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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Tiroteio em aeroporto na Flórida deixa cinco mortos e oito feridos

Edição do dia 06/01/2017
06/01/2017 21h22 - Atualizado em 06/01/2017 21h22
Tiroteio em aeroporto na Flórida deixa cinco mortos e oito feridos
Policiais com armas pesadas cercaram aeroporto de Fort Lauderdale. Feridos receberam os primeiros socorros na pista.
                                              Vídeo do Youtube

Cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas nesta sexta (6) quando um atirador abriu fogo no aeroporto de Fort Lauderdale, no estado americano da Flórida.

Era pouco antes de 13h na Flórida – 16h em Brasília - quando um homem abriu fogo na área de retirada de bagagem do terminal dois do aeroporto de Fort Lauderdale.

Imagens de celular mostram o pânico dos passageiros. Gritos e correria. Dá para ver corpos estirados no chão.

O prédio foi imediatamente isolado. Todos os passageiros foram retirados e tiveram que esperar na pista do aeroporto. Policiais usando armas pesadas cercaram o terminal dois.

Quando os passageiros começavam a voltar, cerca de 40 minutos depois, uma nova correria. Um barulho no estacionamento assustou centenas de pessoas, que correram mais uma vez para o lado de fora. Algumas se agacharam atrás dos carros.

Pousos e decolagens foram suspensos. Nem de carro era possível se aproximar. Os feridos receberam os primeiros socorros na pista e foram levados para hospitais próximos.

Fort Lauderdale fica a cerca de 30 quilômetros da cidade de Miami - destino muito procurado por turistas do mundo inteiro, inclusive do Brasil. O aeroporto da cidade é usado como um terminal secundário para quem visita Miami e recebe cerca de 75 mil passageiros por dia.

O atirador preso foi identificado por autoridades como Esteban Santiago. Ele tem 26 anos, nasceu em Nova Jersey, estado vizinho a Nova York, e seria de origem porto-riquenha.

Os investigadores disseram que ele tinha uma identificação militar e usou uma pistola, mas ainda não sabem os motivos do ataque.

Em uma rede social um funcionário da prefeitura disse que o atirador levava a arma dentro da bagagem despachada. 

Ele teria retirado a mala da esteira, pegado a pistola e levado até o banheiro para carregá-la. De lá, já saiu atirando. Militares são autorizados a levar arma no bagageiro do avião.

O chefe da polícia local disse que o atirador se entregou sem resistência e que o incidente do estacionamento foi só um susto.

A polícia fez uma varredura no aeroporto que não tem previsão para reabrir.



domingo, 9 de outubro de 2016

Furacão Matthew toca o solo na Carolina do Sul e mata 10 nos EUA

08/10/2016 14h21 - Atualizado em 08/10/2016 19h35
Furacão Matthew toca o solo na Carolina do Sul e mata 10 nos EUA
Passagem pelos EUA deixou mortos na Flórida, Geórgia e Carolina do Norte. No Haiti, furacão provocou mais de 800 mortes, segundo agência.
Do G1, em São Paulo
 Ruas ficam alagadas em Charleston, Carolina do Sul, com passagem do furacão Matthew pelos EUA (Foto: Jonathan Drake/Reuters)
Ruas ficam alagadas em Charleston, Carolina do
Sul, com passagem do furacão Matthew pelos EUA 
(Foto: Jonathan Drake/Reuters)

O furacão Matthew tocou o solo no sudeste da Carolina do Sul na manhã deste sábado (8), informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos. Isso significa que o olho do furacão começou a se mover sobre a terra, provocando uma tempestade que, apesar de enfraquecida, ainda causa estragos na região. Até então, o olho do furacão estava se movendo sobre o oceano, e passou pela costa dos estados da Flórida e da Geórgia.
Pelo menos 10 pessoas morreram na passagem do furacão pelo país, informa a agência de notícias Associated Press. Três na Geórgia, outras três na Carolina do Norte e quatro na Flórida. A agência France Presse reporta uma quinta morte na Flórida.
Espera-se que Matthew chegue à Carolina do Norte à noite, antes de voltar para o mar.
Antes, o furacão passou pelo Caribe e causou maior destruição no Haiti, onde centenas de pessoas morreram. O último balanço da Defesa Civil, divulgado na manhã deste sábado, apontava 336 mortos. No entanto, autoridades locais disseram à agência Reuters que foram mais de 840 mortes.

Na manhã deste sábado, o Matthew foi reclassificado para a categoria 1 (em uma escala que vai até 5), quando a velocidade dos ventos caiu para menos de 135 km/h. Quandoatingiu o Haiti, o furacão era classificado com a categoria 4. Perto da Flórida, já tinha caído para a categoria 3 e, em seguida, para a categoria 2.

Inundações e falta de luz
Na Carolina do Sul, o furacão tocou o solo perto da cidade de McClellanville, a norte de Charleston, de acordo com o NHC, que alertou que um "evento grave de inundação" estava ocorrendo na área. Em Chaleston, as ruas do centro da cidade estavam inundando até a altura dos pneus dos carros, e alguns moradores andavam pelas ruas com a água na altura das costa, enquanto a maré alta se aproximava.
As autoridades do estado ordenaram a evacuação de 300 mil a 500 mil pessoas de áreas de risco para refúgios em áreas mais no interior, embora isto "não seja suficiente", segundo a governadora Nikki Haley.

O furacão também deixou milhares de casas e empresas no sudeste dos Estados Unidos sem energia elétrica. Na Flórida, um milhão de pessoas permanecem sem energia, segundo o governador, Rick Scott. Na Carolina do Sul, 433 mil estão na mesma situação, segundo a governadora Nikki Haley, e na Georgia são 275 mil sem energia.
 Árvore arrancada do solo em Savannah, no estado da Georgia, região atingida pelo furacão Matthew neste sábado (8)  (Foto: DREW ANGERER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)
Árvore arrancada do solo em Savannah, na Georgia 
(Foto: Drew Angerer/Getty Imagens North America/AFP)

As estradas em Jackson Beach, na Flórida, ficaram cheias de entulho e madeira. Cercas e toldos foram derrubados em edifícios em frente ao mar.
O governador Rick Scott, da Flórida, disse que mais de 6 mil pessoas passaram a noite em abrigos entre sexta e sábado, mas ele mostrou-se aliviado pelo fato de a tempestade não ter provocado maiores danos.
  Morador verifica danos a sua cozinha após passagem do furacão Matthew em Ormond Beach, na Flórida  (Foto: Reuters/Phelan Ebenhack)
Morador verifica danos em sua casa após passagem 
do furacão na Flórida (Foto: Reuters/Phelan Ebenhack)

"Somos todos abençoados que o Matthew ficou fora de nossa costa", disse. Mas também descreveu inundações intensas, estradas danificadas, árvores caídas e casas sem eletricidade.
Entre as quatro mortes no estado, estão as de duas pessoas pela queda de árvores e a de um casal de idosos que morreu por intoxicação de monóxido de carbono. O gás estava sendo liberado por um gerador na garagem onde o casal se abrigou contra a tempestade.

O presidente americano, Barack Obama, declarou estado de emergência em Flórida, Geórgia e Carolina do Norte e do Sul.


 Trajetória furacão Matthew (Foto: G1)
Devastação no Haiti
No Caribe, a passagem do Matthew com ventos de até 230 km/h causou grande destruição no Haiti, especialmente na parte do sul do país, que é o mais pobre das Américas. Milhares de casas foram destruídas, e cidades ficaram inundadas. As mortes ainda não foram calculadas, mas estima-se que passam de 800 vítimas. 

"Considerando as dificuldades de acesso a certas zonas e, sobretudo, as dificuldades de comunicação, não podemos dar um balanço definitivo antes de quarta-feira (12)", disse à AFP a diretora de Defesa Civil, Marie-Alta Jean-Baptiste.
Algumas autoridades locais das zonas afetadas estimam que o balaço oficial, de 336 mortos, é subestimado. Segundo o senador Hervé Fourcand, o furacão Matthew causou a morte de pelo menos 400 pessoas no departamento Sul, que ele representa, enquanto que a Defesa Civil só contabilizou 78 mortes neste local.
"Somos muito prudentes frente a certos números que vemos circular, sem que necessariamente saibamos quem os comunicou e sem que tenhamos detalhe sobre as circunstâncias das mortes", comentou Jean-Baptiste.
As cidades de Miragoâne, Les Caye e Jeremie, todas ao sul, ficaram isoladas e foram totalmente devastadas. Para lá foi deslocado o comando do Brasil das tropas internacionais da ONU na missão depaz no Haiti (Minustah) e cerca de 330 soldados brasileiros.

Diante da dimensão das perdas humanas e materiais, o presidente provisório Jocelerme Privert decretou neste sábado (8) três dias de luto nacional, pouco antes de embarcar para a cidade de Jérémie, capital do departamento de Grande Anse, o mais atingido pelo desastre.

No Caribe, o furacão também passou pela Republica Dominicana, onde quatro pessoas morreram, por Cuba e pelas Bahamas, de onde seguiu para o sudeste dos EUA.

 Imagem aérea da cidade de Jeremie, no oeste do Haiti, devastada pelo furacão Matthew (Foto: Nicolas Garcia / AFP)

Imagem aérea da cidade de Jeremie, no oeste do 
Haiti, devastada pelo furacão Matthew (Foto:
 Nicolas Garcia / AFP)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Furacão Hermine desperta novos temores sobre zika

MUNDO02/09/2016 15:32
Furacão Hermine desperta novos temores sobre zika
 Furacão Hermine tocou a terra firme da Florida na madrugada desta sexta-feira.
Furacão Hermine: "É incrivelmente importante que todos façam sua
 parte para combater o zika vírus acabando com a água estagnada"

Da REUTERS

Tampa - O furacão Hermine passou pela Flórida causando destruição nesta sexta-feira, quando deixou 253 mil consumidores sem eletricidade, inundou áreas baixas e despertou temores de uma disseminação de zika vírus nas poças de água.
Primeiro furacão a atingir o território da Flórida em mais de uma década, o Hermine chegou às praias do Estado norte-americano no início desta sexta-feira perto da St. Marks, 30 quilômetros ao sul da capital Tallahassee, com ventos de 130 quilômetros por hora e desencadeando uma onda de tempestades devastadora nas áreas costeiras.
O furacão deve prejudicar o trânsito no feriado do Dia do Trabalho norte-americano, que cai na primeira segunda-feira de setembro, depois de afetar a indústria turística de 89 bilhões de dólares da Flórida.
A Geórgia foi poupada dos estragos que esperava quando colocou 56 condados em estado de emergência, mas 85 mil casas e empresas ficaram sem energia devido às linhas de transmissão e árvores derrubadas.
"Estamos dando um certo suspiro de alívio", disse Jim Butterworth, diretor da Agência de Gerenciamento de Emergências da Geórgia.
Embora seus ventos tenham diminuído para 80 quilômetros por hora, a tempestade seguiu para o nordeste, rumo à costa atlântica, percorrendo um trajeto onde moram dezenas de milhões de norte-americanos e provocando avisos de tempestade e alertas até Rhode Island, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC).
O Hermine pode ganhar força novamente no oceano e causar até 38 centímetros de chuva em Estados do sudeste e do Atlântico central nas próximas 48 horas, também sendo possível que cause uma precipitação intensa no litoral de Delaware e Nova Jersey a partir da noite de sábado, disse o NHC.
"Existe a possibilidade de inundações com risco de morte durante as próximas 48 horas na maioria das localidades costeiras entre a fronteira da Carolina do Norte/Virgínia e Bridgeport, no Connecticut", afirmou o centro.
Na Flórida, as preocupações com a água estagnada, onde os mosquitos procriam, se intensificaram no momento em que o Estado combate um surto de zika vírus.
"É incrivelmente importante que todos façam sua parte para combater o zika vírus acabando com a água estagnada, não importa se pouca", disse o governador da Flórida, Rick Scott, em uma coletiva de imprensa, também alertando as pessoas para ficarem de olho em linhas de transmissão caídas e evitarem dirigir em poças de água estagnada.

Surgiram 47 casos de zika em pessoas que se suspeita terem contraído o vírus de mosquitos locais, de acordo com o Departamento de Saúde da Flórida. Acredita-se que a transmissão ativa só está ocorrendo em duas áreas pequenas nos arredores de Miami.