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domingo, 11 de dezembro de 2016

FIM DA PICADA: TEMER QUER ANULAR A DELAÇÃO DA ODEBRECHT, QUE O INCRIMINA

FIM DA PICADA: TEMER QUER ANULAR A DELAÇÃO DA ODEBRECHT, QUE O INCRIMINA
 Beto Barata

Acusado de comandar a bancada da Odebrecht na Câmara dos Deputados e de pedir e receber uma propina de R$ 10 milhões da Odebrecht, que teria sido entregue parcialmente em dinheiro no escritório de José Yunes, seu melhor amigo, Michel Temer quer anular a delação da Odebrecht, alegando que houve vazamento, antes da homologação pelo Supremo Tribunal Federal; se esse argumento prevalecer, praticamente todas as delações da Lava Jato, terão que ser anuladas; delação da Odebrecht também atinge o líder de seu governo, Romero Jucá, o Caju, acusado de receber R$ 22 milhões, e Aécio Neves, o Mineirinho, acusado de receber R$ 15 milhões

11 DE DEZEMBRO DE 2016 ÀS 18:03

247 – Acusado de comandar a bancada da Odebrecht na Câmara dos Deputados e de pedir e receber uma propina de R$ 10 milhões da Odebrecht, que teria sido entregue parcialmente em dinheiro no escritório de José Yunes, seu melhor amigo (leia aqui), Michel Temer quer anular a delação da Odebrecht, alegando que houve vazamento, antes da homologação pelo Supremo Tribunal Federal.

"Após a revelação da delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, que arrastou as cúpulas do Palácio do Planalto e do PMDB do Senado para o centro da Lava-Jato, peemedebistas avaliam a possibilidade de pedir a anulação da delação por ter sido vazada antes mesmo da homologação pelo STF (Supremo Tribunal Federal)", diz reportagem do Globo.

Se esse argumento prevalecer, praticamente todas as delações da Lava Jato, terão que ser anuladas.

A delação da Odebrecht também atinge o líder de seu governo, Romero Jucá, o Caju, acusado de receber R$ 22 milhões (leia aqui), e Aécio Neves, o Mineirinho, acusado de receber R$ 15 milhões (leia aqui).

"Em reunião, no fim da tarde deste domingo, no Jaburu, como antecipou o Blog do Moreno, Temer quer mostrar que o governo não ficou paralisado diante das denúncias da Odebrecht e quer garantir a aprovação da PEC do teto e da LDO de 2017, e do Orçamento se houver tempo, nesta última semana de trabalho do Legislativo", aponta ainda o Globo. 

"Temer anda irritado com a má comunicação do governo."



sábado, 10 de dezembro de 2016

URGENTE: COM 25 MINUTOS NO JN, TEMER JÁ PODE PREPARAR A CARTA DE RENÚNCIA

URGENTE: COM 25 MINUTOS NO JN, TEMER JÁ PODE PREPARAR A CARTA DE RENÚNCIA
 

Numa reportagem correta do repórter Júlio Mosquera, no Jornal Nacional, Michel Temer foi apresentado ao público como o chefe do esquema do PMDB na Câmara dos Deputados e uma espécie de negociante de interesses privados no parlamento e no Executivo; ao todo, o telejornal dedicou 25 minutos aos capítulos da delação de Claudio Melo Filho dedicados ao PMDB, onde Temer e seus principais assessores, Eliseu Padilha, Moreira Franco e Geddel Vieira Lima (já demitido), aparecem como operadores de interesses da empreiteira; JN destacou o trecho em que Melo Filho fala da via de mão dupla entre a empreiteira e Temer: ela dava dinheiro e ele oferecia favores; rejeitado pela população e, agora, sem o apoio da Globo, Temer já pode começar a redigir sua carta de renúncia

10 DE DEZEMBRO DE 2016 ÀS 21:05

247 – Michel Temer já pode começar a redigir sua carta de renúncia. Se não sair espontaneamente da presidência da República, dela será ejetado no início de 2017, seja pela cassação no Tribunal Superior Eleitoral, seja por um processo de impeachment.

A principal evidência de que Temer não continuará no cargo ocorreu na noite deste sábado 10, no Jornal Nacional. 

Numa reportagem correta do repórter Júlio Mosquera, no Jornal Nacional, Michel Temer foi apresentado ao público como o chefe do esquema do PMDB na Câmara dos Deputados e uma espécie de negociante de interesses privados no parlamento e no Executivo.

Ao todo, o telejornal dedicou 25 minutos aos capítulos da delação de Claudio Melo Filho dedicados ao PMDB, onde Temer e seus principais assessores, Eliseu Padilha, Moreira Franco e Geddel Vieira Lima (já demitido), aparecem como operadores de interesses da empreiteira.

O JN destacou o trecho em que Melo Filho fala da via de mão dupla entre a empreiteira e Temer: ela dava dinheiro e ele oferecia favores.

Reitado pela população e, agora, sem o apoio da Globo, principal fiadora do golpe de 2016, ele já pode começar a limpar as gavetas.

                                                      VEJA O VÍDEO ABAIXO

Vídeo do Youtube


URGENTE: Odebrecht põe Dallagnol “no chão” e afirma que o comandante geral da corrupção seria Michel Temer; VEJA!

URGENTE: Odebrecht põe Dallagnol “no chão” e afirma que o comandante geral da corrupção seria Michel Temer; VEJA!

 

Os executivos da Odebrecht durante delação premiada, desmentiram o Procurador Dallagnol que havia afirmado que o ex-presidente Lula seria o chefe dos desvios da Petrobrás.

Segundo a Odebrecht, o comandante do núcleo na Câmara, era o Presidente da República, Michel Temer (PMDB).

Lula não foi citado na delação.

Temer teria pedido 10 milhões de reais a Marcelo Odebrecht em um jantar no Palácio do Jaburu, sendo que Eliseu Padilha ficou na responsabilidade de receber 4 milhões desse total.

Além de Temer e Padilha, foram delatados os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá e Eunício Oliveira.



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Renan Calheiros vira réu e ameaça “Este Senado ficará vazio se eu for pra cadeia”

STF
Renan Calheiros vira réu e ameaça “Este Senado ficará vazio se eu for pra cadeia”
Os ministros Marco Aurélio Mello e Rosa Weber aceitaram integralmente a peça acusatória, que também atribui a Renan Calheiros os crimes de falsidade ideológica
Publicado 02/12/2016 14:02:18
 Renan Calheiros vira réu e ameaça “Este Senado ficará vazio se eu for pra cadeia”

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira colocar no banco dos réus o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). 

Oito dos onze ministros da Corte decidiram que o peemedebista deve ser julgado pelo crime de peculato, desvio de dinheiro público, por ter usado um lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. 

Os ministros Edson Fachin, relator da matéria, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Luiz Fux, Celso de Mello e a presidente do STF, Cármen Lúcia, aceitaram parcialmente denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República em 2013, apenas para o crime de peculato.

Os ministros Marco Aurélio Mello e Rosa Weber aceitaram integralmente a peça acusatória, que também atribui a Renan Calheiros os crimes de falsidade ideológica e uso de documento público falso.

Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski rejeitaram a acusação da PGR integralmente.


Nove anos de investigações

Em junho de 2007, a jornalista Mônica Veloso, com quem Renan teve uma filha fora do casamento, revelou com exclusividade a VEJA que teve despesas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior. Segundo ela, os pagamentos eram realizados em dinheiro vivo e quase sempre feitos no escritório da empreiteira em Brasília.

Mônica contou que recebeu os valores de março de 2004 a novembro de 2005. Começou com 40.000 reais para pagar um ano de aluguel antecipadamente – na verdade, 43.200 reais, pagos em 15 de março de 2004, conforme recibo da imobiliária obtido por VEJA.

Além disso, ela recebeu pensão mensal de 8.000 reais e, de agosto de 2004 a março de 2005, mais 2.800 reais para pagar a empresa de segurança devido a ameaças de morte anônimas que teria recebido. De março de 2005 em diante, quando trocou a casa por outro apartamento, além da pensão de 8 000 reais, foram incorporados 4.000 reais para o aluguel, num total de 12.000 reais mensais.
Renan nega todas as acusações.

Réu na linha sucessória
Em novembro, seis dos oito ministros do STF votaram a favor da ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade de que réus não poderão ocupar cargos na linha de sucessão presidencial, que inclui os presidentes da Câmara e do Senado.

A sessão, no entanto, foi suspensa após pedido de vistas do ministro Dias Toffoli. Na ocasião, os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso não estavam presentes na sessão.


Fonte: Pensa Brasil


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Brasília: Pela janela de vidro, parlamentares em coquetel observam a polícia bater no povo

30 NOV 2016
coquetel

Violência em Brasília mostra os limites do golpe e escancara a fraqueza de Michel Temer
“…É que essa repressão toda, com um congresso completamente controlado e submisso aos interesses dos grandes bancos e instituições financeiras que comandam a economia mundial, representa um reconhecimento tácito de que Michel Temer e seu governo “de facto” perderam o controle da situação e lançam mão da repressão policial para conter, momentaneamente as manifestações contrárias aos planos de desmanche do Estado brasileiro e de retirada de direitos sociais e trabalhistas

A questão agora é de verificar como os protestos vão evoluir em diferentes partes do território brasileiro. …”

As coisas nunca são tão ruins que não possam piorar. 

Enquanto a polícia baixava o cacete no povo, parlamentares participavam de um rega bofe e assistiam a peleja pelas janelas co Congresso Nacional. Deprimente e triste. 

“Transformaram o país num grande puteiro pra ganhar mais dinheiro”, como dizia Cazuza. 

E com a aprovação da PEC 55 ontem, com congelamento dos recursos  na Educação, Saúde, Seguridade social por 20 anos, comemorações como estas serão cada vez mais feitas pela elite que observará o povo de suas mansões e palácios por vidros a prova de bala. Triste fim do Brasil Altaneiro, que se constituía como importante player político e econômico com a constituição do BRICS. 

Agora, não tardará muito, e a letra “B” do BRICS será “letra morta”. 

A república de curitiba, associada aos corruptos parlamentares, ambos a soldo de polpuldos recursos imperiais, retornam o Brasil a “República de Bananas”.





PEC 55: Veja quem são os senadores que votaram contra os pobres, a favor dos ricos

PEC 55: Veja quem são os senadores que votaram contra os pobres, a favor dos ricos
30 de novembro de 2016 às 09h06
 senado pec 55 votação
Da Redação
Por 61 a 14, o Senado aprovou nessa terça-feira (29/11), em primeiro turno, a PEC 55.

“É a continuação do golpe”, como denunciou da tribuna o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “Uma vergonha!”

Golpe de classe contra a população mais pobre, a educação e a saúde públicas, a favor do capital financeiro.

Na fotomontagem acima, estão nove dos senadores que votaram contra o povo: Marta Suplicy (PMDB-SP), Cristovam Buarque (PPS-DF), Ana Amélia (PP-RS), Álvaro Dias (PV-PR), José Agripino (DEM-RN), Fernando Coelho (PSB-PE) e os tucanos Aécio Neves (MG), Aloysio Nunes (SP) e Antonio Anastasia (MG).

Veja a lista completa de votação.
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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

IMPEACHMENT DE MICHEL TEMER SERÁ APRESENTADO A CÂMARA NA SEGUNDA FEIRA

IMPEACHMENT DE MICHEL TEMER SERÁ APRESENTADO A CÂMARA NA SEGUNDA                          FEIRA
 
Temer gravado pelo próprio ministro? Aguardamos a revelação destes fatos.

Agora é oficial, Pedido de Impeachment de Michel temer será apresentado na próxima Segunda Feira 28/11 , Como diz o Senador Lindbergh Farias  do PT  no vídeo a baixo .



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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Cunha entra em “panico” e chora dentro de cela em Curitiba

Cunha entra em “panico” e chora dentro de cela em Curitiba
Quinta-feira, novembro 3, 2016 

O presidente de facto, Michel Temer, e seus auxiliares mais próximos estão em alerta máximo. Eles passaram a receber, nos últimos dias, novas ameaças do deputado cassado, e preso, Eduardo Cunha. As noites, na fria carceragem da Polícia Federal, na capital paranaense, têm sido demais para o ex-presidente da Câmara. Testemunhas que conversaram com a reportagem do Correio do Brasil disseram tê-lo visto chorando ao abraçar a mulher, a jornalista Cláudia Cruz. Ela e os filhos o visitaram, no início da semana.

Cunha tenta, em suas últimas esperanças de evitar um longo período atrás das grades, convencer os demais correligionários. Hoje, na condução do país, seus parceiros deveriam ajudá-lo na guerra contra a Operação Lava Jato, acredita. Mas pode ser tarde demais. Suas primeiras conversas acerca de uma possível delação premiada têm esbarrado nos procuradores do Ministério Público Federal (MPF). Parte deles prefere ver Cunha preso por muito tempo, ao invés de ter a pena reduzida. O peemedebista fluminense é acusado de receber mais de US$ 6 milhões em propina no esquema de corrupção na Petrobras.

Cunha e os ‘peixes graúdos’
Após negociar a confissão de Odebrecht, a delação de Cunha passa a ter peso específico. Somente interessaria ao Judiciário caso o peemedebista fluminense disponha de provas objetivas contra cúmplices do mais alto escalão. Entre eles, o presidente licenciado da legenda, Michel Temer, e políticos já citados, como o senador José Serra (PSDB-SP). Atual ocupante do ministério das Relações Exteriores, Serra já foi citado por receber mais de R$ 20 milhões em dinheiro sujo.

Muitas pessoas e alguns articulistas dos principais jornais do país andaram falando assim, como se nós tivéssemos uma obrigação de fechar um acordo com Cunha. Eu não vou trocar o Cunha por alguém abaixo dele, eu tenho que trocar por alguém da mesma hierarquia ou acima dele, essa é a lógica do sistema. 
A menos que ele venha me entregar 200 deputados, 200 deputados menores que ele, daí eu até poderia ter uma multiplicação no sentido quantitativo — disse o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, a jornalistas. Ele é um dos principais integrantes da força-tarefa.
Acordo fechado
Ao contrário de Cunha, que apela para se ver livre das grades, Odebrecht teria fechado, na véspera, o seu acordo de delação premiada. A defesa do dono da empreiteira teria chegado a um acordo sobre um dos principais pontos da delação premiada. Acertaram que Odebrecht permanecerá preso, em regime fechado, até dezembro de 2017. A pena total deve ser de dez anos, com dois e meio em regime fechado.
A delação de Marcelo e dos executivos do grupo atinge todo o sistema político. Inclui Michel Temer, que teria pedido R$ 10 milhões em caixa dois. E Serra, com depósitos de R$ 23 milhões numa conta secreta, na Suíça.

Odebrecht está preso desde junho do ano passado, sob suspeita de envolvimento no esquema de desvios da Petrobras. Esse período de um ano e quatro meses será descontado da pena total, de acordo com pessoas ligadas às negociações, segundo adiantaram seus advogados.

Pena rígida
Em dezembro de 2017, segundo o acordo celebrado, o empresário entraria em progressão de regime, cumprindo pena no semiaberto e aberto, inclusive o domiciliar. No início de outubro, as autoridades da Lava Jato iniciaram as negociações para que ele cumprisse pena de quatro anos em regime fechado.

Sua defesa, no entanto, conseguiu negociar a redução da punição, alegando que era muito rígida. Afinal, o empresário denuncia políticos de alto calado e contratos públicos de valores astronômicos.

CORREIO DO BRASIL


Cunha chama Temer e Lula como suas testemunhas na Lava Jato

Cunha chama Temer e Lula como suas testemunhas na Lava Jato
VEJA.com Rafaela Lara16 horas atrás
 Eduardo Cunha convocou 22 testemunhas para sua defesa em ação penal da Lava Jato: Ex-deputado Eduardo Cunha – 18-10-2016
image/jpeg Ex-deputado Eduardo Cunha – 18-10-2016

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) chamou o presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como suas testemunhas de defesa em ação penal na Operação Lava Jato. Temer e Lula fazem parte de um rol de 22 testemunhas convocadas pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Cunha está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde o dia 19 de outubro por decisão do juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância. O ex-parlamentar é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão fraudulenta de divisas pela manutenção de contas ilegais na Suíça que teriam recebido propina do esquema na Petrobrás.

As investigações apontam a existência de contas secretas na Suíça e de que o empresário Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira pagou propina ao ex-deputado para ser beneficiado em um contrato de aquisição dos direitos de participação na exploração de um campo de petróleo no Benin, na África. Ao todo, o ex-deputado teria recebido 1,311 milhão de francos suíços, o equivalente a 1,5 milhão de dólares. Na transação, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada teria atuado como intermediário no acerto dos valores.

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O documento de 68 páginas apresentado pelos advogados do ex-parlamentar também convoca como testemunhas o ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, os ex-ministros Henrique Alves (Turismo), Mauro Lopes (Aviação Civil), o ex-deputado João Paulo Cunha (PT), o pecuarista José Carlos Bumlai, o economista Felipe Diniz, filho do ex-líder do PMDB na Câmara Fernando Diniz, o vice-governador de Minas Gerais Antônio Eustáquio Andrade Ferreira (PMDB), os deputados Leonardo Quintão (PMDB-MG), Saraiva Felipe (PMDB-MG), o deputado estadual João Magalhães (PMDB-MG) e Nelson Tadeu Filipelli (PMDB-DF).

O ex-senador Delcídio Amaral, o ex-gerente da área Internacional Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos, o professor de Direito José Tadeu de Chiara, o lobista Hamylton Padilha, o ex-funcionário da Petrobrás Sócrates José Fernandes Marques da Silva, Mary Kiyonaga e Elisa Mailhos, funcionárias do Banco Merril Lynch, também fazem parte do rol de testemunhas.
Confira a lista com as 22 testemunhas convocadas pela defesa de Cunha:

1 – Michel Miguel Elias Temer Lulia
2 – Felipe Bernardi Capistrano Diniz
3 – Hnerique Eduardo Lyra Alves
4 – Antônio Eustáquio Andrade Ferreira
5 – Mauro Ribeiro Lopes
6 – Leonardo Lemos Barros Quintão
7 – José Saraiva Felipe
8 – João Lúcio Magalhães Bifano
9 – Nelson Tadeu Filipelli
10 – Benício Schettini Frazão
11 – Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos
12 – Sócrates José Fernandes Marques da Silva
13 – Delcídio do Amaral Gómez
14 – Mary Kiyonaga (Funcionária do Banco Merril Lynch, Genebra)
15 – Elisa Mailhos (Funcionária do Banco Merril Lynch, Genebra)
16 – Luis Maria Pineyrua (Representante da Posadas & Vecino, Consultores Internacionales Inc.)
17 – Nestor Cuñat Cerveró
18 – João Paulo Cunha
19 – Hamylton Pinheiro Padilha Júnior
20 – Luís Inácio Lula da Silva
21 – José Carlos da Costa Marques Bumlai
22 – José Tadeu de Chiara
Arquivado em:Política

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cunha pode não ter a chance de fechar delação com Lava Jato

Cunha pode não ter a chance de fechar delação com Lava Jato
 Reuters Por Brad Brooks13 horas atrás 02/11/2016
 Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é escoltado por policiais federais ao deixar o Instituto Médico Legal em Curitiba
REUTERS/Rodolfo Buhrer Ex-presidente da Câmara dos Deputados, 
Eduardo Cunha, é escoltado por policiais federais ao deixar o Instituto 
Médico Legal em Curitiba

Apelidado de "homem-bomba" por sua suposta capacidade de implicar legiões de políticos em corrupção, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha tem protagonizado uma ampla especulação de que poderia fechar um acordo de delação premiada com a operação Lava Jato para contar tudo o que sabe.

Só há um obstáculo: investigadores e procuradores dizem que preferem ver Cunha, acusado de receber 6,5 milhões de dólares em propina no esquema de corrupção na Petrobras, preso pelo maior tempo possível caso seja condenado.

Eles só querem fechar um acordo de delação caso o ex-deputado ofereça provas contra líderes de escalões mais altos ou contra um número extraordinário de políticos.

"Muitas pessoas e alguns articulistas dos principais jornais do país andaram falando assim, como se nós tivéssemos uma obrigação de fechar um acordo com Cunha", disse à Reuters o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos principais membros da força-tarefa da Lava Jato, em entrevista em seu escritório em Curitiba.  

    "Eu não vou trocar o Cunha por alguém abaixo dele, eu tenho que trocar por alguém da mesma hierarquia ou acima dele, essa é a lógica do sistema. A menos que ele venha me entregar 200 deputados, 200 deputados menores que ele, daí eu até poderia ter uma multiplicação no sentido quantitativo."
    Duas outras autoridades diretamente envolvidas na operação Lava Jato concordam com isso

Elas disseram que, a menos que Cunha seja capaz de apresentar indícios contra ministros do primeiro escalão do governo do presidente Michel Temer, ou contra o próprio Temer, é improvável que estejam dispostos a negociar qualquer acordo de delação com Cunha, dada a abrangência dos crimes que ele é acusado de ter cometido.

    "Moralmente fazer um acordo com o Cunha é muito caro", disse uma fonte.
    Outra enfatizou que seria difícil chegar a um acordo de delação com o ex-presidente da Câmara pelo fato de os procuradores acharem que ele só mencionaria certos políticos para se vingar por eles terem tirado seu cargo ou por não o terem protegido de alguma maneira da Lava Jato.

"O Cunha me parece uma pessoa que fazia extorsões de empresas, e com isso ele sustentou a sua bancada no Congresso", disse essa fonte. "Eu vou ter que ver a veracidade, se ele está ocultando ou não está ocultando crimes de alguns amigos, enquanto ele vai falando de pessoas que viraram suas inimigas. É um trabalho complicado."

    Marlus Arns, advogado de Curitiba que representa Cunha, não respondeu a pedidos de comentários sobre qualquer possível acordo de delação ou acusações contra seu cliente.

Procuradores também acusaram a mulher de Cunha, Cláudia Cruz, de lavagem de dinheiro, o que aumentou a crença de que o político do Rio de Janeiro irá fazer muita pressão para ser aceito como testemunha do Estado e implicar grande parte do establishment político.

    Que ele solte o verbo para os procuradores é a esperança de muitos brasileiros, que viram com enorme satisfação alguns dos empresários e políticos mais destacados do Brasil caírem em desgraça em um país no qual os poderosos desfrutaram de impunidade por corrupção e outros crimes durante séculos.

"Entendo esse raciocínio. Mesmo", disse Lima. "Mas a minha dúvida sobre o Cunha é se o que ele falar vai oferecer provas contra aqueles acima dele, e isso não tenho certeza que ele pode."
CAMINHO PARA O IMPEACHMENT
Em fevereiro de 2015, Cunha, membro do PMDB de Temer, que durante uma década foi o principal parceiro dos governos do PT, desafiou sua própria coalizão e concorreu com sucesso à presidência da Câmara.

    Meros seis meses depois, ele rompeu formalmente com o governo da então presidente petista, Dilma Rousseff, dizendo que ela estava usando a Lava Jato como uma "perseguição política" contra ele.
    Como presidente da Câmara, só Cunha poderia permitir o início do processo de impeachment contra Dilma, acusada de crimes de responsabilidade fiscal. Ele o fez no começo de dezembro de 2015, poucas horas depois de deputados do PT anunciarem que votariam pela continuidade do processo que levou à cassação de Cunha no Conselho de Ética da Câmara.

    Em maio deste ano Dilma foi afastada pelo Senado em meio à batalha do impeachment e seu vice Temer assumiu em seu lugar, mas Cunha não se livrou das alegações de corrupção.

    Temer se distanciou de Cunha e se recusou a socorrê-lo, desencadeando especulações de que o ex-deputado irá tirar do armário todos os esqueletos de corrupção possíveis do PMDB caso obtenha um acordo de delação.

    O próprio Cunha, pouco antes da votação que cassou seu mandato, afirmou a jornalistas que apenas criminosos fecham acordos de delação e que ele não é um criminoso.
    Mas isso foi antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenar que seu caso fosse encaminhado ao juiz Sérgio Moro, o magistrado à frente da Lava Jato na primeira instância, em Curitiba.

    Moro tem a reputação de analisar casos com rapidez, declarar penas severas e não ter suas decisões revogadas por recursos.


Das 84 pessoas condenadas por Moro na Lava Jato, somente uma reverteu a condenação em instâncias superiores --uma taxa de 99 por cento, estatística muito bem conhecida por aqueles que são julgados por ele.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

A queda de Cunha é para inglês ver. Por Mauro Donato

A queda de Cunha é para inglês ver. Por Mauro Donato
Postado em 13 Sep 2016 por : Mauro Donato
 Vai lançar livro
Vai lançar livro

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ex presidente da Camara dos Deputados, Eduardo Cunha, usou de artifício surrado: ‘previu’ sua cassação pois ela fortaleceria “o discurso de que houve golpe”. Segundo ele, ela aconteceria obedecendo uma lei de compensação e era inevitável pois “o PT quer minha cabeça”.
Ora, Cunha tomou uma surra de 450 a 10 na noite de ontem. Se os deputados fossem tão convictos do golpe a Camara não tinha aprovado o impeachment de Dilma.
Cunha não foi moeda de troca como alega. Ao mesmo tempo, é sim uma cassação ‘compensação’. É uma encenação grotesca de ‘passar o país o limpo’.
Só ontem 450 deputados acordaram para quem é Eduardo Cunha? Mas como se explica aquela vibração toda na ocasião de sua nomeação para presidente da casa, comemorada como uma final de Copa do Mundo e imortalizada em foto? O que comemoravam?
A milionária campanha de Cunha à presidência da Câmara teve contribuição de empresas cujos setores ele depois defendeu com unhas e dentes no Congresso. Essa relação incestuosa engordava o caixa do PMDB e dava-lhe poder dentro e fora do partido. Essa é a justificativa para a alegria dos deputados naquela fotografia. Com Cunha, as tetas se multiplicavam.
Para o grande público, o marido de Claudia Cruz é personagem recente. Mas deputados sabem que desde o governo Collor ele agia com interesses escusos. “Manda e desmanda na Telerj”, disse em 1992 o finado tesoureiro PC Farias, assombrado com a destreza de Cunha para transações obscenas.

Só ontem a filha de Garotinho tomou coragem para chama-lo de mafioso psicopata? Mas não foi seu pai, Anthony, quem ensinou a Cunha os segredos de avançar na carreira política usando a lábia de pregador evangélico? Só Eduardo Cunha é mafioso? Clarissa Garotinho precisa informar-se melhor sobre o que é máfia. Ela não funciona com uma pessoa só.
Durante todo esse tempo, ninguém bateu de frente com Cunha. Político mais poderoso do país nos últimos meses, foi bajulado por partidos de A a Z. E foi útil até o impeachment. Agora gritam ‘ladrão!’ no microfone? Não me engana que eu não gosto. Seria vergonhoso mantê-lo lá, porém sua queda não explica porque foi o processo mais demorado de todos os tempos (11 meses), nem porque ainda está fora da cadeia.

Que ninguém se entusiasme, portanto, com o resultado. Foi justo, mas está longe de significar uma higienização no cenário político. Vide o que disse no final de semana o ex Advogado Geral da União, Fabio Medina Osório a respeito do atual governo: uma máquina para acabar com a Lava Jato. Ok, não falou nada que qualquer pessoa com um mínimo de bom senso não soubesse desde os primórdios dessa palhaçada toda. Mas é alguém que estava no ninho.
Rancoroso, Eduardo Cunha saiu disparando em Michel Temer. Esperava ‘lealdade’ por ter colocado o golpista na cadeira de Dilma Rousseff. Esperava lealdade? De Temer?? Agora o mais novo cassado diz que vai contar tudo em um livro.

Como não espero lealdade de Cunha, muito menos que algum dia ele irá falar a verdade, não anseio pelo lançamento. Só espero que seus dotes literários sejam melhores que os do poeta Michel. Ele já causou estrago demais no país, que poupe o idioma pelo menos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Abandonado por aliados, Eduardo Cunha cai e vira homem-bomba

Abandonado por aliados, Eduardo Cunha cai e vira homem-bomba
Por 450 a 10 votos, o pivô do impeachment de Dilma Rousseff perde o seu mandato Peemedebista fica inelegível por oito anos e deverá ser julgado por Sergio Moro
 Cunha diante de uma faixa no plenário da Câmara.
Cunha diante de uma faixa no plenário da Câmara. ALEXSANDRO 
LOYOLA LID.PSDB

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por muito tempo se vangloriava de ter sua própria bancada, que o alçou à presidência da Câmara em 2015. Era um baixo clero com mais de cem aliados de diversos partidos juntamente com seus correligionários e colegas que fez ao longo de quatro mandatos consecutivos e alegadas estratégias conjuntas para arrecadar fundos de campanha. Por isso, a cena que se via no plenário da Câmara dos Deputados que o cassou nesta segunda-feira era, até alguns meses atrás, inimaginável: Cunha quase unanimemente abandonado. Com exceção de Carlos Marun (PMDB-MS) e de Edson Moreira (PR-MG) - dois parlamentares em primeiro mandato que se tornaram quase guarda-costas dele -, pouquíssimos se aproximavam do ex-presidente da Casa. Apenas esses dois discursaram em sua defesa.
Esse isolamento resultou no placar de 450 votos a favor de sua cassação, apenas 10 contrários e 9 abstenções. O número foi bem superior aos 257 necessários para que ele fosse cassado. Foi o sétimo parlamentar a perder o mandato desde 2001, quando o Conselho de Ética foi criado. Com a cassação, Cunha se tornou fica-suja e fica inelegível até 2027. Sem o cargo eletivo e, consecutivamente, sem a prerrogativa de foro privilegiado, os cinco processos que tramitam contra o peemedebista no Supremo Tribunal Federal (STF) deverão ser enviados ao juiz de primeira instância Sergio Moro, o responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba. Era tudo o que ele não queria.

De todo-poderoso a abandonado, agora ele deve se tornar um homem-bomba, com potencial de abalar toda a classe política brasileira. O temor de parte de seus aliados é que, para se livrar de punições duras, como a prisão, o peemedebista faça um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e entregue alguns de seus colegas em eventuais irregularidades. Ele nega que fará qualquer acordo ("Quem faz delação é criminoso e eu não sou criminoso", repetiu após a cassação),mas diz que contará toda a história do impeachment de Dilma Rousseff em um livro no qual pretende relatar conversas com todos os políticos com quem conviveu neste período. Inclusive o atual presidente Michel Temer (PMDB) e um de seus principais auxiliares, Moreira Franco. Nada foi gravado. "Tenho uma boa memória", disse o ex-deputado ao fim da sessão. Desempregado, Cunha afirma que sua primeira ocupação agora será buscar uma editora que queira publicar esse livro, com o qual ele afirma que pretende "ganhar muito dinheiro". Depois vai pensar no que fazer.
Investigado pelo crime de lavagem de dinheiro e por corrupção, a quebra de decoro parlamentar do ex-todo-poderoso deputado se deu numa sessão armada na CPI da Petrobras para que ele brilhasse. O tiro saiu pela culatra. Foi lá que ele mentiu ao dizer que não tinha contas bancárias no exterior. As investigações do Ministério Público Federal mostraram que ao menos quatro trusts eram controladas por ele.
A sessão da noite de contou com a presença de 470 dos 513 deputados. Foi marcada por uma aguerrida defesa cheias de ameaças e por acusações do peemedebista contra o Governo de Rousseff, que ele ajudou a derrubar. Chamou Dilma de mentirosa. Disse que o PT coordenou a pilhagem da Petrobras. Ressaltou que seu processo é político e que cassá-lo é a principal bandeira de seus adversários. “O PT quer um troféu para justificar seu discurso de golpe”.
Pela segunda vez, Cunha ressaltou que quase 160 deputados têm processos tramitando no STF, assim como ele. Dessa vez, não disse o “eu sou vocês amanhã”, como o fez em sua defesa na Comissão de Constituição e Justiça, em julho. Coube ao seu advogado, Marcelo Nobre, mandar um recado aos parlamentares. “O que vemos nesta casa hoje é uma guilhotina posta, em cima da mesa. Uma guilhotina com nome e sobrenome. Chama-se precedente de linchamento.”
Ascensão, apogeu e queda
Inteligente, frio e calculista, a ascensão de Cunha foi algo inesperado em um partido onde a maioria de seus líderes é de coronéis da política, o PMDB, acostumado mais a acomodação e negociação do que confronto. Em pouco mais de uma década, deixou de ser um influente arrecadador de campanha a líder da legenda no Rio de Janeiro e em todo o país. Alçado a presidente da CCJ, depois a líder do PMDB na Câmara, seu apogeu ocorreu em fevereiro de 2015 quando venceu a presidência da Câmara derrotando o candidato do Governo da ocasião, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Quando passou a ser investigado pela Polícia Federal mudou o tom contra a gestão Rousseff. Rompeu com o PT e passou a atacar o Ministério Público. Seu discurso agressivo é algo do qual ele se arrepende, conforme contou na segunda-feira ao jornal Folha de S. Paulo. O clima de tensão política piorou quando oimpeachment da presidenta passou a se tornar uma realidade. Ao menos 53 pedidos de destituição da presidenta chegaram às suas mãos. Engavetou 40. Aceitou um. E foi essa admissão – aceita por vingança conforme petistas e por evidências de crimes de responsabilidade, segundo o peemedebista – que acabou com a queda da presidenta.

Aliado do presidente Temer, foi abandonado por ele na reta final de seu julgamento. Um sinal disso foi a ausência durante os debates do líder do Governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), e até então aliado de primeira hora do agora ex-deputado.
Em sua última entrevista coletiva no salão verde da Câmara, Cunha já deu seus primeiros disparos. Chamou antigos aliados que votaram pela sua cassação de hipócritas, reclamou do Governo Temer e afirmou que Rodrigo Maia (DEM-RJ), seu sucessor na presidência da Câmara, conduziu o processo de cassação de maneira equivocada, por isso recorrerá ao Judiciário para tentar retomar o seu mandato. "Todo mundo sabe que na verdade, há uma articulação porque no Governo hoje tem uma eminência parda. Quem comanda o governo é o Moreira Franco, que é sogro do presidente da Casa. Então o sogro do presidente da Casa fez uma articulação que fez com que fosse feita uma aliança com o PT e, conseqüentemente, a minha cassação estava na cara". Um dos mais impopulares políticos do Brasil na atualidade parece não querer vender barato sua queda.


Temer numa sinuca de bico

ALEX SOLNIK
Temer numa sinuca de bico
12 de Setembro de 2016
:
Chega ao fim a interminável novela "A cassação de Cunha".

Como em todas as novelas da Globo no último capítulo os bons são recompensados pelas boas ações que praticaram, geralmente casando-se com a irresistível mocinha "bela, recatada e do lar" e os maus pagam por seus malfeitos.
Nenhum autor da Globo despreza essa fórmula.
E, se desprezar, o diretor acima dele puxa a sua orelha.
"Lewandowski" em conta tudo o que aconteceu nos capítulo anteriores não há como prever um final feliz para Cunha.
Ele cometeu desatinos demais para merecer compaixão ou misericórdia ou uma nova chance.
De qualquer modo, somente no último capítulo é respondida a dúvida principal da história: Cunha mentiu ou não mentiu ao dizer na CPI da Petrobrás que não tinha contas bancárias no exterior?
Nunca tantas provas irrefutáveis foram reunidas contra um político brasileiro tanto na Suíça quanto no Brasil.
Nunca os brasileiros tiveram tanta certeza que ele mentiu.
Para garantir o ibope, a Globo costuma perguntar ao público o que ele quer que aconteça na novela que, por ser uma "obra aberta" pode ser modificada em pleno voo.
Como o público quer que ela termine, inclusive.
A Globo já percebeu o que o público quer que aconteça com Cunha no final.
A maior formadora de opinião do país já formou sua opinião a respeito: Fora Cunha.
A política é cruel. Cunha tinha força enquanto ameaçava com o processo do impeachment, foi o seu apogeu. Ele perdeu poder quando o aceitou, mas não totalmente, logo depois reuniu a manada para levar adiante o seu delírio.
Quando a bola passou aos senadores seu poder se esvaiu.
Agora que perdeu poder e virou o inimigo público número 1, mais queimado que um palito de fósforo usado, ele não serve mais para nada.
Ao contrário, atrapalha.
É uma pedra no sapato de Temer. É uma pedra no sapato de Aécio.
Além disso, ele perdeu o poder de barganha: não pode mais garantir o futuro de seus aliados. A fonte secou.
E a política não mira o passado, mas o futuro.
Quem votar nele, hoje, não será um aliado, mas um cúmplice.
Alguém que lhe deve supostos favores cabeludos.
E será rejeitado pela população nas próximas eleições.
Quem votar nele, hoje, vai ajudar a manter o seu foro privilegiado, onde os processos se arrastam por séculos.
Quem votar nele hoje vai ficar sob suspeita de ser um potencial delatado de Cunha, se ele tiver que falar em Curitiba.
Eu não queria estar na pele dos aliados de Cunha, principalmente na de Temer.
Temer está numa clássica sinuca de bico.
Se Cunha não for cassado vão dizer que foi por culpa dele.
Se for, Cunha vai dizer que foi por culpa dele.

Haja o que houver ele será o culpado.

sábado, 16 de julho de 2016

MICHEL TEMER NÃO ATENDEU O CONVITE DA POLÍCIA FEDERAL A DEPOR

MICHEL TEMER NÃO ATENDEU O CONVITE DA POLÍCIA FEDERAL A DEPOR
Na ação, Michel Temer foi citado como beneficiário de propinas arrecadadas por Azeredo, após indicá-lo para a CODESP.
julho 15, 2016 9:19 pm
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Em 2009, ao presidir a Câmara dos Deputados, o hoje vice-presidente no exercício da presidência, Michel Temer, deixou sem resposta três convites da Polícia Federal que lhe abriam a chance de refutar as acusações de receber propinas de empresas que atuavam no Porto de Santos.
Ao desprezá-los, ele não só ajudou a manter viva a suspeita de se beneficiar do esquema fraudulento, como decepcionou um antigo aluno e grande admirador: o delegado federal Cássio Luiz Guimarães Nogueira.

Nogueira, lotado na delegacia da Polícia Federal em Santos, foi quem presidiu, a partir de 2008, o Inquérito Policial nº 5.104, instaurado em 2006. Este lhe caiu nas mãos por acaso, junto com outros, quando voltou a presidir investigações. Tratava de possíveis fraudes à lei de licitações e também lavagem de dinheiro, envolvendo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP).
Eram fatos que, pessoalmente, o delegado desconhecia, embora até já tivessem aparecido em páginas de revistas e jornais. Seria mais um entre os muitos inquéritos que teria que tocar, não fosse um detalhe a lhe chamar a atenção: o envolvimento de seu ex-professor Michel Temer.
No meio da papelada, estava a petição inicial do processo de Reconhecimento e Dissolução Estável, Cumulada com Partilha e Pedido de Alimentos (Ação 00632820-2), ajuizada na 3ª Vara de Família, Órfãos e Sucessão, de São Paulo.
Quem a propôs foi Érika Santos, então estudante de psicologia, contra seu ex-companheiro Marcelo de Azeredo, que ocupou diversos cargos públicos desde 1987, culminando com a presidência da CODESP (1995/1998), sempre indicado por Michel Temer, prócer do PMDB, como admitiu Érika. Para este último cargo, a indicação política foi no então governo tucano de Mario Covas (janeiro de 1995 a março de 2001).

Viagens e espancamentos – Érika, aos 20 anos, em 1997, enamorou-se de Marcelo e com ele teve uma vida conjugal logo após se conhecerem em Brasília, onde ela se preparava para o vestibular. Por conta da relação, abandonou a família e mudou-se para São Paulo. Se, por um lado, beneficiou-se de passeios pela Europa – incluindo uma romântica travessia de gôndola pelos canais de Veneza -, Estados Unidos e Américas Central e do Sul, teve também momentos de horrores e dissabores, como contou na ação ao justificar o fim do relacionamento:
“Sempre que exagerava no consumo de álcool, o que ocorria quase que diariamente, pois o requerido (Marcelo) tomava um verdadeiro coquetel quase todos os dias, de meia garrafa de wodka, com medicamentos “faixa preta”, tais como “inibex” e “dormonid”, voltava sua violência para a requerente, agredindo-a inúmeras vezes.
A gota d’água teria sido no ano de 2000 quando, quando novas violentas agressões, em abril e julho, a levaram a sair da casa dele.
Curiosamente, na ação apresentadas à Vara de Família ela revela estas agressões sofridas em 2000. Mas o documento apresenta como data 11 de agosto de 1999. Como o processo corre em segredo de Justiça, fica difícil verificar a data real em que ele foi iniciado.
Na ação, Michel Temer foi citado como beneficiário de propinas arrecadadas por Azeredo, após indicá-lo para a CODESP. Temer nega, hoje, esta indicação. Mas, ela foi confessada pelo próprio interino ao participar, já no cargo, da primeira reunião de diretoria. Por causa desta indicação é que, segundo Érika, o então deputado ficava com 50% da “caixinha” que as empresas pagavam o que teria lhe rendido R$ 2.726.750,00.

O documento era de 1999. Já fora noticiado pela revista Veja, em matéria do repórter Rudolfo Lago, em março de 2001. Mas Nogueira desconhecia aqueles fatos suficientes para, se comprovados, derrubarem a imagem que cultivava do antigo mestre.
“Ele não de me deu aula diretamente, mas era titular de cadeira e dava aulas de Direito Constitucional na PUC.Tanto ele como Franco Montoro eram pessoas de renome que eu admirava muito e que faziam parte desta nata de professores da PUC de São Paulo. Eu era profundo admirador do professor Michel Temer. O histórico de carreira dele, para mim, era um alento, talvez até servisse de uma bússola profissional. Foi um dos melhores secretários de Segurança Pública que o Estado de São Paulo já teve.Tanto é que, em uma das noites na PUC eu pedi para ele autografar o meu livro, Os Elementos de Direito Constitucional, que guardo até hoje”, diz Nogueira, que após 27 anos de polícia, 17 como delegado federal, aposentou-se e advoga.

A dedicatória do autor e professor de Direito Constitucional nada tem de especial, foi tipo padrão: “Ao prezado amigo Cássio, com os cumprimentos do Michel Temer”.
Além de toda a admiração que Nogueira nutriu pelo antigo mestre, há outro detalhe de sua vida atual que afasta a possibilidades de tentarem lhe impingir qualquer interesse escuso,ou mesmo político/partidário quando comenta tais fatos. Nas últimas eleições municipais em Santos, concorreu a vereador pelo PSDB, partido ao qual continua filiado.
Investigação paralisada – No seu primeiro contato com o inquérito, constatou que, embora tramitando há dois anos, a investigação não tinha avançado.
Entre os documentos acostados aos autos, uma espécie de planilha detalhava os valores, como ele narra:

“Pois bem, havia alguns códigos, percentagens etc. e tal. Havia indicação de duas letras MT e a própria Érika indicava na sua petição inicial que este MT significava Michel Temer. Para mim foi uma surpresa muito grande”.
Explicações na tribuna – Quando a denúncia de Érika veio a público, conforme Nogueira apurou anos depois, teve “o efeito de uma bomba, na cidade, dentro da comunidade portuária de Santos, etc..”
Porém, tão surpreendente quanto à denúncia em si, foi a decisão da ex-companheira de Azeredo ter desistido da ação. Curiosamente, não há qualquer documento público confirmando tal desistência.
Ela foi narrada, pelo próprio Temer, em discurso na Câmara dos Deputados, onde já não ocupava a presidência, em março de 2001, logo após a circulação da reportagem de Rudolfo Lago. Na justificativa de Érika, lida por ele sem citar os nomes dos envolvidos, como se isto fosse um mistério, constava:
Quero até revelar a minha surpresa em função da matéria publicada, porque contratei novo advogado, de nome José Manuel Paredes, que foi quem me fez entender a minha real situação jurídica com relação ao Sr. — fulano de tal, que era o companheiro dela — e que me motivou a pedir a desistência da ação proposta na 3ª Vara da Família e das Sucessões de São Paulo, sendo que inclusive já foi até homologada por sentença, pela Juíza.
Para não deixar dúvida em relação ao histórico contido na peça inicial daquela ação, a qual eu não subscrevi, esclareço que os documentos mencionados nela não foram tirados do computador pessoal do meu ex — companheiro fulano de tal, como foi dito —, mas sim chegaram-me às mãos, anonimamente, em envelope fechado, sem identificação do remetente. Entreguei os tais documentos aos meus ex-advogados para simples análise e não para serem utilizados, já que não tinha certeza nenhuma da verdade do conteúdo e da sua origem.

Patrimônio incompatível – Nas explicações de Temer, Érika destituiu os advogados anteriores – Martinico Izidoro Livovschi e Sérgio Paulo Livovschi – por eles terem usado os documentos que disse lhe terem sido encaminhados por fonte anônima. A destituição ocorreu por notificação, através de um instrumento público, em 21 de dezembro do ano 2000.
Apesar de toda a disposição de Érika em esclarecer a pendenga jurídica ao então deputado Temer em 2001, seis anos depois, quando o delegado Nogueira a quis ouvir, não a encontrou.
“E assim, surpreendentemente, ela desistiu da ação pouco tempo depois e, simplesmente, sumiu. Ninguém tomou conhecimento… nem nós da Polícia Federal sabíamos qual que era seu endereço, se ela tinha mudado de cidade, se ela tinha mudado de país. O fato é que a menina tinha sumido e sem a gente saber exatamente o porquê dela ter desistido da ação. Foi uma coisa muito surpreendente, inesperada, abrupta. E era um dos pontos que a gente pretendia insistir nesta investigação para que ela pudesse evoluir, para que ela pudesse buscar mais fundamentos, porque ela afirmava que este MT queria dizer um código para Michel Temer, coisas que não tínhamos até então”, me explicou o delegado.

Àquela altura, por meio de consulta à Receita Federal, Nogueira confirmou que Azeredo apresentava um padrão de vida nada compatível com seus ganhos oficiais. Entre eles um Porsche, modelo Carrera, ano 1997, placa CMP 0019.
“Segundo os informes que circulavam aqui, dentro do Porto de Santos também nós apuramos que por vezes ele chegava de helicóptero para dar expediente na CODESP”.
Sem conseguir localizar Érika, e achando que ainda não era o momento de interrogar Azeredo, Nogueira não tinha como confirmar as informações apresentadas na Ação da Vara de Família. Foi quando tentou ouvir o deputado Michel Temer, seu antigo professor, cuja carreira, como confessou, lhe servia de exemplo. Surge a grande decepção.
Pessoalmente, em 2009, ele assinou dois ofícios pedindo ao já novamente presidente da Câmara (2009/2010), que marcasse dia, hora e local para falar, na condição de testemunha. O terceiro “convite” foi encaminhado por um colega que o substituiu provisoriamente no inquérito, quando, por férias ou por missão fora de Santos, afastou-se temporariamente do caso.
Temer, que em março de 2001, na tribuna da Câmara, fez questão de ressaltar o interesse em limpar seu nome, manter sua honra, àquela altura parece que já não tinha a mesma preocupação. Não houve qualquer resposta aos três ofícios. Os superiores de Nogueira chegaram a questioná-lo se as cartas tinham sido mesmo entregues na Câmara dos Deputados?

Chance para se explicar – “A minha iniciativa, o meu direcionamento no inquérito foi dar a chance para que ele pudesse refutar essas afirmações. Acho que é do interesse. Sempre que alguém está comentando um tipo de infâmias a seu respeito, você tem que dar oportunidade à outra parte de se manifestar. Foi isso que eu fiz. Eu encaminhei ofícios pedindo ao então presidente da Câmara, Michel Temer, para marcar dia, hora e local para que pudesse prestar declarações. Ele seria ouvido como testemunha. Dizer o que ele tinha a dizer a respeito destas afirmações da Érika. Infelizmente não houve sucesso nessa empreitada”, lamenta.
Sem localizar Erika nos endereços dela de Santos e os que estavam na procuração dada aos advogados, e não obtendo resposta do convite a Temer, Nogueira traçou outra linha de atuação. Pensava em utilizar-se das chamadas “medidas invasivas”, entre as quais, os grampos telefônicos.
Para tal era necessária a devida autorização judicial. Mas, por envolver um personagem com direito a foro especial – Temer –, ela deveria ser emitida por corte competente, no caso o Supremo Tribunal Federal:

“Entendi que era o caso de encaminhar para o Supremo. Não para que fosse oferecida a denúncia, porque não havia no inquérito elementos suficientes para isso. Mas sim, que fosse encaminhado para o Supremo, aforado perante o Supremo para que, a partir daí pudessem ser requeridas medidas necessárias, inclusive invasivas da privacidade e que não viessem ser contestadas futuramente”.
Arquivamento sem investigação – A proposta feita por ele à procuradora da República que atuava em Santos, Juliana Mendes Daun, foi prontamente acatada, o inquérito remetido à Justiça, onde ganhou o número 2004.61.81.001582-7 e remetido ao Supremo. Lá, só foi dar entrada em 28 de fevereiro de 2011, aforado com o número 3105/SP, caiu na relatoria do ministro Marco Aurélio Mello. Àquela altura, Temer já era o 24° vice-presidente do país, no primeiro mandato de Dilma Rousseff.
O relator entendeu desnecessário o sigilo em torno do caso, determinou que apenas os apensos fossem envelopados e lacrados, para não serem acessados por estranhos. Ainda assim, misteriosamente até sexta-feira (08/07) o caso continuava com tramitação oculta dentro daquela corte.

A denúncia de Erika já circulara pelo Supremo anteriormente, através de peças encaminhadas àquela corte pela Vara de Família. Mas tramitaram como Procedimento Administrativo. Foi como tal que ela chegou às mãos do então Procurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, já à época conhecido como “engavetador da República”, sempre que um caso mexesse com figuras importantes, notadamente ligadas apo esquema político do Palácio do Planalto.
Brindeiro, também neste episódio, não desmereceu o apelido. Com base apenas nos documentos encaminhados pela Vara de Família, ele determinou o arquivamento “em face da inexistência de suporte mínimo de indícios a justificarem a persecução penal, tampouco a prática de qualquer crime por parte do deputado federal Michel Temer”.
Quando o inquérito 3105/SP, em 2011, foi remetido pelo ministro Marco Aurélio para a apreciação do então procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, ele considerou que “as provas colhidas no curso da investigação não trouxeram elementos novos que autorizem a reabertura da investigação, já arquivada, contra Michel Temer.

No seu despacho, Gurgel não se ateve à proposta do delegado Nogueira, e insistiu na tese que “todas as diligências realizadas tiveram por objetos fatos relacionados a Marcelo de Azeredo, seja em decorrência do suposto acréscimo patrimonial a descoberto, seja em razão de eventuais atos praticados na condição de presidente da Companhia de Docas do estado de São Paulo”.
E foi assim que concluiu, em 8 de abril de 2011, que “as diligências realizadas enquanto a investigação tramitou perante a Polícia Federal não trouxeram novas provas dos fatos em apuração que evidenciassem qualquer envolvimento de Michel Temer, não havendo, portanto, justa causa para a tramitação do presente inquérito”.
Ou seja, como o delegado tinha dito que dependia de novas investigações, conclui-se que encerraram o caso em relação ao já então vice-presidente sem que ele, na verdade, fosse investigado. Nem mesmo chegou a ser ouvido. Não conseguiu apagar a pecha de ter se beneficiado da caixinha no Porto de Santos. Algo que lhe acompanhará eternamente, tanto quanto o papel de conspirador.

Por Diário do Centro do Mundo, DCM.