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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

PF identifica supostos emissários de R$ 28,2 milhões a Aécio


PF identifica supostos emissários de R$ 28,2 milhões a Aécio

Estadão Conteúdo 4 horas atrás 13/02/2019

 O senador Aécio Neves volta ao Senado após sessão onde senadores derrubaram seu afastamento pela Primeira Turma do STF – 18/10/2017
© Sergio LIMA O senador Aécio Neves volta ao Senado após sessão onde senadores derrubaram seu afastamento pela Primeira Turma do STF – 18/10/2017


(PF) pediu mais 60 dias para investigar o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) em inquérito que mira supostos repasses de 50 milhões de reais das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht oriundos de contratos para as usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia.

 Os investigadores afirmam ter localizado empresários que alugaram uma sala comercial no bairro de Ipanema, na zona sul do Rio, onde teriam sido entregues 28,2 milhões de reais em espécie.

Neste inquérito, delatores da Odebrecht afirmam que o tucano teria defendido os interesses da empreiteira nas usinas hidrelétricas do Rio Madeira, Jirau e Santo Antônio. 

Os executivos dizem que repasses eram acertados com o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, aliado do tucano, e destinados à campanha de Aécio em 2010.

A maioria dos depósitos teria sido feita em uma conta em Cingapura controlada por Alexandre Accioly, empresário amigo do deputado, que é dono da rede de academias Bodytech. 

Nos autos, Accioly nega ser intermediário do tucano.

 Relatório da PF revela pagamentos de 900.000 de dólares da Odebrecht a contas no exterior.

Um dos delatores chamados a depor foi Enio Augusto Pereira e Silva, da Odebrecht, que falou à PF em dezembro de 2018. 

Ele citou pagamentos relacionados a “Mineirinho”, codinome de Aécio nas planilhas da empreiteiras segundo delatores, e mencionou uma reunião entre Dimas Toledo e outro executivo da empreiteira, Henrique Valladares.

A Polícia Federal fez perícias nos sistemas de contabilidade paralela da Odebrecht para identificar dados relacionados às entregas ao codinome “Mineirinho”. 

“Foi possível, por meio de pesquisas em relatórios derivados dos sistemas MyWebDay (Subseção 1.3) e Drousys (Subseção 1.1), extrair informações a respeito de registros de pagamentos ao codinome ‘Mineirinho’ alocados no centro de custos/obra “UA77222 – Projeto Madeira”, diz o relatório.

A PF citou vinte repasses que somam 28,2 milhões a um intermediário de nome “Antônio”, em endereço localizado na Rua Visconde de Pirajá, no bairro de Ipanema, Rio de Janeiro. 

As entregas de dinheiro teriam ocorrido entre junho de 2009 e dezembro de 2010. 

Também consta um número de telefone celular ao lado do suposto intermediário.

Segundo as investigações, no endereço citado, estava sediada a SOA & W Serviços de Digitação Ltda, representada por José Antonio Estevão Soares. 

O empresário, no entanto, faleceu em 2012, de acordo com cadastro da Receita Federal.

A PF afirma que o empresário “possivelmente era a pessoa conhecida por Antônio’, que é citada nos sistemas da empreiteira. 

Já o telefone para contato registrado ao lado de “Antonio” estaria em nome de Eduardo Luiz Alvarenga Lima.

Ao pedir a prorrogação do inquérito, no dia 1º de fevereiro, a PF ressaltou a necessidade de se ouvir Walter Mesquita, que foi sócio de José Antonio Soares, além de Eduardo Luiz Alvarenga Lima e outros delatores e testemunhas.

Defesa

O advogado Alberto Zacharias Toron, que defende o parlamentar tucano, se manifestou por meio de nota:

 “o deputado Aécio Neves desconhece o nome mencionado e qualquer endereço de suposta entrega de recursos por parte da empresa. 

Ele repudia ainda qualquer ilação que tenta vincular seu nome aos supostos fatos. 

Todas as doações feitas pela Odebrecht às campanhas do PSDB estão devidamente registradas junto à Justiça Eleitoral”, afirmou.


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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Lava Jato cancela delação da Andrade que atingiria em cheio Aécio

Lava Jato cancela delação da Andrade que atingiria em cheio Aécio
14/08/2017


Da Folha

A pouco mais de um mês de deixar o cargo, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, enviou sinais de que não quer mais saber da complementação da delação da Andrade Gutierrez.

A desistência ocorreu após procuradores questionarem se haveria relatos de crime envolvendo o ex-presidente Lula e teles e receberem um não como resposta.

A avaliação da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e em Brasília é que, sem Lula e sem teles, a complementação da delação da Andrade Gutierrez traria poucas novidades.

A empresa, que nasceu em Belo Horizonte, tem relações com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas os procuradores avaliam que os relatos dela sobre o tucano pouco acrescentariam ao que foi relatado pela Odebrecht e por Joesley Batista.

Os procuradores tinham interesse em três casos envolvendo empresas de telecomunicações porque a Andrade Gutierrez é uma das sócias da Oi e controlava a Telemar.

Os casos são os seguintes: 

1) o investimento de R$ 5 milhões feito em 2005 pela Telemar na Gamecorp, empresa de Fábio Luis Lula da Silva, o filho mais velho de Lula; 

2) a compra da Brasil Telecom em 2008 pela Telemar, negócio no qual o Banco do Brasil e o BNDES entraram com R$ 6,8 bilhões; e 

3) a história narrada pelo publicitário Marcos Valério, condenado no mensalão, de que a Portugal Telecom pagou propina de 2 milhões de euros ao PT.

A Andrade Gutierrez negou aos procuradores que tenha havido crime nesses três episódios, segundo a Folha apurou. 

No caso da Gamercorp, por exemplo, a empresa sustenta que fez o investimento porque um concorrente, o banqueiro Daniel Dantas, tinha planos de se aproximar de Lula por meio de aportes na empresa do filho.
(…)


sábado, 12 de agosto de 2017

JUIZ DE CURITIBA COM VERGONHA DO MINEIRINHO? Moro diz que foto ‘rosto com rosto’ com Aécio foi ‘momento infeliz’ de sua trajetória; CONFIRA AQUI!

JUIZ DE CURITIBA COM VERGONHA DO MINEIRINHO? Moro diz que foto ‘rosto com rosto’ com Aécio foi ‘momento infeliz’ de sua trajetória; CONFIRA AQUI!
12 de agosto de 2017
 

Entre aplausos e vaias, o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, afirmou em palestra em Heidelberg, na Alemanha, nesta sexta-feira (9), que as investigações sobre desvios de recursos da Petrobras são imparciais e não sofrem influência de interesses políticos.

Questionado pela DW Brasil sobre a criticada foto em que aparece rindo ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG) durante a premiação “Brasileiros do Ano de 2016”, da revista “IstoÉ”, Moro afirmou que o político não está sob sua jurisdição.

“Foi um evento público, e o senador não está sob investigação da Justiça Federal de Curitiba. 

Foi uma foto infeliz, mas não há nenhum caso envolvendo ele”, disse.

Aécio Neves, um dos políticos mais citados nas recentes delações de executivos da Odebrecht e de funcionários da Andrade Gutierrez, teria recebido propina de Furnas, estatal do setor elétrico.

Moro destacou que as investigações estão focadas na Petrobras e, por isso, é natural que políticos da oposição não apareçam. 

“Se o crime é provado, haverá consequências. O PTB, o Solidariedade, PP e PT aparecem nas investigações, então não posso ver onde está a parcialidade na condução das investigações”, disse.

Ele evitou comentar a notícia de que a Odebrecht teria pago caixa 2 ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014. “Casos envolvendo políticos são encaminhados ao Supremo”, argumentou.

O juiz disse discordar “totalmente” das críticas de que o processo legal não tem sido cumprido na Lava Jato.

 “A operação não é uma bruxa caçadora”, justificou ao dizer que não “joga com a política”. 

“Nenhuma prisão aconteceu com base em opiniões políticas, mas em evidências de que crimes foram cometidos.”

Para Moro, a Lava Jato dá ao Brasil a oportunidade de superar a “prática vergonhosa” de pagamento de propinas. 

“Há uma profunda erosão na confiança na democracia”, afirmou. 

“A Lava Jato revela que muito pode ser feito para combater a corrupção sistêmica.”

O juiz federal declarou que o Executivo e Legislativo precisam implementar políticas para combater a corrupção. Ao setor privado cabe implementar meios de controle interno para acabar com a “regra do jogo” do setor público, guiada pelo pagamento de propinas.

PROTESTOS

Um grupo de cerca de 30 juristas e acadêmicos enviou uma carta à Universidade de Heidelberg argumentando que Moro não tem credibilidade para discursar sobre combate à corrupção no Brasil, por ser “parcial” em favor de partidos como PSDB e PMDB.

“O juiz federal Sergio Moro incorreu em posturas as quais foram determinantes para o clima político de derrubada de um governo legítimo servindo, desta forma, aos piores interesses antidemocráticos”, diz o texto, em referência ao vazamento de uma escuta telefônica entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no período de crise pré-impeachment.

Na plateia, brasileiros levantaram cartazes com dizeres “Moro na cadeia” e “parcialidade fere a democracia”. Outros gritavam “Moro, meu herói”. 

Os grupos trocaram insultos.

Perguntado por uma pessoa na plateia por que divulgou os áudios de escutas telefônicas de Dilma, Moro afirmou que as pessoas têm o direito de saber o que seus governantes fazem.

“É estranho que numa democracia as pessoas reclamem de uma revelação como essa. 

Desde o início das investigações decidimos que não iríamos esconder nenhuma informação do público”, declarou ao ressaltar que a atitude “não foi uma exceção à regra”.

Moro não quis comentar a crise entre o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF) instalada nesta semana após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se negar a se afastar do cargo depois de determinação do ministro Marco Aurélio Mello.
Uol


terça-feira, 23 de maio de 2017

PF prende assessor de Temer e ex-governadores do DF por fraudes de quase R$ 1 bi no Mané Garrincha

PF prende assessor de Temer e ex-governadores do DF por fraudes de quase R$ 1 bi no Mané Garrincha
Operação Panatenaico está nas ruas para cumprir 15 mandados de busca de apreensão, 10 mandados de prisão temporária além de 3 conduções coercitivas
Fabio Serapião, Julia Affonso e Fausto Macedo
23 Maio 2017 | 07h11
 
Tadeu Filippelli. Foto: Wilton Júnior/Estadão

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 23, o ex-vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli (PMDB), atual assessor especial do presidente Michel Temer, e os ex-governador José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) na Operação Panatenaico

Em nota, o Ministério Público Federal, em Brasília, informou que também foi determinada a indisponibilidade de bens de 13 envolvidos até o limite de R$ 60 milhões. 

O objetivo das medidas cumpridas hoje é encontrar provas de que foi constituído um cartel entre várias empreiteiras para burlar e fraudar o caráter competitivo da licitação e assegurar, de forma antecipada, que os serviços e as obras fossem realizadas por consórcio constituído pelas empresas Andrade Gutierrez e Via Engenharia.

A ação investiga uma organização criminosa que fraudou e desviou recursos das obras de reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha para Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Orçadas em cerca de R$ 600 milhões, as obras no estádio custaram ao fim, em 2014, R$ 1,575 bilhão. 

O superfaturamento, portanto, pode ter chegado a quase R$ 900 milhões.

Entre os alvos das ações de hoje estão agentes públicos e ex-agentes públicos, construtoras e operadores das propinas ao longo de 3 gestões do Governo do Distrito Federal. 

A hipótese investigada pela Polícia Federal é que agentes públicos, com a intermediação de operadores de propinas, tenham realizado conluios e assim simulado procedimentos previstos em edital de licitação. 

A renovação do Estádio Mané Garrincha, ao contrário dos demais estádios da Copa do Mundo financiados com dinheiro público, não recebeu empréstimos do BNDES, mas sim da Terracap, mesmo que a estatal não tivesse este tipo de operação financeira prevista no rol de suas atividades.

 
José Roberto Arruda. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Em razão da obra do Mané Garrincha – a mais cara arena de toda Copa de 2014 –  ter sido realizada sem prévios estudos de viabilidade econômica, a Terracap, companhia estatal do DF com 49% de participação da União, encontra-se em estado de iminente insolvência.

Para recolher elementos que detalhem como operou o esquema criminoso que superfaturou a obra e lesou os cofres do GDF e da União, os cerca 80 policias envolvidos na operação foram divididos em 16 equipes. 

Devem ser cumpridos, no total, 15 mandados de busca de apreensão, 10 mandados de prisão temporária além de 3 conduções coercitivas. As medidas judiciais foram determinadas pela 10a. Vara da Justiça Federal no DF, todas as ações ocorrem em Brasília e arredores.

O nome da operação é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos jogos olímpicos. 

A história desta arena utilizada para a prática de esportes pelos helênicos, tida como uma das mais antigas do mundo, remonta à época clássica, quando estádio ainda tinha assentos de madeira. 

A construção foi toda remodelada em mármore, por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C. e foi ampliado e renovado por Herodes Ático, no ano 140 d.C., com uma capacidade de 50 mil assentos. 

Os restos da antiga estrutura foram escavados e restaurados, com fundos proporcionados para o renascimento dos Jogos Olímpicos. O estádio foi renovado pela segunda vez em 1895 para os Jogos Olímpicos de 1896.


Queridos amigos e leitores do blog, se vocês não ver postagem do meu blog SUED E POSPERIDADE nos grupos do facebook é porque o mesmo bloqueou as minhas postagens, que eu vejo como punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês podem acessar o blog pelo Google, G+1, twitter e Pinterest, ou no próprio blog, podem compartilhar as notícias para a página de vocês.

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quinta-feira, 13 de abril de 2017

MISTÉRIO: Quem é Accioly, amigo de Aécio citado por delator da Odebrecht juntamente com Diogo Mainardi

MISTÉRIO: Quem é Accioly, amigo de Aécio citado por delator da Odebrecht juntamente com Diogo Mainardi
13 de abril de 201
 

KIKO NOGUEIRA

Em seu depoimento à Lava Jato, Henrique Serrado do Prado Valladares, ex-vice-presidente da Odebrecht, contou que Aécio Neves recebeu R$ 50 milhões em troca de apoio ao consórcio da Odebrecht com a Andrade Gutierrez que disputou o leilão das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira.

O dinheiro teria sido depositado numa conta secreta em Cingapura em nome do empresário Alexandre Accioly, dono da academia BodyTech e velho amigo de Aécio — é padrinho de um de seus filhos.

Numa passagem, Valladares fala que encontrou os dois num restaurante no Rio de Janeiro. Estavam em companhia de Diogo Mainardi, um dos donos do blog Antagonista, vazador oficial da Lava Jato.

“Eu tinha ido para aquele restaurante, Gero, com a minha esposa para jantar. E estavam lá Aécio Neves sentado com Accioly, mais o cara que faz o Manhatann Connection… o Diogo Mainardi. Estavam reunidos na mesma mesa”, afirma.

“Na despedida, o governador Aécio Neves disse a mim: ‘Olha, Henrique, o Dimas Toledo [então diretor de Furnas], nosso amigo comum, vai lhe procurar’. Simplesmente isso. E se despediu de mim”.

Continua: “Então, (um dia) o Dimas me traz um papelzinho com o nome do Accioly, eu sabia que era amigo do governador. Eu me recordo que é em Cingapura a conta. Não é Suíça, não é Bahamas, é Cingapura”.

Mainardi alega que é mentira. “Cruzei com os dois no Gero – mais de uma vez – e sempre os cumprimentei”, escreveu.

“É evidente que eu não teria o menor problema em admitir um jantar com Aécio Neves e Alexandre Accioly”.

É amigo deles?

Quem é Accioly?

Em 2012, a extinta revista Alfa, que eu dirigia, fez um perfil dele, assinado por Marcelo Zorzanelli, hoje um dos membros do Sensacionalista.

Transcrevo alguns trechos:

Ainda garoto, o carioca Alexandre Accioly traçou um objetivo para si próprio: viver bem. “Não queria ficar rico. Eu queria conhecer a Disney”, diz. “Mas nunca tive ninguém me bancando. Fui com o meu dinheiro aos 27 anos.” Aos 49, ele frequenta com a mesma desenvoltura a seção de economia e as colunas sociais.

Empresário desde os 17 anos, fez uma série de bons negócios desde que montou uma agência de figurantes no fim dos anos 1970 – teve um jornal de classificados de carro, outro de esportes, vendeu revistas, montou um centro de telemarketing, uma produtora de shows, uma rede de academias, restaurantes de luxo, uma marina em Angra dos Reis – e ficou amigo de alguns dos homens mais poderosos e influentes do país, que o consideram um “irmão”.
(…)

“Aos 8 anos, agenciei alguns amigos como engraxates. E os ensinei a, de noite, se sujar de graxa para pedir dinheiro. Eu ficava com metade. Até que uma das mães descobriu e acabou com o meu negócio.”

“Minha avó tinha uma boa pensão do exército, que bancava a família toda. Ela havia me ajudado a montar um jornal de classificados de automóveis. Aí veio o Plano Collor e quebrei. Logo depois, ela foi atropelada e morreu. Quando acabou o dinheiro, lembrei que ia com ela todo mês sacar a pensão… 

[Aciolly interrompe a entrevista e diz: Você publicando isso eu vou ser preso… mas, pode publicar. Acho que já prescreveu]. Depois que ela morreu, fui lá e a máquina começou a cuspir dinheiro. Que alegria! Vivemos mais de um ano com essa pensão, até eu começar a ganhar algum de novo.”

“Há dois anos, dei uma longa entrevista para uma revista mensal [a Piauí]. Um belo dia, minha assessora me disse que o diretor de redação [Mario Sergio Conti] queria jantar comigo. 

A primeira pergunta que ele me fez: `Alexandre, você, com a sua vaidade, sempre coloca seu nome nas suas empresas. Como você se sente no caso do restaurante Fasano? Ficar no segundo plano não te incomoda? Eu me debrucei sobre a mesa e disse: `Cara, eu adoro gozar com o p** dos outros. O que me importa é dinheiro no bolso, meu nêgo.”

“Eu não falo inglês. Por isso, sempre brincava quando começava a namorar: se a mulher não falasse inglês, terminava logo, porque aí não dava para viajar.”

“Eu tomava decisões de risco na minha empresa de telemarketing. Não tinha dinheiro para investir e minha carga tributária era de 40%. Eu ia pagar imposto ou comprar computador e pagar salário? Eu falei: `No c*, imposto!. 

Só pagava os impostos dos funcionários. E nunca admiti que falassem que eu era sonegador. Fui inadimplente por mais de dois anos. Foi o dinheiro mais caro que eu já peguei emprestado, paguei uma multa gigante.”

“O Unibanco estava procurando uma empresa de call center à qual se associar. Aí nos reunimos com o conselho do banco. Estariam lá o [Jorge] Bornhausen, o [Tomas] Zinner e o Pedro Moreira Salles. O Urquiza, meu sócio, me pediu uma semana inteira para eu não falar palavrão. Na reunião, comecei: `P*** que o pariu! C******!

Meu sócio está há uma semana me pedindo para não dizer palavrão. Esse filho da p*** veio até aqui falando na p**** do meu ouvido. Senhores: se formos sócios, vocês vão ouvir muito palavrão. Gargalhadas gerais. No fim, o Pedro Moreira Salles falou: `Tchau, sócio.”

“Tenho dois amigos bem palhaços. Álvaro Garnero, primo da Astrid [Monteiro de Carvalho, com quem Accioly teve um filho após um relacionamento de uma noite], e meu querido Aécio Neves. A única pessoa que sabia que eu tinha tido algo com a Astrid era o Aécio. 

Abro uma revista de fofoca e vejo a Astrid numa matéria enorme com o Antônio [filho de Accioly que foi criado até 1 ano e três meses pelo então marido de Astrid, o empresário Marcos Campos]. Nesse dia, o Aécio me liga: `Já viu seu filho na revista?’. Eu falei: `Ah, Aécio, vai se f****!’. 

Um mês depois, primeiro de abril, toca o celular. Era o Álvaro Garnero, que estava em Lisboa. Ele me disse: `Cagada geral. Se tocar o telefone, não atende. A Astrid reuniu a família inteira e disse que o Antônio é seu filho!’. Quando ele falou aquilo, parecia tão verdade… E então ele começou a rir e eu ouvi a risada do Aécio no fundo. Eu não tinha me tocado que ele também estava em Portugal.”

“Fui fazer um jantar para o Boni, que entende tudo de vinho. Eu vou fingir que entendo? Comprei o vinho mais caro, que aí não tinha como errar. Eu aplico isso na vida.”



quarta-feira, 29 de março de 2017

PF detecta propina paga ao governo de Alckmin e Serra em SP e Moro quer acusar Lula

29/3/2017 13:57
PF detecta propina paga ao governo de Alckmin e Serra em SP e Moro quer acusar Lula

 

A Operação Lava Jato detectou repasses da Andrade Gutierrez para obras de transportes do Governo do Estado de São Paulo. 

Uma empresa de fachada recebia o dinheiro de propina e repassava para os interessados. 

A empreiteira pagou R$ 45 milhões entre março de 2008 e setembro de 2010 para garantir contratos na Linha 2 Verde do Metrô de São Paulo, no Rodoanel Mário Covas e no Complexo Viário Jacú-Pêssego.

A Polícia Federal ainda não fez nenhuma acusação ao Governo de São Paulo nem a nenhum agente público envolvido nas licitações, mas disse que o método de lavagem de dinheiro de propina na Petrobras pode ser sido reproduzido pelo governo paulista.

Do Blog do Fausto Macedo



segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

PGR PEDIRÁ INQUÉRITO CONTRA AÉCIO, O ARTICULADOR DO GOLPE

PGR PEDIRÁ INQUÉRITO CONTRA AÉCIO, O ARTICULADOR DO GOLPE
 Pedro França

Principal articulador do golpe que arruinou a economia brasileira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) será alvo de um novo pedido de inquérito da procuradoria-geral da República; o motivo, desta vez, é o superfaturamento na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais, que foi orçada em R$ 500 milhões e saiu por R$ 2,1 bilhões; na gravação em que defendeu o golpe para estancar a sangria da Lava Jato, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) ouviu de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, que Aécio seria o primeiro a ser comido; em nota, o PSDB mineiro disse se tratar de assunto requentado; de acordo com a Lava Jato, Aécio teria recebido propinas da Odebrecht, da Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez 

30 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 16:41

247 – Principal articulador do golpe que arruinou a economia brasileira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) será alvo de um novo pedido de inquérito da procuradoria-geral da República.

O motivo, desta vez, é o superfaturamento na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais, que foi orçada em R$ 500 milhões e saiu por R$ 2,1 bilhões.

As informações da nova investigação contra Aécio foram antecipadas pelo jornalista Severino Motta, do Buzzfeed, o mesmo que antecipou a primeira delação da Odebrecht.

Eis um trecho de sua reportagem: 
O BuzzFeed Brasil apurou junto a investigadores que trabalham na Lava Jato que o senador foi acusado de receber dinheiro das empreiteiras que fizeram as obras da Cidade Administrativa em Minas Gerais: entre elas a Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez. A delação da Odebrecht, inclusive, fará com que a Andrade seja chamada para um ‘recall’ de sua delação, uma vez que não revelou os pagamentos destinados a Aécio, em sua colaboração.  

Na delação da OAS, o empreiteiro Léo Pinheiro contou que realizou repasses a Oswaldo Borges da Costa Filho, o Oswaldinho, apontado como operador e tesoureiro informal das campanhas de Aécio entre 2002 e 2014. 

Pelo relato de Pinheiro, cujo acordo de delação foi suspenso no ano passado pelo STF, 3% era o montante da propina paga aos tucanos pela obra mineira.

Na gravação em que defendeu o golpe para estancar a sangria da Lava Jato, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) ouviu de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, que Aécio seria o primeiro a ser comido.

Em nota, o PSDB mineiro disse se tratar de assunto requentado.

Confira abaixo:

 "Trata-se de assunto requentado. O PSDB-MG desconhece a suposta decisão da PGR e rechaça as também supostas acusações em relação ao senador Aécio Neves. 

O PSDB-MG contesta insinuação de irregularidade em relação à Cidade Administrativa e informa que o edital da licitação foi previamente apresentado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, e todos os procedimentos foram acompanhados e auditados por empresa externa ao estado contratada via licitação.

Informamos ainda que o senhor Oswaldo da Costa nunca teve atuação informal nas campanhas do PSDB com as quais colaborou, tendo sempre atuação formal e conhecida na arrecadação de recursos nas campanhas do PSDB."



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Moro quer saber se antena da Oi perto de sítio, beneficiou Lula, mas esquece que Oi é de irmão de Senador tucano

Moro quer saber se antena da Oi perto de sítio, beneficiou Lula, mas esquece que Oi é de irmão de Senador tucano
POSTED BY: ADMIN JANUARY 26, 2017
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Doutor Sérgio Moro é engraçado, passado três anos e nenhum tucano sofreu condução coercitiva, nem teve Power Point ao vivo na Globo, nem os sem foro privilegiado, nos chamou a atenção o fato dele querer investigar se Lula foi beneficiado pela Oi e se Lula beneficiou a Oi, oras a Oi tem como Sócio Carlos Jeiressati, irmão de Tasso Jeiressati,  Antagonista,  o  IG, a Carta Capital,   a Revista Exame, várias fontes mostram que a empresa pertence a tucanos, gostaríamos que o doutor Sérgio Moro nos explicasse como Lula os beneficiou e vice-versa.


Procuradores da República da força-tarefa da Operação Lava Jato investigam a instalação de uma antena de telefonia móvel da operadora Oi construída a cerca de 300 metros da entrada do sítio Santa Bárbara, frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família desde 2011.

Os procuradores fizeram na quarta-feira (17) uma solicitação informal por e-mail ao Cartório de Registro de Imóveis de Atibaia para descobrirem quem é o dono das terras onde foi instalada a antena, em 2011. 

No e-mail, foi anexada uma cópia da lista de Estações por Endereço da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com as coordenadas de onde se encontra a antena. No registro, há o endereço Travessa da Estrada Parque das Cascatas, sem número.

O cartório informou que a falta do número dificulta a localização dos registros do dono. Funcionários ressaltaram que a identificação fica ainda mais complexa em razão das marcações de terras da região não estarem detalhadas e completamente atualizadas.

Trabalhadores do cartório alegaram que é incomum órgãos públicos pedirem documentos e matrículas sem a expedição de ofícios e entenderam o pedido como uma maneira de agilizar as investigações até receberem algum ofício.

A Polícia Federal pediu em outubro de 2015 a prisão temporária e a quebra dos sigilos telefônico, bancário e fiscal de José Zunga Alves de Lima, ex-sindicalista ligado ao PT e atual funcionário da Oi.

Amigo de Lula, Zunga é suspeito de ser um dos contatos no governo federal das empresas Andrade Gutierrez e Odebrecht, líderes do cartel alvo da Lava Jato.

BE THE FIRST TO COMMENTON 

"MORO QUER SABER SE ANTENA DA OI PERTO DE SÍTIO, BENEFICIOU LULA, MAS ESQUECE QUE OI É DE IRMÃO DE SENADOR TUCANO


domingo, 15 de janeiro de 2017

ANDRADE GUTIERREZ FAZ NOVO ACORDO DE DELAÇÃO QUE PODE ABALAR GOVERNO TEMER

ANDRADE GUTIERREZ FAZ NOVO ACORDO DE DELAÇÃO QUE PODE ABALAR GOVERNO TEMER
 

a Andrade Gutierrez está firmando um novo acordo, em uma espécie de "recall" da sua delação, que deverá revelar novos esquemas de corrupção e desvios em obras públicas; reuniões sobre o novo acordo teriam sido iniciadas nesta semana; Camargo Corrêa, segunda maior empreiteira do país, também decidiu firmar um grande acordo com o Ministério Público Federal e desenterra a Operação castelo de Areia, onde é Temer é citado 21 vezes; além de Temer, o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), também deve ser delatado junto com cerca de 200 outros políticos; delações ameaçam cúpula do governo e também parte do Congresso Nacional

14 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 14:58

247 - Não é somente o acordo de delação premiada que está sendo negociado pela empreiteira Camargo Corrêa que vem tirando o sossego da cúpula politica do Governo Michel Temer e de muitos parlamentares no Congresso Nacional. 

De acordo com o colunista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, a Andrade Gutierrez está firmando um novo acordo, em uma espécie de "recall" da sua delação, que deverá revelar novos esquemas de corrupção e desvios em obras públicas. 

As reuniões sobre o acordo teriam sido iniciadas nesta semana.

Já a Camargo Corrêa, segunda maior empreiteira do país, decidiu firmar um grande acordo com o Ministério Público Federal e desenterra a Operação castelo de Areia, onde é Temer é citado 21 vezes. 

Além de Temer, o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), também deve ser delatado junto com cerca de 200 outros políticos.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

DELAÇÕES DE EXECUTIVOS DA ODEBRECHT E DA ANDRADE GUTIERREZ LEVAM PÂNICO AO PSB DE PERNAMBUCO

Terça-feira, 6 de dezembro atualizado em 10/12/2016
DELAÇÕES DE EXECUTIVOS DA ODEBRECHT E DA ANDRADE GUTIERREZ LEVAM PÂNICO AO PSB DE PERNAMBUCO

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – SG/Cade divulgou, na tarde de ontem, a  celebração de mais um acordo de leniência no âmbito da Operação Lava Jato. Desta vez o acordo, que se assemelha às chamadas "delações premiadas" assinadas pelo Ministério Público e homologado pela Justiça para amenizar a punição de pessoas físicas no âmbito de processos criminais, foi assinado com a Andrade Gutierrez Engenharia S/A e com executivos e ex-executivos da empresa. 

Ao Cade foi relatado todo o esquema de formação de um cartel entre as maiores construtoras do País, para as obras de construção civil, modernização e/ou reforma de instalações esportivas, destinadas à Copa do Mundo realizada no Brasil, em 2014. 

No âmbito da Lava Jato, já é o terceiro acordo de leniência assinado pela Andrade Gutierrez com o CADE e o sétimo assinado pelo órgão no combate à formação de cartéis.

Os acordos de leniência contam com a participação do Ministério Público Federal e são assinados apenas com a primeira empresa proponente (ou seu grupo econômico), que deve cessar seu envolvimento na conduta, confessar o ilícito e cooperar plena e permanentemente com as investigações, identificando os demais envolvidos e apresentando provas e informações relevantes. A leniência beneficia os signatários com a extinção ou a redução de um a dois terços da punição no âmbito do Cade. O acordo é assinado em conjunto com o Ministério Público e beneficia que o assinada com a imunidade penal total ou parcial, assemelhando-se à chamada "delação premiada".

Pelo menos cinco certames relacionados a obras de estádios da Copa do Mundo foram objeto do cartel, entre eles a Arena Pernambuco, em Recife/PE e o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro/RJ. A licitação e o contrato do governo de Pernambuco com a Odebrecht, "vencedora" do certame, inclusive, foi alvo da Operação "Fair Play", da Polícia Federal e resultou em pedido de abertura de inquérito, junto ao Supremo Tribunal Federal, contra o governador do Estado Paulo Câmara, o prefeito do Recife Geraldo Júlio, o deputado federal Tadeu Alencar e o senador Fernando Bezerra Coelho, os três primeiros por integrarem o Comitê das Parcerias Público Privadas e terem sido os responsáveis pela assinatura do contrato com a Odebrecht para as obras da Arena Pernambuco.

Durante a “Fase I” do cartel, as empresas realizaram um acordo anticompetitivo preliminar consistente na indicação dos respectivos interesses nas futuras obras, a fim de se compatibilizar a participação das empresas por meio da apresentação de propostas de cobertura, supressão de propostas, subcontratação ou formação de consórcios, bem como no monitoramento de referido acordo preliminar. Dois executivos da Odebrecht eram os responsáveis pelo acompanhamento dos acordos "anticompetitivos" representando a empreiteira baiana, de modo a garantir que se sagrasse a "vencedora" da licitação da Arena Pernambuco, revela o "Histórico de Conduta" divulgado ontem pelo CADE. Eram eles o vice-presidente Benedicto Barbosa e o diretor superintendente da área Norte da empresa, João Antônio Pacífico:
 

Conforme se percebe do Histórico de Conduta revelado pelo CADE e assinado pela Andrade Gutierrez e por seus diretores, João Pacífico ficou encarregado de entrar em contato com os diretores da AG para que "acertassem a cobertura que a Andrade Gutierrez apresentaria no Projeto de Recife/PE (Arena Pernambuco). Afirmam que os entendimentos entre João Antônio Pacífico e (sigiloso) ocorreram em almoço realizado no restaurante 'Alcaparras', no Rio de Janeiro, em 24 de fevereiro de 2010 (Documento 28), como demonstrado a seguir. Ressalte-se que o almoço antecedeu em cerca de um mês a data da entrega das propostas, que ocorreu em 22 de março de 2010."
 

Mais adiante, os executivos da Andrade Gutierrez que participaram do conluio para lesar o povo de Pernambuco juntamente com a Odebrecht no negócio da Arena confessam que aquela empresa "de fato se sagrou vencedora deste projeto, por meio de um consórcio firmado entre empresas do Grupo Odebrecht (Consórcio Cidade da Copa, Odebrecht Investimentos em Infraestrutura Ltda e Odebrecht Serviços de Engenharia e Construção S/A). O contrato para realização das obras da Arena foi assinado em 15 de junho de 2010."

Segundo, ainda, os delatores, "a proposta de cobertura apresentada pela Andrade Gutierrez foi elaborada pela Odebrecht e entregue à Andrade Gutierrez, apenas para a assinatura e apresentação na data estipulada pelo órgão licitante." Informa, ainda, que o caso do Recife foi uma exceção, onde "a proposta de cobertura a ser apresentada pela Andrade Gutierrez foi elaborada pela Odebrecht" que apresentou uma proposta de R$ 385.548.786,22 contra uma proposta de R$ 379.263.314,00, da Odebrecht e que garantiu a esta a "vitória" previamente acertada.
 

Laudo do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal (Laudo nº 811/2014) já apontava para a evidência de fraude na Concorrência Internacional da Arena Pernambuco quando destacava o quão incomum era, num ambiente de ampla concorrência, a ocorrência de um percentual tão baixo  de desconto, apenas 0,1%, o que comprovaria a baixa competitividade do certame:
 
Na decisão que autorizou as buscas e apreensões no âmbito da Operação "Fair Play", fica bastante claro que a Odebrecht se autofavoreceu quando elaborou o projeto básico, estabelecendo ali que caberia à vencedora o pagamento do valor de R$ 9.354.000,00 pelo projeto básico, sem sequer justificar qual seriam as razões para esse arbitramento desse valor:
 

O cotejo entre as revelações trazidas a público pelo acordo de leniência da Andrade Gutierrez, assinada com o CADE e o Ministério Público e o Laudo da Polícia Federal, formulado no âmbito da Operação "FairPlay" deixa claro e cristalino o quão é grave a situação dos caciques do PSB, em Pernambuco, leia-se, o governador do Estado, Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, do senador, Fernando Bezerra Coelho e do deputado federal Fernando Bezerra Coelho, contra os quais já há pedido de indiciamento formulado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot (Inquérito 4292, em trâmite no STF, Leia AQUI) e nas delações premiadas de executivos da própria Odebrecht, principalmente do ex-diretor superindente para a área Norte, João Antônio Pacífico, que além de ser o responsável por negociar as fraudes na licitação da Arena, ainda assinava como o responsável técnico pela obra.

Na delação de Pacífico, que ainda é mantida sob sigilo, os papeis de todos os elementos que compõem os núcleos político e empresarial são revelados.

O relatório final da Polícia Federal que embasou o pedido de indiciamento do governador de Pernambuco, Paulo Câmara e do prefeito do Recife, Geraldo Júlio, juntamente com os parlamentares pernambucanos que têm foro privilegiado no Supremo, ou seja, Tadeu Alencar e Fernando Bezerra Coelho, chega a afirmar que “A construção da obra não teria ocorrido sem a colaboração dos agentes políticos que, primeiramente, autorizaram a construtora Odebrecht a realizar estudos preliminares e e elaborar o projeto básico da obra, sem a realização de qualquer procedimento de licitação”:
 

O Laudo Pericial que dá sustentação ao Relatório e ao pedido de indiciamento ainda constatou que o Comitê Gestor das Parcerias Público Privadas do Governo de Pernambuco delegou à Odebrecht e à empresa ISG Brasil sem qualquer concorrência, a elaboração do Projeto Básico que, posteriormente, de acordo com o Acordo de Leniência assinado pela Andrade Gutierrez, veio a ser vencida, mediante conluio prévio pela própria Odebrecht:
 

Além de delegar à Odebrecht que se autocontratasse, sem qualquer competição, para fazer o projeto básico de uma licitação da qual sabia que seria a vencedora, o Comitê Gestor das PPP, composto por Paulo Câmara, Geraldo Júlio, Tadeu Alencar e Fernando Bezerra Coelho, dentre outros, ainda permitiu que está subcontratasse uma empresa sediada em Amsterdã, na Holanda, para que fizesse o serviço. vejamos:
 

Odebrecht, quanto da Projetec, a quem caberia fazer a fiscalização da execução do contrato, serviço que não teria sido executado. Paulo Câmara, teria recebido R$ 200 mil da Odebrecht para sua campanha a governador em 2014. Fernando Bezerra teria recebido R$ 50 mil da Odebrecht e R$ 50 mil da Projetec e Tadeu Alencar, R$ 30 mil de cada uma das duas. Geraldo Júlio aparece na famosa "Planilha da Odebrecht" como beneficiário de um pagamento de R$ 3 milhões, sob o apelido de "Neto". Essa doação, entretanto, não aparece em nenhuma de suas prestações de contas eleitorais (Leia mais em NETO, CHARADA E CACIQUE ERAM OS CODINOMES DE GERALDO, FBC E LABANCA NA LISTA DA ODEBRECHT).

A Polícia Federal, no relatório citado por Janot, considera que teriam sido praticados os crimes de restrição à competitividade da licitação, o pagamento de propina via doações oficiais e até eventuais crimes contra o sistema financeiro relacionados ao financiamento do BNDES: “Extrai-se que a superestimação do valor da obra foi motivada para se burlar o teto do financiamento autorizado pelo BNDES, que era de 75% de seu valor total, observado o teto de R$ 400 milhões. Com a superestimação do valor da obra, o BNDES acabou financiando integralmente o seu custo, e não apenas 75%”.

Para o caso da Arena, estariam sendo ouvidos pelo menos quatro delatores (colaboradores) ligados à Odebrecht e à Andrade Gutierrez: Maria Lúcia Tavares e Angela Palmeira Ferreira (Odebrecht) e Clóvis Primo e Rogério Nora de Sá (Andrade Gutierrez), além de João Antônio Pacífico Ferreira,  que chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Fairplay:
 LEIA AQUI O HISTÓRICO DE CONDUTA DO ACORDO DE LENIÊNCIA DIVULGADO PELO CADE ENVOLVENDO A ANDRADE GUTIERREZ E QUE REVELA COMO FOI FEITO O CONLUIO PARA QUE OS ESTÁDIOS DA COPA DO MUNDO DE 2014 FOSSE CONSTRUÍDOS COM PREÇOS SUPERFATURADOS