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domingo, 10 de fevereiro de 2019

DINO: IGREJA ESPIONADA É UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS DA HISTÓRIA


DINO: IGREJA ESPIONADA É UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS DA HISTÓRIA
10.02.2019
 

O governador do Maranhão, Flávio Dino, criticou a postura do governo brasileiro, que, através da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chefiada pelo general Augusto Heleno, espiona os bispos membros da CNBB; 
"Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como 'inimiga interna', estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. Inaceitável a volta da 'doutrina da segurança nacional' da ditadura", denunciou o governador. 

10 DE FEVEREIRO DE 2019 ÀS 16:04

247  - O governador do Maranhão, Flávio Dino, usou sua conta no Twitter, neste domingo (10), para criticar a postura do governo brasileiro, que, através da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chefiada pelo general Heleno, e dos comandos militares, espiona os bispos membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 

"Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como 'inimiga interna', estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. 

Inaceitável a volta da 'doutrina da segurança nacional' da ditadura", denunciou o governador.
  
Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como “inimiga interna”, estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. 

Inaceitável a volta da “doutrina da segurança nacional” da ditadura.


Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como “inimiga interna”, estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. Inaceitável a volta da “doutrina da segurança nacional” da ditadura.
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Entenda o caso: 

O Palácio do Planalto quer conter o avanço da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo Jair Bolsonaro. 

Na visão do bolsonarismo, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se organizando para liderar debates em conjunto com a esquerda. 

O alerta ao governo veio de informes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chefiada pelo general Heleno, e dos comandos militares. 

Os relatos são de encontros recentes de cardeais brasileiros com o papa Francisco para discutir o Sínodo sobre Amazônia, que reunirá em Roma, no mês de outubro, bispos de todos os continentes.

Durante 23 dias, o Vaticano vai discutir a situação da Amazônia e tratar de temas considerados pelo governo brasileiro como uma "agenda da esquerda". 

O debate irá abordar a situação de povos indígenas, mudanças climáticas provocadas por desmatamento e quilombolas. 

"Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí', disse o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.  (Leia mais)


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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Relatórios da CIA citam tensão entre militares e a Igreja durante a ditadura no Brasil


Relatórios da CIA citam tensão entre militares e a Igreja durante a ditadura no Brasil
Por Gerson Camarotti
08/06/2018 20h25  Atualizado há 3 horas

Resultado de imagem para Relatórios da CIA entre militares e a Igreja durante a ditadura no Brasil
Imagem do Google

Telegramas do Departamento de Estado Americano e relatórios da CIA (Agência de Inteligência dos EUA) revelam que o governo dos Estados Unidos acompanhou durante quase duas décadas a tensa relação entre a ditadura militar brasileira e a cúpula da Igreja Católica no país.

Os documentos a que GloboNews teve acesso, classificados como confidencial ou secretos, foram liberados nos últimos anos.

Em vários desses textos, a Igreja Católica é apontada como a mais influente organização não-governamental do Brasil e como a principal adversária do regime militar. 

Segundo um desses relatos de 1981, o governo estava apreensivo sobre o potencial para influenciar a política eleitoral e radicalizar os pobres.

Telegramas do início dos anos 70 já alertavam para o confronto entre as duas instituições e ressaltavam a deterioração das relações.

Os relatórios também destacam a atuação especial de alguns influentes prelados como o arcebispo Dom Helder Câmara e os cardeais Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Aloisio Lorscheider, que denunciavam torturas e violações aos direitos humanos do regime militar.

Num relatório secreto de 1971, se destacava a preocupação com as denúncias feitas por Dom Helder ao governo brasileiro em viagem pela Europa e ressaltava que sua indicação ao prêmio Nobel da Paz foi um golpe para o governo Médici.

Essa informação é confirmada num relatório secreto do Itamaraty, do início dos anos 70, e que foi revelado pela Comissão Nacional da Verdade. 

O governo militar agiu por diversos anos para impedir que Dom Helder ganhasse o Prêmio Nobel.

Com a eleição do presidente Jimmy Carter, nos Estados Unidos, em 1977, a Igreja no Brasil passa a ganhar nova força no enfrentamento ao regime durante o governo Geisel.

Relatórios citam inclusive uma troca de correspondência entre o então arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns e o presidente Carter.

Um outro memorando do departamento de estado mostra a carta do cardeal enviada ao presidente Carter que fazia um alerta sobre a repressão com uma lista de nomes de pessoas que haviam desaparecido.

Para o professor de relações institucionais da Fundação Getúlio Vargas, Matias Spektor, esses documentos evidenciam justamente a preocupação do regime militar com as repercussões internacionais das denúncias da Igreja.

“Aquilo que a Igreja faz tem nessa nova documentação muita evidência de como a política externa do regime militar inclui o acompanhamento do que esses padres, esses bispos estão fazendo quando saem do país, quando estão viajando. 

o medo é que as críticas feitas pela igreja comecem a machucar a imagem internacional do regime, que efetivamente acontece”, disse o professor Matias Spektor.

Igreja como inimiga

O que esses documentos mostram de mais surpreendente é que a tensão entre a ditadura militar e a Igreja não ficou restrita aos anos 70. 

Já na fase final do regime, no governo Figueiredo, com o processo de abertura já em andamento, segundo um relatório, a relação piora e chega ao seu ponto mais baixo desde os anos setenta.

Esse informe diz que essas relações começaram a se deteriorar, entre outros motivos, pelo envolvimento da Arquidiocese de São Paulo – a mais progressista do Brasil – em uma greve de seis semanas pelo maior sindicato de metalúrgicos.

Outro relato tem a avaliação de que a liderança do regime militar passa a tratar a Igreja como inimiga e que o governo brasileiro de então estava assustado com o comportamento dos bispos e cardeais.

"Brasília está particularmente preocupada com o envolvimento da Igreja na política partidária e se ressente de sou seu suposto papel de "árbitro moral", diz o documento.

Até mesmo a ala considerada mais moderada da Igreja, passa a reagir. 

Um outro memorando diz que apesar da divisão dentro da Igreja, houve unidade do episcopado no enfrentamento ao regime quando o governo militar passou a ameaçar a Igreja e cita um episódio envolvendo o então o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal dom Eugênio Sales.

Um líder moderado que comanda a arquidiocese do Rio de Janeiro. 

O cardeal, que no passado se orgulhava de suas boas relações com os militares, não só cancelou o recebimento de uma medalha das forças armadas, como fez questão de acompanhar o padre no aeroporto.

Outro momento de destaque registrado nos relatórios é com a visita do papa João Paulo II ao Brasil, em 1980. 

A passagem dele ao Brasil foi interpretada como um reforço na luta pelos direitos humanos.

"Suas declarações públicas foram interpretadas como apoio e incentivo a pressionar o governo em questões como a reforma agrária, a redistribuição de renda e os direitos dos trabalhadores", diz o documento.

Um gesto simbólico do papa, – um abraço em Dom Helder ao desembarcar no Recife – foi destacado até com foto no documento da CIA, que viu no gesto uma forma de avalizar ações do arcebispo que fazia a denúncia mais contundente às violações dos direitos humanos na ditadura.

“A efusiva saudação de João Paulo II ao arcebispo Helder Camara de Recife e Olinda – o mais bem conhecido progressista do Brasil – e a calorosa recepção do cardeal Arns foram notados pelo clero mais conservador”, diz o documento.

Um memorando que relata a conversa do então presidente João Batista Figueiredo com Henry Kissinger, já na condição de ex-secretário de estado dos Estados Unidos, destaca que o presidente fez uma referência especial à Igreja Católica, que em sua opinião, 

“é muito forte e tem muita influência porque os padres têm contato direto e próximo com pessoas de baixo nível de escolaridade, particularmente no interior do país”.

Para o secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, esses documentos servem como reflexão para que essa história não se repita.

“O que nós conseguimos com a Constituição de 1988. Isso para o futuro é vital. 

As novas gerações não conhecem a história. Hoje se fala inclusive na volta dos militares. 

Não é o que os militares estão querendo. 

Os militares têm se manifestado de maneira muito digna, muito precisa em relação à Constituição. 

Mas esse desejo de achar que é uma força que pode reconquistar a tranquilidade de um país. 

Só a democracia pode”, afirma Dom Leonardo Steiner.



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domingo, 17 de dezembro de 2017

O Papa Francisco afirmou que notícias falsas são um 'pecado muito sério'

O Papa Francisco afirmou que notícias falsas são um 'pecado muito sério'
MUNDO  01:00 18.12.2017(atualizado 02:02 18.12.2017)
 Papa Francisco muda solidéu
© AP Photo/ Alessandra Tarantino

O Papa Francisco fez uma série de declarações neste sábado sobre falsas notícias, durante um encontro com a mídia católica. 

O pontífice supremo sustentou que notícias falsas constituem um "pecado muito sério", que afeta todos os envolvidos, informa The Guardian.

Apesar de sua opinião sobre essa questão, Francisco elogiou o trabalho dos jornalistas ao dizer que eles desempenham um papel fundamental nas sociedades democráticas. 

Ele também lembrou a necessidade de fornecer informações precisas, completas e corretas. 

"Não devem cometer os pecados da comunicação, da desinformação, mostrando apenas um lado, nem calúnia que é sensacionalista ou difamação, procurando por notícias antigas que já foram abordadas e trazidas à luz novamente".

Os comentários do líder da Igreja Católica foram uma prévia de sua próxima mensagem anual, que provavelmente abordará o assunto de notícias falsas. 

"É um pecado grave que machuca o coração do jornalista e dói os outros", disse Francisco, referindo-se à manipulação das notícias.





OBS: No final da pagina tem uma nota para os leitores do blog.

domingo, 30 de abril de 2017

GOLPISTA PEGA AR: Temer fica ‘puto’ com Igreja Católica e revela que reformas vão passar ‘custe o que custar’

GOLPISTA PEGA AR: Temer fica ‘puto’ com Igreja Católica e revela que reformas vão passar ‘custe o que custar’
30 de abril de 2017
 

Michel Temer não gostou nada do posicionamento da Igreja Católica contra as reformas propostas pelo governo. 

De acordo com a coluna Radar Online, da revista Veja, o presidente ficou irritado pois não esperava que a Igreja fosse se manifestar a favor da greve geral.

A publicação recorda que a CNBB (Confederação Nacional de Bispos do Brasil) se declarou contrária às mudanças na aposentadoria, também apoia a greve geral que aconteceu nessa sexta-feira (28) no país.

A Igreja chegou a convocar fiéis a participarem da paralisação contra as reformas. 

O Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, divulgou um vídeo no início da semana conclamando a população para protestar.

Noticias ao Minuto



domingo, 5 de março de 2017

Matadouro católico: 796 corpos de crianças foram encontrados em orfanato mantido por freiras

Matadouro católico: 796 corpos de crianças foram encontrados em orfanato mantido por freiras


Quem fez a denúncia foi a pesquisadora 
e historiadora Catherine Corless

Os recém-nascidos foram enterrados de maneira secreta pelas freiras. As mortes têm causas incertas: desnutrição, pneumonia, tuberculose e, sem dúvida, maus-tratos.

Os restos mortais (de bebês com idades de 0 a 3 anos) foram encontrados em uma casa que deveria ajudar as mães solteiras 
e seus filhos.

O extinto orfanato, mantido pela Igreja Católica, fica situado na cidade de Tuam, condado de County Galway, na Irlanda.

A Justiça local recebeu uma avalanche de ações para que investigações sejam feitas imediatamente.

Todos os corpos foram enterrados em uma vala comum, ao lado do antigo orfanato, que funcionou entre os anos de 1926 a 1961 e hoje deu lugar a várias casas.

Autoridades da Igreja Católica da Irlanda alegaram que não faziam ideia da quantidade de crianças que haviam falecido no local.

Em uma inspeção feita pelo governo, foram encontrados vários registros de morte apontando diversas causas para os óbitos. Entre as principais estão desnutrição e doenças diversas.
É isso mesmo que você leu: DESNUTRIÇÃO!

 A historiadora local Catherine Corless

De acordo com esses relatórios, cerca de 271 crianças morreram de fome em um local mantido por freiras.

Também foram apontados casos de bebês prematuros e outros com deformidades.

Os ensinamentos católicos da época diziam que: “crianças nascidas fora do casamento não podiam ser batizadas e, caso morressem, não teriam direito a um enterro cristão.”

Catherine relatou que as sepulturas dos bebês indigentes foram descobertas por acaso. O cimento que cobria o local começou a trincar.
Michael Neary, arcebispo de Tuam, conseguiu angariar fundos e ergueu um memorial em homenagem às 796 crianças.


Abaixo algumas fotos do local entre as décadas de 20 a 60:

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sábado, 14 de janeiro de 2017

Ordem de Malta em guerra contra papa Francisco

Ordem de Malta em guerra contra papa Francisco
AFP 4 horas atrás 14/01/2017
 (Arquivo) Papa Francisco (D) e Robert Matthew Festing, príncipe e france mestre da Soberana Ordem de Malta, no Vaticano, em 23 de junho de 2016
© Fornecido por AFP (Arquivo) Papa Francisco (D) e Robert 
Matthew Festing, príncipe e france mestre da Soberana Ordem 
de Malta, no Vaticano, em 23 de junho de 2016

A Ordem de Malta, uma das mais antigas da Igreja Católica, confirmou nesta semana sua oposição ao papa Francisco, em um gesto pouco comum em sua história milenar.

Em um comunicado divulgado na quarta-feira em seu site, a Ordem confirmou que se nega a cooperar com a comissão de investigação nomeada pelo papa argentino, informaram nesta sexta-feira meios de comunicação religiosos.

A entidade religiosa considera que deve "proteger sua própria soberania" diante do que considera uma ingerência do papa, que ordenou que a comissão investigasse a recente saída do ex-chanceler da Ordem Albrecht Freiherr von Boeselager.

Trata-se de mais um passo na guerra aberta lançada pela influente entidade conservadora, cujas origens remontam às Cruzadas, e que atualmente está presente em mais de 120 países administrando hospitais e ambulatórios, com 12.500 membros e 100.000 funcionários e voluntários.

O alemão Boeselager foi exonerado em 8 de dezembro do cargo que ocupava desde 2014 por ter tolerado a distribuição de preservativos a pessoas com risco de contrair o vírus da aids, explicou a imprensa católica.

"A substituição do chanceler é um ato administrativo interno da Soberana Ordem de Malta e faz parte de sua jurisdição", recordou a instituição em um comunicado.

Apesar de a entidade ser considerada como um Estado e contar com seu próprio passaporte e corpo diplomático, para a Santa Sé continua sendo vista como uma organização religiosa que deve obediência e respeito ao papa.

A recusa de Von Boeselager de apresentar sua demissão quando solicitada pelos seus superiores, entre eles o cardeal ultraconservador americano Raymond Burke - um dos adversários internos de Francisco -, é uma das origens da controvérsia.

Burke, considerado um grande crítico do papa argentino, foi afastado do Vaticano ao ser nomeado representante do papa na Ordem de Malta e, desde então, lidera a batalha contra o pontificado de Francisco.

O cardeal faz parte do grupo que pediu a Francisco que corrija seus "erros doutrinários", pedido ignorado até agora pelo pontífice.




quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A misteriosa história dos órfãos de Quebec: declarados loucos e submetidos a desafios até morrerem

A misteriosa história dos órfãos de Quebec: declarados loucos e submetidos a desafios até morrerem
De  Lucas  28 de dezembro de 2016
 

“Tirei seu gorro e notei que seu crânio estava partido em dois, vi que não havia cérebro e o crânio estava vazio”

Muitas vezes as histórias reais superam a ficção, e neste caso, esta é uma delas. Entre 1940 e 1950, uma quantidade próxima a mais de 3 mil crianças se encontravam em orfanatos na cidade de Quebec, no Canadá. 

Eram principalmente filhos de mães solteiras que não tinham como cuidar deles, assim preferiam deixa-los sob cuidados do Estado.

O Estado enviava ajuda a alguns deles, mas poucas vezes isso chegava aos pequenos. Foi nessa época que o primeiro ministro canadense, Maurice Duplessis, decidiu fazer um acordo com a igreja católica, que arruinaria a vida dessas crianças para sempre.
 
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Para as cuidadoras dessas crianças – as irmãs católicas a cargo dos orfanatos – cuidar de uma criança significava que receberiam 75 centavos. Entretanto, se a criança era enviada a uma instituição de saúde mental, recebiam quase o dobro do pagamento por causa da mudança de diagnóstico.
 
Maurice Duplessis / Dictionary of Canadian Biography

Então tiveram uma ideia: tirariam dinheiro do Estado declarando a todas essas crianças como doentes mentais, retardados, loucos ou incompetentes. 

E assim foi feito, todos e cada um deles terminou em um hospital de Quebec, com um diagnóstico falso com a ajuda do colégio médico do lugar.
 
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Porque aproveitando a situação, os doutores submeteram aos menores de idade a milhares de experimentos médicos. Os mais frequentes e dos quais se sabe até agora são: choques elétricos, camisas de força, lobotomia e inclusive alguns foram abusados sexualmente.
“O corpo estava jogado em uma mesa. Tirei seu gorro e notei que seu crânio estava partido em dois, vi que não tinha um cérebro e o crânio estava vazio” – Relata Silvio Dieu, que trabalha no necrotério do hospital.
Zona Paranormal Youtube

Em um período de três meses, Silvio conta que teve que trasladar 67 corpos de crianças desde a sala de descarga elétrica ao sótão. Depois esses corpos eram levados a uma cova comum.
 
Zona Paranormal Youtube

Das crianças que conseguiram escapar dos mal tratos e puderam ir ao hospital, somente uma conseguiu mudar seu expediente médico ao que realmente deveria ter sido sempre.
 
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Em 1990, 3 mil sobreviventes se juntaram para exigir ao governo a verdade sobre os feitos. O colégio médico, a igreja e o Estado tiveram que responder às atrocidades que ali cometeram. 

Mas os pequenos somente receberam uma indenização que pouco lhes pôde ajudar a esquecer dos traumas que ficarão com eles pelo resto de suas vidas.








terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Arcebispo que liderou o #ForaDilma na Paraíba é expulso da igreja acusado de desvio de dinheiro e pedofilia

Arcebispo que liderou o #ForaDilma na Paraíba é expulso da igreja acusado de desvio de dinheiro e pedofilia
12 de dezembro de 2016 19:53
 Arcebispo que liderou o #ForaDilma na Paraíba é expulso da igreja acusado de desvio de dinheiro e pedofilia
O Vaticano anunciou nesta quarta-feira que o papa Francisco aceitou a renúncia do arcebispo da Paraíba (Brasil), após uma investigação da Santa Sé sobre um escândalo de pedofilia. 

Dom Aldo esteva à frente da Igreja Católica na região de João Pessoa há 12 anos. Antes, ele foi bispo em Sobral, no interior do Ceará.
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O papa "aceitou a renúncia" de Aldo Di Cillo Pagotto, afirma o comunicado divulgado pelo Vaticano, sem revelar mais detalhes.

De acordo com a imprensa italiana, o religioso ítalo-brasileiro de 66 anos é suspeito de ter abrigado em sua diocese padres e seminaristas acusados de abusar sexualmente de menores e expulsos por outros bispos.


Em sua carta de renúncia (confira íntegra), Dom Aldo afirma que cometeu erros "por confiar demais, numa ingênua misericórdia". 

"Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério", prossegue.

Depois do início da investigação do Vaticano, em 2015, Di Cillo Pagotto recebeu a determinação de não ordenar padres ou receber novos seminaristas. Sgundo a imprensa italiana, o caso teria vindo à tona com a carta de denúncia de uma jovem mulher.

O papa Francisco decidiu no início de junho pressionar a hierarquia católica a abrir caminho para o afastamento de padres culpados por negligência envolvendo casos de pedofilia dentro da Igreja.

Francisco criou uma instância judiciária para julgar os padres pedófilos e instituiu uma comissão internacional de especialistas encarregados de propor medidas de prevenção desses casos.



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Papa Francisco amplia poder de perdoar aborto a todos os padres

Papa Francisco amplia poder de perdoar aborto a todos os padres
Reuters Por Philip Pullella17 horas atrás 21/11/2016
 Francisco, cujo papado tem se caracterizado pelo esforço de tornar a Igreja Católica mais inclusiva e complacente, fez o anúncio em um documento conhecido como "carta apostólica".
© Foto: Tony Gentile/Reuters Francisco, cujo papado tem se caracterizado pelo esforço de tornar a Igreja Católica mais inclusiva e complacente, fez o anúncio em um documento conhecido como "carta apostólica".

O papa Francisco ampliou nesta segunda-feira o poder de perdoar abortos a todos os padres católicos indefinidamente, expandindo um direito anteriormente reservado a bispos ou confessores especiais.

Francisco, cujo papado tem se caracterizado pelo esforço de tornar a Igreja Católica mais inclusiva e complacente, fez o anúncio em um documento conhecido como "carta apostólica" após o encerramento do "Ano Sagrado da Misericórdia" da igreja, no domingo.

O pontífice disse querer "reafirmar com a maior firmeza possível que o aborto é um pecado grave, já que põe fim a uma vida inocente", mas que "não há pecado que a misericórdia divina não possa alcançar e sanar quando encontra um coração arrependido que busca se reconciliar (com Deus)".

O papa já havia concedido temporariamente a todos os padres o poder do que é conhecido como "absolvição sacramental" ao aborto durante o Ano Sagrado, que durou de 8 de dezembro passado a 20 de novembro, mas o tom solene de suas palavras na carta desta segunda-feira deu a entender que a mudança irá durar no mínimo até o final de seu papado.

"Doravante, concedo a todos os padres, em virtude de seu ministério, a faculdade de absolver aqueles que cometeram o pecado de procurar abortos. A provisão que fiz a este respeito, limitada à duração do Ano Sagrado Extraordinário, é agora ampliada", disse.

Segundo os ensinamentos católicos, o aborto é um pecado tão sério que aqueles que o procuram ou realizam incorrem em excomunhão automática até que o pecado seja absolvido em confissão.

Anteriormente só um bispo ou confessor especial designado em uma diocese podia conceder absolvição por um aborto.

Embora os bispos de algumas dioceses de países desenvolvidos, como Estados Unidos e Reino Unido, já tivessem delegado essa autoridade a padres nas paróquias, a velha prática ainda vigorava na maior parte do mundo.

Em um documento do ano passado, Francisco descreveu a "provação existencial e moral" enfrentada pelas mulheres que encerraram uma gravidez e disse que "conheceu muitas mulheres que levam em seu coração a chaga desta decisão excruciante e dolorosa".




terça-feira, 1 de novembro de 2016

Papa Francisco visita Suécia para consolidar reconciliação com protestantes

Papa Francisco visita Suécia para consolidar reconciliação com                                 protestantes
31.10.16 - 13h03 - Atualizado em 31.10.16 - 18h37
O Papa é recebido em Lund pelos reis da Suécia - TT NEWS AGENCY/AFP
 1 de 2 O Papa é recebido em Lund pelos reis da Suécia - 
TT NEWS AGENCY/AFP

O papa Francisco e importantes representantes luteranos expressaram nesta segunda-feira, na Suécia, seu profundo pesar pelos massacres e prejuízos ocasionados pelo cisma entre cristãos e apelaram ao diálogo com vistas à unidade.

O pontífice chegou nesta segunda-feira à Suécia por ocasião do aniversário de 500 anos da Reforma de Lutero.
“É uma viagem importante” de um ponto de vista ecumênico, declarou o papa a jornalistas presentes no avião que o levou a Malmö, no extremo sul da Suécia.

Enquanto os teólogos luteranos e católicos continuam o seu lento diálogo doutrinário iniciado há 50 anos, a ambição do papa é se aproximar, através de ações concretas, os 1,2 bilhão de fiéis católicos de seus irmãos protestantes, neste caso os luteranos (74 milhões de fiéis).

Em 31 de outubro de 1517, o monge católico alemão Martinho Lutero atacou o comércio pelo papa de “indulgências” pelo perdão dos pecados e um acesso mais fácil para o paraíso, colocando suas “95 Teses” na porta de uma capela de Wittenberg (sul de Berlim).
Ele foi excomungado e esta ruptura resultou em guerras religiosas sangrentas nas décadas seguintes.

“Devemos olhar nosso passado com amor e honestidade e reconhecer nossa culpa e pedir perdão”, declarou em uma homilia o papa, rodeado de pastores protestantes, durante uma oração ecumênica na catedral luterana de Lund (sul), que foi católica no passado.

Durante a cerimônia, o cardeal suíço Kurt Koch recordou “os fracassos” dos católicos e luteranos que “provocaram a morte de centenas de milhares de pessoas”.

“Lamentamos o dano causado mutuamente por católicos e luteranos”, acrescentou.

A Igreja católica também homenageou a contribuição de Lutero: “com gratidão, reconhecemos que a Reforma contribuiu para dar um papel central à santa escritura na vida da Igreja”, declarou Francisco em sua homilia.

“Não podemos nos resignar à divisão e ao afastamento que a separação provocou entre nós. Temos a ocasião de reparar um momento crucial de nossa história, superando as polêmicas e mal entendidos que impediram o entendimento entre nós”, afirmou o pontífice.

Um diálogo difícil
Em um longo sermão, o pastor Martin Junge, secretário-geral da Federação Luterana Mundial, que organiza o evento, também considerou que este “momento histórico” é uma oportunidade para que católicos e luteranos “se distanciem de um passado marcado pelo conflito e a divisão”.

“Nós nos damos conta de que aquilo que nos une supera com folga o que nos divide. Somos brotos da mesma videira”, reforçou, lamentando a fragmentação dos cristãos.

Ainda assim, uma declaração conjunta assinada pelo papa e pelo presidente da Federação Luterana Mundial, o bispo palestino Munib Yunan, mostrou um persistente desacordo doutrinário: a simbologia muito diferente em torno da eucaristia.
Casais mistos católico/protestante não podem celebrar a comunhão em uma mesma igreja.

“Muitos membros das nossas comunidades gostariam de poder receber a eucaristia em uma mesma mesa, como expressão concreta de uma unidade plena”, destaca o texto comum lido pela bispa luterana Helga Haugland Byfuglien.

Mais tarde, foi celebrado um encontro ecumênico em um estádio de Malmö, cuja renda será destinada a refugiados sírios.

A organização humanitária católica Caritas e sua equivalente luterana, o Serviço Mundial da Federação Luterana Mundial, assinaram uma declaração conjunta com a finalidade de desenvolver sua cooperação, sobretudo para ajudar os migrantes.

Os organizadores deram a palavra a sobreviventes de países em guerra, como Burundi e Sudão do Sul. O bispo caldeu de Aleppo, na Síria, Antoine Audo, deu um dos testemunhos mais impactantes. “A maioria dos hospitais foi destruída e 80% dos médicos abandonaram Aleppo. Na Síria, três milhões de crianças não vão à escola”, disse, alertando para o iminente desaparecimento da comunidade cristã naquele país.

Da Suécia, uma terra de asilo para muitas pessoas, o papa agradeceu a “todos os governos que dão assistência aos refugiados, aos deslocados e a quem pede asilo”, “um grande gesto de solidariedade e reconhecimento de sua dignidade”.