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domingo, 28 de outubro de 2018

Fernando Haddad vence em Paris no segundo turno com 69,4% dos votos


Fernando Haddad vence em Paris no segundo turno com 69,4% dos votos

Por Stephan Rozenbaum Publicado em 28-10-2018 Modificado em 28-10-2018 em 19:05

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Militantes do PT comemoram a vitória de Fernand Haddad na França em frente ao local de votação, em Paris. otação realizada.Foto: RFI Brasil/Stephan Rozenbaum

Os eleitores brasileiros residentes na França deram a vitória ao candidato petista Fernando Haddad que chegou em primeiro lugar, com 69,45% dos votos. Jair Bolsonaro, do PSL, ficou com 30,55%, de acordo com os boletins das seções eleitorais fixados pelo consulado brasileiro de Paris no local de votação e encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A votação em Paris terminou às 17h pelo horário local, (13h em Brasília) e transcorreu sem incidentes, com 16 urnas eletrônicas instaladas no Espace Cléry, um centro de eventos alugado pelo Consulado Brasileiro no 2° distrito da capital francesa.

A abstenção foi considerada bastante alta neste domingo, já que 57,6% dos  inscritos não apareceram para votar, repetindo o mesmo índice do primeiro turno. 

As férias escolares de outono, que duram até o início de novembro, podem ter sido uma das principais causas do alto índice, já que muita gente aproveita a época para viajar.

Brasileiros residentes na França votaram nas seções eleitorais instaladas em Paris neste domingo, 28 de outubro de 2018.Foto: RFI Brasil / Elcio Ramalho

Outro fator que pode ter influenciado a abstenção expressiva dos eleitores brasileiros na França é a concentração da votação em Paris.

Cecilia Avelino veio de Lyon, no sudeste do país, e diz que votar está ficando cada vez mais caro para quem mora fora da capital francesa. 

"No primeiro turno eu pude vir com o TGV (trem de alta velocidade), e em duas horas conseguir chegar para votar. 

Mas desta vez, com as férias escolares, os preços subiram demais. Acabei optando por um trem normal que demora quase 5 horas para percorrer o caminho entre Lyon e Paris".

Cecilia contou que normalmente aproveita a viagem para visitar Paris, mas que desta vez, o foco ficou somente na eleição. 

"Geralmente tentamos aproveitar o nosso tempo para passar por algum museu, procurar um livro em alguma biblioteca, mas sinceramente, neste segundo turno, estou tão mexida com a situação toda que não estou nem conseguindo olhar para o resto de Paris", afirmou.

A votação neste segundo turno aconteceu sem incidentes graves. 

A polícia francesa acompanhou do lado de fora a movimentação dos eleitores, que foi maior no período da manhã.

Em alguns momentos, apoiadores dos dois candidatos se enfrentaram verbalmente utilizando slogans e provocações. 

Enquanto os partidários do candidato do PSL usavam bandeiras do Brasil, os militantes de esquerda responderam exibindo livros, gritando que iriam votar no "professor". Apesar das divergências, o confronto verbal terminou em abraços entre os eleitores.

PT tem histórico de vitórias em Paris
Mesmo com o desistência de alguns brasileiros que moram longe, quando comparado com a eleição de 2014, a abstenção deste ano foi menor. 

Na disputa entre Dilma e Aécio, 64% das pessoas que haviam transferido seu título de eleitor para Paris não compareceram. 

Vale ressaltar que o número de inscritos também cresceu, passando de cerca de 8 mil a pouco mais de 11 mil.

No primeiro turno da eleição, os brasileiros residentes na França deram a vitória a Ciro Gomes, de PDT. O petista Fernando Haddad ficou em segundo na votação, à frente de Bolsonaro, terceiro colocado.

A votação em Haddad no segundo turno confirma uma tendência observada nas últimas eleições para presidente. 

Desde 1998, o PT ganhou quase todas as disputas em Paris, com Lula e Dilma vencendo com folga em 2002, 2006 e 2010. 

Perdeu somente em 2014, quando a vitória foi de Aécio Neves.


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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

FBI está por trás da Lava Jato , mostra Portal Jurídico

FBI está por trás da Lava Jato , mostra Portal Jurídico
07/02/2018
 

PUBLICADO NO Conjur.

Presente na operação desde seu início, o FBI se gaba da “lava jato” no mundo inteiro. 

Para o órgão do governo americano, a investigação sobre o desvio de dinheiro na Petrobras — que levou diversos empresários para a prisão e é tida como fator decisivo para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff — é o melhor exemplo de cooperação internacional para combate à corrupção.

Os Estados Unidos enviaram uma agente com a missão de se aprofundar no caso já em 2014, mesmo antes de ele se tornar conhecido, a pedido de membros do Ministério Público que estiveram em reunião do grupo anticorrupção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

A “Convenção sobre o Combate à Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais” da OCDE, da qual o Brasil é signatário, prevê um mecanismo aberto de monitoramento ponto a ponto, ou seja, pelos órgãos de investigação dos países-membros. 

Em reuniões sazonais, representantes desses países trocam informações e impressões. 

Foi numa dessas que os brasileiros citaram a ponta do iceberg 

que vislumbravam e pediram apoio aos americanos.

Para isso, foi destacada a agente Leslie Backschies, fluente em português e especialista em combate à corrupção, atual líder da equipe internacional do FBI para a América Latina. 

E a troca de informações entre investigadores americanos e brasileiros sobre a petroleira e as empreiteiras começou — e segue em alta.

Reunidos em evento em São Paulo nesta semana, funcionários e ex-funcionários do FBI e do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) — 
equivalente ao Ministério Público — e advogados discutiram as origens e desdobramentos do caso que, hoje, já chegou a cerca de 50 nações. 

O evento foi organizado pelo escritório internacional CKR Law, que está se estabelecendo no Brasil, pelo Comitê Brasileiro da Câmara de Comércio Internacional e pelo Demarest Advogados.

Especialistas do departamento de Justiça dos EUA e do FBI tratam com certa naturalidade outro ponto criticado na “lava jato” desde o começo: 

o compartilhamento informal de informações e provas entre investigadores de diferentes países (como no caso apontado pela ConJur em que o procurador da República Deltan Dallagnol trouxe da Suíça informações sobre contas de investigados, de forma ilegal).

George “Ren” McEachern, que, até dezembro, liderava a equipe de combate à corrupção internacional do FBI, é claro em sua explicação: :

 “A troca de informações e dados é feita o tempo inteiro entre investigadores. 

Só quando essas informações precisam ser usadas em um processo é preciso validá-las, com um ‘MLAT’”.

 O “MLAT”, no caso, é o tratado entre países para troca de informações e provas na área criminal.

A melhor prática, diz, é a troca de inteligência entre os países, para saber exatamente o que é possível em um MLAT. 

Desde dezembro, McEachern passou a atuar na consultoria internacional Exiger, especializada em compliance, governança e risco.

“O compartilhamento informal [de informações] é essencial para adaptar investigações rapidamente”, diz Robert Appleton, ex-DOJ e atual advogado da CKR Law, especialista em crimes do colarinho branco. 

No caso de provas a serem usadas judicialmente, 
“o pedido de MLAT passa por um processo formal, cuidadosamente escrutinado, que depende de revisões muito profundas de ambos os governos envolvidos”.

Os pedidos oficiais de compartilhamento de provas têm outra utilidade, segundo os especialistas: 

serve para chamar a atenção do outro governo de que um crime envolvendo seu país está sendo investigado. 

Assim, quem recebe um pedido de cooperação na área criminal passa, quase que automaticamente, a investigar também aquele caso, tendo o pedido servido como catalisador.

E essas conexões entre investigadores de vários países não são difíceis de se fazer, explicam especialistas ouvidos pela ConJur. 

Como são poucas as pessoas especializadas em investigar a corrupção nos governos, bastam algumas ligações.

Na visão do governo americano, ele passou a ter uma espécie de jurisdição mundial para investigar casos de corrupção com base na Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) — lei de combate à corrupção no exterior.

 Trocando em miúdos, segundo a norma, qualquer um que tenha operado dólares ou com empresas americanas passa a responder também nos EUA se estiver envolvido em casos de corrupção.

“A princípio, eram problemas comerciais, empresas tiram outras do mercado usando corrupção. 

Mas passou a ser uma questão muito mais importante quando identificamos uma relação profunda do dinheiro da corrupção com o financiamento do terrorismo, por exemplo”, explica Appleton.

Prisões e delações
 
Outro ponto polêmico da operação “lava jato”, a quantidade de prisões e delações também é elogiada pelos americanos, ainda que o MPF e o juiz Sergio Moro, responsável pelo caso na primeira instância em Curitiba, neguem constantemente que as prisões são feitas para forçar delações.

As delações, nos EUA chamadas plea bargain, são ferramentas extremamente importantes na Justiça Criminal americana, diz Appleton, mas ele faz a ressalva de que a grande maioria dos casos investigados não caminha por falta de provas. 

“Não basta o delator acusar, ele precisa apresentar documentos, gravações, fatos. 

Por isso, às vezes, o melhor é ir com cuidado nos casos, pois a acusação só terá um tiro a disparar”, aconselha.

Hoje do outro lado do balcão, Appleton avalia que as empresas que buscam seu serviço muitas vezes acreditam que é questão de sorte tornarem-se alvos de investigação, mas garante que 
não é. 

Muitas vezes, diz, investigações correm por anos até que o investigado saiba. 

Por isso, o melhor é criar um programa efetivo, que, se não necessariamente evite 100% a prática de corrupção, consiga dar uma resposta rápida para os casos que aparecerem. 

Isso também porque a janela de oportunidade para fazer um acordo costuma ser rápida.


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Homem ataca soldados com um facão perto do Museu do Louvre em Paris

Homem ataca soldados com um facão perto do Museu do Louvre em Paris
Postado em 03/02/2017 21:40

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Imagem do Google

Um homem atacou uma patrulha militar com um facão e aos gritos de "Alá é grande", nesta sexta-feira (3) perto do Museu do Louvre, em Paris, antes de ser gravemente ferido pelo disparo de um soldado, uma agressão que o premiê francês afirmou ser de "caráter terrorista".

As investigações apontaram como suspeito "um indivíduo de 29 anos e de nacionalidade egípcia", cuja fotografia registrada na base europeia de vistos "corresponde à do autor do ataque", disse o procurador da República de Paris, François Molins, em uma entrevista coletiva.

O suspeito teria entrado na França em 26 de janeiro, após chegar ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, em um voo procedente de Dubai. Embora sua identidade não tenha sido formalmente determinada, em seu pedido de visto, o homem disse ter nascido no Egito.

O suposto agressor, que "reside nos Emiratos Árabes Unidos", solicitou um visto de turista para a França em 30 de outubro de 2016, que estava válido de 20 de janeiro a 20 de fevereiro, indicou o procurador.

O passaporte do suspeito foi encontrado durante uma batida no apartamento alugado onde vivia, no 8º distrito da capital francesa, perto da Champs-Elysées.

'Ataque terrorista'
"Visivelmente", trata-se de um "ataque terrorista", declarou o premiê francês, Bernard Cazeneuve.

Nesta sexta à tarde, a Polícia francesa realizou uma batida no centro de Paris, perto da Avenida Champs Elysées, informou uma fonte próxima à investigação.

O ataque aconteceu por volta das 10h locais (7h, no horário de Brasília) na entrada da turística galeria do Carrossel do Louvre, que dá acesso ao museu mais frequentado do mundo.

Um soldado ficou levemente ferido no couro cabeludo, enquanto o agressor foi ferido na barriga e se encontra em estado grave, informou o chefe da Polícia de Paris, Michel Cadot.

De acordo com Cadot, o agressor, "armado com pelo menos um facão, e talvez com uma segunda arma, correu em direção à patrulha de quatro homens", fazendo ameaças e gritando "Allah Akbar" ("Deus é grande", em árabe).

Ao não conseguir neutralizá-lo, um dos militares atirou cinco vezes, atingindo o estômago do agressor.

No início da tarde, o agressor passava por uma cirurgia, correndo risco de morte, segundo uma fonte próxima à investigação.
Algumas testemunhas descreveram cenas de pânico.

"Ouvimos disparos (...) Saímos. Estamos nervosos. Há colegas chorando", disse à AFP um homem que trabalha em um restaurante do Louvre e que pediu para não ser identificado.

"Vimos clientes correndo e logo percebemos que algo sério estava acontecendo. Corremos e saímos do restaurante. Vi a morte chegar. Com tudo o que tem acontecido, realmente senti medo", relatou um colega.

As duas mochilas que o agressor carregava nas costas não continham material explosivo, segundo o chefe da Polícia.
Além do agressor, uma segunda pessoa "de comportamento suspeito" foi detida, acrescentou Cadot, que se mostrou prudente quanto à sua participação no ataque.

"A ameaça continua. Temos de enfrentá-la", afirmou.
Já o presidente Donald Trump reagiu ao episódio com uma mensagem no Twitter.

"Um novo terrorista islâmico radical acaba de atacar o Museu do Louvre de Paris. Os turistas foram confinados. A França em tensão outra vez. VAMOS SER INTELIGENTES", tuitou.

De Malta, onde participa de uma cúpula da União Europeia, o presidente François Hollande qualificou o ataque de uma "agressão selvagem" e elogiou a coragem dos soldados.

Turistas evacuados
O ataque ocorreu no mesmo dia em que Paris lançou sua campanha para sediar os Jogos Olímpicos de 2024.

Mais de mil pessoas, inclusive 250 que estavam dentro do museu, permaneceram confinadas em um local seguro durante várias horas.
"Fizeram-nos evacuar a sala onde estávamos e nos conduziram à sala de artes oceânicas", onde centenas de pessoas permaneceram durante mais de duas horas, contou Roland, um homem de 75 anos que não quis dar seu sobrenome.

O Louvre, que permanecerá fechado até sábado, é o museu mais visitado do mundo, apesar de o número de visitantes ter caído 20% nos últimos anos, depois dos atentados.

A França está sob o regime excepcional de estado de emergência após uma onda de atentados de extremistas islâmicos, que deixou 238 mortos desde 7 de janeiro de 2015.

Em janeiro daquele ano, dois homens armados entraram na sede do semanário satírico Charlie Hebdo, em Paris, e executaram 11 pessoas, entre elas vários de seus renomados cartunistas.

Dez meses depois, um comando islamita que jurou lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI) atacou bares, restaurantes, uma casa de shows e um estádio nos arredores de Paris na noite de 13 de novembro, matando 130 pessoas.

No ano passado, um extremista tunisiano lançou o caminhão que dirigia contra uma multidão reunida em Nice, no sudeste do país, para assistir à queima de fogos na Festa Nacional da Queda da Bastilha, em 14 de julho, matando 86 pessoas.

O EI, que tem perdido terreno no Iraque e na Síria, onde proclamou um califado em 2014, ameaça regularmente a França, em retaliação à participação do país na coalizão militar internacional que combate os extremistas nos dois países.

O EI também defende ataques contra os "infiéis" sempre que possível e tenta exportar seus "soldados" para a Europa, graças aos extremistas que retornam da Síria, com um mandato para conduzir operações em solo europeu.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

EM PARIS: Ao lado de Cardozo, presidenta Dilma esclarece golpe e denuncia perseguição à Lula; CONFIRA!

EM PARIS: Ao lado de Cardozo, presidenta Dilma esclarece golpe e denuncia perseguição à Lula; CONFIRA!
1 de fevereiro de 2017
 

Lembrando a destituição de Fernando Lugo da presidência do Paraguai, em 2012, Dilma Rousseff declarou que o impeachment passou a ser uma estratégia na América Latina. 

“Quando não se derrota por eleição direta, recorre-se ao impeachment”, declarou.

Para a ex-presidente, o processo envolve toda a América Latina neste momento, onde, segundo ela, “aproveita-se da crise econômica para se instituir políticas ultraconservadoras e ultraliberais contra os direitos da população”.

“Novo golpe” em 2018
No caso específico do Brasil, Dilma Rousseff acredita que esse processo tem como consequência “o aparecimento de uma onda conservadora e restritiva”. “Por isso, haverá a possibilidade de uma vitória ou de um novo golpe, em 2018, nas próximas eleições presidenciais”, prevê.

A ex-presidente diz desconhecer quais mecanismos seriam utilizados, mas “há a possibilidade de tentarem uma eleição indireta, diante de um presidente ilegítimo e do desgaste muito grande com as delações [da Odebrecht] que vão ser divulgadas nos próximos meses, semanas ou dias. E há a possibilidade, em último caso, de inviabilizarem a candidatura de Lula.”

Por isso, segundo ela, compreender o que acontece atualmente no país é fundamental para agir e evitar o que classifica como “o golpe no golpe”. 

“O grande risco que nós corremos hoje é em relação às eleições de 2018”, um processo que, segundo ela, estaria na continuidade de sua destituição em 2016.

A petista também criticou a PEC do teto para os gastos públicos, aprovada no mês de dezembro, “o exemplo mais puro de como o neoliberalismo se casa com o estado de exceção e afronta a Constituição”. 

“Congelar por vinte anos, em termos reais, todo o gasto com educação, cultura, segurança, ciência e tecnologia, e liberar o gasto em pagamento de juros, é claramente a apropriação do orçamento por uma política neoliberal. Ora, fazê-lo por vinte anos é passar por cima de cinco presidentes, e portanto, de cinco processos eleitorais.”

Defesa da democracia
A melhor forma de lutar contra essa evocada ascensão do conservadorismo e o ultraliberalismo é a defesa democracia, garante a ex-presidente. “Ela é nossa principal bandeira porque impede que os golpes se deem à margem dos processos de melhoria de vida.”

À RFI, Dilma declarou que o objetivo de sua viagem à Europa é denunciar as consequências do que chama de “medidas de exceção”, que, ressalta, vêm acontecendo em todo o mundo. “É esse capitalismo de curto prazo, que quer resultados trimestrais. Ele produziu a maior crise dos últimos setenta anos, essa que ainda estamos vivendo.”

Para ela, esse processo global é incompatível com a democracia. “É algo que explica meu impeachment, o Brexit, a eleição americana, uma série de eventos que estão acontecendo no mundo inteiro.”



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Academia flutuante em Paris usa energia das pessoas para navegar pelo rio Sena

Academia flutuante em Paris usa energia das pessoas para navegar pelo                                     rio Sena
De  Matheus Gonçalves  2 de janeiro de 2017
 

 Academia flutuante em Paris usa energia das pessoas para navegar pelo rio Sena

A empresa italiana Carlo Ratti Associati teve uma brilhante ideia para fazer com que as pessoas se exercitem mais: eles criaram um barco que usa energia das pessoas para navegar pelo famoso rio Sena, em Paris.

O barco tem 20 metros de comprimento e capacidade para 45 pessoas.

“O Paris Navigating Gym aproveita a energia humana”, disse Carlo Ratti. “É fascinante ver como a energia gerada por exercícios físicos em uma academia pode realmente impulsionar um barco.

Ele fornece uma experiência tangível sobre a noção – muitas vezes abstrata – de energia. Ainda estamos desenvolvendo, mas os projetistas estimam que poderá estar pronto em 18 meses.”

O Paris Navigating Gym funciona através da conversão da energia mecânica dos pedais em eletricidade. 

Caso não hajam passageiros suficientes para fazer com que o barco anda, ele poderá captar energia das células fotovoltaicas do seu telhado.

Mais uma ótima razão para visitar Paris.








sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Querem julgar Vladimir Putin?

Querem julgar Vladimir Putin?
14.10.2016 | Fonte de informações:  Pravda.ru
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Querem julgar Vladimir Putin?
Thierry Meyssan

Considerando Vladimir Putin como responsável pelo ressurgimento da Rússia, os neo-conservadores norte-americanos e israelitas tentam desde 2011 prendê-lo, julgá-lo num tribunal internacional, e condená-lo. Fiel servidor da sua estratégia, o Presidente francês François Hollande sugeriu publicamente considerá-lo responsável pelos crimes dos jiadistas na Síria.
REDE VOLTAIRE

Durante a Segunda Guerra mundial, o chefe de Estado francês que abolira a República, Philippe Pétain, fez julgar e condenar à morte o seu antigo delfim tornado no chefe da França Livre, Charles de Gaulle.
Baseado neste modelo, o actual Presidente da República francesa, François Hollande, evocou a possibilidade de abrir um processo judiciário internacional por crimes de guerra cometidos na Síria e julgar não apenas o Presidente da República Árabe Síria, Bashar al-Assad, mas também o da Federação da Rússia, Vladimir Putin [1] ; Declarações retomadas a meias-tintas pelo Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Estas declarações aparecem quando o Canadá, os Estados Unidos, a França, os Países-Baixos e o Reino Unido apoiam os jiadistas de Alepo-Leste contra o Hezbolla, o Irão, a Rússia e a Síria [2].

A vontade de condenar Putin não é nova (sucessivamente pela Segunda guerra na Tchechénia, pela Ucrânia e, agora, pela Síria). É uma ideia recorrente dos neo-conservadores norte-americanos e israelitas. Durante a campanha de eleição presidencial da Rússia em 2012, os Estados Unidos tinham mesmo proposto ao Presidente Medvedev ajudá-lo a candidatar-se contra Vladimir Putin, financiar a sua campanha eleitoral e dar-lhe pleno acesso aos círculos de dirigentes do planeta se ele assumisse o compromisso de lhes entregar Vladimir Putin. O que ele, evidentemente, não fez.

A 29 de Julho de 2015, os neo-conservadores apresentaram no Conselho de Segurança um texto de Victoria Nuland (a esposa do líder republicano Robert Kagan, tornado o porta-voz da Secretária de Estado democrata Hillary Clinton, e agora assistente do Secretário de Estado para a Europa e Eurásia) [3]. O texto propunha criar um Tribunal Internacional especial para julgar os autores da catástrofe do vôo MH17, que foi abatido na Ucrânia matando 298 pessoas. Ele referia-se a uma Comissão de inquérito internacional, da qual a Rússia oficialmente fazia parte, mas de onde os outros membros a tinham excluído. Era assim, portanto, possível tornar a Rússia responsável, julgar e condenar Vladimir Putin por tal.

A Rússia mostrou não apenas o absurdo de criar um Tribunal Internacional por um facto ocasional, mas também o carácter dúplice do procedimento, e opôs-lhe o seu veto. A imprensa ocidental minimizou o assunto.

Washington atira-se, com toda a razão, a Vladimir Putin por ser o arquitecto da reconstrução da Rússia, após a dissolução da URSS e o período de pilhagem de Boris Ieltsin (cujo gabinete tinha sido montado pela NED [4]). Erradamente, desta vez, imagina que eliminado do jogo seria possível rebaixar a Rússia para o nível que ela ocupava há 20 anos atrás.

O Presidente Hollande informou o seu homólogo russo que não o iria acompanhar durante a inauguração da nova Catedral Ortodoxa de Paris, prevista para 19 de Outubro, mas, sim, que se contentaria em recebê-lo no Eliseu. O encontro só poderia, então, incidir sobre a situação na Síria.
Assim o Presidente Putin adiou a sua viagem à França para data indeterminada. O seu porta-voz declarou que ele estaria disposto a deslocar-se a Paris assim que o seu homólogo francês se sentisse à vontade. Uma reação que lembra a que se toma quando se encara um garoto caprichoso.
O actual contencioso entre Hollande e a Federação da Rússia tem a ver, ao mesmo tempo, tanto com a questão ucraniana (negação do golpe de Estado nazi de Kiev, reincorporação da Crimeia e apoio à República do Donbass) como com a questão Síria (negação da tentativa de golpe de Estado dos jiadistas e apoio à República Árabe Síria). 

É pouco provável que se encontre uma saída daqui até ao final do quinquénio de Hollande, ou com o seu sucessor se tratar de A. Juppé, como o sugerem as sondagens. Com efeito, estes dois homens selaram, no sangue dos Sírios, o seu futuro pessoal com Washington.+
Oficialmente favorável à proposta francesa, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, apelou aos seus concidadãos para se manifestarem diante da embaixada russa em Londres ; uma espécie de apoio que parece pré-figurar uma retirada do Reino Unido.
Thierry Meyssan

Tradução 
Alva

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

ONU decide que judeus não tem “laços” com o Monte do Templo

ONU decide que judeus não tem “laços” com o Monte do Templo
 
 Por Jarbas Aragão
"Obviamente, eles nunca leram a Bíblia”, lamenta Benjamin Netanyahu
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura Nações Unidas (Unesco) anunciou nesta quinta-feira que o Monte do Templo, em Jerusalém, “não tem ligação” com os judeus.

A resolução associa somente nomes muçulmanos aos locais sagrados da Cidade Antiga. Vinte e quatro países-membros assinaram o documento e 26 se abstiveram. Apenas EUA, Reino Unido, Lituânia, Holanda, Estônia e Alemanha votaram contra.

A determinação foi concluída durante um encontro em Paris, reiterando uma votação similar realizada em abril. Ao desconsiderar os laços históricos do local, a ONU virtualmente entrega o Muro Ocidental [Muro das Lamentações] aos palestinos.

A decisão foi classificada por Israel como “antissemita e absurda”, sendo severamente criticada pelo que chama de “abusos provocativos que violam a santidade e a integridade” da área.

Esse é um duro golpe diplomático contra Israel, que podia ser antecipado após a decisão no ano passado da UNESCO entregando dois locais sagrados para os judeus ao controle de muçulmanos.

O Túmulo de Raquel, perto de Belém, e a Caverna dos Patriarcas em Hebrom, estão desde outubro de 2015 na mão dos palestinos. Na ocasião, a proposta incluía o Muro das Lamentações, considerando-o uma extensão da mesquita de al-Aqsa. Contudo, foi retirado da proposta final por pressão de países aliados de Israel. Um ano depois, a proposta foi aceita.

De acordo com o jornal Ynet News, o Ministério israelense das Relações Exteriores entregou um panfleto mostrando a inegável conexão histórica dos judeus com Jerusalém. Ele foi distribuído a todos os 120 delegados permanentes da UNESCO cujos países têm relações diplomáticas com Israel.

Fugindo da tradição, Israel buscou a ajuda inclusive da Santa Sé, argumentando que isso também iria prejudicar os cristãos. O Vaticano não se manifestou oficialmente.

Os representantes da Palestina estão buscando, entre outras coisas, nomear um observador permanente da UNESCO em Jerusalém. O objetivo seria forçar a condenação das atividades israelenses em territórios disputados.

A julgar pela decisão de hoje, a ONU acabará cedendo à pressão e intervindo em território israelense, forçando o reconhecimento da Palestina como Estado independente, cuja capital seria Jerusalém Ocidental.


“Obviamente, eles nunca leram a Bíblia”

O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu protestou contra a decisão da ONU. “O teatro do absurdo continua com a UNESCO. Hoje, a organização tomou sua decisão mais bizarra, dizendo o povo de Israel não possui nenhuma ligação com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações. Obviamente, eles nunca leram a Bíblia”, disparou.

Foi mais incisivo, pedindo: “gostaria de aconselhar os membros da UNESCO que visitem o Arco de Tito, em Roma, onde poderão ver o que os romanos levaram para Roma após terem destruído e saqueado o Monte do Templo dois mil anos atrás. Poderão ver gravado no Arco, o menorah de sete braços, que é o símbolo do povo judeu, bem como o símbolo do Estado judaico hoje. ”


Cumprimento profético

O Conselho Executivo da UNESCO tem 58 países membros. A maioria deles é de nações muçulmanas, o que garante o apoio aos palestinos. Como a Palestina não é reconhecida como nação e tampouco é membro da comissão, seis Estados árabes apresentaram a proposta em nome dos palestinos: Argélia, Egito, Kuwait, Marrocos, Tunísia e Emirados Árabes Unidos.

Segundo o documento, o Muro das Lamentações passaria a se chamar Al-Buraq Plaza. Buraq é o nome do cavalo alado que teria levado Maomé em sua viagem mística a Jerusalém. Também faria parte desse “complexo palestino” a Porta de Mughrabi, que dá acesso ao local.

Também pedem “ações” da ONU contra o que denominam “a capital ocupada da Palestina”.

Em outras palavras, conseguiriam ampliar o domínio palestino justamente no local mais sagrado para o judaísmo. Ao mesmo tempo, forçariam o reconhecimento que a Autoridade Palestina tem direito a parte Oriental de Jerusalém, conquistada por Israel na Guerra de 1967.

A Esplanada das Mesquitas é o terceiro lugar mais sagrado do islã e a Jordânia tem a custódia deste santuário, segundo o tratado de paz entre ambos países de 1994. Segundo a Bíblia e a arqueologia, é nesse local, no alto no Monte Moriá, que ficava o templo de Salomão e posteriormente foi edificado o Segundo Templo, pelo governador romano Herodes.

Os incidentes e a luta pelo Templo se reascenderam no último ano, após os sucessivos anúncios por parte de judeus religiosos que estaria tudo pronto para a construção do Terceiro Templo no local.

Os judeus veem a reconstrução do Templo como parte do cumprimento das profecias do Antigo Testamento e anúncio da vinda do Messias.


Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Sequestro em igreja da França termina com padre e 2 criminosos mortos

Sequestro em igreja da França termina com padre e 2 criminosos mortos
EFE Brasil14 horas atrás 26/07/2016           
 O padre assassinado, Jacques Hamel, tinha 84 anos e trabalhava há dez na igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray.
 Foto: HO/http://ser-ta-paroisse.over-blog.org/AFP O padre
 assassinado, Jacques Hamel, tinha 84 anos e trabalhava há 
dez na igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray.

Um sacerdote morreu decapitado nesta terça-feira, após ser feito refém com mais pessoas em uma igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, junto à cidade de Rouen, na Normandia, França. Os dois criminosos foram mortos pela polícia.
Dois homens armados sequestraram o padre junto a duas religiosas e dois fiéis quando era realizada uma missa matinal na igreja, pouco antes das 9h45 local (4h45, em Brasília). Segundo uma das freiras, a decapitação do padre foi filmada. 
Outro homem que foi ferido está entre a vida e a morte, segundo informou à imprensa o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet.
O padre assassinado, identificado como Jacques Hamel, tinha 84 anos e trabalhava há dez nessa igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, onde era muito apreciado pelos frequentadores, segundo o vigário geral da arquidiocese de Roeun, Philippe Maheut.
Os dois homens que fizeram reféns  eram "soldados do (grupo jihadista) Estado Islâmico", segundo a agência "Amaq", vinculada aos terroristas.
A agência afirmou que ambos sequestradores realizaram esta operação, na qual mataram um sacerdote e acabaram mortos, "em resposta às chamadas para atacar os países da coalizão cruzada", em alusão à aliança internacional que ataca posições jihadistas no Iraque e Síria.
A seção antiterrorista da Promotoria de Paris assumiu hoje a investigação e encomendou à Subdireção Antiterrorista (SDAT) e à direção geral da Segurança Interior (DGSI) as tarefas de investigação do ocorrido, afirmou em comunicado.
Uma terceira religiosa que conseguiu fugir deu a voz de alarme às autoridades, que rodearam o templo com agentes do corpo de elite da Brigada de Investigação e Intervenção (BRI) da Polícia, que mataram os sequestradores quando estes saíam da igreja em circunstâncias que ainda não foram esclarecidas.
Freira que fugiu de ataque em igreja diz que decapitação de padre foi filmada
A freira que conseguiu fugir de uma igreja católica de Saint-Étienne du Rouvray, na França, para alertar que dois homens haviam feito reféns no local contou que os terroristas fizeram o padre se ajoelhar, o decapitaram e filmaram o crime.
Em entrevista à emissora de rádio "RMC", a irmã Danielle explicou que os assassinos ordenaram aos cinco religiosos que estavam dentro da igreja para ficarem juntos. Apesar das súplicas dos reféns para que não cometessem o assassinato, eles não hesitaram em nenhum momento.
Os homens forçaram o sacerdote Jacques Hamel, de 84 anos, a se ajoelhar, e quando este tentou se defender, "começou o drama", segundo a freira.
"Gravaram em vídeo. Fizeram uma espécie de sermão em árabe em torno do altar. Foi horroroso", disse Danielle, que acrescentou que conseguiu fugir no momento em que os homens atacaram o sacerdote e depois pediu socorro a uma pessoa que passava de carro pela rua da igreja.
Em relação a Hamel, a freira lembrou que "era um padre extraordinário".
O presidente da França, François Hollande, declarou que os "dois terroristas, que disseram ser do Estado Islâmico", cometeram "um covarde assassinato".
Um dos terroristas da igreja tinha sido fichado pela polícia
Um dos dois terroristas que mataram nesta terça-feira um sacerdote em uma igreja em Saint-Étienne-du-Rouvray, junto à cidade de Rouen, tinha sido fichado pela polícia e usava um bracelete eletrônico.
Segundo informou uma fonte judicial à emissora "France Info", o homem, cuja identidade ainda não foi confirmada da mesma forma que a de seu companheiro, tinha permissão para sair de casa de seus pais, onde residia, entre 8h30 e 12h30 locais.
O terrorista teve a prisão preventiva decretada em 2015, quando foi frustada na Turquia sua tentativa de se unir ao EI na Síria.

No entanto, em março deste ano ele ficou livre, controlado desde então pelo bracelete eletrônico, acrescentou a fonte.

sábado, 16 de julho de 2016

Ataque em Nice: O que se sabe até agora

BBC Brasil11 horas atrás
Ataque em Nice: O que se sabe até agora
Caminhão andou pelo menos 2km antes de ser parados; para-brisa ficou marcado por balas.
Foto: EPA Caminhão andou pelo menos 2km antes de ser 
parados; para-brisa ficou marcado por balas.

Sete meses após os atentados em Paris, um novo ataque deixou pelo menos 84 mortos em Nice, na França. As vítimas - muitas delas crianças - participavam da comemoração da Queda da Bastilha, o feriado mais importante do país.
A França está em estado de emergência desde os atentados de novembro e a segurança está reforçada em todo o país. Serviços de inteligência já haviam alertado para o risco de novos ataques.
Veja o que se sabe sobre o ataque até agora:
 Em Nice François Hollande afirmou que a luta da França "ainda será longa"
AFP Em Nice François Hollande afirmou que a luta da França
 "ainda será longa"

Estado grave
O presidente francês, François Hollande, afirmou nesta sexta-feira que 50 pessoas feridas no ataque em Nice estão "entre a vida e a morte".
Hollande visitou a cidade no litoral sul da França onde recebeu as últimas informações sobre as investigações do ataque deixou 84 mortos.
Em uma entrevista, o presidente afirmou que entre as vítimas estão franceses e estrangeiros e há várias crianças entre os mortos e acrescentou que o ataque teve uma "natureza terrorista inegável".
Hollande visitou um dos hospitais onde as vítimas estão internadas e afirmou que o ataque foi realizado para "satisfazer a crueldade de um indivíduo, talvez um grupo".
Hollande continou a entrevista afirmando que as vítimas do ataque e todos os envolvidos no incidente vão ficar traumatizados pelo resto da vida e mesmo os que não ficaram feridos, ficarão marcados pelo que viram em Nice.
Além disso o presidente francês também elogiou as forças de segurança do país que conseguiram matar o motorista do caminhão.
Ele afirmou que eles investiram muito e se comprometeram, respondendo a todas as exigências feitas desde 13 de novembro de 2015 - quando atiradores e homens-bomba mataram 130 pessoas em uma série de ataques em Paris.
"Eu os saúdo e todos os outros envolvidos... o serviço de inteligência, os envolvidos no processo de identificação."
Segundo o presidente a França está "enfrentando uma luta que será longa".
Milhares de pessoas haviam se reunido para assistir aos fogos em Nice.
 Foto: AFP/Getty Images Milhares de pessoas haviam se
 reunido para assistir aos fogos em Nice.

Pânico em Nice
O pânico começou pouco após às 22h30 do horário local (17h30 no Brasil), logo após milhares de pessoas assistirem à queima de fogos na orla de Nice no 14 de julho, o principal feriado na França, que celebra a Queda da Bastilha.
Havia uma atmosfera de celebração e a multidão havia assistido a uma demonstração da força aérea durante o evento.
Enquanto as famílias caminhavam pela famosa via Promenade des Anglais, um grande caminhão branco avançou em alta velocidade em direção a elas. O veículo subiu no meio-fio e depois voltou para a pista, fazendo um zigue-zague por cerca de 2km enquanto o motorista avançava contra a multidão deliberadamente.
Mapa mostra rota de caminhão usado em ataque em Nice
BBC Mapa mostra rota de caminhão usado em
 ataque em Nice

Centenas de pessoas foram atropeladas. Após 2km, a polícia finalmente conseguiu parar o caminhão perto do hotel de luxo Palais de la Mediterranee.
"Eu estava no Palais de la Méditerranée quando vi um caminhão em alta velocidade atropelando as pessoas. Vi com meus próprios olhos, as pessoas tentaram parar o veículo", disse uma testemunha.
O atirador abriu fogo contra a multidão, de acordo com relatos do local. A polícia atirou de volta e o motorista acabou sendo morto.
Imagens mostram o para-brisa e a parte da frente do caminhão atingido por balas. Autoridades do Ministério do Interior disseram que o atacante havia sido "neutralizado".
Até o momento, foram confirmadas 84 mortes entre elas dez crianças.

Quem estava dirigindo o caminhão?
O motorista foi identificado como o franco-tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, segundo promotor Francois Molins.
Molins informou que ele trabalhava como motorista e fazendo entregas. Era casado e tinha filhos. Sua ex-mulher foi detida pela polícia.
Bouhlel já tinha sido alvo de investigações policiais por conta de ameaças, uso de violência e furto cometidos por ele entre 2010 e 2016.
Em 24 de março deste ano, ele foi condenado a seis meses de prisão por uma agressão com uso de arma em janeiro passado. O serviço secreto francês disse não ter detectado sinais de que ele tivesse de radicalizado.
Arquivos digitais apreendidos e um celular encontrado no caminhão estão sendo analisados.
De acordo com uma fonte do setor de segurança da Tunísia consultada pelo serviço árabe da BBC e que pediu anonimato, Bouhlel é de uma família que mora em Msaken, perto da cidade de Sousse, no litoral tunisiano.
Os pais de Bouhlel são divorciados e moram na França.
Ele costumava visitar a Tunísia com frequência, segundo a fonte anônima, que acrescentou que a última visita ocorreu há oito meses.
Logo depois do ataque, os agentes de segurança em Nice encontraram armas e uma granada dentro do caminhão, mas depois disseram que elas eram falsas.
Os documentos de identidade de Bouhlel também foram encontrados dentro do veículo, que teria sido alugado dois dias antes.
Vizinhos que moram no mesmo prédio onde Bouhlel vivia afirmaram que ele não se relacionava com outras pessoas e nem respondia a cumprimentos nos corredores do prédio.

Como as autoridades reagiram?
Logo após o incidente, ficou claro que muitas pessoas haviam morrido, mas a escala do desastre não estava clara. Mortos e feridos foram levados ao hospital Centre Hospitalier Universitaire de Nice.
Presidência informou que presidente e primeiro-ministro estavam em uma reunião de emergência.
 Foto: Twitter Presidência informou que presidente e primeiro
-ministro estavam em uma reunião de emergência.

Na área no entorno de Nice, o alerta anti-terrorismo foi elevado para o nível mais alto.
O presidente François Hollande estava em visita a Avignon, mas voltou para Paris, onde se uniu ao primeiro-ministro Manuel Valls em uma reunião de emergência.

Quem está por trás do ataque?
Não demorou muito para o presidente Hollande dizer que "a natureza terrorista do ataque não podia ser negada".
Os promotores anti-terrorismo em Paris iniciaram um inquérito por homicídio e tentativa de homicídio como parte de um ataque terrorista.
Estado de alerta em Nice está em nível mais alto
AFP Estado de alerta em Nice está em nível mais alto

Mais cedo, a agência de inteligência da França, o DGSI, havia alertado para o risco de ataques de militantes islâmicos com "veículos com armadilhas e bombas".
O grupo autodenominado Estado Islâmico não se responsabilizou pelo ataque. Os militantes do EI atacaram a França diversas vezes desde janeiro de 2015.
Horas antes do ataque em Nice, Hollande anunciou que o estado de emergência na França chegaria ao fim no final do mês. Após o ataque, ele anunciou que ele seria prolongado por três meses.
"Temos que fazer todo o possível para lutar contra este tipo de ataque", disse o presidente. "Toda a França está sob ameaça do Estado Islâmico."


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