caso, a decisão será do Supremo Tribunal. 
O desfecho será a saída de Lula da carceragem da Polícia Federal”, diz ele.

Leia ainda reportagem da Rede Brasil Atual sobre a prisão política de Lula, denunciada por Noam Chomsky:

O linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky afirmou que os diálogos entre integrantes da Operação Lava Jato, divulgados pelo site The Intercept Brasil, em parceria com outros veículos da imprensa tradicional, revelam “esforços corruptos” do então juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, para prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 
“o principal preso político do mundo”, enquanto agia para proteger outro ex-presidente. 

“A insistência de evitar que FHC fosse investigado, enquanto fabricava acusações contra Lula, é uma coisa muito grave. 

Por isso, segundo qualquer parâmetro, Lula é um preso político, o principal preso político do mundo”, afirmou.

Em entrevista à revista Jacobin Brasil, durante visita a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Chomsky destacou que as reportagens da série da Vaza Jato 
“deixaram absolutamente claro que o juiz Moro era tudo menos um herói, ao contrário do que foi apresentado pela imprensa”. 

Ele lembrou que o então juiz sugeriu ao procurador Deltan Dallagnol que desse prosseguimento à denúncia contra Lula, mesmo não havendo provas suficientes para fundamentar a denúncia. 

“Quanto mais a corrupção de Moro é exposta, mais ele lança ataques para poder suprimi-la, mostrando o quão corrupto ele é — e fica mais claro o profundo ataque a democracia brasileira.”

Chomsky comparou a prisão de Lula à do filósofo comunista italiano Antônio Gramsci, “silenciado” pelo regime fascista de Benito Mussolini. 

Ele também destacou a estratégia de “demonização e vilanização da esquerda” através da difusão em massa de mentiras pelas das redes sociais, em especial o WhatsApp, em benefício de partidos e políticos de extrema-direita, seja no Brasil, na Alemanha, ou mesmo nos Estados Unidos.

“É exatamente isso que o golpe de direita fez no Brasil. 
No último verão, ficou claro que se Lula pudesse aparecer publicamente, ele ganharia as eleições. 
Então, era preciso fazer algo contra ele, colocá-lo em confinamento solitário, impedi-lo de fazer qualquer comunicação.

 Depois veio a campanha das redes sociais, grotesca, e é uma tendência que vai acontecer cada vez mais no mundo”, afirmou o linguista.

Lacaio dos EUA

Sobre a retórica belicista de presidente Jair Bolsonaro (PSL) contra a Venezuela, Chomsky afirmou que ele apenas segue, “como um mero lacaio”, as ordens dos Estados Unidos. 

Também declarou que as sanções norte-americanas impostas contra o governo de Nicolás Maduro, “tornaram a crise venezuelana uma catástrofe”, provocando a morte de dezenas de milhares de pessoas.


Ele comparou as ações contra a Venezuela ao cerco de seis décadas movido pelos Estados Unidos contra Cuba – desde o bloqueio econômico a ações tipicamente terroristas – após a Revolução de 1959, já que o “o sucesso de Cuba faria todo o sistema de dominação de Washington na América Latina erodir”. 

“Cuba é uma das vítimas. 
A Venezuela é outra. 
E Bolsonaro parece simplesmente seguir as ordens de Trump, então ele simplesmente segue as instruções que lhe são passadas.”


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domingo, 24 de março de 2019

Com tropas, aviões militares russos pousam na Venezuela


Com tropas, aviões militares russos pousam na Venezuela

3 hours ago Internacional 24/03/2019

Aeronaves estariam levando uma autoridade de defesa russa e quase cem soldados, segundo agências


CARACAS

Em meio a um fortalecimento dos laços entre Caracas e Moscou, dois aviões da Força Aérea russa desembarcaram neste sábado (23) no aeroporto de Maiquetía, nos arredores de Caracas.


As aeronaves estariam levando uma autoridade de defesa russa e quase cem soldados, segundo informações das agências de notícias.

Um dos aviões, com a bandeira russa, estaria sob vigilância da Guarda Nacional.

Um site de rastreamento de voos mostrou que as aeronaves partiram de um aeroporto militar russo para Caracas na sexta (22). 

Um deles já teria partido de Caracas neste domingo (24).

Acredita-se que estavam a bordo o general Vasily Tonkoshkurov, diretor do alto comando das Forças Armadas russas, além de uma carga de cerca de 35 toneladas de equipamentos pertencentes aos militares.

Não está claro, ainda, o motivo da chegada dos aviões no país. 

O desembarque ocorre três meses depois de as duas nações realizarem exercícios militares em solo venezuelano, acontecimento classificado por Washington como invasão russa na região.


Imagem de avião com a bandeira russa neste domingo (24), no aeroporto internacional Simon Bolivar em Caracas, na Venezuela – 
Carlos Jasso/Reuters

Contatadas pela agência France Presse, nem as autoridades venezuelanas nem a embaixada da Rússia em Caracas se manifestaram.

Rússia e China, principais credores da dívida externa da Venezuela, foram dois dos maiores aliados do governo do ditador Nicolas Maduro em meio à crescente pressão internacional para que ele abandone o poder.

Os Estados Unidos impuseram sanções financeiras contra a Venezuela e sua estatal petrolífera PDVSA. 

No próximo dia 28 de abril, um embargo de Washington às exportações venezuelanas de petróleo entrará em vigor.

A administração de Donald Trump é um dos 50 governos que reconhecem o líder da oposição, Juan Guaidó, chefe do Parlamento, como presidente da Venezuela.

A colaboração militar entre Caracas e Moscou foi fortalecida desde o início do chavismo, com a compra de equipamentos e armas militares.

AFP e REUTERS


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quinta-feira, 26 de julho de 2018

URGENTE: Bernie Sanders e mais 28 parlamentares americanos pedem Lula Livre


URGENTE: Bernie Sanders e mais 28 parlamentares americanos pedem Lula Livre

16 hours ago 26/07/2018 Política


Um grupo de 29 congressistas americanos, incluindo o senador Bernie Sanders, pré-candidato à presidência dos Estados Unidos em 2016, lançou um manifesto no qual pedem a libertação imediata de Lula e afirmam que “a luta contra a corrupção não deve ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou negar-lhes o direito de participar livremente das eleições”; 
os parlamentares denunciam a prisão política de Lula, com base em “acusações não comprovadas” e em um julgamento “altamente questionável e politizado”

247 – Um grupo de 29 congressistas americanos, incluindo o senador Bernie Sanders, que foi pré-candidato à presidência dos Estados Unidos em 2016, vai enviar nesta quinta-feira (26) ao governo brasileiro uma carta em que denuncia a prisão política de Lula, com base em “acusações não comprovadas” em um julgamento “altamente questionável e politizado”. 

Na carta, Lula é qualificado como “o principal candidato presidencial” para as eleições de outubro. 

Os parlamentares defendem ele responda ao processo em liberdade, e afirmam que “a luta contra a corrupção não deve ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou negar-lhes o direito de participar livremente das eleições”. 

A carta também aponta que membros das “forças de segurança do Estado podem estar implicados” no assassinato de Marielle Franco.

A carta será endereçada ao embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral.

Deputados americanos denunciam perseguição a Lula e objetivo político da Lava Jato

Publicado em 2 de mar de 2018


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domingo, 8 de abril de 2018

PESQUISADOR AMERICANO APONTA LULA COMO UM PRISIONEIRO DOS EUA


PESQUISADOR AMERICANO APONTA LULA COMO UM PRISIONEIRO DOS EUA



Em entrevista a Aline Piva, do Nocaute, o pesquisador Mark Weisbrot, do Centro para Pesquisas Econômicas e de Políticas Públicas, think-tank de Washington, diz que a Operação Lava Jato é orientada pelo Departamento de Justiça norte-americano.

“Os Estados Unidos estão obviamente envolvidos nas investigações”, diz ele. 

Segundo Weisbrot, será necessário realizar uma investigação independente para se descobrir qual a dimensão do papel dos Estados Unidos no golpe de 2016, que derrubou a presidente Dilma Rousseff ilegalmente e agora se fechou com a prisão de Lula.

Weisbrot diz esperar que, desta vez, a verdade apareça mais rapidamente do que no tocante ao golpe de 1964.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247


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segunda-feira, 19 de março de 2018

STF ACABOU! Cármen Lúcia É Acusada De Ter Feito Promessa A Globo Contra Lula; SAIBA!


STF ACABOU! Cármen Lúcia É Acusada De Ter Feito Promessa A Globo Contra Lula; SAIBA!


A presidente do Supremo Tribunal Federal , Cármen Lúcia, voltou aos estúdios da Globo, desta vez na Globonews, para prometer mais uma vez não pautar a revisão das prisões em segunda instância.

 “A decisão foi tomada em 2016 e tem repercussão geral. 

Não há nenhuma razão para que a matéria volte agora abstratamente, para levar à mudança da jurisprudência ou à mudança desse entendimento.

 Por isso é que, tendo a pauta, não cedo a que isto venha a acontecer porque não há razões para isso”, disse ela.

Os ministros mais experientes do STF, como Celso de Mello e Gilmar Mendes, querem a revisão antes de uma eventual prisão do ex-presidente Lula, que interessa à Globo e aos Estados Unidos, beneficiários do 
golpe de 2016. 

Na semana passada, a defesa do ex-presidente denunciou os vínculos da Lava Jato com autoridades judiciárias do governo norte-americano. 

Desde o golpe de 2016, o Brasil já entregou o pré-sal e a Embraer e, agora, se prepara para acabar com a política de software livre, favorecendo a Microsoft.

 Caso Lula seja preso na próxima semana, o golpe comandado a partir de Washington poderá se consolidar.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247


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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

New York Times diz que Moro é partidário e jogou democracia do Brasil no abismo

New York Times diz que Moro é partidário e jogou democracia do Brasil no abismo
23/01/2018
 

Artigo publicado nesta terça-feira no New York Times, assinado por Mark Weisbrot, aponta que, ao agir de forma partidária, o juiz Sergio Moro colocou a democracia brasileira à beira do abismo; 

ele afirma ainda que Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por evidêcias que jamais seriam levadas a sério num sistema judicial independente, como o dos Estados Unidos; por fim, ele afirma que se um Poder Judiciário politizado for capaz de barrar o líder político mais importante da história brasileira, o Brasil viverá uma calamidade; leia a íntegra

247 – Artigo publicado nesta terça-feira no New York Times, assinado por Mark Weisbrot, aponta que, ao agir de forma partidária, o juiz Sergio Moro colocou a democracia brasileira à beira do abismo.

Ele afirma ainda que o ex-presidente Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por evidências que jamais seriam levadas a sério num sistema judicial independente, como o 
dos Estados Unidos.

Por fim, Weisbrot diz que se um Poder Judiciário politizado for capaz de barrar o líder político mais importante da história brasileira, o Brasil viverá uma calamidade.

Leia, abaixo, a íntegra:

WASHINGTON – A regra da lei e a independência do judiciário são realizações frágeis em muitos países – e susceptíveis a reversões bruscas.

O Brasil, o último país do mundo ocidental a abolir a escravidão, é uma democracia bastante jovem, tendo surgido da ditadura há apenas três décadas. 

Nos últimos dois anos, o que poderia ter sido um avanço histórico – o governo do Partido dos Trabalhadores concedeu autonomia ao judiciário para investigar e processar a corrupção oficial –
 tornou-se contrário. 

Como resultado, a democracia brasileira agora é mais fraca do que aconteceu desde que o governo militar acabou

Esta semana, que a democracia pode ser mais corroída quando um tribunal de apelação de três juízes decidir se a figura política mais popular do país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Partido dos Trabalhadores, será impedido de competir nas eleições presidenciais de 2018 , ou mesmo preso.

Não há muita pretensão de que o tribunal seja imparcial. 
O presidente do painel de apelação já elogiou a decisão do juiz de julgamento de condenar o Sr. da Silva por corrupção como “tecnicamente irrepreensível”, e o chefe de gabinete do juiz postou em sua página no Facebook uma petição pedindo a prisão do Sr. Silva.

O juiz de julgamento, Sérgio Moro, demonstrou seu próprio partidarismo em numerosas ocasiões. 

Ele teve que pedir desculpas ao Supremo Tribunal em 2016 por divulgar conversas telefônicas entre o Sr. da Silva e a presidente Dilma Rousseff, seu advogado e sua esposa e filhos. 

O juiz Moro organizou um espetáculo para a imprensa em que a polícia apareceu na casa do Sr. da Silva e levou-o para interrogatório – apesar de o Sr. da Silva ter dito que iria denunciar voluntariamente para interrogatório.

A evidência contra o Sr. da Silva está muito abaixo dos padrões que seriam levados a sério, por exemplo, no sistema judicial dos Estados Unidos.

Ele é acusado de ter aceitado um suborno de uma grande empresa de construção, chamada OEA, que foi processada no esquema de corrupção “Carwash” no Brasil. 

Esse escândalo de vários bilhões de dólares envolveu empresas que pagam grandes subornos a funcionários da Petrobras, empresa estatal de petróleo, para obter contratos a preços grosseiramente inflacionados.

O suborno alegadamente recebido pelo Sr. da Silva é um apartamento de propriedade da OEA. 

Mas não há provas documentais de que o Sr. da Silva ou sua esposa já tenham recebido títulos, alugados ou mesmo ficaram no apartamento, nem que tentaram aceitar esse presente.

A evidência contra o Sr. da Silva baseia-se no testemunho de um executivo da OEA condenado, José Aldemário Pinheiro Filho, que sofreu uma pena de prisão reduzida em troca da evidência do 
estado de viragem. 

Segundo o relato do importante jornal brasileiro Folha de São Paulo, o Sr. Pinheiro foi impedido de negociar a súplica quando ele originalmente contou a mesma história que o Sr. da Silva sobre o apartamento. 

Ele também passou cerca de seis meses na prisão preventiva. (Esta evidência é discutida no documento de sentença de 238 páginas).

Mas essa escassa evidência foi suficiente para o juiz Moro. 
Em algo que os americanos poderiam considerar como um processo de canguru, condenou o Sr. da Silva a nove anos e meio de prisão.

O estado de direito no Brasil já havia sido atingido por um golpe devastador em 2016, quando a deputada do Sr. Silva, Sra. Rousseff, eleita em 2010 e reeleita em 2014, foi acusada e demitida do cargo. 

A maior parte do mundo (e talvez a maioria do Brasil) pode acreditar que ela foi acusada de corrupção. 

Na verdade, ela foi acusada de uma manobra contábil que temporariamente fez com que o déficit orçamentário federal fosse menor do que seria de outra forma. 
Era algo que outros presidentes e governadores faziam sem consequências. 

E o próprio promotor federal do governo concluiu que não era um crime.


Embora houvesse funcionários envolvidos na corrupção de partidos em todo o espectro político, incluindo o Partido dos Trabalhadores, não houve acusações de corrupção contra a Sra. Rousseff no processo de impeachment.

O Sr. da Silva continua a ser o corredor da frente nas eleições de outubro por causa do sucesso dele e do partido em reverter um longo declínio econômico. 

De 1980 a 2003, a economia brasileira mal cresceu, cerca de 0,2 por cento anualmente per capita. O Sr. da Silva assumiu o cargo em 2003 e a Sra. Rousseff em 2011. Em 2014, a pobreza foi reduzida em 55% e a pobreza extrema em 65%. 

O salário mínimo real aumentou 76%, o salário real geral aumentou 35%, o desemprego atingiu níveis recordes e a infame desigualdade do Brasil 
finalmente caiu.

Mas em 2014, uma profunda recessão começou, e a direita brasileira conseguiu aproveitar a desaceleração para classificar o que muitos brasileiros consideram um golpe parlamentar.

Se o Sr. da Silva for impedido das eleições presidenciais, o resultado poderia ter pouca legitimidade, como nas eleições hondurenhas de novembro, que eram amplamente vistas como roubadas. 

Uma pesquisa do ano passado descobriu que 42,7% dos brasileiros acreditavam que o Sr. da Silva estava sendo perseguido pelos meios de comunicação e 
pelo judiciário. 
Uma eleição não-crivel pode ser politicamente desestabilizadora.

Talvez o mais importante, o Brasil se reconstituirá como uma forma de democracia eleitoral muito mais limitada, em que um judiciário politizado pode excluir um líder político popular de se candidatar a cargos.

 Isso seria uma calamidade para os brasileiros, a região e o mundo.

Leia, também, o texto original em inglês:

Brazil’s Democracy Pushed Into the Abyss
WASHINGTON — The rule of law and the independence of the judiciary are fragile achievements in many countries — and susceptible to sharp reversals.

Brazil, the last country in the Western world to abolish slavery, is a fairly young democracy, having emerged from dictatorship just three decades ago. In the past two years, what could have been a historic advancement ― the Workers’ Party government granted autonomy to the judiciary to investigate and prosecute official corruption ― has turned into its opposite. As a result, Brazil’s democracy is now weaker than it has been since military rule ended.

This week, that democracy may be further eroded as a three-judge appellate court decides whether the most popular political figure in the country, former President Luiz Inácio Lula da Silva of the Workers’ Party, will be barred from competing in the 2018 presidential election, or even jailed.

There is not much pretense that the court will be impartial. The presiding judge of the appellate panel has already praised the trial judge’s decision to convict Mr. da Silva for corruption as “technically irreproachable,” and the judge’s chief of staff posted on her Facebook page a petition calling for Mr. da Silva’s imprisonment.

The trial judge, Sérgio Moro, has demonstrated his own partisanship on numerous occasions. He had to apologize to the Supreme Court in 2016 for releasingwiretapped conversations between Mr. da Silva and President Dilma Rousseff, his lawyer, and his wife and children. 

Judge Moro arranged a spectacle for the press in which the police showed up at Mr. da Silva’s home and took him away for questioning — even though Mr. da Silva had said he would report voluntarily for questioning.

The evidence against Mr. da Silva is far below the standards that would be taken seriously in, for example, the United States’ judicial system.

He is accused of having accepted a bribe from a big construction company, called OAS, which was prosecuted in Brazil’s “Carwash” corruption scheme.

 That multibillion-dollar scandal involved companies paying large bribes to officials of the state-owned oil company, Petrobras, to obtain contracts at grossly inflated prices.

The bribe alleged to have been received by Mr. da Silva is an apartment owned by OAS. But there is no documentary evidence that either Mr. da Silva or his wife ever received title to, rented or even stayed in the apartment, nor that they tried to accept this gift.
The evidence against Mr. 

da Silva is based on the testimony of one convicted OAS executive, José Aldemário Pinheiro Filho, who had his prison sentence reduced in exchange for turning state’s evidence. According to reporting by the prominent Brazilian newspaper Folha de São Paulo, Mr. Pinheiro was blocked from plea bargaining when he originally told the same story as Mr. da Silva 
about the apartment. 

He also spent about six months in pretrial detention. (This evidence is discussed in the 238-page sentencing document.)

But this scanty evidence was enough for Judge Moro. In something that Americans might consider to be a kangaroo court proceeding, he sentenced Mr. da Silva to nine and a half years in prison.

The rule of law in Brazil had already been dealt a devastating blow in 2016 when Mr. da Silva’s successor, Ms. Rousseff, who was elected in 2010 and re-elected in 2014, was impeached and removed 
from office. 

Most of the world (and possibly most of Brazil) may believe that she was impeached for corruption. 

In fact, she was accused of an accounting maneuver that temporarily made the federal budget deficit look smaller than it otherwise would appear. 

It was something that other presidents and governors had done without consequences. 

And the government’s own federal prosecutor concluded that it was not a crime.

While there were officials involved in corruption from parties across the political spectrum, including the Workers’ Party, there were no charges of corruption against Ms. Rousseff in the impeachment proceedings.

Mr. da Silva remains the front-runner in the October election because of his and the party’s success in reversing a long economic decline. 

From 1980 to 2003, the Brazilian economy barely grew at all, about 0.2 percent annually per capita. Mr. da Silva took office in 2003, and Ms. Rousseff in 2011.

 By 2014, poverty had been reduced by 55 percent and extreme poverty by 65 percent. The real minimum wage increased by 76 percent, real wages overall had risen 35 percent, unemployment hit record lows, and Brazil’s infamous inequality had finally fallen.

But in 2014, a deep recession began, and the Brazilian right was able to take advantage of the downturn to stage what many Brazilians consider a 
parliamentary coup.

If Mr. da Silva is barred from the presidential election, the result could have very little legitimacy, as in the Honduran election in November that was widely seen as stolen. 

A poll last year found that 42.7 percent of Brazilians believed that Mr. da Silva was being persecuted by the news media and the judiciary. 

A noncredible election could be politically destabilizing.
Perhaps most important, Brazil will have reconstituted itself as a much more limited form of electoral democracy, in which a politicized judiciary can exclude a popular political leader from running for office.

That would be a calamity for Brazilians, the region and the world.



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