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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

'Fora Temer' na abertura da Paralimpíada no Maracanã



A vergonha paralímpica. Veja o “Fora Temer” do Maracanã
POR FERNANDO BRITO • 07/09/2016
para

Quando Carlos Alberto Nuzman citou o governo federal, a primeira salva de vaias, longa a ponto de fazer parar o discurso
Quando o gentil presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Sir Philip Craven, mencionou Michel Temer, mais curta e muito mais forte.
E quando Temer, em dois segundos, declarou aberto os Jogos Paralímpicos, vaia estrondosa.
De novo, cortes rápidos na imagem e muitos fogos para abafar.
Temer é um lixo empoderado.
O Brasil, felizmente, é maior que seu governo e deu outro show de hospitalidade, tolerância e aceitação, através dos cariocas.
Veja o primeiro vídeo com as imagens do coro de “Fora Temer”.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Fora Temer, todos foram aplaudidos

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão", "O domador de sonhos" e "Dragonfly" (lançamento setembro 2016)
Fora Temer, todos foram aplaudidos
6 de Agosto de 2016
 : <p>Presidente em Exercício Michel Temer e o Governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão durante cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (Rio de Janeiro - RJ, 05/08/2016) Foto: Beto Barata/PR</p>

É um engano continuar repetindo a boutade de Nelson Rodrigues segundo quem “o Maracanã vaia até minuto de silêncio”.
   Pode ter sido assim no tempo dele, mas não é mais.
   O Maracanã aplaudiu cada segundo do esplendoroso show de abertura, de pé, cantou junto, sambou junto. O Maracanã se extasiou com cada frase, com cada nota, com cada efeito visual, com cada surpresa dos nossos melhores artistas.
   O Maracanã saboreou e aplaudiu cada palavra, seja em português, inglês ou francês, carregada de vida, de energia, de otimismo de Carlos Arthur Nuzman. Por mais que suas mãos tremessem a sua alma vibrava e todos puderam ver que ali estava um homem de bem. Em nenhum momento o Maracanã pediu que ele parasse de falar, apesar de ter sido um texto longo, mas valia a pena ouvir.
   O Maracanã aplaudiu com alegria o discurso do presidente do COI, pleno de entusiasmo, de confiança, de amizade, de espírito olímpico. Ele não foi interrompido em momento algum.
   Mas quando falou Temer, que diferença!
   Toda a energia que fluía das palavras que o antecederam parece ter sido absorvida por um buraco negro, instaurou-se um clima sombrio, adverso, inamistoso, perverso. Nenhuma luz era suficiente para clarear a escuridão que se formou em torno dele.
   Foi Temer se levantar para despertar os piores sentimentos da plateia do Maracanã. Aquela figura de vilão de filme policial não tinha nada a ver com o Brasil que desfilou no espetáculo. Ele não fazia parte daquilo nem como cidadão, e muito menos como presidente da República, ainda que provisório. 
   Não podia ser aquele o presidente do país alegre, sensual, cheio de vitalidade, criatividade, amor, hospitalidade, samba no pé que os artistas brasileiros tinham acabado de mostrar.
   Ele não combinava com aquele país nem aquele país combinava com ele.
   Ele pronunciou seu texto de dez segundos de forma ríspida, sinistra, antipática, sem carisma, canhestra, canastrona.
   Queria ser rápido para escapar das vaias, mas não adiantou.
   Foi vaiado gostosamente, antes, durante e depois de falar e só não foi vaiado mais porque o Maracanã preferiu voltar suas atenções para a festa que continuava relegando aquele presidente postiço, maligno, oco à solidão.
   Não à solidão do poder, mas à solidão do vilão,  aquele contra quem todo mundo torce, aquele que todos querem que se ferre, aquele que morre antes do final do filme.
   Ele não foi citado por Nuzman nem por Bach. Não foi abraçado por seus convidados. Era um estranho no ninho. Aquela festa não era dele. Nunca foi. A Olimpíada foi conquistada por Lula, foi produzida por Dilma.
   Além de ser o usurpador da presidência, tentou usurpar a Olimpíada.
   Mas a única medalha que merece é a medalha de ouro da traição.
   Fora Temer, todos foram aplaudidos.

   E se todos foram aplaudidos, menos ele, o que o Maracanã quis dizer foi: fora Temer!     



sábado, 6 de agosto de 2016

Com música, Vanderlei Cordeiro e Gisele, Rio encanta na abertura e passa no 1º grande teste

Com música, Vanderlei Cordeiro e Gisele, Rio encanta na abertura e passa no 1º grande teste
Antônio Strini, Gustavo Faldon e Igor Resende, do Rio de Janeiro
 (RJ)5 horas atrás 04/08/2016
VEJA FOTOS DA CERIMÔNIA DE ABERTURA DOS JOGOS OLÍMPICOS

Estão abertos os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro! Em cerimônia histórica, Rio celebra meio ambiente e presta homenagem à cultura e atletas brasileiros; veja como foi a Cerimônia de Abertura 

Oficialmente, começaram os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Foram exatos 2500 dias de espera. Desde o 2 de outubro de 2009, dia em que o Rio de Janeiro foi oficializado como sede da Olimpíada, até a noite desta sexta-feira, na cerimônia de abertura no Maracanã.
Críticas e dúvidas existiram diversas, ainda mais perto dos Jogos. No entanto, no primeiro grande teste, que era a cerimônia de abertura, dá para dizer que o Rio de Janeiro passou com direito a elogios mundiais.
Depois de Pelé ter alegado motivos de saúde para rejeitar ser o responsável por acender a pira olímpica dos Jogos do Rio de Janeiro de 2016, a honra, às pressas, acabou caindo nas mãos de Vanderlei Cordeiro de Lima, que nesta sexta-feira fez o gesto que oficialmente dá início às competições.
Vanderlei Cordeiro já havia carregado a chama olímpica no caminho dela pelo Brasil. O ex-maratonista ficou conhecido pela medalha de bronze nos Jogos de Atenas-2004, onde conquistou o bronze depois de ser atrapalhado pelo padre irlandês Cornelius Horan, que invadiu a competição quando o brasileiro liderava.
O ex-tenista Gustavo Kuerten, um dos cotados para acender a pira, entregou a chama nas mãos de Hortência, que passou para Vanderlei.
"Aqui estamos para entregar a história, história a ser feita pelos atletas, voluntários, público e juventude. O sonho olimpico agora é uma realidade maravilhosa. O melhor lugar do mundo é aqui, agora. Rio, Brasil. O Brasil dá as boas-vindas ao mundo de braços abertos. Eu sou o homem mais orgulhoso do mundo. Tenho orgulho da minha cidade, meu pais", disse Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro.
"Nasce hoje um mundo novo. Trabalhamos 7 anos numa jornada de superação e paixão pelo esporte. Lembrem-se, os filhos do Brasil não fogem à luta, são fortes. O Rio está orgulhoso de ser capital olímpica do mundo. E o Rio de Janeiro continua lindo.Nós não desistimos dos nossos sonhos. Essa é a força do povo. Em nome dos brasileiros, eu dou boas-vindas ao mundo, sabendo que hoje o mundo é carioca", completou.
Bach também deu sua mensagem sobre o início dos Jogos na cerimônia de abertura. "Boa noite, cariocas. Boa noite, Brasil. Esse é o momento da cidade maravilhosa. Esses primeiros jogos da América do Sul vão do Brasil para o mundo inteiro. Todos os brasileiros podem estar muito orgulhosos nesta noite", declarou o dirigente, exaltando os atletas refugiados.
"Atletas refugiados, você estão mandando uma mensagem de esperança para o mundo. Vocês estão fazendo uma grande contribuição à sociedade. No mundo olímpico, nós não toleramos adversidade, damos boas-vindas a algo que enriquece nossa diversidade"
A cerimônia
 Vista externa do Maracanã durante a abertura
Getty Vista externa do Maracanã durante a abertura

Logo no início da cerimônia, o protocolo da Olimpíada de apresentação do presidente do país-sede foi quebrado. No caso, Michel Temer, interino, não foi anunciado. Depois de Thomas Bach, presidente do COI, a abertura seguiu para o hino nacional, interpretado por Paulinho da Viola.

Na parte final da cerimônia, Temer declarou oficialmente o início dos Jogos e foi vaiado por parte da torcida no Maracanã.
Com a parte artística já rolando no palco do Maracanã, a apresentação iniciou falando justamente da história do Brasil, passando pela descoberta pelos portugueses até a escravidão.
O 14-bis, invenção inovadora de Santos Dumont na aviação, também foi lembrado na cerimônia.
Depois do contexto histórico brasileiro, a apresentação seguiu com a cultura do país nos dias de hoje.
 A modelo Gisele Bündchen representa a 'Garota de Ipanema'
 Getty A modelo Gisele Bündchen representa a 'Garota de Ipanema'

Daniel Jobim apareceu no piano no Maracanã interpretando "Garota de Ipanema", famosa na voz de seu avô, Tom, enquanto a topmodel Gisele Bundchen, que recentemente se aposentou das passarelas, fazia seu último desfile.
A participação de Gisele foi diferente da que foi apresentada à imprensa no ensaio geral da cerimônia. Isso porque a suposta cena onde a modelo era assaltada por um menino de rua gerou uma repercussão negativa e foi cortada.
Logo depois, o diretor da cerimônia de abertura, o cineasta Fernando Meirelles, afirmou que não era para ser um assalto e sim um pedido de selife.
De qualquer jeito, a participação de Gisele ficou restrita ao desfile.
Seguindo na música, a cerimônia apresentou o funk, ritmo popular e nascido no Rio de Janeiro. Claro, não podia faltar ele, o pagode, interpretado por Zeca Pagodinho e Marcelo D2, que cantaram "Deixa a Vida Me Levar".
Jorge Ben Jor puxou o coro no Maracanã cantando "País Tropical", que seguiu na voz do povo à capela mesmo depois da música ter parado.
 Festa brasileira na abertura dos Jogos
             Getty Festa brasileira na abertura dos Jogos

Uma mensagem socioambiental alertando para os riscos do aquecimento global finalizou a parte artística, dando início às apresentações dos países.

Além do Brasil, a delegação mais festejada foi a dos refugiados. As de Argentina e Alemanha, obviamente foram as mais vaiadas.
Depois dos discursos de Nuzman e Bach, Emanuel, Marta, Torben Grael, Joaquim Cruz, Sandra Pires e Oscar Schmidt carregaram a bandeira olímpica para dentro do estádio.
Coube ao velejador Robert Scheidt fazer o juramento olímpico. 
Caetano Veloso, Gilberto Gil e Anitta abriram o último bloco artístico, que contou ainda com as principais escolas de samba do Rio de Janeiro.
 Vanderlei Cordeiro acende a Pira Olímpica no Maracanã

Getty Vanderlei Cordeiro acende a Pira Olímpica no Maracanã