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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Dilma é ovacionada e aplaudida na Universidade de Sorbonne na França


Dilma é ovacionada e aplaudida na Universidade de Sorbonne na França

10 mins ago Política 17/09/2019


A ex-presidente Dilma também teve encontros com líderes progressistas na França, como a prefeita de Paris, Anne Hidalgo e François Hollande.

A ex-presidente , está realizando na França uma série de palestras e debates sobre a Democracia na América Latina e sua recente crise. 

Nessa terça-feira (17), Dilma foi a conferência e foi ovacionada e muito aplaudida pelos presentes. 

Dilma teve encontro com o deputado francês e ex-candidato a presidência da França, Jean Luc Mélenchon, que anteriormente visitou o ex-presidente Lula em Curitiba.

Na Conferência, realizada hoje em Sobborne,  a pergunta era “Brasil ainda é o país do futuro”.

 As palestras ocorrem num momento tenso na relação do Brasil com a França, em que o presidente francês, Emmanuel Macron faz críticas duras a Bolsonaro, por causa dos incêndios da Amazônia e a gestão ambiental no Brasil, ameaçando até acordos do Mercosul com a União Européia.

Vídeo de Teresa Lopes Ypiranga:

Dilma Rousseff é ovacionada na Universidade Sorbonne, em Paris




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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Após fala sobre imigração, Bolsonaro leva invertida de embaixador francês


Após fala sobre imigração, Bolsonaro leva invertida de embaixador francês

3 hours ago Denúncias 20/12/2018


O presidente eleito, ao anunciar que o Brasil deixaria o pacto de migração da ONU, afirmou que a imigração tornou “insuportável” viver em alguns lugares da França; 
o embaixador francês nos Estados Unidos respondeu com ironia
O presidente eleito Jair Bolsonaro levou na noite desta quarta-feira (19) uma “invertida” internacional. 

Pelo Twitter, o embaixador francês nos Estados Unidos, Gérard Araud, rebateu uma declaração do militar da reserva sobre imigração em que citou seu país.

Em uma transmissão ao vivo pelo Facebook na terça-feira (18), Bolsonaro afirmou que o Brasil, sob seu governo, vai sair do pacto global de migração da Organização das Nações Unidas (ONU) 
e usou a França para exemplificar os supostos “problemas” da entrada de estrangeiros no país.

Infelizmente, o atual ministro das Relações Exteriores (Aloysio Nunes) assinou um pacto de migração da ONU. 

Acho que todo mundo sabe o que está acontecendo com a França, está simplesmente insuportável viver em alguns locais da França.

 E a tendência é aumentar a intolerância. 

Os que foram para lá, o povo francês acolheu da melhor maneira possível, mas vocês sabem da história dessa gente, eles têm algo dentro de si que não abandonam suas raízes e querem fazer sua cultura, seus direitos lá de trás, seus privilégios. 

E a França está sofrendo com isso”, disse o presidente eleito.

O embaixador francês não deixou barato e respondeu com ironia. “63.880 homicídios no Brasil em 2017, 825 na França. Sem comentários”.

O tuíte de Araud em resposta a Bolsonaro “bombou” e já foi retuitado e respondido por milhares de pessoas, tanto franceses quanto brasileiros.

Confira, abaixo, a repercussão.

63.880 homicides au Brésil en 2017, 825 en France. 

Sans commentaires. https://t.co/C50HfPi8qB
— Gérard Araud (@GerardAraud) 19 de dezembro de 2018

Vídeos relacionados:

 Em sua casa no Rio Bolsonaro presta continência para assessor de Trump



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domingo, 28 de outubro de 2018

Fernando Haddad vence em Paris no segundo turno com 69,4% dos votos


Fernando Haddad vence em Paris no segundo turno com 69,4% dos votos

Por Stephan Rozenbaum Publicado em 28-10-2018 Modificado em 28-10-2018 em 19:05

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Militantes do PT comemoram a vitória de Fernand Haddad na França em frente ao local de votação, em Paris. otação realizada.Foto: RFI Brasil/Stephan Rozenbaum

Os eleitores brasileiros residentes na França deram a vitória ao candidato petista Fernando Haddad que chegou em primeiro lugar, com 69,45% dos votos. Jair Bolsonaro, do PSL, ficou com 30,55%, de acordo com os boletins das seções eleitorais fixados pelo consulado brasileiro de Paris no local de votação e encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A votação em Paris terminou às 17h pelo horário local, (13h em Brasília) e transcorreu sem incidentes, com 16 urnas eletrônicas instaladas no Espace Cléry, um centro de eventos alugado pelo Consulado Brasileiro no 2° distrito da capital francesa.

A abstenção foi considerada bastante alta neste domingo, já que 57,6% dos  inscritos não apareceram para votar, repetindo o mesmo índice do primeiro turno. 

As férias escolares de outono, que duram até o início de novembro, podem ter sido uma das principais causas do alto índice, já que muita gente aproveita a época para viajar.

Brasileiros residentes na França votaram nas seções eleitorais instaladas em Paris neste domingo, 28 de outubro de 2018.Foto: RFI Brasil / Elcio Ramalho

Outro fator que pode ter influenciado a abstenção expressiva dos eleitores brasileiros na França é a concentração da votação em Paris.

Cecilia Avelino veio de Lyon, no sudeste do país, e diz que votar está ficando cada vez mais caro para quem mora fora da capital francesa. 

"No primeiro turno eu pude vir com o TGV (trem de alta velocidade), e em duas horas conseguir chegar para votar. 

Mas desta vez, com as férias escolares, os preços subiram demais. Acabei optando por um trem normal que demora quase 5 horas para percorrer o caminho entre Lyon e Paris".

Cecilia contou que normalmente aproveita a viagem para visitar Paris, mas que desta vez, o foco ficou somente na eleição. 

"Geralmente tentamos aproveitar o nosso tempo para passar por algum museu, procurar um livro em alguma biblioteca, mas sinceramente, neste segundo turno, estou tão mexida com a situação toda que não estou nem conseguindo olhar para o resto de Paris", afirmou.

A votação neste segundo turno aconteceu sem incidentes graves. 

A polícia francesa acompanhou do lado de fora a movimentação dos eleitores, que foi maior no período da manhã.

Em alguns momentos, apoiadores dos dois candidatos se enfrentaram verbalmente utilizando slogans e provocações. 

Enquanto os partidários do candidato do PSL usavam bandeiras do Brasil, os militantes de esquerda responderam exibindo livros, gritando que iriam votar no "professor". Apesar das divergências, o confronto verbal terminou em abraços entre os eleitores.

PT tem histórico de vitórias em Paris
Mesmo com o desistência de alguns brasileiros que moram longe, quando comparado com a eleição de 2014, a abstenção deste ano foi menor. 

Na disputa entre Dilma e Aécio, 64% das pessoas que haviam transferido seu título de eleitor para Paris não compareceram. 

Vale ressaltar que o número de inscritos também cresceu, passando de cerca de 8 mil a pouco mais de 11 mil.

No primeiro turno da eleição, os brasileiros residentes na França deram a vitória a Ciro Gomes, de PDT. O petista Fernando Haddad ficou em segundo na votação, à frente de Bolsonaro, terceiro colocado.

A votação em Haddad no segundo turno confirma uma tendência observada nas últimas eleições para presidente. 

Desde 1998, o PT ganhou quase todas as disputas em Paris, com Lula e Dilma vencendo com folga em 2002, 2006 e 2010. 

Perdeu somente em 2014, quando a vitória foi de Aécio Neves.


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Homem ataca soldados com um facão perto do Museu do Louvre em Paris

Homem ataca soldados com um facão perto do Museu do Louvre em Paris
Postado em 03/02/2017 21:40

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Imagem do Google

Um homem atacou uma patrulha militar com um facão e aos gritos de "Alá é grande", nesta sexta-feira (3) perto do Museu do Louvre, em Paris, antes de ser gravemente ferido pelo disparo de um soldado, uma agressão que o premiê francês afirmou ser de "caráter terrorista".

As investigações apontaram como suspeito "um indivíduo de 29 anos e de nacionalidade egípcia", cuja fotografia registrada na base europeia de vistos "corresponde à do autor do ataque", disse o procurador da República de Paris, François Molins, em uma entrevista coletiva.

O suspeito teria entrado na França em 26 de janeiro, após chegar ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, em um voo procedente de Dubai. Embora sua identidade não tenha sido formalmente determinada, em seu pedido de visto, o homem disse ter nascido no Egito.

O suposto agressor, que "reside nos Emiratos Árabes Unidos", solicitou um visto de turista para a França em 30 de outubro de 2016, que estava válido de 20 de janeiro a 20 de fevereiro, indicou o procurador.

O passaporte do suspeito foi encontrado durante uma batida no apartamento alugado onde vivia, no 8º distrito da capital francesa, perto da Champs-Elysées.

'Ataque terrorista'
"Visivelmente", trata-se de um "ataque terrorista", declarou o premiê francês, Bernard Cazeneuve.

Nesta sexta à tarde, a Polícia francesa realizou uma batida no centro de Paris, perto da Avenida Champs Elysées, informou uma fonte próxima à investigação.

O ataque aconteceu por volta das 10h locais (7h, no horário de Brasília) na entrada da turística galeria do Carrossel do Louvre, que dá acesso ao museu mais frequentado do mundo.

Um soldado ficou levemente ferido no couro cabeludo, enquanto o agressor foi ferido na barriga e se encontra em estado grave, informou o chefe da Polícia de Paris, Michel Cadot.

De acordo com Cadot, o agressor, "armado com pelo menos um facão, e talvez com uma segunda arma, correu em direção à patrulha de quatro homens", fazendo ameaças e gritando "Allah Akbar" ("Deus é grande", em árabe).

Ao não conseguir neutralizá-lo, um dos militares atirou cinco vezes, atingindo o estômago do agressor.

No início da tarde, o agressor passava por uma cirurgia, correndo risco de morte, segundo uma fonte próxima à investigação.
Algumas testemunhas descreveram cenas de pânico.

"Ouvimos disparos (...) Saímos. Estamos nervosos. Há colegas chorando", disse à AFP um homem que trabalha em um restaurante do Louvre e que pediu para não ser identificado.

"Vimos clientes correndo e logo percebemos que algo sério estava acontecendo. Corremos e saímos do restaurante. Vi a morte chegar. Com tudo o que tem acontecido, realmente senti medo", relatou um colega.

As duas mochilas que o agressor carregava nas costas não continham material explosivo, segundo o chefe da Polícia.
Além do agressor, uma segunda pessoa "de comportamento suspeito" foi detida, acrescentou Cadot, que se mostrou prudente quanto à sua participação no ataque.

"A ameaça continua. Temos de enfrentá-la", afirmou.
Já o presidente Donald Trump reagiu ao episódio com uma mensagem no Twitter.

"Um novo terrorista islâmico radical acaba de atacar o Museu do Louvre de Paris. Os turistas foram confinados. A França em tensão outra vez. VAMOS SER INTELIGENTES", tuitou.

De Malta, onde participa de uma cúpula da União Europeia, o presidente François Hollande qualificou o ataque de uma "agressão selvagem" e elogiou a coragem dos soldados.

Turistas evacuados
O ataque ocorreu no mesmo dia em que Paris lançou sua campanha para sediar os Jogos Olímpicos de 2024.

Mais de mil pessoas, inclusive 250 que estavam dentro do museu, permaneceram confinadas em um local seguro durante várias horas.
"Fizeram-nos evacuar a sala onde estávamos e nos conduziram à sala de artes oceânicas", onde centenas de pessoas permaneceram durante mais de duas horas, contou Roland, um homem de 75 anos que não quis dar seu sobrenome.

O Louvre, que permanecerá fechado até sábado, é o museu mais visitado do mundo, apesar de o número de visitantes ter caído 20% nos últimos anos, depois dos atentados.

A França está sob o regime excepcional de estado de emergência após uma onda de atentados de extremistas islâmicos, que deixou 238 mortos desde 7 de janeiro de 2015.

Em janeiro daquele ano, dois homens armados entraram na sede do semanário satírico Charlie Hebdo, em Paris, e executaram 11 pessoas, entre elas vários de seus renomados cartunistas.

Dez meses depois, um comando islamita que jurou lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI) atacou bares, restaurantes, uma casa de shows e um estádio nos arredores de Paris na noite de 13 de novembro, matando 130 pessoas.

No ano passado, um extremista tunisiano lançou o caminhão que dirigia contra uma multidão reunida em Nice, no sudeste do país, para assistir à queima de fogos na Festa Nacional da Queda da Bastilha, em 14 de julho, matando 86 pessoas.

O EI, que tem perdido terreno no Iraque e na Síria, onde proclamou um califado em 2014, ameaça regularmente a França, em retaliação à participação do país na coalizão militar internacional que combate os extremistas nos dois países.

O EI também defende ataques contra os "infiéis" sempre que possível e tenta exportar seus "soldados" para a Europa, graças aos extremistas que retornam da Síria, com um mandato para conduzir operações em solo europeu.



domingo, 22 de janeiro de 2017

A Suíça dá adeus a 80 anos de sigilo bancário

A Suíça dá adeus a 80 anos de sigilo                                bancário
EL PAÍS  Rodrigo Carrizo Couto7 horas atrás 23/01/2017
 Fachada da sede do banco suíço UBS em Zurique.
A. Wiegmann Fachada da sede do banco suíço UBS em Zurique.

Desde 1 de janeiro os bancos suíços começaram a recompilar informações sobre as contas de seus clientes estrangeiros para começar a lançar alguma luz sobre um sistema bancário opaco, que se movimenta há quase oitenta anos em uma densa névoa que permitiu ocultar grandes patrimônios do fisco dos países do restante do mundo.

MAIS INFORMAÇÕES
Suíça concordou em 2014 em se unir ao processo de troca automática de informações financeiras e fiscais promovido pela OCDE

Um protocolo que entra em vigor este ano e que a obrigará a partir de 2018 a intercambiar os dados bancários com uma centena de países signatários. 

Um passo que acabará com o lendário sigilo bancário suíço. Terminará, assim, um sistema que permitiu ao país helvético monopolizar 25% do patrimônio estrangeiro nas arcas de alguns de seus mais de 250 bancos de Genebra e Berna.

Com este procedimento ficarão para trás oitenta anos de opacidade, de um sistema que permitia a evasão fiscal e garantia a segurança e o anonimato para milionários e poderosos do mundo todo. 

A Suíça começou a se tornar um paraíso fiscal em meados dos anos 20 do século passado, quando a França estabeleceu um imposto sobre a renda de até 75% para combater os efeitos da Grande Recessão. 

Ao mesmo tempo houve uma fuga de capitais da Alemanha para evitar o pagamento das reparações da Primeira Guerra Mundial, segundo relata Nicholas Shaxson em um formidável livro sobre os paraísos fiscais, Tresure Islands (as ilhas do tesouro). 

Poucos anos depois, as autoridades suíças aprovaram, em 1934, a Lei dos Bancos, que regulava o sigilo bancário e punia sua violação. 

Entre 1920 e 1938, o patrimônio estrangeiro depositado nos bancos se multiplicou por dez, segundo conta Gabriel Zucman em A Riqueza Oculta das Nações.

Hoje o setor financeiro suíço é dos mais prósperos do mundo. Suas instituições estenderam seus tentáculos por todo o planeta. E estão preparadas para a transição para a transparência fiscal. 

Mas o acordo promovido pela OCDE permite algumas condições. A entrega dos dados será confidencial e somente podem ser usados para efeitos fiscais. 

Até agora, a Suíça só compartilhava informações sobre contras se fossem solicitadas por países com os quais tivesse firmado convênios de dupla imposição, mas nem sequer nesses casos a cooperação era fácil e fluida. 

Juízes e inspetores da Fazenda na Espanha se queixam dos entraves burocráticos que encontram quando pedem à Suíça informações sobre as contas de espanhóis.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados do Brasil Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por exemplo, operava contas secretas na Suíça para, de acordo com o Ministério Público Federal, ocultar dinheiro de propina. Ele está preso preventivamente por ser envolvimento na Operação Lava Jato.

MUDANÇAS PARA OS EMPREGADOS

As consequências da nova situação que os bancos suíços vivem são palpáveis. Lukas Hässig, especialista em informações econômicas e autor do popular blog Inside Paradeplatz, comenta: “O fim do sigilo bancário vai ser muito duro para a Suíça e as pessoas que trabalham no setor. 

Para sobreviver, nossos bancos precisam oferecer melhores serviços ao cliente: mais rentabilidade e melhor orientação. O grande problema é que os bancos suíços não parecem ter melhor estratégia que a de deslocar todos os setores não essenciais do negócio a países com menor custo salarial”.

O maior gasto dos bancos é a soma se salários e serviços informáticos, que pode chegar a até 80%. “O caro é o pessoal”, sentencia o blogueiro. 

“Por isso, tentam reduzir a massa salarial levando serviços para fora e contratando recém-formados. Por exemplo, o UBS está se instalando em Frankfurt.” E acrescenta: “A renda média na Suíça é de cerca de 8.000 euros mensais. 

Para um suíço ir trabalhar na Alemanha com um salário pior será difícil. E como em todos os setores, os maiores de 50 anos são os grandes perdedores deste jogo”, conclui Hässig.

Os grandes bancos suíços fizeram o impossível para evitar o mal. Quais são suas estratégias para que o negócio siga em frente? Myret Zaki é autora de vários livros sobre os bancos suíços e as finanças opacas. 

Esta economista, diretora da revista econômica Bilan, explica a EL PAÍS que “o mercado de private banking (reservado para clientes com grandes patrimônios) já se desloca para zonas de jurisdição anglo-saxã”. 

E especifica: “A saber: Londres, o Caribe, Hong Kong e Cingapura. Entornos onde impera o direito anglo-saxão. O setor precisa de privacidade e estrita confidencialidade, que a praça financeira suíça já não pode prover”.

Um recente estudo da consultoria internacional Boston Consulting Group mostra que o patrimônio transferido para territórios offshore –Ilhas Virgens, Hong Kong e Cingapura, principalmente– alcançava, no final de 2015, 10 trilhões de dólares (32 trilhões de reais). 

“A Suíça continua sendo o maior destino para a riqueza offshore –em refúgios fiscais– em 2015, mantendo quase um quarto de todos estes ativos no mundo”, afirma a consultora, que explica como os bancos suíços têm filiais nesses territórios.

Segundo Saki, o motivo fundamental para esta estratégia reside em que o marco jurídico anglo-saxão garante tal privacidade, graças a estruturas como os trusts. “São ferramentas que a Suíça pode manejar perfeitamente, embora não em seu território nacional nas circunstâncias atuais”, diz.

“Pode afirmar-se que o private banking deixou de existir na Suíça tal como o conhecíamos e que se acabaram as contas numeradas secretas, especialmente para os cidadãos de países da UE, como a Espanha. 

Agora, os grandes bancos se voltaram para o asset management, a gestão patrimonial, sobretudo em nível institucional. Por exemplo, fundos de pensões que precisam preservar sua rentabilidade.”

Na realidade, a Suíça mantém importantes forças, como a robustez do franco suíço, que serve de moeda de refúgio. “Sem dúvida, o franco suíço se transformou em um investimento muito interessante”, afirma Saki, economista de origem egípcia. 

Calcula-se que neste momento na Suíça haja ativos privados estrangeiros no valor de uns 850 bilhões de euros (2,9 trilhões de reais), a metade do que havia antes da guerra fiscal que antepôs a Suíça aos EUA desde 2009.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Invencibilidade das Forças Armadas dos EUA é um mito'

'Invencibilidade das Forças Armadas dos EUA é um mito'
AMÉRICAS 15:38 12.01.2017 
USS John C. Stennis (CVN-74), um super-porta-aviões de propulsão nuclear norte-americano da classe Nimitz
© flickr.com/ U.S. Pacific Fleet

Segundo escreve o autor do artigo publicado pela edição The Week, o mito sobre a invencibilidade dos EUA pode ser desmontado por qualquer adversário suficientemente "experiente e audaz".


Antes da Segunda Guerra Mundial, a França era considerada invencível até à sua invasão pelos nazistas. 

Os EUA enfrentam uma situação parecida, destaca o autor do artigo da The Week, e podem perder sua reputação devido a algumas razões.

Em primeiro lugar, os Estados Unidos constroem demasiados porta-aviões sem se darem conta que as técnicas de combate usando esses navios não mudaram desde meados do século XX.

"Até hoje, a vantagem dos porta-aviões dos EUA significava que, por exemplo, qualquer tentativa da China de ocupar Taiwan seria loucura. Agora isso parece quase um convite: a China, com seus mísseis balísticos antinavio, pode afundar metade da frota dos EUA antes de ela se aproximar da ilha", diz o artigo.


Em segundo lugar, a Rússia e a China estão alcançando os EUA em termos de tecnologias stealth na construção de caças. Se trata tanto de seus próprios aviões, como de tecnologias que permitem detectar aeronaves americanas.


Desde o início dos anos 90, a Força Aérea dos EUA se focou no desenvolvimento de tecnologias stealth, mas agora ela precisa de algo de diferente, declara o autor. Para além disso, os estrategistas americanos não conseguem realizar o conceito da Guerra Centrada em Rede do jeito que eles querem.

No âmbito desta guerra, os militares estão ligados entre si por redes, e isto permite se orientarem na situação de modo mais rápido. Durante a guerra no Iraque este sistema funcionou, mas com falhas.

"Pode ser que eles esperassem essas falhas. Ou talvez isso revele a tendência do Pentágono para assinar contratos de produção de tecnologias caríssimas e ambiciosas que não funcionam", pressupõe autor.


De acordo com ele, se ele estiver certo em pelo menos um dos pontos, isto significa que os EUA são vulneráveis a um ataque destruidor, tal como a França em 1940. 

"Se eu sei disso, tenho certeza que Moscou e Pequim também sabem", conclui o autor.